História Casamento Arranjado - Capítulo 9


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Asmodeus, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jonathan Christopher Morgenstern, Lady Camille Belcourt, Madame Dorothea, Magnus Bane, Ragnor Fell
Tags Abo, Alec, Alfa, Alpha, Beta, Clace, Drama, Gravidez, Izzy, Magnus, Malec, Mpreg, Ômega, Paixão, Revelaçoes, Romance, Sizzy
Visualizações 161
Palavras 4.242
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E ai gente? Demorei muito?
Espero que gostem tá... Esse ficou muuuuiiito maior do que o normal, mas vale a pena. Podem acreditar.

Capítulo 9 - O casamento


Ômega

- Preparado Alec? 

- Nem um pouco. - Ele disse mordendo o lábio, e piscando os olhos várias e várias vezes. - É estranho estar nervoso para um casamento falso?

- Não mesmo. Eu acho. - Responde a sua irmã lhe olhando de cima a baixo. - E ai Jace? O que me diz? Clary?

- Vai dar tudo certo cara. - Comenta o loiro abraçando o amigo.

- Pois é Alec, e além do mais, você está lindo. - Diz Clary lhe dando um abraço apertado e sussurrando um desejo de boa sorte em seu ouvido. Ele iria precisar.

Clary e Isabelle, vestiam a mesma roupa. Um vestido longo, que marcava a cintura com pedrinhas brilhosas e possuía um decote em V, com alguns detalhes encrustados  decorando a região do busto. Ele era lilás, e de um tecido leve, bastante simples, mas muito bonito. Cada uma estava com um salto alto discreto e uma maquiagem bem feita, mas igualmente simples, como as joias que usavam -essas diferentes um pouco umas das outras. Elas seriam as "damas de honra".

Tudo tinha que chamar pouca atenção, já que os noivos tinham que ser os mais chamativos, mesmo que Alec não gostasse dessa ideia. Entretanto, Magnus e Iz planejaram tudo, e não deixaram que o ômega interferisse em nenhum detalhe. "Tudo tinha que estar perfeito.", eles repetiam e sorriam um para o outro.

Já Jace vestia um terno preto, além de calça e camisa social, e para faze-lo parecer ainda mais um "homenzinho" da mamãe, seu cabelo estava bem penteado e com muito gel. O Herondale seria o padrinho do noivo. Ele sorria para o amigo tentando encoraja-lo, mas sabiam que dali só iria piorar. 

Alec andava de um lado par ao outro suspirando, e resmungando. O tempo estava passando, e daqui a pouco estaria ali no altar. Como assim, ele iria se casar?! Como havia acabado nessa cilada!

- Alexander! Calma! - Disse Isabelle lhe segurando num canto.

- Izzy, eu não acho que vá dar certo. Eu sou apenas eu, Isabelle. Só o Alec, não vou conseguir fazer isso. Eu... - Alexander não ousou continuar a se depreciar ao ganhar aquele olhar mortal da sua irmã.

- Alec, você está lindo e poderoso. E isso vai ser a coisa mais fresca que você vai ouvir de mim, mas você vai divar quando entrar naquela igreja e todo mundo vai se encantar quando te ver passar. - Ela respirou fundo ainda sem deixar de encara-lo olho a olho. - E você vai sair daqui casado, e bem mais do que com um compromisso. Você é mais do que capaz Alexander, você é incrível. Simplesmente incrível.

Alec respirou profundamente e a abraçou. Mesmo se quisesse o homem não sabia o que fazer. Estava nervoso com o casamento, com a mídia, e principalmente com o plano do pai. Não sabia se conseguiria cumprir com o planejado, e tinha muito, muito medo de que tudo desse errado. Além do mais, não era que Alexander fosse um homem romântico nem nada, mas ele não esperava que subiria no altar para se casar com o cara que mais odiava na face da terra.

Magnus Bane era um porre, uma desgraça, um infeliz. E se tudo corresse como ele esperava, o homem só prejudicaria o plano mirabolante de seu pai, que era a sua principal preocupação no momento.

E dentro tudo que lhe passava na mente, nunca lhe veio que ele poderia vir a se apaixonar pelo seu futuro marido. Se apaixonar do tipo entregar-se a ele, e não apenas com o corpo. Do tipo que viria a vir contra os ideais Lightwood. Um tipo de paixão que mais soaria nos ouvidos do pai e da mãe como uma traição. Que faria Isabelle rir da sua cara e dizer um "bem que eu avisei". Uma traição que Clary poderia desenhar e Jace, como sempre, estaria ali para lhe apoiar.

