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História Casa Compartilhada - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo Sete: Presente antecipado (Obito Uchiha)


Minha bunda ardia com as marcas que Tobirama havia deixado em mim dois dias atrás. Suas mãos grandes e pesadas tinham tirado toda minha sanidade com seus tapas ardidos e suas caricias aveludadas. O perfeito equilíbrio entre dor e prazer.

Estava no shopping comprando meu presente de amigo secreto para o natal, havia tirado o Madara e não fazia ideia do que dar a um homem que provavelmente tinha de tudo. Passei por lojas de roupas, tudo brega! Passei por lojas esportivas, mas o homem não fazia o estilo futebol de domingo; passei na perfumaria e até achei interessante algumas coisas. A principio lhe comprei um perfume amadeirado que com toda certeza adoraria senti-lo usando. Dei mais uma volta e parei na livraria comprar um livro para mim, e algum jogo de videogame para Shisui. Estava com saudades dele, talvez à noite lhe enviasse uma mensagem.

Cheguei em casa por volta das 18h, estava tudo escuro, provavelmente ninguém estava. Tirei meus sapatos assim que entrei e deixei as sacolas no canto para guarda-chuva, caminhei exausta até o sofá e descansei meu corpo por alguns minutos.

Fechei os olhos por instantes e quando os abri novamente, Obito estava em meu campo de visão, olhando-me com as mãos no bolso da calça moletom preta despojada. Vestia apenas a peça, nada mais. Estava descalço e sem camisa. Que visão! O moreno tinha no peito uma tatuagem de dragão japonês que lhe cobria todo o dorso.

- Obito! Que susto! – disse me ajeitando no sofá para que o rapaz pudesse sentar.

- Desculpa, desculpa – disse ele sentando ao meu lado, pegando entre as almofadas do móvel o controle remoto da televisão, a ligando em sua série favorita. – Acaba de chegar? – perguntou me encarando de cima a baixo, deduzindo pelas minhas roupas. Vestia uma saia rodada de flanela, camisa/cropped preta e prendia meu cabelo em um coque propositalmente desarrumado.

- Sim, estava no shopping comprando presentes de natal – sorri tentando não dar a entender que tinha tirado seu pai no amigo secreto.

- Verdade. Preciso agilizar o meu também – sorriu ele. - O que você acha que cada membro da casa gostaria de ganhar? – perguntou-me ele sem tirar os olhos da TV. O moreno estava despojado, sentado como um indiozinho, com os braços apoiados no encosto do sofá, uma mão segurava o controle a outra enrolava seus curtos fios de cabelos, sinalizando que estava pensando em algo.

Obito era um bom rapaz, sempre disposto a me fazer rir, sempre prestando atendimento, como se presasse muito pelo meu bem estar.

- Bom, acho que Hashi gosta bastante de coisas simples: roupas, livros, lembranças. Tobirama... – disse ainda sentindo minha bunda arder um pouco. – Tobirama parece mais sofisticado, talvez vinhos, ou até mesmo relógios. Madara parece ser mais difícil de agradar... – disse contemplando minha própria indecisão horas antes em comprar seu presente. – Talvez algo relacionado aos seus gostos mais secretos: bebidas, gravatas, cigarros. Kakashi também é mais simples, acho que talvez gostasse de receber joias, livros, ou até mesmo quadros. Eu sou bem fácil de agradar – disse o encarando. Agora Obito prestava atenção em mim, olhando diretamente em meus olhos. – Eu gosto de coisas fofas, bonitas, brilhantes – sorri com minha própria simplicidade. Obito, que estava à minha direita, encostou sua cabeça no encosto do sofá para me encarar meio deitado. – E para você, acho que algo divertido: perfumes, jogos, alguma bebida também – sorri.

- E um beijo? – disse ele sério, observando com afinco meus lábios tensionarem.

- Como assim? – sorri novamente, um tanto nervosa.

- Eu não mereceria um beijo se você tivesse me tirado no amigo secreto? – ele ainda estava sério demais para estar brincando.

Here we go again.

Olhei-o profundamente e sorri ladina. Olhando-o assim, seria impossível não cair pelo seu charme. Encarei seus músculos relaxados enquanto seus braços se cruzavam à espera de uma resposta. Bom, pra quem já pegou seis dos sete membros da casa, o que era mais um?

- Sim – disse baixo, encostando minha cabeça no sofá como ele, o encarando ansiosa pela sua reação.

Seus olhos fecharam-se por um minuto e um largo sorriso se abriu em sua boca. Abrindo novamente os olhos, Obito eliminou a distância entre nós, encostando seu nariz no meu.

