História Casamento Arranjado - Capítulo 19


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Categorias Naruto
Tags Gaahina, Itamay, Itasaku, Naruhina, Sasuhina, Shikamay, Shikatema
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Palavras 2.543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 19 - Rumo ao casamento (Part II)


V
Sete dias para o casamento...

Quando Gaara para seu carro em frente a Aya's, se perguntou pela quarta vez o porque de estar ali. Claro, Sasuke havia ligado e informado que os padrinhos e madrinhas deveriam comparecer para a prova dos trajes ás 16h, e como era um dos três padrinho tinha a obrigação de ir. 

E, sim, ele deu a primeira desculpa esfarrapada que surgiu em sua mente. 

— Estou doente. —  Ele dissera, com mais algumas informações um tanto exageradas e dramáticas.  

E Sasuke, como o bom melhor amigo que era, retrucou: 

— Bom, já que está tão mal assim, pedirei para minha mãe passar aí. Você sabe o qual boa enfermeira ela é. — Gaara suspirou, podia até ver o sorriso vitorioso que o Uchiha esbanjava do outro lado da linha. 

— Onde fica essa maldita loja?

Não que não gostasse de Mikoto, pelo contrário, a amava, ela é como uma segunda mãe para ele. Porém, seus remédios caseiros, apesar de funcionarem, tinham um gosto horrível. Provou, inocentemente, apenas uma vez, e jurou que aquela seria a última.  

Por fim, quando entendeu que não teria muita escolha, se limitou a concordar. Apesar de achar que não seria uma boa ideia, Ino estaria lá e eles não foram muito amigáveis um com o outro da última vez que se viram.

Ameaça-la foi uma total perda de tempo, além de ter chego atrasado na reunião, semanas depois descobriu que Rasa fez o favor de mandar flores para sua amada filha. Sakura estava apavorada com a ideia de rever o pai.

E foi com tais pensamentos que entrou na loja. 

— Eu já disse para você tirar o meu vestido, Mayumi!! — Gritou Ino.  — Eu vi primeiro! 

— Então por que não pegou? — Quis saber a outra loira.

— Por que diferente de você, eu ouvi quando a aquela mulher nos disse para esperarmos a noiva chegar!

— Qual é, Yamanaka? É só um vestido. — Neji, que se encontrava no sofá vermelho concentrado no celular, se manifestou. — Que fica deslumbrante em você, May. —  Olhou para a ex-namorada, com um sorriso no rosto — Deveria escolher esse — Claro, ele não iria perder a chance de apoiar Mayumi e, consequentemente, irritar Ino. 

— Cala a boca, Hyuuga!

E assim a discussão continuou. 

—  Tudo isso por um mísero vestido — murmurou o ruivo, completamente arrependido de ter entrado — Será que ainda dá tempo de ir embora?

Algo lhe dizia que teria uma grande dor de cabeça se permanecesse ali. 

—  Estava me perguntando a mesma coisa. 

Não precisou olhar para saber de quem se tratava, aquela voz já lhe era assustadoramente familiar, mas, mesmo assim  pousou as orbes verdes em mais um dos motivo pelo o qual não deveria estar ali.  Hinata Hyuuga faria a última prova do vestido de noiva e ajudaria na escolha dos trajes dos padrinhos e madrinhas. 

— Acho que não foi uma boa ideia deixar isso para a última hora. — Comentou ela ainda concentrada na briga, na qual a cada quatro segundos Neji fazia um comentário que deixava Mayumi feliz e Ino irritada. — Bom, pelo menos não terei problemas com Sakura e Juugo. — Desviou o olhar para o não casal que conversavam animadamente sobre algo, ignorando por completo a situação que acontecia a poucos metros. 

Gaara estreitou os olhos para os dois.

— Talvez tenha... 

Gostava de Juugo, longe de Sakura principalmente. A rosada já tinha uma lista grande o bastante de namoros fracassados com namorados fracassados, para Gaara saber do péssimo gosto e o azar da caçula para escolher namorados. 

Ele só queria protegê-la. 

— Sabe, eu não entendo  — Admitiu a Hyuuga  — Juugo é um cara legal, e é seu amigo...

— Ele é mais amigo do seu noivo do que meu.

