História Case Closed - Capítulo 16


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jikook, Namjin, Vhope, Vkook
Visualizações 114
Palavras 2.398
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


É com grande pesar que eu lhes informo que CC acabará na terça feira.

Como eu coloquei no último capítulo, teria no MÁXIMO 3, mas serão apenas 2, o de hoje e o de terça.

Farei os agradecimentos no último capítulo, de antemão, peço que deem todo o amor do mundo para One Last Chance, aquela fic merece reconhecimento. Vocês não vão se arrepender, juro <3

Me perdoem o fato do capítulo não ter ficado tão grande como de costume.

Aos que leem as duas, daqui a pouco eu posto o capítulo de One Last Chance, beijinhos <3

Capítulo 16 - Chapter 16


Fanfic / Fanfiction Case Closed - Capítulo 16 - Chapter 16

Jimin P.O.V

 

Jungkook estava se saindo um cavalheiro a cada dia. Foi importante para mim que ele me levasse até sua casa e fizesse dela meu lar também, depois do que aconteceu comigo. O que mais me surpreendeu foi a visita da minha tia. Conversamos bastante sobre minha situação com Jeon. Definitivamente eu não entendo o que nós temos e acredito que isso talvez nunca se resolva. Apesar de todo apoio e preocupação eu entendo que ele ainda esteja magoado e com o pé atrás, então prefiro não criar muitas expectativas.

Sobre o julgamento de Taemin, estamos aqui na sala do júri. O acastanhado me encara como se eu fosse uma presa fácil para si e no fundo eu realmente era. Sei exatamente como Jungkook está se sentindo ao ver seu pai defendendo um homem sujo com Taemin. Mas era de se esperar que isso acontecesse, afinal, pelo que percebi, o mais velho sempre teve muita inveja do seu filho quando o mesmo teve sua ascensão. Acredito que para ele esta é uma oportunidade única de acabar com toda a fama do mais novo. Porém, tenho plena convicção que isso não irá acontecer.

— Suas identidades, por favor — pediu a juíza e assim a entregamos nossas identidades bem como, no caso de Jeon e seu pai, a carteira da OAB. Uma coisa boa de ser um advogado nessas horas é que eu entendo perfeitamente o que está acontecendo durante o julgamento. A sala está composta por mim, Jungkook, sua mãe, seu pai, Taemin, o escrivão, o promotor, dois seguranças, um representante do júri, o médico que fez os exames de corpo de delito que veio apenas para entregar os laudos e um repórter responsável por cobrir o caso, ele portava apenas um bloco de anotações pois não era permitido filmar aqui dentro. — Bem, senhores, estamos aqui para a tentativa de um acordo. O réu Lee Taemin está sendo acusado por estupro de mais de vinte pessoas, bem como agressão física e verbal.

— Com licença, Meritíssima. — Pronunciou Jungkook antes de sua mãe prosseguir com a fala — Taemin será acusado de pedofilia também. Pode verificar no depoimento da vítima Choi Sulli que seu primeiro contato físico com Taemin foi aos doze anos de idade.

— Certo, isso estará em pauta, Jeon. Doutor Wang, os laudos médicos por favor. — O senhor que estava sentado ao fundo se levantou e entregou os papéis para senhora Jeon Jihyun que passou a analisa-los logo em seguida. — Os exames não mentem. Tenho dois laudos médicos aqui. Acreditam que podemos entrar em um acordo, Park? Você é advogado também, sim?

— Sim, Meritíssima. — Respondi baixo e um tanto quanto nervoso.

— Você fez aquele estudo de caso com Jungkook na faculdade, não foi? Vejo o profissional excepcional que você se tornou. —  eu agradeci com um aceno e um sorriso fraco — Agora responda minha primeira pergunta.

— Eu acredito, falando como advogado e não como vítima, que não há acordo a ser feito aqui. Taemin merece ser preso por todo mal que causou a essas pessoas e inclusive a mim.

— Mas você nunca me impediu, princesa. — Replicou o acastanhado ganhando um olhar feio do meu advogado e uma repreensão do seu.

