História Casual - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Casual, Original, Relacionamento, Sexo Casual
Visualizações 4
Palavras 2.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


*Esta é uma obra de ficção e não tem a intenção de fazer apologia à prostituição e muito menos incentivá-la.

Capítulo 1 - Um


- Dois anos?!

O grito de Isabela chamou a atenção de metade das pessoas que estavam no restaurante e próximas da mesa onde ela estava com as amigas Carolina e Sofia. Bela, como era chamada pelas duas melhores amigas, era escandalosa por natureza, falava alto, gesticulava exageradamente e ria sempre às gargalhadas. Mas o que havia feito Bela se espantar foi a confissão de Sofia.

- Tá todo mundo olhando pra cá. - Carol sussurrou e Sofia se encolheu na cadeira.

Para Sofia era como se todos tivessem entendido a surpresa de Bela e agora todos faziam a mesma pergunta apenas olhando para ela. Tudo isso porque Sofia havia dito que há dois anos não se relacionava com ninguém. Nem um beijinho, nem um contato novo. E para as amigas isso era quase um pecado.

- Desculpa! - Isabela riu - Mas é que não dá pra acreditar Sofia.

- Por que não? - Sofia tentou se defender - Eu só quis tirar um tempo pra mim!

Carol e Bela olharam para a amiga e cada uma delas ergueu uma sobrancelha.

- Sei. - falaram juntas e Sofia revirou os olhos.

- Cara, você deixou aquele fulano detonar você Sofia! - Bela jogou a bomba na mesa - Você se privou por conta dele?

Sofia desviou o olhar e pegou o copo com água virando totalmente em seguida. O nome dele era Enrique e eles haviam se conhecido em uma festa de um amigo de um amigo de Sofia. Eram essas festas regadas à bebidas ruins, músicas piores ainda e muita droga. Quando ela acordou em sua casa ele estava dormindo ao lado, completamente nu e lindo. Enrique era um homem alto, loiro e de olhos cor de mel. Fazia o estilo surfista, tinha um corpo atlético, mas nada de músculos exagerados. Tinha a pele bronzeada levemente e um rosto proeminente de traços fortes, lábios medianamente grossos e o pênis mais bonito que Sofia já tinha visto. E então ela se apaixonou na segunda vez que transaram, naquela manhã em que ele a beijou sem ligar para o hálito matinal. E o beijo de Enrique tinha uma coisa que Sofia não sabia explicar, ela nunca soube.

 

- Fala sério! - Isabela quase gritou novamente, mas Carol a deteve levantando a mão em um sinal de “menos, Bela, menos” - Não vai me dizer que ainda espera que ele volte?

- Não. - a voz de Sofia saiu tão fraca que não possível acreditar no que ela disse.

- Pega leve Bela! - Carol intercedeu.

- Tá, desculpa Soul. - Isabela encarou a amiga - Mas é que aquele cara foi um grande filho da puta com você!

- É verdade. - Carol concordou.

- Eu sei. - Sofia admitiu.

Ela, mais do que ninguém, sabia disso. Foi ela quem ficou em um relacionamento conturbado e intenso que durou seis meses, mas que pareceu ter durado seis anos. O começo foi lindo, como todo relacionamento é. Enrique levava flores, mandava mensagens românticas e sensuais, dedicava músicas e poemas e era um verdadeiro gentleman. Sofia subiu em nuvens de glória rapidamente e quando deu por si estava dizendo “eu te amo” após uma transa fodástica. E claro, Enrique disse a mesma coisa para ela e no dia seguinte apareceu com um vinho caro e um par de alianças de compromisso.

- Você falou com ele durante esse tempo? - Isabela estava curiosa e indignada.

- Não, nunca mais nos falamos depois que ele sumiu. - Sofia não conseguia erguer os olhos e encarar as amigas.

- Você ainda gosta dele Soul? - Carol perguntou quase sussurrando.

- Eu não sei.

Três meses depois das alianças serem colocadas nos dedos Sofia passou a assistir seu relacionamento degringolar sem qualquer explicação aceitável. Enrique havia mudado do vinho para a água, além de ter se mudado para a casa dela. Não tinha mais flores e nem mensagens. Sem músicas ou poemas dedicados no meio da tarde e o sexo passou a ser automático. Ele gozava e dormia e Sofia descobriu que Enrique roncava feito um motor velho de caminhão.

O trabalho se tornou prioridade e o príncipe desencantou, chegando cada vez mais tarde e sempre com as mesmas desculpas básicas: reuniões, novos clientes, reuniões com novos clientes, relatórios para os novos clientes, reuniões de entrega de relatórios para os novos clientes e finalmente Sofia encontrou Enrique com uma mulher em um barzinho próximo ao trabalho dele.

Entrou, fez escândalo, jogou a bebida na mulher, deu um tapa na cara do namorado, chorou e foi para a casa de Isabela. Ficou três dias lá até que Enrique apareceu com a sua melhor cara de “me perdoa”, um buquê de flores e outro vinho caro. Isabela tentou convencer Sofia de que aquilo não era real e que ele iria trai-la novamente, mas aqueles olhos cor de mel adoçavam Sofia e ela foi para casa com Enrique por inteiro.

