História Caso Indefinido - Capítulo 1


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Categorias Got7
Personagens Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae
Tags Bnior, Bnyoung, Jackjae, Jjp, Jjp_da_sofrência, Jjproject, Kpopperatrevida
Visualizações 66
Palavras 9.564
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OSLAAAAAAAA
Como estão???

Então, cá estava eu fazendo capas e escutando aquele setanejo bem manso de corno, quando começa tocar Cristino Araújo e o coração gritou aa
Caso indefinido... meu rabinho, pq eu pensei ser muito a cara de JJP skskskks
Era para ser algo bem curtinho. Juro, juro, tipo estilo carta e feito de lembranças sabe?! Mas aí eu já comecei tudo no auge da putaria ksssksk ai cá estamos nós com esses Ks de jjp.
Na minha mente é dois capítulos, mas vai saber né. Tem outra música dele que tbm se encaixa nessa fic, então... veremos.

Boa leitura, mores.

Capítulo 1 - Maldito Badboy fajuta!


Os corpos suados e os gemidos que se espalhavam pelo quarto eram uma harmonia perfeita aos dois amantes, que mais uma noite, encontravam-se ali, aliviando o estresse do dia com aquilo que sabiam fazer de melhor.

Jaebeom puxou o corpo do mais novo, afundando-se mais; o estocando da forma que o Park tanto amava e delirava. Para Jaebeom, ter Jinyoung daquela forma para si, era o seu maior e melhor declínio. Os chamados do acastanhado, todos com dedicação na voz para lhe enlouquecer era sua música favorita. E acreditava fielmente que Jinyoung sabia perfeitamente do caos que causava em si, agindo daquela forma tão sem pudor.

Oh, pudor… com toda certeza não era algo que ambos tinham, principalmente, quando se tratava do que sentiam quando as peles se tocavam e se chocavam, arrastando a cama junto com os movimentos precisos. Jinyoung não ousava em baixar o tom e nem muito menos, ser resguardado diante do momento. Jaebeom ainda não sabia, mas estar ali com ele, era tudo o que amava, mas preferia deixar aquele detalhe no fundo do seu peito e apenas levar o “caso” que tinham, como algo banal.

Eram jovens, bonitos e com gostos iguais. Na cama não eram diferentes, muito pelo contrário. O fato de serem iguais até naquela hora quente era privilégio dos dois. Ambos gostavam de dominar, de manter o controle do prazer do parceiro e do seu. Com o passar dos tempos, aprenderam a domar um ao outro. 

Jinyoung ensinara o que mais gostava em uma foda. Indicando para Jaebeom como e onde fazer. Oh, gostava quando pegavam seu cabelo e o puxavam enquanto falavam sujeiras em seu ouvido, assim como, não dispensava uns bons tapas em sua bunda enquanto rebolava de quatro no pau daquele homem. Jaebeom era um bom aprendiz.

Todavia, Jaebeom também tinha suas vontades e seus gostos. Jinyoung era obediente quanto queria, então, em uma dessas levas de menino bondoso, o ensinou como gostava do sexo. Jinyoung aprendeu que adorava uma boa preliminar; que boas provocações lhe deixavam muito mais animado para o resto da noite; o disse inúmeras coisas que queria fazer, sendo todas elas nunca feitas, porque nunca encontrou uma pessoa que quisesse fazer consigo.

De fato, o Im tinha seus fetiches um tanto exagerados.

Em sua cabeça, seria muito ridículo dizer a Jinyoung, no primeiro encontro, que seu sonho era alguém lhe derramar chocolate em seu corpo. Oh, sim, era ridículo, porém, ambos queriam apenas sexo e nada mais que isso. Era uma foda casual com um desconhecido apresentado por um amigo em comum, então, tudo o que tinham que fazer, era deixar as palavras morrerem e o único barulho se fazer presente era o das roupas saindo dos corpos e dos gemidos que eles dariam a noite inteira.

O encontro em busca da foda perfeita, rendeu aos dois uma noite um tanto diferente do que pensaram. Conversaram no meio da sala do Im, sentados no chão, enquanto se embebedavam bem mais que o permitido para a manhã seguinte. Não era do feitio de Jinyoung querer conhecer o cara que só iria lhe foder e que no outro dia, nem iria fazer questão de saber o nome e que o número de telefone, logo seria excluído. Não gostava de repetir figurinhas, contudo, Jaebeom não era o tipo de cara a ser somente colado de uma vez no seu álbum. Talvez, o descolasse sem querer por muitas vezes, apenas para ter a devida chance de o colar novamente.

Jaebeom não era o tipo de cara que estava acostumado a conversar, muito menos, a ir para cama. Ele era diferente e seu radarzinho para pular fora apita toda vez que o maldito sorriso do músico se fazia presente no rosto lindo e a droga das pintinhas gêmeas na pálpebra davam seu ar da graça, afundando Jinyoung e todo o seu discurso hipócrita de que ser solteiro é a melhor coisa do mundo.

Oh, deveria ter caído fora, assim que o outro lhe convidou para conhecer seus gatos. Jinyoung realmente quis rir da sua desgraça quando chegou ao apartamento do outro e realmente foi apresentado aos gatinhos do Im. De fato, pensou que Jaebeom havia usado aquela desculpa somente para lhe levar para cama e ter um motivo para lhe tirar do restaurante que estavam. E céus, naquela noite estava com um fogo astronômico. Tinha um homem gostoso na sua frente, bom de papo e que tinha uma pegada boa demais, contudo, o maldito era um badboy disfarçado de garotinho do lar.

Quando pisou no apartamento, viu que sua noite já não poderia ser mais como imaginou. Ao invés de se jogar no colo daquele homem e só sair dali quando nem mais forças tivesse para lembrar seu nome, tudo que teve foi um convite para se sentar, um drink e fotos… inúmeras fotos dos gatos e lugares curiosos. 

A voz cativa e totalmente cheia de orgulho em cada palavra dita, fez Jinyoung esquecer o real motivo de estar ali. Gostava de fotografia. Gostava de gatinhos e não soube porquê gostava tanto de ouvir Jaebeom falar e falar sobre sua vida. Quando se deu por conta, já estava falando sobre si, como nunca falou com outro alguém. Sentia-se confortável com Jaebeom. Ele lhe entendia, ria das suas coisas trágicas e vergonhosas, logo se desculpando e voltando a rir, sem fingimentos ou preocupado se lhe agradaria. E era uma risada gostosa que contagiava Jinyoung que há tempos não sentia aquela agitação no peito.

Madrugaram noite adentro, até que o celular do Im tocou, informando o horário e fazendo ambos se olharem surpresos por estarem na mesma posição há horas e nem se deram conta do acontecido.

Jinyoung foi o primeiro a levantar, dizendo que teria que ir pelo fato de trabalhar. Jaebeom lhe perguntou se queria uma carona, alegando que também precisava trabalhar. Jinyoung optou por não querer a ajuda do outro, já tinha passado dos seus limites para um encontro. Então, na hora de se despedirem, nenhum dos dois sabiam o que fazer. Jaebeom estava na porta, com a mão na maçaneta, enquanto Jinyoung encontrava-se do lado de fora, olhando o Im sem saber o que falar, pela primeira vez na vida. Os olhares trocadas e a maneira como se fitavam era tensão sexual pura, evaporando de suas peles.

Fora em um rompante que Jaebeom puxou o Park para um beijo afoito, que fora muito bem correspondido. Jinyoung enroscou seus braços ao redor do pescoço alheio, ouvindo o barulho da porta ser fechada com brusquidão e logo depois, suas costas já encontravam a madeira. Céus, valera cada segundo por aquele momento.

O barulho das coisas caindo, enquanto caminhavam desajeitados, sem desgrudarem os lábios um do outro, era excitante… demonstrava o quanto estavam necessitados um do outro.

