História Catch Me If You Can - Capítulo 3


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Miguel, Monica
Tags Âmbar, Miguel, Romance, Sou Luna
Visualizações 146
Palavras 1.350
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, meus amores!!
Bora conferir mais um capítulo?
Espero que gostem...

Capítulo 3 - Apenas Te Fazendo Lembrar


#Miguel

Eu não sabia o que estava acontecendo. O que estava rolando comigo mesmo. Porque fui beijá-la? Porque quase... Eu me sentia sujo. Impuro. Indigno de dividir a cama com a Mônica, quando na verdade pensava em outra. Queria outra. Era algo estranho. Eu jamais pensei em trair a minha esposa. Sempre fui fiel. Nunca desejei outra mulher e do nada, comecei a sentir esse desejo pela Âmbar. Aquela boca... Não saía da minha cabeça de nenhum jeito possível. Respiro fundo sentando na cama e encaro Mônica. Ela não merecia isso. Era uma pessoa maravilhosa e eu a traí... Da pior forma possível.

- Miguel? Está acordado a essa hora? – Sinto ela me chamar e fico sem saber o que falar. Engulo a seco e viro meu rosto para voltar a encará-la.

- É... Fiquei sem sono e resolvi caminhar um pouco.

- Ah sim, entendo. Quer que prepare algo?

- Não... Não se preocupe. Eu... Eu vou tomar um copo de leite e logo volto. – Falo e me levanto da cama novamente. Não conseguia ficar ali ao lado dela sabendo que havia a traído. Mônica era um anjo e eu jamais poderia ter feito o que fiz.

Chego na cozinha e enquanto sirvo um copo de leite, as imagens daqueles momentos na sala juntamente com a Âmbar enchem minha mente. A sensação do seu corpo próximo ao meu faz com que meu corpo reaja e fique arrepiado. O toque de seus lábios com os meus me fazem ir ao céu e voltar. Eu parecia um adolescente em plena puberdade. Conhecendo os prazeres de um primeiro relacionamento. E isso era ridículo. Minha situação era ridícula. Eu sabia que estava tudo errado, mas não conseguia parar de pensar nela. Âmbar estava frágil. Bom... Ela era frágil e por mais que tentasse agir como uma garota durona e fria, eu sentia que no fundo... Ela precisava de amor e carinho.

Os acontecimentos daquela noite não saíam da minha cabeça. A conversa que tivemos... O abraço... E de madrugada... Aqueles beijos. Eu estava completamente ferrado. Tomo de uma vez só o copo de leite e passo as mãos pelo cabelo, respirando fundo tentando afastar aqueles pensamentos impuros que estava tendo. Decido então voltar pro quarto e tentar dormir.

Assim que chego no mesmo, vejo Mônica dormindo tranquilamente e tento não fazer barulho. Não queria acordá-la. Não conseguia olhar em seus olhos. Simplesmente não dava. Não naquela noite. Acabo então deixando o sono vencer e adormeço. Tudo pra que? Pra sonhar com ela. Se já não bastasse tudo o que havia acontecido naquela noite, eu ainda tinha que sonhar com ela. Castigo pior que esse acho que não poderia existir.

[...]

Acordo cedo, pois não havia conseguido dormir direito. Quando dormia, sonhava com ela e quando estava acordado... Também pensava nela. Eu não conseguia me entender. – Bom dia, meu amor. – Mônica fala saindo do banheiro. Ela vem até mim e me dá um beijo calmo na boca. Retribuo, tentando transparecer que estou normal. Mas a verdade é que nada estava normal. A situação estava fora do normal. E eu me sentia extremamente perdido.

- Bom dia.

- Dormiu bem?

- Sim e você? – Pergunto enquanto ela arruma minha camisa.

- Do seu lado eu sempre durmo bem. – Mônica fala e eu me sinto ainda mais culpado. E se eu contasse tudo pra ela? Se eu dissesse que havia beijado a Âmbar? Ela iria me odiar... Pior, iria querer se separar e eu não queria isso. Eu ainda a amava. Pera aí... Ainda? Como assim, ainda? Ela era a mulher da minha vida. Deveria amá-la sempre, não deveria? Âmbar estava me deixando louco. Em todos os sentidos.

Termino de me arrumar enquanto observo Mônica sair do quarto. Respiro fundo e também saio. Precisava tomar café, ou melhor dizendo, enfrentar a tentação, digo... Provação mesmo.

- Bom dia, senhor Alfredo. – Falo ao chegar na sala de jantar.

- Bom dia, Miguel. E as minhas netas? Já acordaram? – Alfredo fala e eu fico sem saber o que responder. Como o ano letivo ainda não havia começado, Luna ficava dormindo até mais tarde. Já a Âmbar... Não fazia a menor ideia de onde poderia estar.

