História Cemetery - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO, Lu Han
Personagens Lu Han, Sehun
Tags Hunhan, Shortfic
Visualizações 11
Palavras 3.783
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hihi
Demorei mas saiu né...
Explicações: mudei de casa entaum tava sem net pra atualiza
Talvez tenha ficado um pouco pequeno (e tentei deixar ele mais descontraído e menos serio) né zenti, mas é a vida
(Não revisei!!! [Reviso depois] se tiver coisa errada sorry ae man)
Penultimo cap T.T
Mas tudo tem um fim...
Leiam e sejam feliz

Capítulo 5 - Inútil Akai ito


Fanfic / Fanfiction Cemetery - Capítulo 5 - Inútil Akai ito

Sehun tomava lentamente um milkshake de menta com chocolate, e em sua frente, Luhan devorava um sunday de morango. Foi ali naquele "encontro" que Sehun percebeu que roupas não dizem sua idade e nem sua maturidade. Enquanto ele evitava ao máximo fazer alguma sujeira, o que estava em sua frente muitas vezes sujava toda sua boca com o sorvete de creme, até mesmo já havia sujado sua blusa, (Que Sehun não exitou em limpar) Luhan era uma verdadeira criança fofa que precisava ser guardado e cuidado com todo carinho (na visão de Sehun óbvio). Por baixo da mesa, a mão direita de Luhan estava entrelaçada à esquerda de Sehun, enquanto o maior acariaciava a do menor com seu polegar. 

Tentou negar quando Luhan lhe ofereu uma colher cheia de sorvete, mas acabou cedendo ao ver o bico que o outro fizera para si. Abriu a boca ainda emburrado e quase se engasgou com a falta de cuidado do outro.

-Ei, calma! - Se inclinou sobre a mesa ao ver o canto dos lábios do maior sujos de sorvete, passou o polegar por ali e o outro lhe sorriu. - Pronto! - Riram e Sehun voltou ao seu próprio milkshake. - Parece até um bebezinho rindo! - Fechou a cara com o comentário do loiro que apenas riu mais ao ver sua reação. O silêncio se instalou novamente entre os dois, olhares e sorrisos eram trocados entre si e nunca se sentiam ou se sentiriam mal ao estarem sem assunto. Na verdade amavam ficar sem assunto, era mais um momento para perder tempo olhando o rosto um do outro. Até que Sehun quebrou o silêncio.

-Você não acha estranho? - Luhan levantou o olhar que antes estava no sorvete, inclinou a cabeça para o lado confuso. - Nós dois, nos conhecemos à duas semanas, e já estamos assim...

-Não, na verdade eu gosto disso... Conhece "Akai ito"? - Negou. - É uma lenda japonesa... Existe uma linha vermelha invisível aos nossos olhos amarrada no nosso dedo mindinho, na verdade existe uma no mindinho de todos... - Levantou seu mindinho para Sehun. - E essa linha que está amarrada ao nosso dedo, também está amarrada ao dedo de outra pessoa em alguma parte do mundo, a linha nunca se roupe, ela pode dar nós ou se embolar em outras, mas nunca se quebra... - Um sorriso brotou aleatoriamente nos lábios no mais velho ao se lembrar dos tempos em que ouvia milhões de histórias de sua omma. Eram simples histórias criadas por ela mesma inspiradas na antiga lenda. - Quando você achar a outra pessoa com o outro lado da sua linha, você achou seu verdadeiro amor... Um resumo rápido: a linha junta almas gêmeas!

-É bem bonita essa lenda.

-Omma que me contou, eu gosto muito dela. - Abaixou a cabeça e logo sentiu sua mão embaixo da mesa ser largada, colocou-a sobre a mesa e logo sentiu Sehun á segura-la novamente. - Eu acredito muito nessa lenda! - Levantou um sorriso na direção do mais novo.

