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História CasteloBruxo e o Príncipe da Amazônia - Capítulo 22


Escrita por: EJ-Star

Notas do Autor


Hey! I'm Eme Jay e eu consegui não atrasar com o capítulo!

Cadê vocês, gente? Os comentários anteriores foram tão poucos...

Bom, esse capítulo deu um certo trabalho e eu tenho minhas dúvidas de como ele ficou, então espero que gostem e digam o que acharam

Aviso: Tem palavras de baixo calão pelo capítulo.

Enfim... Metie Vorpa!

Capítulo 22 - Capítulo 21


Fanfic / Fanfiction CasteloBruxo e o Príncipe da Amazônia - Capítulo 22 - Capítulo 21

No vestiário da escola, os times da Oncajor e Surivel se preparavam para o amistoso em que participarão. Todos os esportistas estavam empolgados pois esperaram este momento a semana toda.


Bom, quase todos estavam empolgados. 


Thiago Lima bocejou enquanto colocava seu colete de emergência. 


"Que sono." Ele pensou cansado.


— Dizem que o primeiro jogo diz o resultado do final do ano, então se esforcem pra vencer. — Disse Rafael enquanto colocava suas luvas. 


— Achei que era um amistoso… — Thiago disse colocando a blusa do time.


— Cobras podem ser suas amigas, traidor. Não nossas. — Rafael bufou com raiva. 


— Ew… E eu achava que eu tinha um mau humor matinal. — Alguém com a voz sonolenta comentou atrás de Thiago.


— Não consigo te imaginar de mau humor, Estel. — Thiago disse.


Estel Dias riu mostrando seus dentes com aparelho dental napom. 


— Não é atoa que me chamam de Onça Mansa. — Disse Estel.


— Você não teria coragem nem de matar um pernilongo, Estel. — Flávio Nakamura, um artilheiro do time, apareceu só para provocar. 


— Mas coitado do pernilongo, pô! Ele só quer um pouco de alimento! — Disse Estel.


— E se for um mosquito da dengue? — Lara Reis, a pequena apanhadora da Oncajor, levantou a hipótese enquanto amarrava o cabelo.


— Ai a paz já não é uma opção. — Estel disse fazendo os companheiros de time rirem. 


— Vocês me ouviram? — Rafael reapareceu — É o nosso rival principal que estamos falando, eles fazem de tudo pra ganhar!


— Rafael, te acalma! — Guilherme Neto, o goleiro e capitão do time, exclamou — Eles não são os únicos que tem um bom capitão e um bom treino, relaxa…


— "Um bom capitão" — Rafael debochou — Aquele cara é um maníaco! 


— É, tem razão. — Guilherme suspirou — Mas é só um amistoso, não tem com o que se preocupar. 


— Hum… — Rafael murmurou indo pegar seu capacete e o bastão de batedor.


Thiago também foi atrás de seu equipamento de segurança.


— Acho bom você não ter perdido o jeito, Amante de Cobras. — Rafael comentou antes de ir para a fila do time. 


O cearense sentiu os ossos de sua mão enrijecerem de raiva.


Um fato desconhecido por muitos é que uma Onça Mansa nunca é mansa sempre.


Esse era o motivo de Thiago Lima estar no time.


***


— Escutem! Um amistoso é um jogo que não conta pontos, mas não é uma piada! Deve ser a sério como qualquer outro jogo, entenderam?! — Arthur Alcântara ditou para seu time.


— Sim, senhor! — Disseram os demais membros do time. 


Exceto um.


O menor membro do time parecia ainda menor por estar cabisbaixo.


— Alisson? — Um colega ao lado o chamou.


— Alih. — Disse baixo — Eu tô… com um mau pressentimento.


— Em relação a quê? — Arthur perguntou.


— Hm… A Fera. — Sussurrou Alih.


Arthur até queria dizer que não tinham com o quê se preocupar, mas até ele estava preocupado. 


As Onças eram tão malditas que até uma fera tinham no time.


Mas isso não podia abalar Arthur, não podia!


Ele era um campeão com sangue de campeão.


Ele sempre ganhava, tinha que ganhar.


— A Fera que se foda! — O Alcântara exclamou. 


Os jogadores da Surivel se olharam apreensivos. 


O capitão da Surivel era conhecido por seu terrível temperamento e o time inteiro podia afirmar que não era apenas um boato. 


— Eu não vou ficar com medinho de uma Onça Mansa com talento! — Arthur dizia em tom alto — Eu nunca entro em campo com medo de perder, e vocês também não devem entrar! 


As palavras de seu capitão autoritário fizeram o time se animar um pouco. 


Afinal, não havia ninguém mais competitivo que uma cobra.


