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História Casa Compartilhada - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Capítulo Dez: Saudades (Hashirama)


Estava no ônibus que me conduzia até minha cidade. Passaria a virada do ano com meus pais, mataria a saudades deles e de meus antigos amigos. Estava feliz por vê-los novamente, mas no fundo sentia um aperto incômodo no peito. Matava uma saudade para alimentar outras sete.

- Papa, mama – corri para seus braços, sentindo o cheiro nostálgico e acolhedor do amaciante de lavanda favorito de minha mãe.

- Que saudades, Mila – mama me beijou o rosto e limpou minhas lágrimas.

Já acomodada em casa, esperava pacientemente o jantar ficar pronto após ter ajudado minha mãe com ele. No quarto, de banho tomado, pensei nos meninos. Pensei em Hashirama e Shisui, principalmente.

Antes de sair de lá, dia 27 de dezembro para ser mais exata, Shisui voltou de viagem, justo um dia antes de eu viajar.

- Shisui – sorri e corri para abraçar meu amigo na soleira da porta de entrada. Beijei-lhe o rosto sentindo suas mãos apertarem meu quadril contra ele. Que saudade estava dessas mãos.

- Mila – disse ele demorando-se no abraço. Obito e Itachi no sofá da sala nos observavam com expressão indecifrável. Shisui caminhou até eles. – Não vão me dar boas vindas? – sorriu sarcástico.

Depois do jantar, naquele mesmo dia, subi mais cedo que o normal para tomar um banho demorado. Quando a madrugada caiu, fria e silenciosa, caminhei automaticamente até o quarto de Shisui. Estava morta de saudades de suas caricias, de como me entendia e me adorava.

- Shisui – bati e chamei-o sussurrando. Prontamente o rapaz abriu a porta.

- Mila – sorriu iluminando meus pensamentos.

- Posso entrar? – disse caminhando pelo espaço que ele havia aberto para entrar.

- Claro.

Sem dizer nada, aninhei-me em sua cama, cobrindo-me com seu edredom quente e cheiroso. Ele deitou-se logo em seguida, me envolvendo em seus braços fortes e grandes.

- Senti sua falta, Mila – disse ele ao pé do meu ouvido, depositando em meus lábios um selinho tímido.

- Eu também – sussurrei o abraçando. Envolvendo minha perna em sua cintura, grudei nele como um coala. Ele sorriu.

- Sabe do que mais senti saudade? – perguntou assumindo um tom erótico e arrastado em sua voz.

- Do quê? – correspondi no mesmo tom.

Shisui beijou-me ardentemente por instantes antes de lamber meu pescoço sussurrando.

- De foder você – arfei com sua sentença, desesperada pelo contato com ele. Sem pensar duas vezes subi em cima de Shisui, tomando-lhe os lábios com urgência. Tinha esquecido como o rapaz beijava bem.

Shisui passeou suas mãos pelo meu corpo como se tivesse almejado há anos este contato, seus dedos percorriam as limitações de minhas roupas, hesitando antes de se livrar delas. Uma vez nus, nossos corpos gritavam um pelo outro, não houve preliminar, não houve troca de olhares sensuais, foi instintivo, provocante, selvagem. Sentei em seu membro rijo e vermelho, deliciando-me com seus gemidos baixos.

O moreno apertava-me os seios com afinco, gemendo meu nome diversas vezes.

- Meu Deus! Como senti falta disso – gemia. – Eu sonhava todos os dias com sua buceta molhada devorando meu pau.

Sorri satisfeita com suas confissões, queria mesmo ele louco por mim. Minhas investidas em seu pau começaram a se tornar frenéticas, intensas. Meus gemidos já não se restringiam ao meu peito, saiam de mim com necessidade, com desespero.

- Mila, eu vou gozar assim – disse ele atormentado pelas sensações que lhe causava.

- Eu sei, eu quero que você faça uma bagunça dentro de mim; eu quero sentir o calor da sua porra dentro do meu corpo, Shisui – ele estreitou os olhos gemendo.

Senti suas pernas inquietas e no momento final, no último segundo de sanidade antes do orgasmo arrebatar nossos corpos e mentes, Shisui disse:

- Eu te amo, Mila – o fato de estarmos gozando me fez não prestar atenção para essas palavras de imediato, mas uma vez recuperados, comigo em seus braços, ele voltou a dizer. – Estou falando sério – olhei-o encabulada. – Eu amo você, não consegui ficar com ninguém, não consegui pensar em mais ninguém. Eu preciso de você comigo.

