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História Casa Compartilhada - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Capítulo Onze: Domínio (Tobirama Senju)


O primeiro contato com Sasuke foi um baque, digo, o segundo. Quando o rapaz depositou seus olhos sobre mim sorriu diabolicamente, não consegui decifrar suas intenções, mas não gostei de como levantou uma sobrancelha em desdém e deboche.

Obito, Shisui, Kakashi e Hashirama já conheciam o rapaz, os demais, incluindo eu, foram apresentados durante o jantar, com conversas aleatórias e piadas sem graça. Eu permaneci calada evitando olhar para o novo coabitante da casa, pra mim, o cara parecia um pouco sociopata; sorria e se expressava muito bem, todos pareciam gostar dele, mas a mim ele não enganava. Havia algo naquele sorriso que exalava falsidade.

Após o jantar assistimos um pouco de televisão, enquanto eu respondia às perguntas de Kakashi sobre meus pais ou os livros que li durante minha estadia por lá. Sasuke tentava interagir como podia, mas apenas o platinado dava-lhe atenção. Analisei o rapaz por longos períodos, ele era de fato incrivelmente bonito, quase tão bonito quanto Itachi, mas havia algo mais, parecia oco, como se nada do que expressasse fosse totalmente verdadeiro ou genuinamente de sua vontade. Parecia se esforçar para ser agradável e de certa forma irritava com simpatia exagerada e sorrisos forçosos.

Não sabia ao certo, mas não gostava dele.

[...]

Por ter dormido tanto à tarde, tive dificuldade para pregar os olhos à noite. O relógio de cabeceira marcava 2h da manhã. Ainda estava muito ativa e minha mente não se acalmava por nada. Desisti de dormi e desci para ver um pouco de televisão, e comer algo. Estava confortável na camisola nova que havia ganhado de Tobirama. Descalça para não fazer barulho pela casa, desci as escadas despreocupadamente. O cômodo conjugado estava escuro, apenas a fraca luz da cozinha iluminava o ambiente. Olhei minhas opções e acabei pegando um copo de leite com mel a fim de estimular o sono.

Caminhei enquanto tomava meu primeiro gole, a sala estava escura e silenciosa, o barulho da geladeira trabalhando era a única coisa que se ouvia além dos grilos no jardim. Antes de ligar a televisão afundei-me no sofá sem olhar onde sentava, tamanho foi meu susto quando sentei em algo duro demais para ser as almofadas.

- Porra! – sussurrei tentando não gritar, me levantando de imediato. Olhei para o sofá, Tobirama dormia pesadamente no móvel, sem ao menos se mexer com o impacto. O homem dormia de bruços suspirando com respiração pesada. Tinha o semblante tensionado de preocupação, provavelmente estava sonhando com trabalho.

Sentei no chão bem perto de seu rosto adormecido e acariciei-o, parecia um Deus dormindo assim. Eros, filho de Afrodite, deus do amor erótico e do desejo sexual, certamente se pareceria com Tobirama se existisse. Um deus entre mortais, isso que ele era.

- Tobirama – tentei acordá-lo. – Vá para cama, assim você machucará suas costas – tentei sacudi-lo.

Ele resmungou um pouco e não pude deixar de sorrir, parecia uma criança rabugenta.

- Tobirama – voltei a chamá-lo.

- Quê? – resmungou.

- Vá para o quarto, vai acabar com torcicolo assim – sorri.

- Mila? – perguntou recobrando a consciência. Seus olhos agora estavam totalmente abertos, correndo dos meus pés à cabeça, sorrindo sugestivo ao me notar sentada à sua frente no chão. – Ficou muito bom em você – disse se referindo à camisola que usava.

- Obrigada! – sorri tirando minha mão de seu ombro.

Tobirama sentou-se coçando os olhos.

- Acho que estou trabalhando demais – constatou. Observando a mesa de centro atrás de mim, vi o computador desligado e alguns papéis espalhados sobre.

- Cuide da sua saúde, Tobi – disse pegando meu copo de leite do chão ao meu lado e tomando mais um gole do liquido branco e adocicado.

- O que está tomando?

