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História Ceifadora de Almas. - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Olá meus docinhos!!!!

Já haviam se esquecido de mim???
Espero que não!
Pudinzinhos,espero que estejam bem e se cuidando,perdoem meu atraso é que tive uns contratempos por aqui mas logo voltarei a postar os capítulos frequentemente,com isso,espero que gostem do novo capítulo e me desculpem...

Até logo!!^^

Capítulo 13 - Um acordo com a morte.


Fanfic / Fanfiction Ceifadora de Almas. - Capítulo 13 - Um acordo com a morte.

29/03/1831-Londres.



Novamente a realidade tomou posse de nossa visão…a ilusão decepou-se e esvaiu como pequenos grãos de areias insignificantes cruzando um temporal invisível, carregado de sentimentos esquecidos e reprimidos…

Um sorriso brotou dos lábios da loira com um certo brilho surpreso e bondoso…dei minhas costas à ela, caminhei ao saquê…bebi deliciando cada pequena gotícula de entorpecente e estímulos afrodisíacos que aquela bendita bebida me trazia.

_Eu achei que sua vida fosse algo…mais tenebroso…mas olha, você tinha alguém para tirá-la do sério….alguém para alegrar os momentos tristes.

_Por que acha que foi algo tenebroso?-olho-a pelo espelho da cômoda, um pouco distante deste ao ponto de não exibir minha imagem…

_Ora...A energia que você transmite, suas roupas, seu olhar…que…tudo isso passa…estou morrendo para conectar-me com suas lembranças quando você mesmo poderia contar.

_Eu não contaria minha história à você…é o livro que a escolheu.

_Como um livro poderia escolher alguém?-ela cruza os braços e me questiona.

_O odor de tristeza,desgraça e sangue o atrai…-falei observando o sol abaixo das cortinas se pôr.

Terminei meu saquê e tomei rumo ao banheiro…

Despir-me calmamente enquanto enchi a banheira…

Suspirei sentindo a água gelada envolver meu corpo e este responder com estímulo, eriçando meus pelos.

Fechei os olhos e encostei a cabeça no canto da banheira.

_Você não sente fome?-escuto a voz da loira a minha frente, mesmo de olhos fechados consigo visualizar sua expressão curiosa e os olhos marejados de expectativas.

Ouço que mais alguém achou gozado o que acabei de ouvir, dou apenas um sorriso torto.

_Minha fome é insaciável, cara loirinha.-digo após abrir os olhos e certificar-me de minhas teorias.

Ela olhava com surpresa, curiosidade e um misto de fascinação.

_O que…O que você é?-dizia enquanto andava cautelosamente ao redor da banheira, fitando qualquer traço meu…aquilo era divertido ao meu ver. Seus olhos azuis me enxaminando,buscando descobrir algo que está além de sua capacidade de compreensão.

_O que ver?-digo entrando no jogo observando cada movimento seu.

_Você…assemelha-se à uma mulher…mas seus traços são tão semelhantes as outras pessoas e diferentes mesmo tempo, não assemelhasse a nenhum dos povos de outras etnias ou mesmo alguma nação.

_Acha que tenho traços semelhantes a sua espécie?-reviro os olhos.

_Não…é diferente de tudo que já vi…você é…fêmea?

Pelo menos uma pergunta aceitável.

_Ultimamente é difícil dizer o que é fêmea ou macho para vocês...apesar que nasci fêmea…

_Você nasceu?

_Obviamente.

_Está me dizendo que você foi gerada em um…útero?

_Carregada aos longos nove meses, sim.

_Como? Quem foi sua progenitora?

_Você fala demais-faço uma pequena expressão tediosa.

Vejo seus olhos mergulharem em uma possível irritação e sua expressão vitimizar…

_Agora saia…ou não posso mais ter minha privacidade?

Ela encaminha-se para a saída.

_O que são essas marcas na suas costas?

Suspiro voltando à minha expressão de sempre.

_Minha maldição...e agora a sua também.

Antes que ela possa questionar, estalo os dedos e a coloco para o aconchego de sua família na cozinha.

Eles cantavam e dançavam, seria um dia perfeito…se eu não existisse.

Sai da banheira e logo me troquei…a mesma espécie de roupa mas outra peça. Aidan permanece cuidando dos assuntos e necessidades minhas durante o dia, a luz solar realmente é um problema constante, já sinto falta do céu em seu tom cinza e mórbido.

Desci as escadas dramaticamente…já que estou condenada neste mundo, por que não aproveitar algumas oportunidades?

