História Catnip - Marichat - Capítulo 2


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Tags Adrinette, Ladynoir, Marichat
Visualizações 308
Palavras 4.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu ia postar tudo hoje, mas estou com muito sono Zzzz mas ainda hoje posto o resto.

Capítulo 2 - Parte Dois


Fanfic / Fanfiction Catnip - Marichat - Capítulo 2 - Parte Dois

 

Quando Chat agarrou Marinette contra sua cama, a jovem pensou que ele poderia ter despertado do seu transe, mas ao notar as pupilas dilatadas do gato, entendeu que ele não iria parar até conseguir o que queria. Chat parecia a farejar como um animal, não mais havia nada de humano naquele rapaz. Podia gritar por Tikki, mas duvidava que a Kwami a ouviria estando dois andares abaixo, dentro da caixa muito bem escondida em uma parte “falsa” do piso e o risco de acordar seus pais no quarto de baixo também era alto. Teria que o trazer a razão sozinha. Mas... ela queria mesmo isso? A cada toque que o garoto dava, mesmo sendo de forma tão imprevisível, a fazia se sentir mole, bem consigo mesma e com aquilo que ele a proporcionava. Seu sexo ficou molhado e houve um momento que ao sentir o roliço pênis do menino duro contra suas nádegas, ela realmente imaginou ele dentro dela alcançando lugares inexplorados e úmidos. E agora com ele por cima, lambendo seu pescoço até quase a chegada em seus seios e as mãos tocando suas coxas de forma que as garras apenas a arranhasse de leve, Marinette Dupain-Cheng entendeu que necessitava daquilo tanto quanto ele. Afinal, era sua culpa por Chat Noir esta daquela forma, então ela que teria de ser a responsável por aliviar o tesão do herói.

 

*****************************

 

 Noir beijava e mordiscava a base do pescoço da garota. Tentou ir até os seios dela, mas a maldita blusa era um grande obstáculo. A ratinha não mais estava congelada, ele notou a forma como ela esfregava suas coxas nele e de como as mãos agarrava de forma nada casta seus cabelos. Ela queria mais, estava começando a o aceitar como parceiro, mas ainda precisava a fazer se soltar, era uma questão de honra máscula, podia até se dizer que era o ritual antes do acasalamento.

 

Com esse pensamento Chat fez algo impensável: arrancou a blusa da menina utilizando as garras. Olhou para os seios de auréolas rosadas e tocou de leve em um dos bicos que ficou tão duro como o membro nas calças dele. Nunca antes tinha visto uma mulher nua e era deveras interessante. Um barulho baixo não passou despercebido pela sua audição felina, era um gemido vindo dela. Fez novamente o mesmo movimento, dessa vez em ambos os bicos e o som saiu um pouco mais alto, parecia que sua parceira gostava daquilo já que as feições de espanto anterior foram trocadas por caretas de prazer. Mantendo os olhos no rosto dela levou a boca chupando o peito esquerdo. Era bom, macio como um marshmallow e estranhamente reconfortante como uma lembrança a muito tempo esquecida. Poderia ficar ali para sempre, mas algo atraiu sua atenção: Era novamente o cheiro que havia sentido antes, só que mais forte, mais envolvente e que o despertou um desejo incontrolável e animalesco. Chat soltou o seio de Marinette e começou a fareja-la desesperadamente.

 

- O que houve? – ela questionou baixo. Sentia falta da sensação da boca dele em seu corpo, mas o rapaz não respondeu apenas continuou o que estava fazendo. Sua cabeleira loira fazia cócegas em sua barriga assim como os dedos em sua cintura. Poderia ter rido se Chat Noir não tivesse alcançado um ponto que a vez congelar: Sua vagina.

 

Era dali que vinha toda aquela carga de feromônios que ele sentia. Um arrepio sexual percorreu sua espinha o fazendo se eriçar. Ele subiu a sua cabeça um pouco e olhou confuso para o meio das pernas cobertas pelo micro short do pijama dela a farejando em seguida ali. Sim tinha razão, o perfume que o deixava tão alucinado vinha daquela parte. Era um cheiro sutil e tinha um toque floral (sabonete talvez?), mas o principal era que ele o avisava que a menina Dupain estava excitada e quase pronta para dar para ele. Noir estava curioso para saber como o sexo oposto ao seu era, fez menção para tirar o short, mas foi impedido pela garota.

