História Casamento por conveniência - Capítulo 4


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Notas do Autor


Yo!
Desta vez, alonguei um pouco o capítulo rs estava escrevendo que acabei esquecendo de verificar o número de palavras já existente 😅 enfim, espero que gostem, qualquer dúvida pergunte. Ah! Claro, muitas coisas vão sendo esclarecidas com o decorrer do tempo, não se preocupem.

Boa leitura.

Capítulo 4 - A confirmação de um desejo




 

     Os olhos verdes observaram com atenção o recinto arejado, como se fosse o único que fora devidamente cuidado em vista do resto da casa. As janelas defronte à uma bela sacada estava aberta e as cortinas delicadas de cor creme sacudiam com sincronia suave trazendo para dentro um leve cheiro de mar. Seu coração confrangeu-se ao se deparar com o berço no canto direito do quarto, o móvel era de madeira polida com características elegantes, além dos moldes de tecidos que encobria boa parte com a defesa de livrar sua filha de possíveis insetos.

       — É lindo. — Sakura murmurou esquecendo que Sasuke estava ali dentro observando todas as suas expressões com interesse. — E esta cama? — ela indagou depois de relancear para o lado esquerdo.

       — Não deveria estar aqui. Pedi para que Naruto tirasse a mobília desnecessária, mas me parece que minhas ordens não foram bem efetuadas.

     — Se sente sensibilizado toda vez que depara com suas “ordens”, negligenciadas? 

      Sasuke fitou-a rapidamente como se estivesse diante de um insulto e uma ruga formou-se no veio de suas sobrancelhas com a audácia da outra.

       Sakura corou surpresa por provocá-lo subitamente. Suas intenções não era alfinetá-lo, mas as palavras simplesmente pularam de sua boca, igualmente quando ela fazia quando Tsunade a negligenciava por algo mal feito.

      — Senhor Uchiha, eu…

     — Acha mesmo necessário isso? — ele quis saber com um olhar sombrio.

      Sakura se arrependeu do que disse e engoliu a seco, antes de voltar se defender:

       — Não tive a intenção de…

      — Acho que podemos deixar a formalidade de lado, nesse momento. — ele a interrompeu os olhos fixos nas expressões delicadas tornando-se um abstrato de confusão. — Claro, se isso não for um incômodo.

     E ela acreditava que vira desgosto refletido naquele olhar, talvez o Uchiha não fosse tão arrogante quanto havia pensado. 

     — Desculpe-me, não sabia que estava falando sobre isso. Creio que o senhor tem toda razão.

     A boca dele se estreitou em um sorriso maroto.

      — Vamos desenvolver isso com o tempo creio eu. — enfatizou com polidez. — Agora vamos dar uma olhada em seus aposentos.

       Ele atravessou o quarto com duas passadas grandes, mas parou quando a voz graciosa ecoou mais uma vez no ambiente.   

      — Gostaria de usar esta cama e o aposento se me permite. Se a bebê chorar no meio da noite será mais fácil ampará-la.

       Sasuke virou-se para encará-la pensando no que ela acabara de falar, embora, quisesse dar uma estadia mais confortável ao invés de uma cama de solteira para aquela mulher, no fundo, ele sabia que Sakura tinha razão, por isso não questionou.

      — Tem certeza? 

     — Absoluta. Vou me arranjar bem aqui.

     — Espero que sim.

     E seus olhos se encontraram por um longo tempo suficiente para Sasuke sentir algo ultrapassar seus pensamentos perturbadores há algum tempo, aqueles olhos verdes brilhante tinha algo tão afetivo que ele não sabia como explicar em se sentir tão atraído, sem contar daquela boca rosada…

       — Capitão!

      O baque surdo da porta chocando-se contra a parede assim que aberta, foi um estrondo do qual Sasuke não conseguiu prever, o susto elevou sua raiva e ele virou-se a tempo de ver Naruto com os olhos esbugalhados.

      — Diabos! O que aconteceu para você entrar assim feito um cavalo selvagem?!

       Naruto corou e olhou para Sakura que tinha a mão contra o peito efeitos do susto tomado, voltou olhar para Sasuke e falou:

       — Sinto muito, Capitão. 

      — O que aconteceu? Diga de uma vez!

       — Aconteceu uma confusão na vila envolvendo um dos nossos.

     Sasuke sentiu um arrepio significativo, um pressentimento do qual não se agradou especialmente pelo olhar desnorteado de Naruto.

