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História CatrAdora - Visões do Passado - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


• Para deixar claro isso não é o começo de uma fanfic nova, é apenas uma ideia de como seria a premissa de um futuro filme mais maduro de “She-Ra e As Princesas do Poder” que me surgiu após acordar em uma certa manhã, apenas isso.
• Caso alguém queira usar essa premissa para começar uma fanfic própria, fique à vontade.

Capítulo 1 - Capítulo Único


POV Narrador

 Foi a luz do Sol que despertou Catra de seu sono naquela manhã.

 Adora tinha o costume de ficar olhando para as estrelas antes de adormecer, isso tinha se tornado algo recorrente desde que Etéria foi tirada da dimensão dos Despondos. Até mesmo Catra as vezes se via sendo pega encarando maravilhada as luzes no céu, a gata acreditava que muitos do planeta aderiram esse costume, mas ela não esperava que isso se tornasse um problema quando ela e Adora começaram a dividir um quarto em Lua Clara. Toda a noite sua namorada abria as persianas para olhar as luzes e caso a gata não a lembrasse de fecha-la ou ela mesmo fechar por conta própria elas amanheciam a mercê dos raios solares irritantes, em uma manhã Catra foi despertada pela chuva que caia com força em Etéria e pelas janelas estarem abertas todo o quarto tinha ficado uma bagunça, naquele momento a felina acaba brigando muito com a namorada, mas a loira tinha aprendido a acalmar a menor, e sempre rendida pelos beijos e caricias da mais forte Catra se esquecia das reclamações. Sua namorada conhecia o seu ponto fraco, afinal.

 Olhando para a loira deitada ao seu lado Catra pensa por um momento em novamente gritar com ela até que Adora em um abrir de boca começa lentamente a babar no travesseiro e a gata só consegue ver o quão fofa ela é. A felina se arrepende tanto da época que elas estavam em lados opostos com ela lutando pela Horda e Adora pela Rebelião, o que ela sempre sentia falta era das manhãs assim em que ela conseguia acordar primeiro e se permitia passar minutos ou até mesmo horas apenas assistindo a loira dormir, ela sempre foi completamente apaixonada pela amiga e quando se inclina sobre ela e faz os seus lábios tocarem a bochecha da dorminhoca o seu coração simplesmente se aquece ao ver a namorada sorrindo enquanto sonha.

 Se levantando da cama com a sua roupa de dormir que consistia em um top e um pequeno short a gata caminha até a janela, alguns risos lhe fazem olhar para baixo, Melog tinha entre os dentes a lança de um dos guardas do castelo e esse tentava pegar o imenso gato mágico enquanto outro guarda dava risadas da palhaçada, Catra se permite sorrir ao ver a cena, a vida se tornou tão fácil e prazerosa” pensa ela, era estranho ver o quanto a sua vida tinha mudado em cinco anos, na época quando era uma soldado eram raros os momentos de pura felicidade, as vezes ela imagina que está apenas em mais um de seus sonhos na Horda e que em breve Kyle ou Lonnie vão vir lhe despertar dizendo que Shadow Weaver mandou lhe chamar e tudo irá acabar, mas isso nunca acontece e a cada manhã que ela desperta parece um lindo sonho.

 Algumas lágrimas saem de seus olhos e pingam sobre o peitoril da janela, ela as olha com um sorriso.

 - Já acordou, Catra? – Diz uma Adora sonolenta atrás de si. – Fecha a janela, a luz está machucando os meus olhos.

 - E de quem é a culpa mesmo, princesa? – Questiona a gata puxando as persianas.

 Ela só consegue ouvir um pequeno bufo vindo da loira como resposta, com um movimento de mão ela limpa os olhos e finalmente vira para encarar a namorada, suas roupas de dormir não era muito diferente da sua com um tom um pouco sem graça de cinza, algo que foi insistência das duas mulheres que preferiam algo que as deixasse mais confortáveis do que mais na moda.

 A gata começa a caminhar em direção ao guarda-roupa quando tem a mão puxada por Adora.

 - E o meu beijo de bom dia? – Indaga a loira fazendo biquinho.

