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História Casual - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi pessoal, desculpe a demora, Maroca desculpe não ter te respondido ainda e nem ter comentado suas fics, é que desde sexta eu estava fora de casa e hoje decidi terminar esse cap, mas amanhã estarei ativa novamente.

Gente, vai ter mais um cap depois desse, eu prometi dois, mas serão 3, desculpe.
Eu espero que goste, bora curtir, beijos.

Capítulo 2 - Noite Intensa


A chave girou na maçaneta e a porta foi empurrada pela moça, que já entrou retirando os tênis, sem precisar se curvar, enquanto alcançava o interruptor e acendia as luzes.

 

Ken permaneceu parado na entrada, ainda a processar a conjuntura. Mordeu a parte interna da bochecha e limpou o suor das mãos na lateral de suas calças, sentia-se como se tivesse regredido a um adolescente inexperiente.

 

“Doce lar!” Inoue caminhou para o meio da sala e abriu os braços. “Vamos, Ken-kun, não seja tímido, pode entrar! “ Convidou divertida.

 

Ken retirou os sapatos e entrou observando o apartamento.  A decoração era alegre e jovial, mas não agressiva. A sala dava vista para a cozinha americana e o espaço que seria reservado para a copa, foi customizado para uma moderna área de jogos composta por cadeira gamer,  máquina de pump dance,capacetes de realidade virtual, óculos e aparelhos que o detetive nunca tinha visto antes.

 

“Uau! Você gosta mesmo de tecnologia!” Admirou-se o rapaz hipnotizado com a peculiaridade do espaço.

 

“Um dia eu quero só ficar em casa testando jogos e encontrando defeitos para os desenvolvedores melhorarem a jogabilidade.” Miyako respondeu risonha. “Quer jogar alguma coisa?”

 

“Jamais. Eu não te desafiaria no seu território.” Ken respondeu olhando-a se livrar do casaco que ele havia emprestado.

 

Ele não pode deixar de vislumbrar tanta pele à mostra. Miyako era alta e longilínea, com cintura fina e seios médios. Ken nunca definiu o tipo de mulher preferida, mas sabia que certamente ela se encaixaria em todos os quesitos, pois, sentia-se atraído por ela mesmo antes de entender sobre o assunto. 

 

“ Não me olha dessa forma.” Inoue pediu  assinalando para que ele se sentasse.

 

“ De que forma?”  Ichijouji  se sentou observando Miyako a escolher uma playlist.

 

“Me censurando.” Ela choramingou brincalhona.

 

Colocou uma balada baixa e tranquila para reproduzir e se acomodou proxima ao rapaz.

 

“Censura? Acho que não. Longe disso. Eu sempre admirei toda essa sua atitude.” O rapaz confidenciou.

 

Ela arqueou as sobrancelhas e deu um riso desacreditado.

 

“Fala sério?” Duvidou enfática.

 

“Acha mesmo que eu mentiria sobre algo assim?”

 

“Para ser sincera, Ken-kun, eu não sei. As vezes eu tinha a impressão que você me evitava quando éramos adolescentes.” A moça  foi direta e ácida pressionando o ponto.

 

“Desculpe. Isso é verdade.” Ele confessou diminuído.

 

“ Bingo! Eu sabia. As garotas diziam que era coisa da minha cabeça” a moça penteou os cabelos com os dedos e bufou  jogando as costas contra o encosto do sofá. “ Te admiro, mas te evitava... Isso faz algum sentido?”

 

“Não faz, me desculpe?” Ele pediu se sentindo estúpido.

 

“ Você foi meu primeiro amor, sabia? Acho que sabia; porque você fugiu de mim. Foi pra você que eu guardei meu primeiro beijo por muito tempo. Eu não estou falando de um falso ídolo das capas de jornais e revista. Eu me apaixonei pelo garoto meigo e gentil, que mesmo atormentado pelos erros que cometeu, se levantou e seguiu em frente.”


