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História Casos de amor - Capítulo 1


Escrita por: e DudaMidoriya_02


Notas do Autor


Hey pessoal! Faz tempo que não mandava nada para postar aqui no icyhot, mas cá estou novamente :3
Temos um angst com investigação aqui... Socorro, o medo de ter ficado confuso kkkk
Espero que gostem mesmo assim!
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Todoroki sempre foi um menino que deu muito orgulho para os pais. Desde criança, adorava observar e interpretar tudo com seriedade — o que deixava, principalmente, Enji orgulhoso, ainda que ele não demonstrasse tanto —, sempre também, indo direto ao ponto, sem enrolação, e todos não se surpreenderam ao ver o bicolor se tornar detetive — seu jeito e personalidade eram perfeitos para tal emprego —, era uma carreira que combinava muito com ele, afinal. Seus pais ficavam surpresos mas felizes com a ideia de ter um filho reservado e simpático para a sociedade, mas para os mais próximos, um livro aberto e extrovertido, e era o que Todoroki era.

O heterocromático, mesmo tendo sua parte rígida, também tinha a parte que poucas pessoas conheciam, a carinhosa, calma, paciente, amorosa e gentil — que mais se mostrava a seus pais e amigos próximos —, e quem tinha o prazer de conhecê-la, poderia dizer que não existia pessoa mais equilibrada que o bicolor. Todoroki era a pessoa perfeita para se ter uma relação — tanto amorosa a apenas amizade —, e muitos clientes já haviam tentado, mas nenhum obteve sucesso quanto a isso. O bicolor sempre dizia estar esperando alguém, que imaginava ser o amor da sua vida, e isso deixava a todos inspirados para também encontrar sua alma gêmea, porém, chateados por não serem quem Todoroki procurava.

A rotina de Todoroki sempre fora muito agitada, apesar da sua paz interior. O bicolor chegava a ter três casos pela semana, e em tempo recorde, os resolvia. Motivo de orgulho, é claro. Também — para completar a vida totalmente agitada —, tinha vários encontros, e também suas noites de diversão, mas eram peculiares. Seus encontros sempre eram frustrados e suas noites de diversão se resumiam em resolver casos e jogar em sua nova e recente aquisição, um PlayStation 4. Todoroki, mesmo tendo amigos, e também seus pais, pouco saía de casa, apenas para os encontros — que no momento, eram difíceis de acontecer — e para trabalhar. Em falar sobre trabalho, Todoroki ia despreocupadamente para seu escritório, ou seria local de trabalho? Talvez isso fosse uma das coisas irritantes sobre Shouto — ou não —, se questionar por coisas idiotas.

Entrou no recinto, ele estando escuro e o bicolor não tendo nem vontade de ligar a luz, pois sabia que tudo estava uma bagunça, graças a sua falta de organização.

"Você precisa de uma esposa."

Foi o que seu pai disse quanto a aquele "pequeno" problema, e nada deixava Todoroki tão louco quanto, já que mulheres não eram seu forte e seu pai sabia disso, mas relevava e dizia que era culpa da mãe "sapatão" de Todoroki — Enji nunca perdeu a oportunidade de avacalhar a ex-mulher por o deixar por causa de outra mulher. O ódio o fervia nas veias. Sua família era unida, mas nada escapava da boca suja — e preconceituosa — de Enji.

Respirou fundo, ligando a luz, de sua boca saindo um gemido irritado. Começou a — tentar — arrumar o local, apenas conseguindo êxito em sua mesa, já que foi interrompido pelo seu celular tocando.

— Detetive Todoroki, pois não? — Atendeu, se apresentando rapidamente já que não conhecia o número. Ouviu um resmungo antes da pessoa o responder.

— Olá, senhor Todoroki, meu nome é Midoriya, Midoriya Izuku, e gostaria de contratar seus serviços. Podemos nos encontrar? — O bicolor ouviu atentamente, surpreso com o fato do seu mais novo cliente confiar em si tão rápido, sem nem perguntar a qualidade do atendimento, e do próprio serviço.