Sorrio vagamente…

Entro no salão e me dirijo ao bar…como sempre.

Bebo minha dose diária de whisky.

Enquanto me afogo no álcool, contemplo uma cesta cheias de maçãs, estas formosas e rubras como sangue.

Segurei uma em minha mão e a mordi.

Tomei o rumo da saída.

Passei pelo estábulo e vi a beleza negra que ali se estalava.

Seus pelos luminosos e sedosos, limpos e escovados...Aidan esteve ocupado com ele em seu tempo livre.

Sua clina reluzente acompanhava o formato da cabeça com um par de olhos negritos como a noite, porém com um brilho claro que quase me fez pensar na paz.

Entrei em meio ao estábulo e fui à sua baía, em meio aos fenos, vi o cavalo árabe malhado e magnífico.

Levei minha mão à sua testa, deslizando pelo seu focinho.

_Bom garoto.

Pôs a cela no cavalo e depois os cabrechos…Não me pertenciam mas eu não poderia me importar menos.

Apenas a peguei emprestada.

Em alguns segundos eu estava o encaminhando à cidade em sua garupa.

Seu trote firme e experiente me fez suspeitar de sua origem clássica em campos distantes...um cavalo infernal em um mundo humano deve ter sido criado em meio a cavalos de fazendas.

Logo chegamos, a cidade parecia surpresa e repudiosa quanto à meu retorno.

Os olhares soslaios e críticos me traziam ânsia, mas durante tanto tempo aqueles olhares indesejados me rodeavam que eu havia me acostumado a tal fardo.

Busquei focar no trabalho que eu finalizaria o quanto mais rápido possível, melhor.

Fechei os olhos buscando o odor de minha preza ainda nos arredores da cidade…

Uma vez rato, sempre rato com seus índices de existência.

Os diferentes odores me traziam um raciocínio diferente, o primeiro ao chegar em minhas narinas era sutil…uma mulher de pouca idade, em ótimas condições e saudável.

O segundo, um pouco forte…homem sem dúvidas com…um charuto, claro.

O terceiro era repulsivo e me enojava…um gordo que talvez não tomava banho a quarenta dias no mínimo…na Europa sempre fazem isso…só de lembrar a loira me assemelhar a tal coisa meu estômago se corrói.

O quarto…um perfume genuíno…uma criança, certamente….porém, fraco e vazio…é o que acontece quando adquirem aquela doença, como se chama? Ah,câncer.

Aos odores chegarem em meu sistema, o meu lobo interno repassa estes em um tom ou cor de acordo com sua situação para melhores diagnósticos.

O primeiro tinha o tom rosa…O segundo, azul…O terceiro esverdeado…O quarto um violeta quase inexistente.

Em meio a multidão…um odor se estala em minha mente…um tom cortês de vermelho…ah…um vermelho o qual eu conhecia bem…sangue.

O odor de sangue,desgraça e culpa se destacava entre os outros causando um sorriso perverso em meus lábios.

Desci do cavalo e o amarrei em frente à uma taberna.

Segui em passos calmos e seguros.

Ao cruzar as portas desta, contemplo os moleques franzinos em minha frente, afogando o resto de dinheiro que conseguiram em uma assalto qualquer.

Desfilo enquanto os olhares de todos estão em mim…

Sorrio cinicamente para ambos em uma mesa repleta de prostitutas e bebidas.

Puxo a cadeira e me assento.

Seguro a garrafa de água ardente e a viro na boca, baixando instantaneamente o líquido presente ali.

Novamente volto meu olhar para eles e suas expressões tensas e nervosas, ao meu oposto.

Sorrio de lado a lado, um sorriso predatório.

_Eu disse que encontraria vocês.-meu sorriso estampou mais ainda em meus lábios à observar as gotículas de suor que caíam do rosto dos jovens trêmulos e nervosos em minha frente.

_Deixa a gente!

_Infelizmente não posso fazer isso, suas almas foram comprometidas em um acordo.-espreguiço-me na cadeira enquanto a brisa tensa e a temperatura aumentava consideravelmente.

_Mas...um acordo com quem?

Minhas pupilas dilataram e um brilho vermelho surgiu em minhas orbes escuras.

_Com o demônio.-minha voz mudou seu timbre mais uma vez para o grave que fez eles disparassem por cima das outras mesas, acompanhados pelos olhares furiosos dos outros homens.

Não posso negar,isso sempre me diverti...assistir a morte dos culpados é algo tão satisfatório.