Suas palavras me deixaram sem chão, Shisui aguardava uma resposta e temendo a negativa disse:

- Não diga nada, tome suas férias da casa para pensar nisso. Eu quero seriamente um relacionamento com você, Mila! – disse acariciando meus cabelos, encaixando seu queixo no topo de minha cabeça, evitando me encarar.

[...]

- Mila, venha comer querida.

Fiquei alheia à conversa da mesa, meus pais estavam comentando aleatoriedades, enquanto eu me perdia nos meus pensamentos incoerentes. Eu bem sabia que tinha que tomar uma atitude frente à declaração de Shisui, mas não sabia qual. Estava me divertindo na casa, não tinha intenção nenhuma de me comprometer agora, além do mais, tinha a faculdade e meus projetos para pensar.

Estava inclinada a rejeitá-lo, sem perder sua amizade no processo. Mas como?

[...]

- Mila, filha, pode ir ao mercado pra mãe? Preciso de algumas coisas para o almoço – era cedo e eu mexia no celular na sala. Trocava mensagens com Obito e Hashirama sobre como sentia falta deles e eles de mim. Shisui provavelmente estava dormindo, tornou-se um hábito dele me mandar bom dia e boa noite, ainda mais depois de sua confissão.

- Claro, mãe, o que quer que eu compre?

Dirigindo até o mercado, me dei conta de como minha cidade era tranquila e pacata, diferente da movimentada capital. Não que eu não gostasse do agito e barulhos urbanos, mas de vem em quando sentia muita falta do sossego e barulho de cigarras.

No mercado, peguei todos os itens da lista, exceto pelo sal grosso. Na prateleira de não perecíveis, havia apenas mais um pacote da marca que minha mão havia especificado. Não entendia bem o porquê ser este, e apenas este, tipo de sal, mas logo o puxei. No instante que fiz menção de tirá-lo da prateleira, senti o toque de outra mão o puxando também. Ao olhar para o lado, vi um rapaz alto, de cabelos escuros e pele pálida. Leves traços orientais, não mais que 25 anos, um tanto rabugento em sua expressão. Se o olhasse analiticamente, diria que era uma versão mais nova de Itachi.

- Desculpe – disse a ele. – Mas preciso desse sal, em específico desta marca, para minha mãe.

O rapaz me olhou de cima a baixo, com certa reclusa no olhar. Retirou sua mão do produto e suspirou em decepção.

- Que seja, é apenas sal – disse ele pegando outro pacote de outra marca. – Como é seu nome? – perguntou analítico.

- Camila – levantei uma sobrancelha em desconfiança. – Por quê?

- Camila, meu nome é Sasuke, guarde-o bem, pois você está em débito comigo – o rapaz sorriu ladino, agarrando meu punho, fazendo com que meus movimentos se limitassem. Fiquei atônita o encarando com incredulidade.

- Que você pensa que é? – disse engolindo a raiva.

- Eu conheço você, estudávamos na mesma escola do ensino médio. Você era a esquisita que não falava com quase ninguém – disse me encarando analiticamente. – Como mudou. Está bem mais bonita – disse se aproximando de meu ouvido direito.

Eu sinceramente não me lembrava dele, não tinha sequer resquícios de sua imagem em lembranças passadas, talvez ele fosse um dos desajustados que ninguém nota também, mas com esse comportamento? Pensei que fosse algum tipo de retardado ou um daqueles rapazes narcisistas necessitados de atenção e atuações dramáticas. Não liguei para ele, visto que tinha mais o que me preocupar. Paguei minhas compras e voltei para o carro de papai, o qual havia emprestado para ir até o mercado.

À noite, recebi uma ligação de Hashirama. Meu coração disparou, meu estomago ficou gelado e doente. Antes de atender tentei encenar calmaria e despreocupação, ele não podia notar o quão abalada me deixava.

- Boa noite, Mila – disse ele com voz tímida.

- Boa noite, Hashi, como está? – era extremamente difícil conter a tremedeira, mas aos poucos consegui assumir o controle.

- Estou com saudades – ouvi seu riso anasalado do outro lado da linha. – Estou no jardim olhando algumas flores e me lembrei de você, como está ai?