Mas ele sabia que isso não entrava em jogo porque se apaixonar por Magnus Bane era uma traição de alto nível para com tudo que foi criado acreditando.

- Pense no plano do papai apenas depois Alec. Se concentre agora em sair daqui com uma aliança no dedo certo, e de beijar muito bem aquela boquinha linda do Magnus. - Izzy sussurrou sorrindo e lhe passando confiança. Ou ao menos tentando.

 

 

Alfa

 

- Magnus meu amigo, eu não espera estar aqui tão cedo. - Brincou Meliorn vendo o homem se encarar no espelho.

- E eu achei que a Catarina iria ser a sua madrinha!

- Ela vai chegar atrasada Dot. Não fique com ciúmes. - Magnus disse andando atrás de mais alguma coisa para colocar em si mesmo. 

- Mag você sabe que vai casar, e não ir a uma boate não é? - Ela disse revirando os olhos enquanto se avaliava, expulsando o Bane um pouco do espelho. 

- Você pareceu o Raphael falando agora. Falando nisso, onde aquele homem esta?

- Onde mais? No canto mais distante de você no salão. - Comentou Meliorn aproveitando a bebida que haviam servido no quarto em que Magnus e suas companhias se arrumavam.

Dorothea terminou de arrumar a maquiagem e se olhou uma última vez no espelho um pouco ansiosa. 

- Por favor guys, sejam sinceros. Eu estou parecendo uma madrinha aceitável?

Ela usava um vestido azul escuro bastante bonito, e com apenas uma alça. Pedrinhas enfeitavam toda a região do tronco, e a roupa lhe marcava a cintura, deixando que o resto do tecido escorresse até o chão, cobrindo por pouco os seus pés. Nestes jaziam um salto alto que ela nunca fizera questão de usar, e que não se destacavam em demasia. Sua maquiagem era simples,  e harmoniosa com o conjunto -como as joias que enfeitavam-na-, e o seu cabelo estava preso em um penteado com alguns cachos grandes emoldurando o seu rosto.

Dorothea podia ser chamativa assim, por que sabia que nunca ofuscaria Magnus, e isso lhe deixou mais tranquila quando pôs o vestido e se olhou após a maquiagem e o cabelo. Que para a mulher eram bastantes chamativos, mas para Magnus era simples e composto. " Se é que ele entendia o que era ser simples e composto".

- Você está linda Dot. Acho que está melhor do que Catarina poderia ficar nesse vestido. 

- Certeza? Ainda da tempo de trocar e....

- Você está maravilhosa. - Magnus disse lhe encarando com ternura e certeza. - Não é Meliorn?

- Hum? Com toda certeza. - O homem disse tirando os olhos da bebida que tomava durantes alguns segundos.

Magnus então voltou a se encarar no espelho, tendo certeza que estava divino como deveria estar. Certo que iria se "casar" com um cara que ele não gostava, mas ao menos era um gato. E além do mais, poderia muito bem manter com Alec os acordos que manteria com Isabelle. E então eles poderia viver aquele tempo em uma perfeita harmonia. Ou ao menos tentar.

O homem no entanto, não poderia estar mais ansioso para o casamento "falso", que ele sabia que seria uma fofoca tamanha amanhã de manhã. Afinal um casamento homossexual nas duas maiores empresas dos dez estados mais próximos não era algo que acontecia todo dia. Principalmente se uma delas era a dos Lightwood.

- Magnus? - Chamou Asmodeus abrindo a porta para entrar no quarto. - Está na hora já.

Meliorn e Dot se entreolharam e saíram lado a lado conversando. Já Magnus parou de se empiriquitar e babar por si mesmo na frente do espelho e virou para o pai.

- E ai pai? Como eu estou?

- Lindo. Exageradamente bonito. Sua mãe iria chorar se te visse agora. - Asmodeus disse revirando um pouco os olhos para não chorar também. Querendo ou não o seu filhote estava ali pra subir no altar pela primeira vez na vida. - Olha filho, eu sei que essa ideia parece horrível. Mas você vai ver que talvez goste muito dela.

- Bem, acho que dessa vez, eu vou confiar em você. - Magnus falou sorrindo. - Mas não me decepcione. - Falou abraçando o pai.

- Não vai se arrepender. Agora vamos.