E verdade seja dita, um amistoso entre times tão rivais era praticamente impossível.


***


— Pois então que o jogo comece! — Duda Almeida anunciou animada. 


Os jogadores vieram a campo voando em suas vassouras.


— E para hoje temos Cobras versus Onças em amistoso clássico de Aquadribol. — Duda comentou. 


— Um clichê. — Disse Dora. 


— Você não diria isso se a Arario tivesse jogando, né?


— Não subestime um pássaro, nós temos a melhor visão. — Disse a arara com seus orgulhosos olhos castanhos. 


Duda revirou os olhos sorrindo.


Cada trigêmea amava sua tribo, mas elas também se amavam então não havia nenhuma entre elas.


Era só uma competição saudável entre irmãs. 


— E do lado esquerdo do Rio, temos a Surivel com seus incríveis artilheiros Dirceu Nóbrega e Juca Morais, além do capitão do time Arthur Alcântara! 


Dirceu e Juca até acenaram para a plateia, principalmente para o grupo da Surivel que estava em uma das pontes, mas Arthur tinha seu olhar fixo e sério.


Ele tinha que levar a sério pois não podia perder. 


— Ai… Esses olhinhos azuis… — Duda suspirava no microfone sem se importar de quase estar caindo da plataforma de madeira.


— Continua. — Dora mandou, segurando a irmã pela capa. 


— No meio do campo, temos a dupla de batedores Gustavo Araújo e Juan Ramirez, eu tenho muita pena da bola que se meter na frente desses dois!


Juan era do tipo vaidoso, adorava a glória e os demais gritando seu nome, mas Gustavo mantinha uma feição apática mesmo prestes a começar um jogo. 


— Lá de cima a gente pode ver o apanhador Cauê Freitas já preparado para caçar o Pomo de Ouro. Diz um oi, Cauê! 


— Oi! — Gritou o apanhador.


De todos os jogadores, ele era o mais simpático. 


— Diz um oi, Dora! — Duda pediu.


— Não. 


— Você também não colabora, né? — Disse a mais nova das trigêmeas — O goleiro Alisson Antunes também está preparado pro que der e vier.


— É Alih… — Alih murmurou se abraçando a vassoura. 


— E não se vai pra água sem um Salva-Vidas por perto, por isso vamos dar um viva para Victor Amaral, que tá lá embaixo, coitado! — Duda brincou. 


— Vai te lascar, Duda! — Victor gritou — Oi Dora…


Dora arqueou a sobrancelha.


— E por último mas não menos importante, a estrela do time, o príncipe da Surivel, o Rei das Serpentes: Alexandre Rodrigues! 


Alexandre brilhava como um próprio Pomo de Ouro, seus cabelos loiros, seus olhos azuis, sua postura tão europeia, até sua vassoura era melhor que as outras.


O último modelo lançado da Guerrero era o mínimo para ele.


Ser o Lança-Chamas de seu time tinha seus privilégios. 


Dora abafou o microfone com a mão.


— Que tipo de suborno ele te deu pra você falar isso? — A trigêmea do meio perguntou.


— Sapatos novos e ele prometeu um dia de princesa pra nós três no nosso aniversário. — A Almeida com covinha no queixo disse empolgada.


A arara pensou e levantou os prós e contras de falar tão bem de Alexandre.


— Não conto nada se você não contar. — Disse Dora. 


— Mas ele é um príncipe mesmo, né? — Duda comentou.


— Lide com isso, Dom Pedro. 


— Agora do lado direito do Rio, temos o maravilhoso time da Oncajor, cujo o capitão Guilherme Neto já se encontra no gol pronto para defender seu time. 


Guilherme moveu seu rosto, afastando os fios castanhos claros que caiam sobre seu rosto. 


— Ah… que homão… — Duda suspirou toda derretida.


— Continua. — Dora disse.


— E nós temos o trio da artilharia já a postos: Estel Dias, Flávio Nakamura e Cíntia Barros. 


Flávio e Cíntia tinham uma expressão neutra e normal para quem estava prestes a jogar diante de uma plateia, mas Estel era um poço de tranquilidade fazendo bolas de chiclete.


— A dupla de batedores é a releitura de A Bela e A Fera, com Rafael Rossi sendo o belo monitor e Thiago Lima sendo a temível fera! 


— Hm… fera. — Joel riu da arquibancada. 


Thiago Lima não parecia nada temível do seu ponto de vista.


— A pequena apanhadora da Oncajor, Lara Reis, já está atenta como uma abelhinha atenta para encontrar um pontinho dourado! 


— A Abelhinha faz zumbido, é? — Cauê debochou da adversária.


