História Casamento Arranjado - TodoDeku - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Midoriya Izuku (Deku), Shouto Todoroki
Tags Abo, Kiribaku, Omegaverse, Shortfic, Tododeku, Todomido, Vai Otp
Visualizações 343
Palavras 4.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Ecchi, Fluffy, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu sei, eu devia concluir as outras fics, mas sabe aquele capiroto que sussurra prá menina do meme? Então, ele chegou tipo "Vai lá, é só mais uma Fanfic, Não vai atrapalhar." •w•"

AAAAAH EU NECESSITAVA ESCREVER TODODEKU, NÃO ME JULGUEM ;WW;

Eu só vim acabar agora de madrugada, eu tô morto de sono, pareço até o Chuck, só falta a faca dndnxndnd. Ok, boa leitura, até as notas finais.~

[A imagem do capítulo foi apenas editada por mim, salvei a imagem no Pinterest]

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Casamento Arranjado - TodoDeku - Capítulo 1 - Prólogo

▶Pov's Narrador

“Malditas sejam essas leis adicionais da sociedade.”

Pensou Midoriya. O jovem Ômega andava de punhos cerrados só de imaginar o que se passou na cabeça dos malditos que as criaram, mas especificamente elas davam olofortes somente aos Lúpus. Essas leis foram criadas especificamente para a nova sociedade que evoluiu a séculos após a doença devastadora que pôs fim na raça humana.

Lei Adc. № 607: Todos os Ômegas e Alfas Lúpus deverão casar-se obrigatoriamente para garantir seus genes.

Muitos se questionavam do porque desse absurdo. Dava-se ao comportamento dos Alfas Lúpus, eles são muito exigentes com a perfeição que um Ômega deve ter para eles, principalmente a física. Ômegas normais até seriam um "quebra galho", mas nunca saciavam totalmente um Alfa Lúpus, os únicos que suprimiram suas necessidades foram os Ômegas do mesmo tipo, Ômegas Lúpus.

Estes ômegas tinham - e tem - o corpo escultural, suas curvas se encaixavam perfeitamente no corpo pequeno e delicado, sem contar os feromonios que era bem mais intensos que os de um Ômega normal. Esses Ômegas eram um dos maiores desejos de Alfas e Betas.

Os Alfas Lúpus por terem dificuldades de encontrar um par acabavam ficando com vários ômegas, mas nunca chegava a marcar nenhum pois não eram perfeitos para si. Como consequência esses Alfas nunca viviam tanto tempo, alguns nem passavam dos trinta anos.

Por esse motivo o casamento desses gêneros em específico eram obrigatórios, e infelizmente era o caso do Jovem Izuku, um Ômega Lúpus.

O esverdeado chegava a rosnar - algo estranho, já que de acordo com os instintos deveria rosnar quando estivesse protegendo a seu filhote - pela maldita gargantilha que usava, era muito irritante e o incomodava, mas além dos seus supressores era a única forma de inebriar seu cheiro extremamente atrativo.

Lá estava ele andando pela sua casa em direção ao seu quarto, iria colocar um terno verde, afinal, em menos de meia hora iria conhecer o seu noivo. As únicas informações que tinha dele eram seu nome, Todoroki Shouto, e sua idade - que curiosamente era a mesma que a sua - 18 anos. Midoriya abriu a porta do cômodo assim que estava a sua frente, adentrou indo automaticamente ao guarda-roupa ainda em seus pensamentos.

Na sua mente vagava a probabilidade de seu noivo pensar igual, achar aquilo tudo um absurdo. “Francamente eu não o culpo.” admitiu enquanto encarava as vestes formais em um cabide, deu um singelo e curto sorriso, sabia que sua mãe havia passado o ferro nele - já que estava a nenhum amassinho! - mesmo dizendo que ele o faria.

O esverdeado pegou a roupa formal e vestiu a mesma, seguiu para o corredor da cozinha ainda frustrado, mas via que um bom pote de sorvete poderia acalmar-lhe os nervos.

Assim que pegou o seu sorvete viu sua mãe entrar na cozinha com um vestido vermelho - que por sinal lhe caira muito bem - e deu um sorrisinho desviando o olhar do filho.

