História CCB em cálculos benditos - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Tags 3some, Chanchenbaek, Chenchanbaek, Deboistas, Exatas, Humanas, Muito Fluffy, Políamor, Presentinhoamor
Visualizações 394
Palavras 2.679
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Fluffy, Harem, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom dia!!!!
Bom bom, esse é um presentinho para xiabolic que queria muito uma fic com esses três, espero que goste.
Tbm é um romance cute cute para meus leitores de The Scientist que ontem ficaram bem tristinhos pela fic que é uma das minhas raras angsts necessárias hehe.
Jadinha, ainda não é o extra de Channy de Indecente, mas é um Channy amor tbm <3
Boa leitura <3

Capítulo 1 - Entre Gamers e físicos, quem manja dos cálculos sou eu


Fanfic / Fanfiction CCB em cálculos benditos - Capítulo 1 - Entre Gamers e físicos, quem manja dos cálculos sou eu

 

   Park Chanyeol era um cara de boas.

  De boas, seguidor do deboísmo e boa alma naquele campus cheio de malucos que era o prédio de exatas, embora seu curso adorado sempre fosse confundido com humanas, o porque ele desconhecia.

  O povo achava que ele só estudava pedras e vendia miçangas?

  Não que não gostasse de pedras e miçangas, isso era um assunto diferente, mas poxa, ele estudava muito, muito cálculos, afinal ciências da Terra era algo complexo feito para mentes refinadas, ou ele, uma pessoa de boas. Tinha lá seu ego meio inflado devido aos últimos acontecimentos, mas no fundo, ele era gente como a gente do tipo que arqueólogos encontravam por aí nos desertos da vida...

— Park, ei Park? Park!? Terra chamando Park...

  Ele abriu os olhos e encarou os do amigo.

  Byun Baekhyun e seu sorriso retangular bonitinho além dos seus olhos de gamer maluco era seu crush há anos. Ele tinha um ar quase fofo de vez em quando até abrir a boca. Baek era um ser afiado, cheio das segundas intenções, viciado em jogos e um gênio nas horas vagas. Seu tipo ideal de cara, mas que jamais teria coragem de se declarar porque bem, porque além de ser gay assumido e a última bolacha do pacote de caras e garotas daquela universidade, ele era sexy, bonitão, todo macho alfa, boa gente e o principal, estava prestes a abrir seu próprio negócio de jogos para Androids.

  Ou seja, fora do seu alcance romântico.

  Byun estava no terceiro ano, mas era um cara bem-sucedido.  Ele podia escolher qualquer um e sabia bem que para ele, Park Chanyeol era o amigo legal da área ‘das pedrinhas’ e futuro professor universitário, se tivesse sorte...

— Oi Baek, senta aí e me diz, qual é o problema?

— Como sabe que é um problema? – Ele perguntou rindo baixo e se sentando na grama ao se lado, estavam no intervalo estendido que o campus tinha entre os períodos e depois de dois anos sendo amigos ali, já sabiam bem onde o outro ficava para relaxar a mente que no caso do Chanyeol era debaixo da grande árvore de laranjeira quase beirando ao prédio de humanas, talvez fosse isso que viviam mandando ele para o prédio errado, mesmo que estivesse no terceiro ano já, enfim, quem mandava humanas serem donos dos melhores locais de sol do Campus? – Deixa para lá, você é quase de humanas, nem tenta ler minha mão.

— Seu destino, caro senhor, Byun, está traçado nas linhas octogonais da constelação de virgens, nada mais a declarar.

  Brincou tentando soar sério e depois ambos caíram na risada, para variar.

— Ok, você está certo, eu preciso da sua ajuda - Channy sorriu e fez sinal de joinha esperando ele continuar, Baek respirou fundo, virou o boné com aba para trás e o encarou sério – Jongdae, de física precisa de ajuda com cálculos. Lembra dele, o loiro dos livros que caíram no meu pé?

  Chanyeol assentiu, se lembrava bem de Baek dizendo meses atrás que ia perder o pé depois que um nerd de física derrubou o monte Everest no seu pé em forma de tratados quânticos e um livro meio estranho com um título bizarro “Eram os deuses astronautas”. Que ele tinha certeza que não era sobre física.

  Apelidaram o físico de amiguinho alienígena e terminou ali, até agora.

