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História Casamento Arranjado - Capítulo 14


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Notas do Autor


Capítulo recém saído do forno. Espero que gostem ( ╹▽╹ )

Capítulo 14 - Capítulo 14


A casa de seus pais ainda tinha cheiro de lar, ela não sabia explicar ao certo o que era, mas tudo ali era familiar e acolhedor. Rogério ria e contava piadas enquanto terminava de cozinhar a refeição e Rosana arrumava as coisas sobre a mesa e ralhava com Lucas, Laura e Igor, namorado de Laura, para que deixassem o RPG online que jogavam no celular e viessem logo para a mesa. Miguel ajudava Luiza a secar e separar as louças para a sobremesa enquanto conversava com Rogério e ria de suas piadas, não para agradá-lo e sim porque era agradável passar um tempo com eles, os considerava como sua família.

Luiza tentava explicar para a mãe que estava bem, apenas havia comido uma maionese caseira questionável, Rosana a repreendia com um “eu digo, mas você não me escuta” digno de mãe. Miguel se sentia mal por ter criado aquela mentira, porém a forma da sua esposa de lidar com a situação o deixava de mãos atadas, é claro que ele tinha que fazer alguma coisa, passou o fim de tarde conversando com algumas pessoas, cobrando alguns favores e coletando informações enquanto Analu dormia. A raiva lhe queimava o corpo só de lembrar como ela estava frágil e assustada por culpa daquele nojento do Henrique, ainda que Ana Luiza estivesse calma e conversando sorridente com sua família ele podia ver o cansaço em seu rosto e o medo em seus olhos castanho avermelhados.


Eles se sentaram e desfrutaram do jantar delicioso, enquanto conversavam coisas banais, até que Rosana limpou a garganta e perguntou:


    -Então, vocês já estão pensando em nos dar netinhos?


Luiza corou e se engasgou, empurrava suco pela garganta para tentar parar de tossir Miguel sorriu enquanto passava as mãos pelas costas da esposa.


-Mãe! - Analu disse repreendendo.


-O que? Vocês são casados, deviam pensar nisso. Ou querem esperar até que eu tenha idade para ser bisavó?


-Ainda é cedo e não é um bom momento - Ana a repreendeu.


-Tem certeza de que o que está sentindo não é enjoo de gravidez? - Laura perguntou fazendo Miguel rir e Ana arregalar os olhos.


-Eu não estou grávida - Analu disse firme.


-Ah, e como vai o seu pai, Miguel? Ainda teimoso? - Rogério perguntou recebendo um olhar agradecido da filha por tirar o foco da conversa.


-Estamos tentando o convencer a fazer a cirurgia, mas o senhor sabe como ele é cabeça dura.


-Acho que vou lhe fazer uma visita.


-Seria ótimo, poderia nos ajudar a tentar colocar um pouco de juízo naquele velho teimoso  - ele brincou fazendo o sogro rir.


O restante da noite foi seguido por conversas animadas, os três irmãos implicavam um com o outro por pura diversão fazendo Rosana ralhar com eles e Igor rir, Miguel conversava com o sogro enquanto observava a esposa, Ana Luiza parecia mais relaxada ali, fez questão de ficar todo tempo possível para que ela continuasse com a leveza que conquistou e já era tarde quando saíram de lá. A noite estava agradável, podiam até ver algumas estrelas no céu mesmo com a claridade da cidade.


    -Não acha que seria um desperdício voltar para casa agora? - Analu perguntava enquanto admirava a cidade pela janela do carro.


    -E o que você sugere? - perguntou com um sorriso sem tirar os olhos do trânsito.


    -Eu gostaria de caminhar, sentir o vento fresco e olhar o céu.


Miguel dirigiu mais um pouco até chegar em uma praça que tinha ali perto, haviam food trucks estacionados mais adiante rodeados por adolescentes, algumas pessoas de meia idade passeavam com animais de estimação, também haviam lanchonetes e alguns barzinhos por perto. Eles caminhavam pelas calçadas lado a lado,  Ana ora deixava o olhar se perder por entre as árvores, ora observava o céu e as vezes simplesmente mirava o nada pensativa.


    -Você se sente sozinha? - Ele perguntou a fazendo olhá-lo.

   

-O que?


-Eu tenho estado muito ausente esses dias, sei que você provavelmente ainda não quer a minha companhia e está com raiva por aquelas coisas. Ainda assim você passa a maior parte do tempo só, não é?


    -Eu passo boa parte do tempo fora da sua casa na verdade. Você tinha me dito que quase não nos veríamos mesmo, lembra?


    -É, isso foi antes, - ele disse passando as mãos pelos cabelos que estavam um pouco compridos a fazendo sentir inveja, Analu adorava quando os cabelos dele ficavam daquele jeito - Mas as coisas tinham mudado entre a gente e eu pretendia passar mais tempo com você.