       — Nossos…? 

       — Isso mesmo Capitão. Parece que Kabuto se feriu na discussão. Está muito ferido…

       E os olhos azuis se desviaram até o assoalho. Sasuke marchou à frente e o loiro arregalou os olhos temendo ser atropelado e pulou para o lado quando o moreno saiu do quarto às pressas, mas parou quando Naruto disse:

        — Não adianta Capitão. Sai o trouxe e Jiraya está fazendo o possível para salvar-lhe a vida.

         Sasuke ouviu aquelas palavras e adiantou-se pelo corredor.

         Sakura ouvindo aquilo sentiu um tremor estranho e aproximou do jovem ressentido.

        — Melhor ficar com a menina antes que comece a chorar.

        — Melhor senhora. — Naruto concordou acompanhando-a pelo corredor extenso.

        Quando ela chegou no andar de baixo já escutava os resmungos da menor que tivera seu cochilo violado por rugidos de dor e sofrimento que vinham de um cômodo muito próximo. Sakura arrepiou-se por inteira e praticamente correu até a cozinha para se deparar com Sai e mais quatro jovens dos quais não fora apresentada.

        Sai a fitou e aproximou:

      — Já estava indo levar a menina. Parece que ela precisa de atenção e nenhum de nós estamos…

       — Tudo bem. Só preciso que me dê algumas instruções sobre onde posso cuidar da higiene dela é… Bem preciso de um banho também.

       Sai assentiu e um tanto abatido pediu para que um daqueles que pareciam não vê-la ali devido o apreensão, atendeu seu pedido de imediato, que mais parecia desdenhoso diante da situação que ocorria.

      Sakura viu um loiro de cabelos compridos sentado diante da mesa da cozinha, seu olhar perdido na madeira parecia querer  fundir-se a ela. Ele ergueu os olhos azuis para olhá-la e apressou-se em se apresentar, os demais pareciam despertar naquele mesmo momento e se dar conta que Sakura estava ali. Ela conheceu os quatro, Deidara o loiro com olhos ressentidos, Kiba que mais parecia agoniado do que temeroso, Sasori que encostado no batente da porta de tela estava o oposto do segundo e por fim Shikamaru que neutro não esbanjava a preocupação como os demais quando surgiu com um jarro, toalhas e uma bacia deixando tudo sobre a mesa, em seguida, pedindo ajuda Kiba para que levasse a banheira de ferro galvanizado para o andar de cima.

       Sakura tirou Sarada do cesto, a menina parecia sentir o clima tenso e não parava de chorar e Sakura só conseguiu o efeito contrário, quando livrou a menina das roupas molhadas de xixi. Na medida em que lavava o corpinho gordinho Sakura assentiu de repente ao se deparar com uma mancha amarronzada no tórax pequeno, mais especificamente na costela. Ela tinha levantado o bracinho rechonchudo para lavar, quando seus olhos se detiveram e encheram-se de lágrimas.

       — Oh, minha querida… Você é mesmo minha filha e eu não tive dúvidas quando a vi fazendo birra na cozinha. — acariciou os cabelos molhados enquanto a menina tentava pegar o sabão que caiu dentro da banheira dificultando o trabalho para a menor encontrá-lo. 

      Sakura pegou o sabão e começou ensaboa-la. Não conseguia parar de chorar e da alegria que penetrava em seu coração. Tinha encontrado sua filha e possivelmente o pai dela, só não tinha coragem para falar a verdade, ser sincera inquiria muitas coisas no processo e um deles seria confessar um passado do qual ela queria esquecer para sempre.

        Sem provas, o Capitão poderia sentir-se no direito de expulsá-la se soubesse que tinha colocado em sua casa uma mulher que tivera uma vida mundana e a expulsaria da vida da filha sem ao menos lhe dar tempo de ouvir suas explicações. Não, ela não poderia pôr tudo a perder. Precisava de algum tempo para juntar dinheiro necessário e fugir. Como? Era uma questão da qual ela precisava planejar bem.

       

 

                                      ****



 

      O sangue que escorria pela boca de Kabuto era uma presunção dos segundos finais de sua vida. Sasuke sabia disso no momento que entrou no quarto abafado e deparou com um de seus marinhos deitado na cama de solteiro sendo amparado por Jiraya que ao vê-lo certificou-se que era tarde demais.

      — Conseguiu tirar a bala? — Sasuke perguntou quando se aproximou da cama e sentou-se na beirada.

