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História Casamento entre melhores amigos? - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Visita


- Eu soube que você comemorou seu aniversário com Adrien como em todos os anos.

Levantei a cabeça e olhei para minha mãe, ela estava com um sorriso brincalhão no rosto

- Deixe-me adivinhar. Nossa amada Alice contou para a senhora – falei e revirei os olhos – Bom não tem problema, a senhora não liga, é a Alice que faz um escândalo. Mas tirando a parte em que Alice chegou e ficou brigando conosco por uma hora, foi divertido. Mesmo o Adrien tendo que voltar cedo para ajudar o pai com os negócios – dei de ombros e voltei meu olhar para o bordado que estava fazendo, percebi que, pela primeira vez, eu havia escolhido cores bonitas, e que combinavam, satisfeita do meu momento de apreciação, voltei a costurar. E então minha mãe falou.

- Ele está bastante atarefado ultimamente, claro o pai tem que passar metade dos bens para ele, já que vocês vão se casar. E minha querida. Você sabe que Alice só quer seu bem, ela cuidou de você até hoje.

- Urum – murmurei concordando

- Não me responda assim Marinette.

Levantei novamente meu rosto para olhar para minha mãe, ela estava com a postura ereta, sentada em uma poltrona branca com detalhes em madeira. Seus olhos fixos no bordado em suas mãos.

- Sim minha mãe, eu sei, e aprecio muito isso – falei a olhando com cara de tédio, e ignorando a parte em que o nome Adrien, casamento e vocês acabavam juntas na mesma frase.

- Ótimo – ela disse, levantou o olhar e deixou o bordado descansar em seu colo – Querida, você tem que visitar a senhora Agreste.

- Sim minha mãe. Eu estava pensando em ir visitá-la já a algum tempo – igual que a mulher a minha frente, soltei o peso dos braços e deixei o bordado repousar em meu colo – Mas.... – comecei a tentar desfiar a ponta do pano, claramente eu não conseguiria, mas me acalmava – Com toda essa história de.... casamento, e com o Adrien, não me sinto muito confortável de ir falar com ela ou com o senhor Agreste, sei que eles serão meus sogros, mas é tão estranho.

Me afundei na poltrona, e olhei para meus dedos, que tentavam incansavelmente desfiar aquela parte do pano. Senti o olhar de minha mãe sobre mim.

- Minha filha, nunca se esqueça, que a Emilie vai continuar sendo a Emilie. Quando você se tornar oficialmente a nora dela, ela vai continuar sendo a mesma pessoa, vocês só vão se tornar mais próximas. E olha que maravilha, seremos oficialmente uma família, os Agreste e os Dupain-Cheng. E quanto ao senhor Gabriel, bom, ele continuará igual, você sabe como o senhor Agreste é querida.

- Sim minha mãe, eu sei – a olhei e sorri – Estou pensando em ir na mansão Agreste amanhã pela manhã - minha mãe tinha razão. E tudo ficaria bem no final, e eu iria me acostumar com a ideia de estar casada com o Agreste menor, mesmo que demorasse.

- A propósito minha mãe, Mary está precisando de mais dias de férias.

 

/////////////////////////

 

- Senhora Agreste, sua nora veio lhe ver – uma das empregadas da mansão Agreste falou enquanto dava leve batidas na porta do quarto.

- Deixe-a entrar

A empregada abriu a porta, eu agradeci e entrei, avistei a senhora Agreste sentada em sua enorme cama, ela deixou o livro de lado e abriu um imenso sorriso.

- Minha querida Marinette – ela começou a se levantar para vir em minha direção, corri até ela para a ajudar a se levantar.

- Não precisa querida. Estou bem hoje – ela se soltou de mim e foi sozinha em direção a uma das poltronas do quarto – Venha se sentar – ela disse e apontou para a poltrona ao seu lado.

Caminhei lentamente, e me sentei um pouco desconfortável.

