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História Castelo de Vidro - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Olá! ~

E vamos a mais um capítulo, que quase esqueci de revisar, mais uma vez HAUHAHSUAHS mas não desistam de mim, eu juro que vou me programar melhor. Mas ainda estamos no domingo, é isso que importa!

Como sempre, texto não betado, então perdão por qualquer erro ><

Tenha uma boa leitura, por que hoje tem emoção! ♡

Capítulo 7 - Vestígios


Minseok respirou fundo com aquela frase que acabou de ouvir. As suposições de Baek sobre o rapaz a sua frente reapareceram diante de si e ele congelou no mesmo segundo. Não seria possível, seria? Era completamente improvável, sequer imaginar, que aquele garoto fosse um assassino. Iria pagar para ver, já que tinha entrado naquele jogo.

—Bom, então está tudo bem? Posso viajar sem me preocupar? — Perguntou em um tom mais tranquilo, enquanto aguardava seu café chegar.

—Está sim. — Han sorriu. — Mas, viajar? Você é mais cheio da grana do que eu pensei. Acho que minha teoria sobre você herdar uma empresa de entretenimento seja verdadeira, hein.

—Olha, eu bem que gostaria. — O Kim ria com aquele comentário do mais novo. — Mas, é uma viagem a trabalho, não posso parar nem para passear.

—Poxa. E vai para onde?

Antes que Minseok respondesse, a garçonete trouxe duas xícaras de café para os dois e ambos agradeceram. Ele estava temeroso, na verdade; puxou o ar profundamente e sorriu fechado assim que a moça se retirou. Afinal, o que habitava na sua mente, eram apenas suposições, pura besteira.

—Para Bangkok. — Mesmo assim, ele não quis arriscar. Levou a mão direita até a pequena xícara que exalava um aroma gostoso de café com chocolate.

Mocha? Eu adoro esse tipo de café.

O mais novo também pegou a sua xícara, visivelmente animado. Após beber um pouco, sua expressão era de pura felicidade, o que fez com que o investigador o admirasse em silêncio, mesmo que tentasse desviar o olhar ou disfarçar a vontade de sorrir com ele. Era uma situação um tanto incomum para Minseok; havia sido uma semana com tantas palavras trocadas e gostos em comum expostos, como se os dois se conhecessem há anos. Parecia até que via a si mesmo no início de seus vinte anos, movido por sonhos, determinação e vontade de espalhar coisas boas para todos que estavam consigo. De repente, desconectou-se de seu devaneio ao notar a mão de Luhan passar na frente de seus olhos, na intenção de chamar sua atenção.

—Planeta Terra chamando Minseok. Você tá bem?

Cerca de cinco segundos depois, o mais velho desviou o olhar repentinamente. Estava sem jeito e aquilo parecia estranhamente fofo na percepção de Luhan, que apenas voltou a sua postura anterior, tentando não rir. Observou como o Kim pigarreou e bebeu mais um pouco do conteúdo de sua xícara.

—Estou sim, estava apenas… Perdido em alguns pensamentos. — Percebeu como o jovem ria de si e não pensou duas vezes em questioná-lo. — Por quê está rindo?

—É que… É engraçado como em alguns momentos você parece um cara de quase trinta de fato; em outros, parece uma criança. — Viu Minseok arquear uma sobrancelha com seu comentário. — É fofo, apenas.

—Eu sou uma piada pra você? — Sua expressão era de leve desgosto. Desde quando um cara num cargo como o seu era considerado fofo? Soava até ofensivo.

—Melhor eu não responder, né. — Han ergueu sua xícara, como se brindasse no ar, antes de beber o restante de seu Mocha. Aquele em sua frente fez o mesmo, rindo da audácia do Lu.


 

~ ✧ ✦ ✧ ~

 

 

A noite havia caído, tudo estava devidamente arrumado na casa do investigador Kim, quem saiu do quarto a puxar uma mala azul de rodinhas atrás de si. Verificou a hora no celular e ouviu sua campainha tocar… Provavelmente era Baekhyun, pois o mesmo disse que iria consigo até o aeroporto.

—Nara? — Falou um tanto surpreso ao ter a imagem da moça em sua porta.

—Você tem um minuto? — Ela perguntava, hesitante.

