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História Casamento Forçado - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Dois


— Filha não me olha assim, estou apenas tratando de salvar minhas filhas preciosas! Meu pai diz se aproximando tentando me tocar mais me desvio rápido o impedindo.

— Diz alguma coisa, confia no pai huh, tudo vai ficar bem! Trinco os dentes, como ele pode me pedir confiança se estava me vendendo para um desconhecido, o que vai ser de mim como ele pode ter tanta certeza assim que eu estarei segura.

— Ah sim que eu consegui ajuntar o dinheiro irei te buscar, até lá me promete que vai ficar bem. Huh! Eu não conseguia dizer nenhuma palavra era muito dinheiro em jogo nunca que eles iriam conseguir ajuntar tudo, até lá eu posso estar morta.

— Filha, você tem que nos entender! Minha mãe diz tentando se aproxima.

— Eu já entendi eu fui vendida para salvar minha irmã, e eu vou fazer o que vocês quer, mais nunca pense que eu vou perdoa-los. Digo me afastando dos dois que me olhava com o olhar triste. Se eu tenho que seguir um estranho eu irei mas nunca vou voltar.

— Ísis acorda! Sinto ser chacoalhada abri os olhos lentamente vendo que o céu já estava claro.

— Vem tomar café, temos muito o que conversa! O senhor Kim diz se distanciando do carro seguindo na direção de uma barraca com lonas vermelha e transparente.

Saio do carro olhando envolta me perguntando aonde eu deveria estar, me aproximo do senhor Kim que já estava sentado em uma mesa quadrada de ferro vermelha. Meu corpo estava dolorido, meu cabelo todo engrelhado, passo a mão nós olhos tirando uma possível remela dos cantos. O senhor Kim faz sinal para eu sentar, sinto o vento gelado passar por nós me fazendo encolher os ombros pela a minha blusa ser de pano fino. Uma senhora se aproxima colocando sobre a mesa uma tigela de miojo com um ovo, estava até que bonito o prato. Olhei confuso pensei que eu ia tomar café comer um pão com manteiga com um café pretinho não uma tigela de miojo.

— Você está dias sem comer precisa se alimentar! O senhor diz enquanto separa os palitos me entregando. Depois de tudo que aconteceu eu não comi nada e pra falar a verdade não estou com nem um pouquinho de fome.

— Não estou com fome! Digo desviando o meu olhar da tigela.

— Eu sei, mas você tem que se alimenta mesmo assim, saco vazio não para em pé! Ele diz misturando o macarrão.

Talvez assim seria melhor, eu morrer logo. Mas ao pensar nós meus pais sinto um nó no peito, será que eu deveria confiar neles. Isso era loucura quem é vendida como uma escrava em pleno século 21?

Ouço um barulho vindo do meu estômago, como se estivesse gritando me pedindo comida. O senhor Kim sorriu apontando para a tigela, mesmo constrangida fui comer. Mas para a minha surpresa não havia garfo e nem em sonho eu iria conseguir comer com aqueles palito.

Vendo o meu sufoco, o senhor Kim chamou a mulher e falou com ela no seu idioma que claro não entendi nada, a mulher me olhou e sorrindo voltou para cozinha. Não entendi nada do que aconteceu e sem querer dizer que não conseguia comer com aquilo apenas largue os palitos dizendo que não queria comer. Mas a mulher parou do meu lado me entregando uma colher é um garfo. Meio sem graça peguei o mesmo começando a comer, a quentura do macarrão invadiu o meu estômago como se houvesse um grande buraco ali.

— Bom eu te comprei para ser minha nora! No instante que ouvi suas palavras me engasgo sentindo o caldo do miojo entrar no meu nariz que começou a arder.

— O..o que? Pergunto bebendo um gole de água em pequeno copo de alumínio que o senhor Kim me passou.

— Isso mesmo que você entendeu! Achou que eu iria te trazer aqui para quer? Engulo a saliva com dificuldades.

— Para vender os meus órgãos! Digo soltando o garfo agora totalmente sem fome mesmo.

— Até parece, eu não sou um bandido! Ele diz rindo enquanto eu estava pensando que as coisas era pior que eu imaginei.

— Você vai casar com o meu filho!

— Eu não posso casar! Digo o interrompendo.

— Porque não? Eu não vejo problema nenhum!

— Eu não tenho idade para casa, nem terminei a escola. Ele permanece me olhando e começa a rir.

— E daí, você já tem idade suficiente para casar e até mesmo ter filhos! Ele diz cruzando os braços.

— Não eu não quero, não vou casar com ninguém prefiro morrer! Digo brava me levantando derrubando a cadeira.

— Que isso senta queridinha, você não pode escolher nada, você já aceitou! Ele diz tranquilo apontando para a cadeira no chão.

— Que absurdo eu não aceitei nada disso! Digo irritada meu coração estava agitado e sua tranquilidade estava me matando.

— Você aceitou ao assinar os papéis ontem! Paro ouvindo suas palavras como se tivesse sido facadas contra o meu peito, eu sabia que não era para assinar aquele maldito papel.

— Vamos, agora é tarde para você questionar alguma coisa!

O senhor Kim diz deixando notas sobre a mesa seguindo para a saída da barraca, eu estava perdida não tinha quem eu pudesse recorrer ou pedir ajuda. De qualquer forma eu o pertencia meus pais me deram para ele. Mas de qualquer forma eu própria assinei o meu destino.

No carro ele seguiu falando sobre o tal casamento enquanto eu não estava ouvindo nada, pensando como vou me casar com um estranho que nunca vi na vida. Isso não era justo o que eu fiz de errado para a vida está brincando comigo dessa maneira.

O carro parou na frente de um grande portão de ferro que foi aberto sozinho, havia um grande jardim que a pé iria da uma caminhada boa. Depois de passa pelo Jardim vi a grande mansão que parecia mais um castelo dos filmes, sai do carro vendo uma fonte bonita que jogava água para cima. Eu vim de uma família de classe média mas nunca havia visto ou pesando que algum dia eu iria por os meus pés em um lugar assim.

— Seja bem vinda Isis a mansão dos Kim! O senhor diz sorrindo largo ao subir os largos degraus da escada da frente da mansão.

Sinto a saliva descer com dificuldades o seguindo, entrando na mansão. Parei atrás do senhor Kim olhando para o meu tênis surrado me sentindo tão desconfortável. Vozes femininas invadiu a sala mas não entendi nada. Quando sai de trás do senhor Kim encontrei duas mulheres me olhando assustadas. A mulher mais velha muito elegante dos cabelos um pouquinho para baixo do queixo, me fitava com um certo nojo. A garota que provavelmente devia ter a idade da minha irmã, dos cabelos azul me olhava com a boca aberta. Sem graça apenas dei um oi mostrando um pequeno sorriso forçado. Enquanto a mulher rapidamente grudou no braço do senhor Kim o puxando para longe de mim. Bom ela não precisava fazer isso pois de qualquer maneira eu não iria entender nada mesmo. Permaneço olhando para os meus pés tudo que eu mais queria era poder fugir, mas para onde eu iria ir? O que iria acontecer com a minha família se eu fugisse? Eu não sei e por isso aceitei meu destino em silêncio entendendo que minha vida já não me pertencia mais, na verdade ela nunca me pertenceu.


Notas Finais


Obrigada por ler! 🙆❤


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