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História Catradora - Afetos são adoráveis. - Capítulo 7


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Notas do Autor


OLÁ PESSOAS LINDAS.
Agradeço a todo o feedbacks que vcs vem dado, isso me motiva muito.

Boa leitura.

Capítulo 7 - Karma is a bitch.


Fanfic / Fanfiction Catradora - Afetos são adoráveis. - Capítulo 7 - Karma is a bitch.

Karma vem do budismo, hinduísmo hinduísmo jainismo.

 Karma é basicamente a lei da causa e efeito, ele é consequência das suas atitudes, seja elas negativas, positivas ou inconsequentes. 

 Seu karma poder ser negativo ou positivo. Tudo depende de suas ações. 

Mas as vezes o karma is a bitch.

 Talvez o karma da Catra possa a ajudar afinal... 

 POV'S CATRA 

Durante todo caminho Adora parecia bem calada, o que era estranho, ela sempre foi de falar muito, talvez DT esteja certe, acho que ela tá com medo de puxar algum assunto. Sinto falta de quando ela falava sem parar, sobre algo que encontrou ou descobriu. 

 Depois de algum tempo chegamos ao parque, Wind estava muito animado, enquanto o Melog assim que o coloquei no chão, só me olhou com a melhor cara de tédio que ele tinha.

 — Pronto Wind, pode ir lá brincar. — Adora fala enquanto solta a coleira dele. 

 Nem esperou ela soltar a coleira direito, e já foi correndo brincar com os outros cachorros. Ele me lembra a Adora quando criança, parece uma versão canina dela cheia de pelo e quatro patas. 

 — Você não vai ficar lá brincando com ele? — A questionei.

 — Vou esperar ele gastar um pouco da sua energia, e ele? — Apontou pro Melog. — Vai ficar no seu colo, mesmo? 

— Sim, ele é preguiçoso, trouxe só pra ele sair de casa mesmo. 


 (...) 


 Se algum em momento, eu disse que Melog tinha capacidade de ler as minhas emoções, e agir como se soubesse exatamente o que estou sentido, eu retiro imediatamente. 

 O safado simplesmente deitou no colo da Adora, e agora está recebendo um carinho da mesma. Ele foi lá, subiu no colo dela e deitou sem mais nem menos. Não consigo acreditar na cara de pau desse ser. 

 Eu estava deitada no gramado, com meus dois braços atrás da minha cabeça, servindo de travesseiro e Adora sentada com Melog em seu colo.

 — Quantos anos ele tem? — Adora pergunta. 

 — 2 anos. 

 — É um bebê ainda. 

 — E Wind? 

 — Ah, ele é velho tem 6 anos, quase um idoso. — Soltou um suspiro. — Adotei ele quando tinha 4 anos, na época ele chegou todo desnutrido e fraco. — Continuou— Os antigos dono não cuidavam dele, foi todo um processo de recuperação pra ele, quando ele chegou lá ainda não trabalhava como veterinária, só no estágio. Dava comida checava o soro esse tipo de coisas. — Explicou. 

 — Seres humanos são um lixo. — A interrompi brevemente.

 — São sim... Ninguém queria ficar com ele, velho e cheio de medicamentos pra pagar pra recuperação. — Sentei ao seu lado. — Resolvi que ficaria com ele. Por sorte ele se recuperou bem, hoje ta ai forte e saudável e brincando feito um bobo. — deu um sorriso orgulhoso. 

 — Melog também foi abandonado, encontrei ele quando ainda era um filhotinho, tava tendo uma tempestade. — Faço carinho na cabeça dele, que ronrona em aprovação. — Só escutei o miado dele, quando fui ver ele tava numa caixa de sapato, todo molhado e com fome provavelmente. O levei pra casa e cuidei dele. Mesmo não sendo uma grande veterinária, acho que fiz um bom trabalho, ele taí forte, saudável e preguiçoso. — Melog parece me ouvir e se estica todo.

 Lembro que quando o encontrei fiquei com medo dele não sobreviver, chorei muito, ele me lembra a mim, eu ele fomos abandonado em uma tempestade, provavelmente por quem devia cuidar de nós. Ele tava tão assustado com tudo, com tempo foi pegando confiança, confiança o suficiente pra deitar em cima da minha mesa quando estou trabalhando. Eu amo tanto ele. 

 — É fez um bom trabalho. — Fala enquanto ajeita ele no seu colo.

 Wind chega até nós, sujo de terra e com um graveto na boca, querendo que jogassemos pra ele.

 — Que foi garotão, quer brincar, é? — Perguntei me dirigindo a ele, com aquela voz que fazemos quando falamos com algum animal de estimação. — Você quer brincar não, é? — Wind já pulava animado. — Me dá esse graveto então. — Levantei e peguei o graveto da sua boca. 

 — Cuidado que ele se empolga quando vai brincar. 

 — É só um cachorro, o que ele pode fazer que vai me machucar? 

 — Olha... — Ia começar uma lista de coisas. Sai de lá antes que ela falasse alguma coisa, segurei o graveto o mais forte que podia e lancei, Wind foi correndo pegar. Logo ele volta pro segundo Roude. 

 — Então você quer mais? 