 - Vê se cresce – caçoa a gata, mas quando a namorada a puxa para a cama a fazendo deitar sobre si ela não resiste e reivindica os lábios da outra mulher em um beijo demorado, é a loira que o aprofunda, mas é Catra que o quebra deixando a heroína com um gosto de quero mais. – Ainda não amor, lembre-se que temos muita coisa para fazer antes do baile a noite, não podemos desperdiçar tempo assim.

 - Eu adoro desperdiçar o meu tempo assim com você – diz ela enquanto acaricia as longas madeixas da gata. Com o carinho em seus cabelos pelas mãos da namorada acaba se provando muito difícil Catra evitar ronronar, se tornou algo tão comum entre elas essa proximidade, essas demonstrações de afeto, mas ela também sabe que embora quisesse passar a manhã inteira ali só sendo cuidada pela mulher da sua vida ela sabe de seus deveres e acaba se afastando da namorada. – Eu já te falei que o seu corte de cabelo atual me lembra daquela minha visão?

 - Sim, eu me lembro. Mas a diferença é que dessa vez tudo é real sua bobinha.

 Adora dá um pequeno riso pelas palavras da namorada que fazem a gata se alegrar, mas em um momento o rosto da loira se torna distorcido e no lugar surge o de um homem mais velho com os cabelos também loiros e barba vestido com uma roupa branca com detalhes em dourado, Catra dá um passo para trás assustada antes de tudo se encerrar e a imagem se tornar a sua namorada novamente.

 - O que foi? – pergunta Adora ao se levantar da cama.

 - Não foi nada – mente a gata tentando tranquilizar a loira –, vamos logo nos trocar antes que Glimmer surja batendo na porta reclamando que nos atrasamos para o café da manhã.

 Adora concorda com a namorada e caminha até o guarda-roupa o abrindo e começando a escolher as roupas que ela passará a manhã. Catra assiste a namorada mexer nas roupas por alguns momentos antes de dar as costas e levar uma das mãos à cabeça, de novo não, por favor agora não implora ela desesperada em pensamento, mas quando a namorada se vira para ela é apenas Catra sorrindo que ela vê.

***

 Mesmo sendo uma fã de festa Catra em todos esses anos nunca conseguiu se tornar uma grande apreciadora dos bailes dados pelas princesas, tudo era tão formal e chato que Adora sempre tinha que lhe prometer alguma como recompensa caso ela se comportasse e na maioria deles a gatinha nunca aguentava esperar o depois do baile e já puxava a namorada para um canto qualquer e exigia o seu prêmio que a loira sempre estava mais do que feliz em lhe conceder. Mas nesse em homenagem a derrota de Horde Prime a gatinha não exigiu nada e apenas aceitou de bom grado a ida a festa, sua namorada até chegou a estranhar sua atitude lhe perguntando se havia algo de errado acontecendo, mas Catra apenas disse que Adora estava apenas como sempre se preocupando demais.

 Assim que entraram no salão do castelo seus nomes logo foram anunciados:

 - Princesa Adora e Catra Appleusauce Meowmeow.

 E assim todos do baile se voltaram para o casal de mulheres, Catra logo pode ver que mesmo elas tentando serem pontuais já estavam quase todos os seus amigos reunidos ali, até mesmo Perfuma e Scorpia que logo acenou para amiga. Dando um até logo para a namorada Catra se afastou dela para ir falar com a mulher escorpião enquanto a loira se dirigia para Glimmer e Bow sendo esse último parecendo conter um riso.

 - O que foi? – Perguntou logo Adora.

 - Me desculpe Adora – começa Bow – é que eu ainda não consigo acreditar que a Catra tem um nome tão fofo – diz ele com as bochechas rosadas e os olhos brilhando para riso da loira.

 - Lembre-se Bow – diz Glimmer com o braço em torno do seu –, foi Adora que escolheu esse nome para a Catra, ela já planejava desde crianças que se casaria com a felina e decidiu o nome que mais gostava para também ter.

 - Glimmer! – Grita Adora.

 - E é mentira? – Pergunta a mulher cintilante levantando a sobrancelha para constrangimento da loira.

