História Castelos de Areia - Capítulo 7


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kizashi Haruno, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Temari
Tags Sasusaku
Visualizações 200
Palavras 3.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus amores, Nagami aqui...

Bom, voltei né...rsrs

Trazendo o capítulo de número 7 para vocês! Aqui nesse capítulo vocês entenderão o porque de muitas das atitudes de Sakura; conhecerão um pouco melhor dela e de sua trajetória. Espero que apreciem mais esse capítulo.

Quero agradecer a todos os FAVORITOS e aos MARAVILHOSOS COMENTÁRIOS, muito obrigada meus fofos por todo esse carinho quanto aos meus projetos!

Boa leitura a todos!

Nos vemos nas notas finais!

Capítulo 7 - A frágil complexidade de uma realidade inegável


 

Por que seu coração estava acelerado? – Sakura se perguntou enquanto revisava na memória todo o ocorrido.

Desde o momento que Sasuke retirou a mão de seu rosto ao notar pessoas cochichando ao redor, ao momento que voltavam ao palácio ela se questionava silenciosamente.

Nunca se sentiu assim perto de um homem. E não sabe se era pelo susto ou pelo momento que Deidara a prensou na parede que ela estava dessa forma.

Seu relacionamento com Hidan foi algo intempestivo, não havia sentido esse tipo de sensação. E muitas vezes ela se perguntava se não estava fazendo aquilo na época só para contrariar os pais, principalmente sua mãe, que não gostava da idéia de vê-la acompanhada de um simples provinciano para onde quer que fosse.

Quando os questionamentos a respeito dela estar envolvida com ele começaram, por parte de sua mãe, Sakura quase sempre se desentendia com ela. Até porque naquele período ela realmente não tinha nada com Hidan além de uma amizade. Mas que com o passar do tempo veio se tornar algo a mais.

Sakura não lembra perfeitamente o dia ou quando tudo começou, porém lembra-se do primeiro beijo, que ela definiu como algo novo, não tão intenso, mas novo.

Talvez fosse pelo fato dela não ter experiência naquele período sobre o que seria um beijo ou o que ele poderia provocar, que a tenha levado muitas das vezes estranhar as coisas que Temari, sua irmã mais velha, sempre falava que sentia quando Shikamaru a beijava.

A tal da volúpia que começa no pé do estomago e vagarosamente vai se alastrando por seu ventre, causando uma sensação quente em algumas partes de seu corpo. A respiração desregulada, a falta de ar, a sensação de que o mundo parou ao redor, a falta de audição sobre tudo o que existe por perto, o chão que parece não existir sobre os pés, o calafrio que sobe rápido da ponta dos pés até o último fio de cabelo que  muitas das vezes perdura em seu corpo durante horas, o choque que ambos sentem se alastrar pelo corpo, a quentura que os envolve entre tantas outras infinitas descrições que Temari sempre falava à ela depois de seus encontros.

Ela não lembra de nem uma tão intensa, como as quais Temari descrevia,  ou melhor, a única intensa que ela sentiu foi quando Hidan a tocou. Apesar dela não lembrar perfeitamente de tal noite. Porem foi nesse mesmo dia que sua vida passou a ser um tormento.

O escriba do rei, Deidara, viu quando Hidan a puxou para dentro de sua casa. Era final de ano, ela e Hidan estavam altos de vinho, algo que ela veio a experimentar pela primeira vez também com ele. Apesar dela não lembrar como tudo terminou, algumas coisas de quando ele começou a beijá-la ela ainda se recorda.

As mãos do moreno ao tocar sua costa semi nua, os beijos molhados e afoitos sobre seu pescoço, os apertos de qualquer jeito em suas coxas quando esse lhe jogou sobre o pequeno colchão que havia nos aposentos dele.

Porém outros ela não gosta nem de lembrar. Como, por exemplo, levantar na manhã seguinte assustada olhando em volta sem a mínima noção de como foi parar ali ou sequer lembrar do que aconteceu na noite. Mas seu corpo desprovido de roupas lhe trazia à mente o que poderia ter acontecido.