  O cara era do primeiro ano e até que era bonito. Isso resumia o que sabia do indivíduo.

— Um físico precisa de ajuda em cálculos? E como você sabe disso, está andando com ele?

  Não ia negar, se sentiu um pouco triste...

  Sabia que não tinha chances, mas toda vez que Baek arrumava um paquera ele se sentia meio na bad, embora nos últimos meses ele tivesse agido como um monge, era casa, faculdade, biblioteca, computador e no fim de semanas raramente saiam juntos para o cinema ou comer algo decente. Moravam no mesmo prédio de dormitórios, eram bolsistas, tinham empregos de meio período duas vezes na semana em lanchonetes no mesmo shopping, poderia até ser um filme clichê, se não fosse real e corrido, uma vida muito louca em busca de um diploma. 

  A vida adulta era difícil, a vida adulta em Seul era difícil ao cubo.

— Sim, ele precisa, a matemática ‘tá ferrando com ele e você, Park, manja dos paranaues psicodélicos de ângulos e todas essas loucuras, dê uma mão para ele, pode ser? Ele está fazendo uma disciplina complementar com a minha turma, fomos escalados para um trabalho juntos e conversando com ele descobri que está desesperado com o teste do mês que vem de cálculo I, olha só, é cálculo I, você gabaritou cálculo I, II ,III, você é um deboísta, eu lembro bem dos mandamentos: Nono Mandamento: Manterás o corpo, a mente e a alma saudáveis, e estarás sempre disposto a perdoar o outro. Logo deve perdoar o físico pela sua fraqueza em cálculo e ir ajudá-lo porque você é um cara de boas.

Sétimo Mandamento: Só tomarás decisões importante após longas noites de sono e questionarás as tais verdades absolutas – Recitou divertido piscando – Responderei essa difícil questão depois de refletir...

Quarto Mandamento: Contagiarás o mundo com o deboísmo, fazendo de tudo para não provocar o mal. Se você não o ajudar, provocará o mal e o universo conspirará contra você, Park Chanyeol.

— Aishi Baek! – Reclamou, mas logo riu baixo – Okie, fala para o seguidor de Newton que eu vou ajudá-lo, com uma condição! – Ergueu o indicador e depois apontou para o Byun – Que você esteja junto. Se ele for muito estranho e ficar fazendo piadinhas sobre vulcanismo e piadinhas humanistas, você será testemunha que eu tentei, mas por forças maiores tive de declinar da ajuda, combinado?

— Aigo... Você e sua conversa de ajussi... Ok, ok, combinado.

  E foi assim que Park Chanyeol conheceu Kim Jongdae e em apenas uma tarde em que tanto ele quanto Baek estavam de folga do trabalho, uma tarde bem quente por sinal na biblioteca com o ar condicionado em sensações do Nepal, descobriu que o físico estava naquele curso porque manjava das teorias, mas era péssimo nas práticas. Ou seja, ele podia entender porque um certo inglês maluco ficava pensando em quedas de maçã, mas na hora de calcular a velocidade entrava em pânico.

  Não queria zoar o cara porque ele era deboísta e o primeiro mandamento era: Não tretarás com o próximo. Mas queria rir do desespero dele diante de uma simples geometria básica.

  Puxa, aquilo sim era algo novo, Jongdae era mais de humanas do que ele... E talvez fosse seu jeito fofo de reclamar e dizer “Aweeeeeeeee” quando algo estava difícil demais para ele, ou da maneira fofinha que mordia o canto da boca quando estava refletindo algo nem tão complexo assim, ou seus comentários totalmente aleatórios sobre Nikola Tesla e Albert Einstein terem contatos alienígenas e por isso chegado a suas conclusões cientificas brilhantes... Bem tudo aquilo começou a afetar Channy de tal forma que antes que percebesse, se pegou apaixonado.

  Era estupido e desnecessário, ele bem sabia, mas poxa, era irresistível...