 - É... É... Bem.... Eu não pensava assim dela naquela época, eu só escolhi esse nome porque achei fofo e engraçado, eu já expliquei isso – confessa a mulher um pouco ainda vermelha relembrando os amigos.

 Glimmer analisa a amiga por um momento antes de tirar do bolso uma pequena caixinha.

 - E você já decidiu quando vai pedir ela? – Diz a mulher mostrando o objeto, mas assim que o vê Adora usa as suas mãos para cobri-lo.

 - Não tire isso do seu bolso ainda, ela pode ver.

 - Adora a Catra está do outro lado do salão distraída conversando com Perfuma e Scorpia, ela não poderia ver nem se quisesse a caixinha, não se proecup... – mas antes que Glimmer termine de falar Adora usa uma das mãos para cobrir a boca da amiga.

 - A Catra é literalmente uma gata, lembra? Ela tem audição e sentidos muito aprimorados, não podemos correr esse risco – explica Adora preocupada se colocando na frente de Glimmer, Catra nota o movimento da namorada dando um aceno que é devolvido por uma nervosa loira que deixa a gata um pouco desconfiada, mas logo das costas voltando a falar com as amigas. – Uffa, essa foi por pouco.

 Glimmer apenas revira os olhos pelo exagero da amiga, embora ela tivesse que concordar que a gata era observadora na maioria das vezes, mas em não raras ocasiões Catra ligava o modo dane-se para tudo que mesmo coisas colocadas na sua frente ela não notava e esse nervosismo da namorada planejando em pedi-la em casamento parecia ser uma dessas coisas.

 - Está bem, eu guardo – diz a rainha finalmente para tranquilidade da loira.

 - Mas sério quando você vai finalmente pedi-la? – Pergunta Bow.

 Adora olha mais uma vez para trás observando a namorada distraída e após isso com a mão chama os amigos para mais perto.

 - Depois da festa – confessa a loira com um grande sorriso –, após a última dança vou convida-la para ir ver as estrelas comigo e aí então eu vou me ajoelhar e faço o grande pedido, o que acham?

 - Parece perfeito – concorda Bow com os olhinhos brilhantes.

 - Acho que ela realmente vai amar Adora – diz Glimmer para alegria da loira que olha mais uma vez encantada para a namorada que a olha de volta, as duas mulheres trocam um lindo sorriso.

***

 Catra movia Adora com graça pela pista de dança, com uma das mãos na cintura da namorada a gata era quem conduzia. Em torno delas várias outros casais também dançavam, mas a mulher de olhos azuis não conseguia desviar o olhar nem por um segundo da beleza com heterocromia em suas mãos, memórias de anos atrás quando tiveram a primeira dança nesse salão quando ainda eram inimigas as vezes lhe passava pela mente. Era engraçado o quanto essa dança era diferente da outra, agora a gata não queria provoca-la embora novamente conduzisse, seus movimentos eram mais suaves, apaixonados, mas as vezes a loira sentia falta daqueles rompantes de agressividade, com o passar do tempo ela começou a achar eles um pouco sexy e assim com a sua perna ela envolve a cintura da parceira aproximando mais os seus corpos fazendo a gata dar um sorriso provocante.

 - Querendo apimentar as coisas, princesa?

 - Impressão a sua – responde a loira fingindo inocência para provocar a namorada que lhe puxa com um pouco mais de força fazendo a mais alta suspirar surpresa, mas contente.

 - Assim está melhor? – Sussurra Catra em seu ouvido.

 - Sim – responde Adora.

 Após tanto tempo tentando entender os seus sentimentos agora era difícil para a heroína de Etéria se conter perto da namorada, era tão fácil apenas se jogar em seus braços e correr de volta para o quarto onde ela poderia ter todos os seus desejos atendidos sem tantos olhares, mas ela sabia que essa não poderia ser mais uma dessas noites, essa noite era o momento que ela iria pedir o amor de sua vida em casamento e queria fazer tudo discreto, intimo, em um canto afastado para ser ao mesmo romântico e não ter tanta plateia, pois ela sabe que assim que mais pessoas descobrirem uma nova festa seria dada só pelo pedido e Adora queria a gata apenas para ela. Mas era realmente um trabalho árduo não se render a esses sentimentos quando a namorada estava tão sexy com as roupas de sua visão, uma calça justa com direito a botas e uma camisa vermelho escuro com as mangas enroladas e alguns botões abertos mostrando parte da pele da gata e um pouco dos...

