História Caso: Madalena Scott - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jikook, Jimin Bottom, Jungkook Top
Visualizações 625
Palavras 3.959
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Crédito da capa: Tekmile deviantart

OLÁAAAAAAAAAAAA XUXUS ✨
Como sabem QCI está ao fim, por isso decidi iniciar outra long ❤
Espero que gostem e me acompanhem mais uma vez; prometo que será uma estória interessante ❤✨
Leiam as notas finais, nos vemos lá.
🌸❤BOA LEITURA!❤🌸

Capítulo 1 - 103 dias


O carro Lexus LS 460 L prateado e extremamente polido estava em velocidade média sobre a estrada lisa, esta que encontrava-se pouco movimentada, talvez pelo horário exacerbadamente cedo.

Jeon apoiava sua palma grande sobre o volante de couro preto e em sua face máscula existia um óculos escuro, estilo retrô, o qual combinava de forma absurda; ao rádio tocava How you remind me em volume alto, à medida que Jeon silabava mudo a letra e seus dedos batucavam contra o condutor, o caminho para seu trabalho não era muito extenso.

Parou vagarosamente o veículo no estacionamento do enorme edifício, este que era totalmente espelhado, luxuoso e o mais importante, pertencia-o.

Ele era um renomado investigador criminal, conquanto no momento estava afastado de tal cargo, servindo somente de advogado em grandes casos, algo baseado em um trato feito com seu marido Jimin; já faziam cerca de três anos que não envolvia-se em investigações policiais; mesmo sendo altamente procurado nunca quis quebrar tal acordo com o Park, o bem-estar de sua família sempre esteve como uma grande prioridade.

E ao fundo aquilo fôra um golpe de mestre para sua carreira; pois assim ficou ainda mais conhecido e passou a ser muito mais esgaravatado, afinal, ninguém é tão bom quanto ele, Jungkook fôra e sempre seria o cara das respostas.

Pôs-se a adentrar o enorme lugar, sorrindo grande para o segurança baixinho que lhe sorriu de volta.

—Bom dia senhorita Carter— ditou rouco, ao passo que a mulher de cabelos negros, longos e presos em um rabo de cavalo levantava-se um tanto desajeitada, quase derrubando o copo de café que segurava, entretanto conseguiu salvá-lo.

—Bom dia Senhor Jeon; puro e sem açúcar.— referiu-se ao café que entregava-lhe, observando o homem alto pegá-lo e lhe sorrir, mesmo que ainda estivesse andando e deixando-a para trás cheia de papéis nas mãos.

—Você deveria usar o cabelo solto Senhorita Carter, ficaria mais agradável.— Jeon comentou, levando a bebida escura para seus lábios, saboreando o gosto amargo e o vapor quente que espalhava-se por todo seu paladar.

—Pelo que me lembro estou aqui por minha competência profissional, não para agradar seus olhos.— sua face era séria, a senhorita Bridget Carter definitivamente odiava quando a subestimavam por sua aparência não padrão “secretária sofisticada, quero dar para meu chefe”.

Jeon parou o andar, virando-se para a mulher, sorrindo sem graça, mas não escondendo o leve sarcasmo.

—É...essa foi boa— ditou apontado para à mesma. Ela era a melhor amiga de Jeon.

—Você é bonito até abrir a boca. Mas, voltemos para os assuntos importantes.— rolou os olhos, ao passo que tentava manter todos os papéis em mãos. —Hoje tem uma bela pilha de contratos para você ler e assinar.— falou ajeitando o óculos com uma única palma.

—Agradeço pela parte que me toca, pelo menos o Jimin não diria isso.— piscou um dos olhos, sempre gabando-se de seu esposo. — Enquanto a papelada, diga-me uma novidade...— aquilo era seu cotidiano, por isso a pouca surpresa.

Entretanto, dava para sentir o leve orgulho em suas falas; talvez entre tudo Jungkook fosse levemente narcisista, claro que da maneira mais suave possível, para seu emprego aquilo poderia ser uma enorme qualidade ou um gigantesco defeito. Ao fim seu perfeccionismo e auto estima invioláveis eram donos de seus "xeque-mates" mais sensacionais.