 

“ Sinto muito, de verdade. Eu gostava de você também. Meu Deus, eu gostava muito, mas não sabia como lidar. Era tudo muito intenso pra mim.”

 

“Muito intenso?”

 

“É… Talvez as coisas fossem mais simples da sua perspectiva, mas para mim naquela fase da  vida,  era confuso lidar com  descobertas sobre amor, atração sexual..  Desculpa, eu achava que era herético…”  O rosto do detetive estava enrubescido, era embaraçoso ser tão sincero, mas ele sabia que a tinha magoado no passado e julgava que devia essa explicação a ela. “ você era uma boa amiga, sempre me apoiou, me incentivou e foi gentil, mas foi com você que tive meus primeiros sonhos adultos. Quando nos encontrávamos era como se todos soubessem ou, que você soubesse e eu achava desrespeitoso, tive  muita vergonha e medo de te magoar, de me magoar. Então fui me afastando cada dia mais e, um dia veio a notícia que você iria para Espanha.”

 

“ Você tinha sonhos eróticos comigo… Se afastou de mim porque sentia atração demais e tinha vergonha?” Ela riu desgostosa, como se aquilo fosse inconcebível. “ Fui para Espanha  porque queria uma mudança radical; independência, rostos novos, respirar novos ares, desapegar de um amor unilateral e viver dilemas reais. Inclusive, você nem foi na minha festa de despedida.” Apontou magoada.

 

“ Sério? E o que eu iria fazer lá? Dizer que estava feliz porque você estava indo para longe? Miyako-san, depois da notícia da sua partida eu nem conseguia sair do meu quarto direito, mal  me alimentei. O que eu diria?” Retorquiu amargurado.

 

“Eu não posso acreditar. Isso é tão absurdo pra mim. Eu fui embora tão magoada com você e, esses anos todos eu sempre repetia para mim que você não era obrigado a retribuir  meus sentimentos. Forcei-me a aceitar e aceitar que eu não tinha tanta importância pra você, nem mesmo como amiga.” Miyako desabafou sinceramente.

 

“ Mas você era importante, até demais. Eu perdi as contas de quantas vezes desejei voltar o tempo e viver todos os clichês de um romance shoujo com você. Eu poderia ter te levado em festivais, encontros, passeios no parque. Mas quando nos encontramos novamente você já estava comprometida. E se te consola saber, eu me odiei por isso.” O detetive declarou emocionado.

 

“ Não me consola, porque eu tive que superar você, Ken-kun…” Disse ela.

 

“Claro, é isso que é ser adulto, não é? Acho que eu tive que superar você também, Miyako-san.” Respondeu o rapaz.

 

“Porque somos adultos agora e aquilo era besteira de adolescentes, certo?” Miyako retorquiu.

 

Ele  assentiu engasgado, ela assentiu  sentindo um nó na garganta.

 

“ Eu vou buscar algo pra gente beber. Acho que precisamos depois disso.” Ela se levantou, mas Ken a puxou pelo pulso e a fez cair em seu colo. Ele a envolveu em um abraço tão apertado que poderia quebrar-lhe as finas formas.

 

Miyako ficou petrificada ao sentir o peito  palpitante do rapaz e a   respiração pesada contra a curvatura de seu pescoço.

 

“ Mentira. Que se dane toda essa coisa de ser adulto. Eu não superei nada, e todas as vezes que eu ouço seu nome, que vejo algo que me lembra você eu ainda me sinto perdido e quando eu te encontro é sempre difícil lidar com a euforia que me corrói.. E quando você brinca de flertar comigo, eu sempre quero te arrastar para uma cama e fazer amor com você a noite inteira. Eu nunca superei, acho que nunca vou superar!”

 

E sem se soltar do enlace, Miyako girou o corpo e encarou os olhos azuis por alguns segundos, incrédula com a confissão e com toda atitude em si.

