História Cavaleiros do Zodíaco - Uma história Alternativa - Capítulo 6


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Categorias Saint Seiya
Tags Cavaleiros Do Zodiaco
Visualizações 3
Palavras 3.928
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais uma vez os dois garotos rivais estão frente a frente. A luta vai começar!!!
Sepei se preocupara com a demora de sua irmã e nem imagina o que está acontecendo longe do seu dormitório.
Espero estejam gostando do desenrolar da história.

Capítulo 6 - Capitulo 4 - O mais forte contra o incansável


Sepei: A Sarah está demorando, já faz muito tem que ela saiu, mas nem sinal dela – Sepei está incomodado com a demora da irmã, ela sempre ia buscar a agua no poço do vilarejo, e nunca havia demorado tanto como nesse dia – Aconteceu alguma coisa - diz o garoto se levantando da mesa, e saindo pela porta que tem ao fundo. - Vou procura-la, se aquele idiota do Jabú tiver alguma haver com isso.

 

                                               ---------------xXx---------------

 

De volta no poço de Orã, onde a luta entre Jabú e Musat está prestes a começar. O clima está tenso. Os dois garotos se encaram um em frente ao outro, o vento sopra.

 

Sarah: Não Jabú, não faça isso... – diz a menina, com um temor em sua voz – O Musat, é muito forte, isso é loucura!!!

 

Jabú: “A Sarah não acredita que eu posso vencer!” – pensa o jovem, olhando de sério de canto de olho para a menina que está preocupada com ele – Não se preocupe Sarah, eu não vou perder – tranquiliza a sua amiga, com um sorriso no rosto – Não vou deixar ele te machucar, Ok? – e finaliza, e novamente encara o Musat, que está a sua frente só observando, com um sorriso debochado no rosto.

 

Musat: Você é muito exibido, vou de dar uma lição, você vai querer voltar chorando igual criança para a sua casa.

 

Jabú olha para o lado e vê que Crisito, o único dos aspirantes que o atacou anteriormente, está acordado. E olha para os demais que estão caídos desacordados.

 

Jabú: Ei, Criscito... Tire o Albert e os demais do centro, para que eles não se machuquem mais!!!

 

Crisito: OK....  – o garoto se levanta com um pouco de dificuldades, colocando a mão no estomago. – Já estou indo.

 

Musat: Olha, Olha... quanta compaixão. Não quer machucar mais quem tentou acabar com você... – Ironiza o valentão, olhando para o Crisito retirando seus amigos. – Já chega de enrolação, você está ganhado tempo, eu já estou cansado de toda essa conversa. – Musat, entra em posição de luta e parte para cima do Jabú.

 

Jabú, se põe em guarda, ao ver Musat vindo a toda a velocidade em sua direção. Ao se aproximar, Jabú se esquiva com um salto para traz.

 

Musat: Seu covarde, vai ficar fugindo... Está com me.... – a fala é interrompida bruscamente, Jabú havia acertado um soco na boca do seu estomago. – O que, eu não acredito. Seu miserável!!!

 

Musat se recompõe, volta a ficar em posição de luta, com ainda mais ódio no seu olhar. E parte com tudo novamente, então Jabú vai ao encontro dele, preparando um soco para acertar novamente Musat. Que dessa vez bloquei o golpe com uma mão, e com a outra mão acerta, violentamente um soco, no rosto do seu oponente que é arremessado a uma grande distância. Enquanto estava no ar Jabú se reequilibra pousa violentamente, sendo arrastado por alguns metros, uma gota de sangue escorre de sua boca enquanto ele tenta esconder a dor do golpe recebido. Neste ponto da luta, já ficou claro a diferença de força dos dois, enquanto um soco do Jabú quase não causou danos, o soco de Musat havia causado um grande dano nele. Musat, ainda tomado pela fúria parte novamente para cima do seu oponente. Que agora se esquiva dos socos disparados por Musat, e quando ele percebe uma brecha na guarda do valentão, faz um movimento giratório, desferindo um poderoso chute que o joga para longe. Mas novamente o golpe não causa nenhum dano mais grave.