-Talvez eu tenha achado o meu outro lado da linha... - Entrelaçou seus dedos aos de Luhan, que tinha o rosto levemente vermelho. - Apesar de fazer pouco tempo que nos conhecemos, você me passa uma energia tão boa, sua companhia é boa na verdade, isso é tão estranho! - Riu. - Coisas estranha são bem melhores que normais. - O silêncio se instalou ali, e pela primeira vez Sehun queria o tira-lo dali para ouvir a doce voz de Luhan contando mais histórias. Sem assunto, Sehun pegou o celular do bolso tirando uma simples foto do loiro, que cobriu o rosto ao ver o que acontecia.

-Para! Não sou fotogênico! - Sehun riu ao que via a foto tirada, Luhan olhava pra câmera com um pequeno sorriso bobo nos lábios.

-E quem disse que precisa ser? - Virou para a câmera frontal se apoiando de lado sobre a mesa, Luhan rolou os olhos imitando o que o outro fizera. Sehun fez aegyo enquanto Luhan apenas deixava as mãos ao lado do rosto com um "V", e então Sehun bateu a primeira foto. Virou o rosto na direção de Luhan. - Pudim! - Luhan riu e então bateu mais uma foto. O mais velho se encostou irritado na cadeira pela foto que mais novo tirou sua. - Deixa de ser chato! Vem, que essa vai ser Tumblr... - Estendeu a mão sobre a mesa virando a câmera novamente, logo Luhan entrelaçou seus dedos aos do outro, bateu a ultima foto. - Gostei, vou colocar de legenda "Meu akai ito" - Riram ao que se sentavam normalmente novamente como antes. Por baixo da mesa, Sehun tocou a coxa do menor e pretendia subi-lá, mas Luhan a empediu de subir naquela hora segurando-a normalmente.

-Sehun, nós não temos nada ainda. - Sehun riu e soltou a mão do loiro cruzando os braços com um sorriso sacana nos lábios. - Mas é verdade, não entendi porque dessa legenda se não temos nada, e também dessa mãozinha aí!

-O que foi aquilo no sinal então? - Luhan cruzou os braços igualmente a Sehun ao ouvir a pergunta.

-Um selinho roubado não significa nada! - Virou o rosto.

-Ah é? - Colocou as mãos sobre a mesa se apoiando sobre a mesma com o rosto próximo ao de Luhan, que apenas virou os olhos para o rosto do maior. - Então duvido você roubar outro! - Voltou ao seu lugar cruzando os braços novamente.

-Não duvide de mim! - Se apoiou na mesa selando os lábios do maior, um pouco mais demorado que o primeiro. - Feliz? - deixou mais um, Sehun afirmou a pergunta com um simples sorriso, segurou sua nuca selando pela ultima vez os lábios do mesmo, e então voltou ao seu lugar.

Enquanto Luhan sorria bobo, aos poucos Sehun ficava mais vermelho, brincava com seus próprios dedos por debaixo da mesa, seus olhos rodeavam todo o local, pessoas e mais pessoas o encaravam, susurravam, apontavam para si. Abaixou a cabeça rapidamente fechando os olhos respirando antes de segurar as lágrimas que queriam sair de seus olhos.

Era seu trauma contra si...

O julgar de pessoas, o mal de se importar com opiniões alheias, o medo de ser quem realmente é na sociedade preconceituosa que vivia, o medo de saber que deveria seguir um sério e preciso padrão. Pela sua cabeça, longos pensamentos ruins passavam, seu medo aumentava a cada segundo, o medo do que pensariam sobre si, sobre a imagem que passava para todos naquele local. Odiava se importar demais.

-S-Sehun? Tá tudo bem? - Levantou ao perceber que o maior não o respondera. Se agachou ao seu lado tirando os cabelos que cobriam seu rosto molhado de lágrimas. - Ei, o que aconteceu? - Passou as mãos pelas costas do maior que cobriu o rosto com as duas mãos. Luhan olhou ao redor, e então lembrou de tudo que o outro o contou que passara em sua casa a algum tempo. Sehun, apesar de não especificar tantos detalhes, era mais que óbvio que passou muito mais do que aquilo que contou que ocorreu em apenas uma noite. O rancor e chateamento ao passar por isso já o dominavam: um trauma, como o de muitas pessoas. Existiam tantos que ele poderia ter, mas acabou caindo no pior.  - Seh...