 - Olhos aqui em cima, princesa – provoca Catra tirando os olhos de Adora de seu decote deixando a mais velha toda vermelha. – Agora entendi porque você me fez usar essa roupa, a brilhante vai adorar saber que a sua amiga tem esse rostinho de inocente, mas na verdade é a grande provocadora da relação.

 - Idiota – responde Adora dando um tapinha em Catra fazendo a gata soltar uma risada gostosa que a loira não reside e a beija surpreendendo a mais nova. – Por que desse beijo?

 - Eu não resisto quando você ri, você fica tão linda quando está feliz – responde a loira mordendo os lábios, dessa vez é a gata que fica com as bochechas vermelhas.

 - O-obrigada – agradece Catra e Adora enterra o rosto no pescoço da namorada absorvendo o seu perfume.

 As duas mulheres continuam a dançar, a música fica mais lenta e Adora fecha os olhos por um momento enquanto dança com a namorada, lembranças de sua visão voltam os seus pensamentos, mas dessa vez ela promete para si que ninguém vai atrapalhar a sua felicidade.

 Catra sente o abraço de Adora ficar mais forte, ela estende uma das mãos para fazer carinho na namorada, a gata queria apenas ficar dançando com a sua amada, mas quando a loira levanta o rosto não é o rosto de seu amor que ela vê e todo o salão de baile se transforma em uma rua com grandes construções, explosões ao fundo, gritos e choros, além o cheiro sufocante de carne queimando. Sozinha em meio a desolação a mulher vê estranhas pessoas correndo um pouco ao longe e sem saber o que fazer corre até elas se deparando com um dos clones de Hordack, mas antes que ela pudesse impedir o choque seu corpo simplesmente atravessa o clone.

 - Uma ilusão – identifica a mulher assustada.

 Ao olhar para cima há várias naves no céu dividindo espaços com as estrelas, naves da cor branca com detalhes em verde, naves do conquistador e destruidor de mundos, naves de Horde Prime.

 Catra não pode fazer nada e simplesmente assisti enquanto cada vez pode ver mais pessoas, clones e robôs andando pelas ruas, não há resistência, foi um ataque surpresa e as poucas pessoas que tentam lutar são facilmente obliteradas pelos raios.

 A cabeça da gata começa a doer enquanto ela continua pelas ruas em caos, ela não sabe para onde ir, ela só simplesmente anda, as vezes corre, mas nada some, nada desaparece, ela continua presa em um pesadelo.

 - O que está acontece comigo? Onde eu estou? Por que alguém está me mostrando isso? – Grita a gata para os céus, mas está cada vez mais claro que ela não tem escolha, outras vezes ela já esteve ali e só desapareceu quando ela finalmente encontrou o que parecia que queriam lhe mostrar e dessa vez mais uma vez sem escolha ela simplesmente prossegue, com as mãos sobre as orelhas para evitar ouvir os gritos ela continua até chegar naquele lugar, um palácio.

 A construção real era bonita, com longas pilastras decoradas com ouro, mas agora manchadas com o sangue de pessoas mortas. Catra simplesmente decidiu evitar olhar, ela já tinha os vistos tantas vezes antes, ignorando a tudo e a todos a mulher continua em frente e o encontra mais uma vez, o homem de seus pesadelos, suas roupas lhe lembravam quando Adora se transforma em She-Ra com sempre o dourado presente sobre as vestes brancas, mas dessa vez a visão não acabou como das outras vezes, pela primeira vez o homem falou:

 - Você viu para qual portal aquele mostro levou a minha filha, general? – perguntou o homem com a voz imponente em direção a uma porta de onde emerge um grande ser humanoide com orelhas de gato, cauda e olhos completamente azuis trajando uma armadura de guerra.

 - Não sua majestade – respondeu o homem gato se ajoelhando –, mas ainda podemos recupera-la, a minha esposa pode rastrear o destino do portal, mas vai levar muito tempo para isso, talvez um ou dois anos.

