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História Cascata De Fogo (Kuroo Tetsurou) - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Nada Acontece Por Acaso


– Tchau. - Acenou para Kozume e Kuroo, que seguiram adiante, e abriu a porta de casa.- Cheguei!

– E então? - Viu seu pai em sua frente, parecia ansioso.- Você conseguiu a vaga?

– Sim, eu sou Vice Presidente. - Sorriu.-

– Sabia que ia conseguir. - O homem inflou o peito.- E é por isso… que eu pedi pizza!

– Não… - Sorriu desacreditada.-

 Eram raros os momentos em que pediam comida, já que S/N amava cozinhar então não viam necessidade.

– Sim, pizza…


 Com a mochila nas costas, saiu de casa, preparada para o que der e vier.

 Caminhou pelo trajeto conhecido, desligada do mundo exterior.

– Cuidado!

 Sentiu ser puxada por trás e um corpo abraçar o seu, escondendo o rosto no peito do outro.

 Um caminhão em alta velocidade passou onde estava a um segundo atrás, e a ventania a forçou a fechar os olhos.

 O seu coração ficou acelerado pela adrenalina e susto, assim como sua boca seca.

– Você está bem? - O indivíduo perguntou.-

 Olhou para cima, e ficou em silêncio por uns segundos, ainda se recuperando do choque.

– A-Acho que s-sim… - Falou, apertando a alça da mochila.-

– Nossa, que cara sem noção, onde já se viu dirigir no sinal vermelho? E na contra mão ainda? - O rapaz bradou, brigando com o nada enquanto olhava por onde o caminhão tinha passado.-

 Então, o rapaz bufou e pareceu perceber que ainda a abraçava, e a soltou imediatamente, coçando a nuca enquanto sorria constrangido.

– Eu sinto… Nekoma? - Perguntou baixo, olhando para o uniforme da garota, e logo deu um sorrisinho.- Eu também sou.

– Oh, isso é surpreendente. - Falou, se afastando um pouco do rapaz.- Bom, muito obrigada por ter me salvado. - Se curvou.- Nem sei como te agradecer.

– Eu sei como… - O encarou com um pouco de medo, mas recebeu apenas um sorriso gentil.- Você pode me acompanhar até a escola?

– Você é novo? - Cruzou os braços.-

– Quem? Eu? - Riu.- Não, eu estou no terceiro ano.

– Então por que precisa que eu te leve?

– Porque eu salvei a sua vida e quero sua companhia para ir até a escola. - Explicou, ele parecia estar se divertindo com a expressão envergonhada de S/N, que se culpava por ter pensando que ele tinha duplas intenções consigo.- Podemos ir?

– A-Ah, claro… - Começou a andar ao lado do rapaz em silêncio.-

 Andaram calmamente, eles não tinham pressa alguma, estava cedo, cedo demais até.

 O caminho foi silencioso, não um silêncio ruim, mas de certa forma… incômodo, talvez?

 S/N observou o rapaz discretamente, ele parecia não perceber ser encarado.

 Os cabelos eram de um tom ruivo, os fios rebeldes e de aparência macia, um charme.

 A pele bronzeada e bonita, sem contar o porte atlético e alguns músculos, nada exagerado.

 E os olhos, eram tão verdes quanto as árvores na primavera.

 Ele a encarou de volta, mas quando o fez, a garota já havia desviado o olhar e fingia que nada tinha acontecido.

– Então… - Ele começou, já avistando a rua da escola.- Eu vou por ali encontrar uns amigos, quer vir?

– Não, obrigada. - Sorriu pequeno.- E, de novo obrigada por me salvar. - Se curvou mais uma vez.-

– Não há de quer. - Passou a mão por cima do cabelo dela.- E tente prestar mais atenção quando for atravessar.. - O ruivo soltou um riso nasalado.- Tchau! - Deu um peteleco em sua testa.-

– Ah, tchau… - Murmurou, vendo o ruivo se afastar, e tocou onde ele havia dado um peteleco.- Estranho…

– S/N-CHAN!

 Nem precisou se virar para saber quem era, iria até lhe dar uma bronca, mas praticamente não tinha ninguém na escola ainda, então não tinha alguém para ficar incomodado com os berros do Yamamoto.

– Oi, bom dia. - Bocejou, sendo fortemente abraçada pelo de moicano.- 

– Assim você vai matá-la sufocada. - Kai interferiu, puxando Yamamoto pelo colarinho do uniforme.- Bom dia, S/N.