- Leite – disse.

Tobirama sorriu quase inocentemente.

- Obrigado por se preocupar – disse ele pegando o copo de minha mão, dando um gole curto enquanto me encarava. O platinado fez uma leve careta, tirando de mim um sorriso despojado. – Muito doce – sorriu. – Está sem sono?

- Sim, por causa da minha soneca – tomei o resto do leite.

- Venha aqui – disse ele batendo de leve na almofada ao seu lado. Sentei curiosa onde me indicou. – A gatinha está com um bigode de leite – disse ele segurando meu rosto pelo queixo, lambendo meus lábios para limpar o leite sobre eles.

Estremeci com o contato quente de sua língua, segurei delicadamente sua mão e suspirei.

- Tobirama – sussurrei.

- Por que toda vez que você fala meu nome assim eu sinto esse frio correr minha espinha? – perguntou-me selando nossos lábios por breves segundos. – Eu perco totalmente o bom senso perto de você, Mila – declarou descendo sua mão pelas minhas costas, impulsionando-me a subir em seu colo. – Senti sua falta – sussurrou.

Seus olhos brilhavam em excitação, eu sabia bem onde isso pararia, pois desejava tanto quanto ele um final prazeroso para nossa conversa, mas não podia ser na sala, correndo o risco de alguém nos encontrar. Acariciei delicadamente suas têmporas, perdida em pensamentos libidinosos.

-Vamos para seu quarto – sugeri descendo meu toque até seu ombro.

Tobirama apenas sorriu. Subimos silenciosamente as escadas e caminhamos de mãos dadas até seu quarto, no fundo do corredor. Era o maior quarto, cheirava a madeira polida. Bem organizado e limpo, seus lençóis eram pretos e davam um ar sofisticado ao ambiente semi-iluminado pelo abajur de leitura posto do lado de uma poltrona cinza, frente a uma pequena estante de livros.

Assim que trancou a porta, o platinado parou e me encarou. Voltando meu olhar para cima, pois o homem parecia uma parede frente a mim, sorri o analisando. Tobirama estava muito sério.

- Mila, eu quero te propor algo. É algo que eu realmente gosto, mas você precisa estar de acordo – disse. A seriedade em sua voz fez-me titubear em responder. Eu confiava em Tobirama, mas sabia que seu lado sádico poderia me assustar.

- O que é? – perguntei dando um passo à frente, envolvendo sua cintura em um abraço.

- Você confia em mim? – perguntou acariciando meu rosto.

- Sim – sussurrei sem saber se de fato confiava.

O homem me conduziu até sua cama, pedindo que sentasse.

- Eu posso te vendar? – perguntou agachando-se à minha frente, acariciando meus joelhos enquanto olhava fundo em meus olhos.

- Sim – suspirei.

- Posso te amarrar? – perguntou tentando transparecer domínio e seriedade.

- S...Sim – disse hesitante.

- Posso colocar uma coleira em você? – sua voz soava rouca e severa. Fechei os olhos com força e assenti com a cabeça, temendo me arrepender.

- Eu preciso que você diga.

- Pode – sussurrei ainda de olhos fechados.

- Se em algum momento você sentir que não está mais confortável com o que estou fazendo me diga e eu pararei, certo? – disse ele beijando minha testa, se afastando de mim para caminhar em direção ao seu guarda-roupa espelhado.

Tobirama tirou do móvel um lenço de seda preto, colocando-o em meus olhos, nublando minha visão sem apertar demais o tecido em meu rosto. Sua mão deslizou por minha face e pude ouvir um suspiro vindo de si.

- Eu tenho desejado isso desde que transamos – disse ele, sua voz parecia mais distante ou mais próxima à medida que se afastava e voltava da cama. – Quando me disse que gostava de sentir dor, a primeira coisa que pensei em fazer com você, quando tivesse a oportunidade, foi isto – senti algo como uma choker apertar meu pescoço.

A coleira parecia revestida com veludo macio, pelo tato vi que tinha um anel frontal, provavelmente onde ele anexaria uma corrente, esta que ouvi tilintar em suas mãos.

