História Cavaleiro dos sonhos - Capítulo 112


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Categorias Fairy Tail
Personagens Acnologia, Anna Heartfilia, Aquarius, Cana Alberona, Câncer, Capricórnio, Carla (Charle), Elfman Strauss, Erza Scarlet, Evergreen, Gajeel Redfox, Gildartz, Grandeeney, Gray Fullbuster, Happy, Igneel, Jellal Fernandes, Jenny Realight, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Leon, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Meredy, Metallicana, Michelle Lobster, Millianna, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Nashi Dragneel, Natsu Dragneel, Nikora "Plue", Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Silver Fullbuster, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Ur, Virgo, Wendy Marvell, Yukino Aguria, Zeref
Tags Fairy Tail, Nalu, Nashi
Visualizações 224
Palavras 1.655
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 112 - Capitulo - 112


              Depois de um dia cheio de emoções, eu precisei me retirar para o escritório, havia muitos documentos de compras para ser preenchido. Estava concentrado em meu trabalho, até Lucy, decidiu entrar no aposento, sem se dirigir a mim, caminhou para a estante, pagando um livro qualquer, e se sentou no sofá, folheando o exemplar.

 

Esperando que ela dissesse algo, a observei por um tempo. Lucy não viria até aqui por nada. No entanto, me ignorava. Convencido de que ela não se pronunciaria, voltei ao meu trabalho.

- humm. - resmungou ela. O que me fez erguer o olhar em sua direção, porém continuou calada.

Voltei ao meus afazeres. E ela suspirou. Eu larguei a caneta, me encostando na cadeira.

- esta tudo bem? - perguntei.

Ela piscou diversas vezes, encenando certa surpresa. Precisei me segurar para não rir, Lucy, não tinha talento para teatro.

- hã...?

Respirei fundo, repetindo.

- esta tudo bem?

- há! Sim, está. Só estou um pouco cansada.

Eu assenti, demonstrando que compreendia.

- por que não vai se deitar?

Lucy, balançou a cabeça negando.

- não. Eu vou esperar você.

- eu ainda vou demorar um pouco. - avisei.

- tudo bem. Eu vou esperar.

Sorri, dando fim a discussão. Se de uma coisa eu sabia, era que minha esposa era teimosa, e não dava em nada discutir com ela.

Voltei a me curvar sobre os papeis, porém, não demorou muito até escutar Lucy, bocejar. Ignorei, ou pelo menos tentei, na terceira vez, eu voltei a largar a caneta, me dirigindo a ela.

- Lucy, vai dormir, daqui a pouco eu ja vou. - pedi, com ela teimando em chamar minha atenção, eu não conseguiria terminar isso hoje

- eu disse que vou esperar você. - lembrou. Mas estava óbvio que ela não queria ter que esperar.

Bufei, então forcei um sorriso.

- você pode ir colocando as crianças na cama. - sugeri.

- Vargo, já está fazendo isso. - avisou, virando outra pagina do seu livro.

- você pode ir ajudar. - assim ficaria sozinho para terminar de preencher os papeis, sem interrupções.

Ela ficou seria, e fechou o exemplar, com o corpo ereto virou em minha direção e olhou fixamente para mim me silêncio por alguns segundos. Tive a impressão de que ela o jogaria o livro em minha direção.

- Natsu, você não quer a minha companhia? - perguntou direta.

Certo, eu amava tê-la por perto, mas não nesses momentos. Então sim, eu não queria que ela ficasse, no entanto nunca diria isso a ela.

- meu amor, não é isso. Só que..

Ela não deixou eu terminar, se pôs de pé.

- ta bom, Natsu, eu vou embora. - disse aparentemente ressentida. - Te deixo sozinho.

- Lucy, não é isso. - tentei concertar as coisas, mas ela não me escutou, saiu pisando duro para fora do escritório. -Lucy, espera! - pedi, e ela me ignorou, tive que me levantar e ir atrás dela, estava muito cansado para dormir em outro quarto que não seja o meu, e sei se a deixasse ir, ela me trancaria para fora apenas por birra. - meu amor...

Lucy ja se encontrava subindo as escadas, quando a alcancei. Ela parou me olhando de cima, me desafiando a chegar mais perto dela. Fiquei onde estava, minha auto-preservação não me permitia subir aqueles três degraus que nos separava.

- Lucy, meu amor, não fique brava, você sabe que eu preciso de silêncio para trabalhar. Eu não queria ser insensível com você, minha vida.

- mas foi.

- mas não foi minha intenção.

- eu to cansada, e não quero ficar sozinha. Você devia vir deitar comigo.

Assenti, abaixando o tom de voz.

- eu vou, ta bem? Só deixa eu terminar... - comecei, e ela não quis mais escutar, arfou e virou as costas para mim e voltou a subir as escadas. Me apressei a alcança-la, a segurando pelo cotovelo para faze-la parar. Quando se voltou para mim, me senti fraco, inútil, ela chorava. - Lucy...

- eu to com medo... - confessou. - eu tentei descansar sozinha, mas toda hora que fechava os olhos, ele surgia. Meu pai vai voltar...

- ele não pode fazer nenhum mal a você, eu não vou deixar. - ela olhou para a porta da frente, como se para certificar de o que eu estava falando era verdade, e eu consegui ver em seu rosto, a marca do tapa de seu pai havia lhe dado . Eu não consegui protege-la.