— Argzzz… — Lara rangeu os dentes.


O apelido de Abelhinha tinha um motivo, além de pequena, Lara fazia um barulho de zumbido toda vez que ficava brava.


Que era quase sempre. 


— E não perto o bastante para molhar o cabelo, temos Brunessa Gomes como a Salva-Vidas da Oncajor. 


Brunessa parecia estar no lugar errado. Seus brincos brilhantes, lábios com gloss rosado e cabelo cacheado tão bem feito e bonito a denunciavam como a princesa que era, mas seus olhos felinos ferozes mostravam que estava no lugar certo. 


— E finalmente! Ela! Aquela que se parece comigo! A Lança-Chamas mais feroz dessa escola: Dara Almeida! 


Não só Duda vibrou, como Dulce, Denise, Benjamin e até Dora aplaudiram a Almeida esportista. 


E lá estava ela, a mais alta das trigêmeas, sorrindo alegremente por poder fazer o que fazia de melhor: Jogar. 


— Lá vem o professor Antônio com a caixa de bolas para começar o jogo de fato! — Duda disse. 


O professor Antônio levou uma maleta grande até a margem do Rio Amazonas.


A primeira bola fujona foi o animadinho Pomo de Ouro. 


— E lá vai o Pomo de Ouro, fugindo como sempre. — Duda comentou.


— O Pomo vale 150 pontos e sua captura pelo Apanhador encerra o jogo. — Dora relembrou as regras. 


— Uh! E lá vai a Calava em seu esplendor flamejante.


— A Calava é enfeitiçada com um fogo que não queima, o Lança-Chamas deve tentar lançá-la na água e se o Salva-Vidas da outra equipe não conseguir impedir, são 50 pontos para o time do Lança-Chamas. 


— Agora o Abalo está livre, fazendo qualquer Balaço parecer um bebezinho! — Duda brincou.


— Um Abalo é maior, mais feroz e mais perigoso do que dois Balaços, e é trabalho dos batedores cuidar desse monstrinho. — Disse Dora brincando um pouco.


— O professor Antônio já vai lançar a Goles… — Duda narrou devagar.


— A Goles ainda é a Goles. — Dora deu de ombros.


— Joguem limpo, pessoal. Isso é esporte, não uma guerra. — Disse o mais velho. 


Oh! Mas o professor não podia ver os olhares determinados dos jogadores. 


Uma capivara, como o professor Antônio era, não entenderia a rixa entre cobras e onças. 


Os olhos azuis de Arthur já estavam vermelhos de ansiedade. 


O capitão-artilheiro olhou para sua maior preocupação, a Fera, Thiago Lima.


Ele viu a conhecida Onça Mansa, considerada uma vergonha para a tribo, unindo as mãos e estalando os dedos de uma vez.


"E a Fera está à solta." Concluiu o Alcântara.


Apesar de um pouco velho, Antônio ainda tinha um arremesso forte o bastante para lançar no meio de dois times flutuantes em vassouras. 


— E começa o jogo!


Arthur foi determinado a pegar a bola. 


— E o capitão da Surivel já está com a Goles nas mãos! E passa por Cíntia, passa por Flávio, Estel tenta atacar mas falha! Arthur já ergue a mão para fazer o ponto… ouch! 


O capitão-artilheiro é surpreendido pelo Abalo

 lançado à sua frente. O susto o fez soltar a bola, que foi rapidamente agarrada por Estel. 


— Não na minha área, Piscinão! — Thiago gritou. 


Arthur rangeu os dentes. 


Era por isso que Thiago Lima era conhecido como a Fera do time. 


Ele não era uma Onça Mansa em campo. 


— Estel passa como um foguete pelos artilheiros e se aproximando dos aros se prepara para lançar…


Estel tinha um arremesso forte mas Alih tinha a rapidez necessária para defender os aros. 


— Tenta de novo, Estel. — Alih disse. 


— Eu vou sim, Alih. — Estel deu uma piscadinha. 


Alih revirou os olhos rindo. 


— A Goles está nas mãos de Juca, ele passa pela equipe da Oncajor, dá a bola para Dirceu, ele prepara… E é ponto para a Surivel. — Duda anunciou animada. 


Dora não disse nada e apenas contabilizou 10 pontos para a Surivel no placar. 


A torcida das cobras foi a loucura. 


— Isso! — Rebecca disse sorrindo amplamente.


Ela amava esportes. 


— A Goles volta a campo, desta vez nas mãos de Flávio Nakamura. Ele é perseguido pelos jogadores da Surivel, mas segue em frente até os aros… oh! Defendido de novo! 