 

- Espera! – Marinette apoiou o corpo com uma das mãos e se levantou alguns centímetros do colchão. O Gato levantou a cabeça e a tombou um pouco de lado não entendendo o motivo de ela o parar, afinal seu corpo o mandava sinais que ela estava tão excitada quanto ele. Marinette por um momento achou graça de como Chat Noir agora se parecia mais com um gatinho pego fazendo uma travessura do que um adolescente de 17 anos. – Eu...bem, apenas tome cuidado. Nunca fiz isso antes. Você me entende, não é? – Parecia que ele havia a entendido pois em seguida a tocou com cautela, pegando pela barra de baixo do short e o puxando de lado junto com a calcinha, dando enfim para ter uma visão da vagina, fazendo suas pupilas crescerem mais.

 

Chat Noir achou interessante como não havia pelos ali como seus livros o mostrava, significando que ela assim como ele se depilava. Não ficou frustrado, bem longe disso, apenas serviu para o deixar ainda mais excitado com a visão lisinha dela. Era tão fechada, branca assim como seios e com os grandes lábios de um rosa claro vivo. Aproximou o rosto mais perto e o corpo da mestiça se arrepiou ao sentir a respiração dele contra seu sexo. Chat sorriu, era bom saber que também tinha efeito sobre o corpo dela. Levou a língua até o meio e deu uma lambida. Um suspiro pesado soou do meio dos lábios de Marinette. Deu mais uma lambida, dessa vez mais forte fazendo pressão no clitóris e um gemido ainda que tímido saiu da garota. O problema nessa brincadeira era o pano que teimava em voltar. Ele pensou em o rasgar como fez com a blusa, mas lembrou do pedido dela então calmamente levantou o rosto e deslizou as peças pelas pernas a deixando completamente nua. Pronto! Agora sim tinha total liberdade para a estimular como queria. Só que não voltou a lamber, queria antes conhece-la.

 

Tomando cuidado com as garras o felino separou os grandes lábios. Sabia que o ponto de maior prazer era o clitóris e não houve dificuldade em o encontrar. A examinava registrando cada imagem com o máximo de precisão para se lembrar mais tarde. Não podia a masturbar com a mãos devido as longas unhas, então levou a boca até aquele ponto inchado e meio endurecido, mas não sem antes beijar suas coxas pelo caminho. Utilizou da língua para a explorar, a experimentando em todos os sentidos em uma fricção frenética  que começou tirar os malditos sons que ele queria ouvir dela, mas precisava que ela gritasse como uma gata no cio, por isso, chegou até a entrada que seu corpo desejava se enterrar e liberar seu sêmen, e sem pudor Chat a penetrou com a língua.

 

Marinette precisou cobrir a boca com uma mão para abafar os gemidos altos que poderiam acordar seus pais. Apertou os cabelos do jovem que a segurou pela bunda para ir mais fundo. Que diabos! Como aquilo era bom! A textura da língua dele dura entrando e saindo de sua vagina e depois massageando seu clitóris sensível, gerava nela uma onda de calor de pura luxúria. A cada vez que ele a empurrava e puxava liberava endorfina em sua corrente sanguínea. A garota se esqueceu completamente do mundo ao seu redor. Quando QUASE atingiu o clímax, Chat Noir parou.

 

Ela olhou para baixo e o viu vindo se aproximar dela. Sorrateiro como uma pantera, subia em cima do seu corpo. Marinette se encolheu, estava claro que o gatuno queria passar para o outro nível.

 

Chat Noir olhou para o rosto da amiga com expectativa e ela o virou em uma direção contraria, estava extremamente vermelha e com os olhos azuis cerrados. Ele não entendia, aquilo era um jogo? Ela o queria ou não? Aquela mulher o colocava louco! Precisava tirar isso a limpo antes que gozasse nas calças (o que pretendia não deixar acontecer). Como anteriormente ele voltou a ronronar e se esfregar só que mais carinhosamente, lhe fazendo um agrado antes de fazer a única pergunta que seu lado humano conseguia processar em meio a toda aquela névoa sexual:

 

- Minha?