—Para falar a verdade, tenho uma certa novidade...— pronunciou com um timbre receoso e culposo, impedindo-o de andar ainda mais.

Contudo, antes mesmo de passar pela enorme porta de vidro seus lumes puderam pousar sobre um homem dentro de sua sala, sentado sobre o sofá branco de couro.

—Quem é?— indagou franzindo o cenho e virando-se de maneira séria para a secretaria. Jungkook definitivamente não gostava de invasões daquele tipo.

—Escute-me, ele é Kim Namjoon, dono de uma das maiores grifes de Paris.— Carter expôs em um sussurro, como se fosse um grande segredo.

—E por que não o mandou embora?— questionou arqueando a sobrancelha, sempre com a voz rouca e muito séria.

—Não pude Senhor Jeon, ele é como um Deus da moda, qualquer caso vindo dele é algo genial para sua carreira. Sem contar que ele parecia tão abalado, chegou cedo demais e está há horas esperando por você. Creio que seja algo verdadeiramente sério.— era engraçado a maneira com sua amiga falava, sempre soava como uma grande fanfic.

—Não o conheço...— sussurrou mais para si do que para Bridget, pondo-se a caminhar, deixando-a para trás.

Atravessou a porta de vidro, evidentemente caro, deixando-a fechar-se sozinha. Pigarreou propositalmente, chamando a atenção do outro.

—Deseja falar comigo?— perguntou desnecessariamente.

—Oh, Jeon Jungkook!— levantou-se rapidamente, esticando a mão para o moreno, que apertou-a, porém soltando brevemente.

—Chamo-me Kim Namjoon. Eu realmente precisava falar com você. Sei que é de extremo mau gosto invadir sua sala de trabalho desta forma, porém encontrar-te é absurdamente difícil.— explicou-se, ao turno que seus olhos inchados acompanhavam Jeon caminhando em direção a cadeira, logo sentando-se.

—Bem Senhor Kim, o que quer?— sorriu simpático, mas não deixando de observar as feições tristes do homem.

Namjoon tinha seus fios platinados para trás, sua face de olhos inchados, olheiras profundas e desespero em tom de voz deixava claro que realmente não estava bem.

—Eu preciso muito Jeon, muito, de seu trabalho.— falou gesticulando, tentando conter certo anseio. —Sei que não trabalhas mais com investigações, porém estou disposto a pagar o que for necessário— antes mesmo de concluir suas falas Jeon pôs-se a negar firmemente com a cabeça.

—Definitivamente estou isento desta profissão— justificou-se.

—Deixe-me fazer uma proposta, apenas ouça-me...— pediu com um tom engasgado e angustiado, conquistando um aceno positivo do investigador.

Puxou de sua mala preta e de couro importado uma pasta transparente, suas mãos tremiam.

—Esta é minha filha, chama-se Madalena— levantou um papel foto, entregando-o para Jeon.

A foto estampava a face de uma garotinha fofa, loira, não carregava traços asiáticos, era bem americanizada.

—Ela foi assassinada há três meses...— o nó engolido pelo de fios platinados fôra grosso, Jungkook por vez sentiu-se brevemente abalado.

—Ela sumiu por doze dias, depois encontraram restos mortais dela— suspirou, contendo as lágrimas que não lhe obedeciam. —Só tinha nove anos...— limpou os olhos, tentando manter o controle.

Jeon fitou todos aqueles papéis sobre sua mesa, sentiu vontade de ajudá-lo, na realidade sentiu como se fosse seu dever, mas não podia e não iria.

Virou seus lumes negros para o homem choroso, observando-o ter certa expectativa.

—Eu realmente sinto muito, muito mesmo, mas eu não posso fazer nada por você.— respondeu-lhe com compaixão.

Para evitar mais falas e comoção pôs-se a levantar, caminhando para fora da sala.

A alma de Jeon era boa demais para ver as injustiças do mundo, por isso optou por aquela profissão, para dar justiça a quem merece e casos com crianças era seu foco, seu coração partia-se por não poder ajudar à todos.