 

Musat: É só isso que você tem, é deprimente, acha mesmo que vai me derrotar com isso. – Musat zomba, dando gargalhadas – Então Sarah, esse é o seu nome, certo? Você precisa se preocupar, logo vou acabar com ele.

 

Jabú: Cale a boca Musat, pare de falar besteiras e venha me enfrentar – Grita Jabú dessa vez partindo para cima do garoto.

 

Musat, não se coloca em guarda, como se estivesse desdenhando a investida de Jabú. Que ao se a aproximar, salta bem alto, nesse momento Musat se assusta, pois estava esperando um ataque direto. Quando o valentão olha para cima, vê que Jabú está caindo a toda velocidade com uma voadora preparada. Então o garoto mais forte se protege, colocando os braços em forma de X, para receber o impacto do chute, mas para a sua surpresa, Jabú passa direto por ele caindo atrás de Musat, mas quando estava chegando ao chão se vira, pegando impulso com as mãos e assim acertando um potente chute nas costas de Musat, que sem defesa nenhuma recebe em cheio o golpe. Ele solta um grito de dor, dessa vez o golpe causa algum dano. Aproveitando, que Musat ainda está surpreso com o golpe, Jabú cai na sua frente vai para cima do oponente acertando alguns socos em seu tronco e rosto. Quando Musat, se coloca novamente em guarda, já havia recebido vários golpes, então Jabú se afasta mais uma vez e dá um chute giratório, que acerta o braço esquerdo de Musat e com a potência do golpe é jogado próximo ao poço.

Criscito, que assiste a luta de longe, depois de ter retirado os seus amigos do caminho está admirado como o garoto estrangeiro está muito mais forte que na outra luta dos dois. Musat, também ficou espantado com a sequência que acabou de receber, os golpes de Jabú estavam mais fortes, isso o deixou ainda mais furioso do que antes. Sarah, estava observando tudo muito aflita, com medo de que seu amigo se machucasse, ela via claramente o esforço que Jabú estava fazendo para tentar fazer frente ao seu oponente que era claramente mais forte.

 

Musat, agora também tem uma gota de sangue escorrendo de seus lábios, decorrente dos golpes recebidos, ele cospe de lado, limpa o sangue com as bandagens que protegem a sua mão direita, olha a marca que ficou na bandagem, serra o punho e se move na direção de Jabú, quando ele se preparava para esquivar novamente, é surpreendido com um chute baixo que acerta a sua perna esquerda, com o golpe Jabú se desequilibra e enquanto está caindo com a guarda aberta, recebe um soco a queima roupa no seu rosto, o garoto é jogado violentamente no chão e o impacto faz uma nuvem de poeira subir. Ao ver a cena Sarah, desvia o olhar e fecha os olhos evitando ver o estado do seu amigo. Quando a poeira abaixa, Jabú está caído, com o rosto todo machucado, e de um corte no supercilio direito começa a brotar uma fina linha de sangue, desce por seu rosto. Enquanto está caído e gemendo de dor, Musat segura na gola de sua camiseta, com as duas mãos e o levanta, com um olhar furioso encara Jabú que tenta se desvencilhar, então Musat solta o garoto e antes que ele caia no chão novamente, o acerta com um poderoso gancho, que o arremessa a alguns metros de altura, na queda Jabú mergulha de cabeça rumo ao solo, mas antes de cair, Musat, o golpeia novamente dessa vez no estomago, fazendo Jabú cuspir sangue, e sendo jogado novamente para longe, ao bater violentamente ao chão, ele ainda quica e rola por alguns metros até parar. Jabú tenta com muita dificuldade se levantar, O olhar de Musat, agora já é de satisfação ao ver seu oponente naquela situação, e também está um pouco ofegante.

 

Sarah: Já chega Musat, a luta já acabou, pare por favor!! – implora a menina, com lagrima nos olhos.