- E posso ter esse presente agora, mesmo que você possa não ter me tirado? – perguntou ele tão próximo a mim que senti o calor de seu hálito em minhas bochechas. Foi difícil resistir a ele, seu cheiro era entorpecedor. Usava uma colônia leve de flores, talvez cerejeira. Era doce, como ele, como seus beijos deviam ser.

- Sim – sussurrei levando minha mão esquerda até seu rosto, acariciando-o enquanto selava nossos lábios em um beijo tímido, mas intenso.

Obito se aproximou de mim, sentando um pouco mais perto. Nossos quadris agora se tocavam, senti sua mão direita acariciar minha coxa direita nua, ainda tímida demais para entrar saia à dentro. O beijo se tornou luxurioso, me acendendo em segundos. Sua mão enorme em minha coxa, circulando a pele macia e eriçada me deixava sedenta por mais. Deslizei a mão que antes acariciava seu rosto até seu peito, do peito a girei para descer sem dificuldades acessando sua virilha, sentindo todo aquele volume sob o tecido negro e grosso do moletom. Obito gemeu com meu toque, encarando-me com desejo queimando em seus olhos. Sua mão agora adentrava minha saia, a levantando um pouco. O homem observava atento seus movimentos, contemplando minha semi-nudez com ansiedade.

O moreno levantou ligeiramente minha perna a colocando sobre seu colo, abrindo minhas pernas para ter acesso direto à minha buceta, que a essa altura já estava molhada e latejante. Obito voltou a me beijar, passando sua mão levemente entre minhas pernas, acariciando minha intimidade, enquanto passava sua outra mão por trás de mim para me abraçar, juntando ainda mais nossos corpos quentes e arfantes.

- Obito – gemi. O moreno separou nossas bocas para olhar o trabalho que fazia em minha buceta, com movimentos circulares ainda por cima de minha calcinha, o homem quase me levou à loucura.

Minha mão, antes apenas apertando seu membro, agora entreva dentro de sua calça tirando-o para fora da calça. Que maravilha de pau ele tinha, grande, avermelhado, cheio de veias. Impressionei-me, admito. Eu olhava compenetrada os movimentos que ele fazia em mim, sem deixar de retribuir em seu membro todo o carinho. Minhas pernas estava,m bem abertas, o máximo que consegui naquela posição. Insatisfeito com a limitação, Obito enfiou sua mão dentro da peça, afundando em mim dois dedos maravilhosos, fazendo-me gemer arrastado.

- Obito – disse novamente encarando agora seu rosto, admirando sua beleza exótica, os traços fortes de suas cicatrizes. – Como você é lindo – disse como que hipnotizada. – Você realmente faz isso muito bem – estava afetada pelo tesão que sua mão me causava.

- Isso o que? – disse ele sorrindo, querendo ouvir a qualquer custo minha boca proferir alguma sacanagem.

- Me foder com seus dedos – disse aumentando a velocidade de minha mão em seu pau.

Obito sorriu perdido em meus olhos, sua expressão de tesão era deliciosa. O homem era genuinamente lindo, como o pai. Podia ver os traços comuns dos Uchihas lhe acentuando os olhos, aquelas olheiras típicas da genética da família. Como eram lindos.

Novamente me beijando, o moreno puxou minha calcinha para baixo, a tirando.

- Vem aqui – disse ele sentando melhor no sofá, impulsionando a mão atrás de mim para que eu sentasse nele de costas. – Quero ver essa bunda linda rebolando no meu pau.

Sentei em seu pau de costas para o homem, bêbada de prazer. Qualquer um podia entrar na sala a qualquer hora. Mas sinceramente? Não duvido da minha capacidade de ser uma grandessíssima safada e convidar quem fosse para participar.

Sem dificuldades, comecei a rebolar ouvindo seus gemidos de prazer. Meu quadril fazia movimentos circulares, proporcionando-me sentir dentro de mim seu pau roçando minhas paredes quentes. Obito erguia mais minha sala para olhar minha raba descendo e subindo em seu membro.

- Você é uma gostosa, Mila. Meu Deus, como eu quis te comer assim – falou o moreno meio inebriado pelo tesão. – O que são esses vermelhos aqui? – perguntou ele acariciando o local onde Tobirama tinha batido.

- O que você acha? – perguntei o olhando por cima do ombro, sorrindo diabolicamente em provocação.

Vi-o sorrir sádico, mordendo seu lábio inferior.

