História Cem dias de persuasão - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Tags Hermione, Severus, Snamione, Ss/hg
Visualizações 48
Palavras 1.555
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi. Essa fic foi iniciada e reiniciada várias vezes. Se eu ver que há uma boa aceitação da mesma, então pretendo postar periodicamente (prazos a serem definidos, mas por volta de 1 capítulo por semana). No mais, espero que apreciem.
Bjs ;)

Capítulo 1 - Mudanças


_Vamos logo, Giny!

_Estou indo, querido. Mas ela não ligou ainda, então acho melhor esperarmos mais um pouco e ...

Harry apareceu na porta da sala e viu a namorada sentada no sofá ao lado da mesinha com o telefone. Deu um suspiro e se aproximou dela, se abaixou a sua altura e gentilmente colocou as mãos em seus ombros.

_Você está fabulosa.

O olhar de Harry a fez sorrir e o beijo terno nos lábios dela a deixou com vontade de pedir por mais. Porém, Hermione ainda não havia telefonado e o celular em seu colo também não tinha recebido nenhuma mensagem.

_Eu so queria estar aqui para quando ela me ligasse, meu celular não está funcionando muito bem ultimamente... Ela ainda está abalada e não é por menos, perder os pais naquele acidente foi cruel demais e tudo o que aquele idiota, nojento, fez pra tornar difícil....

_Por favor, Giny. Eu não quero pensar nisso hoje, está bem? Eu sou capaz de dar outra surra no Draco por estragar o meu aniversário de namoro com você.

Giny deu outro beijo em Harry e se levantou do sofá. Colocou o celular na bolsa e sorriu para o namorado.

_É melhor nos apressarmos, acho que vai chover!

Harry sorriu de volta e os dois saíram para comemorar os quatro anos de namoro oficial.

Alguns minutos após deixarem o apartamento, o telefone tocou.

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Do outro lado da linha, uma Hermione ouvia a mensagem gravada na secretária eletrônica.

_Eh.. Oi Giny...Harry...me desculpem por não ligar mais cedo... então tenho novidades...eu vou me mudar...vou vender a casa e comprar um apartamento menor. Eu acho que a mamãe e o papai iriam gostar de me ver sair daqui, eles sempre diziam que eu nasci para explorar outros lugares. -Uma pausa se fez seguida de um suspiro longo.- E não se preocupem com Vocês-Sabem-Quem, ele já é passado pra mim agora. Hoje quando fui até lá, eu fiz questão de sair daquele lugar de cabeça erguida... Eu tenho uma entrevista de emprego amanhã, adivinhem, é na SS!Eu estou um pouco nervosa e quero que torçam por mim... é isso, e mais uma vez não se preocupem, eu já superei tudo com a ajuda de vocês. Beijos queridos.

Hermione desligou o telefone e afagou Bichento. O gato já estava dormindo ao seu lado. Ela olhou para todas as caixas que tinha conseguido levar para a sala. Já havia empacotado mais da metade das coisas, daria muitas delas para o exército da salvação, ela não teria coragem de levar nada de seus queridos pais para vender. Eles tinham partido havia um ano e meio e ela ainda não conseguia encarar as paredes sem se lembrar deles.

Levantou-se para ir se deitar, estava cansada de tanto empacotar e separar coisas, mas fizera um bom trabalho naquele dia. Ela sempre trabalhava demais quando queria esquecer qualquer coisa e o que estava querendo deixar para trás foi sua ida até a empresa na qual trabalhou por cinco anos, desde o início da faculdade.  “Pare com isso, Hermione. Você é mais forte do que tudo!” eram seus pensamentos de rotina para que não sucumbisse novamente em uma depressão como a dos últimos meses.

Acabou indo para a cama tarde, mas sem se preocupar. A entrevista não seria muito cedo, então teria tempo para mais umas horas de sono.

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O dia seguinte parecia promissor, as horas no relógio mostravam que ainda daria tempo de rever tudo o que tinha separado para levar na entrevista. Os papéis do envelope pardo em cima da mesa de jantar tinham sido analisados várias vezes. Isso era indício de que ela estava nervosa, afinal, criara expectativas quando decidiu se aplicar para aquela vaga.

Vestiu-se bem profissionalmente, queria transmitir uma boa impressão. Saiu de casa quase uma hora mais cedo para evitar trânsito. Queria que tudo desse certo.

Conferiu pelo celular o endereço e o passou ao taxista. Logo, se encontrava na frente de um prédio grande e com várias pessoas saindo e entrando. Era uma distinta corporação, da qual ela esperava poder fazer parte.

Ela percebeu que seus instintos estavam certos. Chegou cedo e já havia umas cinco pessoas aguardando, supostamente, para a entrevista.  Estava nervosa e procurou se distrair um pouco, olhando ao redor e percebendo a austeridade das paredes verdes da recepção, as quais combinavam perfeitamente com os funcionários que estavam no local. Todos pareciam muito sérios e focados em seus respectivos trabalhos. 