—Claro, entre, por favor. — Lhe deu passe. — Precisa de alguma coisa?

—Preciso. — A bibliotecária estava de costas, olhando pela volta. Ao respirar fundo, virou-se de frente para o dono da casa. — Vim te pedir desculpas.

—Pelo que? — Viu-se confuso. — Você não fez nada que…

—Por aquele dia, na cafeteria. Eu agi de forma infantil ao ter te deixado sem uma resposta. Pensei muito depois do que aconteceu e… Me perdoe, por favor. — Era notável a sinceridade que brilhava em seus olhos castanhos-escuro.

—Não há o que perdoar. — Respondeu ele, que levou as mãos para trás. — Está tudo bem.

—Obrigada, mesmo. Tirou um elefante das minhas costas. — Nara sorriu, aliviada. Olhou para baixo. — E essas malas?

—Ah… — Minseok também olhou para as poucas malas espalhadas pelo local. — Estou de viagem marcada, primeiro caso internacional.

—Poxa, boa sorte. — Ela aproximou-se aos poucos. — Você fará bem, tenho certeza.

—Eu agradeço pelo apoio. — Ele sorriu gentilmente. Aquilo mexia muito com Nara, vê-lo sorrir… Havia momentos em que ela se recusava a aceitar que aquele gesto já não era mais provocado por sua causa e sim, por pura educação.

—Sempre tive muito orgulho de você, sabe disso. 

Por mais que soubesse que a relação não tinha mais jeito, ela queria tentar, queria saber o que aconteceria se tentasse aproximar-se novamente. E foi isso que fez ao iniciar seus passos, lentos e decididos, que deixou o Kim sem saber se deveria permanecer parado para ver o que ela faria ou se era melhor se afastar. Mas, antes de qualquer movimento a mais, a porta foi aberta novamente.

—É… Desculpe, não sabia que estava ocupado. — Baekhyun estava apenas com um pé para dentro, visivelmente desconcertado. Minseok estava tão constrangido quanto ele, o que lhe fez rir de nervoso.

—Sem problemas... — Falou após a bibliotecária se afastar. — Pode entrar.

—Bem… Passei aqui por que são quase 21h… Então…. — O Byun gesticulava, ainda sem jeito.

—Está certo. — O investigador Kim olhou para Nara, a qual se mantinha inexpressiva. — Nara, preciso ir…

—Ok. — Ela sorriu fechado. — Boa viagem, Minseok. Se cuide.

—Você também, fique bem.

Levaram exatos quinze minutos até que chegaram ao aeroporto e Minseok realizou todos os deveres como passageiro. Ele logo sentou-se no banco perto de Baekhyun, que mexia no celular, distraído. Suspirou ao olhar o movimento e escutar os chamados dos vôos que ecoavam pelo lugar. Pegou seu aparelho também e sorriu ao ver uma mensagem estampada na tela de bloqueio.

“Boa viagem, baozi. Não se estresse caso os Tailandeses achem você fofo também.”

O investigador segurou ao máximo a vontade de rir do que acabava de ler. Que raio de apelido era aquele? Definitivamente, o jovem da loja de conveniência o achava uma piada. Não demorou a responder.

“Obrigado, mas… E essa agora? Não lembro de ter te autorizado a me chamar assim.”

“E eu lá preciso de autorização sua para alguma coisa? É um apelido um pouco boiola demais pra você, né? Mas, você se acostuma.”

“Vou mudar o nome do seu contato de ‘Yao Zhen ’ para ‘Zhen, o folgado’.“

Clicou em enviar e bloqueou o celular novamente. Virou a cabeça para o lado e viu Baekhyun a lhe observar, com uma expressão de clara confusão.

—Falava com a Nara? — Não pôde evitar perguntar.

—Não. Por que acha isso? — O Kim cruzou os braços, com cara de desentendido.

—Estava sorrindo igual um idiota pra esse telefone. — Baek riu fraco. — Se não é ela, então… — Virou o corpo bruscamente em direção ao amigo. — Pera aí…

—O que foi?

—Você tem outra? — Tapou a boca com as duas mãos. — É claro! Você largou a Nara porque está com outra garota!

—Ei, tá maluco? Fala baixo! — Falou com seriedade. — Não é nada disso, não existe outra pessoa.

