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História Casos de Isolamento - Capítulo 4


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Notas do Autor


Boa leitura
(Imagens dos jogos nas notas finais)

Capítulo 4 - Dia 5 - O assassinato do Paciente no Hotel cinco estrelas


 

- Foi a florista, com o soco inglês, na boate!- Jiro exclamou sorrindo.

- Eeeexato!- Brincou Sero, que depois das emoções da última sessão de jogos decidiu ficar apenas observando, vendo a resposta certa no envelope.

- O CARALHO! Como essa vovozinha da chapeuzinho vermelho mata alguém no murro!? E O QUE DIABOS ELA ESTAVA FAZENDO NUMA BOATE.

- Mas é porque ninguém ia pensar nela que é um crime bem feito. A dona branca é mais esperta do que aparenta.- Lida comentou.

- Vocês estão levando o jogo muito a sério.- Jiro retrucou.- Mas não importa! Eu ganhei, podem passar o álcool gel!- completou sorrindo quando todos na roda entregaram um potinho do precioso álcool.

- Foda-se.- Bakugou reclamou.

- Humm… Vamos trocar de jogo?- Perguntou Midoriya levemente preocupado com o olhar assassino do loiro para o mapa do jogo.

- Ah, eu tenho operação. Pode ser?- Momo perguntou pegando a caixa do jogo citado da pilha que havia trago.

- Quantos jogos você tem?- Uraraka perguntou admirando as caixas.

- Não sei ao certo. Minha família gosta de jogar quando vamos para a nossa casa de campo por isso sempre compramos um jogo novo.

- Uma garota rica de fato.

- Vamos jogar! Acho que eu duplas vai ser mais fácil.- Lida falou vendo os outros concordarem e se agruparem cada dupla de posicionando em um dos cantos do jogo.

- Pelo menos dessa vez não vou ficar de vela.- Uraraka murmurou baixinho.

As rodadas passaram e as peças mais fáceis já haviam sido retiradas. Jiro e Momo já tinham acumulado cinco mil reais na pontuação, Uraraka e Lida quatro mil e quinhentos, Kirishima e Bakugou apenas mil e Midorya e Todoroki estavam empatados com Momo e Jiro.

O jogo estava tenso, as apostas estavam altas o precioso álcool valendo mais do que dinheiro, cada movimento do jogador da vez era cirúrgico e calculado até que…

- EU NÃO ENCOSTEI NESSA MERDA!- Midoriya gritou tampando a boca com as mãos assim que proferiu a última palavra a sala caindo em um silêncio momentâneo.

- Eu acabei de ouvir o Deku xingar!? Sério mesmo? Alguém gravou. Diz que alguém gravou!- Uraraka exclamou olhando para cada um na roda Midoriya apenas ficando mais vermelho a cada segundo.

- Tsc. Nem xingar direito o nerd sabe.- falou o especialista Bakugou escondendo o sorriso de canto.

- Está tudo bem Midoriya. As vezes acontece.- Todoroki tentou acalmar o namorado que apenas ficou mais vermelho.

- Só vai o próximo por favor.- Conseguiu falar finalmente fazendo o jogo voltar a rodas.

Algumas rodadas depois Todoroki tirou a última peça levando o jogo para si e para sua dupla com um total de nove mil no jogo e três potes de álcool para eles dividirem mais tarde.

- Ah! Já jogaram banco imobiliário?- Momo perguntou sacando o jogo da pilha.- Ainda temos bastante tempo. Eu explico as regras.- Terminou já repassando o funcionamento do jogo.

Quando começou todos tentaram manter alianças e amizades até perceberem que no banco imobiliário é cada um por si.

- Quando que esse jogo acaba mesmo?- Jiro perguntou tentando manter a irritação controlada depois de pagar para Midoriya pela terceira vez.

- Devia ter colocado mais uma casinha.- O esverdeado riu totalmente relaxado com suas economias estáveis e sua rede de hotéis faturando. Tudo devido a boa localização é claro.- Pensando bem vou completar logo todos os hotéis.- Bom, talvez o dinheiro tenha lhe subido à cabeça.

- Como assim eu fali?- Lida perguntou encarando seu bonequinho traidor que havia parado para descansar nos hotéis de Momo.

- Desculpa Lida-kun.- Momo falou um pouco triste por ter tirado o amigo do jogo e um pouco mais triste por não ter recebido o que lhe deviam. Ser dona da rede hoteleira mais cara do jogo tinha suas vantagens e desvantagens.

- Jiro-kun está me visitando!- Uraraka falou quando Jiro parou no quadrado da prisão onde a garota estava presa pela segunda vez no jogo.

- A gente não esquece os amigos não é?- Jiro entrou na história.

- Então os amigos podem ajudar os outros com a fiança não é?- Uraraka deu o seu melhor sorriso para a outra garota.

- Sim. Mas não hoje Uraraka.- Jiro respondeu rolando os dados e ganhando mais dois mil na casa bônus onde parou.

- Cruel!- reclamou jogando os dados mais uma vez que insistiam em a levar até os hotéis de Momo de onde ela jamais poderia sair se pisasse lá.

- COMO ASSIM VOCÊ VAI ME COBRAR CINCO MIL PELO HOTEL NA FAVELA SHITTYHAIR!- Bakugou explodiu quando caiu pela segunda vez nos hóteis de Kirishima que apenas riu já pegando o seu cartão e o do namorado. No jogo não existe amor.

- Desculpe mas assim é o jogo. Não seria justo não cobrar de você não é?- sorriu ouvindo com satisfação o barulho da máquina transferindo o dinheiro.