– Izuku, querido.. - começou a esverdeada, o garoto de sardas já sabia o que a menor diria, então tratou de lhe cortar.

– Ei, mãe, não precisa me pedir perdão pra sempre. Não é culpa sua.- falou o filho se aproximando de sua progenitora, ela já tinha começado a dar liberdade a algumas lágrimas insistentens, pois sabia que o menor não se conformava com a lei igualmente ela.

– Mas Izu! - insistiu de voz carregada.

O Ômega deu seu melhor sorriso, abraçou a mais velha sendo correspondido, ele sentia a dor de sua mãe, afinal o governo negou severamente seu pedido de independência para o próprio filho. Seu padastro tentou ajudar na situação, mas acabou por ser negado da mesma forma dura - mesmo ele sendo um Alfa -. Midoriya sempre admirou seu padrasto, e viu como uma enorme realização quando ele se casou com sua mãe a 5 anos, que curiosamente os dois se conheceram por causa do esverdeado e este ficou com uma enorme satisfação em ter alguém para chamar de "Pai".

Ao se separarem do abraço Izuku se esforçou para continuar com aquele sorriso, mas só de saber que a situação que tanto o atentava estava mais próxima, mal ouviram o Alfa se aproximar. Quando sentiram sua presença o esverdeado deu um leve aceno e sua mãe foi em direção do marido que a abraçou e a confortou com sua excencia.

– Ei Jovem Midoriya, se quiser eu digo pro Enji que você tá doente e assim tem mais tempo pra se acostumar com esse casamento... - Sugeriu o mais alto olhando para o menor, era óbvio a preocupação com o Lúpus, que por sua vez pigarreou porém sorrindo, o maior nunca perdeu a mania de chamar-le por jovem.

– Não, quanto antes andarmos com isso vai ser melhor. - falou e suspirou tomando do sorvete enquanto sua mãe coçava a cabeça apreensiva.

– Yagi, ele está certo, afinal não dá para tentarmos fugir dessa cerimônia, o Enji estranharia e só seria problemas pro nosso pequeno! - disse dolorido, mesmo tentando ela não conseguia parar de pensar no pior, e não queria que Enji, ou melhor dizendo, o demônio machucasse o seu pequeno.

O loiro assentiu, ele conhecia o ruivo melhor que ninguém, o cinismo estampado nos lábios do homem de chamas era grande, sabia que casando seu filho o enteado do loiro teria uma enorme crescida na sua empresa de heróis. Para Enji não viera ser fácil engolir tamanho orgulho - ou parte dele - para isso, odiava Toshinori e isso nunca mudará, mas como diz o ditado, se não pode com o "inimigo", então junte-se a ele. Com a sujestão de Enji os governadores não acharam mais que certo, e já no momento assinavam o documento na qual seria um casamento obrigatório, deixando Toshinori pasmo e um tanto desesperado naquela hora. Quando chegou em casa mal tivera forças emocionais para falar o que ocorreu ao Ômega de sardas, como esperado ele ficou frustrado ao ponto de ir a uma praia que tinha algumas sucatas nos cantos menos movimentados, usando sua individualidade para descontar suas frustrações - ou parte delas - naquele lixo metálico. Yagi sabia perfeitamente que Izuku estava lá, afinal ele mesmo que passou o seu One for All pro menor, mesmo sendo um Ômega acreditava no potencial daquele garoto que sempre lhe adimirou com todas as forças.

Após Izuku esfriar a cabeça voltaram para casa, assim encontrando Inko com o telefone nas mãos e uma expressão confusa e inconformada, o Alfa compreendendo o que possivelmente aconteceu tratou de explicar o que aconteceu quando fora ele a ir atrás dos direitos do enteado, o verdinho agradecia mesmo que tenha desencadeado algo pior que o esperado. Inko acentiu tristonha enquanto falava de cabeça baixa que em duas semanas iriam para o casarão dos Todoroki para conhecerem a família e o Noivo de seu filho, palavras ditas por uma garota que havia ligado, segundo o que lembrou da breve conversa o nome da mesma era Fuyumi, Irmã mais velha de Shouto.

