História Centuries - Capítulo 37


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Categorias Fairy Tail
Personagens Acnologia, Alzack, Angel, Aquarius, Aries, Azuma, Bacchus Groh, Bickslow, Bisca Connell, Cana Alberona, Câncer, Capricórnio, Carla (Charle), Chelia Blendy, Doranbolt, Droy, Elfman Strauss, Erik (Cobra), Erza Scarlet, Eve Tearm, Evergreen, Freed Justine, Frosch, Gajeel Redfox, Gemini, Gildartz, Grandine, Gray Fullbuster, Happy, Hibiki Lates, Ichiya Vandalay Kotobuki, Igneel, Ivan Dreyar, Jellal Fernandes, Jet, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Kinana, Laxus Dreyar, Lector, Levy McGarden, Libra, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Lyon Vastia, Macao Conbolt, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Meredy, Midnight, Millianna, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Nikora "Plue", Ophiuchus, Orga Nanagear, Pantherlily, Personagens Originais, Pisces, Ren Akatsuki, Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Rufus Lore, Scorpio, Silver Fullbuster, Skiadrum, Sting Eucliffe, Taurus, Ultear Milkovich, Ur, Virgo, Warren Rocko, Wendy Marvell, Zeref
Tags Gale, Gruvia, Jerza, Nalu
Visualizações 113
Palavras 6.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 37 - Nossas Memórias Definem Quem Somos Pt. 3:(Resto No Cap)


Fanfic / Fanfiction Centuries - Capítulo 37 - Nossas Memórias Definem Quem Somos Pt. 3:(Resto No Cap)

 

Nossas Memórias Definem Quem Somos Pt. 3:Eu Fui. Você Ficou. E Nós Dois Perdemos Um Mundo Inteiro.


-Não diga que não é justo
Que você não é a pessoa que você quer ser
Oh, Você vai ser o meu fim
Você vai ser o meu fim...

-End Of Me, A Day To Remember.

 

1781

Nápoles- França

Suspiro olhando para os dois homens que seguia nas ruas de Nápoles, o que eu realmente queria era estar aproveitando o tempo que havia conseguido  com Erza ao descobrir que um dos membros do Conselho iria se encontrar com a cabeça do projeto Sistema-R, talvez em um passeiro romântico como costumavam a fazer-seja quando tinham um relacionamento escondido quando ainda viviam com o Vovô Rob ou quando seguiam o riacho no cominho de nossa casa em Magnólia ate uma cachoeira linda-ou quem sabe tomar um banho quente de banheira acompanhado de um bom vinho. Makarov sempre se culpava pela dor da separação que ele causou no casal e toda vez que precisa de algo relacionado a aquela missão ou algo perto dela, mandava a ruiva; ocasionando diversos boatos que a poderosa Titânia traia seu marido com Siegrain.

Era mesmo possível eu botar chifre em mim mesmo? Ainda era muito estranho ser o amante e o marido de minha esposa.

Eu realmente não me incomodava com aquilo, ser tachado de corno pela sociedade era um preço minimo a se pagar para ter Erza comigo em toda a oportunidade que tínhamos.

Resolvo me concentrar em minha tarefa, quanto mais cedo terminar minha missão, mais rápido trocarei informações com a Scarlet e mais rápido podemos aproveitar o tempo que nos resta.

Porem quando entro no mesmo beco que ambos entraram, sou surpreendido com um forte cheiro que parece queimar meu nariz de dentro para fora, cerro os dentes grunhindo junto ao meu outro eu. Todo o meu corpo parece pesar uma centena a mais do que já pesa e eu sinto  minha cabeça girar. A dor em meu nariz parece uma doença, pois se alastra por todo o meu corpo, corroendo minha veias dolorosamente.

Caio de joelhos tendo apenas tempo para raciocinar de que o que eu respirava é acônito e que havia preparado uma armadilha para mim.

////////

A primeira coisa que eu noto ao minha consciência voltar aos poucos, é que estou acorrentado. Tento abrir os olhos logo sendo acometido a uma grande tontura, minha visão fica embaçada de uma forma que sinto enjoo, fecho-os novamente tentando sentir o que havia ao meus redor, tinha um forte cheiro de ferrugem no ar, o ar era um pouco rarefeito e também era mais frio, indicando que eu estava no alto de um edifício. Éter cobria a sala onde eu me encontrava ao mesmo tempo que um estranho cheiro de... Chá de Laranja?

Estalos metálicos envolvem minha audição, Parecia que eu estava em um local todo feito de metal, talvez isso explicasse o forte cheiro férrico, ou talvez esse cheiro venha de sangue é isso me deixava nervoso. Meu Lobo estava quieto demais para meu gosto, ele normalmente resmungaria ou então me alertaria sobre algo; mas agora ele estava em total silêncio, acho que o Acônito o afetou mais do que eu imaginava.

Tento abrir os olhos novamente tendo sucesso nesta vez, o lugar em que me encontrava estava escuro, sendo que quando cai na armadilha deles o Sol nem mesmo se encontrava em seu ponto mais alto no dia. Onde quer que eu esteja, demorou algumas horas para chegar, não devia estar muito longe da costa ibérica. As paredes eram todas feitas a partir de peças de metal e algumas pedras, manchas marrons indicavam que muito sangue fora perdido ali e também explicava o cheiro impregnado no ar, o chão era liso e eu não conseguia reconhecer o material por estar coberto com tapeçarias e estranhamente havia uma mesa ali, com vaga para 3 pessoas e um bule fumegante.

Começo a olhar ao redor em busca de uma rota de fuga e vejo um brilho estranho por uma das portas, um brilho que fez um calafrio percorrer todo o meu corpo e meus instintos gritarem mandando-me fugir de lá imediatamente.

Algo ruim está ali.

Finalmente, meu lado animal parece voltar a vida sussurrando seu conhecido em meu ouvido.

Tenho que fugir daqui agora.

Olho para as correntes

Notando apenas naquele momento que elas pareciam brilhar exalando uma aura de perigo, a mesma aura que eu vi no dia da morte do Vovô Rob.