– Bom dia. - Falou novamente, em um minuto todos do time estavam a cercando.- Gente?

– Queremos te dar um presente. - Inuoka foi o primeiro a falar, parecia bastante animado, não só ele, como todos.-

– Eu deveria me preocupar? - Arqueou a sobrancelha e cruzou os braços.-

– Sim, não, talvez. - Kuroo sorriu sarcástico em sua direção.- Estenda as mãos e feche os olhos.

 Bufou, mas o fez, e sentiu algo ser posto em suas mãos, algo macio.

– Tudo bem, pode abrir.

 Arregalou os olhos ao ver a belíssima jaqueta vermelha com o tradicional Nekoma bordado atrás em branco.

– Eu…-

– Abre a jaqueta. - Ouviu Kozume dizer.-

 Ao abrir, se deparou com um short vermelho, e uma blusa também vermelha com o número 0 na frente e atrás, igual o uniforme dos meninos.

– Isso é…

– Para sempre que você quiser jogar com a gente, e quanto formos a jogos. - Sentiu Kuroo passando o braço por cima de seu ombro.-

– Nossa, eu… obrigada! - Sorriu, encarando todos.- Sério, eu amei.

 Kuroo segurou sua bolsa para que experimentasse a jaqueta, e coube perfeitamente.

– Ficou maravilhosa. - Yamamoto falou enquanto erguia o punho.- Não há ser mais perfeito que nossa deusa!

– Por favor, não é para tanto. - Falou, tirando a jaqueta e guardando na mochila, começando a caminhar para dentro do edifício.-

– Não vai usar? - O líbero perguntou confuso.-

– Vou, mas não no meio da escola, ao menos não ainda. - Respondeu.- Quando eu usar essa jaqueta no meio de todos, quer dizer que eu vou começar a ir para o refeitório com vocês e finalmente não serei mais invisível.

 Embora fosse algo totalmente simples e até infantil de se dizer, para S/N era algo muito importante, e os meninos disso.

 Passar quase dois anos se esforçando para ficar na sombra e passar despercebida para repentinamente ser alvo de fofoca no meio dos corredores – mesmo que não soubessem que era ela – era realmente assustador, então um pouco de preparo era bom.

 O time foi até o ginásio, onde treinaram um pouco, e com o tempo cada um foi para a sua sala.


– Você não vêm? - O garoto de cabelos mal coloridos questionou.-

– Não, tenho que resolver uns assuntos, dessa vez vocês devem comer sem mim. - Respondeu, terminando de guardar o material.- Mas avisa que não é só porque eu não vou estar que eles não devem fazer as tarefas.

– Sim senhora. - Respondeu em deboche, e começou a andar.-

 S/N suspirou, indo até a sala do Grêmio Estudantil, e bateu na porta até ouvir um entre.

– Oh, S/N-chan, bom dia! - O Presidente acenou para si de sua mesa.-

– Bom dia Presidente… - Ele a encarou, e tratou de se corrigir.- … Caelum.

– Obrigado. - Falou.- Aliás, você faz parte do Grêmio, não precisa bater na porta. - Ele falou, voltando a digitar Go em seu computador.-

– É força do hábito. - De sentou na escrivaninha que foi reservada para si.- Oh, olá.

– S/N! - Itsuka parou a sua frente, pelo visto muito animada.- Bom dia, tudo bem? Aliás, eu te vi hoje de manhã, você estava com time de vôlei, aquilo era o uniforme do time? Posso ver? Ele ficou bem em você? É bonito? Sabe eu fico me perguntando se…-

– Mayumi, você vai deixá-la cansada só de ouvir o seu falatório. - O tesoureiro revirou os olhos, dando um tapa na nuca da arroxeada.- Ela acabou de chegar, se acalme.

– Eu só estava tentando conversar. - Itsuka voltou ao seu lugar, bufando.-

– As vezes eu sinto inveja dessa animação. - Chikao se virou para S/N.- O que está fazendo, não deveria estar com o time?

– Talvez… - Respondeu, lendo umas folhas.- Eu estou decorando os clubes da qual estou responsável, e formando uma agenda para que eu consiga visitar todos e fazer relatório sobre todos eles.

– Uau, você é bem esforçada. - O tesoureiro riu, e ajeitou os óculos para então afagar os cabelos da garota.- Se precisar de algo, só me chamar.

– Ok, obrigada.