 

Jabú, consegue se levantar com muita dificuldade, com a mão no estomago, ele cai novamente de joelhos, e cuspindo sangue. Musat, que desviou o olhar para Sarah, olha de novo para o Jabú e decreta com um olhar maligno e frio, indo em direção a Sarah:

 

Musat: É Jabú, seu lixo, eu disse que depois que acabasse com você também daria uma lição nessa menininha... – diz ele, com um sorriso de satisfação – Mas mudei de ideia, já que você disse que não iria deixar ninguém encostar nela... - diz o valentão ainda ofegante – vai ser ainda mais prazeroso ver a sua cara, enquanto eu acabo com ela, e você fica ai assistindo sem poder fazer nada. Seu perdedor, vai quebrar a promessa que fez a essa pobre garotinha... hahaha

 

Jabú: Seu miserável, pare agora!!! – grita o garoto desesperadamente.

 

Musat: Parar agora, ou o que? - pergunta o valentão debochado, enquanto vai na direção de Sarah, que está olhando fixamente para Musat. A garotinha ainda está com lagrima nos olhos e com um olhar sério, que não demonstra medo, e se colocou em posição de defesa. – Você vai sujar ainda mais as minhas mãos com seu sangue nojento.... Não me faça rir!!!

 

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Longe da ali, Sepei está procurando sua irmã.

 

Sepei: Ela não está aqui na região dos camponeses e criadores de animais, eu imaginei que ela tivesse vindo procurar aquele inútil do Jabú... ele fica pensativo –Se ela ainda estiver na região do poço, o que ela está fazendo lá que ainda não voltou.

 

Sepei está preocupado com a irmã, está sentindo uma angustia no peito, como se algo fosse acontecer, havia muito tempo que ele não se sentia assim. Suas mãos estão suando, sente um frio na barriga, e o coração acelerando.

 

Sepei: Calma Sepei, isso é coisa da sua cabeça – respira fundo, tentando disfarçar esse sentimento de angustia – Ela deve ter se distraído com lebres ou borboletas, não seria a primeira vez.... Mas vou dar uma olhadinha no poço para ter certeza.

 

O jovem vai em direção a região do poço, com um aperto no peito, um olhar preocupado, sem imaginar o que está acontecendo por lá.

 

----------xXx----------

De volta ao local da luta, Musat anda calmamente em direção a Sarah, para na sua frente. A menina não demonstra estar com medo, enxuga as lagrimas que estavam em seus olhos. Jabú tentou andar na direção de Musat, mais cambaleia e cai novamente de joelhos. Crisito só observa de longe tudo acontecendo, ele ainda está sentido muitas dores por causa da luta contra o Jabú.

 

Sarah: Musat, porque está fazendo isso? – pergunta a menina de forma firme, e muito séria. – Porque tem tanto ódio assim do Jabú, o que ele fez de tão grave assim?

 

Musat: Esse lixo, pessoas iguais a ele nem deveriam conviver no mesmo ambiente que nós... – diz o valentão franzindo as sobrancelhas e serrando os punhos. – É um fracassado, chegou aqui botando banca, se exibindo dizendo que era o maioral, mais não passa de um fraco. Luta como um bebezinho e seus golpes tem a mesma força de uma formiga. – exclama o garoto com ódio saindo de seus olhos – E mesmo assim, um verme desses conseguiu fazer com eu passasse pela maior humilhação da minha vida. Ferindo o meu maior orgulho. Ninguém antes havia me acertado dois golpes em uma luta, e esse nojento fez isso na frente do ancião e todos os aspirantes. Até o ancião riu de mim. E isso eu não vou permitir, vou acabar com esse verme agora mesmo. – Ele para volta seu olhar para a Sarah, fecha os olhos com raiva e continua – E você por defende-lo e estar do lado dele, também terá o mesmo destino.

 

Jabú: Então é por isso! - exclama, gemendo de dor com a mão na barriga.

 

Musat então se prepara para golpear a garota, que olha fixamente para o garoto de camisa vermelha. Musat, ainda ofegante, projeta com toda a sua força um soco com a mão direita, e antes que o soco pudesse atingir o rosto meigo da garota, Jabú aparece com um salto na frente de Sarah, recebendo o golpe em cheio, o soco atinge novamente o estomago dele, que com a força do golpe arremessa os dois para longe, eles rolam mais alguns metros depois de baterem no chão, e quando param, Sarah está olhando para o garoto que acaba de salva-la, que está se contorcendo de dor depois do soco recebido.

