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História Castle of Glass - Capítulo 27


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Notas do Autor


Sim, um ano depois eu resolvi postar um capítulo da fic!
Época de quarentena, vamos de matar o tédio.

Capítulo 27 - Capítulo 26 - O Futuro de Grandine


Uma semana inteira passou e Natsu continuava desacordado, dormindo sob o mesmo teto que seu irmão mais velho, Zeref. Igneel e Lucy mal conseguiam dormir ao anoitecer, a loira não conseguia se afastar do marido mesmo enquanto sentia algumas dores nas costas pelo peso da barriga. Anna e Layla tiveram o papel de tentar alimentá-la e manter sua sanidade para os bebês a caminho, quais elas ainda não sabiam da existência.

Laxus Dreyar, do Reino do Trovão, ainda não havia dado respostas sobre seu apoio, mas Layla sabia que ele tinha conhecimento sobre o pequeno ataque ao Reino das Chamas. Ela odiava o irmão cada vez mais pela imprudência de ter criado um filho tão ruim quanto ele.

Já havia amanhecido mais uma vez quando Grandine Marvell entrou no grande quarto dos filhos de Igneel Dragneel e encontrou Lucy sentada em uma poltrona ao lado do rosado. Natsu continuava respirando bem, mas ele transpirava mais que o irmão mais velho e parecia bem mais lento em sua recuperação. Grandine tinha poucas esperanças sobre ele, mas não tinha coragem de avisar a Heartfilia porque não aguentava ver as olheiras e o semblante triste no rosto dela, tudo ao que ela ainda se prendia era a esperança de que ele fosse acordar cedo ou tarde.

— Como ele está? – Grandine colocou a mão no ombro da loira e recebeu um falso sorriso em resposta.

— Como estava ontem.

— Ele vai melhorar – ela mentiu. — Você acha que consegue conversar com Altair Vermilion outra vez?

Grandine foi ao ponto e mudou de assunto para não precisar continuar mentindo.

— Ele disse que só retornaria no dia do meu parto, não deixou nenhuma pista para manter contato. – Grandine lamentou, Lucy entristeceu ainda mais. — Isso quer dizer que não conseguiram contato com a irmã dele, não é?

— Apesar de Zeref ter citado ela para vocês, nós nunca tivemos pistas sobre essa mulher. Mavis Vermilion é uma lenda e seu irmão também era até você ser a primeira pessoa que o viu.

— Sim, com cabelos dourados e tudo. Ele tinha olhos azuis escuro, pareciam duas pedras preciosas no seu rosto.

— Parece que eles são realmente parecidos. Os gêmeos que se separaram por contra própria… – Grandine pareceu julgá-los. Para ela, irmãos gêmeos precisam ficar juntos até o final da vida, principalmente se eles têm apenas um ao outro como companheiro, o caso de Mavis e Altair.

Lucy ficou pensativa e apreensiva. Passou tanto pensando apenas nas condições do seu amado e aflita com medo de sua morte que acabou se esquecendo sobre os gêmeos que carrega na barriga. Olhou para Grandine segurando a vontade de lhe contar tudo, falar sobre as duas crianças e pedir ajuda, já que a azulada precisou separar os filhos assim que nasceram, as duas compartilham de um sentimento parecido a essa altura. Mas Lucy desconfia e teme a todos.

Ainda se lembra de ter confiado em Acnologia e tudo que ele lhe retribuiu foi uma estrada com o caminho para a ruína.

E mesmo assim ninguém estava tão furiosa, inquieta e despedaçada quanto Anna Heartfilia. Ninguém conhece muito sobre seu relacionamento com o ex-conselheiro do rei, mas todos sabiam ou desconfiavam sobre uma amizade peculiar que acontecia entre os dois. Devido ao seu estresse dos últimos dias, Layla desconfia que a irmã estivesse se apaixonando novamente pelo homem que a traiu, pela segunda vez.

Com Anna mantendo as portas de sua residência fechadas, a irmã mais nova só tinha a chance de tentar fazer companhia para sua única filha que mesmo grávida, ainda não comia.

— Eu trouxe o café da manhã para nós. – Layla apareceu no quarto com uma grande bandeja de comida e suco.

Lucy sorriu, mas seu estômago nem ao menos comemorou ver uma comida deliciosa. Layla depositou a bandeja em uma pequena mesa de canto que elas improvisaram para as refeições.

— Como estão as coisas lá embaixo? Alguma notícia sobre sua irmã ou seu irmão? Seu sobrinho? – Grandine pegou uma xícara e se serviu.

A loira chacoalhou a cabeça, entristecida.

— Se meu sobrinho pensa em nos ajudar, ele parece estar bem preguiçoso para isso. Ivan não fez contato comigo, não perguntou se estamos vivas ou bem. Anna está… – Ela sopesou.

— Lidando com a traição. – A voz de Lucy saiu mórbida, desesperançosa, longe. Grandine e Layla olharam para ela, surpresas. — Eu também confiava em Acnologia, algo dentro de mim dizia para ter esperanças com ele, de que era um homem bom. Não foi fácil para mim assimilar que ele tinha nos traído, que estava com Zeref.