Jinyoung correu suas mãos pelo corpo do Im, distribuindo chupões pelo pescoço do mesmo, à medida que tirava a camisa com botões e que o deixava sexy demais.

Sete horas da manhã e os vizinhos do Im, presenciavam os altos e incessantes barulhos vindo do pequeno apartamento. Jaebeom e Jinyoung naquele momento não se importavam com nada além de simplesmente se beijarem e se aliviarem, ambos usufruindo dos seus corpos para tal ato.

Não eram certos nenhum pouco e tampouco queriam ser. Eram dois loucos com muito tesão acumulado e com vontade de se sentirem, pelo menos uma vez na vida, bem com um orgasmo bem dado.

Perderam a hora do trabalho, ambos ganhando sermões dos chefes, contudo, quando estavam em seus trabalhos, nenhum dos dois conseguiam esquecer cada segundo vivido juntos. Jaebeom não conseguia se concentrar na droga do trabalho, pois a imagem de Jinyoung sobre a mesa da cozinha, enquanto o fodia com maestria e rudes era perfeita demais para ser esquecida em um canto qualquer de uma gaveta mais qualquer ainda.

Já Jinyoung, por outro lado, até tentava prestar atenção nos seus scripts, todavia, vez ou outra seus pensamentos eram levados até certo músico e na forma como seu corpo havia o tido tão profundamente bem. 

Oh, Jinyoung conhecia-se o suficiente para saber que aquilo não estava certo. Não era do seu feitio pensar em um cara no qual teve uma foda na manhã seguinte a um encontro. Não, não era e por isso, caçara seu celular para apagar o contato do outro, pois assim, não teria maiores dores de cabeça e nem seu coração — ou quiçá, bunda — pensar no ruivo.

Maldito seja todos os ruivos do mundo com pintinhas na pálpebra!

Jinyoung estava prontíssimo para excluir o contato, contudo, não seria educado da sua parte não responder o meliante que tinha uma mensagem piscando em seu ecrã. Oh, se fosse outro, Jinyoung ignoraria facilmente, porém, não era qualquer um, e por mais que fosse, não conseguia controlar sua vontade e curiosidade absurda para saber o que o outro queria consigo.

Jaebeom poderia muito bem ser o tipo de cara, como tantos outros que só fodem e depois vão embora, como se nada de muito interessante tivesse acontecido. Só que Jinyoung surpreendeu-se mais uma vez: Jaebeom não era como os outros e ao responder aquela foto do gato do Im, com a legenda relatando que ele teria que  levar os "filhos" ao psicólogo pelo barulho que fizeram, lhe fez rir espontaneamente e logo, responder o outro sem notar o sorriso sincero e divertido dançar nos lábios. 

Depois daquela manhã, eles encontraram-se outras e mais outras e tantas outras vezes, até que Jinyoung visse que ambos eram bem mais que parceiros de cama e de festinhas por aí. Estavam se tornando mais que isso e o Park não gostava nem um pouquinho daquilo.

Buscou se afastar inúmeras vezes, mas toda vez que fazia, algo dentro de si clamava pelo outro, então, foi em uma de suas crises sobre relacionamentos que propôs ao Im para que somente ficassem… que fossem parceiros de sexo e apenas isso. Jinyoung deixou claro que não queria mais saber dos gatos do outro, nem das fotografias e composições, assim como, nada mais relativo ao pessoal e até mesmo profissional. Acreditava que sendo só sexo tudo estaria resolvido. Um dia ou outro logo esqueceria do Im e tudo voltaria ao normal, todavia, o destino ou qualquer coisa que fosse gostava de lhe sacanear.

Não pensou que Jaebeom toparia no mesmo momento sua ideia maluca, mas ele aceitou e cumpriu com todas as suas exigências. E puta merda, aquela obediência do Im era o seu ponto fraco demais. Jinyoung não podia negar o quanto gostava da forma como Jaebeom sempre parecia prestativo, mas sabia que o modo dele se detinha somente ao externo, porque, quando ambos estavam a sós, com os hormônios falando mais do que necessitavam, ah, Jaebeom se transformava totalmente. E Jinyoung gostava… adorava demais.

— Mais rápido, Beommie… — Implorou, curvando mais o corpo.

Oh, ele e Jaebeom amavam aquela posição por demais. Ficar de quatro nunca fora sua posição favorita, porque nunca pegara um cara que soubesse lhe dar prazer daquela forma. Jaebeom parecia conhecer seu corpo milimetricamente, fazendo Jinyoung achar tal conhecimento um absurdo, pois céus, se um disse ocorresse de se distanciarem, não iria esquecer aquele homem e pegada tão cedo.

E talvez fosse realmente por aquilo que estava ali, na verdade, queria pensar que fosse. 

Jaebeom fodia bem e era por tal motivo que tinha lhe feito a proposta. Bom, era o que realmente queria acreditar. Conforme ambos foram se adequando ao novo "relacionamento" que tinham, ambos íam se conhecendo mais. Informando o que gostavam e tinham vontade de fazer. Em uma noite qualquer, Jinyoung havia confessado entre risadas que seu sonho era gozar enquanto faziam um bom beijo grego em si. Entre risadas, ousou dizer que tal sonho era ridículo, pois aquilo nunca aconteceria. 

Então, fora surpreendido pelo Im, com um sorriso sacana e um arquear de sobrancelhas.

"Você duvida que eu faça você gozar?"

Jinyoung riu do outro, aos poucos cessando os risos conforme o sorrisinho pertinente e o olhar exalando desafio lhe fitava.

”Você não iria conseguir…" Não soube explicar o porquê seu tom saiu tão baixo e algo dentro de si se remexia cheio de ansiedade e excitação.

"Ah, Nyeongie…" 

Dentro daquele contrato que ambos tinham, dito e feito boca a boca, Jinyoung havia deixado claro que apelidos estava fora de cogitação, porém, Jaebeom sempre ousava quebrar certas cláusulas que mexiam diretamente no seu coração.

E naquela noite — por mais que não admitisse — somente aquele apelido era capaz de lhe fazer gozar com gosto.

Jaebeom avançou sobre sua boca, lhe beijando com avidez e lhe fazendo gemer derretido e surpreso com os toques brutos em sua cintura. Não era permitido beijos, contudo, não ousou distanciar o ruivo. Não soube explicar a sensação que sentiu ao ser virado com rapidez e maestria, sendo posto de quatro, logo tendo suas calças abaixadas sem nenhuma delicadeza. 

Sentiu o tapa forte em sua nádega, que ocasionou em um morder de lábios fortes. Não podia ser tão sensível aos toques alheios. Céus, sentia-se submisso demais ao outro daquela forma. E todas as beteiras sujas que Jaebeom lhe dizia eram o seu fim. Contudo, a boca alheia do outro em si, lambendo e lhe chupando com vontade… fazia-lhe revirar os olhos em prazer.

Jaebeom não tocou em seu membro, tampouco lhe beijou a boca ou tocou alguma parte do seu corpo além da sua bunda com sua língua. E se Jinyoung duvidava que poderia gozar somente com uma língua em seu cu, puta merda, duvidas era a última coisa que lhe restariam depois daquele orgasmo.

— Eu adoro como essa sua bunda engole o meu pau, sabia? — Curvou-se sobre o outro, o estocando com mais vontade. 

— Jae-ah… — Chamava estarrecido, sem controle do volume da sua voz.

— Grita mais o nome do macho que sabe te foder. Ninguém faz melhor que eu né, Nyeongie?! — Puxou os fios castanhos, deixando o corpo do outro mais arqueado.

— Ah, seu filho da puta! — Gritou, sentindo o polegar do outro sobre sua glande, impossibilitando que gozasse mais uma vez naquela noite.

— Você foi péssimo hoje, Jinyoung. Acha que é quem para achar que tem o direito de fazer barraco no meu trabalho, em?