 

Sarah: Porque está fazendo isso Jabú... – Pergunta a menininha com um brilho de admiração no olhar.

 

Jabú olha nos olhos da menina, já é a segunda vez neste dia, então para de se contorcer, franze a testa e diz:

 

Jabú: Não lembra o que eu disse... não vou deixar ninguém te fazer mal, essa é minha dívida com você... – Então se levantando com muita dificuldade, ele volta a sua atenção para Musat, que está surpreso do oriental ainda ter forças para proteger Sarah.

 

Musat: você é mesmo insistente, tenho que admitir.

 

Jabú: Musat, escute aqui... -  o garoto coloca a mão na barriga – Já te disse, eu não vou permitir que você faça mal a Sarah e nem a ninguém. Mesmo que isso custe a minha vida. - Brada o garoto limpando o sangue da boca, e colocando novamente um sorriso no rosto – Eu aprendi muita coisa aqui, inclusive porque e por quem eu devo lutar, e sinceramente não me importo em dar a minha vida para proteger os meus amigos, e aqueles que mais precisam.

 

Musat: Está ficando bom em fazer discursos -  zomba novamente – Mas essas palavras bonitas não significam nada. Não existe valor nenhum em morrer, só os mais fortes têm valor.

 

Jabú: É o que vamos ver!! – grita, e vai em direção a Musat, andando com dificuldade e cambaleando mas conforme vai avançando os passos começam ficar mais firmes e ganham velocidade.

 

Musat, vê um garoto desgovernado vindo em sua direção, um alvo fácil, e arma novamente um soco, um golpe que vai atingir em cheio um adversário sem defesa. Quando Jabú entra no raio do golpe Musat projeta o soco que atinge o vazio, Jabú havia se esquivado abaixando, e levanta pegando impulso, e acerta em cheio um gancho no queixo do Musat. O golpe só tem força para jogar Musat no chão, o garoto se levanta, cuspindo sangue e ainda mais ofegante.

 

Musat: C...Como... seus golpes estão mais fortes?

 

Jabú: Você parece estar cansado Musat? Ainda não entendeu, não é? – diz o garoto com um sorriso confiante – Musat, meus golpes não estão mais fortes, na verdade creio que já não tem a mesma força. O que acontece é que você já está cansado, seus golpes já não tem a mesma força e você está mais lento.

 

Musat: Como assim? – pergunta incrédulo – Na verdade nunca lutei assim por tanto tempo. – diz o garoto pensativo com o olhar perdido

 

Jabú: Exatamente... Você sempre teve muita confiança na sua força física, que nunca se preocupou em treinar duro de verdade... – Começou a explicar – Agora, no meu caso, foi ao contrário, quando fomos treinar com Héctor, ali, eu percebi que todos vocês eram bem superiores a mim, minha única chance era me destacar de outra forma, já que naquele momento eu não tinha como me igualar a vocês, então treinei tão duro todos os dias para ficar o mais resistente o possível. Então essa foi a minha estratégia desde o começo, tentar prolongar a luta o máximo possível, e assim ter alguma chance.

 

Enquanto os dois conversam, Crisito que ainda estava acompanhado a luta, ficou impressionado com a explicação. Então Albert que estava desmaiado, começa a recobrar a consciência e não consegue acreditar que Musat está tendo dificuldades na luta. Sarah, que agora sente dores no seu ombro direito, decorrente da tentativa de Musat, também ficou espantada com o que Jabú acabou de disse - “era essa a sua estratégia o tempo todo” – em pensamento.

 

Musat: Nossa, você fala muita besteira!! – Musat, está tentando se colocar por cima novamente – A verdade é que você está tomando uma surra, e meu acertou alguns socos e chutes. E vai pagar por isso. Isso que você disse serve só com explicação da surra que está levando. Anda logo... venha me enfrentar.

 

Jabú: É você não entendeu nada mesmo. – Diz o garoto partindo para cima de Musat.

 

Musat: Agora não vou mais cair nos seus truques – E se põe em posição de ataque partindo para cima do Jabú.

