História Case-se comigo. - Capítulo 2


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Albert Spencer (Rei George), Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Violet, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Casamento, Emma Swan, Femmeslash, Regina Mills, Swan Mills, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Visualizações 548
Palavras 1.894
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Festa, LGBT, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, [email protected]!
Agradecemos muito a [email protected] que favoritaram e comentaram no primeiro capítulo. Vocês são [email protected]!
Esperamos que continuem conosco e boa leitura!

Capítulo 2 - Elas precisam ir para Michigan.


Fanfic / Fanfiction Case-se comigo. - Capítulo 2 - Elas precisam ir para Michigan.

Emma abriu bem os olhos verdes, fitando com ar incrédulo os bonitos traços de seu melhor amigo. Depois, os lábios finos rasgaram-se em um vasto sorriso.

– Você está brincando? – Ela perguntou, franzindo os músculos da face numa expressão mais emburrada.

O moreno moveu a cabeça em um meneio negativo.

– Me escute… – Killian ia tentar argumentar, mas a loira fez um gesto ríspido com a mão, impedindo-o de continuar.

– Não diga mais nada. – Fuzilou-o com o par de esmeraldas. – Sabe o que penso sobre isso. Não vou me casar apenas para que um bando de homens hipócritas que devem ter uma esposa em casa e várias amantes esperando-os em luxuosos apartamentos, considere que sou aceitável. – Bradou e Jones podia ver o rosto de sua melhor amiga, geralmente descontraído, transformado numa máscara de indignação. – Você me conhece há tantos anos... Como pode imaginar que eu aceitaria essa chantagem barata? Não vou trocar minha liberdade, minha dignidade, por um cargo político.

– Está dizendo que vai desistir? – Ele se surpreendeu, pois Emma não costumava abandonar seus projetos, nem se dava por vencida facilmente.

Antes da resposta, Swan passou as mãos no cabelo, fechou os olhos e soltou um largo suspiro.

– Não! Estou dizendo que vou até o fim, assim, do jeito que sou. – Socou a mesa, fazendo o rapaz se sobressaltar. – Se esses imbecis preferirem Victoria Belfrey a mim, paciência!

Ficou uns instantes em silêncio, antes de profetizar:

– Só escute bem minhas palavras, Jones: eu, Emma Swan, não vou me casar para dar satisfação a ninguém. Nem hoje, nem amanhã, nem nunca. – Dito isso, se levantou sem dar chance para que o moreno retrucasse sua afirmação.

Saiu pisando forte na direção do quarto, batendo a porta quando entrou, fazendo o rapaz se assustar novamente. O barulho foi tão alto que ele chegou mesmo a fechar os  olhos em ato reflexo.

Sozinho, Killian se reclinou, apoiando a cabeça no encosto acolchoado da cadeira e esfregou o rosto num gesto vigoroso.

–  O que é que eu faço agora? – Resmungou para si mesmo.

Regina estava cansada daqueles dias em Vegas. Sol, praia, piscina e diversão em doses diárias também podiam ser exaustivos. Até mesmo entediantes.

O único motivo pelo qual ainda não voltara para Detroit era saber que seria obrigada a conviver com Albert todos os dias novamente.

Jamais se sentira bem em casa, nunca fora completamente feliz lá. Aliás, nunca fora completamente feliz em lugar nenhum, apesar de ninguém sequer imaginar isso olhando para ela.

Rica, bonita, inteligente, culta. Eram adjetivos que as pessoas costumavam usar quando se referiam a Regina Mills. Invejada, sem dúvida. Porém, sentia em seu íntimo, que não havia muito para ser invejado em sua vida.

Não tinha independência financeira e  vivia as expensas de um homem que detestava. Apegava-se apenas à promessa de uma herança que parecia cada dia mais distante.

Voltara para o quarto após o banho de sol e de piscina. Queria dormir um pouco antes do almoço.

A noite anterior fora péssima, tendo a impressão que não conseguira dormir mais do que uma hora, despertando constantemente de pesadelos nos quais, entre imagens tenebrosas e confusas, vira Cora e Violet.

A sensação, terrível. No sonho, era consciente de que as duas precisavam de ajuda e que só ela poderia salvá-las. Entretanto, em todas as vezes, não as alcançava a tempo. Agora deitada na cama, fixando o teto, eram essas lembranças que não a deixavam relaxar.

Mas batidas na porta a fizeram levantar de um salto. Quando abriu, um furacão ruivo invadiu o quarto.