As estocadas ficaram mais rápidas e sem nenhum pingo de delicadeza. Jinyoung rebolava a bunda sobre o pau do outro, derretendo-se com a sensação da sua próstata sendo surtada pelo outro.

— Eu sou aquele que você adora comer e que seu pau ama. 

Rebolou vagarosamente, contraindo o ânus e fazendo Jaebeom gemer rouco. Afundou o rosto no travesseiro, empinando mais a bunda e gemendo sem pudor algum o nome do mais velho. Se Jaebeom não o deixaria gozar, oh, também não o deixaria fazer.

— Yah, Nyeongie… suas declarações amorosas comovem o meu coração.

O tom sarcástico fora sentido na pele. Jinyoung conhecia cada jeito do Im durante o sexo. Ambos se exploravam muito bem e detinham conhecimento sobre o corpo um do outro. E Jinyoung sabia que aquele tom usado, dedicava-se a momentos que Jaebeom queria esconder algo e droga, o acastanhado sabia muito bem do que se tratava.

Dentro do que tinham, Jaebeom sempre se mostrou mais aberto a levarem seja lá o que eram, para algo mais sério. Sempre fora Jinyoung que fugia de qualquer assunto que remetia a um relacionamento.

— Você sabe o quão romântico eu sou, não é?

— Ah, eu sei sim, por isso eu adoro te foder.

Jaebeom queria falar bem mais que aquilo, contudo, conhecia os limites que deveria alcançar.

E se tinha algo que transformava Park Jinyoung, era relatar sobre sentimentos. Jaebeom sempre buscou ser o mais sincero possível, mas ser sincero era sucumbir certas verdades que gritavam para serem ditas. Não podia usar palavras, então, era através dos toques que demonstrava ao outro tudo o que sentia. Queria fazer Jinyoung se sentir único e especial, talvez por isso e por tantos outros motivos tivesse aceitado a loucura daquele contrato imposto em meio a uma conversa após ambos terem se afastado, para logo depois, matarem a tensão sexual e a vontade de foderem. Pelo menos era isso que Jinyoung lhe dissera, todavia, para Jaebeom, não era somente aquilo. Ele gostava de Jinyoung e sentia falta da companhia dele. Sentia falta das risadas, do modo como seus olhos se fechavam e formavam ruguinhas nos cantos; o jeitinho que ele se comportava diante de situações extremamente chatas e tediosas, destilando seu sarcasmo por aí. Era a maneira que ele havia encontrado de se defender e Jaebeom entendia aquilo, só não compreendia o porquê de Jinyoung querer achar que faria o mesmo que tantos outros.

Jaebeom era fiel e estava sendo fiel até mesmo, dentro do que estavam tendo, sem nenhum rótulo. Sendo apenas um caso indefinido e, o pior de tudo, é que gostava tanto daquele garoto que nem se importava mais com o nome da relação que tinham.

Gostava tanto que sempre daria o seu melhor a ele e não foi por menos que o fez gozar ruidosamente naquele momento, deliciando com o gemido alto e bem gasto vindo do mais novo.

— Você é gostoso demais Jinyoung! Puta merda. — Caiu para o lado, após atingir seu  orgasmo com as reboladas infames e em pura provocação do outro.

— Diga algo que eu não saiba? — Falou cheio de si, virando o rosto e observando Jaebeom se livrar da camisinha e caminhar até banheiro.

— Meu pau ama você! — Riu baixo, com a voz vinda do outro cômodo.

— Eu disse algo que eu não saiba! — Aumentou o tom para se fazer ouvido, voltando a afundar o rosto no travesseiro e descansar um pouco, até ter forças para ir embora.

— Se eu disser… você vai me dar um belo pé na bunda.

Voltou ao quarto com uma toalha úmida em mãos, esgueirando-se até Jinyoung, que resmungou com o toque frio.

— Vai dizer o que sobre mim? — Soou baixo, sendo virado pelo outro.

— Nada que irá agradar seus ouvidos. — Sorriu, passando a toalha pelo corpo do outro com cuidado.

Jinyoung notava os movimentos do outro e aquilo não era o certo a se deixar ser feito, contudo, não podia simplesmente negar que não gostava daquele cuidado. Não tinha malícia, tampouco outras intenções além de cuidado e preocupação. Jinyoung detestava quando sua mente fazia o papel de juíza e ficava comparando Jaebeom e os outros caras que já se envolveu. Até mesmo o seu ex marido — se é que o podia chamar assim —, ser tão cretino que lhe fizera ficar daquela forma, entrava no páreo de comparação. 

— Já disse que não precisa disso! — Tentou soar irritado e tirar a mão do outro de si, contudo tudo era uma defensiva que não significava nada ao ruivo.

Jaebeom tirou a mão de cima da sua e o ignorou completamente, fazendo Jinyoung suspirar frustrado e levar o braço até a frente dos olhos e o deixar ali.

— Você não deveria fazer isso! Por que você não consegue agir como um cretino? — Voltou a olhá-lo, pondo-se sobre os cotovelos.

Jaebeom estava de joelhos no meio das suas pernas, olhando-o como se pudesse descobrir tudo de si.

— Vai ver eu não sou como todos. — Soou simplista, arrancando um riso sarcástico do acastanhado.

— Youngjae me vendeu um produto totalmente errado de acordo com a embalagem, sabia?

— Ah, é? E o que ele te vendeu? — Perguntou curioso, mesmo que soubesse da história.

— Que eu iria me encontrar com um verdadeiro fuckboy, badboy das meninas, todo foda-se para a vida.

— E o que você encontrou? — Ria em meio a pergunta.

— O que eu encontrei? Eu encontrei o total oposto! Você é uma fraude!

— Eu sou, é? — Ficou sobre o Park, aproximando-se com cautela.

Conhecia-o como a palma da sua mão. Aquele era o momento do Park se encontrar na defensiva e tudo que precisava era apenas amansar a fera.

— Você é! — O olhou firme, usando do seu tom arrogante, que causou um riso curto do Im.

— Você também é. — Falou baixinho, roçando seus lábios nos carnudos e vermelhos do garoto.

— Eu não sou uma fraude, coisíssima nenhuma! Você que é!

— Youngjae me disse que tinha um amigo escritor, romancista que adoraria se aventurar em uma relação. Ele também me vendeu um produto errado, sabia?!

— Nós dois sabemos que minhas histórias não condizem nenhum pouco comigo.

— Tem razão. Você nunca seria capaz de se apaixonar, não é mesmo? Tudo para você se resume a sexo e todos os homens do mundo são cretinos, infiéis e mentirosos, segundo a grande fonte, Park Jinyoung. Estou certo?

— Es-está certíssimo! Homens não prestam. Não sei nem porquê eu gosto. — Engoliu seco, sentindo na pele o quanto o olhar do outro lhe desestabilizava.

— Já parou para pensar que nem todos vão fazer como uns e outros já fizeram contigo?

— Não foi só comigo, Jaebeom! Youngjae também já passou por isso. Minha mãe passou e sabe-se lá mais quantas pessoas! Eu não sei nem porquê eu estou tendo essa conversa com você! — Empurrou o Im somente para sair da cama e caçar suas roupas.

— Youngjae encontrou alguém capaz de o fazer feliz. Ele está com Jackson, que diga-se de passagem, é o teu melhor amigo. E sua mãe… até ela está se dando uma chance de ser feliz. Por que pra você é tão difícil?

— São exceções, Jaebeom! Exceções! 

— Por que você não pode dar uma chance para a gente?

— Que pergunta absurda é essa? — Olhou-o, vestindo a primeira blusa que vira.

— Não há nenhum absurdo na minha pergunta! 

— Claro que há! Nós só fodemos ocasionalmente, Jaebeom! É você que põem na sua cabeça iludida que temos algo! Você! 