- Vamos começar aos poucos – Tobirama parecia ansioso, sua voz oscilava. Eu o ouvia em silêncio, sentindo seu toque e suas caricias onde a coleira pegava.

- Diga, Mila, quanto de dor você suporta? – sua pergunta me tirou do entorpecimento da excitação e medo, trazendo-me para a realidade da situação. Não conhecia muito de BDSM, mas sabia que Tobirama não dormia no ponto.

- Não sei – sorri perante a escuridão de minha suposta cegueira. – Bastante, eu diria – ouvi seu peito chiar.

- Que delicioso ouvir isso – disse ele próximo demais, quase colado ao meu ouvido esquerdo. – Tente não fazer muito barulho – sussurrou ele acariciando meus ombros. Senti que estava de pé à minha frente, pois suas pernas estavam entre as minhas, as separando. – Você se lembra, não? Eu mando; você obedece – senti suas mãos prenderem em minha coleira a corrente, me puxando com certa brutalidade para que eu me levantasse.

Sentia sua respiração em meu rosto, ele estava perto, muito perto. Sorri.

- Você está proibida de fazer barulhos altos – disse ele acariciando minha cintura, descendo suas digitais pelo comprimento da camisola, a levantando em seguida, me deixando apenas de calcinha. – De joelhos! – Tobirama ordenou, delicadamente pressionando meu ombro esquerdo para que eu descesse.

Senti o tapete de pelo macio sob meus joelhos. Ouvi quando o platinado tirou alguma peça de roupa, logo descobri que apenas lhe restava a calça moletom preta que vestia tão despojadamente em casa. Seu corpo estava próximo ao meu, e não resisti a acariciar seu abdômen, tateando suas coxas, a principio, subindo minhas mãos delicadamente para depositar meu toque nos desenhos marcados de seu tronco bem definido.

Tobirama me tinha em rédea curta, puxando o máximo a coleira, causando um leve desconforto em minha nuca. Enquanto minhas mãos tateavam suas curvas pélvicas, ouvia seu peito arfando em ansiedade. Ele parecia estar se segurando de alguma forma para não se apressar em suas atitudes. O homem estava desfrutando de cada segundo daquela brincadeira, e isso me excitava.

- Mila, Mila, Mila. Que visão incrível esta – dizia o homem forçando minha mão a parar em sua virilha. Ele estava duro, muito duro. Podia dizer que não usava cueca pelo membro solto por de baixo do tecido da calça. – Livre-se da calcinha! – ordenou.

Assim o fiz, obedeci à sua ordem com certa dificuldade, ele não afrouxara a corrente, impedindo que eu me levantasse para tirar a peça.

- Isso – sussurrou. – É assim que eu quero te ter, Mila: de joelhos, nua e submissa às minhas vontades – sua voz estava próxima ao meu rosto, como se estivesse arcado em minha direção, segurando meu rosto pelo queixo, depositando em seguida um beijo demorado e sedento em meus lábios.

Tobirama havia se ajoelhado, podia dizer pela atura de seu tronco em relação às minhas mãos. Seus lábios correram minha pele até meu ombro, onde o platinado depositou a primeira mordida forte, fazendo-me gemer alto com a dor.

- Não! – bruscamente puxou a coleira, fazendo meu corpo bater contra o seu com certa violência. – Você está sendo barulhenta demais, Mila, assim terei que te punir de uma forma mais drástica – sua voz estava arrastada, como se outra personalidade tivesse tomado conta dele. – Eu quero marcar você, quero que qualquer um nessa casa que transar com você veja que há alguém que te domina independente da sua liberdade – sussurrou ele em meu ouvido.

O platinado afundou sua mão direita entre minhas pernas e soltou um suspiro de prazer.

- Como está molhada – sussurrou penetrando-me lentamente com deus dedos, contornando todo o desenho inchado de minha buceta com a ponta deles, causando espasmos em minhas coxas. – Abra a boca! – ordenou tirando seus dedos e os colocando em minha boca. – Sinta seu gosto próprio gosto, Mila.

Eu sugava e lambia seus dedos compridos e grossos, sentia-os fundo em minha garganta, quase me fazendo vomitar.

