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História Cathedral - Capítulo 1


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Notas do Autor


Hello my angels, já há muito tempo queria brincar com o tema da religião com o casal mais proibido para fazer tal coisa.

Então antes de vos desejar uma ótima leitura, apenas quero deixar claro que isto não é de todo uma crítica à religião pois todos nós somos livres de termos as nossas crenças, e mesmo que eu não me identifique com nenhuma religião em específico, eu respeito todas elas. Todos nós temos direito de acreditar em Deus desde que isso não ponha em causa o nosso bem estar nem o bem estar dos outros. Pessoalmente, eu acredito no Panteísmo que é mais uma corrente filosófica do que uma religião em si, até que quando me perguntam se eu sou católica (eu cresci num lar com essa crença e até hoje a minha mãe quer me obrigar a fazer o Crisma, help!), eu respondo que sou ateia.

❥ Resumindo: este texto é apenas uma forma metafórica de encarar a felicidade e o prazer quase puro que Sebastian finalmente encontrou, pela primeira vez nos milénios da sua existência, no corpo, na alma e na mente do Ciel. Não tem nada a haver com nenhum religião propriamente dita, muito menos é uma censura a quem crê em Deus.

Algumas músicas que ouvi a escrever isto:
https://www.youtube.com/watch?v=NTfeMhyyy5o
https://www.youtube.com/watch?v=f8OHybVhQwc
https://www.youtube.com/watch?v=O5Kw41JAfG4
https://www.youtube.com/watch?v=1UUYjd2rjsE

Capítulo 1 - Highway to Heaven, Stairway to Hell


Fanfic / Fanfiction Cathedral - Capítulo 1 - Highway to Heaven, Stairway to Hell

Here I am,

Will you send me angel?

Here I am,

In the land of the morning star.

✞ ❦ ✞ ❦ ✞ 

Existem imensas coisas maravilhosas sobre o pequeno mestre de Sebastian, seria impossível escolher apenas um traço da delicada criatura que ganhasse a coroa por ser o mais formoso. Contudo, as coxas deliciosas de Ciel costumam captar avidamente a atenção do demónio, que se fascina com a maneira digna e soberana daquele cruzar de pernas enquanto o conde bebe subtilmente o chá da tarde, sentado com ar de superioridade, num afirmar aristocrático, a pose firme que leva o mordomo a querer prestar a sua vassalagem ainda mais devotadamente. Está de tal forma submisso, que se sentiria especial caso fosse ordenado a limpar a sola dos sapatos do conde com a sua própria língua. Padecia cativo aos modos orgulhosos e feições sublimes do seu belo mestre. 

Todas as manhãs e finais de tarde, enquanto observa Ciel a levar a porcelana da chávena refinada aos lábios, provando com gosto os dois cubos de açúcar dissolvidos na fragrância líquida, Sebastian deseja poder tirar fotografias despercebidas ao seu mestre, gravar a preto e branco eternamente num papel, todos belos ângulos do menino, a graciosidade da face do anjinho, cujas expressões se tornam quase infantis quando pensa que ninguém o está a observar. E na hora do banho, o demónio tem o privilégio de admirar Ciel desnudo na banheira, num estado vulnerável, com a cabeça levemente inclinada para trás, de olhos fechados, perdido algures num descanso merecido. 

Feliz por tratar do seu mestre, feliz por ser quem o veste, lava e mima, Sebastian tem o cuidado adicional de esfregar bem entre os dedos delicados dos pés pequeninos do conde, tão macios por desconhecerem o chão áspero, tão desacostumados a caminhar pois o mordomo sempre o carrega ao colo. Ciel chama-o de velho e tarado quando Sebastian o beija depois de lavar a espuma dos seus tornozelos, os seus lábios infernais acariciam e provam o mel que adocica os pés do menino, a língua bifurcada desliza por cada dedo, desfazendo-se em gemidos sombrios, o demónio é louco por eles e não se importa de ser envergonhado pelos risos sádicos do seu mestre.

E oh, claro as pernas lindas e pálidas, tão fáceis de pisar, arruinar e pintar com nódoas negras entre apertos e mordidas. A anatomia mergulhada em puerícia do juvenil corpo de Ciel fâ-lo parecer uma obra da Renascença, a etérea beleza do thigh gap entre as suas pernas magrinhas é um dos pilares da religião que Sebastian criou no meio delas. Aliás, ele crê que a Santíssima Trindade resume-se às curvas magníficas de Ciel, aos lábios rosados que lhe proporcionam beijos celestiais e ao calor prazeroso e divinal que há na catedral dentro do seu menino. 