— Tem razão, sou eu mesmo. Quer saber a resposta da sua pergunta de antes? Sobre algo que você não sabe e eu ainda não lhe disse? 

— Jaebeom, você nem… 

— Eu gosto de você. Na realidade, eu te amo e me dói saber que para você eu sempre vou ser só mais um na sua lista. Talvez eu deva ficar feliz por ser o seu favorito, pois eu sei do que você gosta e como gosta. Mas tem vezes que só o seu corpo e tudo o que a gente faz entre quatro paredes não é o suficiente. É só sexo para você, só que para mim não é. Acho que você não sabe, mas eu não sou como a droga do teu ex marido e nem muito menos, os caras no qual se envolveu. Eu sou homem, Jinyoung e não um moleque qualquer! Nós dois, assim que os vimos, percebemos que não éramos nada do que Youngjae ou Jackson nos falaram. Nós vimos e mesmo assim, continuamos e eu fui um tolo por achar que poderíamos ter algo. 

— Você não pode me amar! Jaebeom… você… argh! Qual o seu problema? 

— O meu problema é te amar. Esse é meu problema. — Disse pesaroso, e mesmo que Jinyoung lhe encarasse naquele momento, preferia apenas observar o vazio do quarto, sem que Jinyoung estivesse ali.

Pensava consigo que assim que se declarasse, o outro sairia correndo após gritar e espernear consigo. Contudo, Jinyoung apenas estava ali, parado e lhe olhando com um olhar que pela primeira vez, não sabia o que poderia significar.

— Vou fazer algo para comer. Fica aí, porque se eu bem te conheço, você não comeu o dia inteiro e também não quero que você saía nessa chuva dirigindo. É perigoso. — Falou no seu tom normal, indo até a saída do quarto.

— Será que você pode parar de agir assim? — Alterou o tom, seguindo os passos do Im pelo corredor. — Agir como se fosse a droga do meu namorado! Sendo que você sabe muito bem o que temos.

— Não, não posso! — Parou, falando alto também. Virou seu corpo, encurralando Jinyoung contra a parede. — Não posso e nem vou, porque eu te amo! Se você não entendeu, eu sinto muito, mas o mundo não pode fazer as suas vontades, querido. Queria eu que meus sentimentos de resumissem a somente sua bunda, sabia?

— Tenho certeza que você seria bem menos idiota! 

— Tem razão. Seria mais fácil achar outras bundas por aí. — Apertou a mencionada, fazendo Jinyoung travar o maxilar. — Seria bem mais fácil procurar outros corpos… outra bocas… — Roçou os lábios sobre os alheios, notando Jinyoung tencionar com o toque.

Não beijavam-se desde que tinham entrado naquela coisa de contrato. E Jaebeom sentia-se enlouquecer com aquilo.

— Você não procura porque não quer. — Soou firme, por mais que dentro de si, somente aquela frase revirava inúmeras coisas.

Não queria pensar em Jaebeom tocando outros, tampouco chamando alguém para conhecer seus gatos, mencionar sobre as fotografias; mostrar suas composições secretas e dividir com tal alguém, seus sonhos e conquistas. Era egoísta quando se tratava de Im Jaebeom e sabia que não tinha direito sobre tal.

— Pra quê? Para você ir ao meu trabalho e fazer barraco, é? Comportar-se como uma devida garotinha insegura, que não aguenta ver o macho dela levar uma cantada qualquer?

— Seu cretino! — Xingou-o por jogar aquele seu momento de descontrole na sua cara. — Eu não fiquei inseguro! 

— Ah, não?!

— Não! Por que raios eu ficaria inseguro com aquela garota com você, seu idiota? — Sentia-se nervoso e acuado com o olhar ganho.

— Bom, então eu poderia ligar para ela e a chamar para sair… 

— Faça como bem entender! — Não entendia o porquê seu coração estava acelerado, tampouco, o porquê aquela ideia do Im encontrar aquela garota lhe incomodava.

— Talvez eu devesse mostrar meus gatos para ela, né? Será que ela gosta?

— Ah, deve adorar. Vocês fazem um par perfeito, sabia?! 

Jinyoung tentava se soltar dos braços alheios, contudo, seu corpo parecia fraco conforme imaginava Jaebeom nos braços de outra. 

— Será que ela vai gostar das minhas composições? — Jinyoung parou os movimentos, levando os olhos um tanto úmidos até o Im, que mantinha um sorriso cretino nos lábios. — Qual música eu mostro a ela? Prove It… Save You…? Quem sabe Ride ou Deeper, não?

 

Não! Definitivamente não! Jaebeom não ousaria mostrar aquelas músicas a uma qualquer, não as músicas que tinha escrito para si. Pois sim, Jaebeom havia lhe escrito músicas, alegando ser a inspiração dele. 

Quando foi informado daquilo, apenas disfarçou seu nervosismo e desconcerto com um riso hilário, que de hilário só tinha a reação do seu peito e coração que parecia querer sair pela boca.

— Você não vai!

— E por que, não?

— Porque são minhas músicas! — Enfatizou bem a sua posse. — Você fez para mim! 

— Não sabia que você era tão possessivo com um arranjo de palavras.

— Eu sou possessivo com o que é meu. E aquelas músicas são minhas. — Assegurou cheio de si. 

— Então, mostrarei outras. 

— Mostre. Aproveita e se fode junto com ela. — Empurrou-o, saindo de perto dele, afinal, precisava raciocinar.

Seu cérebro pareceu ter dado um pane com toda aquela enxurrada de informações.

— Me solta! — Falou alto, tentando se esquivar do outro.

— Você nem ouse sair desse jeito com essa chuva!

— Você se importa com isso, é? Pois deveria me despachar logo, aí você pode chamar a garota do RH sem problemas. Não quero empacar a sua foda, Jaebeom. — Soou presunçoso.

Caminhou pela sala procurando vestígios das suas roupas, mas elas pareciam ter sumido. Jaebeom sentou-se sobre o sofá, ainda totalmente nu, e ficou observando os movimentos do Park de um lado ao outro.

— Eu até queria… — Começou com tédio na voz. — Até queria foder outro alguém. — Obteve a atenção do Park, que lhe fitava com um olhar furioso. — E eu até tentei quando você disse que não queria nada comigo e no dia seguinte sumiu. Mas eu não consegui… eu não consigo pensar em outra pessoa além de você; não consigo sentir prazer nem vontade de beijar. Eu não sei qual é a mágica que você fez Jinyoung, mas eu não consigo e nem quero, tampouco, sei pensar em outro. 

— Isso só é pelo sexo, Jaebeom. A gente se acomodou no que construiu, sabe?! Damos prazer um ao outro e é isso que nos faz ficarmos juntos. Sexo, apenas isso. Uma hora ou outra, o tesão vai embora e a gente segue nossa vida.

— Você quer achar outro alguém?

— Você sabe que não é bem essa pergunta a ser feita!

— Jinyoung… 

— Jaebeom, por favor. Eu não tenho saco para romantismo em um momento como esse. Com você esparramado no sofá todo pelado e com esse olhar de cachorro que caiu da mudança. Francamente!

— Alguma vez você já teve romantismo?

— Já sim! E sabe o que isso me custou? Um belo par de chifres no dia da minha lua de mel. Pessoas românticas não sobrevivem no nosso mundo, Jaebeom. Aprenda.

— Tenho que concordar com você. — Olhou sincero ao outro que lhe sorriu cheio de si. — Todos os dias pessoas românticas, assim como eu, desaparecem por causa de pessoas como você. 

Não viu o murchar do sorriso presunçoso, nem muito menos o olhar vago do Park.

— Vou fazer a nossa janta. Vai vestir algo, antes que você se resfrie. — Levantou-se do sofá, indo até o quarto e pegando algo para vestir.

Foi para a cozinha em silêncio, sem trocar olhares com o outro. Jinyoung lhe confundia inúmeras vezes se pegasse apenas um dia.