— Claro! Apenas me mande o endereço e o horário por mensagem, estarei lá — disse, recebendo uma confirmação do rapaz, que logo se despediu e desligou, Todoroki pondo seu celular em cima da mesa.

Não demorou muito para seu celular vibrar — já que odiava os toques que ele tinha como escolha, optou por colocar no modo de vibração, às vezes se arrependendo da escolha por colocar o celular no bolso da frente de sua calça, perto de partes impróprias. Enquanto lia a mensagem, dúvidas pairavam a sua mente. Todoroki tinha pouco tempo de trabalho, mas podia se considerar um bom detetive, e aquele caso o parecia estranho, como alguns que já surgiram. Em seus… dois anos de carreira, estava acostumado a receber ligações curtas, apenas pedindo pelo seu encontro com o cliente, só que Midoriya parecia diferente, tenso, diria, o levando a uma dúvida talvez longa, já que se encontrariam apenas pela manhã do dia seguinte.

Pela falta de mais trabalhos, começou a organizar — novamente — seu espaço de trabalho, ou deveria chamar de escritório? Bom, esse não era seu foco naquele momento, e a dúvida cruel estava atrapalhando todo seu raciocínio. Os livros foram postos em seus lugares, os armários organizados, o chão varrido, e tudo que precisava ser organizado, foi. O Todoroki mais novo se sentia orgulhoso, agora, o ambiente estava habitável e limpo — coisa que Shouto prezava, mas tinha certa preguiça em fazer.

Depois de tudo organizado, separou o material que precisava para não desperdiçar sua faxina completa — e bem feita, não que Todoroki se gabasse por isso. Acabou por não trabalhar muito tempo, já que a faxina tinha gastado metade de seu horário comercial, o que talvez o bicolor tenha agradecido. Organizar a papelada dos casos e das resoluções é um saco. Bufou, pegando a sua mochila — porque tudo que Todoroki não tinha, era paciência para ter algo mais elegante, diria o próprio — e saindo do local, não antes de o trancar.

Caminhava calmo pelas ruas de Tóquio, já que seu local de trabalho — decidira chamar assim, rindo mentalmente por pensar nessa idiotice de novo — era bem longe de seu apartamento, que era carinhosamente chamado assim, já que o lugar parecia um cubículo! E o bicolor tinha planos de logo se mudar do lugar.

Entrou no apartamento, deixando seu casaco e sua mochila no cabideiro perto da porta, suspirando antes de ir para a pequena cozinha, pondo um yakisoba semi pronto para aquecer, se deliciando do cheiro que já chegava a suas narinas. Tentou não pensar tanto em seu novo — ou não — caso, apenas comeu e decidiu esperar até amanhã para tirar suas dúvidas, e descobrir qual seria o serviço que deveria prestar. Observava o relógio na parede, dando uma geral no local com o olhar. O apartamento apenas tinha um quarto, banheiro, sala, cozinha, e ainda assim, eram cômodos minúsculos. A última coisa que Todoroki lembra de ter feito, foi procurar apartamentos por aquela região, e logo após, cair dormindo em cima de seu notebook.

[...]

O bicolor levantou "cedo" — diga-se tarde por causa de seus compromissos —, desesperado pelo horário que dava em seu despertador, 8:45h. Tinha previsto para acordar 45 minutos antes, mas pelo jeito, não devia ter ficado resolvendo puzzles até tarde. Havia combinado com o cliente de ir a praça central às 9h para o encontrar, então, já estava consideravelmente, atrasado.

Riu baixo da sua desgraça, indo em direção a saída após se vestir, demorou cinco minutos para se arrumar — o que agradeceu muito —, e já que levava em torno de dez minutos para chegar ao local, apenas apressou o passo, chegando na praça central mais rápido do que pensara que fosse possível, chegando um pequeno tempo antes do combinado.

— Midoriya Izuku? — chamou o esverdeado que observava a paisagem. O menor — de acordo com seu ponto de vista, Midoriya era menor que si — se virou, sorrindo mínimo, e Todoroki podia jurar que quase teve um infarto. Primeiro por Midoriya parecer ter 16 anos — e na verdade tinha 18 —, e segundo… talvez estivesse apaixonado, talvez!