- Boa menina! – disse ele substituindo seus dedos por sua língua quente e habilidosa. – Levanta! – o homem me puxou pela corrente para que me colocasse de pé logo após ele. – Fica de quatro na cama – senti a coleira girando em meu pescoço, junto a sua mão empurrando minhas costas com delicadeza para me por na posição que desejava.

Estava completamente vulnerável a ele, vendada, em uma coleira e de quatro. Não sabia o que faria, nem como o faria, mas eu desejava que fizesse. Queria mais que tudo seu toque, sua força contra minha imobilidade, sua voz rouca em meu ouvido me dando ordens e dizendo como vai me comer, eu necessitava daquele homem.

Estava excitada demais, sentia meu ventre dolorido, e por minha intimidade alguns pingos escaparam, sorri com o arfar de Tobirama.

- Você está realmente molhada aqui – disse cobrindo minha buceta com a palma de sua mão, sempre puxando a coleira com a outra. – Está se derramando – sussurrou.

Sua mão, molhada pela lubrificação, correu minha nádega esquerda e pude sentir seu rosto se aproximar da umidade exposta de meu sexo. Tobirama afastou um pouco os volumosos montes de carne e lambeu o liquido que vertia por mim. Deixei um gemido alto escapar. Sua represaria foi mais uma mordida, dessa vez na minha bunda. Sofri para segurar o grito de dor. Senti o arrepio correr minha coluna, a dor misturada ao prazer que sua boca me proporcionava transtornava meus pensamentos; a escuridão e a pressão em minha garganta me agonizavam.

Em algum momento, enquanto eu esperava suas ordens ainda na posição ordenada, Tobirama tirou sua calça. Atrás de mim, rente à pele de minha coxa, podia sentir seu membro roçar delicadamente. O platinado afastou mais minhas pernas e provocou-me forçando seu pau contra minha buceta sem penetrar-me.

Puxando a coleira para me ter de joelhos à sua frente, o homem abraçou-me, mordendo minha nuca por cima do cabelo. Tapei a boca para não gritar. Era indescritível a sensação, ao mesmo tempo em que doía demais, era delicioso sentir seus dentes afundar em minha pele, enquanto suas mãos apertavam meus seios com delicadeza. Essa mescla entre um bruto e um cavalheiro era o que me deixava insanamente apaixonada por seu toque.

- Tobirama – sussurrei. – Eu não aguento mais, por favor, eu quero te sentir dentro de mim.

- Implore mais um pouquinho, eu gosto do som da sua voz enquanto você me implora para que eu foda sua buceta – sussurrou em meu ouvido.

Toda vez que eu pedia por favor, Tobirama metia seu pau mais fundo em mim, até perder completamente o controle empurrando meu tronco com força para baixo, novamente me colocando de quatro.

A corrente me enforcava suavemente, no limite entre o desconforto e o prazer. Equilibrava-me como podia em minhas mãos e joelhos, mas seu corpo contra o meu tornava cada vez mais difícil manter a postura.

- Vira! – disse ele parando seus movimentos, ajudando-me a deitar na cama. Não podia ver sequer a sombra de seus movimentos, mas senti sua língua deslizando novamente por meu sexo, quente e delicada.

- Tobirama – gemia seu nome alto tentando inutilmente evitar a tremedeira em meu baixo ventre. Estava gozando intensamente, esquecendo-me de tudo ao meu redor, fazendo mais barulho que o permitido.

- Calada! – disse o platinado tampando minha boca com sua mão enorme.

Logo que sua mão afundou-se em meu rosto para me silenciar, senti seu membro me adentrando novamente, fodendo-me com força. Tobirama elevou seu tronco, ao que parece. Apoiando uma mão em meu joelho; a outra ocupada em puxar a corrente. O platinado descontrolou-se gemendo alto. Em certo ponto, ele tirou minha venda. Pude então ver seu rosto maravilhosamente contorcido em prazer. Sua boca estava aberta, seus olhos turvos. Quando gozou, o fez dentro de mim, caindo sobre meu corpo, suspirando e sussurrando:

- Eu coloquei camisinha, não se preocupe – sorriu.

