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História Celestia - My Hero Adventure (Interativa) - Capítulo 2


Escrita por: e amiscientia


Notas do Autor


Segundo capítulo, ainda temos vagas antes da história começar.

A DATA LIMITE PARA A ENTREGA DE FICHAS É: Sexta-feira 14/08

Imagem da capa: Ras Akagami

Capítulo 2 - Primeiro Dia (Parte Dois)


Fanfic / Fanfiction Celestia - My Hero Adventure (Interativa) - Capítulo 2 - Primeiro Dia (Parte Dois)

Ela respira fundo e mira sua flecha, alinhada em seu arco, e puxa a corda até ficar o mais tensionada possível, com seus olhos semi-cerrados, Niko prepara para deixar a flecha percorrer o ar, ela só teria uma chance de acertar seu alvo. Sua respiração para.

 

Niko solta a corda do arco, que empurra a flecha em um caminho perfeito, ela nem treme, mesmo com a tensão constante que um arqueiro sente em seus músculos nesse tipo de situação. A ruiva até já tinha baixado a guarda, era certo que a flecha acertaria o alvo, ou pelo menos isso que ela achava.

 

— NIKO! - uma voz infantil grita, assustando o cervo de cristal, que corre, a flecha passa por onde deveria acertar o animal, atravessa uma árvore e fica cravada em uma pedra do outro lado.

— AHHHH! - a ruiva se assusta, e fica frustrada - RAS! Você fez o almoço fugir! - ela anda até o outro lado da árvore, muitos metros à sua frente, e pega a flecha de aço negro.

— Desculpa! - um menino bem mais jovem, com braços mecânicos aparece, vindo do mesmo caminho que Niko fez para chegar ali - Mas o vovô pediu pra eu trazer um casaco pra você… - ele parecia constrangido e magoado por ter feito o cervo escapar.

— Hmpf! - ela suspira e pega o casaco - Quantas vezes foi ter que falar pro jiji que não roupas demais atrapalham os movimentos! - ela olha para o garoto com mais atenção, ele usava uma capa, mas estava sem camisa por baixo - RASPUTIN! Uma coisa é eu não querer usar um casaco, outra é você sair de casa sem nenhuma roupa! - ela joga o casaco por cima de Ras, quase forçando ele vestir.

— Mas eu não sinto frio! - ele faz uma pequena birra de um jeito fofo e infla as bochechas.

— Não sentir frio não quer dizer que não está frio! - ela guarda a flecha na aljava e se abaixa para procurar a trilha do cervo - Vai pra casa Ras, não é bom você ficar andando na floresta tão cedo.

— Hmmm… - ele concorda, mas não com muita determinação.

— Você quer ficar comigo né?

— Uhum - ele assentiu com a cabeça e tentou fazer um olhar fofo e pidão.

— Ahhh! Tá bom, mas só dessa vez!

— Yay! - Ras comemora.

— Mas fique atrás de mim e faça o que eu mandar.

— Tudo bem! - ele bate uma continência de brincadeira e fica atrás de Niko, bem atento.

 

Ambos começam a seguir a trilha do cervo. Os dois não eram realmente irmãos, Ras um dia surgiu na vila em uma canoa vinda do mar, as únicas terras naquela direção são os Países do Oriente, mas o menino não parecia nada com as pessoas de lá, ele chegou aqui só sabendo falar a palavra Rasputin, que acabou virando seu nome, já faz sete anos que isso aconteceu, e agora ele tem doze.

 

Independentemente de serem irmãos de verdade ou não, Niko e Ras são muito amigos, e o garoto se inspira muito em sua irmã.

 

O caminho que eles seguiam os levava bem fundo dentro da floresta, até partes onde os moradores de Mekajiki não costumavam ir caçar, pois havia muitos lobos de mithril por lá. As presas desses animais pode arrancar um pedaço de um cervo de cristal com facilidade, imagine só o que pode fazer com dois adolescentes humanos.

 

Ambos seguem os rastros até chegar em um grande carvalho, muito mais alto que as árvores ao redor e muito mais largo também, através dele, fui esculpido um caminho, como um pórtico.

 

— Niko! - ele segura o braço da irmã, que iria passar pelo meio da árvore - Você sabe que não devemos passar pelo grande carvalho.

— Eu sei sim, mas não acho que um monte de lendas sobre lobos de mithril e fadas negras vai me impedir de pegar o almoço da vila!

— Mas o vovô disse pra não ir lá, nunca! - ele parecia bem apreensivo.

— Qualé Ras, achei que quisesse vir comigo em uma caçada de verdade! - ela provoca o menino.