A angustia e a sensação ruim ao ouvir a voz dele dizendo sonolento que a amava e que não iria abandoná-la por ela ter se entregado à ele lhe precedeu violentamente a fazendo sentir uma sensação agoniante no peito em tal oportunidade.

E como se um choque de realidade a atingisse ela saiu da cama se vestindo de qualquer jeito sem dar ouvidos para o que Hidan falava. Saiu correndo, até que chegou em sua casa encontrando apenas Temari acordada, por ser tão cedo.

Não teve como negar nada à irmã, e enquanto Temari a ajudava no banho ela chorava copiosamente sentindo repulsa pela atitude impensada que teve. E no final, contou tudo que havia acontecido, ou melhor, apenas aquilo que ela lembrava.

O tempo passou e aos poucos foi se acostumando com a idéia de seguir em frente e não mais chorar, havia se conformado de que sua vida naquele período só tinha um destino e esse era Hidan, mas a notícia de que Hidan e sua família teriam que sair do Egito por um tempo, lhe pegou de surpresa.

Apesar dela ter-se mostrado forte quando ele lhe informou que iria, por dentro ela estava destruída, porque lá no fundo, mesmo que ela só sentisse por ele algo especial e não amor, sabia que ele era seu único destino, e mesmo se um dia ela viesse a amar outro homem sabia que não poderia se unir à ele, pois mulheres desonradas jamais poderiam constituir família com outro homem que não fosse aquele que a desonrou. E saber que Hidan iria embora sem data para voltar a fez temer por seu futuro.

Porém ela não reclamou, apesar de tudo, aquilo aproximou ela do povo, afinal esse foi o jeito dela fazer algo por aqueles que ainda tinham alguma chance na vida, já que a chance dela havia se perdido.

Mas... lá no fundo ela esperava que ele voltasse, porém conforme o tempo passava ela perdia a esperança. No final das contas acabou erguendo ao seu redor um alto muro de indiferença. Muro esse que fazia as outras pessoas pensarem que ela não ligava para as mesmas coisas que meninas da idade dela ligariam.

Perdeu as contas de quantas vezes se recusou a participar de eventos e até mesmo de atividades com suas irmãs, sempre dizendo que não gostava, que não queria ou que não se importava com aquelas coisas, porém, era tudo o que ela mais desejava.

Desejava poder sentar-se a mesa com suas irmãs e falar sobre assuntos fúteis sobre a vida, ou sobre como seriam suas vidas de casadas, a noite de núpcias, ou fazer aquela tão conhecida pergunta: – será que vai doer muito? – Porem infelizmente para ela aquilo era só um sonho distante.

Por esse motivo, quando soube da chegada do desconhecido príncipe, e do baile para a seleção de prováveis noivas a assumir o tão desejado lugar de rainha ela lutou com unhas e dentes para não ter que ir, não achava justo tirar a chance de alguém que realmente merecesse, alguém pura, coisa que ela já não era, mas todo seu esforço foi em vão porque no final das contas ela teve que ir.

E hoje se vê envolvida com coisas que não pensou ter que fazer, por ironia do destino ela salvou a vida da rainha, e o pior de tudo, a sua tão conhecida opinião sobre príncipes estava aos poucos mudando.

>>>>>>>>>>>>>>> 

Ela só se deu conta que haviam chego no palácio ao sentir Sasuke tocar seu braço.

Ele já havia descido de seu cavalo e chamava por ela há algum tempo, porém ao perceber que ela não respondia decidiu tocá-la a fim de tirá-la do modo apático que se encontrava.

Despertando de seus devaneios ela olhou para ele.

– Vamos desça, nós já chegamos. – Sasuke a auxiliou a descer.

– Obrigada – agradeceu ao arrumar o vestido sobre o corpo.

– Venha! – se assustou quando sentiu a mão dele sobre sua costa guiando seus passos para dentro do palácio.

– Para onde está me levando?

– Para a mesma sala que me levou ontem.

Ele pontua, seguindo com as pontas dos dedos levemente pressionados sobre a costa dela.