—Então o que é? Juro que não conto a ninguém…

Minseok revirou os olhos, farto. Não queria falar sobre seu amigo com o Byun, pois sabia direitinho o que ele lhe diria. E foi “salvo pelo gongo”, pois o seu vôo foi anunciado pelos alto falantes do aeroporto, então apenas levantou-se, sem voltar a tocar no assunto.

—Então é isso. Nos vemos daqui algumas semanas. — Disse finalmente. — Estou confiando em você e no Jongdae para não deixar aquela delegacia virar um hospício de vez.

—Pode ficar sossegado. — Baek aproximou-se do mais velho e abraçou-o inesperadamente. — Farei o meu melhor.

Minseok retribuiu, afinal, era um afeto vindo de seu melhor amigo desde a faculdade, quando já não tinha mais contato com Jongdae, que havia se mudado para longe, e teve que lidar sozinho com os problemas. Sabia o quanto era querido pelo Byun, por isso, evitava ao máximo entrar em conflito com ele, fosse por motivos de trabalho ou pessoais. Após se afastar, sorriu mais uma vez ao amigo e seguiu seu caminho, até o avião que o levaria às respostas daquele caso que foi designado a desvendar.


 

~ ✧ ✦ ✧ ~


 

Na manhã seguinte, o dia havia começado com nuvens escuras e tudo indicava que não iria muito longe para chover. Baekhyun jogava paciência pelo computador, sem se preocupar, pois não havia trabalho algum até então. Viu a porta ser aberta e por ela passar Jongdae, seu novo colega de sala.

—Bom dia. — O rapaz de sobrancelhas expressivas dizia ao curvar-se.

—Bom dia. — Baek respondeu. — Pode ficar a vontade. Por hora, não temos nenhum serviço solicitado.

—Obrigado. — Dae sorriu com gentileza.

Estar com outra pessoa naquela sala era no mínimo estranho para Baekhyun, uma vez que sempre conversava paralelamente ao trabalho com Minseok e ninguém mais. Observou em silêncio o outro rapaz arrumar as coisas sobre a mesa, em seguida a ligar o computador. Ele usaria a mesa do Kim mais velho até que este retornasse e, quem sabe, Dae permaneceria junto do time de investigação definitivamente após o término do caso do senador, então ganharia uma mesa própria.

—Você acha que o Min vai conseguir resolver o caso com rapidez? — Jongdae perguntou sem olhar diretamente para o Byun, que riu soprado.

—Se ele quiser, com certeza vai. 

Desviou para o teto, ao lembrar do que havia dito para o melhor amigo uns dias atrás. Obviamente, sabia que poderia estar equivocado quanto ao garoto da conveniência, a única possível pista que tinha em mãos era que ele vinha da China e era jovem. Mas, quantos jovens chineses não estavam na Coreia, não é mesmo? Fora que, se fosse verdade, seria irônico demais ele ter se aproximado justamente de alguém da polícia. Estalou os dedos rapidamente, o que chamou a atenção do Kim que ocupava a mesa perto da sua.

—É… Jongdae, preciso dar uma saída rápida, consegue seguir aqui por enquanto? — Perguntou já de pé e a andar em direção à porta.

—Claro, não se preocupe. — Assentiu serenamente.

—Qualquer coisa, pode me ligar, meu número está na caderneta.

Não demorou para que Baekhyun chegasse ao local que povoava seus pensamentos momentos antes: Kepler, a loja de conveniência. Pelo o que podia recordar, o turno daquele que estava a buscar ainda não tinha acabado e sem Minseok consigo, poderia fazer algumas perguntas. Claro, com o máximo de discrição possível. A entrada de vidro estava aberta, algumas pessoas perambulavam por dentro e quem ele enxergou atrás do balcão foi Sehun. Bufou, olhando em seguida para o relógio de pulso. Ainda eram 08h35… Não tinha outro jeito, teria que entrar e disfarçar. E ao estar lá, a música pop anos 2000 preenchia todo o espaço em volume baixo, enquanto algumas das pessoas seguiam para a fila de pagamento. Entrou por um corredor e outro, sem deixar de prestar atenção a todos os detalhes e ruídos. Parecendo totalmente despretensioso, avistou Luhan sentado sobre o piso, conversando com uma menina que deveria ser pré-adolescente, quem estava de pé. Certamente ela deveria estar a lhe perguntar a respeito de preços e afins. O investigador deu alguns passos para trás, sem deixar de observá-los, até que a pequena cliente afastou-se e o rapaz ficou só. Baekhyun saiu do corredor de onde estava e seguiu até o outro, que o reconheceu sem dificuldade.