_Serei generosa, darei vinte segundos de crédito para começar!-grito para eles me ouvirem.-torna a caçada mais divertida.-digo para mim.

Um,dois,três…quanto mais eu conto mais sinto algo excitante brotar dentro de mim…quatro,cinco,seis…meu íntimo misturava-se à algo quente. Talvez ansiedade…a cada número eu ficava mais ofegante e quente…quinze,dezesseis,dezessete…

_Qual o seu problema?-sinto alguém colocar a mão em meu ombro e retirar imediatamente reclamando de minha temperatura.

Levantei da cadeira.

_dezoito, dezenove…e vinte. -Senti a salivação da minha boca aumentar…quase pude sentir o gosto do suor, da carne…do sangue condenado sobre a terra.

A tentação era mais que eu poderia suportar…meu corpo implorava pela desgraça tanto quanto o inferno implorava pelo sangue dos infiéis.

Sair dali cambaleando por expectativas sanguinárias.

O odor de medo e terror espalhava-se pelo ar a cada curva…ele dançava pelo ar em direção ao meu olfato.

Ao virar um beco sujo e hircoso,vi os dois ali…debatiam sobre a parede no beco sem saída…seus olhos escapavam lágrimas de medo…da simples noção de não saber o que será o próximo passo.

_Ah meu…ah meu Deus!- um deles implorava com a mão enfaixada por um tecido desasseado,onde eu pôs minha adaga, suponho.

_Deixe Deus fora disso.-meu sorriso exibia meus dentes brancos e bem desenhados.

As lamúrias ficavam cada vez mais agonizantes…rogavam aos céus como nunca, e pergunto se em seus furtos eles faziam o mesmo…ou suas vítimas.

_Eu irei fazer uma pergunta...e para seu bem,melhor serem sinceros…em seus furtos as vítimas também choravam e lamuriavam?

_S-Sim.-um deles responde ainda com uma cicatriz na testa, esta deve-se as batidas no balcão.

_Elas também pediam para solta-las?

_S-sim.

_E vocês as soltaram?

Um silêncio novamente se instala como resposta e as lamúrias novamente tomam cada vez mais firmes e desesperadoras.

_Responda.

_N-não.-o mesmo rapaz chora e põe as mãos na cabeça, ciente do que está por vim.

_Então por que eu deveria perdoar e deixar vocês partirem?

As lágrimas misturam-se com o suor e as nódoas de seu rosto, seus cabelos molhados e malcheiroso faz com que mais uma vez eu me decepcione, isto não será divertido…É frustrante e tedioso viver em um buraco com míseras migalhas de entretenimento.

Eu os vejo ali, aos urros...Gritando por Deus…implorando para que ele os salve…e no fundo é isto que eu quero. No começo eu tinha esperança que alguma coisa descesse dos céus para me parar ou me confrontar…mas nunca aconteceu nada.

_Bom…acho que seu Deus está ocupado..ele deve ter coisas melhores para fazer do que salvar vocês dois.

Caminho lentamente em direção a estes…

_TENHA PIEDADE POR FAVOR!!-vejo ele molhar suas calças e o odor da urinar misturar-se com o cheiro de sangue ao eu cortar sua mão fora com a segadeira.

_É uma pena…mas acabou minha piedade.-com outro movimento corto sua perna esquerda e em seguida a direita…seus braços…deixando apenas o tronco debater-se em meio ao sangue e a imundice.

Por fim, faço um corte raso em sua garganta que irá mata-lo mas por uma hemorragia em um processo lento e doloroso.

Olho para o outro tão desesperado quanto uma ovelha ao ver o abate de sua parceira…

Caminhei a sua frente.

_Deixo você ir se comer o braço dele.-um sorriso divertido brota dos meus lábios ao olhar os olhos aflitos do rapaz sem cérebro em minha frente.

_Vá se ferrar!- ele diz, cuspindo no chão em seguida…isso é uma injúria!

Segurei seu maxilar com força e abri sua boca.

Busquei sua língua molhada e escorregadia, a prendi entre minhas unhas do indicador e polegar acompanhada de gemidos dele.

_Deveria mostrar respeito às propostas de alguém, principalmente se for de vida-sorrio novamente e sinto meus dentes perfurarem minhas gengivas e minha boca alargar.

_Vai me devorar?- ele insinua no gemido mal compreendido.

_Não como carne podre…eu apenas irei…auxiliar sua morte, me encarregando que sofra como aqueles que matou e cruzou seu caminho sofreram.-puxei a segadeira e rapidamente decepei sua língua mais facilmente quanto os membros de seu amigo.