                      ❝ α β Ω ❞

Lá estavam Izuko com seus pais, o pequeno Lúpus estava com a mão inscorada na janela do carro e com a mesma fechada apoiava o seu rosto olhando e observando as pessoas que ali passavam. Sempre ouvia na sua infância que ser um Lúpus era símbolo de respeito ultimamente, pois tanto os Ômegas quanto Alfas deram a origem da sociedade de hoje, mas nem com isso se sentia orgulhoso por ser um deles, antes fosse um Ômega normal.

A residência dos Todoroki não era tão distante da sua, alguns mais ou menos oito minutos de carro. Izuku engoliu o seco quando o carro parou em frente a uma casa grande - e curiosamente com toques da cultura japonesa - e seu padrasto abriu a porta do carro.

– Chegarmos. - falou vendo o esverdeado abrir a porta do carro e fechar mantendo sua cabeça baixa.

Inko deu poucos passos até chegar em seu filho, tocou o ombro do mesmo que levantou a cabeça para fita-la, sorriu fracamente e suspirou enquanto assentia a ela que estava bem.

Sem mais troca de palavras ambos caminharam, antese mesmo de Toshinori tocar a campainha pode ouvir rosnados enfurecidos de Enji, algo estava errado e isso o deixava apreensivo. Com um suspiro ele tocou a campainha enquanto Midoriya e sua  mãe se entreolharam, óbvio que haviam ouvido os gritos estridentes do ruivo.

Passos um pouco apressados foram dados enquanto sentiam o cheiro de um Alfa vindo abri-la, ao abrir da porta deram de frente com um garoto de cabelos brancos e jogado para trás - porém duas mechas de sua cabelo teimosamente estavam a frente - que sorriu envergonhado.

– Desculpem pela gritaria do meu pai! Entrem. - recebeu os futuros membros da família, que entraram um pouco desconfiados o que não passou despercebido pelo albino. - eu dou Todoroki Natsou, prazer em conhecê-los! - disse se curvando, o ato foi comrrespondido.

– Igualmente! Eu sou Toshinori Yagi, está é minha esposa Toshinori Inko e este é o jovem Midoriya Izuko! - disse o loiro com a animação típica e um sorriso no rosto.

– Midoriya certo? Realmente é muito bonito, meu irmãozinho deu sorte. - sorriu sincero e descontraído, vendo o esverdeado corar levemente e olhar pro lado, afinal não tinha costume de receber elogios de outras pessoas.

– Obrigado.

– Vou avisar pro velho que vocês chegaram. - disse se retirando e indo para a sala, os gritos cessaram dando lugar a um pigarro, assim ouviram um breve "mande virem". Assim viram uma garota também Albina vir, uma jovem Beta que sorriu convidativo.

– Olá! Me chamo Todoroki Fuyumi, podem me acompanhar. - cumprimentou e viu todos assentirem, assim seguiram para a sala de estar encontrando Enji aconpanhado de Natsou e um moreno - este Alfa também-.

Um clima tenso se instalou, o esverdeado estava nervoso e suava frio ao encarar o homem de fogo, este que tomou a fala.

– Desculpem-me pela ausência de Shoto, aquele garoto ainda está se trocando. - disse enquanto fitava os três, mais precisamente o jovem de sardas percebendo seu nervosismo pelo seu cheiro.

– Sem problemas Todoroki. - respondeu o loiro.

– Sentem-se. - falou Enji vendo ambos os três sentarem-se, deu um rabo de olho no moreno que nada havia dito desde a chegada dos visitantes. - Apresente-se, bastardo.

O moreno estava pouco se fodendo, mas sabia que se fizesse o que lhe foi mandado poderia passar o resto do dia com sua namorada, de preferência longe do ruivo desprezível a sua frente.

– Todoroki Toya, mas prefiro que me chamem de Dabi, prazer em conhecê-los. - disse se curvando e subindo para seu quarto.