—Por favor Jeon, espere...— clamou, pegando todas as folhas e juntando-as novamente na pasta, pondo-se a seguir o moreno. —Eu preciso da sua ajuda, não há outra pessoa melhor do que você.— explicou mais uma vez, sendo insistente.

—Infelizmente não posso, já lhe expliquei. Eu sinto muito por não ser eficiente para você, porém posso passar o contato de vários investigadores excelentes.— respondeu-lhe, tentando ao máximo ser compreensivo.

—O caso foi arquivado. A morte da minha filha nada valeu para justiça. Eu paguei rios de dinheiro e pagaria muito mais, porém todos veem a situação e julgam desnecessário, afinal tudo estava finalizado. Mas não contenho essa minha sede de justiça.— o Kim queria a todo custo que Jeon entendesse-lhe, mas tudo que via fôra os olhos negros fitando-o seriamente, como se estivesse o analisando há cada segundo.

—Ela era miss, todos me culpam pela exposição desacerbada— dava para ver que o pai carregava consigo uma culpa, culpa esta que o consumia dia e noite.

—Nem queira ouvir minha opinião sobre isso.— ditou-lhe extremamente sério.

Um ponto crucial para Jeon eram os concursos de beleza, ele os odiava de todo coração. Para si aquilo só servia para erotizar e estereotipar crianças, transformando-as em robôs, maquiados, extremamente competitivos e programados para fazer gracinhas e caretinhas para jurados; quando na realidade elas deveriam estar aproveitando a infância.

—Me ouça— pediu, segurando o braço alheio, impedindo-o de adentrar o elevador.

—Eu pago meio milhão de dólares.— Namjoon sabia que a oferta seria aceita por qualquer outro investigador. —Um milhão!— continuou. —Um milhão e meio, pense Jeon é muito dinheiro. Reflita.— aquilo parecia mais um leilão.

—Eu definitivamente não sou comprável. Há dinheiros que jamais pagarão a paz e o sossego.— tentou pela milésima vez justificar-se.

—Eu não consigo dormir Jeon, não como, não trabalho, não vivo. A minha filha era tudo que eu tinha, meu maior tesouro.— a angústia e desespero não fugia da face bonita. —Eu sei que você é pai Jungkook, de uma garotinha tão linda e inteligente quanto a era Madalena, pense em mim como um pai.— foi impressionante ter conseguido falar tanto sem gaguejar.

Os pés de Jeon gelaram sobre o chão, Violett, era tudo para si e para Jimin, sua pequena era a jóia rara da família, só de pensar na vozinha fofa gritando "papai" assim que ele chegava em casa, soa como a coisa mais gratificante do mundo.

—Pense na minha filha como na sua. Por favor, eu só vou ter paz quando descobrir o que aconteceu com ela, quem fez isso com ela. Quero ver esse ser humano atrás das grades.— tudo que rodava por sua mente era ódio e tristeza.

—Eu realmente não posso Namjoon, isso não está ao meu alcance.— ao cerne quis aceitar o caso.

—Por favor, pense a respeito. Apenas pense, não por mim, mas por ela. Só por ela.— implorou, deixando as lágrimas escorrerem por suas bochechas.

Estendeu a mão para Jeon, entregando-o um cartão, neste existia seu número e endereço. Jungkook por vez assentiu nervoso, e inseguro.

—Deixe os papéis comigo.— referiu-se a pasta. —Pensarei a respeito, mas não garanto uma boa resposta.— foi realista.


Abrir a porta, branca com ladrilhos de vidro, estava sendo uma tarefa complicada, visto que Jungkook carregava uma grande sacola de compras, uma caixa de brinquedo e um pequeno ramalhete de flores roxas.

Girou a chave com tremedeira, sentindo-se até suar pelo esforço; abriu a limiar e passou pelo portal branco, fechando-a com o bater do pé, causando um barulho altíssimo que ecoou por todo local.

A casa de Jeon era de fato um lugar reconfortante e luxuoso, as paredes eram brancas o sofá de couro da mesma cor, causava uma sensação de luz ao ambiente, quase todos os móveis tinham a mesma tonalidade.