– Não preciso de curativos. – ela resmunga.

Porém Sasuke ignora seguindo com ela mesmo sendo contrária.

Entrando no local ele a manda sentar no mesmo lugar que ontem ele estava.

– O que vai fazer? Não estou machucada.

Sasuke não reponde nada a ela, que se vê sem saída ao sentar sobre o banquinho e cruzar os braços. Quando ele retorna entrega a ela um pequeno espelho e põe uma bandeja sobre a mesinha ao lado.

– Nossa.... – Sakura exclama ao ver seu reflexo.

Seu lábio inferior está parcialmente inchado e há um corte nele por onde um pouco de sangue desceu e acabou endurecendo no canto da boca.

– Deixe-me ver isso... – o futuro rei retira o espelho de mão dela e segura o queixo feminino aproximando o rosto.

– Eu posso fazer isso sozinha. – ela murmura, enquanto ele analisa o ferimento com um pequeno pedaço de pano úmido na mão.

– Acha que eu não sou capaz de fazer isso? – pergunta ao arquear uma sobrancelha. A mão esquerda sobre o queixo dela e a direta com o paninho a centímetros dos lábios

– Não é isso... eu só quis dizer...

– Receba essa gentileza como forma de agradecimento pelo curativo de ontem. – ele corta as palavras dela.

Tocando levemente o lábio inferior com o pano úmido, nota uma pequena careta dela ao sentir o contato. Ele para e observa a expressão dela.

– O que foi? 

Ela pergunta estranhando o fato dele está olhando sério para ela.

– Está doendo?

Ele queria se certificar antes de prosseguir com o ato. Era um cavalheiro afinal.

– N-Não!

Novamente ele faz pressão sobre os lábios dela com o pano, limpando o sangue seco com cuidado enquanto ela pôde apreciar de perto cada detalhe do homem lindo que ele era, e acima de tudo, cavalheiro e educado.

Mas logo cortou seus pensamentos ao senti-lo soltar seu rosto.

– Posso ir agora?

 Interpela impaciente, desejando sair dali o mais rápido possível.

– Não! Ainda não. – Sasuke responde ao retornar para frente dela. Estendendo em direção a ela uma pequena bolsa de compressa que havia pego no reservatório ao lado esquerdo da sala.

– Não tá falando sério... eu não preciso disso.

– Só vai sair quando fizer tudo o que tem que fazer.

Novamente ele estende para ela, que pega logo em seguida bufando e pondo sobre o canto boca.

Sasuke se escora na mesa à frente como da última vez e cruza os braços olhando para ela. Um silêncio perdura entre eles até que Sakura de forma abafada por está com a bolsa no canto dos lábios volta a falar.

– O que vai acontecer com Deidara? – pergunta curiosa.

– Deidara...então esse é o nome dele? – questiona Sasuke ao franzir levemente o cenho.

Sakura da de ombros.

– Ordenei que o levassem preso.

Ele informa ao ver que ela não responderia.

– Por quanto tempo?

 Seu interesse em saber sobre o assunto é mais como forma de precaução e não por está preocupada com aquele que a persegue há anos. Coisa que ela teve que confessar à Sasuke logo depois do ocorrido.

– Ainda não decidi. – responde sério, demonstrando ter se incomodado com a pergunta. – Se ele vinha lhe perseguindo há tanto tempo, porque nunca disse nada a ninguém sobre isso?

– Há coisas mais importantes para eu me preocupar. – contrapõe a filha do governador.

– Então sua segurança não tem importância para você?

– Não quando pessoas morrem aos montes em minha volta. – ela rebate e Sasuke se cala. Permanecendo em pé apenas observando- a.

– Quanto a isso não se preocupe, como futuro rei farei o melhor pelo meu povo.

– Assim espero... – murmura baixinho.

– O que disse?

Ele pergunta ao notar o resmungo dela.

– Nada, só falei que já vou. – Sakura levanta depositando a bolsa sobre a mesa.