Ele dizia que não queria nada profundo entre os dois e que detalhes de suas vidas pessoais e profissionais não lhe interessava, mas era o primeiro a lhe mandar mensagem após uma reunião perguntando como estava, sendo que até mesmo mensagens assim, estavam fora do contrato.

Lhe proibia de dizer apelidos, mas na hora que estavam perdendo-se em prazer, era o primeiro a lhe chamar pelo apelido; Lhe confundia também quando insistia em lhe convidar para alguma festa da editora, alegando que queria sua presença consigo. Jaebeom não conseguia entender como mudavam da água para o vinho e tentava buscar o porquê de ter se apaixonado por uma pessoa tão diferente de si em relação ao coração.

Não entrava na sua cabeça como deixou seu coração se interessar por aquele garoto. Jinyoung não era o tipo de cara que queria, tampouco, quis se relacionar. E só aceitou as súplicas de Youngjae para aquele encontro, pois a imagem que lhe foi descrita, era totalmente diferente da que concluiu ser Park Jinyoung.

Queria alguém que gostasse das mesmas coisas que si, conseguiu isso, não negava. Jinyoung e ele tinham gostos iguais, contudo, quando se tratava de relacionamentos, os pensamentos se divergiam um do outro.

Jinyoung não era o garoto doce e nem romântico que Youngjae lhe dissera e por mais que aquilo estivesse estampado no rosto alheio, o Im acreditava que lá no fundo tudo aquilo não passava de uma máscara… uma armadura para se defender do mundo. Jaebeom só queria fazer Jinyoung entender que ele não era o mundo para tentar se defender de si.

— Vai ficar parado aí criando raízes? — Soou apático, mexendo os legumes na panela.

— Eu faço o que eu quiser!

— Então, faça. — Respondeu no mesmo tom, revirando os olhos com a infantilidade do outro. 

Jinyoung observava o Im, enquanto caminhava até uma banqueta, sentando-se e fingindo desinteresse nos movimentos do outro. Jaebeom estava só com uma calça moletom, enquanto mexia na droga da panela e aquela visão era perfeita e levava os pensamentos de Jinyoung até uma possibilidade de como seriam ambos ali, dividindo de uma intimidade maior ainda, com alianças nos dedos assegurando um título à relação e contas em conjunto. Aquilo arrepiava Jinyoung da cabeça aos pés, porém, pensar tudo aquilo com Jaebeom era diferente se pesasse na balança com tantos outros.

E, droga, odiava admitir o quanto ele era diferente dos demais.

— Coma tudo. — A voz mandona lhe despertou da sua linha de raciocínio, assim como, o cheiro do prato posto à sua frente.

Jinyoung fechou os olhos por milésimos de segundos imaginando mil e uma formas de enganar aquele homem. Porra, por que ele tinha que ser tão perfeito? Por que ele tinha que saber exatamente como lhe amolecer e outra, como ele ousava se sentir no direito de lhe fazer se sentir daquela forma… especial? Amado?!

— Você é um ridículo! 

Jaebeom conhecia aquele emprego de frase e não dispensou o pequeno sorriso que surgiu. 

— Está ruim, Jinyoungie?

— Vai tomar no cu! — Falou com raiva, enfiando garfadas generosas na boca.

Jaebeom era um maldito badboy fajuta, que só usava da sua jaqueta de couro e cabelo rebelde para lhe distrair do real jeito que ele era. Novamente um maldito, mas dessa vez, um maldito dono de casa, prendado, gostoso, carinhoso e o verdadeiro sonho de consumo de qualquer sogra.

Puta merda! Jaebeom não tinha o direito de fazer aquilo consigo.

— Vai dormir aqui. — O Im inquiriu, observando o movimentar do Park pela cozinha.

— Isso não está no nosso contrato. — Virou-se, olhando fixamente Jaebeom.

— Foda-se o contrato. Você não vai descer a estrada com essa chuva. Já lhe disse. — Pôs o prato dentro da pia e voltou sua atenção a Jinyoung.

— Você não manda em mim!

— Jinyoung, olha só… eu vou arrumar a cama para você, okay?! E você vai deitar lá e dormir bem quietinho. 

— E você? — Quis saber, soando como desinteressado.

— Eu vou terminar uma composição no estúdio. Quero me distrair. 

— Ah, e vai ficar compondo a noite toda? — Seguiu o ruivo, que já se encaminhava para o corredor.

— Vou, algum problema?

— Nenhum! Você faz o que quiser da sua vida.

— Ainda bem que você sabe.

— É, e eu também faço o que quiser e eu vou embora.

— Mas não vai mesmo. Já disse que não vou deixar. — Segurou-o pelo braço, o trazendo para perto de si.

— Você não é nada meu.

— Tem razão e mesmo não sendo nada seu, eu me preocupo com você, porque eu sou um idiota e não quero correr o risco de perder as migalhas que você me dá e nem você. Por favor, não sai nessa chuva.

A súplica desmontou qualquer armadura que Jinyoung tinha constituído até ali. Sabia dos riscos que corria se pegasse a estrada, ainda mais aquela, na qual dava ao apartamento do outro. Jaebeom morava afastado do centro, um lugar bem silencioso só para pessoas que queriam sossego, coisa que eles não davam aos vizinhos com toda certeza.

— E-eu fico. Mas fico porque não estou com vontade de dirigir. — Desdenhou, tentando se esquivar do ruivo.

— Ótimo. Está um pouco cedo, se quiser olhar alguma coisa fique a vontade. Vou consertar o estrago que você fez.

— Estrago?! Eu não fiz nada!

— Ah, claro que não! Sua ceninha patética de ciúme não fez estrago algum.

— Ceninha de ciúme? Você está maluco? — Seguia o Im, enquanto o mesmo se locomovia até o segundo andar, onde dedicava o seu estúdio protegido bem o suficiente para não causar problemas aos seus vizinhos. 

— Jinyoung, você é patético! 

— Olha quem fala! Você que é, ainda mais depois de dizer que me ama. — Riu sarcasticamente, adentrando o estúdio que conhecia milimetricamente.

Ele tinha o cheiro do Im, assim como, tudo dentro dele era o reflexo de Jaebeom. Tinha algumas fotos espalhadas graciosamente pelas paredes, a coleção de discos e coletâneas que muitos colecionadores dariam a vida por aquela raridade.

— Eu sou muito patético, sim! Amo um insensível como você. — Sentou na cadeira especial para passar horas ali, pondo o fone ao redor do pescoço, enquanto ligava os aparelhos necessários.

— Para de dizer que me ama! E eu não sou insensível! Você que é burro por me amar.

— Você, mais uma vez, está certíssimo! Agora quer sair? 

— Não, eu vou ficar aqui. — Cruzou os braços e bateu o pé. Todo mimado, bem do jeitinho que era e que fazia Jaebeom surtar internamente.

Céus, quem em sã consciência se apaixonaria por alguém como Jinyoung? Oh, sim, Im Jaebeom, sem noção alguma.

Jaebeom deu de ombros, revirando os olhos, porém, ao voltar sua atenção a enorme tela do computador, não poupou o sorrisinho alegre nos lábios. Gostava quando Jinyoung estava ali consigo, parecia que qualquer letra fluía melhor com a presença do outro. Até mesmo aquela que estava compondo e que significava um grito de liberdade.

Enquanto Jaebeom ajeitava o que iria precisar, Jinyoung sentou no sofá de couro, que já fora palco de muitas loucuras entre ele e Jaebeom. Ficou ali, inquieto, enquanto Jaebeom cantarolava algo ainda desconhecido por si. Não iria ficar sozinho naquele quarto, ainda mais com a estrondosa chuva do lado de fora. Por mais que não dissesse em voz alta, não gostava de ficar sozinho e era por isso e outros tantos motivos que sempre fora muito apegado a Youngjae e Jackson, contudo, ao se mudar para o Japão, permanecendo lá durante dois anos, ficou totalmente longe dos amigos e sozinho no país. Havia tido suas crises e muitas vezes Youngjae já fora lhe visitar, ficando consigo alguns dias até que pudesse se recuperar.