Magnus concordou com a cabeça e tirou o telefone do bolso da calça. Puxou o pai e claro, registrou o momento. Magnus não poderia deixar aquilo passar de jeito nenhum. Talvez nunca mais seu pai lhe levaria até o altar, e não seria por causa de uma paixão arrebatadora. O pequeno Bane tinha medo de que o velho Asmodeus pudesse vir a morrer mais cedo do que deveria.

"É agora", ele pensou na porta da igreja. "Tudo tem que dar certo.".

 

 

Ômega

 

- Izzy, Clary, Jace. Está na hora de vocês. - Maryse disse abrindo a porta com um sorriso no rosto.

O sorriso só aumentou quando viu o filho. Alec estava lindo, e o seu bebê iria finalmente se casar. Ela só não esperava que fosse com outro cara, e por causa de um contrato. Onde Robert estava com a cabeça esses dias? Ele estava é enlouquecendo.

Quando todos saíram Maryse abraçou Alec a ponto de chorar.

- Eu não acredito que você está se casando! - A mãe choramingou se deixando ser um pouco sentimental. - Meu filhinho vai deixar o lar... Meu senhor... Como eu fico só com a Izzy e o Max em casa?

Alec e a mãe riram, e o homem retribuiu o abraço da mãe com um sorriso triste.

- Só fique viva mãe, porque esse não vai ser o meu último casamento. - Brincou.

- Eu imagino mesmo que não. - Ela disse se desvencilhando. - Alec, eu sei que isso tudo é uma loucura pra você. E que você não gosta nem um pouco dos Bane. Mas dê uma chance ao Magnus. Ele parece ser uma boa pessoa.

- Se papai te pegasse falando isso, algo muito ruim iria acontecer mãe. - Brincou com um leve ar de seriedade, aquilo era verdade. - Eu não me importo mãe. O Magnus, é só mais um playboyzinho rico que acha que pode ter tudo e quem quiser. - "Talvez não seja tão ruim engana-lo." - Ele vai aprender que comigo vai ser diferente. Bem diferente.

- Não esperava menos. - Disse Robert ainda no portal da porta escorado. - Vá na frente Maryse, nós já vamos.

A mulher obedeceu, mas não sem antes abraçar o filho de desejar-lhe uma sorte grande e uma paciência maior ainda. Ela sabia que Alexander era inteligente e desenvolto na arte de lidar friamente com as pessoas. Mas também sabia que o pai era o seu calcanhar de Aquiles. Alec sempre quis que o pai gostasse dele, que se orgulhasse do filho que tinha. Ele poderia não ter percebido mas não era pela família, era sempre pelo pai. E nesse momento, o momento mais especial e triste da vida dele, Alec só queria que o pai lhe desse apoio. Mas nunca era fácil assim com Robert.

- Parabéns filho. - Robert disse lhe dando um abraço rápido e segurando-lhe os ombros enquanto olhava em seus olhos. - Eu espero muito de você Alexander. Eu sei que você vai conseguir cumprir com o plano.

- Espero não lhe decepcionar meu pai.

- Não vai. - Ele disse como uma ordem. - Agora vamos. Não podemos nos atrasar tanto assim.

 

Izzy e Clary ainda estavam para entrar quando Alec e Robert chegaram. O noivo não parava de estalar os dedos, e morder o lábio por causa do nervosismo. Então quando viu Isabelle e Clarissa entrando, Alexander teve uma súbita vontade de fugir e sair correndo antes que aqueles olhares virassem para ele. Mas seu pai nunca deixaria que ele fizesse isso. E seu orgulho sempre lhe impediria.

Robert manteve o seu braço no dele, e quando a música começou lhe arrastou até o local. Alec pela primeira vez em seus dezenove anos quase não levantou a cabeça pela vergonha. Estava envergonhado, e muito.

As pessoas passavam por ele e olhavam-no de cima a baixo avaliando-o com olhos maldosos. As mulheres lhe desejavam, e fofocavam entre si. Os homens o reprovavam com o olhar, e as crianças nem ao menos dignavam-se a olhar-lhe, suas mães deveriam ter lhes proibido. De todos ali presentes, a maioria avassaladora era de alfas, e de pessoas incrivelmente importantes, e suas famílias. Haviam ômegas também, Alec pôde sentir, mas elas não lhe dirigiam o olhar, e os betas que ali jaziam agiam iguais aos alfas, recriminando-o.