-Por que sou tão idiota? - Foi cortado pela pergunta. - Por que eu me importo tanto? - Uma pergunta simples e confusa na cabeça do menor, não sabia nem que palavras poderia utilizar no momento para consolar o outro. - Você passou por um trauma recente, assim como eu, mas você parece que não liga mais pra ele, é como se nunva tivesse acontecido, você é alegre... Eu tento ser mas... Ah, eu nem sei mais!- Olhou o maior que limpou os olhos na manga do próprio moletom, dali a pouco Sehun achava que sua manga ficaria dura de tanto catarro nela.

-Por que não tenta esquecer o que aconteceu na sua casa, escola ou seja lá mais onde aconteceu? - Sorriu para o maior. - Tente ignorar qualquer coisa, não ligue para as criticas sobre você. E o que passou, você deixa no passado, bem longe do presente! - Levantou um sorriso para o menor que se levantou mas logo teve um dos braços segurado pelo maior. - Você pode procurar um psicólogo para ajudar com isso...

-Bobo! Um futuro psicólogo tem que aprender a tratar seus próprios traumas e problemas, nem que tenha uma pequena ajuda... - Puxou o braço do outro que quase caiu sobre si por cima da cadeira, envergonhados ambos estavam, mas não seguraram a risada. Sehun se levantou tirando o outro de cima de si o puxando novamente para sua frente. Aproximou seu rosto ao do outro e deixou um selar nos lábios do mesmo. - Você vai ser minha ajuda não vai? - Sorriu e em seguida colou as testas. - O meu presente literalmente se tornou você, você não entende tudo que passa pela minha cabeça...

-Quem disse que não entendo? - Luhan havia se tornado outra pessoa depois do dia do julgamento, não tinha mais raiva do appa, não pensava mais na morte das duas e não se entristecia ao lembrar, era um passado. Obviamente Luhan seria a melhor ajuda pro trauma de Sehun. - Eu entendo muito bem, eu não saio da sua cabeça, sou como uma droga viciante, você não vive mais sem mim... E é isso que acontece comigo também, me viciei demais em você... Akai ito...

Passou os braços pelo pescoço do maior juntando dessas vez ambos os corpos, Sehun ainda receoso, desceu as mãos tremulas para a fina cintura que o outro contia. Sem perceberem, as respirações já eram apenas uma, os olhos apenas focavam no brilho do olhar a sua frente, e a distância sufocante foi suficiente para fazer o constrangimento de ambos virar uma vontade de ter o outro apenas para si mesmo. O mais novo quebrou a pouco espaço entre os lábios de ambos, o menor puxava levemente os curtos fios da nuca do outro enquanto tinha a cintura apertada de uma forma fraca e carinhosa. Os lábios do maior se moveram lentamente em um pedido tímido de passagem até a boca que tanto admirava, e sem enrolações o menor cedeu. Um calor subiu pelo corpo do mais velho ao sentir a língua do outro invadir lentamente a sua boca, para logo também fazer a mesma coisa com a boca do outro. No meio de uma guerra de território e uma batida de dente idiota, acharam a sincronia perfeita entre os dois, e como amaram aquilo, apenas se separaram quando precisavam urgentemente de ar.

-Ei! - Luhan quebrou o silêncio que havia se instalado após o simples ato. - Nossos sorvetes! - Viu uma jovem moça levar o resto de sorvete derretido da mesa dos dois. - Moça, espera! - Se soltou dos braços do maior indo até a mesma. Estava levemente corada com os fios loiros caidos sobre o rosto. - Desculpe... Nos distraimos, não precisava recolher... Taeyeon? - Leu o nome no pequeno cracha na blusa da jovem e olhou seu rosto, o cabelo loiro era semelhante ao seu e da sua irmã adotiva, rosto delicado e fofo com as bochechas avermelhadas, igual a sua irmã quando tinha vergonha, por um momento enxergou a sua antiga Taeyeon morta, crescida em sua frente, e foi como um tiro de alegria. - Taeyeon... - Sorriu ao ler novamente o nome.

A moça o olhava confusa enquanto o mesmo voltava sorridente ao seu lugar sem nem mais se importar com os sorvetes.