– Se preparem para o amistoso.

– Oe, amistoso? Tão de repente? - O ace perguntou.-

– Como assim de repente? - Nekomata cruzou os braços.-

– Você não nos avisou que teríamos um amistoso! 

– Não? - O treinador coçou a nuca, e então sorriu.- É, parece que eu esqueci.

 Todos suspiraram, mas começaram a arrumar a quadra.

– Você não estava aqui durante o amistoso contra o Karasuno, né? - O capitão perguntou, puxando uma cesta de bolas, e S/N puxando outra.-

– Não, eu estava na casa do meu irmão. - Respondeu, se sentando no primeiro degrau da arquibancada, e Kuroo ficou em sua frente.- Sabe contra quem iremos jogar?

– É a…-

– KUROO!

– Por favor, não grite.

 A única coisa que S/N viu foi um vulto prateado correndo em sua direção e pulando nas costas do capitão dos gatos.

– Bokuto, sai de cima de mim! - Gritou, e logo começou uma série de pequenas discussões entre Kuroo e o tal Bokuto.-

– Eu sinto muito. - Um rapaz de cabelos pretos se curvou em direção a S/N.-

 Isso pareceu chamar atenção do prateado que parou de brigar com Kuroo e se pôs em frente a S/N, se curvando e ficou próximo, muito próximo.

– Hum… - Ele falou, aproximando os rostos cada vez mais.- Kuroo, você não me contou que tinha conseguido uma gerente tão bonita!

 A garota corou com o elogio, mas sua atenção foi atraída para outra coisa.

– Coruja… - Falou, encarando o cabelo bem incomum do prateado.-

– - Kuroo segurou uma risada.- Ela está certa, parece um filhote de coruja.

– Tão legal! - O grito um pouco repentino assustou Kuroo, Bokuto e o garoto de cabelos negros.- Você parece uma coruja, isso é tão legal!

 Sem permissão, suas mãos passaram pelos cabelos de duas cores, sendo essas prateadas e pretos.

– Tão macio… - Falou, sem se dar conta do que fazia.- Senta aí.

 Puxou-o pela mão o fazendo se sentar à sua frente, e continuou brincando com o cabelo alheio.

– Akaashi, olha, ela tá fazendo cafuné!

– Gatinha, mas eu que recebo cafuné… - Tentou tirar as mãos da garota do cabelo de Bokuto, mas a única coisa que recebeu foi um tapa na mãos.- Aí!

 Os outros membros do time dos gatos observaram a cena tentando segurar a risada por parte de Kuroo, mas outra parte queria depenar certa coruja por estar roubando atenção da preciosa gerente.

– S/N, eu também quero um cafuné!

– Você me vê todo dia Kuroo. - Murmurou, e o capitão sentiu seu coração ser partido ao meio.- Me diga, Bokuto né, você passa gel?

– Não, deixa o meu cabelo ressecado.

– Ainda bem, use máscara capilar, isso vai deixar seu cabelo tão brilhante e… -

 Enquanto a quadra terminava de ser arrumada, os dois entraram em uma conversa tão complexa sobre cuidados capilares que os outros em volta nem conseguiam acompanhar.

– Posso te chamar de neko-chan? - O prateado perguntou.-

– Sim, fukuro-kun! - Os dois riram, mas logo Bokuto foi erguido pelo colarinho.-

– Chega, se afaste dela.

– Kuroo, me deixa! - Tentou se afastar.- Akaashi!

– Bokuto-san, deixe a gerente da Nekoma em paz. - O levantador da Fukurodani falou, se aquecendo, e Bokuto ficou com uma aura triste em sua volta.-

– Essa foi bem rápida. - Um jogador do time das corujas murmurou.-

– Vamos, gatinha. - Com um sorriso maroto, Kuroo empurrou a garota até o lado da quadra que pertencia a Nekoma.-

– Mas ainda nem terminamos de discutir sobre os diferentes tipos de hidratação. - S/N falou triste, e o capitão pareceu entrar em desespero com olhares fumegantes de seu próprio time em suas costas.-

– Depois você me conta, o que acha? - A garota pareceu ter se iluminado, e logo foi para o lado de Nekomata e Naoi.-

– Isso tem cheiro de… ciúmes. - Yaku provocou.-

– Cala a boca!


 Terminou com um empate, na primeira partida a Fukurodani ganhou, logo depois foi a Nekoma, e assim pelo resto da tarde.