Rubenídio.

Quem armou esse circo todo não está de brincadeira embora eu ainda não entenda a necessidade de haver aquela estúpida mesa de chá.

De repente a porta se abre e dois soldados me arrancam da parede forçando-me a me sentar em uma das cadeiras, eu poderia me comportar de maneira violenta e matar os dois, mas eu estava tonto demais, enjoado demais com aquele lugar. E foi apenas quando eu ouvi os gritos e os barulhos de chicote que eu percebi o porquê.

Deus, aquilo estava parecendo a Torre do Paraíso... Como isso é possível?

Antes que eu possa pensar mais sobre isso, pela segunda vez, a porta é aberta; mas quem passa por ela me faz paralisar.

"Ah, Cacete... Isso não pode estar acontecendo"

Nem sei mais se quem pensou isso fui eu ou meu Lobo, mas sei que eu pude sentir tudo ao meu redor congelar ao um medo avassalador tomar conta de mim. Ela não deveria estar aqui! Ela deveria estar apenas olhando documentos naquela maldita pousada! Sinto todo o meu corpo congelar levando o frio ate meu coração, estou tão aturdido com o fato de eu não ser o único pego em uma armadilha ali, que mal consigo notar quando a colocam sentada ao meu lado, ocupado demais tentando entender o que diabos estava acontecendo enquanto meu outro Eu rosnava ordens impossíveis de serem compreendidas.

A ruiva olha para mim com o mesmo espanto enquanto eu sinto meu coração falhar uma batida quando todas as minhas esperanças são destruídas, os meus músculos paralisam de uma forma que eu mal consigo respirar, ela me encara como se perguntasse o que diabos eu estava fazendo ali, enquanto eu tentava adivinhar como a haviam pegado também. Meu peito queima me fazendo perceber que tinha prendido a respiração, volto a respirar ao mesmo tempo em que aqueles soldados nos deixam ali sozinhos.

-Fui surpreendida naquela pousada, eles estavam usando feitiços de ocultar a presença e usaram Caídos para me impedir de fugir-ela murmura me fazendo franzir o cenho. Apenas a Trindade tinha esse tipo de soldados, mesmo o Conselho não aceitando muito bem o fato dos Lobisomens rejeitarem os seus comandos por conta da Guerra entre os Clãs e Vampiros a milhares de anos atrás, eles nunca iriam usar Caídos, sua política contra os ataques da Trindade a Bruxas, Vampiros e Lobos era muito mais importante do que aquela rixa, tirando o fato deles aceitarem Exilados(fato que me fez de infiltrado lá)-Como diabos você veio parar aqui?

Suspiro interrompendo os meus pensamentos dobre o que diabos estava acontecendo para acalma-la e me acalmar no processo-eu ainda não estava tranquilo ao pensar no perigo que a ruiva estava correndo ali-, pois seu coração acelerado e a forma que ela me olhava quase em desespero por me ver ali deixavam a certeza que ela estava da mesma forma que eu:Assustada e nervosa.

-Acônito-murmuro fazendo a arregalar os olhos fiando com os mesmos perdidos ao sua mente trabalhar igual a minha em busca de uma resposta. Porque diabos estávamos ali?

-Não deve ter sido o Conselho.

Assenti concordando. O Conselho nunca usaria Caídos, seu ódio por Slayers era forte demais para isso, logo eles não teriam descoberto minha verdadeira identidade, além de Erza estar aqui também. Trindade talvez? O sentimento que o Conselho tinha por eles era mútuo, logo eles podem estar querendo uma Guerra e o fato dela estar aqui deve ser uma afronta a Fairy Tail, a mais forte Guilda. Olho para ela e começo a pensar uma maneira d enos tirar daqui quando, de repente, aquela porta em que meu Lobo havia tanto alertado antes de misteriosamente sumir de meus pensamentos, é aberta.

-Ora, ora. Vejo que estão bem acomodados  para a hora do chá-prendo a respiração ao ouvir aquela voz e percebo vagamente que Erza também se espantou com a mulher que entra no pequeno salão em que estamos acorrentados.

Seus cabelos negros arroxeados da mesma cor que seus olhos estavam exatamente iguais a 147 anos atrás. Sinto seu cheiro tão característico chegar ao meu olfato como uma explosão, meu coração acelera enquanto minha mente fica vazia, eu mal consigo respirar ao ver aquele fantasma em minha frente. Ultear se senta na cadeira restante fazendo tanto eu quanto a ruiva ao meu lado a encararmos sem reação, assustados, incrédulos. Passamos anos procurando-a após a violenta morte  do Vovô Rob, até perdermos as esperanças e aceitarmos seu falecimento, vê-la aqui parecia uma ilusão... E eu acreditaria que fosse se aquele instinto gritando perigo não viesse igual a uma avalanche em cima de mim.

-Perderam sua línguas durante todo esse tempo que passamos separados?-o tom irônico presente em sua fala é como uma faca que corta todo aquele ar incrédulo meu e da ruiva. Pisco um par de vezes ainda com aquela sensação fincada no fundo do meu estômago, observo ao redor vendo todo aquele cenário: A súbita desaparição de meu Lobo, aquela sala tão estranha, as correntes de Rubenídio que prendem a mim e a Erza, a forma com que aquele lugar era estranhamente parecido com a Torre do Paraíso  e, principalmente, Ultear.

Sinto calafrio descer minha espinha quando dúvidas sombrias passam pela minha mente. Um frio se aloja em meu estômago quando vejo o olhar estranho que a morena tinha, todo o brilho que antes havia naqueles olhos desapareceu. Agora eles pareciam duas pedras geladas.

O que diabos aconteceu com ela?

-Co-Como é possível?-ouço o murmuro de Erza. Desvio o meu olhar para a ruiva ouvindo os pulos  desesperados de seu coração, a força com que ela fecha os punhos deixa claro o quanto ver Ul a afeta-Você está viva!