  E as aulas que antes eram só por um acordo com Baek e tentativa de mantê-lo mais perto, se tornou prazerosa e divertida, e totalmente bizarra e louca para seu coração, afinal... Ele estava apaixonado agora não por um só cara inalcançável, mas por dois, sendo que o segundo ainda era profundamente distraído e alheio ao que causava em seu peito quando ao menos se aproximava, ou quando se tocavam sem querer sobre a mesa grande e fria da biblioteca, ou quando ele lhe sorria e os olhos viraram duas tirinhas lindas que eram capazes de fazê-lo ofegar e imaginar Jongdae agarrado a ele no seu sofá velho enquanto Baek o abraçava sonolento...

  Chanyeol andava sonhando com um namoro à três totalmente maluco e o pior era que aqueles dois doidos não o ajudavam em nada quando as vezes riam juntos, ou inventavam de se cutucar na frente dele como se fossem íntimos em um ponto que Channy também queria ser.

  Então os testes de Jongdae chegaram, e as provas finais gerais também.

  Channy ficou sem ver Jongdae e Baek por duas semanas inteiras e era como se até o sol tivesse parado de brilhar e de deixá-lo transpirando como um esportista viciado, coisa que realmente não era.

  Ele queria gritar com o mundo, chutar bancos e descontar sua frustração e saudade na parede do quarto, mas lembrava bem do segundo mandamento: Não deixarás pequenos problemas do dia a dia te atingir.

  O grande problema era que já tinha o atingido, e não era um pequeno problema, não era um tremor dois ponto alguma coisa na escala Richter, nãoooooo aquele era grande, era O problema, era sobre seu coração, era amor, que inferno!

  Era um tremor 10, nível desconhecido que nunca na história conhecida humana foi registado, mas esse tremor, existia dentro de Park agora, e o devastava, enlouquecia.

  Ele estava ferrado, ele queria chorar...

— E agora com vocês, recadinhos do coração... – De rente à rádio em que seu celular as vezes sintonizava chamou sua atenção, ele deixava ali só para ter algum som de fundo dentro do quarto silencioso, mas pela primeira vez prestou atenção no locutor madrugador - Como vão vocês, meus caros ouvidos da Love FM? Prontos para ouvirem e se solidarizarem com os corações sofredores de amor nessa madrugada quente de Seul? – Ele subiu um a música triste e Park fez bico, que inferno, daqui a pouco ia começar a cantar Adele também. Se sentou na beirada da cama e olhou para o aparelho que carregava a bateria pousado delinquente em sua cômoda antiga – E nosso primeiro caso de hoje vem de um ouvinte anônimo que só se identifica por B. B tem uma história bem diferente então vamos ouvi-la com os corações abertos, caros ouvintes...  – A música ficou mais baixinha, quase um fundo distante e o locutor começou... – Meu nome é B e eu sou estudante de design de games, há pouco menos de dois anos descobri que sentia algo a mais por um dos meus melhores amigos, mas não tive coragem de me declarar, ele sabe que sou gay, ele sabe que eu fui bem paquerador, mas ele não nota nunca que eu agora sou louco por ele, mesmo. E tudo piorou mundo quando percebi que ele não era o único que balançava meu coração, outro cara, amigo recente na verdade, também me deixa sonhando acordado e o motivo eu nem sei direito, a verdade é que eu juntei os dois sem querer, por causa da matemática, que soma e divide, mas jamais imaginei que ela somaria e dividiria meu coração. Como a gente faz quando ama duas pessoas exatamente da mesma forma e tem medo de perdê-las porque tem certeza que os dois ficariam chateados se propusesse algo todo doido como um triângulo piramidal? Não triângulo amoroso que no fim só restam dois e o terceiro se torna o forever alone, não, eu quero um triângulo perfeito em suas imperfeições, como as pirâmides do Egito sabe, que o tal Pitágoras resolveu calcular por que era um grego estranho que de acordo com um dos meus crushs era visitado por alienígenas... Eu sei, parece maluco né, mas quando você ama um cara cheio das ideias conspiratórias você se pega refletindo, mas e se ele tivesse razão? Olha, eu só queria ter coragem para me declarar e resolver essa questão de cálculo III avançado de X oculto, mas eu não faço a menor ideia de como. Eu consigo criar a realidade virtual mais louca do mundo e de fato já criei até joguinho de celular baseado em nós três e gênios da física abduzidos, mas quando tento me declarar, acabo saindo de perto deles e atacando quilos de chocolates... Enfim, é isso, se alguém tiver alguma ideia aceito sugestões, sei que não é muito razoável, mas como escolher um dos dois? O amor não devia ser uma soma de todas forças? Espera, a segunda lei de Newton não é bem assim né, mas é algo igual a multiplicar um e outro, então... Eu sou o resultado de um vezes o outro e somos três perfeitos da força resultante. É isso, eu estudei tanto isso para convencer um deles, mas acho que meu argumento não está lá essas coisas né...  – A música subiu e em seguida o locutor deu um risinho divertido – Bom, senhor B você bagunçou alguns cálculos nessa história, mas como sou de humanas não faço ideia de como são as repostas certas, mas sobre o coração eu posso dizer, não devíamos mesmo escolher entre dois amores iguais, mas eu e divisão éramos um problema sem solução no colégio, então só posso dizer que seja feliz! Vá em frente, o não você já tem então quem sabe um sim role? Eu não sei sobre esse tipo de relacionamento à três, mas vai que dá certo? Números ímpares são legais, eram meio que isolados na minha escola e na matemática que aprendi, mas ouvi dizer que três é um número da sorte. Agora vocês ouvintes, se tiverem algum conselho ao senhor B, fiquem à vontade, liguem para nossa rádio e ajudem o coração desse pobre gamer aflito! Agora vamos ouvir essa canção romântica para embalar nossa madrugada especial...