Ao mesmo tempo uma presença de Alfa mais intensa foi sentida, Enji deu um breve sorriso enquanto o bicolor chegava. Mydoria sentiu-se atraído pelo cheiro daquele garoto, era diferente de qualquer outro cheiro que um Alfa normal exalava, e o meio a meio - que estava na mesma situação - olhou de imediato para Izuko. O Ômega logo desviou seu olhar por ter sido pego, já Shouto estava com a cara monótona de sempre - ou tentava, se já se sentia atraído pelo cheiro do noivo, quem dirá sem a gargantilha, e isso o incomodava.

Shouto tinha um autocontrole imprecionante, afinal era capaz de aturar o próprio pai e não acabar o matando, - se fizesse isso seria pior que ele - o que foi contido com cada vez mais. O próprio bicolor até a imprecionava consigo mesmo, já Alfas Lúpus além de terem dez vezes a força de um Alfa normal, tinham um temperamento curto.

Ao notar que estava encarando o esverdeado por muito tempo passou a andar em direção o sofá na qual estava a família do mesmo, logo os três de levantaram e Midoriya passou a olha-lo mesmo que seu corpo o fizesse desviar, não estava a fim de mostarda que era fraco e que abaixava a cabeça para qualquer um.

– Finalmente, Shouto. - declarou o ruivo tendo um estalar de língua discreto em resposta.

– Prazer em te conhecer jovem Todoroki! - cumprimentou Yagi com um sorriso amigável, Shoto sorriu minimamente, porém perceptível.

Toshinori estendeu a mão sinalizando um aperto, a qual o Lúpus maior não negou e nem hesitou em conseder, havia gostado do sogro.

– Igualmente. - disse sentindo o aperto positivo em sua mão e a mão livre do loiro em seu ombro.

O heterocromatico se dirigiu a mulher que sorriu de forma amável.

– Pode me chamar de Inko - declarou oferecendo um abraço, o bicolor aceitou mesmo que não tivesse o costume de receber ou dar abraços.

– Então me chame apenas do Shouto. - respondeu ao se separarem do abraço e finalmente se pôs a frente de Izuku que estava levemente ruborizado, achou até fofo a reação do noivo.

Vendo que o esverdeado não tomaria iniciativa se curvou uns vinte e cinco graus levando seu braço direito até o esquerdo de Midoriya, logo usando sua mão para segurar a do garoto de sardas e levá-la até seus lábios depositando um beijo nos dedos alheios. Em nenhum momento parou de olhar o Lúpus menor nos olhos enquanto se sentia cada vez mais atraído pela essência que ele exalava.

Izuku como um tomate sorriu tímido contendo a necessidade gritante de desviar o olhar, mal sabia que ao poucos estava mexendo com o instinto do maior, e os dele consigo.

– Todoroki Shouto, Prazer. - quebrou o silêncio ainda se mantendo na posição, o garoto era bem baixo e estava práticamente de frente ao rosto dele.

– Midoriya Izuku, igualmente. - disse mantendo um sorrisinho minimalista, logo vendo o futuro marido desesgueirar-se e voltar a ficar na sua postura anterior.

Após algumas outras troca de olhares Enji tomou a fala e dirigiu Toshinori e sua esposa para outra sala, Fuyumi e Natsou fizeram companhia ao casal Toshinori.

O casal Lúpus foi deixado na sala a sós para terem mais privacidade e conversarem mais a vontade. Com isso se sentaram no sofá enquanto um silêncio contragedor pairava no ar. Izuku incomodado resolveu quebra-lo e conversar com o noivo da mesma maneira quando conheceu seus amigos.

– Então, qual sua individualidade? - Questionou com um toque de curiosidade, sempre tinha interesse nas individualidades alheias.

– Bem, digamos que não "sua" e sim "suas". - corrigiu explicando e logo em seguida e o respondendo - meu lado direito tem a individualidade de minha mãe, gelo, e a esquerda do lixo do meu pai. - disse com carranca.

– Duas individualidades!? Que interessante, pena eu não ter trazido meu caderno e... - parou de falar ao notar que acabou escapando sobre seu caderno, além disso chamou a atenção do bicolor, era uma boa hora para citar um "meu cú trincou".

– Caderno? - questionou com uma sombrancelha levantada.