 

Dupain-Cheng não respondeu, ela abriu os olhos e relaxou a musculatura. Se voltou para ele e pegou a cabeça do Catboy, o fazendo a olhar. Passou a mão pela face dele que fechou os olhos com o carinho. Amava isso em Chat, em como ele era tão receptivo aos toques inocentes de Ladybug e agora dos dela como Marinette. O ronronar em nada a incomodava, era tão aconchegante e meigo. O Gato mais uma vez a fitou e Marinette não pôde deixar de sentir algo, amor talvez? Sim ela o amava, não havia pessoa na terra que mais confiasse do que no seu Gatinho, por isso quando o respondeu não se sentiu amedrontada ou confusa, mas sim feliz.

 

- Sim. Sua.

 

Assim como Cheshire, Chat deu um largo sorriso. Enfim seus esforços deram resultado e agora ela o aceitou. Levantou o corpo do dela ficando joelhos na cama e passou uma das garras no meio de suas pernas. O tecido do traje negro rapidamente se afastou com toque das garras, dando liberdade ao membro do rapaz que se projetou roliço. Noir fechou os olhos e deu um suspiro de alivio, finalmente estava confortável e pronto para introduzir nela seus 26cm que estavam sendo esmagados pelo couro. Segurou seu sexo com a mão esquerda e sem demora veio se posicionar no meio dela, mas foi impedido pelas mãos da mestiça em seu peito. Ela se ajeitou ficando sentada de frente  a ele.

 

Chat sentiu pânico. E se ela tivesse mudado de ideia? O que ele faria? Não havia nenhuma outra garota com quem queria copular que não fosse Marinette Dupain-Cheng, e a manta em cima da cama da menina parecia nada “receptiva” aos charmes dele. Se aliviaria sozinho como sempre fazia quando se sentia solitário? Mas a garota em ovulação a sua frente cheirava tão bem...

 

 Mari viu o risco de confusão no rosto do Gatinho e deu um riso. – Fique calmo, vou dar a você exatamente o que precisa, mas antes...posso? –apontou para o membro na mão de Chat que o olhou sem entender, mas acenou a cabeça em concordância o soltando. Marinette o pegou e o examinava enquanto ele também observava os movimentos curiosos dela – Ele é grande e duro, mas também mole –analisou– É tão cheio de veias e olhe só! Você se depila, gostei disso. –percebeu que Chat também era circuncidado, mas optou por não comentar. Desceu uma das mãos para as bolas lisas as apalpando, sentindo os testículos enquanto a outra tocava a glande. Chat Noir tombou o corpo para traz se segurando pelas mãos, aproveitando as caricias que a curiosidade dela o proporcionava. Marinette sentiu algo um pouco colante em seus dedos, era a lubrificação saindo da cabeça rosada do pênis dele que chegou a escorrer pelo corpo do pênis do menino.

 

Ela o puxou pelo sexo para cima dela. Após a investigação, sua intimidade estava em ardor necessitada em sentir tudo aquilo a estimulando por dentro. Começou o beijar ferozmente e se perguntou se ele já havia feito aquilo antes. A conclusão de que não, veio quando houve algumas batidas de dentes devido a inexperiência de ambos, mas isso não os intimidou. O pau dele ralava acima do seu ventre, ela até tentou o posicionar de forma que a penetrasse, mas Chat foi mais rápido e a virou de bruços na cama. Ele trouxe o corpo dela para si como antes a agarrando pela cintura enquanto uma das mãos apertava mais uma vez os seios. A beijava o pescoço, quando o instinto novamente se a apoderou dele o fazendo a agarrar mais apertado a penetrando rápido, sem delongas ou hesitações, rompendo o hímen da jovem Marinette.

 

Ela apenas percebeu o que tinha acontecido quando sentiu algo deslizando em vai e vem por dentro da sua cavidade quente. Diferente do que Alya havia comentado, ela não sentiu nenhuma dor. Talvez a causa fosse pela forma ardente e pecaminosa que seu corpo se encontrava a lubrificando de maneira anormal, fazendo com que Chat metesse sem nenhum esforço, deslizando para dentro sem problemas junto a confiança que partilhavam juntos. Mesmo quando não era a joaninha, o gatinho negro sempre vinha ao encontro dela em busca de conselhos ou apenas companhia, o que tornou a amizade entre os dois até mesmo mais forte do que a dele com a Ladybug.

 

O jovem gato não era paciente, ele ia cada vez mais fundo e mais rápido e Marinette não queria que fosse de outra forma. Ele a mordeu forte no ombro a segurando como os gatos faziam durante a cruza. O ronronar de antes agora eram rosnados de êxtase. Mari rebolava em seu membro fazendo movimentos circulares, a dor da mordia que recebeu apenas serviu para despertar mais o seu corpo a fazendo ter uma enxurrada de excitação.