Sasuke como da última vez a toma pelo pulso. Toca o queixo dela ao erguer seu rosto levemente para cima como se estivesse vendo um melhor ângulo para observar os lábios dela.

– Está bem melhor! – ele pontua, fitando os olhos dela logo em seguida.

Ambos permanecem se olhando até que o barulho da porta se abrindo os faz sobressaltar.

– Desculpe, eu não queria atrapalhar... – Aika, uma das meninas que participava da seleção pronuncia ao se deparar com a cena.

O rosto levemente corado como se tivesse visto uma cena romântica entre um casal apaixonado.

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– De onde pegou esses livros? – Naruto o questiona ao entrar na sala de Sasuke que já está acompanhado do irmão.

Porém Sasuke não responde ao questionamento do loiro. Sentado em sua cadeira atrás da grande mesa seus pensamentos se voltam para o momento que Sakura se agarrou a ele. A mão pequena sobre seu ombro, a preocupação no tom de voz, os olhos verdes marejados, o sútil toque dele na face dela, tudo, tudo se passava como um pequeno filme cortado onde as melhores cenas foram postas em sequência até o momento que foram interrompidos por Aika que não deu chances para que se explicassem. Simplesmente ela ficou tão envergonhada que saiu correndo logo em seguida.

Sasuke sorrir para o nada ao lembrar-se do resmungo de Sakura a dizer: – Ótimo, a cabeça de vento pensa que estávamos fazendo algo. – E logo em seguida ele a dizer: – Algo? O que, por exemplo?

Viu quando Sakura de repelão tornou a olhá-lo corada e sem jeito tentando desfazer de seu comentário para não ter que responder a pergunta dele. Dizendo que tinha que ir e que o aguardaria na manhã seguinte no mesmo lugar.

Achou adorável ver ela corada, era a segunda vez que aquilo acontecia.

Sasuke só se deu conta dos questionamentos de Naruto quando Itachi o tocou no ombro. Olhando para o lado ele encontra o mais velho em pé rente a sua cadeira.

– Naruto está lhe fazendo uma pergunta. – o mais velho informa, olhando brevemente para o rosto do mais novo e logo em seguida desviando o olhar como se tivesse visto o que não devia.

– Repita a pergunta... – o Uchiha solicita.

– Perguntei de onde pegou esses livros.

– Do templo dos escribas.

– E eles permitiram?

– Eu não pedi, apenas arrombei a porta e peguei. – informa dando de ombros.

– Vamos ter que fazer essa analise o mais rápido possível, para logo esses livros tornarem para lá. – o loiro esclarece

– Porque a pressa?

– Naruto tem razão... – Itachi pontua. – Nosso pai faz conferência nos quatro templos dos escribas espalhados pelo reino no dia de amanhã. A décima quinta lua sobe ao céu hoje indicando que estamos no meio do mês, as conferências ocorrem de quinze em quinze dias agora, por conta dos prejuízos que o reino vem tendo, essa é uma forma que nosso pai encontrou de descobrir algo, porém vejo que não vem dando certo.

– Droga.. se eu soubesse ...

– Tudo bem Sasuke, a culpa não foi sua. Porém foi minha, como o mais velho eu deveria ter informado essas coisas a você antes de mais nada. – Itachi se desculpa.

– Então tudo o que temos que fazer é pôr as mãos na massa durante a noite toda. – Naruto comenta nem um pouco animado ao bocejar já imaginando o quanto de leitura e anotação teria que fazer aquela noite. – A propósito, como pretende devolver esses livros sem ser notado por seu pai? – Novamente o loiro questiona ao pegar preguiçosamente um e pôr sobre as pernas.

– Vou cedo ao templo.

– Então sugiro que seja bem cedo. Nosso pai sai antes do sol nascer.

– Droga. – Sasuke resmunga ao recostar na cadeira, ponderando uma forma fazer tudo isso amanhã.  – Tudo bem, vou dar um jeito nisso, mas agora vamos fazer essas analises.