Midoriya viu-se sem escapatória, então resolveu omitir um pouco a situação, mas antes se acalmou e tentou manter seus feromonas de nervosismo e tensão, pois seria difícil o outro crer no que diria.

– Eu anoto tudo o que acho interessante lá. - sorriu descaradamente recebendo um revirar de olhos de mais alto.

– Que seja, e a sua? - falou dando atenção ao menor que olhava para as próprias mãos.

– Super Força! - disse sorrindo e imperceptívelmente liberando de seu aroma de empolgação, o que deixou o Lúpus apreenssivo já que era forte, sentia vontade de abraçar o menor e sentir compartilhar daquela empolgação repentina.

– Interessante, aproveitando que ainda tá cedo o que acha de me mostrar um pouco dela lá fora? - disse Shouto notando vendo a empolgação do outro aumentar - e consequentemente o seu cheiro atrativo também - fazendo mesmo se arrepender levemente de sua sujestão.

– Ótimo, pois vamos!! - falou o menor pulando do sofá, agora que Todoroki reparava mais no menor pode ver uma bela curva no quadril de Midoriya, estava o deixando mais preocupado e acabou dando um sorriso tentando focar no assunto mais pendente de agora.

– Pois então me siga. - respondeu se levantando e vendo Izuku lhe acompanhando até o quintal que era enorme.

O Lúpus menor admirava a beleza do caminho, um jardim com as mais variadas cores e com flores de Todos os tamanho, Shouto sorriu da forma abobalhada do seu noivo.

– Lindas não? Esse jardim quem começou a cultivar foi minha mãe, mas após alguns incidentes passou a ter cuidados da minha irmã. - disse com semblante pesado, os instintos do menor se agitavam para que desse um abraço confortante no Alfa e usa-se de seu cheiro mais encantador para descontrai-lo, mas nem a pau o faria, bem, era o que estava tentando não fazer. - Bem, venha por aqui, tem uma quadra aberta de treinamento que meu pai fez ano passado, para me treinar.

– Ok... - concordou vagamente seguindo o Todoroki meio frio e meio quente, assim chegaram na tal quadra.

O maior entrou primeiro e o menor o acompanhou até o centro, Midoriya seguiu para uma ponta da quadra e Todoroki para outra.

– Algo a declarar? - perguntou o de cicatrize.

– Não tenha pena. - sorriu o menor ladino, um sorrisinho um tanto desafiador a qual Todoroki assentiu sorrindo e aceitando.

Antes de Izuko perceber o maior já lhe mandara uma densa e perigosa muralha de gelo, como reflexo desviou vendo outra e mais outra em sua direção, Shouto era rápido. O Lúpus menor já acumulava cinco por cento de sua força em seu braço, algumas partes de seu corpo estava com listras vermelhas e um raio esverdeado tomava os arredores de seu corpo.

Ao parar Midoriya já seguia contra a muralha pontiaguda, deu um salto considerável alto enquanto levava seu punho de encontro ao gelo.

SMAAASH!! - deu um soco potente, rompendo não só aquela, mas como as outras duas muralhas geladas, pedaços dela voltavam para Shouto que usou uma grossa camada de gelo para se proteger.

O bicolor estava impressionado, não imaginava que um Ômega Lúpus poderia ser tão forte, ouviu os passos apressados do menor se aproximar, obviamente iria quebrar seu ponto de proteção, e como esperado só ouviu outro grito enquanto o gelo rachava, seu lado esquerdo acendeu rapidamente dando ao menor um lança chamas. Para o bicolor, havia pego o menor em cheio, pela proximidade não daria tempo do menor preparar uma defesa. Mas estava estupidamente enganado, uma jarrada de vento espalhou as chamas no ar, ele havia chutado o ar evitando das chamas o atingirem.

– Mas como!? - questionou incrédulo recuando alguns passos pela jarrada forte.

– Bem, duas individualidades correto? Não poderia descartar a possibilidade de um contra ataque com sua individudalidade de fogo, então tratei de focar metade do meu limite na perna e outro no braço. - respondeu sorridente, levando Shouto a sorrir pela positividade e raciocínio do Ômega.