Alih olhou para Flávio, que ficou surpreso com sua velocidade, e deu de ombros.


Porque todos se surpreendiam com sua habilidade?


— Ei! Espera! Aquela é a Calava em posse da minha irmã querida?! — Duda questionou — Sim! É sim! 


Dara Almeida conseguiu a Calava.


A melhor maneira de mandá-la para a água direto era jogá-la ao ar, girar a vassoura e bater nela com as cerdas. 


E foi o que ela fez. 


— Oh! Mas Victor defende, mandando a Calava direto para Alexandre, ele gira e são 50 pontos para a Surivel! — Duda largou o microfone por um segundo — Filho da…


— Imparcialidade, Duda. — Dora disse.


E agora o placar era 60 × 0 para a Surivel. 


Rafael rangeu os dentes.


— Ei, você! Cadê a sua ferocidade tão aclamada? — Ele provocou o outro batedor.


— Ah! Não enche, caralho! Não é como se você tivesse fazendo grande coisa também! — Thiago disse bufando. 


Mesmo sendo mais raivoso em campo, ele ainda conseguia ser racional. 


— Ok, me segue! E de boca calada! — Ele mandou. 


Rafael poderia retrucar, mas ele queria vencer, então o seguiu. 


O Abalo estava equilibrado entre os batedores da Surivel, mas Thiago interrompeu isso roubando a bola bestial. 


Maldita sea! — Juan exclamou.


— Calado, Don Juan! — Disse Thiago.


A Fera passou o Abalo para Rafael e este lançou a bola contra Arthur, que já estava pronto para lançar a Goles nos aros. 


O Abalo atingiu a mão que segurava a Goles de Arthur mas diferente de antes, ele não soltou a bola.


— Não hoje… — Ele arfou de dor.


Arthur se preparou para lançar com a outra mão, era provável que errasse, mas ele tinha que tentar. 


— Espera, o que é isso? — Duda Almeida chamou a atenção de todos. 


Um zumbido se ouvia de Lara Reis, e não era de raiva.


Em suas mãos, havia uma bolinha dourada nas mãos da apanhadora.


Outro motivo para ser chamada de Abelhinha, ela era rápida como ninguém. 


— Lara captura o Pomo de Ouro! Oncajor vence o amistoso. 


E a torcida vibrou. 


As Onças que já tinham perdido a esperança comemoravam e as Cobras felizes murcharam como flores.


Mesmo não precisando mais, Dora contabilizou 60 × 150 no placar.


— Ok, vamos sair daqui antes que você caía. — Dora disse segurando Duda.


— Oncajor ganhou! Irru! — Duda comemorava — Ih! Dara vai se gabar disso por uma semana, né?


— Com certeza.


***


De volta ao vestiário, o time vencedor comemorava, mas seu capitão não estava exatamente satisfeito. 


— Eu disse que não precisava ser tão agressivo, era só um amistoso. — Guilherme disse. 


— Olha, não era minha intenção acertar a mão dele, ok? — Rafael disse.


— Vindo de alguém que declara abertamente o ódio às cobras, acho difícil acreditar. — Thiago comentou. 


— O que você disse? — Rafael questionou.


— Eu disse bom dia. — O cearense disse saindo do vestiário.


— Irmãozão! — Jessica Silva o esperava do lado de fora do local — Você ouviu minha torcida? Eu trouxe até uma corneta!


— Ah era você? Achei que um pássaro morrendo. — Thiago comentou. 


— Eu te treino e ainda me trata mal. — A cobra de sangue quente revirou os olhos — Falando em treino, vamos começar o seu na semana que vem?


Era irônico uma cobra treinar uma onça, mas se isso estava funcionando, então tá valendo. 


Guilherme suspirou. 


Seu time ainda tinha muito a melhorar.


Por aquele corredor, passou Arthur com ataduras enfaixadas em sua mão. 


— Ei, Arthur… como vai a mão? — Guilherme tentou perguntar simpaticamente.


Mas ganhou uma carranca do capitão-artilheiro da Surivel. 


— Isso foi só um amistoso, Guilherme. Se prepare para as partidas de verdade, porque eu vou estar. Com ou sem as duas mãos! — Foi o que ele disse.


Guilherme suspirou novamente.


"Ele é tão competitivo…" Guilherme pensou.


Arthur chegou aos banheiros e encarou sua mão enfaixada.


Não doía tanto, ele estava acostumado com machucados de campo. 


— Vai valer a pena… no final vai valer a pena… — Ele dizia a si mesmo.


Tudo valeria a pena no final se ele fosse um campeão.


Ele tinha que ser um campeão.


Notas Finais


Nota: O que acharam dos times e das incríveis narradoras?


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