- Assim você machuca meu coração – disse olhando minha bunda ainda sentando com força em seu pau. – O que vou fazer? Devo te aplicar uma lição? Devo marcar também em seu corpo minha excitação? – disse ele acariciando e apertando toda a carne farta de minhas nádegas.

- O que você acha que eu mereço, Obito? – disse segurando minhas nádegas as abrindo aos poucos para que o moreno tivesse mais visão do que se passava dentro de mim. Obito soltou o ar com força.

- Meu Deus, olha essa bunda! – apertou-me com mais força. – Você está tão molhada que chega a escorrer no meu pau – disse apertando minha cintura. Eu estava afetada pelo tesão, quase não pensava direito. Devia ser o período fértil, não sei! Só sei que naquele momento quis que Obito me comesse por todos os buracos possíveis.

- Você a quer? – perguntei parando os movimentos e saindo lentamente de seu pau.

- Sim – seus olhos brilhavam com a possibilidade de foder-me por trás.

Sorri ladina, passando minha mão por pela minha buceta a fim de pegar um pouco de minha lubrificação e lambuzar meu ânus com ela. Uma vez lubrificada, encaixei seu pau em mim e desci cuidadosamente até sua base. Obito gemeu arrastando quando sentei por completo em seu pau, puxando-me para deitar em seu peito. Sua pele estava quente, quase queimando. Sentia sua respiração ao pé do meu ouvido, sua língua molhava e sugava meu lóbulo enquanto sussurrava coisas como "que delicia" ou "você me enlouquece". Saber que estava deixando aquele homem maravilhoso louco de tesão me deixou ainda mais excitada.

- Levanta seus pés e deixa que eu conduzo – disse ele me segurando por baixo, enquanto eu pisava no sofá, abrindo ainda mais minhas pernas. Suas mãos faziam apoio abaixo de minhas coxas, me erguendo ligeiramente para começar a estocar em mim. Tudo que podia se ouvir naquela sala eram nossos gemidos e o barulho oco de suas bolas batendo. Revirei os olhos com a sensação do anal que o homem me proporcionava tão bem. Uma de suas mãos correu por minha barriga e afundou-se em meu clitóris, masturbando-me enquanto metia sem cansar.

- Obito, eu vou gozar – disse eu afoita, respirando rápido demais. Sabia que seria um daqueles, e que talvez não conseguisse segurar o liquido que sairia vasto pela minha buceta, eu literalmente me derramei nele, molhando toda sua calça e sofá. Gemendo tão alto que o homem precisou abafar minha boca com sua mão.

Obito não parou de estocar. Sabia que estava desesperado para gozar, o som que saia de sua boca demonstrava a agonia e força que fazia.

- Puta merda, Mila! Eu vou gozar! – disse ele afetado, jorrando-se dentro de mim.

Sai de seu colo um tanto atordoada, possivelmente anestesiada pelo melhor orgasmo que já tive. Observei o homem se recompor, guardando seu pau e deitando no sofá para recuperar a respiração. Sentada ao seu lado, eu mesma sentia dificuldades em respirar livremente. Que homem!

Obito tomou impulso com suas mãos e sentou, agarrando meu pulso e deitando novamente me levando junto, fazendo-me deitar em cima de seu tronco.

- Maravilhosa – disse ele me beijando. Sorri para ele acariciando seu rosto perfeito.

- Maravilhoso – disse. Ficamos alguns minutos na sala assistindo qualquer coisa. Já estava ficando tarde e sabia que não demoraria para que os de mais começassem a chegar.

- Tenho que ir, Obito – disse levantando, sentindo sua mão fazer pressão em minha cintura para que ficasse. – Preciso tomar banho e arrumar as coisas que comprei – sorri lhe dando um selinho casto. – Acho melhor você se trocar e limpar o sofá também – disse zombando dele, enquanto subia as escadas. Ele apenas riu.

No banho lavei-me ainda sentindo os efeitos da foda. Já não lutava contra o que estava acontecendo naquela casa, apenas seguia o fluxo. Não entendia bem o que estava por vir, mas não lutaria mais contra minhas vontades. Se conseguisse levar essas relações sem enlouquecer estaria no lucro.

[...]

- Mila, a janta está pronta – chamou-me com algumas batidas em minha porta a voz que julguei ser de Itachi.

- Um minuto – disse pulando de minha cama, desligando meu computador. Ao sair encontro Itachi encostado na parede ao lado de minha porta.

- Vamos? – diz ele abrindo aquele maravilhoso sorriso melancólico que só ele sabia dar. Um segundo de análise me fez parar, olhar para os dois lados do corredor, conferir se não havia ninguém vindo, e puxar Itachi pelo braço, o prensando contra a parede. De todos os meninos, Ita foi o único com quem não transei. Isso instigava minha imaginação. Quis provocá-lo.