– Parabéns, mas será você aguenta essa? - lançou uma muralha de gelo mais frenética enquanto usava uma ponte da mesma invidualidade para ir mais rápido para trás do menor.

Com o rápido objetivo cumprido mandou outra na intenção de encurralar Izuku, logo o que sobra para que ele fugisse usou suas chamas enquanto sentia um certo desespero tomar conta de Midoriya pelo seu feromona liberado.

O Lúpus menor parava para pensar em como sair, mas sem baixar sua guarda. O vapor começava a dificultar sua visão, mas seguindo seus sentidos saltou para o lado quando uma estalactite de gelo altamente afiada perfurou o chão, Midoriya começava uma "dança" frenética para desviar de mais estalactites, elas vinham de lugares diferentes o que indicava que Shoto estava em constante movimento.

– Meninos!! - gritou uma voz feminina e inconfundível aos ouvidos de Izuku.

No mesmo instante o foco na demonstração de poderes esvaiu e o vapor denso já dava oportunidade de ver a expressão de Inko preoupada com eles, e ela não estava sozinha. Toshinori sorriu com o olhar, havia visto a capacidade do menor e confirmara sua suposição. Não importa o gênero, seja ele peculiarmente o mais forte ou mais fraco, o One for All sempre seria forte garantindo o lugar número um a aquele que soube-se usá-lo.

Enji não estava diferente, Shouto estava completamente bem tirando um arranhão superficial na sua bochecha, porém não sangrava e o lado esquerdo de seu terno chamuscado o que deixava algumas "janelas" na roupa - e chamou a atenção do esverdeado. Shouto estava diferente de Izuku, o menor estava com um corte no braço esquerdo, foi de raspão e não era nada que não melhosse rapidamente, e em seu rosto um corte na bochecha que sangrava pouco. Essa visão deu a ideia de que seu filho era obviamente insuperável após anos de treinamento e esforço, chegara a encher o peito orgulhoso.

– Esse é meu garoto! - o de terno amarelho falou abraçando de lado Izuku, Toshinori fez questão de bagunçar-lhe os cabelos rebeldes.

– Yagi!!! E vocês dois podem explicar o motivo de estarem se atacando!? - questionou pondo a mão cuidadosamente no rosto do menor, de longe o bicolor olhara aquela cena com certa inveja.

– Não se preocupe Inko, eu e Midoriya estávamos apenas mostrando como funcionavam nosas individualidades. - respondeu Shouto enquanto mantinha a voz monótona e a cara inexpressiva.

– Vamos cessar a conversa por aqui, o almoço já vai ser servido. - Disse o Todoroki mais velho ali presente e os outros três - com excessão do heterocromatico - concordaram e foram andando de volta.

Na volta estavam os adultos a frente, os noivos atrás conversavam de assuntos deveras aleatórios, era uma conversa agradável. Até que Izuku fitou o maior querendo matar a curiosidade de mais cedo.

– Todoroki-kun, por qual motivo seu pai explodiu mais cedo? - questionou vendo Shouto olhar para cima.

– Eu não estava arrumando na hora, ele me obrigou a subir para me trocar. Mas pode ter certeza que aquilo é um elogio próximo das vezes que eu tentei fugir de casa. - disse sorrindo ladino para descontrair, logo se divertindo com a reação espantada do esverdeado.

– F-Fugir!? - falou, seu olhar já pedia por uma explicação quanto aquela situação.

– Quando eu fiquei sabendo que eu teria um noivo senti o resto que me sobrava de liberdade ser arrancado, nessas duas semanas eu tentei fugir de casa três vezes mas esse cachorro sempre estava um passo a frente de mim. - explicou se referindo com o xingamento a Enji, que por sorte não ouviu.

– Entendo perfeitamente.. mas não cheguei a tentar jugir, afinal eu não tenho para onde ir. - falou o esverdeado, e o Lúpus maior ficou contente em saber que não era o único que havia ficado contra aquela loucura.

– Sabe, agora eu acho que não vai ser de todo o ruim, sua companhia é bem agradável e acho que podemos nos dar bem. - falou com a voz de sempre, porém sincero, tinha esse presentimentos e parece que o esverdeado também.

