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História Caso Creepypasta - Capítulo 7


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Notas do Autor


Esse capítulo ta um pouco maior que o normal, mas o bom é que compensa a demora ksks
Espero que gostem <3

Capítulo 7 - Shopping Day


- Eu não consigo acreditar que tudo isso aconteceu... Que você passou por tudo isso... - Falou Nath, sua voz tão baixa e trêmula quanto possível. - Você... Poderia ter morrido.

- Ah... Isso é só um detalhe. - disse ela com um sorriso fofo nos lábios. - e como foi seu dia com o Marc?

- Ah... Foi divertido. Por algumas horas ele me fez esquecer de todos os problemas. - Ele falava com um brilho no olhar, suas bochechas levemente coradas e um sorriso tímido nos lábios. 

- Você realmente o ama... - Comentou ela, lembrando-se de seu marido, trazendo átona também, as lembranças daquele fatídico dia em que perdera o amor da sua vida.

Ela esperava que agora tudo desse certo, sem mais mortes, sem mais creepypastas. Mas, no fundo, ela sabia, que nunca mais teria uma vida, ao menos, um pouco normal. Queria rencostruir sua vida ao lado de Nath e Phillip. Iria dar uma vida melhor para aquela criança que já tão nova, sofrera tanto. 

Agora já havia pedido ao seu irmão para que pedisse algumas roupas por um site que entregava-as em casa, e decidiu deitar-se um pouco e deixar seu corpo relaxar. Acabou adormecendo, e como era de se esperar, teve um pesadelo. O tipo de pesadelo tão real que era como se tivesse sido teleportada para outra dimensão e que a deixava extremamente cansada quando acordava. 

Ela se via em uma floresta muito densa, era noite e a luz da lua quase não penetrava por entre as árvores. Ela olhou ao redor, mas não havia ninguém em seu campo de visão; ao olhar para baixo, viu que estava ensopada de sangue com a adaga e a arma, uma em cada mão.

Então, como em um passe de mágica, corpos começaram a surgir, todos dilacerados, e, bem ao longe, no meio de tudo aquilo, iluminado pelo pouco de luz que conseguia penetrar a densidade daquelas árvores, estava ele; Slenderman, a encarando com seus tentáculos balançando violentamente.

Nas sombras, três formas passaram a ser visíveis, Masky, Hoodie e Ticci Toby. Este sorria chegando mais perto dela que os outros, segurou seus pulsos e falou em uma animação infantil:

- Parabéns, S...T...F...E! Você é incrível! - Sua expressão, de repente, ficou mais sombria e seria. - Mas, não fique no meu caminho...

- Eu não fiz NADA disso! - tentou gritar, mas sua voz não saia. Sua boca mexia mas não emitia som algum.

Então, uma voz conhecida ecoou por sua mente, gritando seu nome com um tom de desespero e com a voz trêmula e ofegante. Já ia se virar, para ver quem era quando ouviu um "pow". Viu Hoodie com a arma ainda apontada para ela. 

Acordou em um sobressalto, suada e com a respiração ofegante. Phillip estava ao seu lado, parecia um pouco assustado. Ela suspirou e o olhou com uma expressão gentil.

- A senhora... Está bem? - Perguntou ele, com uma voz tão baixa que era quase inaudível.

- Eu... Estou! Claro, erh... E você? Como se sente? - ela sorria e falava tentando transmitir o máximo de confiança e gentileza.

- Bem, eu acho... - Ele parecia querer contar algo, mas não estava muito confiante.

- Hum, bom. Então... Quer algo? 

- Eu... Não. Não, obrigado.

- Certe- o interfone havia tocado, desviando a atenção de todos para ele. Nath se levantou, deixando seu celular na poltrona e atendeu. Alguns minutos depois, ele desligou e disse que era o entregador com as roupas do garoto. 

- Ótimo. Banho, Phillip? - ela disse estendendo a mão. Ele a agarrou sem falar nada, e deixou que ela o guiasse para o banheiro. Deixou Phillip tirando a roupa em um canto do banheiro enquanto ela enchia a banheira e colocava o sabão. 

Ele entrou, devagar, acostumando seu pequeno corpo com a diferença de temperatura. O garoto começou a se ensaboar devagar, limpando-se. 

- Eu queria perguntar... - começou ele, sem olhar pra ele e continuando a se limpar. - A senhora é minha mãe agora? 

Ela se assustou com a pergunta repentina, mas sorriu e respondeu gentilmente.

