História Castelo de cartas - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Tags Sasunaru
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Palavras 1.676
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Vida dupla


   Kushina ouvir os batimentos cardíacos estourando nos ouvidos, por mais que estivesse com os olhos abertos não conseguia ver nada além de uma escuridão intensa a envolvendo.

    Engoliu em seco tentando afrouxar as cordas que prendiam seus braços para trás, todos os seus esforços pareciam inúteis aquela altura. Nem mesmo um único ruído era produzido, fazendo assim sua audição ficar mais aguçada que o de costume.

   Seus dentes batiam uns contra os outros devido ao frio intenso que sentia, deitada no chão gélido numa posição incomoda que machucava seu ombro direito, este adormecera antes mesmo dela acordar esmagado pelo peso do próprio corpo.

  Por mais que abrisse os olhos na procura de algum sinal de vida, a escuridão se mostrava mais forte e sua respiração descompassada aumentava seu pânico interior a fazendo tremular da cabeça aos pés. Segundo suas contas, duas horas se passaram desde que acordou em tal lugar e ninguém veio a sua procura.

  A única coisa que Kushina recordava antes de ter um apagão profundo, era um simples envelope amarelado que fora deixado em sua casa naquela manhã antes de ir trabalhar, de alguma forma ele estava ligado ao seu sequestro.

  Ela tencionou os músculos das costas ao lembrar do carteiro responsável por deixar o envelope em sua porta, seus lábios se entre abriram e um arrepio longo passeou por seu corpo desprotegido, Kushina nunca o tinha visto por aquelas bandas além de quê a aparência dele jamais poderia ser confundida, ela empurrou o corpo para o lado e aproximou as pernas podendo assim ficar sentada sobre estas.

  - Uchiha... - sua voz saiu sussurrada em meio ao vazio que lhe acolhia, cansada e apavorada por somente agora ter dado conta de seu terrível erro.

  O cabelo comprido lhe caía sobre as cochas, criando uma espécie de cortina natural, os pulsos latejavam por conta do aperto causado pelas cordas em volta deles, Kushina dobrou os dedos da mão direita tentando alcançar a aliança dourada que carregava sempre consigo.

  As unhas pontudas ajudaram- na a alcançar a aliança e com movimentos circulares aos quais ela se familiariza, obtido das tardes tranquilas que passava em casa e simplesmente ficava a admirar a prova de sua união matrimonial, tirou a aliança e a segurou firmemente na palma da mão como se fosse a coisa mais preciosa do mundo e tateou - a girando de um lado para o outro na busca do nome gravado de seu marido. Quando sentiu as linhas do nome, Kushina sentiu um aperto no coração, fechou os olhos e apertou o pequeno botão dentro da primeira letra do nome do marido e um beep ecoou tão baixo que só ela conseguiu escutar.
 
  De repente uma luz surgiu em seu rosto a cegando por alguns segundos, Kushina desviou o rosto e apertou os olhos, aquele que segurava a lanterna contra seu rosto deu dois passos para frente se mantendo silencioso e imponente. Lentamente ela foi abrindo os olhos, ainda incomodada pela claridade que estourava em sua face mas precisava ver o dono de tal face, primeiro viu as botas de cano alto sujas de lama e então foi subindo a visão para a cintura enfeitada com um cinto contendo duas pistolas penduradas nos bolsos plugados, depois o tórax forte com um coldre e por fim o rosto sombrio que ela tanto havia buscado no passado.

  - Kushina... A quanto tempo... - a voz dele saiu tão sobriamente natural e rude, tal como ela se lembrava. A respiração dele era tão contida quanto a sua, imóvel feito um monumento. - Soube que têm me procurado, por quê?

  Os lábios finos dela se entre abriram, esperara tanto por esse momento e agora que ele havia sido feito oportuno não sabia mais como agir ou que falar, as palavras não se faziam presentes em sua mente.

- Foi descuidada. - continuou ele agora começando uma pequena caminhada pela sala espaçosa, sem largar a lanterna. - Eu só precisava saber se você ainda morava no mesmo lugar, foi meio problemático porque quase não me lembrava do seu rosto, porém tudo saiu de acordo com o plano.

- Diga logo o que quer de mim, Madara. - pronunciar o nome dele soou tão estranho em seus ouvidos, como se não fosse ela falando e sim uma voz inconsciente. - Seja lá o que for, apenas diga.

  - Você sabe muito bem o que eu quero... - falou calmamente voltando- se para a mulher, parou de andar e dobrou um dos joelhos no chão e com a outra mão segurou e ergueu o queixo dela fazendo-a encará-lo. - Você tem posso algo que não lhe pertence, achou mesmo que escaparia dessa ? - ergueu uma sobrancelha fina.

  - Não sei do que está falando. - resmungou entre dentes, sentindo o corpo tremular pelo esforço de ficar de joelhos perante aquele homem.

  Madara esticou os lábios bonitos num riso maldoso herdado pelos Uchiha's.

  - Você fica tão bonita quando mente. - esticou o dedo polegar pela bochecha esquerda dela, acariciando a pele macia. - Tenho certeza de que você vai se lembrar em breve.