Hinata o observou se afastar e ir em direção às irmã, bagunçado os cabelos rosados da mesma para atrair sua atenção. Sorriu, para a cena.

— Vamos começar, pessoal? — Perguntou, afinal quanto antes começassem mais cedo terminariam.

[...]

Ela não sairia dali tão cedo assim, tudo ficou claro ao ver a cena a sua frente.

— EU VOU MATAR VOCÊ, SUA VERSÃO MASCULINA DA RAPUNZEL!! — Era isso o que uma Ino muito irritada gritava enquanto tentava estava sentada por cima de Neji, ambos no chão, enquanto tentava desferir socos no Hyuuga. 

— Ah vamos lá, Yamanaka, só fui sincero. — Se defendeu, ainda segurando os pulsos da loira, aquela situação o divertia consideravelmente. — Que culpa tenho se aquele vestido parecia uma cortina e você o cabo?

— Que comparação mais ridícula, seu idiota! — Ela grunhiu e tentou mais uma vez soltar seus braços. Ele gargalhou alto e rapidamente ergueu os braços, consequentemente impedindo-a de dar um cotovelada em sua barriga.

— Quanta violência por um comentário, Yamanaka. Tem que começar a aceitar a opinião doa outros. 

— Neji, pare de provocá-la! — Sakura, a única que parecia tentar parar a briga, se pronunciou, afinal Hinata já tinha desistido e se concentrou em procurar um vestido que agradasse as amigas, e Juugo havia saído para atender o celular.

— May, faz alguma coisa!

— Eu estou fazendo. — Argumentou a loira — Gravando.

— SEU DESGRAÇADO!! — A cada gritou de Ino, a pobre rosada se desesperava mais e mais, olhou suplicante para o irmão que parecia manter uma distância segura da briga.

— Não olhe para mim, Sakura. Ela deu um soco no meu estômago!

Relembrou de minutos atrás quando tentou tirar Ino de cima de Neji. Foi um situação bem engraçada, Mayumi e Neji acharam pelo menos.

— Por favor, Gaara... — Pediu Hinata, em parte pelo medo de a qualquer momento a dona do estabelecimento aparecesse e os expulsasse dali. E também, algo lhe dizia que Gaara conseguiria acalmar Ino.

O ruivo suspirou e coçou a nunca a procura de alguma solução que não envolvesse seu rosto ou seu corpo machucados. Seus olhos se direcionaram para Mayumi, não seria uma má ideia.

— Ei, Mayumi! — Ele a chmaou em alto e bom som. — Tenho que te falar uma coisa sobre o Shikamaru.

A sala ficou em silêncio, Ino parecia ter congelado. Virou a cabeça e observou Gaara andar na direção de Mayumi. Neji analisou, por breves segundos, a expressão da Yamanaka, aquilo foi o bastante para tirar Ino de cima de si e caminhar até Gaara, que ao que parece sabia mais do que deveria.

— Vamos conversar! — E o puxou para fora da sala.

[...]


Enquanto isso, em Londres...

A morena andava pelo seu quarto, ansiosa, encarando a cada segundo o celular em sua mão. Se perguntando se deveria ou não ligar novamente.

Faltava uma semana para o casamento e ainda não havia feito o que prometera a Suigetsu.

Sabia perfeitamente a localização de Naruto, ele estava em Londres. Ela viajou até Londres, ela o viu, ele também a viu.

Ela estava de um lado da rua e ele do outro, mas não falou com ele, entrou no primeiro táxi que viu e fugiu, deixando-o mais uma vez.

E então voltou à Konoha, seu objetivo era devolver o convite ao amigo e se desculpar, porém estava em dívida com o albino, ele havia feito muito por ela, não queria decepcioná-lo.

Então, mais uma vez, seu corpo se encheu de uma coragem que ela não possuía. Fazendo com que voltasse à Londres.

Isso foi há uma semana atrás.

Agora ela estava ali, naquele hotel a espera da única pessoa que poderia ser o seu pombo correio, sim, foi essa a solução que encontrou. O som de uma leve batida na porta chegou aos seus ouvidos.

— Está aberta! — Pegou o envelope em cima do criado mudo e se virou para a janela.

— Naruto a procurou por toda Londres! — Ouviu as palavras da prima e sorriu minimamente.

— Ele fez isso, foi? — Olhou para o envelope.