 

“Idiota! Idiota!  Tem razão, que se dane essa coisa de adultos. Eu também nunca superei de verdade. Eu só queria acreditar, que você acreditasse, que o mundo acreditasse e talvez se tornasse verdade, mas eu nunca superei E todas as vezes que eu brinco de  te paquerar é só para você ver a garota incrível que perdeu e como ela está ótima sem você, mas eu na verdade adoraria que você me arrastasse pra cama e que fizesse amor comigo a noite inteira.”

 

“ Então diga-me que não é tarde e que ainda existe tempo pra nós.” Ele sussurrou sedutoramente.

 

“ Por essa noite, eu digo que é o momento perfeito.” Ela respondeu em um murmúrio débil.

 

Eles se encararam como se estivessem a se certificar de que aquele momento estava mesmo a se concretizar e instintivamente  aproximaram os lábios, colidindo as respirações afetadas. Os braços de Miyako repousaram sobre os ombros do rapaz, as mãos enlaçaram aos cabelos índigos, os soltando. O toque de Ken percorreu pela pele nua da cintura feminina a sustentando pelas costas.

 

Na proximidade mínima, os olhos se fecharam e as bocas se encontraram afoitas, lascivas. Com o sorver e mordiscar dos lábios, o perpassar e orlar das línguas, gemidos foram abafados durante o tórrido ósculo. As ansiosas unhas de Miyako correram pelo couro cabeludo do rapaz enquanto as mãos de Ken exploravam as formas femininas, apreciando-as, reivindicando-as desejosamente.


 

“Eu amo seu cheiro, seu gosto, o som da sua voz...”  No pausar dos beijos, Ken escorregou os lábios para o alvo pescoço feminino, mordiscando e sorvendo a fina pele, inalando seu aroma adocicado. “ Você me tira o juízo!”

 

 “ Eu posso sentir…”  Miyako  encontrava-se sentada sobre o colo do rapaz, posicionavam-se face a face e  ela podia sentir o pulsar viril contra sua intimidade. “O que posso fazer sobre isso?” Questionou atrevida passando a ponta da língua contra a orelha dele e sugando o lóbulo, rebolando deliberadamente sobre a ereção de Ken.

 

O rapaz  respondeu o rebolado da moça com um gemido rouco, salaz, invadindo-lhe o pequeno top com uma das mãos e apertando-lhe o seio, deliciando ao sentir o bico rijo contra sua palma e os dedos a se afundarem no recheio. Inoue sonorizou seu prazer, sentia sua calcinha embebida em libido. Ela moveu-se torturantemente sobre a ereção de Ichijouji roubando-lhe mais grunhidos.

 

Em retribuição a provocação, Ken encontrou o pequeno zíper do top e o retirou do corpo de Miyako, expondo-lhe os seios os quais ele precisou de um tempo para admirar. Ela sorriu lisonjeada com o olhar cobiçoso que recebera. O sorriso deu lugar a um gemido manhoso ao sentir o rapaz perpassar a ponta da língua pela aureola e sorver o bico. A sucção suave tornou-se gulosa ao passo que os corpos remexiam-se acelerando e potencializando o sarrar entre os sexos.

 

“ Vamos tornar isso justo.” Miyako sussurrou erótica ao ouvido do rapaz, enquanto se levantava o puxando para um ambiente mais apropriado.

 

 Adentraram ao quarto entre beijos desejosos e toques ousados. A garota percorreu a mão pela parede encontrando o interruptor e iluminando o local, empurrando o  rapaz sentado sobre a cama e, puxando-lhe a camisa para fora do corpo. E dessa vez ela quem admirou o físico de Ken; perfeito em sua concepção. Miyako deixou que suas unhas brincassem pelas formas masculinas, escorregando para seu colo, o prendeu em um abraço, escorregando os seios contra o tórax de Ken.