– Você não estava dormindo ainda, estava? – Zelena perguntou, sentando na cama e cruzando os braços.

– Felizmente não. – Fechou a porta meio aborrecida com a pouca consideração que a amiga tivera com o seu repouso. – Mas onde é o incêndio, afinal? – Ironizou.

– Em Detroit, na minha casa.

– Sua casa está pegando fogo? –Perguntou assustada.

– Se fosse isso não estaria tão apreensiva, o seguro cobriria os danos. O problema é que ainda não encontrei nenhum banco que faça seguros contra sogras indesejadas. – Falou tudo quase de um fôlego só.

A morena fez um esforço enorme para não rir. Já ficava nítida a natureza do problema que Zelena enfrentava. Sabia que ela e a Sra. De Locksley não se davam bem.

– O que Catherine fez desta vez? – Regina sentou ao lado da outra jovem.

– Você quer dizer o que foi que o filho dela fez? – Fumegou de raiva. – Robin aproveitou a minha ausência e convidou a mamãezinha para passar um mês na nossa casa, porque estão reformando a dela em Flint. – Revirou os olhos. – Ou seja, assim que chegar, depois de tanto tempo longe, vou ter que ser importunada pela presença daquela megera e  a sua velha história insuportável de não ter adotado o maldito sobrenome dela.

O principal motivo da desavença entre sogra e nora era esse. Na ocasião do casamento, Zelena alegara motivos feministas para manter o nome de sua família. Bateu o pé dizendo que julgava um absurdo a mulher ser obrigada a carregar o nome do marido como se fosse uma marca de propriedade.

Um discurso muito bonito que escondia a verdade que só Regina sabia: a ruiva sempre achara De Locksley um sobrenome horroroso.

Regina pensou em aconselhá-la, pelo menos tentar acalmá-la, embora não entendesse muito do assunto, por jamais ter tido uma sogra. Preparava-se para começar a falar, quando seu celular tocou sobre a cama, atrás delas, atraindo a atenção de ambas.

Pegou para ver quem era e assim que reconheceu o número chamando, sentiu frio pelo corpo, depois calor subindo às faces. Era o telefone de casa e seu pressentimento não foi bom.

– Alô? – Levantou-se e atendeu com um fio de voz.

Por cerca de um minuto, Regina apenas escutou o que a pessoa do outro lado da linha tinha a dizer. Zelena assistiu à cena preocupada, vendo o rosto da morena tornar-se cada vez mais transfigurado.

Depois, ouviu a voz da outra vacilando:

– Você tem certeza disso?

Mais algum tempo de espera e Mills finalizou:

– Obrigada por avisar. – Desligou.

– Quem era? – Zelena questionou, enquanto a amiga abandonava-se na cama abalada por algo que ouvira.

– Eugenia. – Respondeu. – Voltaremos para casa hoje. – Decretou, passando os dedos pelas têmporas, num reflexo nervoso.

– Senhor? –  Regina acenou para o piloto da aeronave sendo abastecida. Havia deixado Zelena para trás esperando que o motorista desembarcasse as malas do Uber que as trouxera até ali.

Tinha pressa de chegar em casa e, naquele horário, não pegaria nenhum vôo comercial sem escalas para Detroit, por isso, pediu para que ela e Zelena fossem levadas ao hangar mais próximo.

Pagaria qualquer quantia que fosse pedida desde que, no menor tempo possível, já estivessem dentro de um avião.

–  Pois não, senhorita? –  O homem com cerca de 40 anos virou-se para encará-la.

–  Com quem preciso falar para fretar um jato que me leve agora até Detroit? –  Estava visivelmente nervosa.

–  Bem, infelizmente, a única aeronave disponível no momento é essa, mas já foi fretada. – Ele explicou em tom de desculpa. Era nítida a apreensão nos olhos castanhos da jovem.

Regina não reprimiu um lamento desapontado.

–  Para onde ela vai? –  Quis saber, tentando encontrar uma saída para o seu problema.

–  Los Angeles. – Mostrou em sua feição uma expressão de pesar.

“Droga!” – Praguejou silenciosamente. A rota era bem diferente.

O homem percebeu a crescente agonia da moça, mas não podia fazer nada para ajudá-la.

–  As pessoas que vão viajar nele já estão aqui? –  Regina não desistia fácil. Havia uma aeronave praticamente pronta para alçar vôo. O que significava que tinha uma chance de logo estar em casa.