 

- OH..CHAT! – gemeu alto.

 

As bolas do rapaz iam de encontro ao seu clitóris, fazendo barulho sempre que batiam contra ela. A menina até tentou se tocar ali, mas tinha os braços sendo segurados pelo abraço esmagador dele. Se sentiu frustrada por não estar o vendo nu, queria poder passar as mãos pelos músculos que ficavam em evidencia na roupa de herói.

 

Chat a virou de novo, assumindo a posição padrão. Colocou as pernas da menina em volta da sua cintura e com o cinto as amarrou de forma que elas não o largassem. Mantinha a mão direita nas coxas deliciosas dela e a esquerda equilibrando seu peso. Mari passou as suas ao redor do pescoço dele, suas testas estavam coladas, o suar pingava de seus rostos. Ele ia mais rápido, mais fundo, mais selvagem, sem qualquer piedade, agarrando e sugando os seios que balançavam frenéticos a sua frente. Um...dois...três estocadas, e o mundo não mais existia. O barulho da cama rangendo não importava, o som dos seus sexos se chocando não importava, se seus pais acordassem...Foda-se! Ela só queria se liberar e o fazer gozar dentro dela a preenchendo por completo com seu liquido leitoso.

 

Um..dois..três e Marinette sabia estar perto.

 

Um...dois...três, Chat pôde sentir a vagina encharcada dela que o engolia por inteiro ganhar vida.

 

Um...dois...três, e a garota gozou.

 

Marinette tremia, seu corpo dava espasmos que faziam os seus dedos do pé contorcer e não conseguiu controlar os das mãos que arranharam as costas cobertas de Chat Noir. Ele não parou, bombava mais do que antes se aproveitando do gozo dela. O calor subiu e finalmente liberou seu jato anunciando que havia chegado ao clímax. Bombou mais algumas vezes a melando com sua semente recém expelida que chegava a pingar no colchão. Quando viu que havia saído até a última gota, encostou a cabeça na curva do pescoço da Dupain para recuperar o folego, ela respirava com a mesma irregularidade.

 

Com a mente menos turva, ele saiu de dentro dela já mole, trazendo consigo mais ainda da sua ejaculação para fora da fenda rosa. Soltou as pernas dormentes de Marinette e se aconchegou junto ao corpo dela, ronronando de felicidade e genuína satisfação.

 

Ela passava a mão pelos cabelos dele. Se sentia completa, satisfeita. Não poderia o deixar ir embora agora, precisava dele ao seu lado.  – Durma comigo essa noite, claramente você ainda não está apto a sair pulando pelos telhados e não quero que se machuque ou coisa pior.

 

Chat fechou os olhos e a abraçou enterrando o rosto nos cabelos soltos dela. Contente por sua princesa ter o permitido ficar ao seu lado já que ele não pretendia ir a lugar nenhum. Se deixou ser levado pelo cafune feito por ela até adormecer.

 

***********************************

 

O dia amanhecia e Adrien foi despertado pelo barulho de aves cantando, o que era estranho já que nenhum ruído de vida adentrava a mansão em que vivia. Abriu os olhos, uma enxaqueca o atingiu o fazendo não conseguir distinguir o que estava vendo. Depois de finalmente sua visão se estabelecer notou não estar na casa Agreste, mas sim em um cômodo predominantemente rosa. Plagg surgiu a sua frente com um olhar ameaçador e uma aparência péssima. Adrien se sentou na cama e uma pontada aguda atingiu sua cabeça, ele escorou as costas na cabeceira e levou uma mão no rosto fechando os olhos.

 

- Argh! Que horas são? Estou com uma puta dor de cabeça!

 

- Não será só você – o Kwami respondeu sem emoção.

 

O jovem Agreste não entendeu o porquê do mal humor matutino do amigo quando uma respiração fraca o chamou a atenção. Adrien olhou para o bagunçado de cabelos negros-azulados espelhados pelo travesseiro ao seu lado e as lembranças da noite passada o atingiram. Não...não podia ser real...ele NÃO queria que fosse real!