Largou a caixa de brinquedo sobre o carpete, ao passado que tirava seus sapatos, usando os próprios pés, fazendo o mesmo com as meias pretas.

Caminhou lentamente até a cozinha, estranhando o silêncio na residência. Assim que adentrou o lugar não pôde conter seu sorriso, Jimin estava de costas para si, partindo alguns legumes, ele usava fones de ouvido, cantava da maneira mais desafinada possível e rebolava, ele fazia aquilo de maneira desajeitada, mostrando que não carregava muito talento para coisa.

Jungkook apoiou a sacola sobre o balcão de mármore pérola, sentindo um breve alívio.

Ainda com um riso bobo na face aproximou-se do loirinho, abraçando-o por trás, deixando um breve selar sobre a nuca lisinha, à medida que colocava as violetas diante do mesmo, observando-o tirar o fone e agarrar o presente.

—Você me assustou— ditou fazendo um leve bico, este que não era visto por Jeon, que continuava abraçando o corpo baixinho.

Jimin virou-se sorridente, segurando as flores e logo selando seus lábios aos do advogado, deixando um beijinho estalado e carinhoso.

—Obrigada meu amor— sua voz aguda soava amorosa. —Mais algumas violetas para minha coleção de flores do mercado.— brincou, juntando os lábios novamente.

—Hum, que tal rosas na próxima?— debochou, afastando-se somente para pôr as flores em um pequeno vaso com água.

—E aquele papo que atitudes de amor não tem preço?!— Jeon arqueou a sobrancelha de maneira divertida, tendo um sorriso de dentes protuberantes.

—Sabe que estou brincando, estas são minhas preferidas— sentiu sua cintura ser puxada e logo tocou seu dedinho no nariz de Jungkook, de maneira amável.

—Na próxima trarei rosas. Eu estava no mercado, então as vi e não pude não lembrar de você meu bem.— explicou dando-lhe um beijinho na bochecha e afastando-se para tirar a gravata. Jeon de fato era alguém extremamente carinhoso.

—Não pense nisso, tudo que me traz é perfeito, estava apenas brincando. Você chegando intacto é o maior prêmio da noite.— explicou brincalhão.

Jimin, não muito diferente de Jeon, era alguém importantíssimo, trabalhava como agente do FBI.

Soava até engraçado a maneira como o casal parecia se completar a qualquer custo e quem os via de fora poderia chamá-los de sortudos, afinal eram ricos, felizes, tinham uma ótima casa, uma linda filha, uma carreira de sucesso, tudo que qualquer pessoa poderia querer.

Todavia não fôra como se fossem privilegiados; Jungkook e Jimin nasceram em um âmbito muito humilde.

Jeon por vez estudou em colégio público quase toda a vida, mudou-se para uma escola particular somente porque passou em um exame e conquistou a bolsa; aos dezesseis anos acabou o ensino médio e sem perder tempo fôra para uma faculdade, cursando direito, terminando-a com quase vinte dois anos e diferente de sua expectativa conseguiu um emprego rapidamente, mas não por privilégio, sim pela meritocracia.

Ao contrário do que pensavam Jeon não parou por ali, decidiu prestar mais uma faculdade, desta vez de psicologia. Foi no segundo ano de faculdade que conheceu o loirinho, que tinha apenas dezessete anos, estava no primeiro ano do curso de tecnologia da informação, fôra como amor à primeira vista. Depois disso Jungkook grudou no baixinho, fazia de tudo para conquistá-lo e conseguiu.

Jimin apaixonou-se ainda mais por Jeon quando descobriu que em ambos existia a sede de estudar, de ser alguém no mundo, de dar orgulho para família.

Jungkook tornou-se como um espelho para o Park, uma inspiração e foi assim que ele terminou o curso, dando início a outro, desta vez Direito, assim como seu namorado e no meio do curso, por estímulos de Jeon, decidiu prestar uma prova para agente do FBI, passou e definitivamente não foi fácil, mas estava no trabalho dos sonhos e só tinha vinte e cinco anos. Ele era a prova viva de que idade não define capacidade psíquica, mesmo sendo o mais novo entre todos, era o melhor.