- O beijo que você me deu semana passada – disse aproximando meu rosto do seu, analisando sua expressão de surpresa e interesse.

- O que tem? – perguntou ele disfarçando a ansiedade evidente no vacilar de seus olhos.

- Oras, você me roubou um beijo! Agora quero de volta – disse aproximando minha boca da sua, adorando seu sorriso ladino enquanto esperava para receber minha língua. Nosso beijo foi rápido, intenso e afoito. Itachi me apertava contra seu corpo em um abraço forte, como se não quisesse me largar nunca mais. Separando nossas bocas, o observei sorri como um bobo.

- Estamos quites – disse eu me desfazendo de seus braços.

- Na verdade, eu acho que não – puxou-me novamente abraçando-me por trás. – Eu acho que esse é só o começo. Quero que você venha até meu quarto hoje quando todos dormirem – disse o moreno fazendo meus pelos da nuca erriçarem. – Eu tenho mais que um beijo para te dar.

Sorri sem dizer nada, apenas virei meu rosto para dar-lhe um singelo selinho antes de voltar a fingir normalidade e descer as escadas.

Todos estavam sentados. Conversavam alto sobre algo em comum, a opinião de todos era dada e ouvida.

- Sobre o que conversão – disse Itachi sentando na cadeira entre Obito e Kakashi. Sentei-me ao lado direito de Hashirama, bem acomodado na ponta da mesa. O moreno abriu um largo sorriso ao me ver logo puxando assunto.

- Mila, como foi a semana? – mal tínhamos nos vistos esta semana, Hashirama estava muito ocupado na empresa por causa das altas dos feriados. Confesso que sentia falta dele, não pelo sexo em si, mas pela conversa e seus cuidados, bem como sua comida.

- Agitada – sorri olhando os de mais na mesa. Todos lançavam olhares sugestivos para mim, e eu tentava com todas as minhas forças ignorá-los, ainda mais na presença de Hashi. – Fui ao shopping, comprei presente para o amigo secreto – sorri animada.

- Também passei lá, estava excessivamente lotado – contemplou o mais velho sorrindo. – Que bom que teve uma boa semana – suas mãos acariciavam minha coxa por de baixo da toalha causando-me arrepios.

- E como foi a sua? – perguntei tentando fazê-lo parar de me provocar.

- Agitada também – suspirou ele. – Mas já está mais calma, inclusive tirarei umas férias a partir de amanhã. Tobirama também – disse apontando para o irmão que colocava a última panela no suporte na mesa, liberando-nos para comer.

- Realmente, é o que precisamos – sorriu o platinado piscando um olho para mim.

- Realmente – constatei mais para mim do que para o homem.

À minha esquerda estava Kakashi apoiado em seus cotovelos, observando de canto de olho minha conversa com Hashirama. Quando Tobirama sentou-se à mesa começamos a comer. Tobi era o cozinheiro oficial da casa. Podíamos, é claro pagar um cozinheiro ou algo assim, mas ele fazia questão. Como passava mais tempo em casa que o irmão e organizava tão bem seu tempo a ponto de conseguir fazer todos seus deveres e ainda cozinhar, a tarefa parecia não ser um problema para ele.

[...]

Na sala, após a refeição, sentei para ver um pouco de TV. Friends era sempre a pedida para mim, gostava de séries leves e descontraídas. Ao meu lado sentaram Obito e Itachi. Prontamente levantei uma sobrancelha.

- Friends de novo, Mila? – zombou Obito.

- Friends sempre, Obito – sorri sem tirar os olhos da tela.

Itachi se acomodou no sofá, cruzando as pernas e estendendo o braço no encosto acima de mim, num típico movimento clichê de filmes de romance, onde o mocinho tenta abraçar a mocinha no cinema com essa tática. Fiquei estática, Itachi não teria a audácia de me abraçar na frente do Obito do nada, ou teria?

Respirei fundo tentando relaxar. Olhei para o lado de Ita e o mesmo parecia prestar atenção à série. Obito, por sua vez, olhava para Itachi desconfiado. Levantando uma sobrancelha, o mais novo estreitou os olhos e me encarou. Como quem diz "o quê?" balancei a cabeça para o moreno e voltei a encarar a TV.