Se eles soubessem que aquilo ali não era a sua escolha. Apesar de que, ele sabia que se algum dia tivesse que se comprometer com alguém, não seria uma mulher, e os olhares ainda seriam os mesmos.

Por isso o homem de olhos azuis olhou para frente, evitando de observar os olhares, e apenas sorria o melhor sorriso que ele tinha guardado. Afinal, deveria estar feliz, como a Julieta se um dia viesse a se casar com o Romeu.

Porém, foi só quando chegou no altar que ele viu finalmente seu noivo. 

Magnus estava deslumbrante e chamativo. Vestia um terno preto, e uma blusa social também preta, mas com a gravata branca. Ele estava maquiado, e o lápis de olho era o principal, acentuando a beleza dos seu solhos castanhos e dando aos traços orientais de seu rosto um ar de felino selvagem. Os cabelos, estavam perfeitos no seu novo penteado, raspado -não na zero- na lateral, e um tanto espetado em cima, mas com volume e bem organizado, com apenas uma mecha solta em sua testa. Ele usava um brinco na ponta da orelha esquerda, e três na direita, assim como um colar no pescoço com um pingente um tanto, interessante. Ele não parecia ter vergonha de nada, e representava muito bem o seu papel. Ele estava ali demonstrando a coragem, berrando aos quatro ventos que nós poderíamos sim nos casar com quem bem entendermos. 

Ele estava lindo, maravilhoso. Ele estava perfeitamente um Bane, entretanto, o que lhe diferenciava do mundo ainda estava ali. Um jeito estranho de se portar entre a destreza, a sutileza, a ironia, a diversão, tudo de bom e intrigante, tudo de peculiar definiam Magnus Bane. E por um momento Alexander se deixou sorrir de uma maneira tão natural que fez os olhos castanhos que lhe observavam se arregalarem um pouco. Alexander se sentiu momentaneamente orgulhoso e determinado. 

Ele também estava representando a possibilidade de um mundo sem preconceito ali. Ele também estava fazendo história, seja lá como ela seria dita mais a frente.

E Magnus sorriu em resposta ao notar aquilo. Ele também não deixou de admirar-se com o homem. Os olhos azuis, que pareciam destilar frieza e polidez, agora sorriam e vibravam como o sorriso de sua boca, a pele pálida ficava bonita com o cabelo arrumado, deixando o rosto todo a mostra. E o terno branco combinava bem com a pureza divina que Alexander parecia representar. Mesmo sem nada de especial, Magnus achou incrível como a beleza dele era natural e simplória, mas chamava bastante atenção. Alec não precisava de muita coisa para ficar bonito, ele sempre estava assim.

Robert por fim entregou o filho ao Bane e ocupou o seu lugar. A cerimônia então iria começar, e os dois noivos ali presentes olharam para os lados, cada um visualizando seus familiares e amigos mais próximos. 

Eles iriam marcar uma nova era.

 

 

Alfa

 

- Parabéns aos dois. 

E mais um casal de empresários saia. Os desconhecidos vieram primeiro, e por sorte já estavam se indo quando Magnus e Alec receberam as felicidades de Clary e Jace, os dois sorrindo e confiantes de que -talvez- algo desse certo para os recém-casados.

- Parabéns cara. - Jace disse abraçando Alec, e Clary o imitou com um sorriso gigantesco. - Pra você também Bane.

- O que isso Herondale. Acho que já está na hora de me tratar melhor não é? - Brincou gesticulando.

Jace lhe lançou um olhar de incredulidade, e já foi saindo enquanto Clary veio falar com o outro. 

- Desculpe ele. Você está roubando o irmãozinho dele. Falando nisso Alec, o Simon pede desculpas mas ele não pôde vir. - Ela brincou. - Mas é sério, faz algo errado com o Alec que você não vai mais ter filhos. - Clary sorriu, recebendo de longe o apoio de Jace que havia insistido que se ela não o ameaçasse ele o faria.

Então a ruiva saiu, fazendo o alfa engolir em seco por causa do olhar, enquanto o homem ao seu lado soltava uma risadinha antes deles receberem os próximos a lhe parabenizar. 

- Você deu sorte de ter sido a Clary. O Jace é mais assustador.

- Muito bom saber.

- Magnus! 

A voz feminina era certeira, e ela num pulo abraçou o homem sorrindo. Era um sorriso de felicidade verdadeira, mas também um pedido de desculpas pelo atraso.

- Parabéns maninho. 