 Nesse momento, S/N tinha acabado de terminar de guardar a rede junto de Shibayama, e se sentou no chão em um canto da quadra, indo responder uma mensagem de Oikawa.


"TOORU: Seu casaco é vermelho, seu cabelo é vermelho, se isso não é destino eu não sei o que é."


"S/N: Coincidência?"


"TOORU: Claro que não, levar tudo na lógica fica chato."


 Desviou a atenção do telefone quando uma pessoa se sentou à sua frente.

– Neko-chan… - Falou.- Quero cafuné.

 Mal deu cinco segundos e novamente Bokuto estava recebendo cafuné, sua cabeça estava no colo de S/N.

 E a conversa dos dois fluiu de hidratação capilar até animes e quais os mais bizarros.

– Jojo! - S/N falou.-

– Kakegurui! 

– Kakegurui é legal. - Inflou as bochechas.-

– Eu achei bizarro.

– Bokuto-san… - Chamou o levantador da Fukurodani.-

– Akaashi, vem conversar com a gente!

– Por favor, acho que a Shinkai-san está ocupada.

– Que nada, relaxa aí, Akaashi-kun. - S/N sorriu para ele, que apenas suspirou e concordou, se sentando perto deles, mas raramente falava algo.-

– Gatinha. - Chamou, se agachando ao seu lado.- Você está me trocando.

– Não, não estou. - Falou, sem nem mesmo olhá-lo.-

– Está sim! Nem me olhar olha mais! - O capitão dos gatos fez birra.-

– Que gatinho mais mimado. - Beliscou sua bochecha enquanto ria, Bokuto lhe mostrou a língua, e isso fez uma veia saltar da testa de Kuroo.-

– Bokuto-san, não provoque Kuroo-san.

– Desculpe, Akaashi!

 Kuroo observou a interação de S/N e Bokuto com algo queimando seu peito.

 Eles mal se conheciam, e já estavam cheios de intimidade, como?

 Quando tentou se aproximar dela na primeira vez só faltou perder a cabeça, como ele fez isso?

 E mais, por que se importava? Por que isso o incomodava?

 Talvez por que ela é sua primeira amiga? Uma amiga de verdade? A primeira garota que não caia em seus encantos, e por isso toda essa obsessão? Ou por que ela era a primeira garota com quem conversava normalmente? Por isso? Tinha medo de ficar sozinho? Ou medo de perder a amizade dela?

 "Eu estou ficando muito paranóico." O moreno balançou a cabeça.

 O treinador da Fukurodani chamou Bokuto e Akaashi para recolherem suas coisas, e ficou apenas S/N e Kuroo que estava agachado ao seu lado, imerso em seus próprios pensamentos e paranóias.

– Gatinho.

– Hum? - A encarou.-

 S/N o puxou pela mão, o fazendo se sentar no chão, e então se pôs entre as pernas do jogador, tal ato o fez ficar com o rosto meio avermelhado.

– Oe, o que você… - Parou de falar ao vê-la baixar o capuz, deixando os cabelos caírem lentamente.-

 Sentiu a mão pequena da outra segurar a sua e levar até a cabeça da menor, e logo sorriu ao entender o que ela queria dizer.

 Parecia que o mau humor tinha ido embora, pois brincava com os fios animadamente.

 Enrolava os fios e os entrelaçava, não falava nada, não era necessário.

– Você… - Começou a falar, mas logo parou.-

– Eu? - Ele perguntou, terminando a trança.-

– Você é o único gatinho na minha vida. - Virou a cabeça para ele.-

– Você é tão fofa, gatinha! - Apertou a bochecha de S/N, que ria.-

– Tsc, eu não disse? Ele quer que a nossa deusa se apaixone por ele! - Recebeu um tapa.- Se me bateu é porque concorda, Yaku. - Recebeu outro.- Eu já entendi!

– Assim como Bokuto é a única coruja na minha vida. - Falou.-

– - Silêncio.- Você mal conhece ele!

– E?

– Eu não vou dividir você! - Fez cócegas.-

– P-Para! - Riu.- Tá b-bom! - Respirou fundo, recuperando o fôlego.- Que gatinho mais ciumento.

Você não faz ideia. - Sussurrou para si mesmo.-


– Tchau Neko-chan! - O ace da Fukurodani acenou.- Vou trazer os salgados na próxima!

 Bokuto e S/N haviam combinado de na próxima vez que se verem trocarem as iguarias de seu respectivo país, só por diversão.