É isso o que Ciel é aos olhos do demónio que o possui - a mais resplandecente catedral alguma vez imaginada. E todas as vezes que Sebastian entra lá, nasce um ardor misterioso dentro de si, o diabo fica com vontade de rezar para que o seu lord atenda as suas preces. Eles até podiam brincar às igrejas como as crianças brincam às casinhas de bonecas, afinal a religião é isso, não é? Brincar inocentemente ao faz de conta com amigos imaginários. O demónio sabe que o seu mestre adora jogos, eles podiam fazer de conta também. Sebastian ajoelhava-se perante o seu menino-anjo, com um rosário azul nas mãos, um terço da mesma cor dos olhos chegas-perto-afundas do Ciel.

My darling lord, eu sei que o Senhor já me ensinou os caminhos para o Paraíso, mas há algo dentro de mim que me afasta deles. Tento libertar-me dos pecados mas falho sempre miseravelmente. Imploro a sua ajuda, Mestre.

Sentado sobre o altar, Ciel olhava para Sebastian com  uma taça de vinho e outra cheia de hóstias nas mãos, o seu corpo nu rodeado de santos e figuras angelicais, debaixo da arte que reside nas pinturas daqueles tectos religiosos. De pureza inigualável, um pedaço de seda escarlate a cobrir as suas costas e ombros, apenas haviam jóias e pétalas de rosas em si, coladas na sua pele branca com glitter dourado. O cheiro dos incensos misturava-se com a fragrância da límpida alma, coroado com raios de luz as lágrimas do anjinho apenas seriam feitas de ouro. 

Depois de escutar as lamúrias do devoto crente, ou melhor, do demónio incurável, os seus dedos pequeninos iriam desfazer o nó do eyepatch branco. Com a luminosidade púrpura da sigil exposta no seu olho direito, Ciel caminhava cheio de graciosidade pelo tapete vermelho até chegar perto de Sebastian, ainda ajoelhado num gesto de veneração. Com o seu pé levantaria o rosto do mais velho, forçando-o a olhar para si e traria-o para os seus braços. Por breves momentos abraçava-o contra o corpo despido, cheio de carinho, tal como um Deus a acolher um dos seus recém chegados filhos às alturas dos Céus. Bastava um beijo para realizar a comunhão.

— Tu, demónio, és sempre a mesma desgraça. — Ciel ria na cara do demónio, por mais que o escárnio queimasse aquela voz angelical, tudo o que saia dos misericordiosos lábios soava como uma melodia. — Queres redimir os teus pecados e ser honrado com a vida eterna no meu Reino, meu. Queres que te conceda um lugar na Cidade Prateada quando nem sequer és capaz de seguir a Doutrina. Mas será que não compreendes o privilégio de caminhar pela grandeza dos meus Céus? 

De joelhos no chão, curvado numa vénia como um peregrino cego pela sua fé, Sebastian beijava os pés sagrados do menino numa louca veneração. Ele olhava para Ciel com desespero e fanatismo no olhar e dizia:

— Compreendo, meu Amor.

Ali, Ciel pegava nas mãos profanas de Sebastian e as guiava pelo o seu corpo, deixava que as unhas negras subissem pelas suas pernas acima, juntamente com a ponta da cruz do rosário que balançava nos dedos trémulos do demónio. Perdia-se no prazer de simplesmente poder contemplar e acariciar o seu amado Mestre, o seu toque deslizava na sensualidade e alvura do corpo imaculado do menino chegando até à base do pequeno e rosado pénis, onde Ciel  parava manhoso, não o deixando avançar mais. Ciel soltava um riso infantil, igual a uma criança matreira quando se comporta mal, e a sua êxtase mística colocaria mil e uma harpas a tocarem a Clair de Lune na sua beatífica igreja.

Sebastian estaria já a morder os lábios, o desejo de querer orar dentro do seu menino ardia cada vez com mais vivacidade. Com clareza, graças aos seus dons sobrenaturais, o anjinho percebia cada pensamento, cada vontade suja e pecaminosa daquele ser da escuridão e estava mais do que disposto a tirar proveito disso. Primeiro um singelo sorriso inocente e depois um cálido mandamento incontestável.

— Se queres ir para o Paraíso, vais ter de me foder primeiro.

Consumido pela vontade de viver apenas para honrar e prestar culto ao seu Mestre, Sebastian obedecia cheio de felicidade a cada uma das ordens de Ciel - tal como um vassalo perante a sua Senhor, tal como Petrarca perante Laura, tal como Dante perante Beatriz.

Já a sentir os portões do Céu a abrirem-se para si, Sebastian chupava devagar a ponta do pénis erecto do seu anjinho e professava os seus votos solenes e apaixonados naquele sensual ambiente abençoado.

— Amém.


Notas Finais


♥♥♥


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