- Depois de ter chegado atrasada você ainda tem a coragem de dizer isso Cat? - Ele fala fingindo raiva.

- Você deveria ter ficado feliz de eu ter vindo do aeroporto direto para cá Mag. - A mulher disse sorrindente. - Não vai me apresentar ao infeliz... Quer dizer, sortudo?

- Há, há, há... - Resmungou o alfa virando-se na direção de Alexander. - Catarina, esse é Alexander Lightwood, Alexander, essa é Catarina Loss. Minha irmã adotiva.

Os olhos azuis ficaram levemente arregalados, mas ele logo se recompôs e sorriu um pouco sem jeito, fazendo com que ela sorrisse largamente e lhe deixasse um pouco mais sem graça apertando-lhe a mão e lhe dando dois beijos, um em cada bochecha.

- Pode me chamar de Cat.

- E a mim de Alec.

- A gente ainda vai se ver muito Alec, espero que até lá não tenha morrido nas mãos do meu maninho.

E então a mulher de cabelos platinados com as pontas azuladas saiu. Ela era graciosa, e sorridente, ao menos na frente dos dois, e parecia gostar muito do irmão. Magra, esbelta e bastante bonita. Parecia um padrão de beleza dos Bane.

- Era pra Cat ter sido a madrinha. - Comenta Magnus displicentemente. - Mas ela estava vindo da Inglaterra então, o voo atrasou um pouco.

- Imagino. 

Logo os dois se entreolharam enquanto Robert e Maryse vieram lhe parabenizar, a mãe beijou os dois na bochecha e lhes abraçou. Agindo da maneira mais sentimental que conhecia, a ômega ainda pedia a Mangus que "cuidasse do seu menininho", e Robert apenas foi seco, e ao se despedi de Alec lhe apertou o ombro e lhe lançou um olhar significativo. O filho já sabia do que se tratava.

- Ai eu tô tão feliz de ver vocês dois ai e não eu. - Isabelle disse puxando o telefone e rindo da cara dos dois, enquanto -da maneira mais indiscreta que conhecia- ela tirou uma selfie com o recém casal, e riu abraçando os dois e lhes sussurrando:

- Vocês não vão se livrar de mim assim tão fácil moleques. - Ela disse e os soltou sorrindo, enquanto Alec revirava os olhos e Magnus abria-lhe um sorriso. - Aproveitem bem a lua de mel.

- Izzy está ficando cada vez mais maluca. - Resmungou Alexander enquanto a irmã se afastava.

Foi a vez do alfa de rir baixinho, enquanto Dot e Meliorn se aproximavam para dar-lhes os parabéns.

- Nunca achei que alguém fosse fisgar isso ai Alexander. - Comentou Meliorn ao aperta a mão do ômega. - Mas meus parabéns, você livrou o mundo de uma praga.

- Obrigada pelas belas palavras Meliorn, já pode ir. - Falou Magnus.

Dot por sua vez abraçou Alec e lhe sussurrou no ouvido um "Não machuque ele Lightwood", e depois foi falar com Magnus, avisando que Tessa não pôde vir por causa de um compromisso no trabalho, e só havia conseguido avisar a pouco por mensagem.

Enquanto isso, Alec viu com o canto dos olhos uma loira e um moreno se aproximarem. A mulher era realmente muito, muito bonita, sem comparação. Loira de cabelos longos e cachos bonitos, e de olhos claros. Usava um vestido vermelho, e um salto alto que lhe deixava mais elegante ainda. Ao seu lado, o homem parecia mais despojado, usando um terno, e o cabelo meio rebelde lhe concedia um charme único.

- Parabéns Magnus, fisgou um carinha bem bonito não é. - A loira comentou assim que chegou.

Dot, que já havia saído, observava a cena de longe com um mal pressentimento. O Bane olhou a mulher de cima a baixo e por um instante, sua amiga pôde ver o antigo Magnus de relance, mas logo ele foi substituído.

- Obrigado pela presença Camille. Raphael, não sabia que vinha.

- Não podia perder a sua nova felicidade. - O homem disse sorrindo e apertando-lhe a mão.

Alec porém, preferiu não se intrometer, e apenas se mexeu no seu local quando a tal de Camille, se não se engava de nome, se virou na sua direção lhe dando um abraço sem muito contato apenas para que ele escutasse um ranger de dentes do alfa ao seu lado.

- Boa sorte casalzinho.