‘Pare com isso Marinette, é a tia Emilie, está tudo bem’

- E então querida, como você está? Faz tempo que não te vejo.

- Estou bem, obrigada. E a senhora, está melhor?

- Sim estou ótima. E feliz aniversário querida, quase ia me esquecendo.

Ela apertou minha mão, e eu agradeci

- E quais as novidades?

- No momento não tenho nenhuma

- Entendo

Pareceu que ela iria falar algo mas desistiu de última hora

- Senhora Agreste, eu trouxe um pequeno presente para a senhora, como forma de agradecimento por me escolher para fazer parte da família. – sorri sem jeito e a loira me olhou atônita, pareceu estar em um transe por alguns segundos, e ao voltar ao normal falou

- Como?

- Bom eu trouxe um presente – falei e tirei um lenço com um bordado com a letra E, com flores ao redor. Um dos mais belos bordados que eu havia feito até o momento. Entreguei para a loira – Na verdade, o bordado foi mais ideia de minha mãe, eu queria mesmo era lhe dar de presente outra coisa

- Claro, ideia de Sabine. Me diga querida, sua mãe que pediu que me agradecesse por lhe escolher?

- Sim?

Respondi um pouco apreensiva.

- Claro que seria – ela falou um pouco brava, olhou para o lenço e sorriu, o dobrou com cuidado e colocou sobre a pequena mesa de centro – Não ligue para o que sua mãe fala. E este lenço está muito lindo. Você que o bordou? – concordei com a cabeça – Então, o que queria me dar no lugar?

- Eu queria pintar a senhora. Se a senhora permitir é claro.

Emilie sorriu para mim.

- É claro que permito querida. Então, você virá aqui outro dia para começar o esboço?

- Na verdade eu já trouxe os materiais, estão com minha empregada Mary.

- Oh, claro – a senhora Agreste se levantou devagar e caminhou até o criado-mudo, e pegou um pequeno sino que estava em cima do mesmo, caminhou em minha direção e voltou a se sentar. Tocou o sino e o colocou em cima da mesa de centro.

Em poucos minutos uma das empregadas chegou, pedi para que ela chamasse Mary e que avisasse para que trouxesse os materiais. E assim ela fez, quando Mary chegou, me ajudou a montar o suporte para a tela e os outros materiais, a senhora Agreste arrumou os cabelos e fez uma pose, comecei então a desenhar com traços leves a mulher a minha frente, estava tão concentrada no desenho que nem me dei conta que estava ficando tarde, então Mary me avisou de que deveríamos ir embora.

Me afastei da tela e deixei Mary guardá-la, fui em direção a senhora Agreste.

- Só preciso por alguns detalhes e poderei pintar, quando estiver acabado vou lhe entregar. Garanto que a senhora estará mais linda do que já é.

- Eu acredito em você filha. Posso te chamar assim? Logo você fará parte da família.

Pisquei um pouco impactada, segurei suas mãos que estavam um pouco frias e falei.

- Claro senhora Emilie. Agora tenho que ir, já está ficando tarde e não quero que meus pais se aborreçam. Por favor se cuide adequadamente.

Disse e sorri, ela retribuiu meu sorriso e falou.

- Pode deixar, vou guardar energia o suficiente para poder ir ao casamento, vai ser um dos dias mais felizes da minha vida.

Sorri para ela e me despedi, sai andando pelos corredores com Mary atrás de mim. A tia Emilie parecia tão feliz por eu e Adrien estarmos nos casando. Queria poder deixa-la feliz assim a todo momento, graças a doença ela não pode sair com muita frequência do quarto.

Desci as escadas e me vi de frente com meu amigo, sorri para ele. Adrien estava com uma blusa branca social, calças pretas e sapatos sociais, em seu braço se encontrava um paletó comprido.

- Adrien

- Mari. O que faz aqui a esta hora?

