História Cellphone - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Seokjin (Jin), Min Yoongi (Suga)
Tags Escritoras De Fanfics, Fem!au, Heejin, Sugajin, Texting, Yoonji, Yoonjin
Visualizações 47
Palavras 1.105
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Primeiramente eu queria agradecer a @boaswain pela capa feita em dois tempos (e pedir desculpa por não ter a utilizado na hora). OBRIGADA NINE, VOCÊ É MUITO TALENTOSA;
Em segundo lugar, gostaria de dedicar esta pequena fanfic a uma pessoa que eu amo muito e que fez aniversário ontem: @qwut. Eu não fazer textinho pq a fic diz tudo.
Então é isso, boa leitura.

Capítulo 1 - Único como o sorriso dela.


Ela era… não, ela é a coisa mais linda que eu já vi.

Seu nome é Min Yoonji, mas eu passei a chamá-la de Suga a partir do momento em que vi o seu sorriso. Oh, foi a coisa mais bela e doce que vi em toda a minha vida, mas infelizmente os deuses não me deram a oportunidade de vê-lo muitas vezes graças a vergonha da Min e o fato de morarmos em países diferentes, mesmo que tenhamos a mesma nacionalidade. Temos como único meio de comunicação as ligações e as mensagens que trocamos quase todos os dias, e são nesses momentos que sou grata a globalização por ter se desenvolvido tanto que faz parecer quilometros e quilometros meros dez metros, mas toda vez que lembro que não posso tocá-la a ficha cai e eu volto a estar apenas sentada na minha cama.

Mas não se engane achando que eu não gosto da globalização — tem como não gostar da globalização quando se vive nessa era? —, pois sou muito grata a essa revolução; se não fosse ela, eu nunca teria conhecido a Suga. Foi graças a um celular touch-screen e um grupo de fanfics que a conheci. Sim, sim, sim, você não leu errado: eu conheci a pessoa mais especial do mundo graças a um grupo de fanfictions. Particularmente, acho que essa é a melhor parte da história. Havia acabado de entrar no meu primeiro projeto de histórias e estava histérica, àquilo era um mundo completamente novo para mim; eu era uma pequena autora — bem, ainda sou — e de repente estava falando com grandes nomes — que não são tão grandes assim — que admirava, porém, mesmo com tanta coisa nova, acabei prestando atenção na menina acanhada. Então as madrugadas vieram, juntamente com as conversas não terminadas, mas que duravam horas e horas e mais horas e horas.

Confesso que sempre fui extrovertida, entretanto sempre deixei os meus demônios bem escondidos debaixo de grossos e pesados tapetes de peles artificiais — é artificial mesmo pois sou contra a morte de animais por algo tão fútil —, porém Yoonji conseguia os levantar com tanta facilidade que, por livre e espontânea vontade, acabei os colocando sob o sol de trinta e dois graus de onde moro. Em muitas vezes, foi como jogar álcool em uma ferida aberta: arde como o inferno, mas limpa. Ela tinha total acesso a tudo sobre mim e, mesmo sabendo quem eu era, permaneceu perto nos piores e melhores momentos. As vezes acho que deveria agradecê-la, só que nunca achei uma maneira correta de dizer o quão grata sou.

Claro que ela não é perfeita, assim como eu também não sou, mas isso passa despercebido perto do seu todo. Não nego que às vezes a resposta demora horas — juro que nem sempre é culpa do fuso horário diferente —, porém não posso falar muito pois acabava dormindo no meio da conversa e voltava como se nada tivesse acontecido; não eram raras as vezes que não entendia alguns termos e gírias, e ela não entendia também. A falta de confiança em si era outro problema; mesmo que eu tentasse ajudar, não via resultados e isso é agonizante, só que desistir não é do meu feitio. Pode não ter sido ontem nem hoje, mas vai ser em algum momento do amanhã.

Se eu fosse uma religiosa, diria que os deuses a colocaram no meu caminho, entretanto prefiro pensar que estava destinada a conhecê-la. Sabe, nos meus devaneios, nós fomos feitas uma para a outra; Akai ito, almas gêmeas e coisas do tipo. Não posso fazer nada se sou só mais uma menina apaixonada com um celular na não e várias palavras que precisam se digitadas.

E falando em celular, ela havia acabado de mandar uma alguma mensagem.

Amor:
Heejin, eu acho que você esqueceu de algo

Sorri para a tela a minha frente, já imaginando ao que ela havia se referindo. Mal sabe o quão difícil foi ficar sem lhe enviar o menor comentário aleatório.

Amor:
Fala que me ama, mas não lembra de nada meu

Na verdade, eu lembro de tudo nos mínimos detalhes quando o assunto é ela.

You:
Hey, você sabe que a minha memória é fraca
Não esqueço porque quero
Amor:
Eu sei disso, amor
Mas é que hoje é o meu aniversário
Não se faz vinte anos todos os dias

Eu me sentia uma boba apaixonada toda vez que ela me chamava de amor ou algum outro apelidinho carinhoso e clichê, mas o que eu poderia fazer? Realmente sou uma boba apaixonada.

You:
Eu não esqueci do seu aniversário
Só não tinha comentado nada até agora

O carro em que eu estava todo esse tempo freou bruscamente e isso acabou me assustando. Por um breve momento, pensei que já havia chegado ao meu destino final, mas era apenas uma infração de trânsito. Suspirei. Estava cansada, o meu corpo doía e os meus ouvidos estavam prestes a explodir. O voo até o Japão foi cansativo e com algumas turbulências, além de que não estava acostumada com a pressão em meus ouvidos. Mas tudo isso valeria a pena; finalmente poderei sentir a textura da sua pele que sempre imaginei ser delicada como a mais bela das rosas. Talvez estivesse criando muita expectativa por algo que poderia ser pequeno para muitos.

Olhei por mais alguns minutos a paisagem nova para mim pela janela peliculada do automóvel. Estava encantada, porém a ansiedade ainda era maior. Os meus dedos tremiam, minhas mãos suavam e o meu coração estava acelerado. O medo me consumia e alguns velhos medos voltaram para me atormentar. E se ela não gostasse da maneira que eu falo gesticulando? E se ela não gostasse da minha risada? E se ela não gostasse do meu sorriso? E se ela me achasse gorda? E se a minha mão não se encaixasse perfeitamente na dela? E se ela não me amasse como eu amo ela? E se o meu amor não fosse suficiente? E se… não, tinha que parar com aqueles pensamentos. Agora era hora de vê-la e matar a saudade de alguém que nunca vi.

Quando o táxi parou no seu destino, por um breve momento, pensei estar tendo um ataque cardíaco. Paguei o motorista com o meu inglês meia boca e saí, ficando de frente para a casa onde morava a Min. Eu queria correr, gritar e nunca mais voltar ali; havia perdido toda a coragem que juntei quando comprei a passagem. Mas eu não podia desistir ali, já estava passos de distância do seu abraço. Recolhi o máximo de coragem que consegui em alguns segundos e digitei o que esperava ser as últimas mensagens que mandaria para ela naquele dia:

You:
AH
Min Yoonji, faz um favor para mim?
Abre a porta e me dá um beijo.

Notas Finais


Finais abertos são as coisas que eu mais amo de fazer.

>Capa: @boaswain


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