  Outra música começou, e ‘tá dá, era Adele e Chanyeol ainda permanecia chocado, congelado na cama e sentindo que ia perder a razão que ainda restava na sua cabeça chocada.

  Não podia ser... Mas era, quem mais ia tentar fazer piadinha com as conclusões malucas do Jongdae? Quem mais ia ter a cara de pau de mandar algo assim para uma rádio? Como Baek podia sentir o mesmo que ele e não dizer um A para ele?

  Como ele fazia para parar de sorrir como um maníaco?

  E foi assim que Park Chanyeol, saiu do seu quarto correndo pelos corredores escuros no meio da madrugada e foi bater no quarto do Baek rezando para que o líder dos dormitórios não aparecesse e o expulsasse da universidade.

  Baek atendeu sua porta com os olhos inchados, cara amassada e uma interrogação óbvia que era fofinha, mas ele jamais diria em voz alta e Channy não pensou um segundo antes de puxá-lo para o beijo que desejava há mais de dois anos, e foi o melhor beijo da sua vida até ali.

  No dia seguinte eles foram juntos até o Jongdae e contaram o que sentiam e como conseguiram sentir coisas iguais e que queriam uma chance de fazer aquilo dar certo, que queriam Jongdae com a mesma intensidade que queriam um ao outro.

  Que desejavam ser uma pirâmide com ele, uma pirâmide perfeita.

  Então Jongdae sendo Jongdae, disse que se fossem uma pirâmide, teriam de ser a pirâmide do sol de Teotihuacan, pois ela era mais perfeitamente alinhada do que a Gizé, e outros detalhes que só ele mesmo tinha conhecimento e que para Park só o fazia mais bonitinho e nerd de humanas.

  No fim entraram em acordo sobre pirâmides, trios e namoro a três e desde então Park Chanyeol se tornou o feliz namorado de dois caras super legais, geniais e amorosos.

  E quando agora, anos depois, já com apartamento próprio e carreiras quase estáveis, tinham algum problema de relacionamento, ou dúvidas sobre as temporadas das séries que amavam e Baek sempre assistia antes dos dois porque era um ansioso compulsivo, que inclusive não deixavam de ser dúvidas sobre relacionamento, eles ou ligavam para a rádio – O locutor virou amigos dos três e agora vivia em seu próprio trio piramidal feliz, Xiumin era divertido e legal se Park podia dizer algo sobre o assunto – Ou discutiam as proporções “perfeitamente imperfeitas” das pirâmides das antiguidades.

  Jongdae deveria ter feito arqueologia, mas ele gostava mesmo das teorias loucas dos físicos então né, devemos amar mesmo assim, porque segundo o quinto mandamento do deboismo: Farás amor e ficarás de boas, vivendo sempre com aquele sentimento de alegria e deslumbramento.

  Jongdae e Baek era seu sentimento de alegria e deslumbramento.

  E como Park sempre dizia, ele era um deboísta raiz e seguia à risca os seus ensinamentos.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Beijocas!


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