 

Adrien levantou da cama apressado. Notando estar quase nu (já que apenas utilizava uma cueca box com um perfeito rasgado em vertical no meio das pernas) começou a procurar pelas suas roupas desesperadamente, mas elas não estariam ali. Na noite anterior ele não havia se vestido apropriadamente antes de se transformar em Chat Noir, a noite era fria mais suportável e ele amava sentir a brisa gelada na pele e o excesso de roupas tornaria impossível desfrutar de tal sensação, sendo assim optou por utilizar só a roupa de baixo já que as chances de haver uma akumatização naquela hora da do dia era de 1 para 40. Patrulharia e voltaria direto para casa onde se jogaria na cama pegando no sono logo em seguida. Esse era o plano, mas tudo saiu do seu controle quando a sua pele começou a formigar e sua visão se tornar borrões que o fez bater em vários telhados pelo caminho. Tentou desativar seu Miraculou, mas não conseguiu. O calor começou a tomar conta dele e Chat percebeu que precisava de ajuda e em momentos assim ele apenas recorria a uma única pessoa: Marinette.

 

O rapaz se escorou na parede atrás de si. Colocou as mãos nos joelhos tentando ao máximo controlar sua respiração de pânico. Em sua cabeça perguntas se formavam: Foi consensual? Ela havia permitido? Sim, ela mesmo chegou a pedir em um determinado momento para que ele fosse um pouco mais cuidadoso. E se ela não quisesse? Iria a obrigar? A seduzir até que cedesse a ele? Entretanto não foi isso mesmo que havia feito? A cativou até que ela se rendeu aos encantos dele. Mas de fato era sua culpa? Afinal, ele não tinha controle de suas ações, tinha sido envenenado, DROGADO ou até mesmo poderia ser algum defeito do seu anel que só foi aparecer por agora. Não importava qual era a resposta, Adrien se sentia sujo, tinha nojo de si mesmo. Um pecador que não merecia o perdão divino. Um vilão pior do que aquele que ele e Ladybug lutavam quase que todas as semanas...Ladybug...o que ela iria pensar dele quando soubesse que havia corrompido a pessoa mais pura e doce de toda Paris para não se dizer de toda França?! E Marinette?! Ela que sempre estava lá para ele, pronta para o ajudar com quaisquer problemas que tivesse ou apenas ouvir seus desabafos, era assim que ele a recompensava? Roubando sua virgindade, seu sonho de ter sua primeira vez com o garoto que amava. Perderiam a amizade assim que entendesse que havia cometido um grande erro que não poderia ser consertado. Ela o odiaria e Chat não poderia a culpar, ele mesmo já se odiava.

 

- Nós temos que ir embora antes que ela acorde. – Plagg severamente o tirou de sua reflexão. O jovem sentiu as bochechas molhadas, não tinha notado que estava chorando.

 

- Eu não posso...fazer isso com ela e depois ir embora, Plagg! – exclamou baixo, com medo de que pudesse a despertar.

 

- Você ficar aqui só irá piorar mais a situação. Ela irá acordar e verá quem? Chat Noir? Adrien? Nenhuma das duas opções são boas. E pelos céus! Você nem está vestido!

 

Adrien apertou as mãos enfiando as unhas nas palmas, fitando o chão disse. – Eu preciso me desculpar com ela primeiro.

 

- Poderá fazer isso depois, antes temos que voltar. Imagine o que irá acontecer quando Nathalie perceber que você não está em casa e em como seu pai ficará furioso. E se ele vier até aqui para a culpar por seu desaparecimento? Já que houve aquele episódio que vocês fugiram juntos para que você conseguisse assistir ao filme de sua mãe. Acha mesmo que Gabriel Agreste a perdoou por aquilo?! Nós já bagunçamos demais a vida dessa garota, está na hora de a deixarmos em paz!

 

Adrien olhou para a menina adormecida. Se saísse agora seria um adeus e ele não queria isso. Gostaria de voltar no tempo e mudar tudo, chegou até torcer para que Bunnix aparecesse e magicamente o impedisse de ter cometido aquele ato. O garoto não estava arrependido de ter tido sua primeira vez com ela e sim de ter a privado de se entregar para o seu verdadeiro amor. Saber que Marinette não o amava daquela forma fez doer seu coração. Se o amasse ele estaria disposto a ficar com ela, ele QUERIA ficar com ela. Infelizmente era apenas uma utopia, ela jamais o amaria principalmente depois do que tinha feito. Plagg tinha razão, teria que a deixar em paz, mas se saísse de sua vida teria que ser sincero como jamais foi antes. Ele respirou fundo:

 

- Depois da escola eu irei a chamar para conversar e revelarei minha identidade. Preciso ser honesto, ela tem o direito de saber que a pessoa que a magoou é na verdade Adrien Agreste.