Chegava a ter um emprego melhor, somento por ser mais vantajoso, lhe pagavam mais e ele trabalhava menos.

Quando jovens eles eram uma espécie de casal peculiar, trocavam noites de karaokê por vídeo aulas e café quente, baladas por cursinho, cinema por projetos incríveis de TCC e não era como se fosse torturante, eles amavam aquilo e amavam mais ainda estar juntos.

Madrugadas bebendo? Não, optavam por burlar as leis e esconderem-se na biblioteca, ficando presos a madrugada inteira, embebedando-se de refrigerante, salgadinhos e livros, muitos livros.

Talvez gostassem tanto porque no meio tempo de tudo aquilo existia mãos bobas, beijos quentes, sexo pesado. A cada questão, uma posição diferente. Eram perfeitos um para o outro, um casal fofo que transavam com força, puro sexo brutal.

Eram os nerds que levavam bolinhas de papel na cabeça durante a aula e ficavam preso nos armário por valentões, tornaram-se geniais, faziam o mundo girar.

—Cadê a Violett?— questionou pegando um pedaço da cenoura e mordendo-a, fazendo uma leve careta, não gostava do gosto, mas era bom de mastigar.

—Dormindo, ela queria esperar por você, me fez de gato e sapato, mas acabou desabando de tanto que brincou.— deu um riso nasal.

—Levou a Violett no psicólogo hoje ou eu levarei amanhã?— indagou tirando o cinto que rodava seu quadril.

—Levei...hoje— respondeu-lhe mantendo seus olhos sobre o cinto que fôra retirado de maneira, inocentemente, sexy.

—Oh, e como foi ?— seu tom fora mais baixo e logo ficou mais próximo do loirinho, dando um novo beijo no pescoço branquinho, deixando-o arrepiado.

—Eu quero você...— Park sussurrou, passando a palma pelos fios castanhos, sentindo a boca quente dar-lhe vários selares. —Quero agora...— completou manhoso, sentindo seu cabelo ser puxado e os lábios colados, ao passo que seu corpo foi suspenso e sentado sobre o balcão, derrubando a tábua de legumes.

As bocas se tocavam com vontade, as línguas rodeavam-se e o ósculo era levemente eufórico, as pernas de Jimin rodeavam a cintura de Jeon e o trazia mais para perto.

—Estava morrendo de saudades...— a voz rouquinha de Jimin evidenciava o quão sedento ele estava.

—Eu também.— sussurrou gemido ao ouvido do loiro, mordendo a orelha sensível, sentindo-o amolecer ainda mais.

—PAPAAAAI!— a garotinha gritou, ao ver os sapatos na sala e correu para cozinha.

O casal soltou-se com tanta pressa e desespero que Jeon meteu a cabeça no armário fazendo Jimin rir instantaneamente.

—Caralho!— resmungou, apoiando a mão sobre a testa, sentindo-a dolorida.

—Sem palavrão Jungkook!— Jimin o repreendeu, evitava ao máximo palavrões na frente da Violett.

—Minha princesa, achei que estivesse dormindo— ditou divertido, abrindo os braços para que a garotinha baixinha, que vestia um pijama verde claro, com cabelos longos e lisos na cor castanho corresse em sua direção.

—Sabe, trouxe uma surpresa para você— proferiu fazendo cosquinha na mesma, vendo-a se debater em risadas agudas, pedindo para descer de seu colo, correndo para sala.

—Jungkook, se você tiver comprado qualquer tipo de massinha eu vou te matar. A Violett cola no cabelo, nas paredes, no sofá!— Jimin ditou seguindo os dois que já estavam a frente, observando-os abrir uma nova caixa de Play-dooh.


Jimin mantinha suas costas sobre a cabeceira fofa da cama, usava um blusão branco e uma cueca preta, o que vestia não faria muita diferença naquele momento, afinal estava indo dormir. Em suas mãos existia um ipad, este que o distraía totalmente de tudo ao se redor. Quase não notou quando Jeon adentrou o ambiente, se não fosse pelo bater, sorrateiramente violento da porta.