- Estou bem! Também sinto sua falta – disse quase que automaticamente. Não queria demonstrar o que sentia, mas verdade seja dita, sentia muita falta dele e de seus beijos.

- Quando volta? – sua pergunta me surpreendeu, pigarrei ao responder, temia que nem eu conseguisse sair dessa ligação com as estruturas emocionais intactas.

- Semana que vem, no primeiro domingo do ano – disse baixinho, sentindo o vento fresco entrar pela janela e erriçar meus pelos.

- O que você está fazendo?

- Deitada, olhando o teto – ri de minha própria monotonia. – E você?

- Sentado no balanço do jardim, apreciando o silêncio da casa, alguns dos meninos saíram, Tobirama prepara o jantar e eu tomei um tempo para te ligar, sem a interrupção de ninguém.

Sorri involuntariamente lembrando do toque dele, dos beijos e abraços, do sexo e das sacanagens que ele amava falar enquanto fodia.

- Hashi – disse num tom arrastado e manhoso.

- Sim.

- Você já fez sexo pelo telefone? – perguntei sentindo o calor subir por minhas pernas, e os primeiros indícios de minha excitação me tirar o folego.

Hashirama riu, podia imaginar cada uma de suas ações, agora, provavelmente, passava a mão pelos belos e longos cabelos castanhos, coçando a nuca e fechando os olhos para sorrir.

- Não, Mila. Como isso acontece? – disse ele meio tímido, meio intrigado.

- Bom, primeiro eu te conto como eu estou vestida, sabe, para alimentar sua imaginação – disse levantando-me da cama, caminhando até o espelho de meu guarda-roupa, onde poderia me ver por inteira.

- E como você está vestida, Mila? – disse ele baixinho, podia jurar que já estava de pau duro. Sorri.

- Visto uma camisa rosa larga, sabe, dessas que são modelos masculinos, mas amamos vestir parra dormir?

- Sim...

- Não visto nada por baixo, a não ser uma calcinha fio dental preta, tão pequena e bem desenhada... – disse mordendo meu lábio inferior, sorrindo com os suspiros do homem na linha.

- Posso imaginar – disse ainda muito tímido.

- E você, Hashi, o que veste? – estava ansiosa, passava minha mão pelo meu corpo apenas sentindo sua respiração pesada do outro lado da linha. Como será que seu rosto estava? Podia imaginá-lo tensionado em desejo, com a boca entre aberta, pronto para me beijar.

- Camisa social branca, calça jeans escura e cueca – ele riu. – Nada excepcional. – Achei fofo sua timidez e falta de jeito, entendi que teria que ser a guia dele nesse novo jeito de se divertir sexualmente.

- Você deve estar delicioso – sorri animada. – Imagino como deve estar cheiroso, como seus cabelos caídos sobre seu ombro devem estar cheirando à camomila – fechei os olhos com força deslizando minha mão até minha virilha, brincando com o elástico da calcinha. – O que você quer que eu faça?

- Como assim? – riu baixo.

- Mande e eu obedeço, por exemplo, se você quiser eu posso tirar minha roupa e me tocar como você mandar – ouvi seu rosnado baixo. Sabia que entraria na brincadeira.

- Bom, se a brincadeira vai ficar séria assim, acho melhor eu ir para o quarto – disse ele. Aguardei sua voz voltar a soar em meus ouvidos. – Pronto – disse rindo baixo. – Então, querida, o que acha de começar tirando sua camisa e massageando esses belos peitos – ele estava mais solto, mais ativo. Seria uma noite muito boa.

Assim que tirei a camisa, voltei a dizer:

- Sabe, quando suas mãos apertam meus peitos com força, assim como estou fazendo agora, sinto que sou totalmente vulnerável a você de uma forma tão perigosa – ouvi seus gemidos baixos. – Quero que você tire sua roupa. Toda. – ordenei.

- Feito – o disse rindo. – Sabe, eu acho que dava pra deixar essa experiência mais, visual, não acha?

- Você quer fazer uma chamada de vídeo? – perguntei empolgada.

- Sim...

- Certo – sorri. Ele desligou a chamada e ligou logo em seguida por vídeo. Eu o atendi de imediato, sorrindo ao ver seu rosto perfeito e bem desenhando mais uma vez.