Izuku desviou o olhar pondo a mão atrás da nuca um tanto constrangido, agora refletia do quanto mudou do início da manhã até agora, via Shouto com bons olhos e estava disposto a dar seu voto de confiança, se era para viverem como uma futura família, que antes começassem com uma amizade saudável.

– Hm, digo o mesmo. - respondeu Midoriya vendo que já estavam na entrada da residência.

Quando entraram e sentaram-se na mesa de jantar brindaram pela união, era notável que uma garota pálida de cabelos loiros claríssimos - que lembravam de  seu amigo de infância - no canto da sala, o tal Dabi foi em direção a mesma, pela forma que agia devia ser sua namorada.

Izuku os observou de rabo de olho quando o casal saiu, riu internamente por tacha-la como a Pucca loira. Sua atenção foi logo desviada para o pai de Shouto, o mesmo deu um breve pigarros para isso enquanto olhava para seu filho e para o de sardas.

– O casamento de vocês é em três meses. - falou simples, vendo a reação de surpresa em ambos os rostos.

– Mas mal nos conhecemos. - argumentou o Todoroki mais novo, tendo o olhar reprovador do pai para cima de si.

– Depois que casarem terão a vida inteira. - encerrou com um leve rosnado, a qual transmitira a mensagem para Shouto não dar mais nenhum pio.

O casal Lúpus se entreolhou, compartilhavam do mesmo pensamento. Estava sendo precipitado de mais para o gosto deles.

                         ❝ α β Ω ❞

Após o almoço as famílias se despediram, porém combinaram que Izuku viria amanhã novamente para que se sentisse mais a vontade com Shouto, está foi a sujestão de Inko que levou um tempo para ser aceita pelo riuvo, mas com insistência de Natsou e Fuyumi ele rosnou e se viu sem escolha.

Izuku estava desconfortável, não que não estivesse curioso para conhecer melhor o Lúpus maior, mas por ter que sentir a presença negativa de Enji a todo o momento. Como um Ômega Lúpus não deixou de cheirar demonstrando seu estado mais intensamente.

O de cicatriz limitou-se a apertar de forma amigável e relaxante o ombro do Ômega, transferiu ao mesmo uma sensação de proteção e o viu ruborizado levemente.

– Fique calmo, ele trabalha o dia inteiro na agência, hoje só tirou folga pelo almoço. - exclareceu o Alfa dando um sorriso confortante, se reprimindo a vontade de aperta-lo em um abraço como rugia o seu lobo interior. Porém não demonstraria que seu autocontrole era em vão.

– Obrigado Todoroki-kun. - agradeu corrido singelo.

– N-não a por onde. - o maior desviou o olhar de imediato passando a ruborizar pela expressão adorável e atrativa, realmente Ômegas Lúpus eram de fato irresistíveis e perfeitos, até demais.

Um silêncio contragedor havia se intalado alí, mas havia sido quebrado pela voz mansa de Inko que chamara seu filho.

– Izuku, meu bebê, vamos! - sorriu chamando o menor dessa forma, Shouto falhou em conter um riso da situação enquanto olhava o de verde corar extremamente envergonhado.

– Mãe! - disse repreendendo, queria esconder a cara na cerâmica como um avestruz naquele momento.

– Ops... Desculpa, força do abito! - falou coçando a bochecha e logo deu sua atenção ao bicolor, ela sorriu ternamente e o abraçou - até Shouto.

– Até Inko - disse retribuindo o abraço.

– Izuku, Yagi já está nos esperando lá no carros, dê tchau para Shouto. - disse a menor olhando o filho.

– Hm, Tchau Todoroki-kun! - deu um leve sorriso, recebendo um curto sorriso maldoso do bicolor, o que lhe pareceu estranho.

– Tchau, meu bebê.  


Notas Finais


Rspero que o prólogo tenha lhe agradado! Possivelmente a fanfic terá de quatro a cinco capítulos.

Gosta de Creek!? Pois tenho duas histórias desse shipp maravilindo também!:

https://www.spiritfanfiction.com/historia/doce-visita--creek-13799688

https://www.spiritfanfiction.com/historia/destination-with-sin-13435272

Até o próximo capítulo~


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