- Estou aqui, querido vovô. Mas... Pelo que vejo, a sua... Neta preferida está atrasada pro café da manhã. Que lástima. – Escuto a voz de Âmbar invadir a sala e a encaro. Engulo a seco quando vejo como está vestida. Seu estilo de visual ainda continuava sendo o preto, mas mesmo assim ela estava linda. Aquelas roupas pretas e aquele estilo a deixavam ainda mais linda. Seus olhos azuis ficavam ainda mais brilhantes e penetrantes. Lindos. Eu poderia ficar ali olhando pra eles por horas e horas, mas precisava voltar pra realidade. Pra MINHA realidade. Eu era um homem casado. Não podia ficar encarando uma garota como Âmbar. Precisava dar um jeito de parar de pensar nela e o mais rápido possível.

- Âmbar, isso são modos de falar? Minha neta... Você não é mais nenhuma criança. Já fez dezoito anos. Precisava se comportar como uma mulher.

- Mas eu sou uma mulher, vovô. Mesmo que ninguém aqui me veja como uma e sim, como uma... Menina caprichosa e rebelde. Talvez eu seja isso também. Mas sou uma mulher. Madura o suficiente pra não deixar ninguém mandar na minha vida.

- Ninguém quer mandar em sua vida, Âmbar. Só queremos te ajudar. – Falo e ela me encara, franzindo o cenho.

- Ajudar? Você está falando que quer me ajudar? Me poupe, Miguel. Do SEU tipo de ajuda... Quero distância. – Ela fala e se senta numa cadeira justamente em frente a que eu estava sentado. Decido ficar calado e logo Mônica senta ao meu lado. Luna então aparece e começamos a comer. De vez em quando podia sentir o olhar de Âmbar sobre mim, mas tentava ignorar. Aquela situação estava muito tensa. E eu não queria piorar ainda mais. Precisava esquecer o que havia acontecido. Era o melhor a se fazer.

[...]

Uma semana se passa. Uma torturante e intensa semana havia se passado desde aquela loucura da madrugada. Nunca mais havia ficado sozinho com Âmbar. E sempre que a oportunidade surgia, inventava algo pra fazer. Eu percebia seus olhares e sabia que ela não havia esquecido nada, assim como eu também não havia me esquecido. E isso era o pior. Toda vez que me deitava pra dormir, seus olhos azuis vinham em minha cabeça. Eu não era homem de chorar por coisas desse tipo, mas essa situação estava me fazendo entrar em desespero.

- Miguel? – Escuto uma voz atrás da porta de meu quarto e arregalo os olhos. Era ela. Mas... O que queria em meu quarto? Respiro fundo e me levanto da cama para abrir o mesmo. Havia ido pegar alguns papéis ali e os estava analisando em cima da cama. Não esperava ser interrompido. Ainda mais por ela.

- Senhorita Âmbar? O que deseja? – A encaro e engulo a seco. Seu olhar estava diferente. Mais... Escuro. Seria... Cheio de desejo?

- Já esqueceu?

- Do que?

- Do que rolou entre a gente? Já esqueceu, Miguel? – Ela me pergunta e eu engulo a seco.

- Não. Mas prefiro não procurar lembrar. Deveria fazer o mesmo. – Falo e me viro de costas e essa é a brecha que ela encontra pra entrar no quarto e trancar a porta. Me viro rapidamente e a encaro. – O que está fazendo?

- Apenas te fazendo lembrar. – Ela diz e se aproxima de mim. Sem me dar tempo de fazer algo, ela me puxa e me beija de uma forma intensa e apaixonada. Fico sem saber o que fazer. Deveria empurrá-la e tirá-la de meu quarto, mas no fundo... Eu queria aquilo. Queria aquele beijo. Queria ela. Só pra mim. Acabo então por corresponder ao beijo e agarro sua cintura a apertando fortemente contra mim. Sinto-a estremecer em meus braços. – Eu quero você, Miguel. Eu quero você... – Ela sussurra contra minha boca e eu me afasto a encarando. Eu não sabia o que fazer. E estava perdido. Perdido naquele mar de perdição que eram seus olhos.


Notas Finais


Gostaram? Odiaram?
Mereço comentários?
Miguel está se sentindo extremamente culpado por estar traindo Mônica. A confusão em sua cabeça está cada vez pior. E a nossa querida Âmbar parece que não quer colaborar.
O que acham que irá rolar no próximo capítulo?
Gente... Era pra fanfic ter apenas cinco capítulos, mas terá mais que isso. Uns dez ou mais... Vai depender das minhas ideias, ok?
Até mais!!


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