-Parece que viu um anjo... - O comentário veio ao ver o largo sorriso esboçado no rosto do loiro. - Vai pro céu já? - Negou rindo e sentou apoiando a cabeça com as mãos. - Acho que já está tarde... São... Quase 20:00 horas. Ham... Dá tempo de fazer mais algumas coisas... - Sorriu pro outro erguendo a mão pro mesmo.

Pagaram e foram pra fora do lugar, a noite estava iluminada não por postes de luz, e sim pela própria lua cheia que apareceu ali entre os dois. como de costume, dedos entrelaçados e olhares idiotas os acompanharam o caminho todo. Um caminho sem destino, apenas andavam jogando conversa fora, apenas parariam quando realmente estivessem cansados de tantos passos em linha reta.

Chegaram em um simples parque com árvores e muitos arbustos, era um local vazio provavelmente por ter apenas um pequeno banco e talvez por conta do horário. Luhan soltou a mão do outro correndo pela longa área de grama iluminada por dois postes estilo anos 50 ou 60. Se jogou no chão rolando no mesmo e logo sentiu parte de seu braço coçar, riu da mesma forma berrando de alegria em seguida, Sehun riu imitando o ato do outro. Deitado ao lado de si, Sehun sentiu o coração palpitar como nunca palpitara antes por alguém, o menor tinha a cabeça sobre as mãos encarando o céu limpo e sem pontinhos brilhantes de estrelas, apenas a grande lua para presenciar o momento dos dois. Luhan estava da mesma forma, coração acelerado e feliz por ter a companhia do outro. O silêncio finalmente foi quebrado quando Luhan virou o rosto para Sehun que já o encarava.

-Eu vi a Tae... - Riu voltando a olhar o céu. - Ela cresceu...

-Quando? 

-Ela quem tirou nossos sorvetes da mesa. - Sorriu lembrando das bochechas avermelhadas da jovem. - A timidez dela era igual a da minha irmã...

-Você não se sente triste? - Virou o corpo se apoiando pelo cotovelo para ter uma visão melhor do mais velho.

-Pelo o que?

-Sei lá, por lembrar da morte dela ao algo do tipo...

-Vou ter que te dizer denovo, Sehun? É passado! Pas. sa. do. - Virou da mesma forma que o mais novo e riu pro outro. - Vocês jovens não aprendem nunca! - Apertou a bochecha de Sehun que exclamou um alto "aish" e em seguida acariciou o local.

-Disse o idoso! 

Luhan encarou o rosto do outro rindo, era fofo como os olhos dele viravam meia-luas de uma forma tão natural, simples e bela. Até mesmo em sua cabeça, similava a lua daquela noite ao olhar de Sehun. Enves de virar para o céu novamente, subiu sobre o corpo do outro deixando-o confuso e envergonhado ao mesmo tempo, mas também havia gostado da intimidade que ambos já tinham.

-Ei... - Chamou atenção de Sehun que suspirou quando o outro sentou sobre si, e por sorte (ou azar) também sobre seu membro. - Por que tá com vergonha? Sou só eu... - Selou os lábios do outro demoradamente e voltou a se deitar sobre o peito do outro quando descobriu o motivo da vergonha, percebeu que estava em uma área meio perigosa para se sentar naquele momento. - Desculpa... - Fechou os olhos exalando o cheiro que saía da blusa escura do maior. - Te amo... - Susurrou quase mudo, mas por estarem sozinhos Sehun ouviu claramente.

-Também... - Susurrou deixando um selar sobre os cabelos do outro.
















-Luhan! Espera! - Gritou para que o outro parasse de correr pelo parque atrás de um gato qualquer. - Não vai muito longe! - Voltou ao banco onde Sehun se encontrava mexendo no celular. Luhan apenas tentava se distrair com qualquer coisa. Sentou  ao lado do maior deitando a cabeça sobre o ombro do mesmo vendo o que esse fazia no celular. 

"Era estranho ver tantos e tantos fios vermelhos o rodeando, não entendia o porque de apenas ele mesmo não conter um amarrado ao seu dedo mindinho..."