Ouvir aquela frase sair da ruiva faz algo dentro de mim se quebrar, Erza nunca aceitou 100% que a morena havia morrido, mesmo que ela nunca tenha me dito nada, eu notava em como ela tinha pesadelos com isso e na forma nostálgica que ela olhava Mira com Lissana. Afinal, Ultear era a sua irmãzinha e Erza sempre tentou de tudo para protege-la, tanto que passou um longo período de tempo recusando a ficar comigo e ainda não quis que eu contasse para a morena sobre o nosso amor com medo de machucar a menor.

A Milkovich ri de uma maneira irônica, claramente achando engraçado o espanto e a confusão de minha esposa.

-Ah Erza-nee, meu coração nunca bateu de uma forma tão viva!-diz debochada apenas trazendo mais pressentimos ruins para mim sobre tudo aquilo.

"Essa não é a Ul... Não é a Ultear que nós conhecemos..." Penso vendo o contraste gritante da personalidade animada e doce que ela tinha a 147 anos atrás com essa, debochada e ácida.

Não, ela não é mais a Ul

Contenho-me a não suspirar em alívio ouvindo a sabedoria de meu animal, mais antigo do que a própria civilização, confirmar minhas suspeitas mesmo não conseguindo se manter ali para me ajudar, por causa do poder de neutralização que o Rubenídio causava, eu não o teria comigo para me auxiliar, logo, tinha que me manter lógico e racional por mim mesmo; ainda que me cause um aperto no peito por olhar aquilo

Não deixo transparecer o quanto aquele fato me afeta, conseguindo conter com sucesso a tristeza que tenta me abater; diferente da Scarlet, eu havia aceitado que a garotinha incrível que era minha adorada irmã morreu, talvez não no mesmo dia que o Vovô, mas ela morreu e essa a minha frente não tem nada haver com ela além da aparência. Se ao menos tivesse algo que interligasse as duas além de suas características físicas, eu com toda a certeza estaria igual a Erza.

Mas não há.

E eu e a ruiva não estamos aqui a convite.

-O que está acontecendo, Ultear?-solto as palavras sem o menor pingo de sentimentalismo, atraindo toda a atenção daquela coisa para mim; tentado conseguir ao menos um tempo para Erza se recuperar do choque. Eu não ia conseguir sair de lá sozinho, precisava de minha esposa para escapar daquele circo e o ser sentado a nossa frente não estava colaborando em nada com isso ao deixar a ruiva transtornada.

Ela bebe um pouco do chá me fazendo franzir o pouco o cenho quando sinto um cheiro estranho no mesmo, além do forte odor de laranja. Mas eu deixo isso para lá concentrado mais em tentar entender o que estava acontecendo.

-Que tom mais rude, Jelly! Parece que os anos se agarrando com a Scarlet lhe deixaram mais bruto-diz reclamando de minha falta de sentimentos, mas o seu tom vem tão vazio quanto o meu, apresentando apenas um fundo perverso ao tentar me afetar com a alfinetada em meu casamento -Esta acontecendo exatamente o que devia., estamos todos aqui reunidos para cumprir o nosso destino! A Última Guerra nos clama e temos que honrar o chamado!

A Última Guerra...

Arregalo os olhos lembrando-me muito bem do que essas palavras significam.

Olho novamente ao meu redor, focando principalmente na porta que tanto me deixa perturbado; mesmo não tendo meu lado animal para me ajudar, consigo sentir de longe a energia que se concentra lá. Não qualquer magia. Magia Negra. Como o fundo desconhecido do oceano.

Ela não esta brincando. Ela realmente pretende trazer de volta ao mundo o terror que a geração antes da nossa vivenciou, tanto que transformou um dos seus supostos salvadores no vilão.

Sinto uma sensação congelar cada fibra de meu corpo, disparando o meu coração e, pelo puxar de respiração incrédulo ao meu lado, sei que Erza esta pensando o mesmo que eu. Um temor sem proporções cresce tão rápido que sinto meus ouvidos zunirem de leve com o choque, um cheiro de fumaça adentra o comodo contribuindo para me atordoar. Meu olhar vai ate a porta por onde aqueles guardas desgraçados trouxeram a ruiva ate aqui e vejo uma luz clara e quente iluminar as frestas da porta, trazendo um pouco da fumaça ate aqui junto de outro cheiro.

O cheiro de carne sendo queimada.

Memórias de meus próprios dias na escravidão surgem com aquele cheiro, imagens de como os astecas ficaram fascinados pelas marca em meu rosto e resolveram marcar com ferro todos os novos escravos que chegavam na Torre. Mas meu nariz distingui elementos enérgicos naquele cheiro me trazendo de volta a realidade, tais elementos que eram cinzas de uma raça que eu conheço bem.

Vampiros. Eles estão queimando Vampiros.

Como um estalo, eu me lembro dos Membros do Conselho que eu perseguia antes de apagar por conta do Acônito.

-O que você fez?-pergunto rapidamente ainda afetado pelo cheiro, transformando minha voz em um tom mais fraco, mais brando. E isso não é bom. Ela ri apoiando o rosto na mão ao colocar o seu cotovelo perto do pires da xícara em sua mão livre, logo percebo meu erro na forma mordaz que seus olhos brilham de repente.

-Ah, mudou o tom outra vez! Com medo de algo, Jellal?-pergunta de forma retórica já começando a me irritar com aquele joguinho de palavras, ela utilizava de tudo para me provocar e ver que aquilo estava dando certo só serve para aumentar o minha impaciência-Se estiver assustado, a Titia Ul pode lhe dar um abraço bem apertado!

"-Jelly... Eu estou com medo-ouço Ultear dizer enquanto olha o movimento dos soldados aumentarem na oficina do Vovô, exigindo cada vez mais armas para a Guerra eminente que os nativos enfrentavam com os ataques portugueses. Sorrio para ela tentando conforta-la ao abraçar o seu corpo de lado murmurando um 'Vai ficar tudo bem'"

Sua...!

-Eu. Lhe. Fiz. Uma. Pergunta-digo entre os dentes sentindo todo o meu interior pegar fogo absolutamente furioso por ela fazer uma clara referencia a aquela memória. Meu corpo aquece com tal sentimento, em uma prévia preparação para eu poder usufruir de todo a raiva natural do animal em mim, porém, esse calor rapidamente foi absorvido pelos grilhões em meus pulsos por serem relacionados a magia, sinto-me um pouco tonto com isso; mas não menos irritado.