Ouvi a respiração pesada de Obito e então senti seu pé invadir meu colo. O encarei sem dizer nada, o homem sorria se divertindo, agora fingindo prestar atenção na tela. Itachi observou a cena e nada disse. Éramos todos íntimos, sim. Porém, naquela circunstância, a tensão dominou o ambiente.

Respirei fundo e tentei levar na esportiva. Alguns minutos depois, involuntariamente, peguei-me acariciando a canela de Obito, como fazia com Shisui. Era nítido para os de mais da casa que eu e Shisui éramos mais próximos que eles. Tínhamos uma conexão de amizade. Entretanto, ninguém questionou quando abraçava Obito por trás e pedia favores, ou quando deitava minha cabeça no colo de Kakashi para assistir o que passava na TV. Obviamente, isso tudo antes das coisas se tornarem sexuais entre nós.

Não reparei que Itachi via a cena com certa objeção no olhar até sentir suas carícias em meus cabelos. Sua mão apoiada atrás de mim no encosto do sofá deslizara até minha nuca e acariciava meus cabelos da região. Olhei-o por breves segundos, ele esboçava um sorriso amargo e encarava a TV evitando me olhar.

Olhei Obito, à esquerda, nos observar com o canto dos olhos, analisando até onde Itachi ia. A tensão se instalou novamente e ficou difícil estar entre os dois naquela disputa territorial besta. E pensar que horas antes estava fodendo com o Obito neste mesmo sofá como se não houvesse nada mais importante na Terra. Só de lembrar do toque do moreno meu coração batia em falso.

- O que estamos vendo: - perguntou Kakashi sentando na poltrona à nossa direita, tirando-me dos devaneios.

"À minha desgraça" pensei.

- Friends – disse monótona.

- De novo? – zombou o platinado.

- Sim, Kakashi. Friends nunca é de mais – disse sorrindo para o platinado. Itachi voltava a repousar sua mão no encosto do sofá. Sabia que estava inquieto pelo balançar de suas pernas cruzadas. Kakashi observava Obito despojado sobre minhas coxas com certa incredulidade.

- Bom, vou subir - disse Ita ao fim do episódio que víamos. – Boa noite para quem fica – levantou-se me lançando olhares sugestivos, imperceptíveis aos de mais, mas muito claros para mim. Ai estava uma faceta de Itachi que não sabia que existia: o sedutor. Confesso que estava bem tentada a conhecer mais desse novo homem.

Não demorou muito para eu ficar ansiosa com a proposta de Itachi. Sabia que demoraria um pouco para que os rapazes fossem dormir, e eu estava excitada desde a tensão entre ele e Obito. Onde eu pararia assim? Não sei! Só sei que os jogos sexuais com os meninos se tornou meu novo passa tempo dentro daquela casa.

Suspirando fundo, levantei-me para fazer meu caminho até meu quarto.

- Acho que vou me recolher também – disse caminhando em direção à escada. – Boa noite!

Ouvi em uníssono o boa noite deles, sentindo seus olhos pesarem sobre mim enquanto andava.

Subindo as escadas encontrei Tobirama no sentido inverso.

- Vai dormir, Mila? – perguntou o homem com um sorriso sádico nos lábios. Eu não tenho um minuto de paz, ri comigo mesma.

- Sim, senhor! – brinquei com as palavras. O sorriso de Tobirama se fez largo com minha provocação.

Observei o platinado descer as escadas coçando a cabeça, crente de que tramava algo. Por enquanto, focaria na noite com Itachi, que por não ter provado, ainda dava assas à minha fértil imaginação.

Tomei banho e vesti um pijama de estrelinhas preto. Era um conjuntinho infantil demais para minha idade, shorts e camisa regata. Tomei cuidado para não usar calcinha, para facilitar a foda. Estava animada, admito.

Eram nove da noite e escrevia qualquer coisa no computador. Tinha alguns pensamentos entalados e resolvi organizá-los em escrita. Minha mente estava meio nublada, pensei em Shisui. Lembrei-me que tinha me proposto a enviar uma mensagem para o rapaz à noite.

"Oi, Shisui, como está?

Saudades de você"

Enviei, recebendo quase que instantaneamente sua respota.

"Boa noite, Mila. Estou bem (melhor agora rs)

Está tudo tranquilo. E por ai? Estão cuidando bem de você?"

Bem até de maispensei. Sorri com sua preocupação e respondi:

"Sim, mas bem sabes que eu sei me cuidar sozinha rsrs"

Passamos algumas horas conversando até o silêncio reinar na casa. Estava na hora, subia pela minha espinha aquele típico frio excitante de quando não aguentamos mais o tesão acumulado. Suspirei e bati em sua porta. 

 



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