Decididos a pôr um fim naquilo, os três praticamente passaram a noite em claro, olhando registro por registro, anotando tudo aquilo que não batia nas contas e por fim descobrindo que havia mais pessoas envolvidas do que haviam imaginado.  

Não se tratava apenas de Deidara que era o chefe dos escribas daquele específico templo, haviam soldados envolvidos,  perceberam isso pela diferença de pagamento que alguns recebiam, havia soldado que estavam recebendo uma espécie de gratificação que no livro não era especificado claramente, porém dava-se a entender que eles estavam sendo subornados para fazerem os pagamentos incorretamente aos lavradores e com isso a diferença que ficava em caixa era igualmente dividida entre eles no comando de Deidara. Os demais, quer dizer, bem pouco deles, pareciam que estavam de mãos limpas, pois recebiam somente aquilo que lhes era devido.

Só havia até então um homem a quem podia confiar dentro daquele templo, que seria o mesmo que o recebeu e que lhe mostrou todos os livros de registros que deveria pegar, percebeu que poderia confiar nele no momento que o mesmo chegou até onde estava com Deidara, acompanhado de dois soldados, Sasuke viu a satisfação nos olhos do homem ao levar Deidara preso. Quando Sasuke questionou seu nome ele revelou se chamar Ebisu, e disse que ficaria honrado em poder ajudar em tudo o que o príncipe pudesse precisar.

Sabendo disso Sasuke o pediu para que pusesse Deidara preso em sigilo em algum lugar, não poderia deixar que o levassem para a prisão que fica nas masmorras do reino, pois seu pai como rei ficaria sabendo. Ebisu disse que daria um jeito, e também informou que havia concertado a porta que Sasuke havia quebrado, entregando ao príncipe uma cópia da chave que havia pego das vestes de Deidara, porém deixando claro que nem todos dentro do templo eram amigos.

A expressão que Ebisu usou ao se despedir havia deixado claro para Sasuke que ele não poderia retornar lá com os livros entrando pela porta da frente, e por isso o rapaz de aparência franzina lhe ensinou por onde devia seguir a fim de não ser visto pelos mandatários de Deidara.

Só restava ele arranjar uma forma de avisar Sakura... pois mesmo não querendo acreditar, imaginava que o pai dela tivesse envolvido em algo, só não tinha certeza, mas já pensava em como contar à ela a verdade.

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Deitou-se com gosto sobre a cama quando o cansaço lhe atingiu. Agradeceu aos céus por não ter sido questionada por Aika que a olhava corada vez ou outra. Até sorriu do jeito da menina ao trombar com ela no corredor depois do jantar que todas participaram na presença da rainha, que aproveitou para informar a todas elas que após o dia que viria os testes iriam recomeçar.

Aika não conseguia olhar diretamente nos olhos de Sakura, e quando se esbarrou com ela no corredor seu rosto ficou vermelho como se tivesse com vergonha por ter atrapalhado um momento íntimo.

Sakura achou estranha a atitude dela, imaginou que ela a acusaria de está se aproveitando de sua aproximação da rainha para conquistar Sasuke, mas não, ela simplesmente lhe deu um singelo aceno e desviou seu caminho na direção oposta, e Sakura podia jurar que ela estava sorrindo.

Deixando tais pensamentos de lado ela tentou relaxar.  Sua coluna estava dolorida por conta do baque contra a parede da estrutura que Deidara a prensou. Seus pensamentos se voltaram para aquele momento conforme ela fechava os olhos e sentia o corpo amolecer sobre a cama.

A noite estava fria, inconscientemente ela puxou o fofo lençol sobre o corpo ao virar de lado. Aprumou o rosto sobre o macio travesseiro enquanto seus cabelos cor de rosa espalhado sobre a cama emitiam um leve e gostoso cheiro de jasmim. Adormeceu pensando em tudo o que havia vivido em tão pouco tempo ao lado de certo príncipe.

sonho...

Suas costas foram tocadas levemente, ela remexeu-se sobre a cama. Virando-se para o lado oposto encontra ele com o rosto apoiado no travesseiro, lhe olhando de forma terna e sorrindo. Seus olhos negros lhe transmitiam paz, amor e felicidade. Era como se ele estivesse pleno.