Não tocaram no assunto, mas beberam o vinho e conversaram sobre outras coisas. Fizeram planos para o futuro, riram, trocaram carícias e quando o vinho acabou fizeram o melhor sexo que já tinham feito durante o tempo que estavam juntos. E aquele clima durou um mês. Completaram quatro meses de namoro. No quinto mês Enrique precisou viajar a trabalho e ficou quinze dias fora, mas não se esqueceu de Sofia. Mandava mensagem, se falavam por vídeo chamada e ele sempre dizia que a amava. Sofia subiu em nuvens de glória novamente e quando Enrique voltou a pediu em casamento.

 

- Soul, você precisa esquecer esse cara, e isso vai começar agora!

O garçom se aproximou da mesa e Isabela pediu a conta. Ela tinha planos para Sofia, mas tinha que convencê-la a aceitar.

- Vamos para minha casa, hoje você vai pegar uma baladinha comigo. - Isabela sorriu e entregou o cartão de crédito para o garçom.

- Ah não! - Sofia a encarou - Não quero balada, barulhos...

- Você está parecendo uma velha falando assim! - Bela digitou a senhora e logo o garçom devolveu o cartão com o número de telefone anotado em um pedaço de papel - Obrigada!

Isabela sorriu para ele e recebeu uma piscada. Já tinha um tempo que trocava olhares com o garçom bonitão.

- Como você consegue? - Sofia riu.

- Sei lá! - Isabela deu de ombros e riu - Acho que é meu charme natural.

 

Casar. Sofia nunca tinha se imaginado casada, mas ao ver o anel de noivado no dedo ela passou a fantasiar como seria sua vida com Enrique. As amigas haviam alertado para que ela esperasse mais um pouco, mas Sofia não via o porquê de esperar e o casamento foi marcado para o dia em que completariam seis meses de namoro. Enrique disse que queria que as duas datas fossem iguais e Sofia achou muito romântico. Tudo foi feito às pressas, seria um daqueles casamentos intimistas com pouca gente e somente a cerimônia com juiz de paz. Sofia fez questão de usar branco e comprou um vestido simples e moderno. A festa seria em um restaurante rústico com um jardim maravilhoso e um lago artificial. Enrique e Sofia fizeram tudo juntos. Escolheram os pratos do jantar, as sobremesas e as bebidas. Sofia ficou com a decoração e Enrique com os convites. Isabela foi convidada para ser a dama de honra e Carol a madrinha de Sofia.

Os dias passaram rápido, Enrique precisou viajar novamente para o mesmo lugar, mas estaria de volta um dia antes do casamento. Sofia estava em êxtase. Reservou horários para ela e suas amigas no melhor salão de beleza da cidade e na noite que iria anteceder o casamento elas foram em uma despedida de solteira. Sofia preparou o jantar e deixou um bilhete para o futuro marido antes de sair. Enrique havia mandado uma única mensagem naquele dia dizendo que o vôo iria atrasar e ele chegaria à noite. Sofia não se preocupou. Isabela a pegou em casa e encontraram Carol no clube das mulheres.

Bebidas e bebidas, uma após a outra, Sofia foi se soltando. Bela e Carol contrataram um dançarino super musculoso só para Sofia. Ele dançou para ela, sobre ela, com ela. Sofia passou a mão por onde pode e no final ganhou um beijo de tirar o fôlego. Depois foram para um barzinho e disputaram quem bebia mais shots de tequila. Sofia ganhou. A essa altura ela já não lembrava do salão e do casamento. Não se tocou que no dia seguinte estaria com ressaca e aquela cara amassada pós balada. Às quatro da manhã ela chegou em casa completamente bêbada e caiu na cama do jeito que estava. Sofia não percebeu que Enrique não estava na casa. No dia seguinte ela acordou com batidas na porta. Isabela e Carol estavam lá para levá-la ao salão.

Sofia abriu os olhos com dificuldade e sua cabeça parecia que iria explodir. Se arrastou até porta e abriu, indo para o banheiro em seguida. Vomitou, chorou, vomitou de novo, xingou, vomitou e se acalmou. Procurou por Enrique, mas nenhum sinal dele. O prato deixado na geladeira estava intacto. Procurou pelo celular para poder ligar, mas não encontrou o aparelho. Carol ofereceu o dela, mas quando Sofia ligou ela ouviu a seguinte mensagem: “o número chamado não existe”. Ligou mais algumas vezes e ouviu a mesma mensagem. Começou a entrar em desespero e ligou mais vezes e ouviu a mesma mensagem. Enquanto Sofia caia das nuvens Isabela tentava encontrar o celular da amiga, talvez tivesse alguma mensagem. Mas não encontrou e ao ligar caia diretamente na caixa postal.