         A ilha não tinha médicos e a maioria dos aldeãos procuravam ajuda de uma única parteira do lugar ou o velho Jiraya que tinha conhecimentos em costurar ferimentos, mas naquele momento o ferimento na costela era um estardalhaço grande demais para que o velho pudesse cuidar.

       — Não, Sasuke. O cabeçudo recusa viver, droga! 

       Kabuto já respirava com dificuldade e encarou Sasuke como se tivesse uma explicação a dar.

        — Capitão…

        — Não diga nada rapaz, vai lhe poupar a vida.

       — Não resta mais vida, já era para mim, Capitão… — ele tentou levantar a cabeça.

       — Droga, garoto! Não se mova e não fale nada! Deixe que Jiraya cuide você!

        — Ela era espancada… Pelo marido… Eu queria ajudá-la, mas… 

        — Eu já sei, filho. Poupe o fôlego, não precisa se explicar. — Sasuke forçou para que Kabuto deitasse a cabeça no travesseiro com um gosto amargo na boca, vendo relaxar. Aquele garoto estava morrendo, um de seus melhores marinheiros o deixaria para sempre. — Maldição!

      — Vou pedir para que os rapazes comece abrir uma cova. — disse Jiraya sem cerimônia assim que saiu do quarto.

       Sasuke ficou um breve momento olhando para o corpo sem vida de Kabuto. Embora, tivesse aconselhado deixar de cortejar mulher alheia, sabia que a felizarda sofria um casamento violento com um homem do qual ele queria matar naquele momento.

      Como um touro moribundo Sasuke abriu a porta e a fechou atrás de si com um baque surdo e caminhou pelo corredor e parou ao se deparar com os rostos tensos e sombrios de seus homens, Jiraya tinha lhe poupado do fardo de anunciar a morte de um tripulante.

       — Onde vamos enterrá-lo, Capitão? — perguntou Sasori muito sério.

       — Na colina ao sul, ele gostava de ficar pensando nessa mulher olhando para o mar com a tola ilusão que poderia viver feliz. — Sasuke expeliu veneno em seu comentário. — Sai e Naruto vamos a vila resolver um certo assunto, os outros tomam conta do funeral.

       Estava decidido e que Deus o perdoasse por agir contra suas leis, mas Deidara o interpelou antes mesmo de pôr em prática aquilo que queria.

       — O homem está morto, Capitão. 

       — O quê?! — Sasuke queria que ele mesmo o matasse, mas se sentiu um tanto perturbado com o olhar frio e distante de Deidara, aquele que acabava de perder um amigo. — Quem foi? 

        — Está tudo acabado Capitão. Se decidir me expulsar da tripulação por isso, então o faça, mas não me arrependo. 

        — Eu não farei isso, Deidara. Quanto a mulher? 

       — Está desolada, a família Hyuuga acolheram. — Deidara o respondeu com amargura.

       Sasuke limitou um comentário amigo e sabia que seria muito bem entendido pelos demais, então apenas assentiu e se afastou deles para um lugar onde pudesse sofrer sozinho.


 

                                        *****



 

        Naquela noite o jantar que esfriava parecia ter perdido o gosto, Sakura sabia disso devido às várias expressões sombrias que pairavam naquela mesa, a maioria deles foram se retirando um a um com polidez porque ela estava ali, como sua chegada fora naquele dia pesaroso, eles mostraram ser gentis mesmo com os corações abalados.

      O último sair da mesa foi Sai, com a promessa de ajudar ela lavar a louça. Naquele momento Sarada estava dormindo no cesto depois da papa que ela mesma preparou com alguns legumes encontrados na horta, quando os homens haviam sumido ao sul levando o corpo do companheiro enrolado em um lençol branco dentro da carroça. 

       — O velho pode não nos agradecer por isso, mas ficará feliz quando acordar pela manhã e ver a louça limpa. — comentou Sai enxugando uma colher, enquanto Sakura terminava com um prato.

      — Ele não gostou de mim.

      — Não ligue para isso, senhora. Jiraya é um velho rabugento quando o assunto é se meter em “sua cozinha”, mas duvido muito que ele esteja afim de se aborrecer por fazermos o trabalho dele hoje.

        Sakura sorriu sem graça.

      — Ele gostava muito daquele rapaz, sim? 