— Sim! Você deve ser Todoroki Shouto, certo? — indagou, esticando a mão ao maior que não exitou em a apertar, uma corrente elétrica passando por seu corpo. Logo separou as mãos, sorrindo sem graça, vendo um leve rubor nas bochechas sardentas. Céus, que sardas mais lindas...

— Exato! Bom, estou aqui para tratar do seu caso, podemos? — indagou após sair do pequeno transe que havia se envolvido, pedindo espaço no banco, o esverdeado indo mais para o lado e dando o espaço pedido. Todoroki inspirou o ar antes de sorrir, novamente. — Certo... do que se trata o caso? — perguntou, prestando atenção no menor, que sorriu sem graça.

— Eu acho que meu namorado está me traindo. — Foi direto ao ponto, Todoroki arregalando levemente os olhos, assentindo e ouvindo atentamente, enquanto pensava, "quem iria ser infiel a alguém tão especial como Izuku?" e não evitou corar ao ver que o tratou pelo primeiro nome, ainda que fosse em pensamentos, e corar mais ainda por defender alguém que nem conhecia. — Ele não para em casa, esconde suas mensagens no celular e tudo que faz nele. E também, tem uma gaveta com chave no nosso quarto. — Respirou fundo. — Estou com medo de que ele esteja me traindo — disse, segurando as lágrimas.

— Vocês moram juntos? Você me parece novo, Midoriya… — murmurou, tentando pegar o máximo de detalhes.

— Eu tenho dezoito e Bakugou tem vinte e três, não é uma diferença tão grande — explicou, passando as mãos suadas na sua calça, em puro nervosismo.

— Entendo... bom, eu vou começar uma investigação, vou ver a ficha de seu namorado e também checar os últimos locais que ele possa estar, qualquer novidade no caso, vou te informar. — Sorriu, segurando o ombro do esverdeado, apertando em conforto. Midoriya sorriu triste, levantando e logo vendo Todoroki também levantar.

— Obrigado. Por favor, me mande mais tarde a conta de tudo — pediu, o bicolor assentindo e vendo o menor partir. Seu peito se apertou em pensar na possibilidade de Midoriya estar sendo traído. Ele merecia? E se sim, por quê?

Enquanto isso, o esverdeado se repreendia mentalmente, várias e várias vezes por achar Todoroki atraente e, tudo de bom? Deus! Ele recém estava pensando que poderia estar sendo traído, e quem tinha pensamentos obscenos era ele mesmo? Um pouco errado pensar no detetive enquanto ainda namorava. Dispersou os pensamentos, subindo na sua moto e saindo do parque, um frio percorrendo toda sua espinha, Midoriya engolindo em seco. Por que achava que Bakugou não o estava escondendo um amante?

Se sentia um tanto culpado por desconfiar do namorado, mas a questão era, ele ainda amava Bakugou?

[...]

Uma semana se passou, e Todoroki se sentia devastado ao saber que não tinha nada a ver com traição, o porquê de Bakugou sair escondido, esconder seu celular, e ter uma gaveta trancada a chave no quarto em que dorme com Midoriya. Fora a semana mais puxada para si, descobriu que o loiro saía eventualmente de casa para ir ao médico — e havia descobrido também sua aparência e estatura —, seu celular recheado de mensagens um tanto… preocupantes? Não pensava dessa forma para si, mas sim por causa de Midoriya. Bakugou estava doente, estava com câncer, especificamente de coração, e isso explicava a gaveta trancada, ele guardava documentos, exames e remédios ali. Foi uma bomba para o bicolor, descobrir tudo isso, e sentia isso por Midoriya, o esverdeado podia perder alguém muito importante.

Depois de reunir provas suficientes, foi conversar com o esverdeado, no mesmo local onde se encontraram da primeira vez. O menor que se mantia sempre informado sobre a investigação, chegou lá com um aperto no peito e uma má sensação. Sabia que alguma coisa muito errada estava acontecendo, e também sabia que não podia ser traição.