 

Os dois se encontram, Musat tenta acertar alguns socos e chutes em Jabú, que se esquiva, contra ataca também socos e chutes, Jabú ainda é mais rápido que Musat e por isso acerta alguns golpes, mas Musat se defende bem, e os golpes que recebe não lhe causam muito dano. Os dois saltam para traz aumentando a distância entre eles, se encaram por alguns instantes, agora ambos estão ofegantes e concentrados na luta. Então vão um contra o outro, Jabú dessa vez acerta alguns golpes no braço direito de Musat, os socos não foram muito potentes, então Musat aproveita a guarda baixa de Jabú, que está atacando, e acerta uma joelhada na boca do estomago dele, o golpe faz Jabú perder o folego e cuspir. Em seguida Musat finaliza a sequência com um direto de esquerda, que arremessa Jabú a alguns metros. Ele cai e desliza no chão duro com pedras, rasgando sua camisa e fazendo alguns arranhões em suas costas. Jabú então se vira e vai se levantando com dificuldades e colocando a mão nas costas. Quando se houve um grito desesperado.

 

Musat: Meu.... braço!!! Não está se mexendo!!!! – Grita desesperadamente o garoto colocando a mão sobre o seu braço direito. -  O que você fez comigo... seu miserável?

 

Jabú: Você caiu novamente em uma distração... – diz o garoto sorrindo, com o cabelo sobre os olhos, escondendo assim seu olhar, seu rosto estava todo machucado, e o fio de sangue que corria pelo ferimento aberto em seu supercilio havia aumentado, o volume de sangue que escorria era muito maior agora. -  Eu me movi como se fosse golpear você, então quando colocou o braço para se proteger, criou um ponto cego, ai eu usei a técnica que o nosso mestre nos ensinou antes de voltarmos...

 

Musat: Seu maldito.... Como conseguiu? -  Musat pergunta, ainda sem acreditar direito no que está acontecendo. - O Héctor disse que era uma técnica muito complicada, e você usou assim como se fosse algo normal!! -  Musat encara Jabú, que mal consegue se segurar em pé, já não consegue mais ver os olhos do garoto, sem poder utilizar o braço direito, não imagina como vai terminar a luta. – Já chega Jabú, vou acabar agora mesmo com essa luta, se você acha que eu vou me dar por vencido porque não posso usar um braço, se enganou!! – ele tenta despistar a confusão e o medo que está sentido.

 

Jabú: Musat, já disse... – fala com dificuldade – você não vai me derrotar, eu preciso vencer, mesmo que isso me custe a vida, pois o que está em jogo aqui é a segurança de outra pessoa. – Jabú fala com um sorriso no rosto, neste momento Sarah, arregala os olhos encarando o garoto que luta pela sua proteção e pensa: “Pare Jabú, por favor”.

 

Jabú: Essa luta vai acabar agora!!! – decreta o jovem.

 

Então uma corrente de vento se concentra em volta do oriental, a corrente é cada vez mais rápida, ele se põe em posição de luta, com muita dificuldade, e em sua mão esquerda começa a se concentrar uma pequena quantidade de energia, e quanto mais ela se acumula, mais ela brilha num tom de lilás. Musat se lembra de um movimento semelhante feito por Héctor, e o desespero toma conta de seu corpo, ele nunca tinha sentindo medo antes. As rajadas de vento já são muito violentas e nesse momento o cabelo, que antes cobria os olhos de Jabú, se arrepia revelando um olhar ardente e determinado, então Jabú dispara o ataque, que está descontrolado sem direção, mas mesmo assim Musat salta para o seu lado esquerdo para se esquivar do ataque, que se dissipa no deserto que fica ao fundo de onde lutam. Jabú cai de joelhos exausto, havia utilizado suas últimas forças nesse ataque. Musat, vendo o rival de joelhos começa a zombar.

 

Musat: por um instante achei que seria o meu fim, até esqueci que era o Jabú... hahaha – a gargalhada é alta, então ele fecha a cara, e diz – A brincadeira acabou, vou varrer o chão com a sua cara, seu lixo – Musat percebe que Jabú está novamente de pé, com olhar fixo. – “Como isso é possível, ele usou toda a sua energia e está em pé novamente”

 

Uma voz interrompe os pensamentos de Musat, era uma voz conhecida. Sarah, olha para o lado e abre um enorme sorriso.