 

Ambos se deleitaram com atritar das peles nuas. O recheio a esmagar-se e os mamilos túrgidos  a roçar contra o tórax do rapaz ,só o instigava a querer mais daquela textura. Ele fartou-se ao massagear e apertar os seios de Inoue, abocanhando-os novamente. Ken gemia com a boca cheia, enquanto sentia seu pênis estimulado pelo rebolado feminino. Seu toque escorregou pelas curvas da moça invadindo-lhe a calça e afastando o  o lingerie úmido. Ele estremeceu com a urgência de penetra-la quando seus dedos escorregaram na vulva encharcada e cálida.

 

“ Que delícia! Molhadinha!” Ele murmurou com a boca cheia, intercalando de um seio a outro. “ Mal posso esperar para me enterrar nesse calor!”

 

“Eu mal posso esperar para sentir cada centímetro desse seu pênis gostoso, bem fundo dentro de mim!” Ela confessou com timbre entrecortado.

 

Os cabelos índigos foram puxados, quando Miyako se contorceu e arqueou as costas para trás ao sentir-se penetrada pelos dedos do rapaz. Ken usou de toda sua experiência para dar prazer a ela; com o polegar; pressionou levemente o ponto mais sensível do sexo feminino, enquanto os dedos iam e vinham na viscosidade do núcleo  férvido. Naquela conjuntura luxuriosa ao extremo, entre gemidos e esfregações, não demorou muito para que Miyako chegasse ao orgasmo.

 

O prazer feminino foi ecoado em uma sonoridade deliciosa aos ouvidos do rapaz,  que não suportou a intensidade do momento, ter a garota que sempre desejou a se derreter de prazer em seus braços, era seu limite. Precisava meter-se bem fundo dentro dela imediatamente. Seu membro petrificado já doía a cada vez que vibrava na ânsia de invadir aquele núcleo quente.

 

 Ele girou os corpos, deitando-a sobre a cama e, a livrou das calças sentindo sua ereção pulsar dolorosamente ao vislumbrar a fina calcinha cuja transparência salientava o púbis rosado devido a afluência lubrica.  Enquanto escorregava lentamente o lingerie  pelas pernas  longilíneas, mordeu o lábio inferior com a visão peculiar da ousada ausência de pêlos. Célere, livrou-se do restante de seus trajes, observando-a nua; os cabelos lilases a cascatear emoldurando a face corada e a pele alva a  contrastar com  os lençóis escuros.

 

Miyako ainda sofria com os efeitos de seu orgasmo quando o  sentiu pesar sobre si. As bocas se buscaram em um beijo voluptuoso. Ela gemeu na boca dele  sentindoo pulsar do  membro rijo conta sua feminilidade. Suas mãos escorregaram ansiosas pelas costas masculinas em um chamado primitivo. As pernas abriram-se a esfregarem-se pelas dele envolvendo-o pelos quadris, reivindicativas. 

 

Ainda preso naquele beijo, Ken posicionou seu membro contra a entrada encharcada empurrando-o lentamente, saboreando-o a ser engolido  deliciosamente pelo núcleo cálido que se comprimia em espasmos a mastigá-lo. Miyako ergueu a pélvis para recebê-lo melhor e, ambos gemeram extasiados quando ele meteu tudo até a base e os púbis se colaram.  As unhas femininas escorregaram pelas costas do rapaz, em resposta a intensidade do  prazer experienciado.

 

A garota rebolou lascivamente friccionando as pelves viscosas. Ken sentiu cada fibra de seu corpo vibrar em júbilo. Tomá-la era incomparável a todas as incontáveis vezes que já fantasiara com o momento. Estar fundido a ela era mais que sensação, era realização. Para Miyako, não era diferente, mais que prazer, era o findar de uma longa espera, a concretização de um “talvez” que a perseguira por anos, como um fantasma faminto.

 

“Você é tão gostosa…” Ken sussurrou em timbre afetado ao ouvido de Miyako, enquanto iniciava um lento e escorregadio movimento de penetração, ganhando gemidos manhosos dela.” Mais do que eu tenho fantasiado todos estes anos!”

