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História Casados - Bakugou Katsuki - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá!

Obs.: é a uma imagine com o personagem.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Por algumas horas


A luz lunar, atravessava as vidraças quebradas do casarão, tocando o chão amadeirado concumido pelos cupins. Os tecidos leves e amarelados das cortinas, em traças, bailavam pelo corredor conforme o vento as conduziam. As gárgulas expostas no telhado espantava o mau agouro, em outras palavras, humanos curiosos.

O tom azulado natural da noite, revelava os grandes quadros nas paredes da famigerada mansão abandonada. A tonalidade vermelha carmim preenchia cada cômodo. Candelabros de ouro, ofuscados pelo pó e pelas teias, sustentam as parafinas derretidas das velas. Distribuídos nos espaços entre os quadros.

Os tacos soltos rangiam, mesmo sem serem pisados. Móveis que antigamente eram considerados luxuosos passaram a ser o conforte de poeira, folhas secas e galhos. O relógio antigo, marcava 2:59 com o gongo congelado centímetros antes de chegar ao meio. Cheiro de mofo impregnado em cada metro quadrado.

Pelo estado, percebe-se que seres vivo não pisam ali a anos. Enfim a lua cheia acertou o vidral do relógio. O ponteiro médio subiu e o maior marcou.

"Tic"

O som ecoou na imensidão da residência. De forma lenta.

03:00

"Tac"

Lentamente o ponteiro dos segundos se movia no sentido anti-horário. O gongo congelado voltou a bater da esquerda para a direita. Voltando o tempo. Poeira, folhas e gravetos se retiravam da mobília e do chão saindo levemente pelos vãos existentes. As parafinas retomavam as suas formas inteiriças até o ponto onde as velas acendiam os pavios. As janelas recuperavam os cacos e a forma enquanto as cortinas se refaziam.

02:55

O vinil arranhou com o primeiro toque da agulha, os sons arrepiantes duraram alguns segundos até a música tocar como se deve.

— Amor? — Uma voz doce preencheu o, agora, aconchegante espaço. O trinco da porta se abriu e passos leves pisaram no encerado piso. — Cheguei!

Som sutil de rolha sendo tirada do gargalo. O tintalhar do cristal da pequena taça esbarrando em outra.

— Demorou! — O timbre rouco e potente chegou em todos os pontos da casa.

Os passos lentos produzidos pelos saltos ganharam velocidade, mas pessoa alguma se fazia presente.

— Senti saudade! — Exclamou o ser masculino e o beijo molhado foi dado.

— Obrigada!... Você colocou de mais... não bebo isso tudo! — Rebateu o timbre feminino.

— Resta-nos algumas horas. Vamos dançar? — A convidou e os passos se duplicaram, acompanhando a melódica música calma. — Hoje é nosso aniversário de casamento,... estou deixando claro que eu não esqueci.

— Percebi — Risada fofa tirou suspiros do outro. — Katsuki, nosso amor mesmo não sendo seguro, será para sempre.

— Ele é... e é seguro. Dentro dessa casa vamos viver outros aniversários!! — Estalos de beijos apaixonados incessantes foram trocados.

00:03

Essa cena passou em segundo, mas na realidade o casal passou se curtindo por curtas horas.

Um som cortante ensurdeceu o céu enquantos os vidros se quebraram.

— KATSUKI! — A doce voz brandou. — Nãooo — Um segundo tiro espantou os pássaros.

— Vida... promete! — Sem folego o homem clamava. — Vamos ficar juntos.

00:01

— Sempre! — Após a última palavra, as vidraças vieram ao chão e as velas derreteram. Deixando a casa novamente vazia aguardando outro aniversário de casamento para deixar o casal viver sempre as mesma últimas 3 horas.

00:00

Pó e toda miudeza que tirava a beleza da casa voltará até o próximo encontro. Até lá, mais histórias serão contadas sobre a mansão que foi cenário de um assassinato.



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