 Um abalo acontece no castelo fazendo Catra ter que se segurar a uma pilastra para não cair.

 - Droga! – Grita o rei enfurecido. – Nós não temos tempo, esse maldito do Prime vai conseguir nos destruir se não fizermos algo a respeito, você sabe o que fazer general, vamos ter que ir para o esconderijo, mas nem por um segundo deixe de procurar a princesa Adora.

 - A-Adora? – diz Catra sem entender nada, a gata só conseguia assistir a tudo sem se mover, esse o pai de Adora? Se perguntava a mulher.

 O rei é o primeiro a sair da sala, Catra nem ao mesmo se move quando ele vai até o seu encontro e passa através dela como se fosse um fantasma. O general ainda não tinha se movido, ele parece chamar alguém da sala de onde veio e naquele momento o mundo de Catra para quando uma mulher com orelhas e cauda de gato surge, suas vestimentas diferentes da general eram mais elegantes e seus olhos eram completamente amarelos. Os dois dão as mãos e passam através da gata que tentam segura-los, mas quando os seus olhos se abrem apenas Adora está na sua frente.

 - O quê? – diz a gata sem entender nada, ela estava de volta ao baile e todos olhavam para ela com um ar preocupado, até mesmo a sua namorada tinha esse olhar e por alguma razão isso a irrita, empurrando Adora ela corre para fora sem olhar para trás.

***

 Encostada no parapeito da varanda Catra olhava para as estrelas, elas diferentes das que ela viu no céu em sua visão, mas aquelas suas visões eram reais? Ela realmente estava vendo o ataque definitivo de Horde Prime ao planeta dos Primeiros? Aquele homem era o pai de Adora? O general e a cientista eram os seus pais? E se tudo fosse real significava que talvez os Primeiros ainda estejam vivos só que escondidos? O pai de Adora ainda está vivo? Seus pais estão vivos?

 A cabeça de Catra novamente dói, ela leva as duas mãos e tenta de alguma forma parar a dor, mas está se intensificando, sem saber o que fazer suas garras saem para fora e ela só quer crava-las em sua pele parar fazer tudo parar, mas ela não consegue mover as suas mãos e quando abre os olhos ela novamente vê o rosto de Adora, mas dessa vez ela se joga em seus braços e começa a chorar. Ela não se lembra da última vez que ela se deixou ser vista por alguém enquanto desabava assim, a gata sempre tentou manter essa fama de durona, mas naquele momento ela não se importava com nada além de sentir a namorada em seus braços e quando tudo termina Adora apenas pergunta:

 - Você quer voltar para o nosso quarto?

 Por alguma razão essas eram as palavras mais certas que ela poderia ouvir da namorada naquele momento.

 - Não, está tudo bem – nega a gata se virando para novamente olhar para as estrelas, mas Adora ainda permanece com a mão sobre o seu ombro.

 - Se você quiser contar o que está acontecendo saiba que eu sempre vou estar aqui para ouvir você a qualquer hora – diz a loira, em sua mão livre atrás das costas estava a caixinha com as alianças.

 Catra respira fundo antes de fazer qualquer coisa. Ela não sabe se as visões são reais ou não, mas elas vem acontecendo a tantos dias e cada vez mais fortes que tem medo que elas podem de algum jeito realmente causar algum problema se não forem paradas ou controladas e Adora sempre teve tantas perguntas sobre os seus pais e seu passado que mesmo agora não foram respondidas, mas que agora ela poderia lhe dar. Mas Catra estava receosa de se abrir com a loira, ao mesmo tempo que ela sabia que se contar vai desencadear novos problemas e aventuras o que a gata quer evitar a todo custo querendo apenas continuar vivendo em paz, se não contar e Adora descobrir pode nunca perdoa-la por omitir algo assim e isso é impensável. A mulher se decide.

 Se virando para olhar para a namorada Catra diz sem rodeios:

 - Estou tendo visões e... Os... Os seus pais e os meus podem estar vivos.

 E naquele momento ao ouvir essas palavras Adora só consegue aperta a caixinha em sua mão e olhar para a namorada sem emitir nenhum som.



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