 

“Sou toda sua, me pega com força…” A garota provocou a rebolar sob ele, enquanto escorregava seu toque e apertava-lhe o traseiro forçando-o a acelerar os movimentos.” Me mostra o quanto você me quer.” Instigou decidida a ganhar tudo dele.

 

“Não me provoca assim, Miyako-san…” Ele respondeu afastando o tronco, saindo quase que por completo do encaixe e voltando a arremeter com pressão, escavando-a o mais fundo que pode, deixando-a mais chorosa e escandalosa.

 

Extasiada, delirante de prazer, Miyako mordeu o lábio inferior e provocou ofegante.

 

“Ui! Miyako-san, é?” Ela debochou do uso do honorifico em um momento como aquele.” Vai me chamar assim quando eu estiver cavalgando bem gostoso e te fazendo chamar meu nome repetidamente?” Questionou maliciosa brincando com a imaginação e o orgulho do rapaz.

 

Ken balançou a cabeça negativamente e seu membro pulsou forte com a provocação. Talvez  estivesse sendo muito amável dando a ela tempo de troçar dele? Decidido, ergueu o tronco,  a agarrou pelas coxas abrindo-lhe bem as pernas e começando a estocar freneticamente. Miyako engasgou e revirou os olhos involuntariamente, seu deleite era sonorizado sem nenhum filtro conforme  o talo pulsante escorregava por suas paredes íntimas e lhe açoitava o baixo ventre, escavando-a vorazmente.

 

Ichijouji extasiava-se com a completa conjuntura; tanto em penetrá-la selvagemente, quanto em poder ver o ato em si, uma vez que todas as suas experiências sexuais anteriores tinham como exigência as luzes apagadas. Do ângulo em que estava ele tinha a perfeita visão; as expressões devassas e deleitosas na face da garota, as mãos dela ansiosas a agarrar os lençóis como se buscasse sustentação, os seios balançando  com o impacto das estocadas.

 

Ao mirar o atritar dos sexos e vislumbrar o vai e vem de seu pênis com pressão na vulva empapada, era como se o prazer triplicasse. Aquela penetração quente e molhada, cada vez mais escorregadia, cujos ruídos aquosos e o ecoar do atrito entre os corpos se assemelhava a palmadas já estava deixando o rapaz próximo ao seu limite. Ele reduziu a potência das investidas, tornando-as vagarosas e mesmo assim estava gostoso demais e quase impossível conseguir atrasar a explosão de seu ápice. 

 

O rapaz quedou o tronco sobre o de Miyako e brincou um pouco mais a afundar o rosto contra os seios macios, sugando-os intercaladamente. Ela choramingou ansiosa por mais daquela pegada selvagem. Moveu-se embaixo dele, rebolando e impulsionando o encaixe mais profundo.

 

“Não para, Ken… Eu quero te sentir com força, bem rápido!” Ela pediu remexendo os quadris e sentindo o membro fundo a escorregar dentro de si, pulsar com o seu pedido.

 

“ Se eu continuar…” Ele pausou interrompido por um gemido involuntário. “ Eu não vou aguentar, tá muito gostoso!”

 

“ Então não se segure, me dê tudo de você, me preenche todinha!” Ela instigou.

 

 Beijaram-se demoradamente, saboreando os lentos e profundos movimentos pélvicos,viscosos. Ken desfez o beijo e travou o maxilar, ergueu o tronco voltando a colocar pressão nas investidas, enterrando-se luxuriosamente se deixando aproveitar ao máximo daquelas sensações, arrancando gritos de Miyako. Ele queria se derramar dentro dela, precisava, merecia…

 

“ Deliciosa, deliciosa… Eu fantasiei isso por tanto tempo… Essa sensação, esse calor…” As falas de Ken se misturavam aos ruídos aquosos das atoladas frenéticas e aos gemidos da garota. “Eu não queria que isso acabasse nunca!” Confessou entre os dentes, arremetendo mais fundo e com mais força.