O homem discretamente apontou para a mulher sentada em um sofá de couro, perto da pequena recepção. Ela estava sentada de cabeça baixa, olhando o celular. O rosto envolto em um lenço. Usava óculos escuros, levando na cabeça um chapéu de cor bege.

Regina notou que sacudia impacientemente o pé em um tique. A morena não perdeu tempo. Andou até ela com passos apressados.

–  Oi! –  Disse meio apreensiva, ao se aproximar. A figura, que mais parecia uma foragida tentando ocultar a identidade, não lhe transmitiu muita simpatia – Posso falar com você?

Os olhos castanhos acompanharam o meneio vagaroso da cabeça encoberta pelo chapéu. Regina teve a estranha sensação que os olhos por trás das lentes escuras, a examinaram de cima a baixo.

– Pois não, já está falando... – A voz, meio rouca, meio suave, soou desnecessariamente irônica.

Como precisava bastante que a desconhecida lhe prestasse um favor, continuou, fingindo não perceber seu tom.

– Acontece que eu estou com uma urgência em Detroit e preciso…

–  Que eu lhe ceda a aeronave? – Perguntou, interrompendo-a e tirando os óculos. Dada a situação, não restavam muitas dúvidas sobre o teor do pedido.

–  Isso. – Estava desconfortável. Incomodada com a forma que a mulher lhe observava. Parecia examinar cada uma das suas reações.

–  E por que a sua urgência teria prioridade sobre a minha?

–  Porque… – Ia começar a justificar-se, mas logo percebeu que não devia satisfações à mulher que parecia pensar ter o direito de ser arrogante por vê-la em posição desfavorável. – Ora, isso não vem ao caso. Você pode cedê-la ou não?

Emma deu um sorrisinho de canto. A moça à sua frente era bastante atrevida e parecia ter o “pavio curto”. Levantou-se, ficando de pé, com o lenço ainda cobrindo parcialmente o rosto.

–  Para mim, faz diferença saber se você precisa do jato para chegar em Detroit a tempo de salvar o mundo ou para fazer compras no shopping. –Provocou. –  Embora, pela forma como está vestida – observou as roupas formais e bastante caras, exageradas para quem ia apenas viajar. – eu diria que está atrasada para alguma reunião no Country Club.

Por um instante, a única reação de Regina foi abrir a boca. Segundos depois, uma vontade insana de esbofetear o rosto parcialmente coberto da estranha lhe assaltou. Estava muito, muito nervosa. A insolência da mulher conseguira lhe tirar do sério, a ponto de despertar nela uma emoção violenta que não era comum.

A morena contraiu as mãos. Como uma gata prestes a pular sobre a presa, avançou na direção da outra. Seus saltos scarpins produziam a ilusão que ela era da mesma altura da desconhecida, que usava um sapato baixo.

Zelena, tendo se aproximado das duas sem que nenhuma prestasse atenção, percebendo o que a amiga estava prestes a fazer, intercedeu:

–  Calma, Regina, o jato foi preparado para ela –  Chegando por trás, segurou o braço da morena. –  A moça não é obrigada a nos ceder o lugar no voo. –  Mais uma vez, tentou trazer Regina à razão.

– Zelena, por favor não se meta! – A voz da morena saiu como um rugido enfurecido e seu corpo tremia de raiva.

De repente, em meio à confusão que não a abalou em nenhum momento, Emma sorriu, olhando de uma para outra. Parecia ter descoberto algo incrível.

–  Regina… e Zelena… –  Falou com um considerável espaço entre os nomes. Os verdes-esmeraldas passearam de novo entre a morena e a ruiva. –  de Detroit? – Parecia muito surpresa. Não podia acreditar que aquelas pessoas estivessem diante dela. –  Killian! – Chamou o rapaz que, até então, estivera em uma ligação, um pouco afastado da discussão.

Ele olhou na direção da amiga, colocando o celular no bolso.

– O que foi? – Perguntou um tanto confuso, se aproximando das mulheres.

–  Mande abastecer a aeronave com combustível suficiente até Detroit. –  O sorriso de Swan se ampliou e as bonitas covinhas apareceram em sua face. – Los angeles será nossa parada. Mas, essas moças precisam ir para Michigan.


Notas Finais


Hum... Emma conhece Regina e Zelena. Isso será bom ou ruim?
Comentem e até o próximo!


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