— O que está fazendo aqui, Yuka? — A ruiva quis saber.

— Preciso de um favor. — Se virou para prima, os olhos vermelhos se dirigiram para o envelope.

— Tem alguma relação com esse envolepe?

— Precisou que entregue isso ao Naruto — Estendeu o envelope —, não diga que eu mandei.

A ruiva pegou o envolepe ainda desconfiada, mas assentiu.

— Por que você não entrega?

— Não quero vê-lo.

— Mas ele gostaria de ver você! — Retrucou.

Yuka sorriu novamente, mas, como sempre, o sorriso não chegou aos olhos.

— Não acho que gostaria de ver a garota que acabou com a amizade entre ele e o melhor amigo. — Comentou.

— Sasuke e ele já se acertaram, Yuka. Isso foi há muito tempo, é passado!

— A ferida ainda está aberta, querida prima, e ainda está doendo. Eu sei que está — Suspirou e voltou sua atenção a paisagem do lado de fora — e é por isso que não posso vê-lo, ele me ver naquele dia foi um erro, um descuido. Não irá se repetir.

[...]


Loja Aya's, em Konoha...

— Eu me recuso a vestir amarelo — Comentou Sakura fazendo uma careta para o vestido da tal cor.

— E eu verde. — Essa foi Ino, olhando para o outro vestido.

— Esse azul não está muito legal, Hina... — Falou Mayumi olhando a cor do tecido.

Hinata se jogou no sofá, ela definitivamente não deveria ter deixado aquilo para última hora. Já havia feito a última prova do vestido, e escolhido o terno dos padrinhos, tudo com facilidade.

Na verdade, teve um pouco de dificuldade no último, afinal Neji insistia em dizer que parecia pinguim naquele terno, e quando todos os padrinhos já estavam vestidos, Mayumi fez questão de repetir a mesma frase, e Gaara e Juugo concordaram. Foi preciso mais algumas tentativas, para agradar o Hyuuga e os outros dois padrinhos.

Agora só faltava, as madrinhas.

— Elas podem escolher qualquer cor? — Gaara perguntou baixinho para Juugo, que se limitou a dar se ombros.

— Não importa a cor que elas escolham, só tem que ser a mesma cor. — Hinata respondeu. — O problema é que elas não conseguem decidir a cor do vestido! E eu já sugeri várias!

— Que culpa temos se você só disse cores sem graça? — Indagou Ino.

Mayumi bufou e apoiou a cabeça no ombro de Neji, que restava sentado ao seu lado. Ele estranhou a atitude.

— O que você tem? — Perguntou em um tom baixo, apenas para ela ouvir.

— Dor de cabeça. — murmurou e fez uma careta. — Isso aqui já ficou chato.

— Que tal vermelho? — Neji sugeriu para as madrinhas. Queira levar Mayumi para casa, ela dificilmente tinha dores de cabeça, aquilo o preocupava.

— Já tentamos vermelho, elas não gostaram!

— Sinto muito, Hina, mas aquele vestido era horrível. — Mayumi olhou para a moça que trabalhava ali — Sem ofensas.

— Ele não é um dos meus preferidos. — A garota sorriu — Querem que eu traga outros modelos da cor?

— Por favor. — Hinata pediu.

[...]


Na mansão Uchiha...

Fugaku Uchiha se encontrava em seu escritório, os olhos negros idênticos aos dos filhos, concentrados na estante de livros no canto da sala.

Batucava os dedos na mesa de madeira, enquanto digeria o que acabara de ouvir.

Do outro lado da mesa, estava Hiashi Hyuuga devidamente acomodado em uma poltrona, os olhos fixos no homem em sua frente.

— Ainda acho algo impossível. — Comentou Fugaku.

Hiashi soltou uma risada debochada.

— Você achou impossível a ideia de nossos filhos se casarem, e estamos a uma semana do grande dia. — Rebateu, atraindo a atenção do Uchiha.

— Itachi não está interessado em sua afilhada, Hiashi!

— Engraçado, não é o que os corredores de minha casa dizem.

Ambos sabiam que não existia nada de engraçado no que o Hyuuga acabara de afirmar.

— Talvez, seja Mayumi que esteja interessada em meu filho. — Disse Fugaku, se recostando na poltrona. — O que não será um problema para nós.