-Estressadinho você hein...-ela zomba ardilosa e animada por finalmente me atingir em cheio, porém; ao contrário do que eu esperava, ela responde a minha pergunta- Conhecem a Torre Celestial? O local maravilhoso do qual vieram? Ela não era construída atoa.. Toda a energia negativa que a dor, o desespero, as mortes, as torturas e o medo traziam se transforma em magia negra pura que era desperdiçada pelos Astecas em crenças idiotas de devoção a Deuses Falsos. E o Sistema-R foi criado para extrair essa  magia, ate que não foi difícil de manipular aqueles idiotas do Conselho, sussurrando nos ouvidos deles: "Ele irá nos salvar! Irá nos libertar dos Slayers imundos! Recompensara seus aliados com a vida eterna e poderes inimagináveis!"

Meu coração quase para quando o sujeito a qual ela se referiu se destaca em minha mente.

-Não me diga que...-começo a diz porém nem ao menos consigo completar a minha frase, todo o ar de meus pulmões somem, fugindo da maneira que eu gostaria de sair correndo, aquele temor dentro de mim atinge alturas inacreditáveis fazendo minhas mãos tremerem de leve. A simples hipótese dela estar fazendo aquilo era tão absurda que eu me recusava a acreditar...

Mas Ultear tirou a noite para deixar tanto a mim quanto a Erza de bocas abertas.

-Sim, Zeref deve renascer... O Antigo Caçador vai voltar e purificar esse mundo!-ela diz pousando a xícara-agora vazia- enquanto começa a rir insana fazendo um calafrio descer a minha espinha quando meus instintos berram para eu me afastar daquela coisa de tão perigosa que ela representa.

Okay, nós temos que sair daqui agora!

Minha mente começa a trabalhar enquanto a Milkovich ri igual uma maluca, não era uma mera coincidência ela ter sequestrados nós dois. Apenas a morte pode pagar a vida e  apenas a vida pode pagar a morte, essa é uma lei irredutível da Natureza; se ela realmente deseja reviver Zeref... Irá precisar de sacrifícios e não quaisquer que ela encontrar em becos ou escravizar em ataques.

É a Primeira Reencarnação de Uriah que ela deseja trazer de volta. Zeref Dragneel. O traidor que enlouqueceu com o peso do dever, se juntou a Thytous Flame-sucessor de Susanoo- e assassinou dois de seus companheiros sendo um deles a Reencarnação de Ayame, o que apenas serviu ainda mais par deixa-lo louco, fazendo com que ele tomasse para si todo o poder de Thytous. Logo, eu vai precisar das Reencarnações dos Deuses Antigos da nossa geração. Sendo assim, ela trouxe a mim e a ruiva para sermos a sua moeda de troca, pois ela não tem a minima ideia de quem são os outros e seria uma completa perda de tempo procurar ou tentar induzir um dos Espíritos a um corpo igual foi feito com todos dentro dessa sala na prisão do Padre Zero.

Observo outra vez o comodo onde estamos tentando procurar algo que tire-nos daquela situação o mais rápido possível, passo os olhos discretamente por cada detalhe da sala aproveitando-me do breve descontrole de Ultear com aquele riso lunático divertindo-se ao extremo as nossas custas. Algum tempo se passa e um certo desespero começa a surgir em minhas entranhas por não encontrar nada ate que um minimo detalhe chama a minha atenção.

O carpete perto da porta onde queimam os Vampiro esta mais fundo do que as do outro lado. Pisco um par de vezes confuso com aquilo quando vejo uma nova mancha exatamente embaixo do calor da fresta que a porta deixa próxima ao chão. Tal macha exala um ar tóxico em conjunto aos lampejos das chamas do outro lado brilhando em uma forma perigosa que faz uma arrepio descer por minha espinha.

Rubenídio.

Uma mão fria aperta a minha forte, em um quase pedido de socorro, sinto uma corrente elétrica passar por minhas veias. Erza não olhava para mim, continuava a assistir a loucura de Ultear não querendo chamar atenção. Sei exatamente o que ela esta pensando, ela me pergunta de forma muda o que eu descobri para estar vidrado tanto tempo na porta. Abro os seus dedos fazendo-a soltar a minha mão enquanto movo meus olhos para a mesa fingindo estar chocado pelas informações jogadas em cima de mim enquanto arrasto meus dedos pela mão dela ignorando a sua pele arrepiar com o meu toque enquanto sigo para o grilhão em seu pulso. Rodeio o mesmo encontrando o elo de sua corrente e a seguindo para baixo, quando encontro o outro elo que junta ambas as correntes presas nos grilhões da ruiva a corrente presa ao chão, eu paro e a envolvo na palma de minha mão.

Rubenídio pode inibir magia ao consumir a mesma, porém ele ainda é um minério derivado dos metais; ou seja... Ele tem um ponto de fusão onde derrete sobre uma temperatura alta. Se eu conseguisse aquecer o meu corpo a ate o seu ponto, eu poderia nos livrar daquelas correntes.

Mas como foi apresentado anteriormente, a temperatura aumentada de meu corpo se preparando para meu Lobo assumir era baixa demais e rapidamente consumida pelo minério.

Então, como diabos eu posso derreter essa droga?!

-Ora, ora, o grande Jellal Fernandes não suporta saber que servira de comida para os Deuses que tanto odeia?-ouço vagamente a piadinha da Bruxa a nossa frente quase arregalando os olhos e acabando com o "teatro" que eu atuava.

Deuses...

Segundo as histórias, Tsukuyomi foi amaldiçoado por Susanoo a se transformar em um Lobo toda vez que a Lua surgisse nos Céus quando o Deus descobriu que o seu mais fiel General tinha um caso com a esposa dele, evitando o mesmo de se encontrar com a sua amada, Amaterasu- que era incapaz de entrar em contato com o Sol por ser a Primeira Vampira-; então Tatsu, o Último Dragão, comovido pela triste história dos dois e furioso pela tirania do outro Deus; abriu mão de uma parte de sua essência para o amante de sua amiga; dando-o  poder o suficiente para permiti-lo controlar a sua maldição se transformando no Primeiro Licantropo e o libertando para se encontrar com Amaterasu.