 

Sepei: Já chega Musat, essa luta acaba agora. – diz o garoto sereno, olhando o estado dos dois garotos – Se quiser continuar, eu serei o seu adversário agora, e pelo que vejo você não está em condições de me enfrentar. – ele se encaminha em direção a sua irmã, encarando Musat.

 

Ao perceber que é Sepei que se aproxima, Jabú abre um sorriso e em seguida cai ao chão desmaiado. Sarah, ao ver o amigo, que havia lutado bravamente pela sua proteção, vai até ele preocupada com os seus ferimentos. Sepei, olha de canto olho para Jabú caído muito machucado. Musat, que estava tenso olhando para Sepei, vê que o seu rival desabando no chão.

 

Musat: Hum... Não vai precisar Sepei, consegui o que eu queria, esse fracote está no chão. – o garoto se vangloria vendo seu rival desacordado no chão – Apesar das coisas não terem saído do jeito que eu queria, o resultado foi o esperado. Vamos embora seus perdedores. – ordena o garoto se dirigindo para Albert e Crisito, então se vira para Sepei e Sarah e debocha – E vocês podem juntar os pedaços desse exibido.

 

Sarah encara o valentão com um olhar sério enquanto ele se afasta andando com dificuldade, e os outros garotos seguindo Musat, quando eles já estavam bem longe, ela volta a sua atenção para o seu amigo que estava caído desacordado. Sepei também está acompanhando todos os movimentos do grupo de garotos se distanciando, quando ouve um grito.

 

Sarah: Sepei, venha rápido o Jabú está muito machucado -  grita a menina desesperada – Você precisa ajudar ele!

 

Então Sepei se aproxima dos dois e percebe que realmente são graves os ferimentos. Então ele se aproxima usa a sua técnica de cura, porém eram muito os ferimentos, e Sepei não conseguiu o curar completamente.

 

Sepei: Sarah, eu não tenho tanta força, e os ferimentos dele são muitos. Fiz o que pude, e isso me deixou exausto. – explica o garoto ofegante – Vamos para casa, lá poderemos cuidar melhor do restante dos ferimentos.

 

----------xXx---------

 

Um homem com um manto que cobria o corpo todo, e um capuz que encobria o seu rosto, observava os dois irmãos irem embora com Jabú descordado. Ele havia assistido a toda a luta dos dois garotos.

 

Homem misterioso: Isso foi mesmo interessante!!

 

----------xXx---------

 

No dormitório onde Sarah, Sepei e Jabú dormem. Jabú está deitado em uma cama pequena, Sepei já havia feitos curativos nos ferimentos que ainda não tinham sido curados. Sarah, está sentada ao lado de Jabú, vigilante. Então ela se levanta vai em direção ao irmão e pergunta:

 

Sarah: Você pode me ensinar a técnica de cura – diz ela com um brilho nos olhos.

 

Sepei: Ei Sarah você sabe não posso ensinar. Não é algo que todos podem aprender.

 

Sarah: Mais você ensinou para o Jabú – Reclama a garota - Ele curou um corte que fiz no meu dedo. – Diz a menina mostrando o seu indicador.

 

Sepei: Do que você está falando – questiona o garoto intrigado – Eu não o ensinei, ele só me viu utilizando uma vez. – Ele fica pensativo – Espera um pouco, você está dizendo que ele curou o seu dedo. Isso não é possível – Ele se virá e olha para Jabú que ainda estava inconsciente, depois de o encarar por alguns instantes, ele se vira saindo do dormitório – Sarah, eu já volto.


Notas Finais


Quem é o homem misterioso que acompanhou a luta dos garotos, e onde Sepei foi?
No próximo capitulo, Musat vai encarar as consequências de atos, e Sepei busca respostas para entender como Jabú conseguiu usar sua técnica de cura.

Próximo Capitulo:
Capitulo 5 - Perdão e Redenção. Um adeus inesperado!


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