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História Caso 212: ... (TodoDeku) - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Personalidade retraída


"Desde de sábado eu estive pensando sobre não consegui me encaixar naturalmente com as pessoas que mais ficavam ao meu redor então porque não aproveitar que a única pessoa com quem eu consigo me expressar e se dedica a me ouvir está acordada, porque não conversar, será que ele está já acordou?"

Bakugo- bom dia.- entrou na casa já indo em direção ao sofá.

Midoriya- oi, tudo bem.- construía um sanduíche que aparentava estar delicioso.

Bakugo- faz um desse pra mim tô morrendo de fome.

Midoriya- folgado, pode ficar com esse.- colocou o pão no topo como se fosse uma tampa e me entregou em um prato pequeno.

Bakugo- valeu.- pegou aquilo como se fosse sua primeira refeição após um mês de jejum.- Deku.

Midoriya- pode falar.- pegava mais um par de pão de forma pra iniciar um novo lanche.

Bakugo- você acha que eu sou antisocial.

Midoriya- sim.- respondeu sorrindo.

Bakugo- assim tão direto, nem precisou pensar.

Midoriya- sim.- riu da minha indignação. - é que sabe a pessoa precisa ser muito, muito íntima mesmo pra você ser agradável.

Bakugo- isso é ruim?.-deu uma bela mordida no conteúdo do prato.

Midoriya- posso perguntar o porque dessa dúvida só agora.

Bakugo- não, só responde.- falava com a boca cheia de pão e os condimentos do sanduíche, melhor não detalhar muito.

Midoriya- bem.- passava calmamente a maionese em uma das metades do pão.- acho ruim, porém compreensível.

Bakugo- a gente tem tempo, manda tudo que você pensa.

Midoriya- querendo me ouvir de manhã, que milagre.- disse e logo lambeu o que restou na faca antes de cortar alguns tomates que iriam pro lanche.

Bakugo- me diz que você não fez isso no primeiro.

Midoriya- fiz, eu achei que era pra mim.

Bakugo- a não.

Midoriya- relaxa, eu não vou passar nada pra você pela minha saliva.

Bakugo- mesmo assim, é como seu eu estivesse sei lá... beijando você.

Midoriya- bem que você queria.- riu jogando a faça na pia.- sem contar que isso é exagero demais.

Bakugo- tá para de fugir do assunto.

Midoriya- mais foi você que...

Bakugo- anda contínua com o de antes.

Midoriya- eu entendo você ter se fechando em relação a pessoas devido ao tanto de pessoas ruins que surgiram na sua vida, mas acho que se fechou até demais e um dia você vai ter que se abrir.

Bakugo- mas tudo bem eu ser assim.

Midoriya- pra mim sim, porque eu conheço o seu melhor lado, o Kacchan de verdade. - sorri ouvindo isso admito.- mas sei lá... a Uraraka, ela detesta que você seja tão assim.

Bakugo- tem que se fazer pra merecer.

Midoriya- mas você não acha que exige demais.

Bakugo- não, acho bom o suficiente.

Midoriya- eu acho que é muito exigente.

Bakugo- então eu deveria mudar.

Midoriya- você acha que deve?.

Bakugo-...- fiquei sem palavras.

Midoriya- acho que não sabe a resposta, mas tudo bem, se você achar que deve mudar pode tentar uma vez ou outra mas fique claro que não tem nada de errado em ser assim.

Bakugo- então em algum dia eu tenho que mudar.

Midoriya- eu gostaria, imagina se você pudesse ter esse tipo de conversa com outros amigos, poderia ser legal mas novamente não tem nada de errado continuar assim.

Bakugo- com essas palavras faz parecer que tem.

Midoriya- não foi minha intenção, mas isso é meu ponto de vista o garoto otimista da dupla.

Bakugo começou a rir.- tá essa descrição é horrível. 

Midoriya acompanhou.- é eu também achei.

Bakugo- então eu vou tentar mudar.

Midoriya- mais vai tentar por você, o que pode ser uma pena porque eu gosto desse seu geitão superficialmente antisocial.

Bakugo- superficialmente?.

Midoriya- sim, você não parece nada antisocial agora.- disse dando um soco no meu ombro.

Bakugo- ótimo, voltei a ficar confuso. 

Midoriya- a você tem muito tempo pra pensar, eu vou ir pro quarto terminar uma pesquisa qualquer coisa sabe onde estou.

Bakugo- tanto faz, vai logo já me cansei de você. - e finalmente me deitei no sofá na tentativa de dormir.






 

Iida- fiquei sabendo que andou por aí com o antisocial.

Camie- é, acredita que foi até agradável ele não estava lá tão chato como do costume.

Iida- acontece de vez em quando.

Camie- é eu sou carismática demais, é óbvio que ia ser legal.

Todoroki- não parece tão legal quando fala isso em voz alta.- disse entrando na sala.

Camie- é falta de educação atrapalhar a conversa dos outros assim.

Todoroki- foi mal, mas já tá no hora de ir né. 

Iida- pois é, vamos sair então.

Camie- é acho que a gente já tinha acabado por aqui né, você ainda tá me devendo 5$ né.

Todoroki- acho que eu tenho algo aqui.- entregou algumas notas pra menina. - já pode largar do meu pé.

Camie- valeu da próxima você paga.

Todoroki- como se fosse ter uma próxima. - sussurrou enquanto ia pra fora da delegacia.



 

 

 

 

Aoyama- o que é hoje?.

Jirou- que memória, aula de composição.

Aoyama- verdade tinha até esquecido.

Midoriya- como você esqueceu, é uma das melhores aulas que nos temos.

