História Casado com a Irlandesa (sasusaku) - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 414
Palavras 784
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pessoal, meu nome é Deborah e essa é minha primeira história no site! Espero que gostem...
Os capítulos serão curtos mas frequentes. Estou muito empolgada para ouvir suas sugestões!

Capítulo 1 - O furto


 

Seus olhos verdes fitaram as cinco lojas de conveniência que haviam na estação do metrô. Uma das mais movimentadas de Tóquio, a estação recebia gente de todos os lugares da cidade. Era perfeita para não chamar atenção, pensou ela.

Usava uma blusa preta larga com capuz a fim de esconder seu cabelo. Sua cor original era um ruivo claro, que combinado com seus olhos verdes chamavam muita atenção por si só. Mesmo já chamando atenção, havia cinco anos que tonalizava o cabelo comprido com um rosa pastel. Colorir o cabelo havia começado como um ato de rebeldia, mas ela havia gostado tanto que mantivera a cor.

Após escanear a área por alguns minutos, a garota decidiu-se pela loja do meio. Era a mais movimentada, e as bebidas ficavam logo na entrada. Vendia os mais diversos doces e salgadinhos, assim como pães que pareciam feitos na hora...

Sua boca salivou. Estava morrendo de fome. A última vez que comera fora ontem de manhã, um lanche que Ino havia pedido mas não comera todo.

Ino era sua colega de quarto no dormitório da Universidade de Tóquio, uma americana loira e muito simpática. Sakura e Ino haviam se dado bem desde o primeiro dia e haviam se tornado boas amigas. Mesmo assim, Sakura jamais poderia lhe contar a situação em que vivia.

Seu pai sempre teve inúmeros problemas no coração, que só vinham se agravando nos últimos tempos. Era dono de um bar numa cidade pequena da Irlanda. Entretanto, ao longo dos anos o lugar havia perdido a clientela, que começava a dar preferência a estabelecimentos mais modernos. Seu pai se recusava a mudar o estilo do bar, o qual estava na família há anos.

A garota só descobriu a situação do bar dias depois da morte de seu pai. O lugar estava cheio de dívidas deixadas de herança para ela. Sem ninguém para lhe apoiar, e sem família restante na Irlanda, decidira que tentaria continuar vivendo no Japão.

Havia sido arrasador descobrir que sua mensalidade cara tinha contribuído para os problemas de seu pai.

Quando seu pai morreu, ela ainda tinha seis meses da mensalidade quitada. Agora, restava-lhe apenas duas semanas e ela não sabia o que faria então, sem ninguém na família para ajudá-la.

Não podia voltar para a Irlanda agora. Seria quase impossível retornar para o Japão depois, visto que teria que cuidar das dívidas do bar. Seria como jogar fora todo o sacrifício que seu pai fizera.

Sakura respirou fundo e, decidida, andou até a loja. Às vezes, o nervosismo que sentia a fazia parecer que estava roubando um banco, e não um par de refrigerantes.

Seu japonês ainda não era perfeito, por isso provavelmente não conseguiria identificar a bebida com rapidez. Desejava que acertasse e pegasse algo com bastante cafeína para ajudar com um pouco de energia.

Parou em frente ao enorme freezer que comportava as bebidas, olhando de forma indecisa, como se estivesse escolhendo sua bebida de forma meticulosa. Em verdade, ela observada o reflexo no vidro, atenta à qualquer pessoa que se aproximasse.

O vendedor era um homem baixo de expressão séria. De onde Sakura estava, podia constatar que ele parecia distraído atendendo um homem cabelos escuros, que estava de costas para ela. 

Parecia a hora perfeita. Respirou fundo e abriu a porta. Sua mão foi ligeira para uma lata vermelha, o mais próximo de uma Coca-Cola que ela encontrou. Colocou a lata embaixo do casaco, entre o braço e a costela. O movimento havia sido rápido, perfeito.

Aproveitando o momento, a garota estendeu a mão em busca de outra lata.

Foi então que tudo começou a dar errado.

Ao agarrar a próxima lata que viu, sua mão não foi firme o suficiente, deixando o cilindro escorregar. Pôde ouvir o estrondo da lata batendo no chão, estourando e espalhando o líquido em toda loja.

Seu primeiro pensamento foi que tinha que correr. Girou os calcanhares, mas uma mão agarrou seu cotovelo de maneira firme. 

Era o vendedor da loja, que a puxava para dentro de maneira insistente. Gritava palavras que Sakura não conseguia entender pela velocidade em que eram proferidas. 

Tentou se soltar das mãos do homem, cujo aperto já lhe causava dor. Sabia que em hipótese alguma estava correta. Mas, às vezes a necessidade de sobrevivência e a fome falavam mais alto, assim como a vergonha que a impedia de pedir ajuda para o colegas.

Pensou que realmente merecia aquilo. Seu pai jamais aprovaria tal comportamento, mesmo que apresentasse boas justificativas. Nada poderia ser pior que sua desonestidade.

Lágrimas alcançaram os olhos da garota. Sabia que se a pegassem tudo acabaria ali. 

Até que ouviu uma voz grave, que parecia cantar a palavra de forma curta e clara.

—Sumimasen*.


Notas Finais


*Sumimasen aqui é no sentido de "desculpe-me", "com licença".

Até o próximo capítulo!


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