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História Casa Fantasmagórica (iKON - TREASURE) - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Annyeonghaseyo, Teume e iKONIC!

Esse capítulo é uma peça crucial para o desenvolver do conto, por isso, desejo uma boa leitura a todos.

Espero que goste 💞

Capítulo 4 - Porão.


— Você não disse que eles estavam aqui, Bobby? — Hanbin indagou assim que ambos desceram ao porão onde deveriam encontrar os demais. Entretanto, estavam sozinhos meio a escuridão, sem sinal do restante.

— Deveriam — deu ombros, imaginando que foram vasculhar outra área. — Liga a lanterna, não consigo vê nada.

Fez o que fora pedido, ao ligar a luz do celular e apontar para frente, há poucos metros de si, a silhueta pálida de um garotinho os encarava, em mãos o pelúcia de um cachorrinho. Hyunho, o caçula da família Choi, estava diante seus olhos. Era real, quisesse ou não.

— Hey — Hanbin desviou a luz do rosto do menor e se aproximou alguns passos, demostrando que não lhe faria mal. —, o que faz aqui em baixo, amigão?

Em resposta, a criança estendeu o braço que segurava a pelúcia e apontou aà  própria  esquerda - direita para a dupla -, em que uma mesa velha com papéis amarelados se encontrava. Assim que os olhares foram lançados ao móvel, Hyunho desapareceu.

— Que merda é essa? — Jiwon perguntou horrorizado, querendo gritar pelo medo que o consumia a cada segundo. — O que está fazendo, Hanbin? — assistiu ao outro se acercar da mesa e a afastar, deixando o tapete marrom totalmente aposto, o qual fora levantado, revelando uma porta no solo de concreto. — Um sub porão? Ótimo. Vamos lá, descer para o lugar em um fantasma nos mostrou! Direito para nossa morte, por que não? Fantástico.

— Pode vazar, mas eu não saio daqui sem meu irmão — ao se pronunciar, ergueu a porta de madeira, consigo partículas de poeira, fazendo-os tossir.

Bobby suspirou e seguiu ao amigo escadas a baixo, sendo a lanterna do celular a única fonte de luz. Se questionando porque diabos o Kim mais novo estaria escondido ali.

— Estamos juntos nessa, bro.

Caminharam em linha reta por exatos quarenta segundos - contados por Bobby, que o fizera para Não perder o pouco de sanidade que restava -, até darem de cara com uma porta metálica com trava de segurança. Não tinham tempo para desvendar o código, de modo que Hanbin entregou o celular para Jiwon, pegou uma barra de ferro que estava no chão e quebrou o painel, em seguida a trava destravou e a porta abriu-se. O cômodo recém encontrado era um quarto infantil, semelhante ao de Hyunho, porém menor e em um estado pior que os demais lugares da casa. As paredes cobertas por desenhos presos por fitas, Bobby se aproximou e pegou uma folha em que a pintura feita a giz preto era três crianças brincando com um único brinquedo.

— É o pelúcia do quadro do segundo andar — proferiu, sinalando ao outro, que ficou os rabiscos.

— Prendiam o mais novo aqui?

— E por que fariam isso?

Não havia respostas, o que intrigada ainda mais.

Hanbin olhou ao redor e se dirigiu a escrivaninha  do lado da porta, sobre a mesma diversas páginas de caderno rasgadas e em cada pedaço uma mensagem diferente. Algumas em caracteres japoneses.

 

"Me deixem sair, não aguento mais"

 

"Eu odeio ficar preso"

 

"Diga para que ela me devolva o Azumi"

 

"Irei fugir"

 

"Quero sentir o sol em meu rosto ao menos uma única vez"

 

"Papai, por que me separou dos meus irmãos? Quero poder brincar com eles..."

 

— Aqui diz "meus irmãos", Jiwon. E se for um filho bastardo?

— Não fale como se ele ainda estivesse vivo. É de arrepiar — abraçou o próprio corpo, pela friagem repentina. — Haruto não está aqui — olhou ao redor, como se algo aterrorizante estivesse preste a acontecer. —, vamos subir.

— Já vou — disse sem desviar o olhar das mensagens de escritas deslexadas, variavam entre letras infantis à mais adulta. — Quem escreveu isso, passou anos aqui.

— No que isso irá nos ajudar? Hanbin, vamos logo.

— Já falei que já vou! — disse, olhando para Jiwon que notara um brilho nas orbes deste que não pertencia à Hanbin. Durou poucos segundos, logp voltando ao normal. — Desculpa... estou cansado e... Não tê-lo por perto sem saber que está bem me deixa aflito.

Hanbin levou a mão as têmporas, dando passos para trás, permitindo-se se sentar na cama empoeirada de cobertas azuis.

— Vamos encontrá-lo. Lembra? Seu instinto nunca falha — sorriu fraco, dando um olhar reconfortante mais novo, que tentou retribuir o ato.

 

 

~~~

 

 

Há quinze anos, Casa dos Choi, Rua Freedom, N°13.

O casal Choi se encontrava na sala de estar, as janelas e cortinas fechadas, o lustre acesso iluminava os semblantes preocupados e irritados de ambos e do recém-nascido nos braços da mulher que tentava fazê-lo dormir enquanto o marido andava de um lado para outro.

— Como pôde fazer isso comigo? Com Suk? Esse bebê será a ruína dos Choi! A culpa será sua.

— Ninguém irá descobrir — deixou de andar e fitou a esposa. —, minha irmã não falará nada, me certifiquei disso.

Após de um silêncio arrasador, a morena se pronunciou:

— Quanto ofereceu? Ela irá voltar por mais quando gastar tudo.

— O bastante para durar anos e a mandei para fora do país.

— Você é um tolo, Hoyoung. Um maldito tolo!

Uma quarta figura se uniu ao trio. Um garotinho, com características similares a de Hyunmin, estragava os olhinhos com as mãos, o que significava que acordara a pouco.

— Suk, querido, o acordamos?

— Não, mamãe — bocejou. — Tive um pesadelo.

— Oh — dito isso entregou recem-nascido ao marido e se aproximou do filho, ficando de sua altura. — Com o que sonhou?

— Que vocês me deixavam sozinho.

— Não se preocupe, meu doce — beijou a testa do menor e sorriu terna, o abraçando. — Isso jamais acontecerá, Hyunsuk.

Dois anos mais tarde, no quarto escondido do porão, Hoyoung se encontrava sentado na cama de solteiro e em seu colo um menininho que tinha em mãos um livro de japonês para nível juvenil.

— Papai, o que diz aqui? — perguntou ao mostrar com o indicador a palavra sob uma casa.

— "Residência" — traduziu, depositou um beijo na testa no menor e prosseguiu. — Também significa "seguro". Se lê a-zu-mi.

— Azumi?

— Isso, garotão, boa pronúncia — bagunçou os fios claros dele e continuaram a praticar pelo resto do dia, até que Hoyoung fora chamado pela esposa para jantar.



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