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História Cavaleiro da Noite - Kim Taehyung - Capítulo 10


Escrita por: starggukie_

Notas do Autor


Olá, amores!!
AAA hoje trago um capítulo curtinho, porém muito importante para esse começo e eu espero que gostem hihi
Peço que ignorem qualquer errinho e desejo uma excelente leitura!!

PS: banner maravilhoso esse. @Singularity97 tu arrasa muito amiga <3

Capítulo 10 - Chamado silencioso


Fanfic / Fanfiction Cavaleiro da Noite - Kim Taehyung - Capítulo 10 - Chamado silencioso

...

À medida que os minutos passavam, mais a ansiedade conseguia corroer todos os cantos do meu consciente, consumindo-o como um verdadeiro parasita. No entanto, meu corpo não demorou muito para adormecer por completo, e seria muito difícil dizer com exatidão em quanto tempo a inconsciência se apoderou da minha mente. A única coisa que sou capaz de afirmar é que o sono parecia efeito de alguma medicação; profundo e ininterrupto. Poderia acontecer qualquer coisa, qualquer tipo de emissão de barulho, e ainda assim arrisco dizer que não acordaria.

Porém, uma voz ressoando com incomparável altura e rompendo todas os ilusórios que predominavam minha mente, possuíra a capacidade de me despertar com um susto, erguendo as costas de uma só vez e procurando pelo motivo para tantos gritos.

ꟷ Desliga isso, Dafne! Acaba com esse vídeo agora mesmo. – os gritos de minha avó ecoam pelo meu cérebro como a sinfonia mais assustadora que exista no mundo. Forcei a vista, em total estado de confusão, e pude ver o exato segundo em que algo atingiu a vidraçaria da janela. Uma pedra, presumo.

ꟷ Phellipa, tranque as janelas e abaixe as cortinas. Agora! – a voz grave e um pouco exasperada de meu avô ressoou pelo quarto, mas eu não conseguia enxerga-lo com nitidez.

ꟷ Dafne, acabe com esse vídeo! – gritou vovó, jogando em minha direção o celular e ao olhá-lo, levemente assustada perante tanto desespero, visualizei a câmera traseira com um trinco alarmante, como se tivesse estourada.

ꟷ Dafne, não saia desse quarto e tranque a porta imediatamente. – ouço a voz de meu avô.

Minha vista não focalizava em nada além da câmera trincada do aparelho e a vidraçaria da janela, repleta de riscos e rachaduras por todos os cantos, como se alguém a vandalizasse brutalmente. Meus ouvidos tilintavam um chiado esquisito, semelhante àquele que temos durante a aterrisagem de um avião e aumentava a intensidade a cada segundo, tornando de qualquer mero ruído uma tortura para os meus tímpanos. Era como se eu estivesse com algum grau de surdez e os olhos preenchidos por lágrimas, embaçando minha vista de maneira agonizante. Mas, ainda assim, pude distinguir a correria dos meus avós, juntamente com os gritos exasperados. Alguma coisa estava acontecendo.

A confusão havia se estabelecido em meus pensamentos, anulando toda e qualquer lógica que possa me explicar tamanho caos. Eu sabia que estava esperando por alguma coisa, mas a minha mente simplesmente não conseguia formular o que era. Um vazio, tão forte e doloroso inundou-me no pior dos medos existentes; o presságio de saber que algo ruim o aguarda, mas não conseguir raciocinar o que ou como seja.

Com as mãos trêmulas, apertei o botão de desbloqueio do celular e logo a tela foi iluminada por uma gravação que estava sendo feita, perdurando por mais de uma hora até agora. A finalizei, sem entender o que significava aquilo ou o porquê do meu celular estar em modo de gravação. Deixei o celular em cima de um dos travesseiros, vagando o olhar pela claridade exagerada do quarto.

ꟷ Coloque alguma coisa na porta, Anthony! – o grito de minha avó perfura meus tímpanos, causando instantaneamente uma dor aguda. Levei os dedos até as têmporas, massageando-as na tentativa de amenizar o incomodo. Tinha alguma coisa errada comigo e o fato de não saber o que pode ser está me agoniando, ou melhor, está me assustando.

Eu não conseguia compreender o motivo para os meus avós estarem tão desesperados em trancafiar a casa, gritando pelos cômodos e correndo de uma janela até a outra. Mas, ao sentir uma melhora na audição, pude ouvir as batidas que eram desferidas no andar de baixo, com tamanha brutalidade que poderia julgar ser até mesmo na porta do meu quarto. Havia alguém tentando invadir a casa e talvez seja por isso que o caos se instalou entre os mais velhos, afinal, não é muito comum que coisas assim aconteçam durante as noites em Rye.

Definitivamente, havia alguma coisa muito errada e eu não estava ajudando em nada, atônita em cima da cama como uma estátua.  

Levantei-me com apenas um sobressalto, esparramando os cobertores em cima do colchão e logo procurando pelo par de chinelos. Porém, antes que qualquer passo fosse dado, uma sensação repentina e bastante corpórea se apossou de todo o meu ser; os barulhos que se ecoavam pela casa foram silenciados com um solavanco forte no andar de baixo, semelhante a um chute desferido numa porta, o silêncio se instalou e permitiu que uma espécie de chamado fosse ouvido dentro da minha cabeça.

Não emitia sons ou vozes, apenas dominava cada mero resquício do meu consciente e obrigava os meus pés a andarem, lenta e cautelosamente pelo carpete do quarto, posteriormente pelo corredor, o lance de escadas e, por fim, na sala de estar. Eu não conseguia distinguir onde estava pisando ou o que estava a me rodear, apenas sentia esse assustador chamado reverberar por minha cabeça, forçando-me a segui-lo até a porta da casa. Era um chamado silencioso para que eu o encontrasse.

“Segura ela!” Gritou uma voz feminina, tão alta como um trovão que rasga o céu. No entanto, eu não a distinguia e muito menos endereçava algum tipo de atenção, pois havia algo me chamando para fora da casa. Havia algo, irreconhecível para mim, clamando pelo meu nome no silêncio mais assustador que já dominou a mente humana. “Dafne!” Reverberou uma voz masculina, tentando agarrar meu braço com força. “Acorde!” Gritou essa mesma voz masculina, segurando-me agora pelos ombros e isso foi o bastante para que eu começasse a me debater, querendo incessantemente respeitar ao chamado que ficava cada vez mais forte em minha cabeça.

Faltava poucos centímetros para que o meu corpo se colidisse com a porta, quando aquela voz feminina gritou em plenos pulmões:

ꟷ Dafne Marie Hawley!

O relinchar de um cavalo raivoso.

Braços amparando-me pelos ombros.

Uma escuridão se apossando pouco a pouco da minha visão.

De repente, não havia mais chamado. Não havia mais nada.

                                                    (...)


Notas Finais


Esclarecimentos: O Cavaleiro não pode adentrar uma casa, mas quando se sente observado (no caso, pela câmera da Dafne) pode induzir uma pessoa a ir para a rua. Ele "chama" a pessoa de uma forma psicológica, sem emitir nenhum som ou nome propriamente dito.

Espero que estejam gostando e nos vemos na próxima atualização. Beijinhos e se cuidem <3


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