O medo de se estar sozinho era vindo de um trauma da infância que Jinyoung até os dias atuais buscava conciliar com o seu dia a dia. E estar na presença do Im lhe deixava seguro, mesmo que buscasse com todas as forças não transparecer aquilo. Preferia fazer o papel de desinteressado e esnobe. Não queria machucar-se novamente.

 

Seu olhar de repente se tornou frio

Eu nem sei quantas vezes brigamos hoje

Espere um minuto

Não faz mais sentido, há uma verdade agora

Então abaixei minha cabeça, o que é o amor?

Você sempre cobre minha boca e chama isso de amor?

Está uma bagunça, você me fez perder a pessoa que eu era

Eu tento segurar meu coração seco

Mas você já está tão embaçada que não consigo ver

Não ponha a culpa em mim

A culpa não é minha, é sua

Você só me culpa, e eu digo que não é bem assim

Mas você tapa os ouvidos e não ouve

Estou cansado disso, vou deixar tudo

Desaparecer, desaparecer, desaparecer

Está acabado agora, eu não quero te ver de novo


 

Jinyoung levou o olhar em direção a voz melodiosa que cantarolava algo diferente do que era acostumado a ouvir. Sentiu seu coração falhar à medida que entendia a letra e constatava que Jaebeom falava de alguém desconhecido para si. Ou pior que isso, talvez Jaebeom estava falando de si mesmo e aquilo começava a lhe doer. Não conseguia raciocinar direito diante daquela letra. Não acreditava que deixava Jaebeom daquela forma consigo. Oh, não, aquilo não podia ser para si.

 

Desaparecer, desaparecer, desaparecer

Está acabado agora, eu não quero te ver de novo

Desapareça, desapareça, desapareça

Não tem outro jeito

Eu tentei mudar por você

Eu tentei aguentar

Mas você continuou irritada comigo

Toda chance que você tinha, você duvidava de mim

Você pisou em mim até eu desaparecer

Eu não posso mais aguentar isso

Eu tento segurar meu coração seco

Mas você já está tão embaçada que não consigo ver

 

Jinyoung acreditava que aquilo não poderia ser para si. Jaebeom não cantaria de tal forma consigo ali dentro. Ele não faria isso e por mais que seu coração estivesse acelerado e certa insegurança se apossava do seu corpo, a coragem e curiosidade eram maiores no momento. Maiores de tal forma a fazer o Park se levantar e ir até o Im, sentando ao lado dele e notando-o concentrado na letra.

— Pra quem você escreveu isso? — Perguntou, tirando o fone do outro e ganhando a sua atenção.

Jaebeom pareceu voltar do seu mundinho e encarar o Park um pouco perdido, logo se recuperando ao constar o olhar vago e um tanto brilhoso vindo dele. E Jaebeom sabia bem o porquê daquele brilho, pareciam lágrimas acumuladas.

— Jaebeom… diz pra mim que isso não é para mim, por favor?!

O ruivo piscou os olhos rapidamente, tentando entender o porquê daquela súplica perante a si. Só então, notando que o arranjo estava tocando fora do fone  e que com toda a certeza, Jinyoung o ouvira cantar.

— Meu deus, Jinyoung! Claro que não. — Apressou-se em dizer, girando a cadeira levemente para encarar o acastanhado melhor. — Isso não é para você. Eu nunca faria esse tipo de música… para… 

— Para mim?

— É. Eu nunca faria isso para você. Nunca.

— É que… por milésimos de segundo pareceu. — Confessou um tanto envergonhado, trazendo a Jaebeom uma faceta que ele nunca viu. 

— Por que eu faria isso para você?

— Por que eu não correspondo às suas expectativas e… e eu te machuco com o que eu digo.

— Você não me machuca com o que diz, Jinyoung, tampouco vai contra as minhas expectativas. Eu sei muito bem o território que piso, não se preocupe. Sei que não quer um relacionamento porque tem seus inúmeros motivos e eu respeito, apesar de não aceitar. Fade Away nunca seria para você. Por mais que não tenhamos nada rotulado, não é assim que você faz eu me sentir. Eu realmente gosto de você e só topei essa loucura, porque eu realmente não consigo ficar longe. Você diz que tudo se resume a sexo, mas para mim isso está bem longe de somente sexo. Eu não vejo você só como a foda no final do dia. Quando a gente marca de se encontrar eu fico muito feliz, mas não é porque a gente vai transar a noite inteira, e sim, porque eu vou estar com você. Eu vou saber pelo seu olhar se você está cansado; pelo seu sorriso se deu tudo certo no seu trabalho. Você não é só corpo Jinyoung. Não quero só o seu corpo, eu quero mais, mais que sexo casual, um bom orgasmo e provocações.

— E-eu não posso te dar isso, Jaebeom… eu não posso. A gente é só se…

— Okay, Jinyoung. A gente é só sexo, é assim que você quer nos ver, não é? Somente sexo.

— É isso o que somos, Jaebeom… por que você quer dificultar? — Ouviu o ruivo rir soprado e balançar a cabeça em negação.

— Será que sou eu que dificulto as coisas, Jinyoung? Eu? — Olhou-o seriamente.

— E-eu acho que nós já esgotamos nossos momentos de DR’s, não? Nem somos um casal para fazermos isso. — Desconversou, passando a mãos pelos fios sedosos.

— Tem razão. Não somos um casal.

— É, não somos, nem muito menos seremos.

— Sim, até porque eu quero casar, construir família… quem sabe adotar uma ou duas crianças, né?! E nos domingos, acordar cedo para programar um piquenique para a família toda; as sextas-feiras seriam a noitada da pizza, eu fingiria que era um bom pizzaiolo, mesmo sofrendo para fazer uma… Eu buscaria as crianças na escola, talvez eu intercalasse com o cara que eu casasse, assim nós seríamos justos na nossa relação, porque dentro de um relacionamento tudo tem que ter equilíbrio. Então, nós nos encontraríamos no meio da semana, almoçaríamos enquanto falamos do nosso trabalho e reclamaríamos do quanto queríamos tirar férias. Nós iríamos planejar tudo, mesmo sabendo que até as férias das crianças, muitas coisas iriam mudar. Mas a gente continuaria ali, planejando e rindo e se beijando, sem medo de esconder o que tínhamos. — Olhava a tela do computador, com um sorriso nostálgico, enquanto imaginava cada cena na sua cabeça. — Realmente não somos um casal, Jinyoung… nunca seremos, não é? — Voltou o seu olhar ao Park, notando que ele não havia tirado os olhos de si, nem por um segundo. — O que eu quero não condiz com os seus planos. Você detesta casamentos. Odeia nomear uma relação e não quer nem pensar em ter uma. Você mais uma vez tem razão, Jinyoung… nós somos só sexo. Somente e nada mais que isso.

— Jaebeom… eu… 

— Eu sei, você não pode corresponder as minhas expectativas. Eu sei disso, Jinyoung.

— Se você sabe, por que… por que continua comigo? Continua se sujeitando as migalhas que eu te dou? Eu nunca vou ser como você quer, Jaebeom. Nunca. Não depois de tudo.

— Ele te machucou demais, não é?

— Eu queria ter tudo isso que você falou com ele, Jaebeom. Tudo e mais um pouco, mas… mas não aconteceu. Eu me machuquei e meu coração não serve mais para amar ninguém. Eu sinto muito.

— Eu só queria uma chance de te mostrar que eu sou diferente, mas eu vejo que nem isso você é capaz de me dar. E não é você que tem que sentir muito, Jinyoung. Não é você e sim, eu. Eu que sinto muito.

