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História Casamento por conveniência - Capítulo 5


Escrita por: liarcos

Notas do Autor


😬😬

Capítulo 5 - Sua Palavra ...


Fanfic / Fanfiction Casamento por conveniência - Capítulo 5 - Sua Palavra ...

Sérgio ?

– Hummm?

– Você escutou?

– Escutei. Sexo. Prometo que você nunca será exposta a uma situação constrangedora.

– Você está dizendo que pretende continuar dormindo com Gabriella?

– Eu e ela temos um relacionamento.

– E mesmo assim você não vai se casar com ela.

A tensão crepitou ao redor dos dois. Ele deu alguns passos para longe, desesperado para impor alguma distância.

– Não é esse tipo de relacionamento.

– Hummm, interessante. Então o que você está dizendo é que eu não posso sair transando por aí porque não tenho ninguém fixo com quem já esteja fazendo isso.

A acusação dela fez que um calor estranho emanasse de sua pele. O tom dela era irreverente, seu sorriso era fácil e genuíno. Sérgio  se sentia à beira de uma exibição de poder feminino e perdendo terreno rapidamente. Lutou para voltar ao controle.

– Se alguém já fizesse parte de sua vida, poderíamos conversar sobre essa situação. Mas estranhos são perigosos demais. Garanto que Gabriella saberá manter segredo.

Raquel  sorriu. Um delicioso sorriso feminino que prometia delícias além da imaginação, tudo para ele. Seu coração perdeu algumas batidas, e então voltou a bater. Aguardava, fascinado, as próximas palavras dela.

– De jeito nenhum, meu bem.

Ele lutou para continuar concentrado enquanto a recusa dela escorregava por aqueles lábios luxuriosos.

– Perdão?

– Se eu não posso fazer sexo, você também não pode. Não me interessa se é Gabriella ou uma stripper ou o amor da sua maldita vida. Se eu não posso me divertir, você também não pode. Sua animação terá de vir do nosso casamento arranjado e de construir prédios – pausou ela. – Entendeu bem?

Ele havia entendido. Decidiu não aceitar o acordo. E percebeu que estava perdendo, e que precisava virar o jogo e dar a volta por cima. Sorriu, tentando passar a promessa de compaixão, compreensão e do dinheiro de que ela tanto precisava.

– Raquel , pode não parecer justo e eu entendo o seu modo de pensar, mas é diferente para os homens. Além disso, Gabriella também tem uma reputação a zelar, por isso jamais vai colocar você em uma posição constrangedora.

Entendeu?

– Entendi.

– Então concorda com os termos?

– Não.

Sérgio  sentiu a irritação emergir. Seus olhos se apertaram enquanto ele a observava e decidia que chegara a hora de resolver a situação de uma vez por todas.

– Até agora, conseguimos chegar a um acordo a respeito de todos os outros pontos. Ambos cedemos. É só um ano, e depois você pode participar de quantas orgias quiser, eu não estou nem aí.

Os gélidos olhos âmbar  de Raquel  sustentavam o olhar dele com teimosia e determinação.

– Se você pode participar de orgias, eu também posso. Se você quiser ser celibatário, eu também serei essa baboseira de diferenças entre homens e mulheres não me convence. Se eu tenho de ir para a cama sozinha por 365 noites, então vai ter de ir também. E se você quiser ter um pouco de ação, vai ter de recorrer à sua própria esposa. – Raquel  jogou a cabeça para trás, como um garanhão de corrida logo após ser dada a largada. – E como sabemos que não sentimos atração um pelo outro, você terá de encontrar outras formas para aliviar a pressão. Seja criativo; dizem que o celibato estimula a atividade mental, Pois isso é tudo o que você terá.

Ela não sabia, claro, que ele era um jogador habilidoso de pôquer e que passara os últimos anos aliviando as pressões do trabalho em jogos que varavam a noite, saindo das mesas alguns milhares de dólares mais rico todas as vezes. Assim como seu antigo hábito de fumar, o pôquer lhe dava prazer, e ele usava esse vício para se divertir, não para ganhar dinheiro.

Sérgio se recusava a permitir que Raquel  o derrotasse, e sentia que a vitória estava próxima.

 Mirou seu golpe direto na jugular:

– Você quer continuar sendo irracional? Então está bem. O trato está suspenso. Pode dar adeus ao seu dinheiro,eu só preciso enrolar o conselho da empresa por um tempo e tudo ficará bem.

Ela se ergueu da cadeira, pendurou a bolsa no ombro e ficou parada na frente dele:

– Foi bom ver você de novo, Principezinho.

O direito dela o acertou em cheio.

Sérgio se perguntou se ela entendia o quanto o apelido zombeteiro o irritava e lhe dava vontade de chacoalhar Raquel  até ela engolir suas palavras. 

Ele odiara a alcunha desde quando eram crianças, e os anos não haviam amenizado o insulto. Exatamente como fazia quando jovem, travou os dentes e disfarçou a irritação com um sorriso fácil.

– Foi, sim. Aparece um dia desses, vê se não some.

– Pode deixar. A gente se vê por aí.

Foi então que Sérgio percebeu que estivera errado desde o início. Muito errado.  Raquel Murilo  era perfeitamente capaz de derrotá-lo no pôquer – não porque soubesse blefar, mas porque estava disposta a perder.

Era também uma adversária muito competente no jogo do sério.

Ela se virou. Marchou até a porta. Girou a maçaneta. E...

– Está bem. – As palavras saltaram da boca de Sérgio  antes mesmo que ele tivesse tempo de pensar. Algo dizia que ela iria embora de vez, não ligaria depois para dizer que mudara de ideia. E Raquel era sua única candidata, maldita. Um ano de sua vida não era nada se comparado com a dádiva de viver o resto de sua vida exatamente da maneira que sempre sonhara.

Ele tinha que reconhecer: ela nem tripudiou.

Ela se virou e disse em um tom prático e profissional:

– Sei que esse nosso novo acordo não está na minuta do contrato. Você me

dá sua palavra de que cumprirá os termos?

– Posso alterar o contrato.

– Não será necessário. Você me dá sua palavra?

Sérgio sentia a energia que emanava dela, e percebeu que ela confiava nele da mesma forma que ele confiava nela. Sentiu um formigamento de satisfação.

– Eu dou minha palavra.

– Isso basta para mim. Ah, sim. O fim do casamento após um ano? Não quero que minha família se chateie, por isso vamos alegar diferenças irreconciliáveis e fingir que continuamos amigos.

– Posso viver com isso.

– Ótimo. Vá me buscar hoje à noite, às sete, e iremos à casa da minha

família para dar as boas novas. Cuidarei de todos os preparativos para o casamento.

Ele concordou, seu cérebro enevoado com a grande decisão e com a

proximidade de Raquel,  o cheiro suave que emanava dela era baunilha?

Canela, talvez? Ficou olhando, meio atordoado, enquanto Raquel  deixava um cartão de visitas sobre sua mesa.

– Aqui está o endereço da minha livraria – disse ela. – Vejo você mais

tarde.

Ele pigarreou, limpando a garganta para responder, mas era tarde demais.

Ela já havia saído.


Notas Finais


Volto mais tarde cm um capítulo decente ..


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