— Sejamos francos, juíza Jeon Jihyun — pela primeira vez o pai de Jungkook tomou a palavra — eu acredito que todas essas supostas vítimas, inclusive Park Jimin, querem apenas tomar o dinheiro do meu cliente. Podem muito bem ter forjado os exames, nada nessa vida é honesto. Portanto, dê o seu preço, rapaz — concluiu direcionando sua última fala a mim.

— Meu preço é minha dignidade que se foi a partir do momento que esse crápula tocou as mãos em mim e eu tenho testemunhas. Jungkook é uma delas.

— Eu gostaria de contestar a atuação de Jungkook nesse caso. — falou o mais velho.

— Porque eu sou melhor que você? — questionou o mais novo evidentemente irritado com seu progenitor. 

— Não seja prepotente, garoto.

— Baseado em que você contesta isso, Jeon Junghyun? — perguntou a juíza atenta a todos os detalhes.

— Há uma relação afetiva entre os dois e obviamente Jungkook trabalharia para defender o seu namoradinho.

— Sendo assim a juíza também não pode atuar por ser sua esposa e o senhor muito menos, por ser pai de Jungkook. Eu posso até estar sentado aqui como uma vítima, mas conheço bem os andamentos de um tribunal, portanto eu sugiro que o senhor não me teste, senhor Jeon.

— Seu pedido foi indeferido, Junghyun. Avaliando a situação, sugiro que abramos uma sessão ordinária, visto que não chegaremos a um acordo nenhum. Entrarei em contato para marcamos uma data. Tenham uma boa tarde, senhores. — Jihyun se levantou e saiu da sala nos deixando a sós, eu segurei a mão de Jungkook e o puxei para sairmos dali, porém antes, seu pai o segurou pelo pulso e falou rente ao seu ouvido.

— Desista, Jungkook. Nessa sua mínima carreira, você nunca vai conseguir ganhar um caso de mim e esse será seu primeiro fracasso.

— Qual é o seu problema? Quer seus minutos de fama de volta? Ou você apenas não aceita o fato do seu filho bastardinho e inútil ser melhor que você? Passar bem, Jeon Junghyun — fui puxado para fora da sala pelo maior e saímos pela porta que havíamos chegado.

— Jungkook-ah?

— Sim, Jiminnie. — Ele entrelaçou nossos dedos e fomos caminhando até encontrar um táxi livre. Sua avó estava tendo uma tarde com minha tia por isso achamos melhor não incomodar o senhor Lee e dar um jeito por aqui mesmo.

— Como você se sente tendo sua mãe e seu pai ali? — Perguntei acariciando as costas da sua mão com meu polegar.

— Não é tão ruim quanto eu pensei. Claro que eu acho estranho e o que me deixa pior é saber que meu pai defende alguém tão sujo como Taemin. Só espero que ele mantenha o profissionalismo. — Ele estava abatido, porém não deixaria transparecer isso. Um fato é que Jungkook sempre vai querer se mostrar forte demais, mesmo sabendo que ele não é.

Depois de alguns instantes chegamos em seu apartamento. O mais novo foi até o quarto e se jogou na cama. Ele estava perturbado e eu sabia disso, fui até o maior que estava deitado de bruços e me sentei sob suas pernas.

— Você está muito tenso, Jungkookie. — Puxei sua camisa social de dentro da calça e a levantei — eu sei que você nunca gostou de massagem, mas deixa eu fazer uma agora?

— Eu realmente não gosto disso. Mas o que você não me pede chorando que eu faço sorrindo, hm? Tem um creme no guarda roupa. — Saí rapidamente da minha posição, peguei o creme com cheiro de frutas vermelhas e voltei até onde eu estava.

— Tira a blusa, Jungkook-ah. — Ele me suspendeu um pouco e desabotoou sua blusa sem muita dificuldade. Eu terminei de retirar a peça e joguei em algum canto do cômodo. — Relaxe, ok? — Ele assentiu e eu espalhei um pouco de creme pelas suas costas, ele passou a arfar com meus toques, eu tentava desfazer cada nó de tensão localizado em seus ombros, não era uma atitude maliciosa essa que estava tendo, mas definitivamente é difícil não pensar em outras coisas o tendo tão vulnerável. — Vire de barriga para cima. — Ergui meu corpo um pouco e ele mudou de posição.