Ela olhou para o moreno, que dormia sereno, e respirou fundo. Zeref não parecia tão amedrontador ou raivoso enquanto dormia. No fim, Lucy também não acreditava que ele era uma pessoa ruim.

— Estamos sendo traídos por todos os lados e não há ninguém para nos ajudar, nem nossa família. – Os olhos de Lucy estavam brilhando e cheios de lágrimas que lutavam para não cair, ela não queria se sentir frágil agora.

Layla deixou a comida e as xícaras na bandeja e segurou a saia do vestido para correr até a filha e colocar as mãos em seus ombros. Lucy sorriu diante do gesto carinhoso e acolhedor, tudo que ela precisava no momento.

— Nós somos uma família e permanecemos assim quando Natsu e Zeref acordar.

— Não tenho tanta certeza – Lucy retrucou —, Zeref ainda quer vingança, mesmo enquanto dorme.

— Igneel vai conseguir conversar com ele, parece que eles não vão acordar tão bons assim para que ele consiga continuar uma guerra ou assassinar o próprio irmão. – Layla acreditava profundamente nas palavras de Igneel, acreditava que ele tinha o poder de conversar com alguém.

E naquele momento Grandine congelou. Além do medo de que Natsu nunca mais fosse acordar, ela viu um futuro, ainda não se sabia ao certo se era distante ou próximo, mas viu um futuro onde Igneel lançava suas chamas contra alguém e aquilo lhe custava a vida. Então ela soube, enquanto observava Layla e Lucy conversando, que havia uma guerra.

E haveria sangue.

E morte.

Mas ela não queria avisar ninguém, não queria correr o risco de encarar a mudança dos fatos caso ela revele o que viu.

[...]

Dentro de sua residência próxima ao castelo, Anna passa o dia andando de um lado para o outro se perguntando como deixou que Acnologia entrasse no seu coração novamente. Os dois haviam tido um romance de adolescente há anos atrás, Anna cedeu as inúmeras cantadas e provocações do azulado e logo depois descobriu que ele estava enganando-a sobre se alistar ao exército. Anna era contra tanta violência e não queria viver uma vida de agonia esperando pela volta do marido depois de guerras e batalhas.

Acnologia a deixou mesmo assim, esse era seu objetivo desde tão novo, mas seu coração sempre se aqueceu ao saber que a loira havia lhe dado ao menos uma chance para que pudessem ficar juntos. Se ele havia conseguido uma segunda chance, acabara de arruinar mais uma vez.

E isso tirava Anna do sério.

Ao contrário da irmã e sobrinha, Anna tem dormido bem e por muito tempo, mas do momento em que se levanta até deitar novamente, ela não consegue parar de escrever e pensar. Perdeu as contas de quantas cartas já havia enviado para Mavis e Altair Vermilion.

Ela sempre ouvira histórias sobre os Gêmeos da Luz, os únicos que sobreviveram ao extermínio dos gêmeos no continente, e uma das histórias era sobre as cartas. Nenhum dos dois gostam de aparecer tão fácil e ninguém consegue manter contato, mas as cartas sempre os traziam de volta. Dizem que a mãe deles lhe enviavam cartas quando era viva.

Na mais recente carta, Anna quase quebrou o lápis ao pressionar tanto a palavra “ajude-nos”, quase implorando para que ele aparecesse.

Quando suas esperanças se foram, alguém bateu na porta. Algum sentido extra dentro da Heartfilia soou avisando sobre uma visita bem-vinda. Tudo que Anna pensou foi: é um deles.

A loira foi correndo até a porta e, antes de abrir, arrumou o cabelo e o vestido marrom. A figura de um homem lindo, loiro e alto, apareceu diante dela. Parecia um anjo.

— Altair Vermilion – ela sussurrou para si mesma, para ter certeza de que aquilo estava realmente acontecendo.

— E você deve ser Anna Heartfilia, estou correto?

Ela assentiu inúmeras vezes. Seus olhos ficaram marejados de emoção, emoção por ter esperança e por saber que seus dedos cheios de calos não estavam daquele jeito em vão.

Os dois entraram juntos e se sentaram no sofá da sala. Anna avisou que estava fazendo um chá, e Altair decidiu esperar. O homem, todo vestido de branco e dourado, agora tinha linhas pintadas no meio da bochecha.

— Graças as suas cartas, precisei ir até o correio conseguir mais espaço.

— Então você recebe todas as cartas – aquele não foi um tom de admiração vindo de Anna Heartfilia, ela estava zangada. — E mesmo assim ignora a maioria delas.

— Nem todos que mandam cartas estão realmente precisando de ajuda, Anna.

— Estou precisando de ajuda há dias.

— Eu percebi – ele pigarreou —, suas cartas foram bem específicas e diretas. Até uma ameaça de caça você me enviou, é tão poderosa assim? Para caçar um homem considerado um deus?