      — Kabuto sempre foi teimoso e obstinado. Estava fascinado por uma mulher casada... mesmo assim todos da tripulação o via como um segundo Capitão. Era o mais inteligente no quesito estratégia, ele era muito bom no que fazia.

      — Eu sinto muito Sai. — ela enxugou as mãos no avental e tocou a mão contra a pálida de Sai e lançou-lhe um sorriso.

       Sai fitou-a corando e afastou-se gentilmente.

       — Vamos ficar bem senhora. — ele concluiu sem graça olhando para a cozinha limpa. — Tenho que ir agora, tenha uma boa noite.

       Sakura assentiu e observou Sai seguir para fora da cozinha e se instalar em um dos quartos do andar abaixo daquela casa imensa. Ela olhou para Sarada no cesto e sorriu consigo mesma, embora, o clima fosse tenso, sua filha alegrava seu coração. 

      Ela tirou o avental e pendurou no gancho na parede da cozinha e se aproximou para levar Sarada para o andar de cima, quando avistou a figura alta observando-a em silêncio no canto quase escuro do cômodo.

        Sakura levou a mão ao peito pelo susto e ficou boquiaberta.

       — Assustei você? — Sasuke perguntou com um olhar frio.

       — Sim. — ela respondeu observando as feições atraentes do homem que entrou no cômodo com aquele ar resplandecente.

        — Eu sinto muito. Não queria atrapalhá-los, então fiquei apenas observando e esperando que Sai saísse.

       Sakura arqueou uma sobrancelha e o fuzilou com os olhos.

      — O senhor estava o tempo todo aí? Escondido? 

      Sasuke mostrou-se envergonhado, na verdade, ele queria tomar um gole do café amargo e sem gosto feito pela manhã para espantar um pouco do mal que o assombrava, mas se deparou com Sai e Sakura em um momento que ele não gostou de ver. Penalizou-se em pensar desta maneira, a mulher era livre caso quisesse alguma coisa com um de seus tripulantes, caso isso não interferisse aos cuidados da bebê.

       Ele relanceou os olhos para o cesto e sorriu sem perceber. Gostava daquela menina que entrou em sua vida sem permissão e de modo inapropriado, poderia dizer que já amava como se fosse uma filha… 

        — Eu queria café, não queria atrapalhar o momento dos dois. — ele alfinetou sem ao menos olhá-la e aproximou em direção do cesto.

       — Momento? Do que está falando senhor Uchiha?

       Ele deu de ombros e acariciou a pequena mãozinha fechada da bebê com polidez.

       — Já discutimos esse assunto antes senhora. 

      — O quê? — ela inquiriu confusa vendo os olhos dele voltados para ela. 

       Sasuke afastou do cesto e aproximou em direção de Sakura ciente que estava fazendo um erro delinquente, que se igualava o que Kabuto fizera na vida, mas estava intrigado com algo que lhe despertava um singelo incômodo. Aqueles olhos…

       — Sobre as formalidades. — ele respondeu tocando o queixo dele.

       Sakura arregalou os olhos ao vê-lo parado a sua frente, os dedos tocando em seu queixo e erguendo ainda mais o seu rosto. Os olhos escuros especulava cada centímetro de sua face, com interesse.

      — Seus olhos são muito bonitos, Sakura.

      — Obrigada, Sasuke. — ela retribuiu em chamá-lo pelo primeiro nome.

       — Seus olhos são como duas esmeraldas, são raros, me faz lembrar…

        Sakura sentiu um arrepio em sua nuca e afastou a mão dele com violência, dando um passo para trás na medida em que tropeçava. 

    Sasuke agarrou pela cintura evitando uma queda e ela sentiu mais uma vez aquele corpo protuberante e quente de junto ao seu.

        — Já é a segunda vez em um único dia que a senhora tropeça.

            — O capitão me assusta às vezes…

           Ele sorriu.

         — Eu sei. Terá que se acostumar, querida.

       Sakura assentiu. Querida? Era uma palavra muito íntima para ser chamada assim. Talvez o Capitão fosse acostumado ser polido com mulheres, pensou Sakura franzindo o cenho. E pelo sorriso maroto nos lábios dele só mostrava que era um sedutor.

        Empurrou o peito dele e afastou-se.

       — Preciso acomodar Sarada no berço. — dito isso passou por ele e pegou o cesto sem notar os olhos escuros observando-a.

      — Sarada? 

      Sakura empalideceu e por pouco não deixou o cesto escorregar de suas mãos. Segurou firme as alças e virou-se para encará-lo.