— Hmmmm, tá bom! Mas não vamos contar pro vovô! - eles continuam seu caminho pelo carvalho.
— Claro que não, é capaz dele tirar a espada dele da bainha e nos cortar em pedacinhos.

— Você sabe que ele nunca iria tirar aquilo de lá.

— É verdade, mas você não conhece ele a tanto tempo que nem eu - ela se vangloria.

— Só por alguns anos! - ele faz uma birra fofa de novo.

— Você é netinho caçula, o jiji te mima demais! - eles ainda estavam atravessando a árvore, parecia maior por dentro do que por fora.

— Pode ser que sim, mas eu não reclamo! - ele ri de um jeito travesso.

 

Atravessando todo o carvalho, os dois percebem porque diziam pra não ir ali, era possível sentir a mana no ar, parecia um vento frio que cobrindo eles, o céu era alaranjado, como se fosse um fim de dia, e no meio daquela parte da floresta, uma torre antiga, coberta de musgo e outras plantas, tocava o céus, parecia um cilindro de pedras, não combinava com nada da vila, ou sequer com outros prédios do Império. O mais estranho, nada daquilo era visível do lado de fora, como se a grande árvore fosse o buraco em uma barreira de ilusões.

 

— Bom! - Niko fala assim que vê aquele lado da floresta -  Foi uma péssima ideia vir aqui!

— Acho que a gente devia voltar Niko, esse lugar parece perigoso!
— Agora a gente já tá aqui, o jiji vai sentir esse cheiro de mana que ficou na gente assim que pisarmos na vila.

— A gente se ferrou né? - Ras fala com um olhar de derrota.

— Muito! Então pelo menos vamos pegar aquele cervo de cristal e trazer um almoço decente.

 

Ambos continuam caminhando naquela floresta estranha, seguindo a trilha do cervo, mas, um estranho cheiro de queimado impregnava o ambiente, eles continuavam seu caminho através de pequenos caminhos que não pareciam ser usados a muito tempo.

 

Ao chegar em uma clareira, Niko enxerga o cervo de cristal, ela ergue seu braço para indicar que Ras não deveria se mexer mais, e vira seu rosto só um pouco, sem perder o animal de vista e coloque o indicador na frente dos lábios em um gesto de silêncio.

Novamente, ela retira a flecha com ponta de aço negro e prepara no seu arco, que até então estava prendido a suas costas por um apoio na aljava.

 

Niko respira fundo e prepara seu disparo.

 

Quando iria soltar a corda do arco, ela sente algo errado, mesmo sendo humana, Niko sempre teve uma facilidade para perceber alterações na mana, assim como seu avô te.

 

— RAS! - ela se atira em cima do irmão menor e o protege segundos depois, uma explosão destrói metade da clareira, vaporizando o cervo.

— O QUE É ISS_ - Ras tenta falar, mas Niko cobre sua boca com a mão, escondendo ambos entre os arbustos o máximo que conseguia.

 

Na cratera flamejante onde a explosão havia acontecido, diversas pessoas encapuzadas surgem, como se procurassem algo.

 

— Sinade mai stag - um voz masculina fala em outra língua, enquanto analisava o que sobrou do animal morto.

— Hai - outra voz, desta vez feminina parece concordar - Safaran ze andos! - parecia uma ordem de algum tipo, pois os outros encapuzados se separam.

 

Nos arbustos, Ras parecia assustado e Niko ficou muito apreensiva.

 

— Quem são eles!? - o garoto pergunta sussurrando e com medo.

— Não sei, essa língua não é humana, mas é certo que não querem companhia.

 


Notas Finais


Comentem o que acharam e o que esperam da história, e sim, eu inventei uma língua, então não adianta tentar usar o tradutor UwU.

Lembrando, podem entregar fichas até o dia 14, próxima sexta.

Se chegou agora, olhem o primeiro capítulo para ver as fichas e como criar seu personagem para aparecer na história.

Pra completar por hoje, fiquem com alguns links para coisas importantes da história.

(NOVO) Lista de Personagens (ainda incompleta):
https://docs.google.com/document/d/1sqMzUYwVIFztHIt7q6Jbebj7pHeyyIZf8kbTAOYYBwM/edit?usp=sharing

Playlist da história (Youtube):
https://www.youtube.com/playlist?list=PLfuQEIfwPLiXyblPSQbb-t3aWLgHrft0Z

A Lore (História do mundo e explicações):
https://docs.google.com/document/d/1xJ1Vw8FsNo7w3JMkwZXUtmy2p02vFqZkFDcCrK5Y2cI/edit?usp=sharing


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