- volte a trabalhar. Eu vou ficar bem. - disse, fazendo com que eu a soltasse.

Eu não podia deixá-la sozinha.

- amanhã eu término. - acordaria mais cedo, e tudo estaria pronto para ser enviado antes das oito.

Ela sorriu, um sorriso fraco, mas que aqueceu meu coração.

- então vamos? - indagou, secando as teimosas lágrimas que ainda escorria por seu rosto.

- vamos...

- HAAAAAAAAAAA! - rompeu um grito do andar de cima. - PAI! HAAAAA! - era Nashi.

Lucy e eu corremos para cima, até o quarto dela. Assim que entramos, a encontramos encima da poltrona, horrorizada.

- Nashi, o que houve? - perguntei preocupado, ela não agia assim para qualquer coisa.

Ela apontou para a cama dela.

- ali.. ali... tira de lá, pai! - choramingou enojada.

Eu olhei para onde ela apontava mas não vi nada.

- o que tem ali...?

- há! - agora foi a vez de Lucy, dar um gritinho.

Eu olhei para ela.

- um sapo! - respondeu as duas em uma voz só.

Me segurei para não ri. E me aproximei da cama, e finalmente pude ver.

- não é um sapo. É uma perereca. - informei a elas, apenas para tortura-las.

- não importa o que é. Tira dai! - ralhou, minha filha.

- como ela foi parar ai? - perguntou Lucy, já ao lado de Nashi, ela também estava com medo percebi.

Há, isso estava com cara de uma peça pregada por um garoto, era bem óbvio. Eu quando mais novo fazia coisas parecidas para assustar minhas primas.

- pai tira logo dai! - mandou.

Eu ri. E me afastei.

- eu não. - falei simplesmente. Esperei anos por isso, e agora eu tinha um aliado contra as garotas. Estava claro para mim, que quem havia feito aquilo, tinha sido o Luke.

- Natsu, tira isso dai! - mandou Lucy.

- não. Nashi, por que não adota?

- isso não é um gato, é um sapo!

- não é um sapo, e uma perere...

- não importa o que é! Tira!

Ta bom, acho que ja as torturei demais.

- Luke! Pode sair da onde está! - ele ainda devia estar escondido, não teria graça não ver o resultado de seu trabalho.

- Luke?! - ecoou as duas.

- não esta na cara?

- por que ele fez isso?

- porque ele é um menino. E é isso que nos diverte. Luke, saia de trás do biombo. - mandei, dava para ver seus pés por baixo.

Ela saiu devagar de trás do biombo.

- pa-pa-papai...

Eu sorri para ele, para que soubesse que estava tudo bem.

- só tira isso da cama da sua irmã.

Ele assentiu, se apressando, mas parou, ao escutar a voz de sua mãe:

- Luke, parado. - ela se virou para mim. - Natsu, meu filho não vai relar naquele animal.

- foi ele que trouxe para dentro. - lembrei a ela.

- não importa. Você tira. E você Luke, vai para o seu quarto, tire essa roupa, que vou te dar um banho, você esta imundo.

Meu filho olhou para mim, em busca de uma resposta, ele queria tee certeza de que não precisaria tirar o seu presente da cama da irmã.

- você escutou sua mãe, porquinho.

Ele assentiu, dando a volta no quarto, e andou até mim, se agarrando em minhas pernas me  abraçando.

- e-e-eu te-te-te a-amo, pa-papai! - disse. E com isso saiu correndo para fora do quarto.

Lucy, foi atrás.

- você só ama o seu pai? E eu, não ama não?! - indagou, indignada.

Escutei Luke gargalhar.

- pai! - berrou, Nashi, chamando minha atenção.

- que foi? Vai dizer que também ama o pai?

- eu amo. Mas se não tirar aquele bicho da minha cama, eu vou deixar de te amar.

Eu ri, e fui me livrar do bichinho inconveniente.

~♡~

Meia hora mais tarde, finalmente minha esposa e eu conseguimos descansar. Ela desabou ao meu lado na cama, se aconchegado em mim.

- pode dormir, eu vou ficar zelando pelo seu sono.

Posso não ter visto, mas sei que ela sorriu.

- você está tão cansado quanto eu, que eu sei.

- foi um dia longo para nós dois.

- acha que o delegado vai encontrar o meu pai?

- se as coisas correm como eu acho que vai acontecer, seu pai é que vai ir até ele.- homens como Jude, não perderia a chance de se prejudicar alguém por puro egoísmo.

- humm. Nós podemos tirar umas ferias em Akane Beach, nossos filhos iriam adorar. - sim, seria melhor, Lucy poderia se distrair dos problemas um pouco, porém pra mim não tinha possibilidade de umas ferias.

- não dá, eu tenho muitas entregas para supervisionar. Mas, vocês podem ir, eu fico.

- não vou sem você. Não teria a mesma graça. - a apertei mais contra mim, lembrando dos momentos que passamos da última vez que estivemos no palacete em Akane Beach.

- vamos fazer assim. Quando as coisas se resolver, nós deixamos Nashi e Luke, com os meus pais durante uma ou duas semanas, e vamos viajar, qualquer lugar. Você escolhe.

- vai ser a lua de mel que não tivemos?

Eu ri.

- pode ser. Só não deixe que Plue, coma as passagens. - brinquei, falando em  um tom irritado.

Ela resmungou em um choramingo.

- eu ja pedi desculpa.

- eu sei... 



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