Posso não ser tão poderoso quanto a Primeira Reencarnação de Tsukuyomi, mas ainda sim tenho a essência de um Dragão dentro de mim.

E eu posso ser muito quente.

Com esses pensamentos em minha mente, começo a fazer meu sangue correr mais rápido que o normal, aquecendo minha carne fazendo uma dor disparar de onde o Rubenídio esta em contado com a minha pele e todo o calor que pude produzir, foi sugado imediatamente fazendo meus nervos berrarem com a dor.

Mas minha primeira tentativa não foi em vão.

Erza percebeu o que eu queria fazer e, no mesmo instante em que eu atraio a atenção de seus grilhões, ela se volta a Ultear perguntando em um tom sugestivo, suave... Hipnotizante:

- O que aconteceu com você?

-O que aconteceu comigo? O que aconteceu comigo?! Ah agora vocês querem saber?!-a morena não demora nem um segundo para responder em um novo tom de voz, um tom raivoso, frustrado, descontrolado-Vocês me abandonaram igual a ela! Aquela vadia que tenho o desgosto de chamar de mãe!

Minha esposa é uma mulher especial, ela não precisa dos seus olhos para utilizar os poderes de hipnose da sua raça. O espirito de Amaterasu a da poder o suficiente para usar a lábia para isso.

Deixo a ruiva cuidar de distrair a Milkovich enquanto eu nos tiro de lá. Após outra tentativa frustrada de virar uma lareira, eu tento outro método para esquentar o meu corpo.

Sendo assim eu começo a pensar que sou um Dragão. Grandioso, forte, exalando poder, exalando fumaça, com escamas febris e o poder de lançar chamas tão quentes que poderiam derreter essa Torre como uma vela

E não paro por ai.

Eu penso em meu ódio por ser obrigado a lutar um Guerra que não fui eu que comecei, em minha ira por ter sido obrigado a me infiltrar em um antro de Babacas, fingindo ser o tipo de pessoa que eu mais tenho desgosto para ajudar a proteger meus companheiros durante anos ouvindo as coisas mais odiosas que alguém poderia ouvir. Eu me lembro da raiva constante que meu outro lado sentia em meus primeiros anos como Licantropo, na cólera que o loiro desgraçado do Laxus pode me fazer sentir com suas provocações patéticas, no quanto meu corpo ferve quando algum idiota da em cima da minha mulher, em como meu interior entra em chamas quando me preparo para me transformar, em como meu sangue pode virar lava quando minha esposa toca em mim...

Eu penso no Sol, em sua temperatura, imagino cada partícula de calor do mesmo substituir meu coração bombeando fogo ao invés de sangue. E enquanto eu fantasio tudo isso, a discussão a minha volta acontece:

-Abandonamos?! Do que diabos você está falando?! Nós dois nunca poderíamos te abandonar!-diz Erza naquele mesmo tom, só que mais exaltado, fazendo o seu próprio show enquanto eu atuo o meu de continuar em silêncio pensando em tudo que pode deixar meu corpo igual a uma tocha.

-CALE A BOCA!-a morena começa a gritar, sem controle, sem lógica. Apenas raiva-VOCÊS DOIS ME TRAÍRAM! ME DEIXARAM DE LADO!

-Quando te deixamos de lado, sua maluca?

-VOCÊ SABIA QUE EU GOSTAVA DELE! Você sabia e mesmo assim ficava transando com ele naquele celeiro! Por 4 anos! QUATRO!

Enquanto minha mente se ocupa naqueles pensamentos e meus ouvidos acompanham involuntariamente a discussão, eu posso sentir meu corpo esquentar, mais do que antes, tão insuportavelmente infernal que minha visão começa a ficar embaçada e suor escorre em litros por meus corpo. O minério entra em ação, consumindo outra vez toda a magia que aumenta a temperatura de minha pele; entretanto; dessa vez ele não consegue levar tudo tão facilmente, me dando a chance de ficar ainda mais quente, de multiplicar toda aquela temperatura restante em níveis tão altos que fossem coisa demais para o material suportar.

-Eu amava o Jellal desde muito antes de encontrarmos você! Você acha mesmo que nós não nos sentimos mal por não conseguir falar para você sobre isso?! Acha mesmo que foi fácil esconder durante aqueles 4 anos o que sentíamos por medo de te magoar?!O que você queria que eu fizesse?! Mentir se ele perguntasse sobre meus sentimentos?! Fingir não sentir-me bem com os seus toques?! Expressar nojo quando ele me beijasse?! Magoa-lo recusando os sentimentos dele apenas para você ter a minima possibilidade de uma chance com ele?!

-CALE-SE, SUA TRAIDORA! EU TE ADMIRAVA! CONFESSAVA TODOS OS MEUS SEGREDOS A VOCÊ! APENAS PARA SER ESFAQUEADA NAS COSTAS QUANDO DESCOBRI QUE VOCÊS DOIS ERAM AMANTES! COMO SE ISSO NÃO BASTASSE, VOCÊS ME ABANDONARAM IGUAL A ELA! ASSIM QUE O VOVÔ ROB MORREU!

O local onde o minério toca em minha pele fervente começa a doer enviando uma tortura aos meus nervos, mas isso me ajuda a queimar ainda mais. Pois a raiva de sofrer tal aflição era um ótimo combustível para a combustão que ocorria em meu corpo.

-VOCÊ DESAPARECEU! Passamos anos te procurando!

-Mentirosa! Eu sei que vocês dois entraram na Guilda Fairy Tail depois da morte dele! Sei que se casaram! Era para ele ter me escolhido! Era o mais lógico a se fazer!