 

- Não irei o impedir, mas está ciente que isso pode acarretar a perda do seu Miraculou?

 

- Estou, e se for o caso eu abrirei mão. Paris precisa de um herói melhor do que eu, mas sentirei falta de você Plagg.

 

O Kwami que levitava apenas acenou com a cabeça em aceitação. Ele assumiu uma postura em alerta ao se lembrar de algo importante que precisavam fazer antes de irem para casa. Foi até a mesinha do computador e pegou a caixinha de remédios, a jogando nas mãos de Adrien que se espantou com o que viu. Era a famosa pílula do dia seguinte.

 

- Quando acordei fui escondido até a farmácia e o peguei. Não se preocupe, eu não roubei, dei o sino do meu guizo de ouro como pagamento. O coloque em um lugar que ela encontre assim que despertar. – falou o Kwami da destruição.

 

Adrien rodou a caixinha nas mãos. – Ela pode ficar ofendida se deixarmos isso.

 

- Ficará mais ofendida se tiver um bebê feito na sua primeira vez. – ralhou Plagg.

 

- Não quero que ela pense que tudo não passou de uma noite, que eu não quero compromisso com ela.

 

Aquilo impressionou a criatura negra – E você quer?

 

Adrien abaixou os olhos para a caixa e um pensamento rápido passou por sua mente: Não seria de todo ruim ter um filho com Marinette. Mesmo ambos sendo jovens, ela seria uma mãe dedicada e ele um pai presente. Poderiam até mesmo terem um Hamster. Mas isso jamais aconteceria. Deu de ombros falando com pesar – Não importa mais. – colocou o medicamento no travesseiro vazio e precisou se segurar para não a tocar no rosto, seria a última vez que a veria tão serena assim. O garoto sem tirar os olhos dela, deu a ordem tristemente – Plagg... –“adeus Marinette” – mostrar as garras.

 

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Um suave cheiro de pão com canela vindo do andar de baixo acordou Marinette. A noite passada poderia ter sido apenas um sonho se ela não tivesse despertado dolorida e completamente nua em sua cama. Olhou para o lado vazio em que ele adormecera e encontrou apenas uma caixa de medicamentos no travesseiro. Ela se desesperou.

 

- Chat Noir? – chamou por ele, mas havia apenas os barulhos rotineiros da sua casa de manhã. Não, ele não faria aquilo com ela, não é? Chat gostava de fazer brincadeiras e com certeza aquela era mais uma das suas traquinagens...tinha que ser! – Chat! – chamou de novo e como ele não respondeu resolveu se levantar se sentando na beirada da cama quando sentiu um leve ardor em sua zona intima. Enrolou o lençol ao seu redor cobrindo o corpo e foi procurar por Chat Noir, descendo do mezanino onde ficava a cama. Ele não estava no quarto nem mesmo no banheiro. O terraço! Com certeza estava no terraço!

 

Marinette subiu apressada. “Por favor esteja aqui!” – pensava ela quando atravessou a janela que fazia de passagem e foi atingida pela brisa gelada. Olhou ao redor com expectativa, esperando vê-lo sentado com o sorriso travesso no rosto, mas não havia sinal do gato em parte alguma. Uma tristeza se apossou dela e a jovem deixou a caixa amassada (que até então não tinha notado em como a apertava forte), cair. Chat Noir tinha a deixado sozinha, sem nenhum bilhete ou nota, apenas havia o anticoncepcional e nada mais. Marinette sentiu suas forças desaparecerem, caiu em lágrimas no chão. Ele tinha a abandonado, havia sido nada além de sexo para ele, uma idiotice que ela mesmo causou.

- Idiota! Idiota! Idiota!– falava consigo mesma. Como poderia ter sido tão tola em pensar por um instante que ele pudesse se esquecer da joaninha e de alguma forma ter algum sentimento sobre ela?! Sentiu repulsa, raiva, ÓDIO de Ladybug. Sabia que era irracional sentir inveja de alguém que era a si própria, mas naquele instante desejava o desaparecimento da Heroína da face da terra. Seu coração estava despedaçado e tudo que podia fazer era chorar nua naquele chão frio.

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Notas Finais


Gostaram da imagem? Eu particularmente AMEI ~carinha de lua.


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