Sehun escrevia nas notas do celular o que futuramente se tornaria uma história.

"A linha de sua mãe estava ligada à do seu pai. De sua irmã mais velha, estava ligada ao do melhor amigo. Não costumava citar muito sobre aquilo, o único humano sem um akai ito e também o único capaz de ver as linhas invisíveis.

-Luna! Cuidado! - A tesoura que a mais velha segurava atravessou a linha vermelha sem corta-lá. - Toma cuidado! Pode acabar cortando a linha do seu akai ito!

-Larga de ser burro! Essa lenda velha não existe! - Voltou ao trabalho escolar rolando os olhos. - Vai lá caçar o que fazer! - Saiu do quarto ouvindo gritos, desceu as escadas correndo e viu seus pais brigando na sala, a linha estava com um nó. Com o tempo viu que o nó na linha quando as pessoas estam perto, torna brigas, e quando surge um nó em pessoas que estam longe, torna a tristeza. Segurou a linha na mão desfazendo o nó e logo viu os dois se acalmarem. 

Sabia que poderia ajudar pessoas com o seu estranho poder/defeito.

Mas também poderia estragar amores por ser o único que também as poderia cortar."

-Está ficando bom... - Chamou atenção do outro que o olhou. - É serio! - Se afastou do ombro do outro que bloqueava e guardava o celular. 

-Esse carinha da história no final vai tentar arranjar um akai ito pra ele arrancando o de outras pessoas... 

-Você sonha em ser escritor ou algo do tipo? - Luhan sempre observava que Sehun escrevia clichês criativos, que tinham sempre  mesmo final mas de uma forma não enjoativa.

-Vejo a escrita como um hobbie pra mim, na verdade meu sonho é ser psicólogo, sempre achei interessante interpretar a mente humana... - Se levantou sendo seguido por Luhan. - E você? - Passaram a andar devolta ao cemitério.

-Advogado, quero poder usar a lei contra pessoas que merecem. - Andavam como sempre conversando de coisas aleatórias, porém dessa vez, Sehun mantia as mãos nos bolsos e Luhan as mantia soltas.

-Por que não faz faculdade? 

-Não passei na prova, e depois que omma e Taeyeon morreram perdi toda vontade de continuar a estudar alguma coisa. - Abaixou a cabeça observando seus pés em sincronia. - Somos todos iguais, somos todos iguais, de um lado pro outro pra frente pra trás, somos todos iguais... - Cantarolou baixo e Sehun sorriu.

-Somos todos iguais, somos todos iguais... - Cantou alto fazendo Luhan erguer o olhar, os passos acompanhavam a letra da música e ambos riam como duas crianças de uma pré-escola. Chegaram ao cemitério e o grande portão preto estava trancado, provavelmente algum outro funcionário dali havia trancado há algum tempo já

-E aqui nos despedimos... - Sorriram, e se abraçando Sehun deixou um selar no pescoço do outro que se arrepiou em seguida. - Para! - Tentou se soltar dos braços do maior que o prendia e o enchia de beijinhos. Sehun logo parou com toda melozidade voltando ao normal.

-Eu nunca ri tanto! - Falaram em uníssono arregalando os olhos e cobrindo a boca rindo em seguida. -Nós somos muito parecidos! - Falaram novamente juntos e passaram longos minutos naquela brincadeira de frases iguais. 

Sehun deixou um selar na bochecha de Luhan antes de seguir pelo seu caminho.



















2 semanas depois

Eu odeio você! - Berrou puxando seus próprios fios negros. - Por que você me viciou nesse tal de akai ito em? - Cruzou os braços ao que Luhan ria da situação de Sehun. O maior tentava criar histórias mas apenas vinha em sua mente histórias relacionadas à lenda. - Odeio você!

-Também te amo... - Ainda era um sábado de manhã, ninguém estava no cemitério naquela hora, Luhan acompanhava os passos lentos de Sehun que batucava com a caneta no caderno e mordia levemente os lábios. - Vou deixar você sozinho ok? -  Passou a mão no cabelo do maior o bagunçando, Sehun afirmou e o menor saiu de perto dele, que passava os dedos pelas têmporas tentando imaginar uma boa história. 