    -Você está se sentindo culpado pelo que aconteceu, - ela respondeu com a voz distante - Mas você não tem nada haver com isso.


Miguel parou a segurando pelas mãos e fazendo olhá-lo nos olhos que estavam severos, pareciam mais escuros, a linha da mandíbula estava rígida.


    -É claro que tenho, acha que eu ia ter paz de espírito se alguma coisa te acontecesse? Não haja como se eu não devesse me importar com você ou te dar atenção.


Ela não disse nada, voltaram a caminhar em silêncio mais um pouco até encontrarem um banco de madeira, ficaram sentados por um tempo observando as pessoas e as estrelas, Miguel perguntou se ela ainda queria comer ou beber alguma coisa, mas Luiza negou, ficaram ali por mais um tempo até ela notar que o marido a olhava com um sorriso travesso.


    -O que foi? - ela indagou o fazendo rir mais abertamente.


    -Só lembrei de uma coisa.


    -Vai me deixar curiosa e ficar me olhando com essa cara ou vai me falar o que é?


    -A sua mãe me mandou sumir com as suas pílulas. - ele ria vendo-a corar boquiaberta, os olhos espantados - Está tudo bem, eu disse para ela que você não está tomando pílulas.


    -Você disse o que? Como sabe que eu não… Esquece!


Miguel sorriu triunfante dando uma piscadela para a esposa que revirou os olhos, ainda estava corada. Ele gostava de vê-la daquele jeito, mas acabou lembrando de outra coisa, diminuiu o sorriso enquanto ponderava se devia ou não entrar naquele assunto, Analu parecia perceber o seu conflito e não desviou o olhar dele.


    -Posso te perguntar uma coisa? - Miguel  indagou a fazendo voltar os olhos para ele novamente.


    -Além do que você está me perguntando? - ele fez uma expressão de desaprovação rivalizando com a sobrancelha arqueada dela - E o que seria?


    -É… Eu sei que é um assunto meio delicado para você, mas eu queria saber se… Bom, eu soube que você não teve nenhum relacionamento sério depois do… Você sabe… E conhecendo você... Bem eu queria saber… Se você já… Se você nunca…


    -Você quer saber se eu ainda sou virgem? - Ana disse com a voz distante observando um casal andar de mãos dadas alguns metros de onde estavam.


Foi a vez de Miguel corar, mas ele mantinha os olhos cor de mel fixos nela, Ana notava o desconforto dele em iniciar aquela conversa, nunca o tinha visto assim, até gaguejou. Eles ainda não tinham falado sobre algo do gênero e nem tido tanta intimidade, o máximo que aconteceu foi na noite em que passaram na lua de mel interrompida.


    -É só uma curiosidade, - ele disse recuperando sua cor - Me desculpa, eu… Acho que nunca perguntei isso para uma garota antes.


    -Tudo bem - ela riu enquanto voltava a observá-lo - Eu nunca estive com ninguém, não que nunca tivesse tido vontade, eu só… Queria que a primeira vez fosse com alguém que eu amasse e me sentisse segura.


    -Eu entendo. Deve ter sido difícil se sentir segura com alguém depois do que houve.


-Eu só tentava ignorar o que houve.


-E colocava todos os caras para correr da sua vida - disse com um sorriso amarelo.


    -Ué, você resistiu aos meus foras.


    -Não era como se você pudesse fugir de mim. Mas se pudesse eu também não desistiria fácil. - estendeu as mãos para encontrar as mãos geladas dela - Ainda assim consegui estragar tudo.


Ana Luiza desviava o olhar para um canto qualquer, sua respiração parecia pesada enquanto seu coração lhe dizia que ela estava sendo uma tola seu cérebro lhe dizia para manter distância e não arriscar, mas ela queria, com todas as forças, de corpo e alma, deixar aquilo tudo de lado.

   

-Eu ainda não desisti - Miguel interrompeu seus pensamentos segurando o queixo delicado conduzindo o olhar dela para o dele - Odiaria pensar que tudo acabou entre a gente.


Ana só percebeu que estava chorando quando Miguel limpou uma lágrima que escorria pelo seu rosto, suspirou surpresa e se afastou para se recompor, sentia que a cabeça estava prestes a explodir e o peito doía, parecia queimar. Ele a olhou preocupado e parecia hesitante em se aproximar dela.


    -Me desculpe, - Miguel disse com uma expressão triste - Você está passando por um momento ruim, não quis te pressionar a nada, acabei falando o demais, não devia ter entrado nesse assunto.


    -Não, está tudo bem, - Ana disse terminando de secar os olhos, voltou-se para o marido que estava tenso, observou por um bom tempo aqueles olhos cor de mel que estavam sérios e apreensivos - Acho melhor a gente ir.