 Joguei o graveto de novo, só que dessa vez mais longe, e como um flash ele foi lá buscar, trouxe todo animado a sua conquista como se quisesse dizer "Olha peguei de novo, nem foi difícil." Aceitando o seu desafio, peguei o graveto, girei meu corpo e o lancei o mais longe que minha força permitia. Só que não adiantou nada, ele foi e voltou na mesma velocidade, para ele isso podia ser só uma brincadeira, mas para mim já era algo pessoal. 

 — Você quer brincar então? — O questionei, ele só me deu um olhar brincalhão. — Vamos brincar então. 

 Dessa vez resolvi tomar algum tipo de impulso, fiz uma linha imaginária de onde ficaria meu pé direito e esquerdo, dei uma corridinha e joguei, e lá foi ele buscar todo feliz, não fazia ideia de quanto estava machucando o meu ego. E ele voltou com o graveto em sua boca, é guerra que ele quer? É guerra que ele vai ter. 

 Meu objetivo era jogar tão longe o graveto, que ele demorasse pra pegar, agora entendia o seu nome, parecia uma ventania quando corria. 

 Dei uma alongada no meu corpo, vai que isso ajudasse em algo, fiz o mesmo esquema com os pés que antes, dei uma corrida e joguei, Wind nem esperou, assim que viu meu movimento com o braço já saiu correndo. E Wind volta com o graveto em sua boca, e tudo nele indicava, que estava adorando o meu desafio interno que criei. 

 — Ah não, não é possível. — Reclamei para ninguém em específico. — Ou você é muito rápido, ou eu não jogo tão longe quanto eu acho. 

 Dessa vez faria diferente, o parque tinha um caminho de asfalto, perfeito para fazer lá de pista de corrida para o meu lançamento. Sai da área gramada, chequei se não tinha ninguém que eu pudesse machucar, ou para me atrapalhar, só encontrei Adora que me olhava curiosa, dei uma piscada que a fez soltar uma risada. Wind como bom cachorro que era, me seguiu, com o mesmo olhar curioso de sua dona, mal sabe ele o que estou planejando. 

 Dei mais uma checada, ninguém ali, perfeito! Essa corrida seria maior, quanto mais impulso mais longo vou conseguir jogar. Posicionei meus pés, contei até três, e comecei a correr, tudo certo, se uma coisa peluda, não tivesse passado no meio das minhas perna. 

 Karma is a Bitch! Universo, mil perdões por ter zoado a Adora, por quase ter beijado o chão, mas também não precisava me fazer cair, no meio do parque, ter ralado meu joelho, mão e braços, isso já é muita maldade. 

 — Catra você ta bem? — Adora me pergunta, não faço a mínima ideia de como ela chegou aqui.

 "Claro que não, me ralei toda e paguei mó mico, definitivamente eu não estou bem." 

 — To legal, só me machuquei um pouco. — Respondo para não preucupa-lá.

 "Um pouco nada, estava ardendo pra caramba, eu só queria chorar."

 — Um pouco? Me deixe ver isso. — Coloca Melog no chão. Ela se ajoelha do lado da minha perna, suas mãos são firmes ao segurar minha coxa e batata da perna, para examinar meu machucado. Seu rosto era bem concentrado, sua boca estava formando um bico, típico de quando estava concentrada em algo, seu cenho estava franzido formando leves rugas, com fios de cabelo solto que dava um toque desleixado a sua aparência. 

— Não foi profundo, não vai precisar de ponto, mas vamos ter que limpar e fazer um curativo para evitar qualquer infecção. — Falou de uma maneira profissional. — Vem vamos pra casa, deixar eu cuidar disso. — Estendeu a mão para me ajudar a levantar. 

 — Mas você não é médica. 

 — Sou médica veterinária.

 — Não sou cachorro. — Retruquei, não queria que ela cuidasse de mim. Infantil eu sei, quero mostrar pra ela que eu aprendi a me virar muito bem sem ela, acho que ainda estou chateada com ela.

 — Tá mais pra gata, anda eu sei que está doendo. — Estendeu a mão novamente. Recusei, minha mãos estavam raladas. 

 Com muito custo consegui levantar sem apoiar a mão no chão, Adora me ajudou, claro. 

 De pé, parei para observar o estrago, realmente não era profundo, o ralado começava até a metade da perna ia até o joelho, perto do joelho estava muito mais machucado, meu dois braços estavam ralados perto do cotovelo, nada muito grave mas doía, minhas palmas da mãos estavam raladas. Um belo de estrago. 

 "O que fiz para merece isso?" 

 — Algum problema se você for até meu apartamento? Lá tem tudo que vou precisar pra cuidar de você, do seu machucado. 

— Adora fala receosa.

 Eu deveria dar esse braço a torcer? Ainda estou com receio, mas o machucado está doendo mais que meu ego. 

 — Não. — Falei apenas isso. — Precisa de ajuda pra andar? 

 — Acho que não. 

— Ok então, peço desculpa pelo Wind, ele...

 — Não precisa se desculpar, foi um acidente. — A interrompo antes que ela fale mais. 

 — Certo... 

 Começo a andar, Adora me acompanha, ela está com Melog em seu colo, Wind caminha do meu outro lado, parecia aflito com o que aconteceu.            

Talvez o destino esteja brincando com a minha cara, se é que ele existe.          


Notas Finais


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