-QUER PARAR DE AGIR IGUAL A UMA CRIANÇA?!-escuto vagamente a ruiva já começar a perder a pouca paciência que tem com as declarações um tanto quanto infantis, de uma menina mimada que não ganhou o brinquedo que queria-Desde quando o amor é lógico?!Você mesma disse isso quando eramos experiencias daquele Padre maluco! Por acaso você ainda se lembra de como é ser um escravo, Ultear?!

A dor aumenta incomodando-me profundamente assim como o calor que eu produzo, pontos pretos surgem na minha visão e minha respiração fica ofegante por causa do fogo que agora corre em minhas veias. Eu estão tão quente que minha consciência começa a falhar por alguns segundos, deixando-me zonzo e fraco com o quase desmaio; porém eu não largo nem por um segundo a corrente em minhas mãos.

-Cale-se...- o tom de voz dela muda outra vez, agora em um tom perigoso, ameaçador me fazendo notar que aquilo já estava indo longe demais.

-Ah, eu me esqueci. Você não sabe o que é ser um escravo! Era a convidada de honra do seu querido Zero!-a ruiva ao meu lado debocha em um sarcasmo extremo.

-EU MANDEI CALAR A BOCA!-grita ensandecida a morena levantando bruscamente da mesa e quebrando algo parecido com vidro antes de o som do ar sendo cortado chama a minha atenção. Arregalo os olhos levantando a cabeça imediatamente quando um gemido de dor de uma voz que eu reconheceria em qualquer lugar alcança os meus ouvidos, imediatamente olho na direção do som sentindo meu coração falhar uma batida com a imagem que tenho.

Ultear enfiou uma estaca de Rubenidio no ombro de Erza.

Sinto uma fúria abrir espaço no Inferno dentro de mim quando meu Lobo surge rugindo em completa ira por aquela maldita ter ferido Erza, todas as chamas em minha pele triplicam seu tamanho ao meus olhos trocarem de cor me tornando capaz, não apenas de derreter o pequeno elo em minha mão, mas também os grilhões em meus pulsos e ate mesmo a cadeira onde eu sento me fazendo perder o equilíbrio.

Caio para trás rolando sobre meu próprio corpo e parando perto da parede. Tudo ao meu redor gira por eu ainda forçar o meu corpo a produzir muito mais calor do que ele aguenta, espasmos surgem em minha garganta trazendo uma ânsia horrível a minha boca, cada parte de mim queima insuportavelmente em uma agonia tão extrema que tenho vontade de de gritar. Minha cabeça gira outra vez  e minha vista fica escura me deixando atordoado por um momento, tão desorientado que tenho de apoiar as mãos no chão atrás de mim para não cair desfalecido no chão.

Porém, assim que encosto nele, uma dor corta novamente meu interior e eu sinto boa parte daquele calor ser sugado de dentro de mim, em uma estranha sensação de alívio e tormenta ao mesmo tempo.

Não apenas os grilhões era feitos de Rubenídio, mas também o chão ao redor da sala, em uma garantia de suprimir a qualquer custo todo ser com magia no sangue.

-O que podem fazer? Toda essa sala esta rodeada de Rubenídio! Mesmo que tenha derretido as correntes, você não tem poder o suficiente para derreter todo esse lugar, Jellal!- mal consigo ouvir a voz de Ultear falar, ocupado demais em não desmaiar ao deixar que aquele minério tire o doloroso fogo de minha veias. Porém o cheiro de sangue fresco abre espaço naquela fumaça. Pisco um par de vezes sentindo um mal-estar grande demais para sequer conseguir pensar, vendo aquela estaca lançada pela Bruxa cair aos meus pés.

-E quem disse que precisamos derreter?-Erza fala em uma ordem obvia demais para eu não entender mesmo estando no limite de minha mente.

Pego a estaca usando todo o resto de consciência dentro de mim para usar a minha força sobrenatural para enfiar aquela estaca ao lado de onde minha mão esta pressionada, quebrando tanto o chão quando o objeto cortante, acabando com sucesso com a prisão que fazia nossos poderes serem suprimidos. Mas isso tem um preço, pois após o ato brusco demais para minha pressão aguentar, eu nem sequer consigo ficar em pé. Caio deitado no chão, sentindo aos poucos minha mente se desligar de tudo ao meu redor

 

////////

 

Não sei quanto tempo se passou quando finalmente fui capaz de acordar, mas foi a tempo suficiente de ver Erza socar a cara de Ultear.

-Desista, Ul. Eu não quero te machucar-diz a ruiva ofegante e com cortes expostos em algumas partes de seu corpo, provavelmente causados por Rubenídio, impossibilitando a ela se curar. Levanto do chão sentindo meus músculos gritarem em protesto, uma clara consequência de enfrentar aquele maldito minério. Porém eu ignoro a fatiga preparado para ajudar a Scarlet, quando um calafrio desce minha espinha.

Os olhos de Ultear em um hipnotizante tom bronze que eu nunca vi na minha vida se encontram com os meus e eu sinto uma sensação estranha  percorrer todo o meu corpo, minha cabeça fica leve e sons de rosnados parecem ficar cada vez maiores no fundo dos meus ouvidos, meu corpo se incendeia novamente, não tanto quanto antes, mas o suficiente para fazer meu sangue borbulhar e minhas pele começar a derreter. Algo parece se quebrar em minha mente libertando uma fúria sem limites, tão incontrolável quanto a da primeira vez em que me transformei, minhas juntas e articulações estalam antes dos meus ossos começarem a se partir fazendo aquela temperatura alta os colar novamente em um novo formato. Meu peito treme e meus olhos queimam fazendo todos os sentidos de meu corpo se aguçarem imediatamente, a dor da transformação nem sequer me incomoda, pois aquele bronze doentio toma conta de toda a minha mente.

Mate-a Sussurra em minha mente fazendo minha atenção ir aos cabelos vermelhos perto daqueles olhos Mate-a

Meus pensamentos somem não me dando a chance de processar a ordem apenas ouvir aquela palavra se repetir tantas e tantas vezes que ficar gravada nela.

