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História 'Cause I love you, my sun. (Nevra) - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Olá!
Espero que curtam o capítulo!

"O que sou eu?"

Capítulo 4 - Who am I?


Acordo assustada, arfando rapidamente;
Eu tive um sonho mega estranho. Não lembro sobre o que era ou com quem era, mas eu me lembro de palavras estranhas ditas ao grito por uma voz familiar, uma canção...
E era quente.
Muito quente.

Não sei exatamente que horas são, mas ao olhar pela janela me dou conta de que é cedinho, lá pelas 5/6 horas da manhã.

Bem, está muito cedo para encontrar o Ezarel, e com certeza eu não vou conseguir pegar no sono novamente, então não tenho outra coisa a fazer senão levantar.

Coloco uma roupa leve e caminho para fora do QG, respirando o ar fresquinho da manhã.
Olho ao redor, vendo uma praia.
Caminho até lá, sorrindo ao saber que aqui tem um lugar tão revigorante.

Tiro meus sapatos para pisar na areia geladinha, sentindo o contraste da minha pele quente com o orvalho que umidece a areia.

Ando até a pontinha do mar, onde as ondas chegam de fininho, molhando a areia.
Me agacho, vendo meus dedos dos pés se afundarem no solo molhado.
Vou um pouco mais fundo, até a água chegar em minhas canelas, e alcanço as ondas se movimentando, como se eu estivesse as fazendo dançar.
Sinto a ponta dos meus dedos queimarem num fogo confortável e percebo meus olhos se encharcarem.
Isso está acontecendo com mais frequência ultimamente.
Pisco por um instante, me permitindo chorar um pouco.

Olho meu reflexo na água do mar, vendo minhas lágrimas caírem como pingos de fogo e meus olhos se iluminarem num brilho estranho.
Vejo o sol aparecer no horizonte, e sinto minha pele vibrar.
Só que ao invés de minhas lágrimas subirem e evaporarem, elas ficam pesadas e caem no mar, se solidificando em coisinhas brilhantes.

Será que o efeito na água é diferente?

- Eliza? O que faz aqui a essa hora? - Tomo um susto com uma voz rouca atrás de mim; me viro bruscamente, dando de cara com Valkyon me olhando surpreso com o rosto molhado.

- Ah, Valkyon?! Eu tomei um susto! Por que está molhado? - Perguntei para ele, que estava no mesmo nível do mar do que eu.

- Você me molhou.

- O que? Eu não molhei você. - Afirmei, meio confusa.

- Assim que te chamei, você se assustou e um punhado de água foi jogado contra mim. - Falou, tirando os resquícios de água salgada da cara.

- Mas... Eu... - Tentei argumentar.

- Isso pode contar alguma coisa sobre o que você é. - Ele sorriu minimamente.

》》》》》》》》》》

Valkyon e eu estavamos sentados na areia, conversando e discutindo sobre qual será minha origem.

- O mar?

- Bem, seus olhos tem cor de corais.

- Mas pra mim ser uma sereia eu ia ter que normalmente ter cheiro de maresia, não? - Abracei meus joelhos, olhando para ele - Mesmo sirenes de água doce tem a característica de ter cheiro de maré nos cabelos e pele.

- Você estudou? - O platinado abriu um sorriso de canto.

- Eu gosto muito de ler. - Sorri também.

Os olhos de Valkyon brilharam como em uma ideia e ele sacou um canivete do bolso.

- Segure. - Ele me estendeu o canivete. - Solte se sua mão começar a doer.

O que? Esse pedido é meio estranho...
Ele quer que eu enfie a faca nele, é isso?
Esse povo mágico é meio estranho.
Peguei o canivete, o segurei por cerca de dez segundos, o girei em meus dedos e o joguei para cima, pegando novamente.

- Não tem como você ser um híbrido de lobo, lobisomens ficam desconfortáveis ao segurar algo de prata. - Ele colocou a mão no queixo. - Você tem algo de cobre aí com você?

- Hmm... - Olhei em volta. - Tem a fivela do meu cinto.

- Bom, fada você também não é.

- Que pena, eu adoraria ser amiga da Tinker Bell. - Olhei para a areia, rindo.

- Tinker-quem? - Ele me olhou confuso.

- Tinker Bell, uma personagem da literatura infantil da minha terra. Ela tem esse tamanho e usa um vestido de folhas.

- Interessante... - Valkyon é mesmo um homem de poucas palavras.

- E você, o que você é?

- Assim como você, ninguém sabe minha raça.

- Sério? Wow, bate aqui! - Estendi a mão, numa tentativa de high-five. Ele pareceu pensar um pouco.
Bom eu tenho quase certeza que o povo desse mundo não sabe mesmo o que é um high-five. - Isso significa que temos algo em comum ou que conseguimos algo, você tem que chocar nossas palmas de leve. É um sinal de amizade.

Ele sorriu de canto e estendeu a mão para mim, e eu as bati.

》》》》》》》》》》

Eu estava de frente para a mesa de alquimia, tentando pacientemente contar os frascos que estavam na prateleira, a "pedido" de Ezarel. O mesmo não para de implicar comigo e tentar me irritar.
Eu estou quase explodindo...

- Eliza.

- Hm? - Respondo, franzindo as sombrancelhas.

- Há quantos frascos pequenos?

- ...Vinte e sete. - Suspiro.

- Vá no mercado e compre mais três para inteirar trinta. - Eu abro a porta, revirando os olhos. - E me traga um chá!

- Certo, certo...

Eu acabo de voltar com mais três frascos do mercado, entro novamente na sala da minha guarda, dando de cara com o orelhudo sentado na cadeira, com um olhar presunçoso.

- Aqui estão os frascos e seu chá. - O entreguei o chá e deixei os frascos na mesa; me apoiei na parede, estou exausta.

- Esse chá tem leite?

- Não, por quê?

- Eu gosto de chá com leite, lembre-se disso da próxima vez.

Bufo. - Tudo bem.

- Eliza.

- O que?

- Estão faltando duas rolhas no armário, vá buscar algumas com a Eweleein. - Olhei para o teto, farta.
Ele é mesmo muito insolente; acabei de ver ele colocando ambas as rolhas no bolso.

- Que tal pegar essas duas do seu bolso? - Ele pareceu ser descoberto.
Eu apoiei minhas mãos na mesa ao seu lado, suspirando.

Se ele continuar tentando implicar assim comigo, eu vou explodir...

- Eliza.

- O que foi, Ezarel?! - Gritei, batendo as mãos na mesa. Senti meu peito queimar em raiva e minhas mãos suarem. Ezarel se encolheu na cadeira de olhos esbugalhados quando assim que bati as mãos na mesa, a madeira em baixo de minhas mãos explodisse, fazendo os frascos em cima dela quebrarem e meus braços darem um solavanco.
Me assustei com isso também, retirando rapidamente os braços dali, vendo marcas de explosão onde estavam minhas mãos.

- ...Eu ia avisar que você está dispensada e pode ir para seu quarto. - Disse Ezarel num tom moderado, levantando da cadeira onde estava.

Sem dizer mais nada, saí sem fazer barulho.
Assim que estava fora do laboratório de alquimia, olhei minhas próprias mãos, que estavam sem nenhuma marca,
mas estavam quentes. Muito quentes.

Tenho que ir para a biblioteca falar com o Kero. Ele deve saber o que fazer.

O que sou eu, afinal?


Notas Finais


Até a próxima
<3


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