- Talvez... Porque?

- Eu não sei... Eu admiro a senhora, porquê me salvou. E apesar de tudo você ainda sorri desse modo pra mim. - ele a fitou, e suspirou em seguida. - Meus pais... Minha família e meus amigos... Todos foram mortos... Eu vi... Foi na minha frente.

Ele baixou a cabeca, seus cachos molhados cobriram seus olhos. Ele queria chorar, mas também queria parecer forte na frente de sua salvadora.

- Deve ter sido horrível... - Comentou ela, tristemente enquanto afagava - Eu gostaria de tomar conta de você, mas o processo de adoção não é tão simples como eu gostaria, entende?

- Entendo.

[Quebra de Tempo...]

Eles saíram do carro e foram até o lugar onde Nath havia marcado de se encontrar com Marc. 

Eles encontraram um Marc sorridente, os cabelos castanhos bagunçados pelo forte vento, comum naquela época do ano, já que era outono. Nath correu até o namorado e o abraçou recebendo um selinho do mesmo. 

- Mama, - Começou Phillip, puxando a manga do casaco de Feith. - Eles são um casal? Isso é normal? Me ensinaram que era um menino e uma menina. 

- Oh, bem... Isso é normal, Phillip. Isso é um dos tipos de amor. Amor, isso que realmente importa, certo?

- Ah... Acho que sim. - respondeu ele, analisando o casal com curiosidade.

- Bem, - começou Feith, sorrindo. - então, esse é o famoso Marco Weatherby, não é mesmo? O Nath falou bastante de você.

- Ora, ora. - Ele sorriu sarcástico, soltando o ruivo do abraço. - Então, você é a Feitherline Valentine? 

- Feitherline!? Ha! - Ela sorriu debochando porém com uma pontadinha de raiva. Não gostava nem um pouco desse nome, e muito menos que o falassem em voz alta. Olhou de canto para Nath que estava tentando controlar um riso eminente com as mãos na boca. - Então, Nathaniel, andou falando de mim também, não é?

- Hum, bem é. Um pouco. - Ele falou fazendo mais esforço do que deveria para conter a risada. Ele pigarreou levemente, voltando a seriedade. - Vamos entrar?

- Sim, vamos. - Respondeu a ruiva já pegando na mão de Phillip. - Nós vamos para a S&R, vocês podem se divertir. Nos encontramos no McDonalds.

E adentrou o shopping, sem esperar qualquer resposta do casal. Comprou um bom número de peças para o garoto, e em meia hora, estavam na frente do McDonalds. Marc e Nath chegaram uns 5 minutos depois. Eles pediram cada um uma casquinha e já iam saindo pelo shopping quando uma garota para na frente do casal. Ela era da altura de Nath, cabelos castanhos com as pontas azuis, olhos de um tom de azul claro e cintilante.

- vocês são um casal? - perguntou com um sorriso tímido.

- Somos. Quem é você? - falou Nath, impressionantemente, de forma direta.

- Ah, desculpe. Eu sou a Helena, prazer. Eu sou Lésbica e tenho uma namorada. - Ela virou-se e acenou para uma garota de cabelos curtos avermelhados com uma touca preta que acenou de volta. - Não andamos tão próximas quanto vocês em público. Nenhuma das duas saiu do armário publicamente, entende?

- Sim, entendemos. - falou Marc, colocando a mão no ombro de Nath.

- Vocês tem medo de serem julgadas pela sociedade... - comentou Nath, em um suspiro. 

- Sim... Queríamos ter a coragem de vocês. Bem, tenho que ir. Tchau, até a próxima.

- Até. - Respondeu o casal em uníssono.

- É tão triste que em pleno século XXI ainda existam uma maioria de Homofóbicos! - Falou Nath, com um pouco de raiva. - E pessoas do lado purpurinado da força com medo deles!

Todos riram da indignação de Nath, mas não deixavam de concordar. Muitos da comunidade LGBT se escondiam nas sombras por medo da repulsa da sociedade. Por medo da reação, principalmente, dos Pais. 


Notas Finais


Eu sei que é um capitulo bem grande e gaaay, mas é pra combinar comigo. Eu tinha escrito esse cap antes de sair do armário para os meus pais. Só posso dizer que minha mãe esta "decepcionada" comigo.
Só um pequeno *Spoiler* do cap 7
>personagens novos vão aparecer (creepypastas)
Bjs 😘


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