— Jiminnie, você... — interrompi sua fala iniciando um beijo calmo e lento, mesmo com todo trauma que eu passei, ainda gostava desse tipo de contato e principalmente se fosse com ele. Suas mãos foram direcionadas um à minha nuca forçando meu corpo mais para baixo e a outra acariciava minha cintura, sua língua adentrou em minha cavidade bucal e foi de encontro a minha, ambas se acariciavam e por vezes brigavam por espaço, separei nossos lábios e desci meus beijos pelo seu pescoço, fazendo uma trilha de chupões até o seu baixo ventre.

— Aquele dia do casamento eu não pude fazer o que eu queria — desafivelei o seu cinto e depois abri o botão e o zíper de sua calça, descendo a mesma até os seus pés — estávamos tão entorpecidos um no outro que eu nem te dei o que você merecia. Espero que você consiga relaxar, senhor Jeon — seu corpo estremeceu com a minha forma arrastada de chamar seu nome acompanhado de uma lambida por toda sua extensão do seu membro ainda coberto pela boxer. — É bom ver essas reações em seu corpo. Jungkook-ah, levando em conta que nunca fiz isso em você e em ninguém, para ser sincero.

Passo os dedos lentamente pelas suas bolas e depois pelo seu membro apertando um pouco fazendo o maior pender a cabeça para trás. Deslizo a boxer pelas suas pernas deixando seu sexo exposto. O tomei em minhas mãos e pressionei um pouco antes de movimentar em vai e vem. Não tinha muita experiência com boquetes, mas sabia exatamente o que fazer. Me inclinei e beijei sua glande, seu corpo sofreu um pequeno espasmo e ele gemeu baixo me incentivando a colocar todo seu membro em minha boca. procurei repetir tudo que ele havia feito em mim há alguns dias antes, minha língua auxiliava os movimentos, eu ia até quase o final, fazendo uma garganta profunda escutando os arfares e gemidos, suas mãos foram até os meus fios e ele passou a ditar meu ritmo, praticamente fodendo minha boca, algumas estocadas e com a ajuda da minha sucção em seu falo, o líquido branco foi despejado em minha garganta acompanhado por um gemido alto e arrastado do mais novo, eu o engoli e apenas algumas gotas escorreram pelos meus lábios. O gosto não era de tudo ruim, um pouco doce no começo e levemente azedo no final.

— Jimin? Jungkook? — Chamou sua avó batendo na porta do quarto.

— Estamos indo, Senhora Sook. — Respondi limpando os cantos da boca, visto que Jeon não conseguia falar nada pela sua respiração entrecortada. — Está melhor, Jungkookie?

— V-você não presta, Jimin. — Falou por fim se sentando na cama e tomando meus lábios novamente em um ósculo calmo.

 

Alguns dias depois...

 

O toque da campainha marcou a abertura do tribunal do júri. Estavam presentes a senhora Jeon Jihyun, o promotor e os oficiais de justiça que prosseguiram com a chamada dos jurados presentes.

— O senhor oficial de justiça deverá realizar o pregão*, certificando a diligência* nos autos.* — Falou a juíza direcionada ao homem à sua frente. — As testemunhas de defesa por favor se levantem e sigam o policial para outra sala. — Um silêncio foi estabelecido no tribunal e ninguém se levantou — pela primeira vez vejo que não há testemunhas de defesa.

Taemin foi conduzido para o plenário* por um policial, ele estava algemado e eu sabia que a escolta sempre deve ter o uso imprescindível das algemas para garantir a segurança da vítima e das testemunhas. Os jurados foram selecionados para formar o conselho de sentença, composta por sete pessoas e essas seriam responsáveis pela sentença final de Taemin.

— Peço aos senhores jurados que não se comuniquem com outras pessoas ou manifestem sua opinião sobre o processo. Solicito a todos que desliguem seus celulares e estes serão recolhidos pelos oficiais de justiça. Os jurados que não foram selecionados podem se retirar. — As pessoas se levantaram e saíram do tribunal — Peço aos jurados que examinem com imparcialidade a causa e que deem a decisão de acordo com suas consciências e com os ditames* da justiça. Ergam suas mãos e respondam, eu prometo.