- Se afaste um pouco querida, quero te ver – disse ele arrumando seu celular em algum canto onde não caísse. Também arrumei o meu e caminhei até onde conseguia mostrar meu corpo inteiro, girando e fazendo gracinhas para a câmera. A invenção de fones sem fio foi certamente muito útil nesta experiência. – Como você está maravilhosa – disse sentando-se na cama, de maneira que a câmera pegasse todo seu corpo. Estava sentado com as pernas em lótus, seu pau, já duro e bem acordado, batia levemente em sua barriga trincada pelos exercícios e esportes constantes. Seu cabelo caia vasto por seu tronco, escondendo parte dos braços e tórax.

Caminhei até o celular para apreciar melhor seu corpo. Sentei em um local no chão no qual Hashi pudesse me ver por completo, perto o suficiente para que ele visse tudo com muita nitidez.

- Abra as pernas, querida, tire a calcinha e abra as pernas pra mim – disse ele acariciando lentamente seu pau avermelhado. Obedeci ao homem, estremecendo com a situação.

- Assim? – perguntei o encarando pela tela. Ele gemia alto, empurrando seu pau para baixo, a fim de me mostrar toda a extensão do membro rijo. – Sabe o que eu faria se estivesse ai? – perguntei acariciando minhas coxas, passando minha mão por todo o tronco, apertando com força meu seio.

- O quê? – gemeu ele, ainda forçando o pênis para baixo.

- Eu beijaria sua boca lentamente, lamberia e chuparia cada centímetro de seu pescoço, descendo até sua clavícula tão bem marcada em seus ombros, descendo cada vez mais até sua virilha – Hashirama fechava seus olhos com força, enquanto voltava a acariciar o membro com delicadeza, apenas com a ponta dos dedos.

- O que mais?

- Beijaria da base à cabeça de seu pau – suspirei com o contato de meus dedos na entrada de minha buceta. – Depois me afundaria nele até o limite de minha garganta, até ver que você não aguenta mais de tesão – Hashi suspirava fundo, entre gemidos e arfadas.

- Isso foi muito bom de imaginar, mas eu queria mesmo que você estivesse aqui esfregando essa buceta deliciosa nele – disse encarando a tela com olhos penetrantes e sugestivos. – Coloque dois dedos em sua buceta, Mila, quero ver eles te fodendo como eu mesmo faria se estivesse ai – disse arcando suas costas para expor seu pau mais uma vez para a câmera.

Obedecendo à sua ordem, estoque lentamente dois dedos em mim, contorcendo-me com a sensação de prazer.

- Isso – disse ele. – Mais fundo querida, quero vê-los sumindo dentro de você – sussurrou ele.

Assim o fiz, sentindo meus dedos penetrar fundo em mim, sonhando acordada que fossem os dele.

- Hashi – chamei após recobrar minha fala.

- Sim, querida – disse ele arrastado.

- Molhe seu pau com sua saliva, imagine que sou eu lambendo-o; imagine que sou eu babando nele – contorci-me com seus gemidos; com a sensação dos meus dedos tremendo dentro de mim.

O homem lambeu lentamente a palma de sua mão grande e marcada por veias, deixando um risco viscoso pendurar-se entre seus lábios e a mão, lambuzando todo seu pau com o líquido, gemendo baixinho com o contato.

- Isso! – disse agora estimulando meu clitóris, completamente atordoada pela cena.

Hashirama subia e descia sua mão molhada, gemendo meu nome.

- Mila, minha querida, que saudades da sua boquinha deliciosa chupando meu pau, engasgando com ele – gemeu ele.

Eu apreciava deleitosa cada uma de suas palavras e movimentos, deixando escapar alguns gemidos abafados e palavras desconexas.

- Fica de quatro, querida, me mostra essa bunda deliciosa – disse ele sem parar com os movimentos.

De quatro para a câmera, olhava-o por cima dos ombros.

- Me imagine comendo você assim – gemidos. – Socando com força enquanto faço caricias em seus peitos e clitóris com minhas mãos; enquanto bato em sua bunda com força para descontar toda a angustia que sua buceta apertada me causa – disse ele atormentado pela imaginação fértil, me deixando cada minuto mais próxima do gozo.

Virando-me novamente para sentar como estava. Abri o máximo que pude minhas pernas e voltei a me estimular, sentindo os primeiros indícios do orgasmo.

- Hashi, como sinto falta do seu pau, como quero sentar em você até perder a sanidade – ele me encarava com rosto contorcido em tesão, fechando os olhos com força sempre que ouvia minhas sacanagens. – Hashi, vou estou no limite – disse não podendo mais conter o gozo.