– Tchau! - Acenou para o ônibus, que partiu.- Agora é minha deixa também.

 Com sua fala, Kozume surgiu ao seu lado, jogando como sempre, e Kuroo não viu outra opção a não ser ir também.


 Anotava tudo na maior rapidez, separando os horários e destacando tópicos importantes.

 Não demorou muito para que a planilha ficasse pronta, com seus horários e responsabilidades muito bem anotados e organizados.

 Olhou no relógio, eram quatro da manhã, e ainda não tinha conseguido dormir.

 Bufou, pegou um livro da escola e começou a revisar, anotando informações importantes em seu devido caderno correspondente a matéria e fazendo pequenos resumos, fixando o assunto relativo.

 Nessa pequena brincadeira, já tinha se passado duas horas, e quando percebeu, foi tomar um banho e se arrumar.

 Ao estar devidamente uniformizada, se olhou no espelho, especificamente para seu cabelo.

– Eu preciso pintar… - Murmurou, pegando uma mecha que estava um pouco desbotada.- Vou ver se Tooru vai vir para me ajudar… 

 Saiu de casa bocejando, se esquecendo completamente de tomar café.

 Já era sexta-feira, três dias depois do amistoso contra o Fukurodani, o tempo passou rápido.

 "Hoje é dia de relatório." Pensou, já se sentindo cansada.


 Ok, agora isso estava sendo insuportável, irritante e principalmente fora de limites.

 Não podia andar cinco metros sem ouvir sobre a tal gerente do time de vôlei.

 Chegava atrasada nos treinos pois algumas garotas do fã clube eram insistentes e ficavam vigiando a entrada até os chefes de seus clubes irem buscá-las.

 Sem contar que algumas mais ousadas perguntavam à primeira garota que aparecesse se ela era a gerente, era até bem triste de se ver.

 Mas como sempre, o seu disfarce é capaz de garantir paz e segurança, bom, mais ou menos.

 A notícia de que o Grêmio possui agora uma Vice Presidente também virou febre, então a procura por si havia dobrado.

 Por que está todo mundo tão afobado com isso? Primeiro: é o time de vôlei, sua popularidade está empatada com o do time de basquete, os dois são os times mais populares da Nekoma.

 Segundo: O Grêmio Estudantil, o clube extracurricular mais cobiçado.

 Para entrar para o Grêmio, o diretor precisa te indicar, e o Presidente te aceitar, você acha que é só isso, certo? Errado. 

 Suas notas precisam ser excepcionais, seu histórico impecável e outros requisitos rigorosos.

 Não era à toa que o Grêmio tinha apenas quatro participantes, quer dizer, agora cinco.

 Bufou, deixando a cabeça descansar sobre a mesa, tantas confusões em tão pouco tempo.

 A aula estava prestes a acabar para começar o intervalo, Kozume estava jogando em seu psp, enquanto os outros alunos conversavam entre si.

 Encarou a mochila, e se lembrou da jaqueta, e pensou muito, pensou muito.

 Os pensamentos passavam como balas em alta velocidade por sua cabeça, todos só dando um resultado.

Talvez, tenha chegado a hora… 


– Por que toda essa algazarra? 

 O time de vôlei observou curioso um amontoado de pessoas – a maioria na multidão eram garotas – se juntando na frente da porta do refeitório.

– Tsc, deve ser o clube de basquete de novo. - Yamamoto murmurou, cruzando os braços.- Sempre chamando a atenção.

– Eu acho que dessa vez não. - Fukunaga respondeu, fazendo todos olharem.-

 Viram Kozume andando conversando casualmente com uma garota de capuz, e jaqueta do time de vôlei da Nekoma.

– Eu não acredito. - Kai riu.- Chega para lá, Kuroo.

 O capitão deu espaço para que a garota se sentasse entre ele e Yamamoto.

 E ela se sentou, um pouco envergonhada pela atenção que estava recebendo.

– Então a gatinha resolveu vir comer com a gente? - Provocou, se divertindo ao vê-la cruzar os braços.-

– Não enche. - O empurrou levemente.-

– É como eu disse… - Kuroo levou a mão até a cabeça da mestiça, baixando o capuz, e deixando os cabelos pintados caírem.- Uma hora você vai se destacar, e essa hora chegou. - Segurou uma mecha enquanto sorria, brincando com o cabelo da garota sem se importar com os olhares e cochichos.-



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