História C.E.M - Correr, Esconder ou Morrer - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Cem, Escola, Fuga, Massacre, Morte, Tiro
Visualizações 0
Palavras 1.172
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Parte II


Warning: danger!


May, uma mulher magra baixinha, de cabelo escuro e curto, que lecionava português em nosso colégio estava tirando algumas dúvidas antes da nossa prova na semana seguinte.

Me virei para trás, sem prestar muita atenção no que a mulher na frente da classe dizia, e voltei meu olhar para Lucas e Joe no fundo da sala, como de costume.

Não estava perto o suficiente para saber o que estavam falando, portanto me concentrei em observar suas ações, por mais insignificantes que fossem.

Joe apanhou sua mochila, antes jogada no chão ao lado de sua cadeira, e a colocou em seu colo, deixando uma fresta em sua abertura, por onde mostrou algo para Lucas. Um sorriso se abriu no rosto desse último, que não tardou em ajeitar a postura e dizer mais alguma coisa para o amigo.

Me virei para frente assim que notei que eles voltariam o olhar para frente e engoli em seco, tentando prestar atenção no que a professora dizia, mas as palavras simplesmente entravam por um ouvido e saíam pelo outro, tão rápido quanto saíam da boca da professora.

─ Preocupada com J.L.? ─ Minha amiga, Luana, perguntou, usando as letras para se referir a Joe e Lucas. Uma maneira que encontramos para falar deles sem que ninguém soubesse, já que eu vivia falando de como os dois poderiam simplesmente matar todo mundo a qualquer instante.

─ É. Eu já te falei, tem alguma coisa estranha com esses dois.

─ Ou você ainda está traumatizada por causa do cara da farmácia.

─ Não estou traumatizada.

─ Você nunca admitiria, mesmo ─ Deu de ombros ─ Olha, só relaxa. Eles não vão matar ninguém, okay?

─ Isso é o que você acha, mas eu sei que eles são malucos e podem matar todos nós quando quiserem.

Minha amiga balançou a cabeça em negação e se ajeitou na cadeira, arrumando a postura e prestando atenção nas palavras da professora.

Depois daquela aula, seria o tão amado intervalo, por isso os alunos estavam agitados e ansiosos para finalmente sair daquela sala abafada e não precisar ouvir a vozinha dos professores explicando uma coisa que nunca usaríamos na vida nem que fosse por vinte míseros minutos.

Pouco antes de dar o horário para o sinal bater, Lucas se levantou da cadeira e caminhou até a lousa na frente da sala, seguido por Joe. Os dois ficaram de frente para a turma, parecendo analisar o local.

─ Lucas e Joe, se sentem logo. Não estou com paciência para isso ─ A mulher esbravejou, claramente irritada, já que aquela não era a primeira, segunda, e nem terceira vez que os dois atrapalhavam sua aula.

Virei para trás e olhei para minha amiga, que apenas deu de ombros. Balancei a cabeça em negação. Não era possível que eu era a única daquela turma que percebeu alguma coisa estranha nequeles dois.

Lucas colocou a mochila no chão e se abaixou, puxando o zíper. A professora chamou sua atenção novamente, mandando os dois se sentarem em seus devidos lugares - chegou até a ameaçar chamar a diretora -, mas eles ignoraram.

Joe se abaixou também e ambos tiraram a apostila e o caderno de Lucas da mochila, deixando-a quase vazia. Pegaram alguma coisa, ainda sem tirar o tal objeto de dentro da mochila e eu fiquei atenta, preparada para sair correndo caso alguma coisa acontecesse.

─ Eu vou falar só mais uma vez: se sentem. Agora.

Lucas se levantou segurando um revólver, logo sendo seguido por Joe com outro em mãos.

A reação da professora foi de puro pavor.

Algumas pessoas começaram a gritar.

─ Silêncio! Calem a porra da boca! ─ Lucas gritou ─ Quero todo mundo de pé com as mãos na cabeça. Agora!

Me levantei, fazendo o que o garoto pediu. Senti meu coração bater mais rápido. Olhei de relance para a porta, e depois para meus amigos, que estavam todos perto de mim. Não ia conseguir salvar a turma toda. Era muita gente.

Engoli em seco.

─ Lucas. Joe. Por favor, abaixem isso. Se acalmem ─ A professora se aproximou, tentando transparecer calma. Mas eu sabia que ela estava com medo.

Assim como sabia que tentar acalmá-los não era uma das melhores opções.

─ Eu disse pra calar a boca e colocar as mãos para o alto ─ O garoto respondeu, em um tom baixo, porém audível. Estava calmo.

Joe checou o relógio em seu pulso e fez um sinal com a cabeça para Lucas, que assentiu e apertou o gatilho do revólver, acertando a bala no abdômen da May, enquanto o sinal indicando o intervalo soava, fazendo com que ninguém escutasse o grito da professora ou o estrondo causado pela arma.

Provavelmente ninguém desconfiaria dos alunos gritando no instante em que viram a arma. Afinal, minha sala era a mais bagunceira da escola e direto era possível ouvir os gritos dos alunos vindo da sala.

─ Agora vocês vão descer e agir normalmente ─ Joe falou, escondendo a arma consigo ─ Se alguém souber o que acabou de acontecer aqui, vocês morrem.

─ Vão logo. Lembrem-se: estamos de olho em todos.

Peguei o pacote de batatas de dentro da minha mochila e aproveitei o momento em que todos estavam pasaando em minha frente - fazendo com que os atiradores não conseguissem ter uma boa visão minha -, e peguei meu celular, o deixando escondido para que eles não o vissem.

Desci para a quadra junto com meus amigos.

Eu já sabia o que eles queriam fazer.

Iam deixar todos os alunos juntos, em um só ambiente e atirariam. Seria mais fácil assim do que se saíssem atirando de sala em sala.

Me sentei em um banco junto com meus amigos. Éramos cinco no total. Eu, Luana, Emilly, Josh e Nathan.

Abri o pacote da batata e comi algumas. Apesar de estar com o coração acelerado, quase que abrindo um buraco em meu peito e saindo para fora, tentei transparecer calma. Eles precisavam disso. E eu também.

─ Você age como se não fosse nada de mais ─ Nathan falou, depois da chegada de Isaac, seu namorado.

─ Eu falei pra vocês que tinha alguma coisa estranha com eles ─ Respondi, o olhar fixo nos dois garotos armados ─ Vocês têm sorte que eu tenho um plano.

─ Quer que eu chame o resto da turma? ─ Luana se levantou, já pronta para sair.

Querer, eu queria. Mas sabia que não podia.

─ Não. Quanto menos gente, mais chances temos de sobreviver.

─ Mas...

─ Luana, temos que ser discretos. Se por um acaso, trinta e oito pessoas se juntarem, eles vão desconfiar e todos nós vamos morrer.

Ficaram em silêncio por um tempo, provavelmente processando o que eu tinha acabado de dizer.

─ Emilly, chame o Thomas, a Liz e o Peter. Só. Sei que vocês conversam bastante, então não vai ser muito suspeito. Mas é só eles mesmo.

A garota assentiu e atravessou a quadra, indo até o banco onde os três estavam sentados e não demorou muito para que voltasse.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...