—Ela dormiu?— seu timbre não demonstrava muito interesse, achava mais do que justo Jeon ter que colocá-la para dormir, visto que já tinha feito isto antes.

—Sim, graças! Estou super cansado.— talvez dar um brinquedo novo àquela hora da noite não fosse a melhor ideia do mundo.

—Eu disse para não deixá-la brincar com massinhas.— reclamou ao observar o marido tentando arrancar um pedaço que estava grudado no cabelo.

—É, eu sei. Mas mudando o assunto, eu preciso muito conversar com você...— Jeon ditou engolindo um nó, seu tom fôra cauteloso e tentava disfarçar seu nervosismo desabotoando a camisa social branca.

—Eu também preciso conversar com você— Jimin respondeu-lhe, pondo-se a desligar o eletrônico, volvendo o olhar para o moreno.

—Fale primeiro então— jogou a camisa sobre o cesto, caminhando para o banheiro, deixando a porta aberta.

—Você sabe que todos os anos tem excursão na escolinha da Violett...— Jimin estava calculando veemente suas palavras.

—Sei...— Jeon cerrou os olhos desconfiado, ao passo que colocava a escova de dentes na boca.

—Então, amanhã terá, será uma trilha e a Violett vai!— as falas saíram com velocidade, Park sabia que Jeon era alguém totalmente paranóico e superprotetor.

Os olhos do moreno arregalaram-se, correu rapidamente até a pia, cuspindo a pasta, lavando a boca.

—Ela não vai!— impôs firmemente.

—E por que ela não iria?— questionou levantando a postura, preparando-se para dar um discurso.

—Trilhas? trilhas são no mato, têm insetos, animais perigosos, pessoas perigosas; é totalmente perigoso Jimin, sem chance, ela não vai. Arrume outro passeio.— respondeu gesticulando e quando finalizou pôs-se a retirar a calça preta.

—Mas você não pode proibi-la de viver. A psicóloga já nos disse que a Violett precisa estar em contato com crianças de verdade!— Jimin se preocupava tanto quanto Jungkook, conquanto ele sabia separar preocupação de insanidade; afinal quando algo ruim está para acontecer, acontece, nem que você tropece no sabonete e morra.

—E esse “contato” não poderia ser em um playground de shopping?— indagou revirando os olhos, cheio de fastio. —Não se pode deixar uma criança de seis anos sozinha no meio do mato. Eu sou o pai dela e estou dizendo que ela não vai!— refutou bufando, pondo-se a deitar ao lado de Jimin, recebendo um olhar mais perigoso que uma 38.

—Violett não estará só, tem professores e alunos com ela. Já disse, ela vai porque eu também sou o pai e ponto final.— apesar de ter dito com firmeza e enfiando o dedinho na cara de Jungkook o loirinho deitou sobre o braço forte, abraçando-o. Ele era cínico demais.

—Vamos ver então.— debochou desafiador.

Jimin ergueu-se rapidamente, fitando Jeon, enquanto subia sobre o mesmo, alisando o abdômen definido.

—Meu bem, se amanhã aquela trilha estiver interditada eu vou prender você por abuso de autoridade— sorriu doce, extremamente contraditório com a ameaça que fazia, à medida que selava os lábios finos.

Jungkook sabia que Jimin não era de brincadeiras, tão bravo que seria capaz de prendê-lo somente para deixá-lo de castigo por um dia.

—Se acontecer algo eu vou enlouquecer, você sabe...— foi sincero e literal.

—Não vai acontecer nada, relaxa amor — respondeu-lhe baixinho, beijando-o novamente, apoiando a mão na nuca alheia e afundando-se em um beijo doce.

—Amor, eu quero conversar também, lembra?— atrapalhou o ósculo.

—Depois...— gemeu no ouvido alheio, fazendo Jeon se arrepiar inteiro.

—Mas o que eu tenho a dizer é importante. Preciso que me escute e entenda.— explicou com um tom receoso, vendo o baixinho parar com os selares fitando-o, esperando que o mesmo falasse.

—Então fale— proferiu bravo, com as bochechas fofas infladas de chateação.