       — Eu… Gosto desse nome.

       — A menina já tem um nome. Se chama Sue.

      — Eu sei, assim como também sei que ela não foi registrada com este nome. — ela acabava de enfrentá-lo com a típica fúria materna.

       — Não ainda, mas pretendo fazê-lo assim como dar o meu nome para ela.

        O coração dela confrangeu-se e desta vez ela pôs com cuidado o cesto no chão para evitar derrubar a própria filha.

       — Vai registrá-la? Um homem solteiro não pode…

      — Eu sei, mas pretendo encontrar uma mãe para Sue, mesmo que seja apenas um casamento de conveniência, será melhor assim para menina e para senhora.

       — Para mim?! 

      — Claro. Não vai demorar para que o falatório de uma mulher solteira vivendo sob o mesmo teto com varios homens comece ser o mexerico da vila. Eu não quero que seja desonrada desta forma.

       Sakura sentiu como se acabasse de receber uma flecha no peito. Ele pensava em casamento! Em entregar sua filha para outra mulher, enquanto ela seria deixada de lado sem a criança...

      — Então o trabalho é temporário.

      Sasuke admirou as feições atraente de Sakura, mas se sentiu intrigado com o olhar entristecido dela.

     — Sim, senhora. Até que eu arrume uma mulher para me casar e ser mãe da bebê.

      Sakura encarou-o com olhos cintilantes.

      — Não me incomodo com falatórios. — e ela nem tinha pensado nisso antes, no que sua estadia faria e ele se preocupava com sua honra. Honra! Se soubesse que ela não era mais… 

      — A senhora está bem? — ele se adiantou para ampará-la.

        — Preciso descansar, Capitão.

       — Por que estas lágrimas, Sakura? 

      Sakura olhou para bebê que dormia profundamente e depois olhou para os fundos dos olhos dele.

      — Eu preciso do trabalho, senhor Uchiha.

     Sasuke assentiu dividido por defender-lhe a honra e ao mesmo tempo ciente que aquela mulher que não conhecia precisava daquele emprego.

       Um pensamento cortou em sua mente e ele se afastou assustado. Os pensamentos perturbadores mais uma vez o direcionou para figura feminina diante de si e Sasuke se sentiu tolo por falar sobre seus planos. Ele não pensava em casamento, sabia que sua vida de marinheiro era conturbada, mas diante da bebê que tinha em sua responsabilidade, ele se via obrigado encontrar uma mulher que pudesse ser mãe da menina e esposa dele.

      — Tem razão. Precisa descansar, tivera uma viagem difícil e como pôde perceber tivemos um imprevisto sombrio. Podemos continuar este assunto depois. — quando ele realizasse aquela ideia em mente. 

     Sakura o olhou desconfiada e limpou as lágrimas, pegou o cesto e saiu desejando uma boa noite com voz áspera.

     Sasuke ficou na cozinha perturbado e ao mesmo tempo motivado em executar aquela ideia que seria proveitosa para ambas as partes. Um acordo.


 

                      

                                        ****



 

     Todas informações do detetive o levaram para aquele lugar mal iluminado, de risadas altas e grosseiras, de homens que jogavam e bebiam como se fossem donos do mundo.

     Itachi sentou-se em uma mesa sendo recebido por uma das moças da taverna que o saudou com um sorriso cheios de segundas intenções.

       — O que vai querer, querido? 

       Ele a encarou e sorriu:

     — A dona desse lugar.

     A mulher curvou um sorriso surpreso e malicioso.

     — Ela não costuma subir para os quartos, mas quem sabe não abre uma exceção para você… — a mulher o comia com os olhos sem nenhum pudor.

     — Onde posso encontrá-la?

     A mulher de perfume forte, de lábios avermelhados e de poucas roupas sorriu olhando para a frente. Itachi seguiu a visão e viu uma mulher alta, loira e de seios exuberantes.

      — Ali está o que procura.

     Se as informações do detetive que ele tinha contrato estivesse certo, ele desvendaria o mistério do bebê que seu irmão tinha desempenhado o papel de ser responsável. A princípio não imaginava que aquela criança tinha alguma coisa a ver com aquele declínio, mas a questão ia mais além de um abandono, ele podia dizer que aquela mulher loira estaria em maus lençóis se a lei descobrisse sobre seus crimes de cárcere privado, rapto e abandono de vulnerável.

 

       

 

        

       

      



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