— Está insinuando que minha afilhada não possui capacidade de conquistar o coração de seu filho?

— Ela não estava tendo um caso com o herdeiro dos Nara's? — Mudou de assunto.

— Logo terminarão — Relembrou das palavras de Neji, que discutia com alguém pelo celular —, ao que parece ele fez algo imperdoável, segundo meu filho mais velho. A resposta de minha pergunta! — Exigiu.

Fugaku suspirou, aquele assunto estava o deixando com dor de cabeça. Onde Hiashi arrumava tempo para imaginar aquelas asneiras, ele não tinha uma empresa para comandar?

— Se isso vai fazer você tirar essa maldita ideia da cabeça, sim! Mayumi não possui capacidade para conquistar Itachi.

Hiashi ergueu uma sobrancelha, não gostou das palavras do Uchiha.

— Criei Mayumi para conseguir tudo o que quisesse — E logo acrescentou: —, igual a Amaya. E ambos sabemos que Amaya sempre conseguia o que ou quem queria, certo? — Não esperou a resposta, levantou-se caminhando em direção a saída — Controle seu filho, Fugaku, e o mantenha bem longe de Mayumi. Para o bem de ambos!

— Controle sua afilhada, Hiashi, e a mantenha bem longe de Itachi. Para o bem de ambos! — Repetiu as palavras do Hyuuga.

[...]


Do lado de fora da Aya's...

Itachi se encontrava escorado em seu carro, Sasuke havia ligado e pedido ele para buscar Hinata, e levá-la até o restaurante favorito de Mikoto. As duas iriam jantar juntas naquela noite.

E ali estava ele, esperando pacientemente a futura cunhada terminar uma conversa rápida sobre a compra dos vestidos, bom é o que dizia a mensagem dela.

A porta se abriu e ele ergueu a cabeça, pensando que era Hinata.

— O que aconteceu? — Quis saber no momento em que viu Mayumi nos braços de Neji. — Ela está bem?

— Sim. — O Hyuuga se limitou a responder — É só uma dor de cabeça.

— E você precisa carrega-la porque ela está com dor de cabeça?

— Ela é muito mole para dor, e muito mimada também. — Caminhou até seu carro, desligou o alarme com o controle que tinha na mão e fez sinal com a cabeça para Itachi ajudá-lo, abrindo a porta.

Itachi franziu o cenho, uma pessoa não deveria ficar naquele estado apenas por uma dor de cabeça.

— Não acha melhor levá-la ao hospital? — Abriu a porta.

Neji balançou a cabeça, enquanto a acomodava no banco do carona.

— Ela odeia hospitais.

— Mas...

Uma risada baixa pôde ser ouvida, os olhos azuis cruzaram com os ônix.

— Você fica tão fofo preocupado, Uchiha... É só uma dor de cabeça, logo passa. Neji vai cuidar muito bem de mim, então não se preocupe.

Apesar do tom divertido, estava óbvio que ela não estava bem. Abaixo-se na altura dela e tocou sua testa delicadamente.

— Tem certeza?

Ela sorriu.

— Sim, obrigada pela preocupação.

Neji ao perceber que a conversa havia terminado, fechou a porta e deu a volta no carro, entrando e dando partida logo em seguida.

Itachi observou o carro se afastar.

— É tão estranho ouvi-la dizer obrigada.

— Itachi!  — Alguém o chamou e pelo tom, parecia que fazia isso há um bom tempo.

Piscou os olhos como se estivesse saindo de um transe e olhou para a garota. Hinata sorriu.

— O que estava olhando? — Perguntou curiosa — Estava fazendo uma cara de bobo.

Riu do comentário da Hyuuga. Não duvidava nada daquelas palavras.

— Nada. — Apontou para o carro — Meu irmão ficou preso no trabalho, vou te levar no restaurante. Vamos, querida cunhada?

Foi a vez dela rir e, enfim, assentir. 


Notas Finais


Oii! O que acharam do capítulo? Gostaram? Espero que sim!

Esse capítulo iria demorar mais um pouquinho, mas como eu percebi que eu tinha demorado demais, decidi parti-lo em dois. Ainda faltam algumas partes que serão finalizadas e postadas na quarta ou quinta-feira.

Até o próximo, bye bye!


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