— Eu prometo — foi respondido em uníssono pelo júri. Logo em seguida o oficial de justiça distribuiu aos jurados a cópia do relatório do processo.

— Convido a vítima Park Jimin para se colocar frente ao tribunal. — Olhei para Jungkook que apertou minha mão tentando me reconfortar antes de eu me levantar e tomar meu lugar ao lado da juíza. — Sob palavra de honra, você promete dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado, explicando sempre as razões de sua ciência ou as circunstâncias pelas quais possa avaliar-se de sua credibilidade?

— Prometo. — Respondi tentando esconder meu nervosismo.

— Alguém gostaria de fazer perguntas a vítima?

— Meritíssima? — Chamou Jungkook que recebeu um aceno positivo de sua mãe — Park Jimin, que tipo de violência você sofreu?

— Violência emocional, social, sexual e física, Senhor.

— Quando começaram as agressões? — Apesar de sua postura firme, sabia muito bem que Jeon estava tão afetado quanto eu, defender o caso do seu ex namorado que foi estuprado não deve ser algo fácil.

— Durante o namoro.

— Houve agressão contra outras pessoas próximas?

— Sim, Senhor. Choi Minho, meu antigo melhor amigo e atual do Taemin.

— Alguém o denunciou?

— Não, ninguém sabia, minha tia só tomou conhecimento depois que eu fui embora.

— Como e em quanto tempo se deu a evolução da violência?

— A evolução foi durante as agressões e se deu no primeiro incidente.

— Teve que receber atendimento médico alguma vez?

— Sim, Senhor.

— Qual era a frequência dos abusos?

— Praticamente todos os dias.

— Horário habitual das agressões?

— Normalmente à noite, exceto no dia que ele e seus amigos me bateram na saída da universidade.

— Qual o lugar mais frequente das agressões?

— Minha casa, mais especificamente meu quarto.

— O réu já chegou a usar algum instrumento lesivo?

— Uma vez ele utilizou algemas e chicote. Mas não se repetiu.

— O acusado já agrediu alguma outra pessoa da sua família?

— Não, Senhor.

— Sem mais perguntas. — Jungkook voltou para o seu lugar e sorriu ladino para o seu pai, ele sabia que as coisas estavam a meu favor.

— Posso? — Perguntou o Jeon mais velho se levantando e recebendo também um aceno da sua esposa. — Park Jimin, é verdade que o autor das agressões invadia sua casa à noite?

— Sim, Senhor. — Engoli em seco.

— Se sabia disso, por que você não tomou uma medida para impedi-lo? — Eu sabia do seu jogo. Aparentemente ele se esqueceu que ocupamos o mesmo cargo profissional.

— Protesto, meritíssima — levantou Jungkook antes que eu pudesse responder — Ele está provocando a vítima.

— Seja objetivo, senhor Jeon Junghyun. — Falou duramente a juíza.

— Em algum momento o senhor o impediu durante o recente ato de abuso sexual?

— Não, Senhor. — Meu juramento me impedia de mentir e também, isso não mudaria o andamento das coisas.

— Sem mais perguntas. — Ele voltou a se sentar e conversou algo com Taemin.

— Devido ao horário e aos procedimentos que ainda devem ser feitos, solicito outra sessão para a próxima semana. Estão dispensados. — A juíza se levantou e saiu do plenário.

Respirei fundo e sorri abraçando o meu advogado. Confio plenamente em sua capacidade e tenho certeza que vamos ganhar essa causa.


Notas Finais


Apenas alguns esclarecimentos:

Pregão = Uma modalidade de licitação (ou seja, uma forma de tornar aquilo permitido)
Diligência = Ato preparatório de uma investigação.
Auto = Ato público.
Plenário = Local onde reúne muitas pessoas.
Ditames = Princípios.


🌺 Se você já chegou nessa fic aqui e não viu as outras que eu fiz...

Link das minhas outras fic's :

🌺 One Last Chance
https://www.spiritfanfiction.com/historia/one-last-chance-12928380

🌺 When The Curtains Open
https://www.spiritfanfiction.com/historia/when-the-curtains-open-12822676

🌺 Meu twitter: https://twitter.com/_mi_stery_?s=09

🌺 Beijinhos e até a próxima


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