Mate-a

 

Mate-a

 

Mate-a

 

Mate-a

 

Mate-a

 

Mate-a

 

Mate-a

 

-Quem devia tomar cuidado aqui é você, Erza-nee... Sabe, o Amor sempre acaba em traição ou morte...-após isso um som vibra o meu peito parecido com um rugido e tudo fica preto.

E novamente, eu não sei dizer o que aconteceu, não sei dizer quanto tempo se passou. Pois eu não conseguia pensar, não conseguia me mover, não conseguia me lembrar de nada. Tudo o que eu podia fazer era vagar na escuridão, sentindo as vezes algum gosto metálico em minha boca tão saboroso que eu nem sequer questionava como ele surgiu lá. Porém, em um determinado instante, eu sinto o centro de meu peito pegar fogo, ardendo de uma maneira inimaginável, tão forte, tão dolorosa que meus sentidos voltam parcialmente me fazendo ouvir duas vozes femininas

-O que você fez?!O QUE VOCÊ FEZ?!-a primeira grita em um tom enlouquecido quase me fazendo correr outra vez para a escuridão quando um pulso de dor dispara de todas as direções onde meu peito arde, tão cruel que eu acho que cai de joelhos em onde quer que eu estava no momento.

E é então que a outra voz chega..

-Não... Não... Ei... Não ouse fazer isso comigo... Jellal!-essa, diferente da outra, sai embargada, frágil, desesperada. Ela parece demonstrar dor, tanta dor quanto eu sinto agora e isso não me agrada; pois eu reconheço aquela voz. É a voz de Erza Scarlet, minha amada esposa. E eu odeio quando ela chora. Tento falar algo ou fazer alguma coisa para descobrir o porque ela parece estar sofrendo tanto, mas eu não consigo me mexer,eu não consigo falar. E a escuridão a minha volta parece ficar mais densa, mais... Fria.

-VOCÊS ARRUINARAM TUDO!-a primeira voz volta a falar roubando o meu calor e a minha capacidade de pensar.

E então eu não consigo nem mais sentir.

[...]

1 mês depois

Forte Jesus- Mombaça

-Porque estamos aqui?-pergunto para Erza confuso. Meu corpo ainda agia de uma forma muito estranha perto dela, meu coração sempre disparava e eu ficava nervoso, principalmente quando sentia seu cheiro, o animal dentro de minha cabeça-que descobri o ter apenas por causa de eu ser um Lobisomem-sempre me inclinava para estar perto dela ou então endeusando sua pessoa em meus ouvidos.

Mas, o mais estranho era que seu coração agia da mesma forma que o meu, mas seus olhos carregavam um peso que quase me sufocava. Peso esse que apenas aumentou quando estávamos com aquela albina indo ate um rio nos arredores de uma floresta e eu fui guiado por um estranho sentimento por um caminho que me levou a um sobrado da cor branca escondido em uma clareira... Após isso eu senti uma terrível dor de cabeça e desmaiei.

Ela sorri para mim fazendo um sentimento anormal de ansiedade crescer em mim, quase machucando meu coração.

-Foi aqui onde tudo começou...-fala em um sussurro com um tom tão melancólico que me sinto extremamente desconfortável por estar ali-Nada mais justo do que aqui ser o lugar onde tudo vai acabar...

Ela anda em minha direção fazendo meus batimentos cardíacos  aumentarem e minhas bochechas queimarem de uma estranha forma. Queimação que apenas cresce ao eu sentir suas mãos no local, ela passa o indicador que marca horrorosa que tenho rosto com tanta doçura que faz algo quente crescer em meu peito. Seu cheiro peculiarmente viciante enche meus pulmões roubando minha respiração.

-A época em que eu fui mais feliz foi com você...-confessa deixando-me a beira de um ataque do coração. Há algo em seus olhos, um sentimento acredito eu, é tão intenso que parece marcar minha alma; um arrepio passa por todo o meu corpo com aquele olhar.

Uma palavra salta em minha mente entorpecida pela situação em que me encontro, sem nem mesmo que eu perceba ou a entenda.

Lua Escarlate.

Livro-me dessas coisas estranhas e que eu não entendo e abro a boca para falar algo e nos tirar daquela desconfortável situação. Entretanto os olhos de Erza brilham de uma maneira estranha, adquirindo um tom dourado puro, tão brilhante que prende minha total atenção. Sinto minha mente ficar lenta e apenas conseguir focar em seus olhos hipnotizantes, tudo ao meu redor fica totalmente silencioso quando ela começa a falar:

-Seu nome é Jellal Fernandes e você é um Lobisomem-sua voz entra em minha cabeça repetindo-se tanto que parecem ficar marcadas na mesma. Os olhos dourados magníficos que merecem toda a minha atenção, de repente, derramam grossas lágrimas e a voz continua de uma maneira vacilante e em um tom choroso-Você vai se esquecer do nome Erza Scarlet, vai se esquecer que ela é a sua esposa e vai se esquecer que a ama. Você não vai se lembrar de nada antes desse momento, nem sobre a Fairy Tail e nem sobre Ultear Milovich. Você é apenas um homem bom que segue seus princípios e que vai achar uma mulher que o mereça para formar a família que sempre quis.

 