— Olá, Midoriya — cumprimentou o esverdeado, que sorriu acenando com a cabeça.

— Desculpe a falta de modos, mas estou nervoso e… preocupado com o resultado da investigação — confessou, vendo Todoroki suspirar.

— Eu sinto muito, mas as notícias não são nada boas — afirmou, Midoriya engolindo em seco. — Depois de investigar bastante, levantar suspeitas e ter provas suficientes para saber do que se tratava, eu cheguei aonde eu menos poderia imaginar. — Sorriu triste. — Bakugou tem câncer de coração, e o prognóstico que ele tem, não é nada bom — explicou, Midoriya desviando o olhar de Todoroki, sua mente tentando entender tudo aquilo. Bakugou estava doente… isso não entrava na sua cabeça.

— Por que… ele não me contaria? — perguntou ao bicolor, seus olhos brilhando pelas lágrimas. Todoroki o olhou, não evitando o abraçar, logo recebendo retribuição.

— Eu sinto muito. Talvez, ele não quisesse te preocupar e pensava que tudo daria certo. — Confortou o menor, que assentiu, respirando fundo, tentando espantar as lágrimas.

Naquele mesmo dia, depois de um bom tempo sem ver Bakugou — já que ele não voltara para casa desde o dia anterior —, Midoriya recebeu a notícia de que o loiro havia morrido ao ter uma parada cardíaca. O esverdeado não sabia como reagir, e a única coisa que passou por sua cabeça, foi ligar para Todoroki, seu possível salvador. Se sentia devastado, recém havia descoberto a doença, e não teve nem tempo de conversar com Bakugou. Doía demais pensar que tinha perdido seu primeiro amor. 

Não queria ir no enterro, não queria encarar aquilo, o sentimento de perda e de como se sentia culpado ao duvidar da fidelidade do namorado — deveria o chamar de ex? Nunca achou essa pergunta tão idiota —, mas tinha Shouto… certo? Como podia ser tão difícil? Ver Bakugou em um caixão nunca foi tão angustiante e doloroso, e era mais doloroso pensar em Todoroki. Talvez fosse isso, Midoriya estava apaixonado por Todoroki, e a dor era por não amar Bakugou, era apenas a empatia por meses de convivência. Sempre tiveram um relacionamento conturbado por tudo acontecer tão rápido. Midoriya vivia mudando de cidade, e por isso ainda estava no ensino médio, o que atrapalhava muito sua vida. Mas quando encontrou Bakugou, pareceu achar o sentido de ficar em um lugar só, e isso foi por quase um ano, só que, vendo ele, deitado naquele caixão, o fazia sorrir. Sorrir por causa de tudo de bom que passaram, e agora, Bakugou não poderia mais aproveitar sua vida. Ao sair do enterro, se sentiu obrigado a não ficar sozinho, sabia que teria recaídas, então optou por passear com Shouto. Uma boa ideia, diria.

O bicolor aconchegava Midoriya em seus braços, ouvindo os sons da natureza, e também, o choro quase silencioso do menor. Não queria falar nada, apenas confortar Midoriya, como se dissesse "estou aqui", e Midoriya parecia perceber isso. O esverdeado sorriu, a dor ainda no peito mas se sentia melhor, melhor por Shouto estar ali. Entrelaçaram suas mãos, observando o sol se pôr. Estavam apaixonados um pelo o outro, e mesmo com tudo que aconteceu, Midoriya torcia que Bakugou aceitasse aquilo.

Ao final, Todoroki achou seu verdadeiro amor, e não cansaria de relembrar aquela história louca e triste, mas não cansaria de relembrar, que Midoriya era e é, o amor da sua vida.


Notas Finais


Bakugou morrer foi o fim qwq mas tudo por um bem maior... Mentira, doeu... (só quero dizer que foi ideia da minha mãe matar ele tá? É sério! Kkkkk)
Bom, quero muito agradecer a @ladynice- pela capa! Obrigada, anjo! Você arrasou :3
E agradecer também, a equipe do projeto por postar a fic <3
E também, agradecer você leitor por ler até o final!

Kisses de morango :^


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