O derrubei sobre o chão, pôs minha perna em seu peito o prendendo ao mesmo.

Vi ele debater-se enquanto afogava-se no próprio sangue…este tomava sua boca e suas narinas.

Depois de alguns minutos demorados ele já estava perdendo os sentidos…apenas entre seus últimos suspiros…escorreguei pela parede do beco escuro e sem nenhum movimento.

Eu estava coberta de sangue, então pensamentos que pertenciam a loira me alcançaram...

"Onde ela está?”, “O que ela é?”, “Por que minha vó não quer que me aproxime dela?"…

Como sempre…tantas perguntas sem respostas…consigo visualizar ela pronta para um banho…entrando na banheira de seu aposento…vejo-a fechar os olhos.

Ela corta o dedo indicador involuntariamente na moldura da banheira.

Vejo a gota de sangue cair e misturava-se com a água.

Fecho meus olhos e busco me comunicar com seu corpo…parando seu coração.

Sei que ao parar seu coração, nossa linha temporal é a mesma…ela esvai e mergulha na banheira, ficando submersa.

É como se eu estivesse ali com ela, a vendo.

Novamente os ponteiros do relógio retrocendem,dando continuidade à onde paramos.

O livro? Certeza que este folheou sozinho ao sentir minha áurea mesmo a distância...o odor repugnante do sangue de porcos impuros o atiçava para meados da minha vida onde este era

E assim, pude vivenciar o momento que originou tudo isso.

Flashback on:


Palmas.


_Bravo, Bravo...-Disse ela rindo.

_Obrigada, mas não é meu aniversário, que eu me lembre-Sorri sarcástica.

_Você sempre foi uma criança arrogante mas nunca pensei que colocaria a sua e a nossa existência em risco em um ato de imprudência.

_Sabe, não sei se podemos usar existência como referên....

_Você está se esquecendo com quem está falando, criança?

Fico em silêncio, cerrando os pulsos.

_Não querida mamãe, Thanatos.

_Ótimo.

Ela apertou minha bochecha em um ato de "Boa garota" que eu não gostava nem um pouco.

_Então…a que devo a seu convite?

Ela toma o rumo das escadas, com o enorme tapete vermelho, mas para me fitar parou no quarto degrau.

_Não seja tão cínica…Eu sei que nosso contrato foi violado, sei que suas memórias estão em retorno.

_Ambas sabíamos que isso aconteceria, você mais do que ninguém na verdade.

_Talvez sim, mas não considerei que você, vinda de uma espécie rara…uma lobisomem, a última deles!, a que eu protegi por dois milênios e em troca te pedi lealdade e trabalho, e você ficou ao meu lado durante todos esses séculos, meu pecado mais mortal e acabou colocando a vida de todas em risco por uma criança? Será que a grande Caninus Brancus está amolecendo?

_Não me insulte, sabe que sou apenas mais uma com uma promissória à quitar e sabe mais ainda que minha lealdade é apenas gratidão, talvez pelo passado. E...sabe que não tenho sentimentos.

_Ora,foi nosso acordo, nossa promissória que acabou sendo…comprometida.

Calei-me e fiquei em posto.

_Agora, precisa arcar com as consequências…trabalhará durante uma semana exclusivamente com minhas almas encomendadas…e no final, quem sabe o que pode descobrir...estará livre de mim.

Ela virou-se e me estendeu a mão.

_Feito?

_Feito.

_É a minha garota.

Seu sorriso de lado a lado me fazia pensar que foi fácil, até demais, mas as coisas não funcionam assim.

Sete dias para coletar almas.

Bom,aguentei dois milênios, o que são só mais sete dias?

Mas uma coisa me fez refletir é quanto vale minhas lembranças?

Logo recebo um novo caderno, e este está escrito claramente caderno da morte.

No primeiro dia há quinze pessoas, me surpreendo, já coletei mil almas ao fim do dia, e agora são reduzidas a quinze?.

Esperarei por amanhã então.

  Estou acima de uma grande árvore, onde vejo a cidade que no futuro teria um grande prestígio; Tóquio.



Notas Finais


Se você está lendo até aqui quero agradecer do fundo do meu coraçãozinho gelado,espero que esteja gostando da obra e que esteja mais ainda intrigado com nossa protagonista dark...


Então?querem compartilhar comigo vossas ideias??comentem que irei responder cada um enorme prazer!^^


Até o próximo capítulo queridos leitores!^^



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