Tobirama retirou a coleira acariciando meu pescoço marcado pelo suor e vermelhidão dos puxões. Deitado ao meu lado, o homem me abraçou e beijou-me como se não tivesse me fodido violentamente segundos atrás.

- Ainda sem sono? – perguntou puxando a coberta para se aninhar ao meu lado.

- Na verdade, sim – respondi abraçando-o escondendo meu rosto na curvatura de seu pescoço.

- Eu também.

Admito que passar aquela noite em silêncio nos braços grandes e fortes daquele homem me deixou fraca, parecia a coisa mais certa do universo estar assim ao seu lado. Mas eu precisava me recompor e sair de seu conforto.

Tobirama havia dormido grudado a mim, por esta razão não fui capaz de sair antes das 5h da manhã de seu quarto. Não queria acordá-lo. Porém, eu mesma não consegui pregar por nenhum segundo meus olhos.

Depois de um banho e dormir três horas, desci para o café.

Kakashi, Tobirama e Hashirama estavam à mesa, comendo e tomando seus cafés. Quando cheguei para meu desjejum, Kakashi ria e comentava algo com Hashirama.

- O que é tão engraçado, Kakashi? – perguntei sorrindo enquanto pegava minha caneca e a enchia com café preto e quente. Tobirama me olhava com um sorriso sarcástico no rosto, fazendo-me levantar uma sobrancelha em desconfiança.

- Eu acho que Tobi trouxe alguém para casa ontem – disse rindo o platinado mais novo. Lutei para manter a indiferença enquanto sentava ao lado de Hashirama.

- Por quê? – obriguei-me a perguntar e não parecer nervosa.

- Ouvi-os transando a noite toda! – riu alto.

Engasguei um pouco com a bebida olhando um tanto impressionada para Kakashi.

- Já disse que você sonhou com isso, Kakashi – Tobirama sentou-se ao meu lado direito.

- Quem será a sortuda a fisgar o coração gelado do senhor Senju? – perguntou-se Kakashi ainda rindo da situação.

- Eu imagino muito bem quem seja – disse Hashirama olhando para seu café soltando fumaça quente e cheirosa. Senti a dor passando pesada por sua voz. Senti-me horrível ao ouvir seu timbre melancólico.

[...]

Sasuke estava sentado em uma das poltronas da sala. A tarde estava agradável, nem quente, nem fria demais. Queria ler, mas imaginei que não conseguiria em sua presença. Sentei no sofá ao lado da poltrona e suspirei.

- Que coincidência, não? – disse cruzando as pernas.

- Concordo – respondeu sem tirar os olhos da televisão.

- Devia ter desconfiado, você parece muito com seu irmão – comentei despretensiosamente.

- É o que dizem... – o rapaz parecia fazer esforço para me responder. Levantei contrariada as sobrancelhas e desisti do dialogo.

Abri meu livro e compenetrei-me na leitura. Era um caso perdido conversar com ele.

- Sabe, Mila – disse ele cortando minha concentração. – Espero que você não tenha esquecido que me deve um favor... – o garoto sorria para mim como se planejasse algo.

- Do que está falando? – questionei.

- Da nossa conversa no mercado. Você me deve pelo sal – sorriu. – Meu irmão parece gostar muito de você – Sasuke se levantou e caminhou em minha direção. – Eu estou ligeiramente inclinado a investir em descobrir o porquê – sua frase carregava malicia e segundas intenções.

Fiquei nervosa com sua aproximação, colocando o livro entre nossos rostos tão próximos.

- Você tem uma marca de mordida bem aqui – disse ele apontando para meu ombro. Não tinha reparado que a gola da camiseta estava alargada demais a ponto de cair.

"Droga" pensei arrumando a roupa, olhando Sasuke ainda muito próximo.

- Não parece trabalho de Itachi, ele não faz o tipo dominador. Se eu fosse chutar, diria que foi alguém com complexo de Deus. Tobirama, talvez?

- Onde você quer chegar? – perguntei desviando seus palpites.

- Lugar algum – riu se afastando, subindo as escadas.

"Merda"...

 

 



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