—Olá, rapazinho. — O Byun sorriu, passando os olhos pelos produtos da prateleira atrás do mais novo.

—Oi. — Han respondeu, desconfiado. Aquele cara dos cabelos escuros e olhar cheio de dúvidas ocultas lhe deixava apreensivo. — Posso ajudá-lo?

—Na verdade, sim. — Falou e sentou-se no chão, perto dele. — Minseok me falou de você e… Como só nos vimos uma vez, achei que deixei uma impressão um pouco dura. Queria me desculpar.

—Ah, sim… — O chinês via-se surpreso com aquela ação, seus olhos estavam até mesmo com o dobro do tamanho. — Não precisa se incomodar, não ficou impressão nenhuma. Está tudo na boa.

—Por favor, eu insisto. — Estendeu a mão em direção ao rapaz. O Lu estava um tanto duvidoso quanto à palavra daquele homem, visto que da última vez que se viram ele havia agido de forma rude… Porém, se Minseok era amigo dele, o mesmo não podia ser um cara do mal, certo? Suspirou, apertou a mão de Baek e sorriu fechado. — Sem ressentimentos?

—Sem ressentimentos. — Confirmou.

—Ótimo. — O investigador sorriu novamente. Mas, claro que ele não deixaria o assunto acabar daquela forma. — Aliás, você tem visto o Minseok nos últimos dias?

—Até ontem, sim, o vi. Mas, fiquei sabendo que ele ia viajar. — Respondeu normalmente.

—Você o conheceu aqui?

—Sim.

—Faz muito tempo?

Luhan riu de maneira levemente irônica, ao mesmo tempo em que desviou o olhar para o lado oposto. Questionava-se em seu interior, do porquê daquele interrogatório repentino. Respirou fundo e voltou a olhá-lo diretamente.

—Por que o interesse? — Indagou com um pequeno sorriso, para não soar tão grosseiro. Baekhyun fez o mesmo.

—Nada de importante… É que, bem… Eu o conheço há anos. — Levou a mão direita ao queixo, como se estivesse pensando. — Gosto de conhecer as pessoas que o cercam.

—Entendi. — Tinha os olhos semicerrados. — Não se preocupe, não pretendo tomar seu lugar de bff.

—Não se ofenda, estou apenas conversando com você. — A maneira como ele sorria, carregada de ironia, irritava Luhan cada vez mais. — Ele te falou sobre a viagem… Você sabe pra onde?

—Tailândia. — Respondeu, com sua paciência a beirar os limites com tais perguntas. Baekhyun ficou em silêncio por alguns segundos, deduzindo que o investigador Kim havia pensado na sua hipótese… Portanto, deu um endereço falso. Interessante. — Bom, se me der licença, preciso voltar ao trabalho.

—Tem toda. — Falou em tom baixo, vendo o garoto levantar-se e seguir pelo corredor de doces, sem olhar para trás. As poucas informações que recolheu, lhe seriam suficientes… Por enquanto.



 

~ ✧ ✦ ✧ ~


 

Minseok já estava de pé quando o despertador do celular disparou. Assim que saiu do banheiro do quarto de hotel, desligou-o e foi para o aplicativo de notas. Lá estava o endereço da delegacia que precisava apresentar-se e também o da casa que pertencia ao falecido Cheng, local onde apenas a esposa dele habitava desde sua morte.

Pelo caminho, não teve muito tempo para admirar a cidade, visto que seus passos eram apressados e o foco do momento era estar no local combinado o mais rápido que podia. Estava sim cansado da viagem, haviam sido várias horas até que pisou em Pequim finalmente. Durante os dias que antecederam sua ida até o país, relembrou o pouco de mandarim que sabia, para que pudesse se virar em alguns momentos importantes. Por mais que os oficiais da área soubessem o inglês básico, preferia estar prevenido.