Miguel assentiu sabendo que nada estava bem, todo o caminho de volta foi feito em silêncio e toda a falsa paz que haviam conquistado se perdeu, ele via Ana Luiza se fechar em seu casulo guardando tudo o que a perturbava junto, vê-la daquele jeito fazia com que se sentisse um inútil, queria confortá-la e dizer alguma coisa para que ela não se prendesse atrás dos muros que construiu outra vez, mas assim que chegaram ela apenas lhe deu boa noite e foi para o seu quarto.





Analu já estava com roupas de dormir enfiada em seus lençóis, virava de um lado para o outro, mas o sono não vinha, acabou se dando por vencida e levantou, foi até o quarto de Miguel e deu batidinhas leves em sua porta, ele a disse para entrar, ela girou a maçaneta e ficou na soleira, o olhou sentado em sua cama com o peito nu, o rapaz deixava uma pasta fumê sobre a mesinha ao lado enquanto repousava o olhar sobre ela.


    -Eu não queria te incomodar...


    -Não peça desculpas - ele disse reprimindo um bocejo - Pode ficar aqui se quiser.


    -Você parece cansado - Ana disse enquanto caminhava até a extremidade vazia da cama e entrava sob os lençóis deitando ao lado de Miguel que se virou para ela - Não vou mesmo te incomodar?!


    -É claro que não, eu gosto de ter você por perto - respondeu com um sorriso travesso que a fazia querer sorrir de volta - Também poderia ter me chamado se preferisse.


    -Eu não queria parecer uma criança assustada - ela sussurrou sabendo que ele a ouvia - E no fim das contas aqui estou eu.


Ele a olhava sério e ficou em silêncio por um longo tempo a fazendo ficar incomodada, podia perceber como ele apertava a mandíbula, teve vontade de se aproximar dele e tentar desfazer aquela expressão de seu rosto e antes mesmo que tentasse ele disse:


    -Eu nunca me perdoaria se alguma coisa tivesse acontecido. Você teve sorte e está brincando com isso. Fingir que não houve nada não deu certo da primeira vez e não vai dar agora.


    -Você acha que é fácil pra mim? Como acha que eu me sinto só de pensar nisso?


    -Você pode procurar ajuda, Ana. Você sabe que precisa - ela bufou e saiu dos lençóis se levantando da cama, Miguel a puxou de volta, estava de joelhos na cama com Luiza encostada em seu peito, os olhos arregalados encaravam os seus que deviam estar brilhando de raiva - Você acha que é fácil pra mim também ver a mulher que eu amo sofrer desse jeito e não fazer nada? Ver alguém tentar te machucar, te tomar de mim?


A voz dele era firme, ela o via apertar a mandíbula com força, como se fosse quebrar os dentes Miguel exalava fúria e indignação ainda que seus braços a envolvessem num aperto frouxo ela se sentia hipnotizada, incapaz de mexer um músculo sequer e o que era mesmo que ele tinha dito? Ana se perguntava se tinha ouvido direito, devolvia seu olhar com os lábios entreabertos, a pergunta pronta para sair, mas ele não parecia perceber.


    -Espera que eu fique aqui fingindo que não foi nada demais? Você acha mesmo que vou deixar aquele imbecil andar por aí enquanto ri da minha cara e te perturba desse jeito?


Ana percebia como os músculos dele tensionavam enquanto ele encarava o lugar onde seu machucado estava coberto pela camiseta larga, o rapaz fechou os olhos com força, sua respiração era pesada ela podia ver sua luta para tentar conter o que sentia, lembrou da primeira vez que Miguel foi legal com ela, no Meduza, aquilo parecia há um milhão de anos e não apenas alguns meses. Eles mal se falavam e ele quase caiu em uma briga com um cara que tentava ser engraçadinho e a ofendeu. Mas aquilo foi diferente, eles conseguiram contornar a situação sem muito esforço e aquele garoto não era como o seu ex, se Miguel e a família dele eram influentes a de Henrique era tanto quanto, não podia esperar fazer alguma coisa e não ter volta e por mais que ele estivesse decidido a fazer algo, Ana tinha medo de que o marido se prejudicasse de alguma forma. Ele parecia ainda não perceber o que tinha dito, ela começava a se perguntar se havia ouvido direito. Levou suas mãos até o rosto dele e se assustou quando Miguel abriu os olhos cor de mel subitamente, eles pareciam escurecer sob o peso de todos os sentimentos que o rapaz carregava, ele apertou intensificou o abraço em sua cintura, mas não disse nada, apenas a olhava com medo contido.


    -O que você disse? - ela sussurrou com o olhar no dele.


    -Eu não vou deixar isso ficar  assim.


    -Eu entendi essa parte, foi a outra coisa - ele pareceu confuso - Você disse que… Você me ama?