"××× Poeminha sem nada pra fazer ×××

É tão estranho,

Mas me faz sorrir.

E a cada momento,

Quero mais sentir.

Sua doce voz,

Quero ouvir!

É errado se apaixonar?

Provavelmente não.

Mas é tão ruim pensar,

Que a qualquer momento,

Você sairá,

Pela porta afora,

Sem nem mesmo me notar...

Pra você,

Eu não existo.

Mas nos amamos,

Eu sinto.

Porque temos a ligação,

Chamada Akai ito...

(Nossa Luhan eu te odeio por me viciar nessa lenda inútil!)

Largou o caderno e sentou no meio das folhas caídas e alaranjadas do chão escondendo o rosto entre os joelhos. Parecia uma criança mimada, e sabia disso, mas nem ligava pra isso naquela hora. Respirava fundo tentando ter imaginação para escrever algo útil não relacionado à Luhan ou à suas histórias.

"Vou tentar criar uma lenda... (Ou um monstro também) Veio uma idéia aqui então bora!

Ei, não tenha medo, me escute por favor...

Estou te vendo, deitado chorando quase mesmo se matando, afinal, estou te observando... Estou ali, no canto do seu quarto. Mas espere! Não tenha medo, não sou um demônio nem espirito! Eu apenas sou você.

Você está com medo de si próprio, estou aqui desde de que você nasceu, sou um dos seus sentimentos. Alimentado pelas suas lágrimas, se você me visse... Ah como eu queria, estou tão solitário... Meu corpo é seco e pálido como a neve recém caída, meus olhos azuis claros chamam atenção, e é por eles que posso invadir sua imunda alma, vontades e pensamentos.

Estou soprando tantas coisas ruins em seus ouvidos, espero que me entenda, todos precisamos viver e eu não pretendo morrer de fome! Se você colaborasse e pegasse logo aquela pequena lâmina na estante, eu beberia seu sangue que mataria minha fome bem mais rápido!

Não! O-o que? Por que seus pais estam aqui? Por que está abraçando eles? POR QUE CHOROU DE FELICIDADE?

Não! Não!

Uma lágrima de alegria é fatal para mim...

Mas eu ainda tentarei sobreviver, sempre terá que ter forças extras contra mim!"

-Gostei! - Apareceu atrás de Sehun o assustando fazendo-o quase parar o coração.

-Idiota! - Berrou socando a perna do loiro. - Desde de quando tá aqui? - Tinha a mão sobre o coração acelerado e respiração descompensada.

-O suficiente! - Puxou Sehun pelo braço o levantando do chão. - Deixa eu ler o poema! - Uma boa desculpa, já que na verdade nem ligava pra ele. Puxou Sehun pela nuca selando os lábios, aos poucos o beijo se intensificava e ficava mais rápido, mais carinhoso e mais excitante para ambos. A relação de ambos de baseava no momento em uma estranha "amizade colorida" já que nenhum admitia namoro e nem mesmo falavam algo como "estamos apenas ficando" era confuso pra Luhan (que sempre foi o mais apaixonado dos dois) mas não queria parecer rápido demais para Sehun. Mas percebeu que estava na verdade enrolando quando sentiu ambas as mãos do mais novo apertarem a carne das suas fartas nadegas sem mais ou menos. - Sério? Agora já tá me apertando? - Apenas se separou de Sehun para falar o comentário que na visão de Sehun fora inútil. - Continua... - Voltaram ao beijo, dessa vez o maior segurava uma das coxas do menor ao redor de si e com a outra mão lhe apertava na melhor área. Luhan abriu minimamente os olhos se separando rapidamente de Sehun ao ver várias senhoras vestidas de preto os encarando boquiabertas.

-Vixe...





Notas Finais


E foi isso
Gente eu preciso citar uma coisa!
Vcs sabiam q eu q escrevo as histórias do Sehun? (Ava jura?)
Tipo, são histórias q eu achei guardadas no fundo do meu diário, então decidi coloca-las aqui como se fosse ele quem escreve
Só issu memo
Bjs de uma rapozinha-cervo!!!!


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