A loira deu de ombros.

— Sua irmã é inteligente, isso me assusta mais do que o seu poder.

— Oh, também sou inteligente, Anna Heartfilia. – Ele abriu um sorriso simples. — Mas a inteligência também custa caro, tanto quanto meu poder. E precisei reunir tudo isso durante esses dias, por isso demorei para vir.

Mesmo desconfiada e ainda irritada, ela aceitou a justificativa e manteve o olhar que o julgava no rosto. Altair desviou o olhar.

— Ao julgar pelas ruas vazias e o medo pairando no ar desse reino, vejo que a situação parece pior do que você descreveu. Preciso saber de algo? – Ele perguntou.

Anna respirou fundo.

— Me diga quem importante você conhece.

— Conheço todos, até os não importantes. – Ele sorriu.

Ela o encarou de cima a baixo e não pareceu surpresa.

— Igneel Dragneel era o rei deste reino e recentemente o destinou ao filho mais novo…

— Natsu Dragneel, o garoto das chamas. – Altair concluiu.

— Sim. Mas o filho mais velho de Igneel, qual todos pensavam que estava morto, retornou no pior momento possível. Ele exige o trono de volta e acusa o pai de tentar assassiná-lo.

Altair esperou por mais, outros detalhes, mas Anna parecia contente com tudo que havia relatado. Mesmo encantada pela presença dele, ela ainda duvidava um pouco de sua fama e suas habilidades. Tinha receio ao falar demais.

Quando percebeu que aquilo era tudo, Altair começou a pensar. Levou a mão até o queixo e disse:

— O garoto fala a verdade.

Anna estremeceu e arregalou os olhos.

— O que? – A pergunta saiu involuntária.

— Igneel Dragneel tentou se livrar do filho mais velho quando ele ainda era uma criança. – Anna preparou para protestar, mas Altair a impediu. — Zeref tem o dom da escuridão, ele tem a magia das sombras dentro de si. O Mago das Sombras, é ele.

O Mago das Sombras foi citado inúmeras vezes na história, eles sempre morriam com o tempo. Zeref não poderia, um filho de Igneel não poderia ser um deles. São criaturas horríveis, matam sem piedade e sugam toda a vida e energia de suas presas. São como sanguessugas que não o deixam vivo.

— Igneel jamais faria isso, mesmo que o filho fosse…

— Igneel fez, Zeref é. – A expressão no rosto de Altair se tornou séria. — Se não quer acreditar em minhas verdades, Anna Heartfilia, sinto muito em lhe informar que não poderei ajudar, que não sirvo para você.

Talvez ele estivesse mentindo para desestabilizá-la, talvez ele nem fosse Altair Vermilion de verdade. Anna preferia acreditar nisso do que acreditar em suas palavras, era insuportável pensar que havia sido enganada mais uma vez, pensar que sua sobrinha havia se casado com o filho de um monstro. Pensar que Igneel era tão ruim e cego por poder como Weisslogia.

— Você ainda quer saber mais, não quer? – Ele arqueou a sobrancelha, parecia saber exatamente sobre o que ela pensava.

— Quem é Weisslogia para você? – Ela perguntou. Altair sorriu diante da pergunta que ele tanto esperava.

— Weisslogia é o rei anterior do Reino da Clareza, pai do atual rei Sting Eucliffe. Weisslogia tem um ótimo país, foi um ótimo rei, mas é uma péssima pessoa. Manipulador, vingativo, ambicioso e frio. Ele mandou assassinar uma rainha certa vez e nunca pagou o preço.

— Qual rainha?

— Isso mudaria o futuro, se eu lhe dissesse.

— Está escondendo as coisas? Foi para isso que lhe chamei? – Ela ironizou.

— Algumas coisas nem eu posso responder, nem Grandine. Oh, Grandine Marvell, ela se arrepende por ter se deitado com Weisslogia.

— Não estou interessada.

Altair pareceu ofendido.

— Certo, Anna Heartfilia, Natsu Dragneel tem salvação. Zeref Dragneel é poderoso. Sua irmã confiou nas pessoas erradas, está apaixonada por Igneel. E você também se apaixonou por quem não deveria, Acnologia a amou e ainda a ama, mas você sabe que ele não merece reciprocidade.

As palavras a tocaram de forma rude e agressiva, seu estômago embrulhou e os ombros se encolheram.

— O mais importante é que sua sobrinha pode não sobreviver ao parto dos gêmeos. Os gêmeos podem não sobreviver também.

— O que… você está dizendo… – A voz de Anna era quase um pedido de ajuda silencioso, nem ela sabia o que estava dizendo.

— Se tudo continuar como Grandine previu, você terá Natsu de volta e perderá sua sobrinha e os filhos dela.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3
Foi curto pra vcs matarem saudade e SABER que essa fic voltou!!!!! Demorou muito, mas voltou.
PS: algumas coisas eu esqueci, outras mudei, então tudo bem estranharem algumas informações.


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