1. Spirit Fanfics >
  2. Cenas e Histórias inacabadas; >
  3. Algo que nunca tive coragem de postar

História Cenas e Histórias inacabadas; - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


escrevi isso dia 17 de novembro, um dia depois da guerra do Dream SMP. Eu tava inspirado e ligado nas teorias. Ta quase pronto mas eu desisti de escrever por que eu queria postar, mas não tinha coragem... então aqui está.

Capítulo 4 - Algo que nunca tive coragem de postar


Connor havia chegado ao seu local desejado, uma van velha, escura e acabada.

Tommy contava que uma vez se vendia drogas ali, e que 4 meses atrás, o antigo presidente teria morrido de ataque fulminante no local.

Ele usava seu casaco preto, com uma camiseta branca com detalhes em azul, calças pretas e botas. Com uma bolsa de couro negro que se assimilava a uma mochila pendurada em seu ombro.

Ele abriu sua bolsa de couro e pegou um giz vermelho, se ajoelhou e passou a mão no chão, vendo a poeira em sua luva. Limpou um pouco o chão com a própria mão, pegou o giz vermelho e desenhou um pentagrama no chão.

O mesmo desenhava com delicadeza e habilidade, pois muitas vezes já teria feito isso, então sabia corretamente como desenhar o símbolo.

Pegou pequenas velas negras e uma pederneira de dentro da sua bolsa, pondo as velas em cada ponta da estrela, acendendeu-as e se certificou de que nenhuma teria se apagado em meio a seus movimentos.

Pegou um de seus livros de capa dura na bolsa de couro, abrindo e dando uma folheada rápida, procurando a página marcada.

Achou a oração e segurou a pagina entre seus dedos. Se sentou a ponta mais alta da estrela, respirou fundo e começou a recitar a oração do livro em voz alta.

Fechou os olhos, sentiu seu corpo todo formigar e ficar mais leve, todas as velas apagaram ao mesmo tempo, Connor sentiu uma luz fraca em seu rosto. Abriu levemente um de seus olhos, vendo uma luz azulada tomar forma humana no meio do pentagrama.

"funcionou!" Pensou Connor, que levantava rapidamente e arrumava sua postura.

A forma humana que se tomava em meio ao pentagrama ganhava chifres e suas pernas se contorciam, iguais as de uma cabra. Aquela mesma forma conseguiu se formar, fazendo uma forte luz branca emergir no meio do ritual, iluminando todo o local e quase cegando Connor.

Eu... Eu voltei? –Connor reconheceu essa voz, era a voz de Schlatt. O antigo presidente.

—Schlatt! Aah... Calma eu quase fiquei cego... –Connor esfregava seus olhos.

Schlatt não estava vivo, era transparente e levitava.

—Quem... Quem é você? –Schlatt parecia se encolher e se afastar de Connor.

Connor olhou para a forma em sua frente, o vendo totalmente diferente do que lembrava. Ele tinha cabelos brancos acinzentados, chifres mais curtos passando por suas orelhas de cabra, pele limpa, usava uma blusa azul de gola alta com um bordado de coração e batimentos cardíacos parados, uma calça jeans azul acinzentada e suas botas laranjas.

—Pera... Você não me reconhece? Sou eu! Connor? –Connor estava confuso e ainda meio anestesiado.

—Desculpa eu... Eu não sei quem você é... –Schlatt respondeu inseguro.

—Eat Pant Conar? Você não lembra mesmo?

Schlatt o olhou de cima a baixo e negou com a cabeça.

—Bom... Você deve ter perdido a memória como o Wilbur. –Connor falava pegando dessa vez um caderno de anotações em sua bolsa. Folheou um pouco as páginas até achar a correta.– Você está bem diferente também, o que aconteceu no inferno?

—Inferno? Eu não lembro de ter ido pro' inferno... Nem pra qualquer lugar... –Schlatt falava pensativo.