- E... Eu também querida. Goza comigo! – disse aumentando a velocidade de sua masturbação, bem como fiz com a minha.

Nossos gemidos se intensificaram, podia ver suas pernas inquietas, minha respiração estava pesada e dificultosa.

- Merda! – ele disse. – Vou gozar, Mila – gemeu. – Queria estar gozando na sua boca deliciosa, lambuzando esse rostinho perfeito – disse antes de verter seu gozo por toda cama e além. Essa cena foi mais que suficiente para me fazer sentir aqueles dois segundos no paraíso.

Conversamos mais um pouco por vídeo chamada, nus e descontraídos. Hashirama tinha mesmo todos os subsídios para me fazer sentir-me uma mulher madura e poderosa. Seu sorriso me desestabilizava por completo.

Sonhei com ele naquela noite, me pedindo em namoro como Shisui fez.

[...]

A virada do ano foi linda e farta, muita comida e amigos próximos. Bebemos e rimos a noite toda. O primeiro domingo do ano chegou e com ele minha partida. Abracei meus pais por tempo demais, e jurei voltar nas férias. Estava vestida com o presente de Obito, realmente o vestido me tornava 50% mais atraente do que o normal. Sorri pensando nele.

Rejeitei o pedido de Hashirama em me buscar, não queria que se preocupasse com isso. Peguei um Uber e assim fui para casa, de volta à minha rotina. Ao chegar em casa, fui recebida por abraços e desejos de um ano cheio de conquistas.

- Sentimos sua falta, Mila – disse Obito me apertando forte contra seu peito. – O vestido realmente caiu muito bem em você – sussurrou ele ao pé do meu ouvido.

Sorri disfarçando o embaraço, e voltei minhas atenções para os outros.

- Senti falta de vocês também. Cadê o Ita? – perguntei sentindo sua ausência entre os mais novos dispostos na sala.

- Ah, ele foi buscar o irmão pra passará uns dias com a gente. Parece que pediu transferência do estágio no interior para trabalhar na empresa do papai – disse Obito pegando minhas malas para me ajudar. – Vamos, eu te ajudo, gatinha.

Subimos as escadas em silêncio, Obito ia à frente, cantarolando.

- Pode deixar em qualquer canto, Obi – disse, me livrando de da mochila pesada, despencando na cama, estirando meus braços e pernas para me alongar. Senti Obito sentar ao meu lado na cama, quando volto minha atenção para ele, sou surpreendida por um beijo.

- Senti sua falta, gatinha – disse entre selinhos. – Estava pensando, depois de você se recuperar da viagem, a gente podia sair juntos, ver um filme, talvez – disse ele com aqueles olhos de filhote, implorando por mais intimidade comigo. Embalei seu rosto entre minhas mãos e sorri.

- Certo – disse o analisando. Deus, como ele era bonito.

[...]

Assim que Obito saiu do meu quarto, passei mais alguns minutos contemplando o teto, de maneira que nem percebi que cai no sono. Cochilei até às 8h da noite, quando Tobirama me acordou.

- Mila, o jantar... – disse ele entrando. – Desculpa te acordar, a porta estava aberta.

- Tudo bem, Tobi, não queria dormir tanto – sentei-me na cama, coçando os olhos.

- Como foi sua viagem? – perguntou ele sentando-se ao meu lado.

- Boa, matei a saudades de casa – sorri relembrando de meus pais.

- Que bom, querida – disse ele acariciando meus cabelos, os ajeitando. – Fiz o seu prato favorito – sorriu enquanto me dava um selinho casto. Senti meu coração acelerado, fazendo minha voz falhar.

- O... Obrigada – sorri.

Descemos junto até a sala de jantar, Itachi havia chegado, corri para abraça-lo sentindo seus braços me envolverem calorosamente.

- Mila, que bom te ver – disse fungando minha nuca, como se quisesse marcar meu cheiro para sempre.

- Que saudades, Ita – disse quebrando o abraço e caminhando com ele até a mesa.

Das escadas, desceu alguém, provavelmente o irmão de Ita, pois já estavam todos dispostos na mesma.

Quando o rapaz apareceu em meu campo de visão engasguei com a saliva.

- Pessoal, este é meu irmão, Sasuke. 

 



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