Notas Finais


E ASSIM ACABAM OS CAPITULOS BONUS DO PASSADO DO JELLAL!!!
Antes esse cap tinha uns 20 k de palavras, mas tava muito chato procurar por informações nele, ai eu separei em 3 caps.
ENFIM, VAMOS DAR UMA RESUMIDA NESSES SERES QUE GOSTAM DE COMPLICAR AS NOSSAS VIDAS?
Jellal e a Erzinha se conheceram na Torre Celestial lá no México quando eram crianças, então chegou aquele cara espanhol que matou todo mundo e levou eles para serem "catequizados" pelo nosso amado Padre Zero/Brain, onde conheceram a vagabunda da Ultear(aparentemente abandonada pela mãe). Só que na vdd, esse Padre gostava de usar drogas(já viram os olhos dele? Todo o Arco da Orácion Seis no anime eu fico pensando se é maconha) e queria começar o Apocalipse(chamado de A Última Guerra) enfiando os espíritos dos Deuses Susanoo, Tsukuyomi e Amaterasu em Ultear, Jelly e Er-chan e deu certo e deu muito ruim. Pq ele deixou um Lobinho aki muito p da vida e nós já vimos o que acontece com as pessoas quando elas deixam um Lobinho p da vida(ss, isso foi uma referencia ao gostoso do Sting).
Ou seja, todo mundo morreu.
Então o nosso sobrancelhudo Vovô Rob achou eles e começou a educa-los para eles controlarem o seu lado negro da força.
Nesse meio tempo, os feelings do nosso Smurf preferido e da nossa lindinha Titânia estavam a toda prova- tanto que eles nem conseguiam ficar no mesmo comodo sem quererem se pegar loucamente-. Mas o famoso "pé falso" e o "não vou te deixar cair" fez esses pombinhos não aguentarem e se pegarem loucamente, sendo interrompidos pelo nosso Parasita.
A partir desse ponto, eles começam a se pegar as escondidas com medo do Parasita ficar magoada pq tem uma crush(NÃO RECÍPOCRA/ UNILATERAL/ DES-NE-CES-SÁ-RIA) pelo Papai Smurf.
Só que, o nosso Parasitinha tenta beijar o Jelly.
E nós Leitores sabemos que foi pra confirmar uma coisa.
E QUE COISA HEIN
Só que o Vovô Rob morre, o Parasita some e tudo começa a dar merda na vida de Jerza que tinha tudo para ser cheia de Purpurina.
Da ruim em todos os sentidos, Magia negra fortissíma. Macumba das grandes.
E uma Dark Guild descobre a nossa ruiva favorita torturando a coitada e deixando o Jelly p da vida.
PRA QUE DEIXAR OS LOBINHOS P DA VIDA?! O povinho suicida!
E adivinhem? DÁ RUIM DE NOVO!
Pq ele acaba quase matando a Erza.
Eu OUVI UM CHEGA MEUS IRMÃOS?
Pse, mas n tem limites para Jerza. Pq o azulzinho leva ela para a Porlyusica-san, vê a nossa Mira-chan criancinha linda e maravilhosa e larga a ruivinha lá depois da nossa Rugas-san prometer levar ela para a Fairy Tail.
Ai chegamos na parte mais revoltante. Porque Jellal Fernandes não pode ver um gatinho ser atropelado por um babaca e não sentir culpa.
82 anos que poderiam ser gastos com arco-íris e unicornios foram desperdiçados pela famosa CULPA. Só faltava ele dizer: Eu tenho uma noiva! Pra Er-chan quando eles se reencontram.
Mas eu n sou filha da puta a esse ponto gente.
Após o Laxus Modo EU QUERO SER O MESTRE A QUALQUER CUSTO! deixar ele p da vida e levar uma surra porque o Jelly é mais velho, e o irmão mais velho é mais forte que vc pq ele tem mais experiencia em fugir dos chinelos da sua mãe.
Agr começa a parte boa!
Pq nossa Erzinha é insistente! Ela quer pegar muito nosso Smurf. Então ela o faz ir para a Guilda.
Assim nasce o nosso gatão: Mystogan!
Um tempo se passa ainda naquela MERDA de "Eu não mereço ela" e um "Me Pega E Me Joga Na Parede Pelo Amor De Deus!" ate que a nossa misteriosa Missão Na Espanha junta eles de novo.
Jelly vira homem e pede a Er-chan em casamento
E ELES VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE!
SQN
Pq Jerza não pode ter um felizes para sempre. (Obrigado, Hiro!)
O Mestre pede pro nosso Smurf se infiltrar no Conselho pq acha q eles estão roubando a merenda da escola e ele n pode recusar, pq é a porra da merenda da escola!
Assim surge o nosso amado Siegrain.
E como a nossa Erzinha n quer ficar na seca, ela nem liga se dizem q ela chifra o marido dela com ele mesmo.
Ou seja, o Jelly é o Marido Gato E Corno e o Amante Gostoso Dentro Do Armário da Erza.
Q sortuda né!
Deu ate inveja.
Então eles salvam a Juvis queimando o porra toda e a Ultear ressurge das Trevas e sequestra os nossos Pombinhos.
Lá na sua mesa com cházinho(Eu amo essa cena!), ela revela seus planos malignos de usar as almas divinas deles para ressucitar o Zeref e dominar o mundo acabando com essa merda de raças sobrenaturais.
Ou seja, Todo mundo vai morrer.
Aí vem a parte da luta.
Sinceramente, eu me senti um pouco mal por fazer o Jellal parecer um pateta ao imitar a Bela Adormecida durante toda a ação. Mas vamos entender né! O Cara igualou a sua temperatura corporal igual a de um DRAGÃO para DERRETER AÇO(Rubenídio)!
Porra, se eu já tenho que me cuidar com os 39 Graus do Tocantins, imagina os mais de 1000 que ele teve que suportar?
Gente, é lógico que ele vai passar mal!
Ai ele acorda do seu sono de beleza para a Ultear controlar o safadinho e faze-lo virar um Lobinho P Da Vida, atacando a Er-chan.
Então, ACIDENTALMENTE, a nossa ruiva mata ele.
Mas TA TUDO BEM!
Pq em Fairy Tail ninguém morre!(traumatizei com a morte do Gajeel no mangá. Foi triste? Muito! Mas pqp! A despedida dele foi linda demais para ser jogada fora!)
A Ultear traz ele de volta e ele perde as memórias tendo as dores de cabeça que forçam a Erza a apagar as memórias dele pela segunda vez(coitado gente! Imagina a lavagem cerebral que ele sofreu?) e teve que largar ele pro mesmo n morrer de novo.
ENTÃO TEMOS UM TIME-SKIP DE 235 ANOS.
E CENTURIES COMEÇA!
EU OUVI UM ALELUIA MEUS IRMÃOS?
Enfim, eu acho que vou tentar dar uma diminuida no cap que era pra ser o 36 e vou terminar o que era pra ser o 37. Talvez eu consiga postar ele amanhã mesmo
Bjs e ate o próximo cap!


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