Kaminari- você fala isso de qualquer aula, seu nerd.

Midoriya- algum problema?.- o loiro negou com a cabeça. - aliás fala pra ele yuga o que você descobriu.

Kaminari- pra mim?.

Aoyama- verdade, fiquei sabendo que a Melissa ainda tá namorando com o Sato.

Kaminari- para de viajar é óbvio que não.

Jirou- só quero ver quando essa bomba estourar.

Midoriya- admito que também estou, se eu fosse você eu saia enquanto da tempo.

Kaminari- não, vou falar com ela é esclarecer isso tudo.- falou enquanto entravam na sala.

Yamada- boa noite alunos.- os quatro cumprimentaram o professor antes de irem pro seus lugares.- sem muita enrolação hora de começar a aula, hoje eu quero falar sobre os sentimentos contidos na composição, primeiramente alguém pode me falar se é possível compor sem sentimento.

Nejire- eu acho que em partes sim.

Yamada- explique.

Nejire- eu não acho que a composição em si carregue o sentimento, mas sim o momento que ela foi escrita.

Yamada- então você acha que a composição não carrega o sentimento que motivou a escrever ela.

Nejire- eu acho que mais serve como o lembrete de um certo momento.

Yamada- mas alguém que concorda?.

Jirou- eu discordo. 

Yamada- pode falar.

Jirou- eu acho que não é possível escrever sem o sentimento, basicamente pra mim a composição é a passagem de sentimentos intangíveis pra algo físico, então a composição se torna um sentimento descrito.

Yamada- ótimo ponto, alguém me dá um nome de um clássico.

Toga- fly me to the moon.

Yamada- ótimo todos conhecem.- os alunos concordaram.- kaminari pode começar.

Kaminari- cantar?.

Yamada- como preferir.

Kaminari- me leve para a lua e me deixe brincar entre as estrelas.

Yamada- Toga.

Toga- me deixe ver como é a primavera em Júpiter e em Marte.

Yamada- Midoriya.

Midoriya- em outra palavras segure minha mão, em outra palavras, amor me beije.

Yamada- que sentimento essa música apresenta?.

Melissa- simples, amor.- falou olhando para kaminari.

Yamada- alguém consegue ser mais específico.

Aoyama- acho que a música fala mais de estar apaixonado do que apenas amor, desfrutar da paixão em seu auge.

Yamada- exatamente, e alguém consegue sentir isso, a mesma sensação.

Jirou- acho que o kaminari sabe.

Kaminari- eu te mato.

Yamada- quer compartilhar denki?.

Kaminari- é que eu já gostei de alguém então eu já senti isso.

Yamada- alguém pode citar outro trecho com a mesmo sentimento.

Midoriya- o próprio segmento, encha meu coração com música e me deixe cantar sempre mais.

Yamada- exato, explicando isso para próxima aula eu quero uma reflexão dessa música de cada um, dito isso estão dispensados.

Kaminari- me esperem na saída eu tenho que falar com alguém.

Jirou- até garanhão.





 

 

Uraraka- ei aproveita que tá indo lá pra baixo e joga esse lixo fora pra mim.

Bakugo- tá. - disse pegando as sacolas da mão da menina.

Uraraka- sério?.- não escondeu que se surpreendeu.

Bakugo- sim, eu já estou indo pra lá.

Uraraka- cadê o Kacchan de verdade?.

Bakugo- eu não tenho tempo pra isso quer levar você mesma.

Uraraka- não, espera mais um pouquinho. - entrou no apartamento pra pegar alguma coisa.

Bakugo- sério.

Uraraka- aqui.- falou ao voltar.

Bakugo- o que é isso.

Uraraka- uma forma de agradecer.

Bakugo- um chiclete, eu ficarai mais feliz que umas moedas.- pegou e colocou no bolos da calça.

Uraraka- obrigado de novo.

Me virei de costas pra descer as escadas pra finalizar o favor que a menina pediu e após jogar o que carregava na lixeira comecei o caminho pro meu trabalho, no silêncio noturno das ruas do bairro.

Shindo- EI.- virei a cabeça pra reconhecer quem era, olhei ele correndo e desacelerar o passo.- você só pega o turno noturno né.- falou enquanto recuperava o tom normal da respiração.

Bakugo- sim.

Shindo- porquê?.

Bakugo- pra que você quer saber?.

Shindo- nossa, por nada.

Bakugo- eu acho mais agradável trabalhar a noite.

Shindo- é, cada um com seus gostos.

Bakugo- e você porque trabalha em geral.

Shindo- pra sair da casa dos meus pais quando der.

Bakugo- entendo.- mexeu na calça procurando seu pagamento.- quer um.

Shindo- valeu.- disse colocando o chiclete na boca.- isso é porque eu estou com bafo.- falou rindo.

Bakugo- sim.

Shindo- é sério. 

Bakugo- não, tô te zuando.

Shindo- aconteceu alguma coisa.

Bakugo- porquê.

Shindo- sei lá, você tá diferente.

Bakugo- é aconteceu mas não estou  muito afim de contar.

Shindo- tudo bem.

Então terminamos o resto do caminho em silêncio, não totalmente já que ele tinha o irritante costume de estourar bolas de chiclete, mas nada que não fosse suportável.
Ibara- finalmente chegaram, é bom agilizar que hoje tem uma lista bem extensa.

Bakugo- deixa eu ver isso ae. - então a menina lhe entregou a lista do dia.


Notas Finais


Referência:
Frank Sinatra- fly me to the moon
https://youtu.be/ZEcqHA7dbwM


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