— Sen-sente muito por quê?

— Sinto muito por te amar e estragar o seu lindo contrato. Mas não dá mais para mim… 

— O-o que você quer dizer? — Perguntou nervosamente, secando uma lágrima teimosa que por muito quase caiu pelo rosto.

— Quero dizer que finalmente você está livre de mim, oras! — Sorriu, ou ao menos fingiu fazer.

— Jaebeom…

— Yah, Jinyoung… era o que você queria, não era? Você queria se livrar de mim, então, estou te dando o que tanto queria. Você não precisa mais se preocupar com o fato de eu ficar enchendo sua caixa de mensagens com perguntas bestas sobre como você está ou como foi o seu dia. Nem se preocupar com o meu jeito romantico quando a gente sai, assim como, a minha mania de sempre querer estar presente na sua vida, coisa que te irrita né?! Já que você diz sempre que agindo dessa forma, eu pareço ser seu namorado. Então, você não precisa se preocupar mais com isso. A partir de hoje, você não irá mais ter esse tipo de problema. Como você diz sempre, podemos ser somente amigos, sabe?! Até porque, com Jackson e Youngjae fazendo parte de nossas vidas, vai ser difícil não nos esbarrarmos por aí.

— Por… que?

— Por que? Bom, você sempre quis somente um cara para te foder, não era esse o seu propósito quando aceitou o convite de Youngjae para me encontrar? Então, estou sendo o cara que você sempre quis. O cretino, infiel e mentiroso. Todos os homens são assim, lembra?!

— Vo-você não é assim… 

— Rá, francamente, Jinyoung! — Levantou-se da cadeira, rindo em escárnio com a fala alheia. — Não sou? Tem certeza? E a sua generalização, uh? E o seu discurso de que todos os homens não prestam? EU sou homem, assim como você! Portanto, nós dois não prestamos, entendeu?! Você está livre Jinyoung. Livre! Sorria, querido. Estou deixando você… perfeito, não? Agindo adequadamente como um cretino de carteirinha. Eu devo me arrumar agora para encontrar outros, né? Falta a parte do infiel e do mentiroso.

— Jaebeom, para com isso!

— Parar com o que? É o que você quer. Eu não correspondo às suas expectativas e nem você as minhas, sendo assim, somos somente sexo, Jinyoung. Tudo o que você sempre nos resumiu. Sexo é sexo e pode ser feito com qualquer um, não é isso que você diz?

— Jaebeom… 

— Somos um caso indefinido, Jinyoung e eu estou pondo fim a isso. Eu não quero mais. Não fui feito para ter migalhas.

— Você sabia desde o início…

— Sim, eu sabia. Sabia, mas eu não sei se você sabe, por mais brega que isso soe, Jinyoung, a gente não manda no coração. Como eu disse antes, queria eu me apaixonar por sua bunda, seria muito fácil substituir por outra.

— Seria mesmo? — Levantou-se, caminhando perigosamente até o outro. — Seria fácil me substituir?

— Co-com toda a certeza. — Olhou para baixo, sentindo a respiração do outro colidir em si.

— Então, olha nos meus olhos e diz que é fácil me substituir. Que é fácil encontrar alguém como eu. Diz.

— Você acha mesmo que se eu puder encontrar alguém, vai ser como você? — Esquivou-se do Park, indo para o outro canto do estúdio. Maldita fraqueza que tinha pelo mais novo!

— Jaebeom, não fuja do que eu lhe pedi. — Puxou o Im pelo braço, o virando para si.

— Você não tem o direito de me pedir nada. — Soou baixo.

— Não tenho, mas mesmo assim, eu quero ouvir da sua boca. — Sussurrou rente a boca alheia, fazendo Jaebeom tensionar.

— Detesto quando você faz isso, sabia? Detesto! — Desviava o rosto do outro, odiando como ele tinha tudo de si com tampouco.

— Esquece essa coisa de me largar… esquece. — Pediu baixo, segurando a nuca do Im de forma possessiva.

— Jinyoung, você é um cretino, sabia?! Um cretino! Eu estou fazendo o que você quer, saindo do seu caminho, para de dificultar, caralho!

— Você não quer… eu sei que não quer… — Beijou o pescoço do outro, concentrando selares naquela região que sabia ser muito bem o fraco do Im.

— Você não presta, Jinyoung! Que droga!

— Você gosta… adora, sabia? 

— Eu não vou mudar de ideia. Eu quero desfazer nosso contrato, entendeu?! Desfazer. — Fechou os olhos, sentindo as mãos habilidosas apertarem sua cintura.

— Podemos colocar as suas cláusulas no contrato, que tal? — Mordeu o lóbulo da orelha alheia, fazendo Jaebeom arfar baixinho. 

— Você não vai me comprar com cláusulas, Jinyoung. Não vai.

— Me diz o que você quer, uh? Eu faço, mas com limites.

— Eu quero coisas simples, caramba! Coisas que você não pode me dar.

— O que é? Me diz. — Olhou nos olhos, afastando o rosto minimamente para observar cada mudança do outro.

— Eu quero mais que sexo… — Jinyoung suspirou, revirando os olhos com o possível discursinho que já sabia de cor e salteado. — Eu quero beijar você, como na primeira vez que a gente ficou.

— Quer só beijos? Mais contato entre a gente?

— Sim! Mais contato, mas não só beijos.

— O que mais você quer?

— Quero… quero que durma aqui duas vezes na semana… ou três. Traga suas roupas para cá, também, assim eu posso te levar direto para a editora.

— Jaebeom… 

— Quero também que a gente saia nas sextas com Jackson e Youngjae.

— A gente já faz isso.

— Mas eu quero como um casal.

— Não somos um casal! Qual a parte que você não entendeu?

— São as minhas cláusulas. É você que não está entendendo!

— Pois bem, continue, então! — Afastou-se, cruzando os braços impaciente.

— A gente tem que almoçar junto também.

— Todos os dias? ‘Tá maluco?

— Não todos os dias, mas algumas vezes na semana… quando os nossos horários baterem, entendeu? E você não pode mentir para mim. Também quero que a gente assista algumas coisas juntos ou faça, tipo, não só transar quando vier para cá. — Jinyoung revirou os olhos, já sentindo uma pitada de arrependimento. 

— Só isso?

— Não. Quero apelidos… poder chamar você pelos apelidos… e você também tem que me chamar.

— Ah, não! Nem invente. Apelidos estão fora de cogitação.

— É a minha cláusula, Jinyoung. Se não quiser, a gente acaba aqui. — Cruzou os braços da mesma maneira que o Park e o olhando de modo superior.

— “Jinny”, você vai me chamar somente assim!

— Não, todos te chamam assim. E eu não sou todos.

— Jinyoungie, então!

— Jinyoung, minhas regras, minhas cláusulas!

— Argh! Que seja. Mais alguma coisa?

— Hm… — Fingiu pensar, arrancando segundos de irritação vindas de Jinyoung.

— Não. Por enquanto não. 

— Ótimo, porque eu não iria suportar mais uma de suas exigências. 

— Eu estou há meses cumprindo as suas sem nenhuma reclamação, então, baixa a bolinha.

Caminhou até a cadeira, voltando a sentar sobre ela, enquanto era fitado pelo olhar do Park.

— Vai ser assim? — Perguntou se aproximando.

— Assim como?

— Assim! Sem nada…

— Do que você está falando? — Olhou-o por cima do ombro, enquanto arrumava o fone em um lado do ouvido.

— Im Jaebeom! Sempre quando a gente discute a gente se revolve.

— Mas a gente já está resolvido, não?

— Não! Eu estou puto com você. Então, se eu estou puto, consequentemente nós não nos resolvemos e se não nos resolvemos, significa que precisamos nos resolver.