A luz de um novo dia entrou pela grande janela do quarto trazendo consigo a leve brisa da manhã que ao tocar a pele dela provocou certo arrepio. Os pelos do braço se levantaram enquanto ela ainda admirava o belo rosto a sua frente.

A mão masculina tocou a cintura dela apertando levemente e trazendo seu corpo para junto do seu. O calor do corpo dele ao tocar o dela fez com que o frio sumisse. O sol ameno e gostoso bateu sobre a cama iluminando seus corpos que ainda permaneciam colados um ao outro.

– Eu te amo, minha rainha. – Sasuke sussurra no ouvido dela ao beijar seu pescoço. Roçando a barba recentemente feita ali naquele ponto provocando um arrepio gostoso no corpo dela. Que de olhos fechados desfrutava da maravilhosa sensação de ser tocada e beijada por ele.

Um leve sussurro, como se fosse um murmurar, ou até mesmo um gemido, ecoa da garganta dela ao ter seu corpo tocado por ele por baixo das cobertas. Então ela notou que estava nua.

– Eu te quero Sakura... quero você minha rainha. – ele murmura entre o beijo, acariciando com firmeza coxa, costa, e parando as mãos sobre o bumbum volumoso que ela possuía,  apertando de leve no momento que ele pôs seu corpo másculo sobre o dela.

Ela arfou, seus olhos marejaram, seu coração desfibrilou e sua garganta secou ao sentir ele dentro de si. Uma pontada de dor atingiu seu corpo enquanto ela se perdia na sensação indescritível de pertencer à ele.

– É um sonho. – ela murmurava para si de olhos fechados sentindo ele se mover vagarosamente respirando pesado contra seu pescoço...

– É verdade! É um sonho!

A voz familiar a faz abrir rapidamente os olhos para encontrar Hidan sobre seu corpo.

– Você nunca vai ser dele, porque você me pertence e sempre pertencerá.

– Não!

 Ela chora ao ver o rosto dele a sua frente, se negando a acreditar naquilo.

– Eu não sou sua....

Se debatendo tenta tira-lo de cima de seu corpo. Seus olhos transbordam em lágrimas de desespero, se debatendo ao tentar sair da cama.

 

– Sakura, acorde! – O timbre da voz rouca a faz despertar.

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Seus olhos arregalados encontram Sasuke rente a sua cama. Ele está abaixado perto dela com uma mão em sua boca. O semblante levemente franzido observando ela que respira descompassadamente olhando para ele de forma assustada.

De vagar ele retira a mão da boca dela ao vê-la respirar mais vagarosamente.

– O-O que faz aqui? –  questiona ao tentar se levantar, mas ele não permite, segurando o ombro dela que está à mostra, ele olha em volta se certificando que nem uma das moças está acordada.

– Preciso de sua ajuda, mas tem que ser agora! – sussurra.

Sakura tenta assimilar o que está acontecendo. Se tudo é real ou se ainda está sonhando.

Olhando em volta ela nota que ainda está escuro.

– O que...?

– Depois eu conto tudo, mas agora eu preciso que levante, vou te esperar do lado de fora. – fala baixinho rente ao rosto dela e logo depois se levanta. – Não demore, por favor. – ele pede.

Sakura o vê se afastar em meio ao escuro, ela ainda pode sentir as sensações boas que teve ao sonhar com ele presente em seu corpo como se fosse real.

Suas costas batem na cama quando o vê sair pela porta. Ela põe ambas as mãos no rosto abafando um grito agoniante que se forma em sua garganta, seu rosto balançando de um lado para o outro em negação. Negando aquilo que seu próprio corpo está sentindo e seu coração falando.

Isso não pode está acontecendo...

Eu não posso me apaixonar por ele.


Notas Finais


Triste né? Dá pra compreender agora um pouco da personalidade e das ações dela, não é?

Bom, agradeço por ter lido até aqui.

Brevemente estarei postando o próximo. Obrigada por tudo!


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