—Ah então você deve ter ficado preso no purgatório, até eu vir e te invocar. –Folheava mais algumas páginas– Ok então você provavelmente só lembra das coisas boas que aconteceram na sua vida, e voltou com uma forma mais "pura" Por assim dizer. Igual Wilbur!

"o que me magoa um pouco é saber que não sou uma memória boa, mesmo depois do 'Schlatt & Co.' " Pensou Connor e revirou seus olhos.

—Moço, eu não estou entendendo... Onde estamos? –Schlatt perguntava andando pela van.

—Estamos numa van destruida em L'manburg. –Schlatt pareceu mais confuso ainda.– Só me diz do que lembra, vai ajudar um pouco e facilitará meu trabalho. –Connor se sentou ao chão e pegou uma caneta em seu bolso do casaco, folheando mais uma página e escrevendo "jschlatt" ao topo da folha.

O homem se sentava ao chão, de frente para Connor.

—Eu lembro de algumas moedas douradas... De escutar um homem cantar e tocar violão, de dar discursos engraçados junto de algumas pessoas, e de... Ser abraçado ou receber afeto... –Hesitou em falar as últimas frases.

Connor anotou e pareceu meio abalado.

—Não são tantas coisas quanto esperava... Eu definitivamente acho que uma grande parte das suas memórias foram afetadas assim que morreu. –Anotou.– Você tem outras memórias? Memórias... Ruins? –Schlatt negou com a cabeça.– Ok isso é definitivamente um problema, mas nada que não de pra' recuperar com o tempo.

Se levantou e espreguiçou seu corpo. Colocou as coisas novamente em sua bolsa e se virou rapidamente para sair da van.

—E-espera por mim! –Schlatt se levantou, levitando acima do chão e seguindo Connor.

O homem parecia estar desconfortável para sair daquele local, eram quatro da manhã, mas sabia que ainda teria algumas pessoas acordadas naquele lugar.

—Você quer sair? Pode vir! Só... Ignora os comentários das pessoas. Elas não vão ser legais com você de primeira. –Connor se virava e alertava Schlatt, que saia lentamente do local.

Pisou ao chão, se desequilibrado e quase caindo. Se segurando e se apoiando na Van por alguns segundos.

—Porque não me segurou? –Schlatt reclamou, arrumando a sua postura.

—Eu não posso te tocar, nem você pode me tocar. Você somente pode encostar em estruturas e em outros espíritos. –Falou Connor calmamente.

—Que merda...

Já ambos fora da Van, começaram a caminhar em direção a casa de Connor, o mesmo murmurava alguma cantiga enquanto Schlatt apenas o seguia.

Connor abriu a porta da sua casa, entrando e jogando a bolsa em algum canto aleatório da casa, tirou seus sapatos e se sentou ao chão. Schlatt se sentou ao seu lado, abraçando suas pernas.

—Como eu era? –O de cabelos brancos começou a falar– Como eu era antés de morrer?

—Ahm... Bom, você não era a melhor pessoa do mundo, praticamente todo mundo te odiava... –Connor respondeu "Você era alcoólatra e... Fumante? Eu não sei, não estava aqui enquanto você era presidente" Falou com a sua voz fanha.

Continuaram ali sentados em silêncio, era um silêncio até que confortável.

"Connor, posso fazer uma pergunta" "Claro!" "Quem é Wilbur? Você falou dele antés... Ele é um fantasma também?" Perguntou olhando para o garoto.

"Ele... Ele era nosso melhor amigo uma vez. Ele se lembra de mim, mas não sei sobre você..." Respondeu.

Schlatt ficou pensativo por alguns segundos, tentando lembrar de alguma coisa.

Fechou os olhos e afundou seu rosto entre as pernas.

—Bom, se eu não lembro dele, porque ele deveria se lembrar de mim? –Falou abafado. 

—Talvez vocês lembrem um do outro quando se encontrarem! As vezes isso acontece! –Respondeu tentando animar o outro. 

—Talvez...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...