 

Miyako sentia seu corpo inteiro a vibrar e balançar com os ligeiros movimentos e, a potência dos impactos. Os lençóis já tinham se desarrumado e embolado-se ao redor deles. A medida que o membro vigoroso ia e vinha contra as paredes íntimas, o ato se tornava mais deleitoso e o atritar dos pubs estimulava seu ponto máximo de prazer, enquanto a glande enchia seu núcleo. Ela queria mais, precisava, merecia… Ela estava quase…

 

“ Mê dê mais… Mais forte… Acaba comigo. Você é muito gostoso!” A fala  feminina saía impactada.

 

E já era o limite para ambos, os corpos suados goticulavam na cadência da cinesia, os cabelos grudavam-se ao suor. As vozes se misturaram na entonação do prazer, enquanto as deliciosas formigações públicas explodiam em um orgasmo avassalador que se espalhava como lava por ambos os corpos. E por alguns segundos eles estavam fundidos na suprema sensação do deleite compartilhado. Paulatinamente, os âmagos tomados pela euforia latente, acalmavam saciados.

 

Eles mantiveram-se fundidos a apreciar a sensação de se pertencerem, até que os corpos reivindicassem  espaço para se refrescarem e recuperarem energias. Ken quebrou o contato e quedou para a lateral. De olhos ainda fechados, ambos respiravam ofegantes enquanto os remanescentes espasmos de prazer ainda percorriam por suas veias. O ambiente fresco da madrugada aos poucos ia refrescando as peles suadas.

 

“ Eu nunca tive um sexo tão bom.” Instintivo, Ken revelou sinceramente.

 

“ Isso foi mesmo intenso! Se eu soubesse que iriamos acordar meus vizinhos, teria sugerido um lugar mais propício.” Miyako brincou, vendo o detetive cobrir o rosto com ambas as mãos.

 

“Deus! Os vizinhos!” Ichijouji pareceu ter um estalo de realidade,mas em seguida relaxou e brincou.” Da próxima vez podemos ir para outro lugar, se você quiser?” Ele precisava se certificar de que aquilo aconteceria mais vezes.

 

“Então está combinado.” Ela gargalhou entendendo a jogada. “Quando seria isso:”

 

“Estou livre no fim de semana que vem. O que me diz?” Ele a puxou para seu peito, acariciando os cabelos lavanda.

 

“Eu digo que a semana vai demorar a passar, porque eu ficarei ansiosa.” Miyako selou um beijo terno nos lábios do amante.

 

Eles ficaram trocando beijos e carícias, conversando sobre seus empregos,amigos, famílias e trivialidades. Não demoraram a recomeçar mais uma intensa sessão de prazeres, que para ambos, fora bem melhor do que o idealizado por anos. Miyako era livre e ousada e criativa na cama e Ken, jogaria quaisquer resquícios de conservadorismo fora,  para levá-la ao paraíso.

 

Os planos do detetive eram de voltar para casa na manhã seguinte, contudo, como só adormeceram depois do raiar do sol, os planos foram frustrados. Ambos despertaram ainda morosos pela intensidade da noite e miraram o horário, desacreditados; já passava das 14:00 e concordaram que precisavam de um banho. Antes disso, Miyako ligou para o delivery e pediu o almoço.

 

Com os planos frustrados e diante de um convite para demorar um pouco mais, considerando  o contentamento da companhia, ele acabou se permitindo esquecer um pouco do mundo e aproveitar o restante do dia ao lado de sua “velha amiga.”Neste ritmo, foi tão repentino como uma noite de sexta de repente deu lugar a uma noite de domingo e, eles foram forçados a se despedir. Em outra situação, o rapaz jamais teria se demorado tanto na casa de um amigo, mas naquela em especial, ele tinha certeza de que não  tinha sido inconveniente.

 

Era hora de voltarem para suas vidas, de lembrarem de seus celulares; cujas mensagens  e chamadas perdidas se entulharam, era hora de dizer aos amigos e familia que estavam vivos durante o final de semana, apenas tiraram uma  CASUAL folga do restante do mundo.






 



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