    -Amo - ele respondeu ainda a encarando - Acredite, eu planejava falar isso de outra forma, talvez quando não estivéssemos discutindo.

   

Ana se aproximou mais dele afagando o seu rosto e seus cabelos claros. Miguel a envolveu com seus braços e soltou o ar que nem sabia que estava prendendo.


    -Eu também te amo - ela sussurrou em seu ouvido antes de voltar a encará-lo - Por isso não quero que você faça nenhuma loucura.


    -Eu não consigo suportar a idéia de ter alguém te machucando, tirando a sua felicidade ou te tirando de mim.


    -Miguel... Você sabe que seria desgastante poderia não dar em nada uma briga judicial com ele e eu não suportaria se você tentasse alguma loucura - os olhos dela eram suplicantes sobre os dele - Se acontecer alguma coisa… Eu também não quero te perder, não quero te ver infeliz.

   

-Então não se esconda de mim, não me afaste, por favor, sabe como é ruim? - ele deslizava os dedos pelos lábios macios de Luiza, sentia o seu cheiro de lavanda e sorriu, adorava que ela houvesse voltado a usar seu perfume preferido - Sou bom em me cuidar, me deixa cuidar disso, cuidar de você também. Não quero que você se feche mais para nada na sua vida, não quero que tenha medo de viver e se entregar aos seus sentimentos.


Sentia a respiração quente dela em sua pele o fazendo ter pequenos arrepios de saudade e desejo, o olhar de Ana Luiza era conflituoso e Miguel observava enquanto a esposa travava uma batalha interna.


    -Acho que nenhum de nós vai ceder hoje - Analu disse voltando a encará-lo ainda com as mãos em seu pescoço.


    -Eu não quero mais discutir. - aproximou o rosto do dela com os olhos fixos em seus lábios - Ao menos não hoje.


    -E o que você quer? - ela perguntou sentindo o coração perder o compasso em batidas aceleradas.


    -Te beijar seria bom - Miguel disse com um sorriso travesso antes de atacar o lábio inferior de Luiza com os dentes, no entanto ele logo se afastou e voltou a encará-la.


Ela sabia que sentia falta dele, mas não entendia a dimensão daquele sentimento até então, precisava de Miguel, no entanto ele estava ali estático o rosto assumindo uma expressão distante e seus braços afrouxando novamente na cintura da garota. Ana sabia que ele estava com medo, incerto de como agir com ela por tudo o que estava acontecendo, levou as mãos até a nuca do rapaz, enterrou os dedos nos cabelos macios como incentivo e sussurrou:


    -Então me beije. - ele pareceu duvidar do que ouviu, Ana Luiza se aproximou mais encostando os lábios nos do marido levemente.


Miguel tomou os lábios dela com saudade, fez pequenos carinhos no canto da boca da esposa antes de pedir passagem com a língua, Ana parecia sentir tanta falta dele quanto Miguel sentia dela, suas línguas dançavam uma dança apenas delas e logo aquilo se intensificou, os dois pareciam devorar um ao outro, estavam quase ficando sem ar, mas Miguel não queria se afastar, mordiscava o lábio inferior de Ana Luiza, até que ela resolveu desferir uma trilha de beijos ardentes por seu queixo, descia para o pescoço, as mãos percorriam suas costas o provocando com as unhas, sentia uma onda de eletricidade percorrer seu corpo conforme ela descia por seu peito e voltava até seus lábios.


Miguel sorriu e a puxou fazendo-a cair sobre o colchão macio, ficou um tempo admirando a esposa, os cabelos loiro escuros cobrindo o travesseiro branco, os olhos castanho avermelhados o percorrendo, os lábios rosados entreabertos o corpo que ele sabia ter muitas curvas se escondendo sob a camisa larga de algodão, as coxas grossas e expostas no pequeno short de cotton. Ela era perfeita, não entendia como não havia percebido aquilo antes. Sentiu uma perna de Luiza percorrer a lateral de sua coxa e parar no seu quadril para descer novamente, estavam entrando em um jogo perigoso e ele sabia que devia parar, tomou a mão dela nas suas e levou até seus lábios onde lhe desferiu inúmeros beijos castos.

 

    -Senti saudades - ela sussurrou o fazendo abrir um enorme sorriso que chegava até os olhos cor de mel.


    -Eu também senti - ele devolveu enquanto deitava ao seu lado e a puxava para seus braços, depositando um beijo carinhoso no topo da cabeça da garota - Eu te amo, sabia?

    -É, eu acho que já ouvi algo assim hoje - Luiza sorriu com as mãos em seu peito sentindo as batidas do coração de Miguel - Eu também te amo. Obrigada por não desistir.


    -Nunca ousaria desistir. - sussurrou inalando o cheiro dela.



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