Sofia ligou na empresa aérea pela qual Enrique sempre viajava e o voo que ele disse que chegaria atrasado chegou na hora e não havia nenhum passageiro com o nome dele. Depois Sofia perguntou pelo voo que Enrique disse que iria pegar e foi informada que esse voo nunca existiu. Isabela e Carol não sabiam o que dizer e o silêncio estava matando as três mulheres sentadas na sala. Sofia entrou em estado catatônico e enquanto Carol cuidava dela, Isabela foi cuidar de cancelar tudo. Ao final do dia ela voltou exausta pela correria e Sofia ainda estava no mesmo lugar, do mesmo jeito. Chamaram uma ambulância e ela foi levada para o hospital onde passou a noite e saiu no dia seguinte. Agradeceu às amigas e pediu para ficar sozinha. Tentou ligar para Enrique novamente, mas a mesma mensagem se repetia. Sofia tentou por mais de quatro horas até que finalmente se deu conta de que havia sido abandonada. Soltou um grito longo e caiu de joelhos em um choro compulsivo. Chorou até que adormeceu e depois de acordar no carpete da sala, Sofia tomou um banho, juntou tudo que era de Enrique e colocou no lixo. Ela nunca mais tentou falar com ele e também nunca recebeu notícias do homem que lhe jurou amor.

O amor dos mentirosos e covardes.

 

- Por que não contrata um garoto de programa?

Isabela e Sofia olharam para Carolina como se ela estivesse ofendendo Jesus ao pé da cruz. Carolina era a versão comportada do trio de amigas. Não bebia, não fumava e só fodia depois do terceiro encontro. Mas Carolina falava palavrão, um ponto positivo para ela frente às duas desbocadamente desbocadas.

- O que foi?! - ela fingiu não perceber o espanto da dupla.

- Desde quando você é adepta do pagar por sexo? - Isabela destravou as portas do carro e elas entraram.

Carolina sorriu um tanto maliciosa.

- A questão não é essa, - ela sentou no meio do banco traseiro e se apoiou nos bancos da frente - eu quis dizer contratar um homem para dar prazer.

- E não é a mesma coisa? - Sofia afivelou o cinto.

- Não! - Carolina foi taxativa - Existe uma diferença.

- E qual é, senhorita expertise?! - Isabela a encarou pelo espelho retrovisor e manobrou o carro.

- Só paga por sexo quem não consegue sexo. - Carolina encostou no banco - E paga por prazer quem gosta de variar.

Sofia e Isabela se olharam rapidamente. Fazia sentido.

- E você paga por prazer? - foi Sofia quem decidiu perguntar.

- Claro! - Carolina abriu um sorriso enorme - Posso te indicar o site onde eu contrato meus garotos.

Isabela olhou para trás incrédula e Sofia olhava para qualquer direção tentando digerir as últimas informações e tentando se imaginar contratando um garoto de programa. Seria no motel? Na sua casa? Na casa dele? Ela não conseguia formar uma imagem completa e teve de admitir: estava enferrujada!

- Pode me contar mais disso! - Isabela quebrou o silêncio - Onde você acha esses caras?!

Carolina estava adorando a situação. Agora ela era a poderosa do pedaço, mesmo que ela pagasse, mas nem Bela e nem Soul tinham feito isso.

- Lembra do Marcos, aquele que eu levei no seu aniversário? - Carol sorria.

- Não?! - Sofia olhou para trás.

- Sim! - Carolina piscou para a amiga.

- Porra! - Isabela gritou - Gostoso pra caraleo!

- Amiga..., - Carol suspirou - aquele homem tem uma energia infinita!

As três gargalharam e Carolina começou a contar detalhes do sexo com Marcos, Roberto, Elias, Bruno, André, Pablo, Júnior, Gustavo e até o Aroldo que de feio só tinha o nome, mas compensava com o maior pênis que ela já tinha visto.

Sofia e Isabela prestaram atenção total nos relatos de Carol e fizeram muitas perguntas sobre como funcionava o processo e se era seguro. Carolina explicou tudo em detalhes, inclusive como chegou ao site onde ela se comunicava com os rapazes. Todos eram maiores de 21 anos e tinha também homens mais velhos, na casa dos 50 anos, para quem curtisse um coroa. Tinha homens para homens, homens para mulheres e homens para casais. Tudo era feito pelo site, exceto o pagamento que era feito assim que o contratado chegasse.

Qualquer coisa poderia ser combinada dentro dos limites de cada pessoa e isso ficava descrito nos perfis. Era possível até pedir para levar flores ou fingir que já conhecia o contratante.

- Carol, eu tô chocada! - Isabela estacionou o carro no subsolo do prédio onde morava - Como você achou esse site?

- Ah, nem lembro mais! - Carol abriu a porta e saiu - Mas adorei!

- Vamos subir logo e encontrar um homem para Sofia! - Bela pegou a amiga pela mão e a puxou em direção ao elevador.

Carolina as seguiu, imaginando qual homem Sofia escolheria.



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