Uma meia hora depois veio uma mulher ao encontro dos candidatos e comunicou para eles aguardarem na sala ao lado. Ela parecia estranha, como se tivesse sido asperamente tratada. Hermione sentiu um ligeiro arrepio, mas decidiu que era por conta de seu nervosismo.

A sala para a qual foram levados revelava um ambiente menos hostil, talvez porque a luz da recepção deixasse todos com caras severamente serias. Tudo era decorado em tons claros de cinza e branco.

Outra metade de horas passou e a funcionária retornou para lhes informar que seriam iniciadas as entrevistas por ordem de chegada. Fora ela e os outros candidatos, tinham chegado apenas mais outras duas pessoas.

Finalmente, após quarenta minutos, Hermione se ergueu e entrou pela porta indicada pela secretária. As luzes estavam a meia intensidade e o ambiente exalava um ar de móveis de madeira. Tudo no escritório era bem rústico e contrastava imensamente com a palidez do cômodo anterior.

Ela caminhou até a mesa, observando o homem compenetrado em sua leitura. Pode perceber que ele estava com uma cópia de seu currículo e não ergueu os olhos quando disse:

_Sente-se.

A ordem, imperativa, a constrangeu e a intimidou. Depois desse começo, ela não ousou abrir a boca. O homem continuou lendo o currículo, Hermione pode reparar que ele tinha cabelos pretos bem cortados, olhos da mesma cor e sobrancelhas que se erguiam conforme ia passando os olhos pelas palavras a sua frente. Usava um terno preto, camisa branca e mantinha uma aparência extremamente centrada. Ela não teve que esperar muito até que ele abaixasse os óculos, pusesse-os sobre a mesa junto com seu currículo e erguesse um olhar imperioso que faria qualquer pessoa tremer ou engolir em seco, caso não estivesse preparada para a ocasião.

_O que a faz pensar que está apta a preencher a vaga, senhorita... Granger?

Seus olhos encontraram os dele, um profundo abismo, no qual ela teria que ter cuidado para não se afundar. Remexeu-se um pouco na cadeira, tentando se colocar em uma posição confortável e iniciou a mais perfeita série de argumentos em sua tentativa de mostrar o quão bem preparada ela estava para assumir qualquer responsabilidade dentro da corporação. Seus argumentos eram impecáveis e ao final de sua fala, ele a olhou como quem quer instigar um adversário durante um jogo de xadrez.

_Vejo que se posiciona de modo firme quanto as suas convicções, senhorita Granger.

Um automático sorriso se formou em uma das extremidades de seus lábios, ela se arrependeu automaticamente de tê-lo feito, pois:

_Entretanto, não creio que bastam apenas convicções para preencher uma vaga nesta corporação. Na verdade, há muitos outros pré-requisitos que a senhorita deixaria vergonhosamente em débito em relação aos demais candidatos.

Toda sua coragem teve de ser reunida naquele momento, afinal, ela estava preparada para muitas coisas, menos para um ser ‘...tão arrogante, prepotente, e....” ruborizou automaticamente. Isso não passou despercebido aos olhos dele.

_Vejo também que tem sérios problemas quanto ao controle de seu ‘emocional’. Por isso, queira me deixar perguntar novamente, apesar do meu precioso tempo, porque acha que está apta para essa vaga?

Hermione estava quase se deixando levar pelo ódio, quando uma luzinha iluminou seus pensamentos. Ele a estava persuadindo, desmerecendo-a de propósito para que pisasse em falso. Era isso! Riu mentalmente e se dispôs a enfrenta-lo naquele jogo.

_Caro senhor, acredito que lhe dei todas as informações a meu respeito, com pode perceber pelo meu currículo e pelos motivos apresentados quando me fez essa mesma pergunta no início da entrevista. O que na verdade me instiga é saber, o porquê questiona novamente minha aptidão para essa vaga de emprego, quando na verdade já sabe que tenho os pré-requisitos selecionados. Aliás, mais ainda, o porquê de se importar em me fazer essa mesma pergunta, tomando seu precioso tempo.

Ela podia não conseguir aquela vaga, mas seu interior estava rugindo como um leão ao notar o olhar ligeiramente espantado que os olhos negros lhe deram. Depois disso, tudo o que ele fez foi se erguer de seu lugar, andar até a cadeira da qual ela se ergueu rapidamente. Os dois se encararam por um breve momento. Os olhos mel inclinados para cima para alcançar os dele. Ela podia jurar que ele gostaria de dizer algo mais perturbador do que veio em seguida:

_Pois muito bem, deixe seus documentos com minha secretária, como os demais candidatos.

Ele ia se afastando, quando ela se arriscou perto do fogo mais uma vez. Estendeu-lhe a mão como despedida:

_Boa tarde, senhor Snape.

Ela pode sentir que meio a contragosto ele se aproximou novamente, tomou-lhe a mão delicada ao redor de seus longos dedos. Ela pode sentir algo que a fez se inquietar, mas continuou com o olhar firme.

_Boa tarde, senhorita Granger.

Hermione deixou a sala com a sensação de que nada seria como antes e ao deixar o majestoso prédio ela teve plena certeza disso.

 



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