Ele veio em minha direção, segurou meu rosto com as mãos, e me deu um beijo na testa, logo se afastou. Adrien sempre fez isso, mas desta vez achei estranho, me senti incomodada, não só porque Mary estava vendo, mas porque o fato de que eu ia casar com ele me fazia ter vergonha de tudo. Parece que Adrien não liga ou esquece que estamos noivos. Não que eu esteja reclamando, é só que me pergunto se meu pai não teria outras opções além dos Agreste e dos Kurtzberg.

- Eu vim visitar sua mãe, acabei me distraindo e não vendo o tempo passar. E de onde vem vestido deste jeito?

Ele olhou para as próprias roupas depois para mim.

- De uma reunião, estou ocupado com os negócios, principalmente porque a partir de amanhã, metade das ações Agreste vão estar no meu nome.

Ele falou e sorriu, me olhando animado, sorri para ele e o felicitei alegremente.

- Vamos vou te acompanhar até em casa,

- Não precisa Adrien, eu estou com a Mary, e temos uma carruagem.

- Não me importo, senhorita Mary, você pode se dirigir a carruagem da família Dupain, vou pedir para deixarem minha carruagem como esta e deixarei a senhorita em casa.

- Sim senhor.

- Mary. Espera. Não vai.

Ela me ignorou e continuou andando, Adrien me deu um sorriso sapeca e pediu ao mordomo, que apareceu do nada me dando o maior susto, que levassem a carruagem para a frente da mansão.

Nos dirigimos até o lado de fora, para esperar a carruagem, estava um pouco frio, e estava quase começando a escurecer. Adrien pegou seu grande paletó e o colocou sobre meus ombros. Ele esticou a mão para pegar minha pequena bolsa, e eu a estiquei para o outro lado.

- O que está fazendo?

- Tentando ser cavalheiro.

- Pegando minha bolsa?

- Por Deus Mari, eu ia carregar ela no seu lugar.

- Não precisa, já estou com seu paletó, não precisa fazer mais nada.

Ficamos nos encarando em uma silenciosa guerra até a carruagem chegar. Adrien abriu a porta e me ajudou a subir, ele entrou e o cocheiro fechou a porta, o loiro estava em minha frente, nossos joelhos se encostando por cima das roupas, quando a carruagem começou a andar Adrien e eu começamos uma conversa agradável, como nos velhos tempos, cheia de brincadeiras, mesmo que eu estivesse nervosa por dentro, consegui que ele não percebesse.

Até que ele iniciou um assunto com o qual não me sinto muito confortável.

- Então Mari, como amanhã metade das ações vão estar no meu nome, e como não vou gastar muito, já que nossos pais vão pagar o casamento e a festa, eu estava pensando em comprar nossa casa.

- Nossa casa?

- Sim. Não vamos morar com nossos pais, temos que ter uma casa. Então eu pensei em depois da sua festa, que já é depois de amanhã. Nós irmos procurando algumas casas que fossem do nosso agrado. O que acha?

Eu pisquei rapidamente – Nós? Não nossos pais?

- Claro. Nós que vamos morar, porque nossos pais escolheriam?

- E você quer minha opinião? – coloquei um dedo apontado para mim

- Sério Marinette?

- Ok entendi. Aaammm. Eu penso que está ótimo. Sim é, nossa casa, claro. Vamos sim.

Fechei a boca e assenti rapidamente

- Okaaayy... a olha só já chegamos.

Olhei para a janela e avistei a mansão Dupain, me levantei rapidamente, quando ia abrir a porta sou parada pela mão de Adrien em meu braço,

- Mari

O olhei, ele estava sério, seus olhos verdes me olhavam profundamente.

- Não precisa ficar desse jeito Marinette. Só estou fazendo o que é melhor para você, e com questão ao nosso... – viu, ele também não conseguia falar com facilidade – Matrimônio, não se preocupe, não vou te obrigar a nada, vou continuar sendo o Adrien, seu amigo.

Sorri um pouco mais calma.

- Eu sei, obrigada loirinho.

Lhe dei um sorriso e sai, quando fechei a porta escutei o barulho da carruagem indo embora.



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