E então a mulher loira saiu, e o homem, um beta que a acompanhava, não fez a menor questão de falar com Alec antes de ir. Magnus porém, não conseguiu tirar os olhos da mulher até que ela sumisse de vista. Camille Belcourt lhe trazia memórias dolorosas das quais ele nunca iria se livrar, e infelizmente nunca conseguia disfarçar cem por cento. Alec ao seu lado o observava em silêncio, e antes que pudesse fazer qualquer coisa Asmodeus já se aproximava dos dois para vir lhe dar os parabéns.

Primeiro o alfa abraçou o genro, lhe desejando felicidades e o congratulando-o com tamanha polidez que Alec imaginou que seria bastante difícil se aproximar daquele homem. Depois Asmodeus abraçou o filho, com um pouco mais de força e então sussurrou em seu ouvido:

- Se recomponha. Pragas como ela vão e voltam.

Alec pôde escutar, mas não entendeu ainda ao certo. Sua mente estava ainda um pouco avoada e ele parecia não conseguir ligar os pontos, então preferiu se concentrar nas congratulações que recebia e em continuar sorrindo. Alec só percebeu que estava de cabeça baixa pensando em outras coisas quando dois homens vieram lhes cumprimentar, e em meio a um leve desespero o homem de olhos azuis levantou a cabeça atrás de desculpar-se e deu de cara com quem menos queria ver.

O cheiro enjoado e nojento que o alfa loiro exalava era irritante. Mas mesmo com a vontade repentina de vomitar em cima do homem, Alexander teve que admitir que ele estava belíssimo. Os cabelos loiros bem arrumados, e os olhos verdes ainda não haviam pousado sobre si, além do mais ele ficava bastante elegante de terno.

- É um prazer revê-lo depois de tanto tempo Magnus, e ainda por cima, casado. - Comentou Valentim sorrindo ao conversar com o outro alfa. 

- Realmente senhor Valentim, bastante inesperado eu devo dizer. E o seu filho é?

- Sebastian Morgesten. - O loiro se apresentou.

Logo Valentim olhou de esguelha para Alec que lhe homenageou com um sorriso que o homem nem ao menos retribuiu, ignorando-o por completo. Sebastian, para o prazer de Alexander, seguiu o mesmo caminho que o seu pai sem dar-lhe muita bola. 

 

Já estava no fim da festa. Magnus já havia perdido a conta de quantos martines havia tomado, e Alec já não aguentava mais sorrir. Os dois estavam em pé num canto da sala, fingindo aproveitar a companhia um do outro, o que era na verdade uma desculpa para não serem obrigados a fazer mais sala para ninguém.

Principalmente no caso de Mangus que parecia um pouco fraco depois da bebedeira e com um enjoo e mal estar. Entretanto, Isabelle não pareceu perceber isso quando o puxou para dançar a "ultima dança da noite".

Alec ficou observando de longe com uma pontada de preocupação para com o seu marido. Mesmo que não quisesse se preocupar com um Bane, havia visto em primeira mão que o estado dele não estava nem um pouco bom, mas ninguém faria Magnus Bane dizer não a uma dança.

- Com ciúmes? - A voz de Sebastian surgiu no meio do nada.

- De quem? Isabelle é minha irmã. - Alec disse se afastando um passo do loiro enquanto bebericava o que quer que Magnus havia lhe trazido. Ao menos não era champanhe.

- Mesmo assim. Eu não sabia que eu tinha tirado a virgindade do noivo do Bane. - Ele sussurrou no ouvido do homem que no mesmo momento se arrepiou totalmente.

Um frio lhe percorreu a espinha e Alec se sentiu encurralado, apesar de saber que estava ali a vista de muita gente e que Sebastian não lhe faria nada. Mas somente o cheiro enojado dele já lhe deixava de sobre aviso e com um "tantinho" de medo.

- Não vamos falar sobre isso. Na verdade, não tenho assuntos para tratar com você. Então, com licença. - E falando assim foi saindo de cabeça erguida em direção ao banheiro.

Assim que ele saiu da visão do público, suspirou profundamente. Quem quer que fosse Sebastian Morgesten, ele sabia agora que havia se envolvido com uma praga que nunca mais sairia do seu caminho. E isso não poderia acontecer, se não estragaria por completo o plano de seu pai. Se Robert ficasse sabendo disso... Alexander seria morto, mesmo que para isso o pai tivesse que perder tudo.

 


Notas Finais


Gente me perdoem os erros e tudo mais.... Mas agora o romance deles anda (eu acho)


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