A reunião na delegacia demorou cerca de duas horas. Conheceu todos da equipe, trocaram experiências, conhecimentos e planejamentos. Teve um bom instante de conversa com eles, tudo ia bem, até receber a pasta que continha todas as informações sobre o caso de Cheng, muito além do que os jornais haviam revelado até então. Não sabia bem porquê, contudo, respirou fundo e ao abrir, Minseok leu atentamente sobre Cheng, Jia, Yifan e por último, Han.

Por fora, o investigador mantinha-se sério, imponente.

Por dentro, sua mente gritava.

Por uma pura e triste coincidência, Baekhyun estava certo.

Yao Zhen, o garoto da loja de conveniência, seu amigo… Era Lu Han, o rapaz foragido.

Minseok puxou o ar nos pulmões mais uma vez, olhou para o delegado sem que estivesse prestando-lhe real atenção, este que continuava a falar sobre o caso com detalhes e pedia extremo sigilo sobre as informações e imagens contidas naquela pasta. O investigador assentiu, para logo levantar-se e agradecer. 

Ao andar em direção ao restaurante onde iria almoçar, Minseok não parava de olhar os registros da tal pasta, era como se tudo aquilo fosse uma espécie de pegadinha, uma brincadeira de muito mal gosto; como encararia Baekhyun depois de ter duvidado de sua suspeita? Ou pior: como encararia o loiro que conquistou sua amizade de maneira tão simples e ligeira… Sem dúvidas, era difícil acreditar numa ironia daquelas. Sua vontade era de largar tudo e voltar para seu país, esconder aquele rapaz da vista de todos, para que não sofresse… Mas, e se ele fosse mesmo culpado? Todos os vestígios apontavam que sim, o Lu era o assassino do senador, seu próprio pai. Entrou no restaurante e sentou-se em uma mesa perto da porta mesmo, pois não queria tardar no local. Fechou a pasta e jogou-a sobre a mesa. Passou a destra por entre os fios cinzentos, buscando alguma solução cabível. Ele era um profissional respeitado por ser sempre frio e imparcial, sempre sabia o que fazer e como fazer. Mas, ao estar diante de algo que poderia acabar com a vida de uma pessoa próxima, era uma sensação devastadora… Já não sabia se estava em condições de liderar aquele caso, pois lhe faltava o principal: coragem.


 

~ ✧ ✦ ✧ ~


 

A casa que há semanas estava sem ver a luz do dia, sempre de portas e janelas fechadas, tinha um ar melancólico que era capaz de percorrer toda a extensão daquele bairro. A mulher que andava pelo interior da residência em busca de algo que matasse sua sede, ainda sentia toda a dor por ter perdido o marido e os dois filhos. Os últimos, sabia deus onde tinham se metido, pois nenhum sinal de vida haviam mandado. Soava trágico até demais. Ao pegar a jarra de água gelada, virou-a sobre o copo. Enquanto foi enchendo-o de vagar, os flashes daquela terrível noite voltaram pela milionésima vez em sua mente, fazendo-lhe apertar os olhos e transbordar o líquido do copo. Xingou baixinho, procurou por um pano seco e limpou a bagunça que fez. Aquele poderia ser mais um momento tedioso e sem significado como todos os que estava vivenciando até então, se não fosse pela campainha de sua casa, que começou a tocar. Jia estranhou, pois há muitos dias não ouvia aquele ruído irritante. Bebeu um pouco da água e depois dirigiu-se à porta da sala. Sem cerimônia, abriu-a. Piscou várias vezes ao ver um rapaz ali, claramente mais novo que ela, com trajes sociais e um sorriso simpático no rosto. Na verdade, simpático era pouco… Era um homem muito bonito, de aparência delicada, um pouco maior que si e de cabelos de uma cor que jamais achou que combinaria com alguém.

—Boa tarde. — Ele foi o primeiro a quebrar o silêncio. — Lu Jia?

—Sou eu mesma. — Respondeu um pouco trêmula. — No que posso ser útil?

—Meu nome é Kim Minseok, sou investigador criminal. — Disse ao puxar uma identificação do bolso e exibi-la à dona da casa. — Poderíamos conversar um pouco?


Notas Finais


Me encontre no twitter: https://twitter.com/sweetladysnow

Até a próxima atualização ♡♡♡


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