- CINCO ESTRELAS É O MEU CU.- Xingou arrancando cartão da máquina.

Dez minutos depois Todoroki anunciou falência enquanto Uraraka sorria enriquecendo cada vez mais e rindo alto quando Jiro caiu em seu recém finalizado hotel.

- Parece que o mundo dá voltas não é?- Uraraka falou puxando a máquina até o ouvido durante a transferência que zerou Jirou.

- Droga!

Meia hora depois nenhum dos alunos aguentava mais o troca troca de influência dos últimos três jogadores que invertiam o rumo do jogo toda vez que um caia no hotel do outro.

- Vamos declarar empate?- Midoriya sugeriu esperançoso.- Minhas costas doem.

- Os outros nem esperaram isso na verdade.- Momo comentou vendo Jiro adormecida no sofá e Lida jogado no chão também dormindo em uma posição estranha. O outro casal da noite já tendo ido para os seus respectivos quartos a muito tempo.

- Pelo menos ficamos com o álcool deles.- Uraraka sorriu já pegando sua parte do prêmio.

- Eu ainda tenho bastante jogos. Vocês vão querer jogar amanhã?- Momo perguntou jogando uma coberta que havia feito naquele meio tempo por cima de Jiro.

- Desculpe Momo, mas eu não vou querer passar perto de um jogo de tabuleiro por um bom tempo.- Midoriya falou levantando sendo seguido por Uraraka.

Todos se despediram e foram para os seus quartos.

- Não estou esquecendo alguma coisa?- Uraraka pensou alto já em seu quarto e em meio ao seu sono Lida espirrou.


 

Enquanto isso...

 

      - No quarto do Kaminari -

 

- Você adotou mais um gato? No meio da pandemia?- Kaminari perguntou rindo para o celular onde fazia uma conferência de vídeo com o namorado.

- Ele precisava de proteção contra o vírus.- Shinsou respondeu sorrindo.- E na verdade foi Aizawa-san que trouxe.

- Ae, você vai ficar com o professor durante a quarentena não é?- Kaminari confirmou mudando de lugar na cama.

- Uhum. Eri também, mas ela está tentando fazer um bolo com Aizawa-san.- E em um timming perfeito uma explosão soou ao fundo assim que Shinsou terminou de falar. - Tentando.- continuou sorrindo automaticamente quando viu o namorado começar a rir do outro lado da ligação.

- Já deu um nome?- Denki questionou depois de se recuperar da crise de risos.

- Cookie.- Shinsou respondeu.- Eri que escolheu.

- Combina mais do que eu pensaria.- comentou vendo Cookie escalar Shinsou.

- Hum…?- Shinsou murmurou olhando para a porta atrás por onde Eri havia acabado de passar falando algo que não passou pela ligação.

- Já vou.- Shinsou respondeu para a garota que sorriu saindo do quarto.- Vou ajudar eles com o bolo. Ou o que sobrou dele.- Shinso sorriu se despedindo.

- ~Okay.- Denki cantarolou se despedindo também.- Amanhã a gente conversa mais?

 

- Claro!- falou desligando a ligação. 

Colocando o celular na escrivaninha Denki foi dormir sorrindo.

No dia seguinte Denki recebeu três selfies do namorado. Uma mostrava os três aspirantes a confeiteiros sorrindo e posando em volta de um bolo completamente decorado no centro da mesa de jantar. 

A segunda mostrava praticamente a mesma foto mas um vulto preto e branco se erguia logo acima do bolo.

E a última mostrava os três encarando uma gata completamente suja de chantilly comendo o bolo sobre suas patas.

A primeira foto ficou como wallpaper de Denki por um bom tempo.

 

- Mais tarde naquele mesmo dia-

     - Quarto do Midoriya -

   Midoriya já estava quase dormindo, completamente entediado e sem nada para fazer em seu quarto, quando o toque escandalosamente alto de seu telefone ecoou em seus ouvidos o fazendo dar um pulo na cama pegando o celular e atendendo a ligação.

- DEKU! AJUDA! QUARTO! RÁPIDO!- A voz alta e estridente, embora parecendo estranhamente abafada, de Uraraka saiu do alto falante assim que a ligação iniciou o forçando a afastar o celular da orelha antes que ensurdecesse.

- Uraraka? O que diabos...- Começou.

- QUAL PARTE DO RÁPIDO VOCÊ NÃO ENTENDEU?!- Uraraka gritou mais uma vez a ligação se encerrando.

Já completamente desperto e alarmado, Izuku saiu em disparado para o quarto da amiga abrindo a porta com força e entrando no cômodo olhando para todas as direções à procura da garota.

A situação de Uraraka era mais uma cena para o álbum de bizarrices que o esverdeado já viu. Ajoelhada no chão a garota se mexia incoerentemente puxando para cima a grande bola de papel machê que envolvia sua cabeça.

Quando viu a cena Izuku correu para pegar a tesoura em cima da cama tentando ao máximo não desviar o olhar para os livros e as tintas jogadas no chão.

Ou para o violão com as cordas arrebentadas na cama. Ou para o que antes deveriam ser novelos de lã e que agora apenas um monte deformado de algo que mais parecia o resultado de uma invasão alienígena ou as pinturas estranhas e quase grotescas nas paredes.

E principalmente, ele fez de tudo para ignorar a canção de “Quando a minha vida vai começar” que recomeçava pela segunda vez desde que entrara na sala e na Rapunzel que corria e dançava feliz pela sua torre.

 


Notas Finais




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