—Eu sei que provavelmente a resposta será negativa, porém não posso deixar de tentar...— desviou o olhar, sentindo-se ansioso, já imaginando a confusão que aquilo traria.

—Só fala logo Jungkook.— sabia que coisa boa não vinha.

—Sabe, hoje recebi uma boa proposta para pegar um caso. Eu sei que temos um acordo desde que aquilo aconteceu, mas...— coçou a garganta eufórico.

Somente Jimin tinha o poder de deixá-lo tão reprimido.

—Não, a resposta é não.— fôra direto e duro, saindo de cima do marido e deitando-se do outro lado da cama.

—Jimin, me ouça, por favor...— pediu, virando-o para si.

—Quanto foi a proposta?— indagou seriamente. —Um milhão e meio— era bastante dinheiro. —Só quero este caso, prometo-lhe não me envolver nesse âmbito novamente— pediu como uma criança pede doces para mamãe.

—É pelo dinheiro? Se eu lhe der essa oferta você fica quieto em casa? Porque no fim das contas Jungkook, este dinheiro vai nos custar muito caro.— ditou agudo sentindo-se estressado.

—O dinheiro é o que tem menos importância, eu estou falando de uma vida que foi tirada...Vale muito mais que um milhão e meio, ou qualquer outro dinheiro.— grana não paga ética e moral, não paga amor, isso Jeon aprendeu quando era uma criancinha.

—Não Jeon, já disse que não.— o cenho franziu e o bico nos lábios fôra enorme, evidenciando toda sua chateação.

—Madalena, este era o nome dela, não consegui esquecer, nem parar de pensar. O caso foi arquivado; sequestrada, morta e queimada, sem evidências, sem suspeitos, o inquérito julgou como crime de vingança.— Jungkook sentia-se emotivo com a situação. —Nove anos, só tinha nove anos.— finalizou suspirando pesado.

—Ela é uma em um milhão, mais uma entre seus mil casos, entre mil propostas.— a voz do loirinho soou baixa e nervosa.

—Eu sei, mas ela deixou de ser “uma em um milhão” quando seu rosto não saía da minha cabeça, quando o pai dela me procurou, ele estava devastado, deixou de ser quando eu tive a convicção que valeria a pena conversar com você depois de tantos anos. Deixou de ser quando eu senti que tenho capacidade de ajudá-los.— respirou desistente. —Eu dei duro a vida inteira por isso.— finalizou.

Por um segundo Jimin enxergou algo que não se via nos olhos de Jeon há muito tempo, era uma mistura de angústia e tristeza, uma empatia forte demais. Jungkook não queria solucionar o caso, queria solucionar a dor de Namjoon, a dor de um pai que deu adeus a sua filha tão cedo.

—Se você envolver a Violett no meio disso eu vou arrancar o seu fígado.— apontou o dedo bem no rosto alheio, encostando-o na bochecha do mesmo, olhando-o bravo.

—Isso é um sim?— sorriu-lhe enorme.

—Entenda como quiser.— virou-se, apagando o abajur.

Park não estava feliz com aquilo, entretanto estaria ainda pior se fosse egoísta o suficiente para proibi-lo de fazer algo que deixava os seus olhos brilhantes.

—Eu amo você!— Jungkook quase gritou, sacudindo o corpo fofinho e beijando toda a face angelical.


Notas Finais


AAAA EU TO MUITO INSEGURA!
Perdoem os erros, eu escrevo pelas ntas do celular :C ❤✨
Não sei se esse capítulo foi tedioso, mas foi mais para que vocês pudesse conhecê-los melhor. ❤🌸
ESPERO QUE TENHAM GOSTADOOOOO
Eu escrevi com muito amor e a fic ira ficar muito mais interessante a partir dos próximos caps! 🌸❤✨
❤💛COMENTEM PFVR, ME DIGAM O QUE ACHARAM, EU FICO MUITO CONTENTE LENDO E RESPONDENDO OS COMEMTS! ❤💛
(Ops: nessa fic nenhum deles canta e dança hahaha então não levem a mal)
❤ Até o próximo CP! ❤

JA ME VU!


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