— Jinyoung, eu tenho que trabalhar.

— Eu quero sexo. 

— Ah, sabia que estava esquecendo de uma cláusula. — Sorriu arteiro, girando a cadeira. — Sexo somente nas quintas e sábados, talvez um upgrade nas sextas, já que vamos sair com Jackson e Youngjae, mas nada certo.

— O quê? Você… argh! Nem ouse fazer isso!

— Minhas cláusulas, Jinyoung!

— Pois então, que se foda você e suas cláusulas! — Falou extremamente irritado.

Saiu do estúdio com o sangue fervendo e a raiva transbordando do corpo.

Jaebeom não conteve a gargalhada, voltando sua atenção ao trabalho. Sabia que Jinyoung não ousaria sair do apartamento. Jinyoung podia ser genioso e bem mimado, mas quando dava sua palavra ele a cumpria devidamente e Jaebeom confiava em si.

 

[...]

 

Já passava das duas e meia da manhã e Jinyoung revirava-se na cama, enquanto a chuva do lado de fora parecia ter aumentado mais do que de tarde. Jaebeom não havia voltado do estúdio ainda e desconfiava que não voltaria tão cedo, contudo, havia escutado do Wang que ele teria uma reunião cedo pela manhã e sabia como ninguém, o quanto ele adorava dormir e ficava mal disposto com poucas horas de sono.

Jinyoung não queria conhecer tantos hábitos do Im, tampouco, ficar pensando em como seria o dia dele caso não dormisse as sagradas nove horas de sono que ele tanto prezava.

Engoliu o orgulho e calçou os chinelos do ruivo. Tudo o que vestia era do Im e sentia-se tão confortável com as roupas largas e cheiro dele que aquilo lhe assustava, talvez lhe assustava bem menos do que a ideia de não ter mais Jaebeom para si. Talvez estivesse sendo egoísta propondo  todos aqueles absurdos ao outro, contudo, ninguém podia lhe julgar. Para si, era o mais certo a se fazer, diante da sua situação.

Subiu as escadas, chegando até a porta e a abrindo levemente. Jaebeom ainda mantinha-se sentado e com os fones de ouvidos. Contudo, diferente do que esperava encontrar, Jaebeom olhava para a tela do computador, passando algumas fotos enquanto cantarolava uma das músicas que havia composto para si e de todo modo, por mais que não quisesse ser atingido por aquilo, era impossível não se afetar.

Jaebeom observava algumas fotos no qual estava presente. Muitas delas era cochilando, coisa que fazia depois de ambos se satisfazerem, mas nada que durasse mais que vinte minutos, já que logo em seguida, dizia que precisava ir embora.

“Realmente não somos um casal, Jinyoung… nunca seremos, não é?”

Realmente, nunca seriam e Jinyoung sabia disso perfeitamente, porém, algo dentro de si insistia naquela loucura. Havia se desesperado com a menção de acabarem com tudo aquilo. Não queria perder Jaebeom, mesmo que lhe disse que nunca seriam um casal ou que nem ao menos, conseguiria corresponder às expectativas dele. 

 — Jaebeom… — Murmurou baixo, tirando os fones do mesmo e o assustando.

— Yah! Quer me matar do coração?

— Deixa de drama. Vamos dormir, eu ‘tô com sono.

— Mas você pode dormir na cama, já lhe disse.

— Mas eu não quero dormir sozinho! Saia daí.

— Eu não terminei o meu trabalho.

— Seu trabalho é ficar olhando fotos minhas no computador? — Arqueou a sobrancelha, vendo Jaebeom ficar com o rosto avermelhado por ter sido pego em flagrante.

— Eu estava arrumando essa pasta de fotos. — Disse nervosamente.

— Ah, é? E o que tem aí? — Soou extremamente curioso, inclinando o corpo sobre o do outro.

— Jinyoung, não… — Pediu, já tarde demais conforme Jinyoung movia o mouse e olhava as fotos.

Boa parte do conteúdo ali, eram capturas dos gatinhos do Im, momentos com os amigos e fotos do Park. Jinyoung não queria saber do porquê estava ali, principalmente, pelo fato do seu coração se sentir aquecido com o que via.

— Eu poderia processar você, sabia? Isso são quase nudes meus! E se um dia a gente terminar com o contrato e você resolver soltar tudo isso na internet?!

— Do jeito que você implora para eu não largar do contrato… acho meio difícil a gente terminar com ele, né?! — Soou cheio de si, fazendo Jinyoung revirar os olhos.

— Idiota! — Fechou todas as abas do computador, logo desligando-o e se virando para o Im. — Vamos dormir, agora.

— Eu não acredito que você desligou… Jinyoung!

— Levanta essa bunda daí e vamos dormir!

— Argh! Você me paga!

Apagou as luzes do cômodo, seguindo com o Park em seu encalço. A chuva piorou drasticamente, caindo juntamente dos barulhos de trovoadas fortes e altas, assim como, com os clarões. Jinyoung detestava aquilo e segurava no braço do Im, enquanto desciam as escadas. O grito que dera ao apagar das luzes fizera Jaebeom rir de si, enquanto segurava firme o pescoço do ruivo.

— Não acredito que Park Jinyoung está com medo. 

— Cala a boca. Eu não quero mais dormir. — Abraçava Jaebeom desajeitadamente, com os olhos fechados e pedindo a qualquer deus existente que parassem com aqueles barulhos.

— Deixa de drama. Vamos dormir sim, você me tirou do estúdio. Agora, vamos dormir. — Pegou o Park no colo, o levando para o quarto.

Naquele momento, apesar de deixar escapar risos perto do outro, Jaebeom notava que pela primeira vez, Jinyoung estava indefeso e de certo modo, aquilo lhe deixava um tanto alegre, pois sentia que aos poucos, ele ia rompendo a muralha que havia construído.

— Deita, aí. 

— O-onde você vai? — Perguntou baixinho, enquanto Jaebeom lhe tapava.

— Vou só pegar um copo de água e meu celular.

— Mas ‘tá escuro.

— Eu volto logo.

— Vai rápido, então!

Jaebeom lhe sorriu, correndo até a cozinha e buscando o que queria. Demorou um pouco para achar o celular, contudo, quando conseguira, encheu um copo de água e a bebeu rapidamente. Chegou ao quarto, indo rapidamente para a cama e se aconchegando debaixo das cobertas. Checou o horário, e logo ativou o despertador.

— Jaebeom… — Ouviu o sussurro, virando-se para Jinyoung e notando apenas os olhos para fora da coberta.

— Não precisa ter medo. Eu estou aqui, uh?! Vem aqui. — Falou no mesmo tom, esperando que Jinyoung negasse seu abraço, porém, não fora isso que teve.

O Park se aninhou em seu peito, abraçando-o fortemente.

Jaebeom acreditava ser o homem mais bobo do mundo, pois não conseguia esconder o seu sorriso, diante daquele abraça que lhe era dado. Estava feliz e esperava que Jinyoung soubesse daquilo, tanto quanto o seu coração sabia que pertencia ao jeito maluquinho, mimado e mandão do Park.

E agora com aquelas cláusulas impostas, Jaebeom não queria nem pensar o que seria do seu coração.

 


Notas Finais


IRRAAAAAAAAA

ENtonces, o que acharam??
sksksksk
ai, isso é muito clichê, porém, gosto
espero que tenham curtido, gentiii
eu to empolgada com a minha escrita, de verdade. Parece que eu voltei pra 2017, auge da minha vida, em que eu postava quase todos os dias sksksksk
ai, vamos abusar da criatividade, já que não é sempre, né negah

Bjos na bunda e até a próxima loucurinhaaaaaaaaaa

só quero dizer que o Jaebeom é o sonho de consumo de toda a sogra e que jesus ajude o Jinyoung a largar a mão de ser piranha e cair de boca nesse macho, amém!


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