  Antes que Kushina pudesse argumentar contra Madara, este se ergueu do chão num movimento rápido e lhe chutou no estômago fazendo-a bolar para trás e bater as costas contra a parede que ela não havia tomado consciência da existência até aquele momento.
___

  - Ela enviou o sinal de socorro! - o homem deu a volta na mesa recheada de pastas coloridas, atrás de si um telão em branco permanecia ligado e diante dele um homem sério o encrava esperando por respostas.

  - Conseguiu localizar ? - Minato que sempre era calmo, tinha o ar cansado e sua voz continha urgência nítida. - Ela está bem ? Responda Kakashi!

  - Fique calmo, por favor.

  Kakashi sabia que era pedir demais para ficar calmo quando sua esposa foi sequestrada porém o que mais ele poderia dizer ? Ficar alterado não ajudaria em nada, manter - se tranquilo era a melhor solução.

  - Antes de ir trabalhar ela ligou e disse ter recebido um envelope estranho pela manhã, - Minato confirmou com a cabeça sentando- se numa cadeira frente a mesa de Kakashi. - tomei a liberdade de ir sua casa e peguei o tal envelope. - vasculhou pela mesa e pegou - o. - O conteúdo dele é totalmente incriminatório, contém a lista de pessoas mortas pelos Uchiha's, e algumas contas bancárias com propina do governo.

  Minato arregalou os olhos incrédulo.

- Então... O resultado de todas as investigações dela estão arquivadas aí? - apontou para o envelope na mão de Kakashi.

  - Isso mesmo, veja. - deu o envelope para Minato. - Kushina sem dúvidas está bem, eles precisam dela para ter acesso ao envelope uma vez que fora dado à ela, ademais eles não sabem que ele está conosco.

  - Mas como vamos fazer para trazê-la de volta ? E quanto a última prova que precisamos, não podemos fazer nada conta os Uchiha's sem uma confissão por mais pequena que seja.

  Kakashi enfiou a mão direita no bolso da calça e retirou desta um controle remoto pequeno, virou - se para o telão e a imagem de uma garota surgiu no meio de flores fazendo biquinho, imediatamente Minato tocou a testa em sinal de reprovação.

  - Ah, Kakashi não é hora para suas taras por garotinhas fazendo cosplay!

  - Não, você está enganado. - avançou mais duas imagens, agora a garota estava sentada sobre a cama fazendo uma pose de gatinho com a alça fina do vestido rodado caindo para o lado. - Olhe com atenção.

  A contra gosto, Minato fitou as fotos no telão e aos poucos os traços da garota lhe pareciam familiares.

  - Este é o seu filho. - olhou Minato de rabo de olho, a expressão de espanto do loiro chegava a ser cômica. - Ele é muito famoso no mundo otaku fazendo cosplay de garotas de animes, sabia disso ?

  - Claro que eu não sabia! - Minato praticamente gritou tanto pelo espanto quanto por quase não reconhecer o próprio filho. - Que tipo de Hobie é esse?!

  - Não faço idéia mas ele pode nos ser útil.

  - Como assim?

  - Imagine se conseguíssemos infiltrá-lo na família Uchiha, e ele conseguisse as últimas informações que precisamos.

  - Isso... Seria suicídio! - protestou levantando da cadeira.

  - Os Uchiha não se revelam em público, além de quê a existência do filho de vocês foi mantida em segredo, poucas pessoas sabem sobre ele e o tipo de disfarce que ele faz, o torna irreconhecível. Só temos a ganhar.

  Minato engoliu em seco pensativo.

  - E quanto a segurança dele? Pode garantir isso ? - as íris tão claras quanto a água do mar se tornaram nubladas, Kakashi pôde ver a urgência incontida.

  - Durante todo o processo ele estará seguro, infiltrarei pessoas de minha confiança onde ele ficar, eu mesmo estarei a disposição dele o tempo inteiro incluindo a escola que frequentará caso aceite parparticipar do caso.

  Minato trincou os dentes, estava em conflito interno.

  - Embora eu queria minha esposa de volta... Arriscar a segurança do meu filho não me parece uma boa idéia...

  - Não seria a primeira vez que estaríamos usando seu filho em um caso. - Minato o encarou ainda mais surpreso, Kakashi não deveria revelar tudo para alguém fora de seu trabalho porém Minato era uma excessão.- Há alguns anos atrás, o filho de um falsificador de diamantes estudou na mesma sala que Naruto, Kushina deu permissão para que o filho participasse da investigação, um dia, foi na casa deste colega e conseguiu uma prova concreta da falsificação e o pai do garoto foi preso.

  O sangue fugiu completamente do rosto de Minato, quantas coisas mais Kushina tinha escondido dele ?

  - Sei que tudo é muito repentino, porém seu filho foi criado para esta situação. - quanto mais Kakashi falava menos Minato entendia, não podiam estar falando da mesma Kushina. - Precisamos dele e não há espaços para segredos agora, a vida da sua esposa está em risco.

 
   



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