História Centuries - Capítulo 38


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Categorias Fairy Tail
Personagens Acnologia, Alzack, Angel, Aquarius, Aries, Azuma, Bacchus Groh, Bickslow, Bisca Connell, Cana Alberona, Câncer, Capricórnio, Carla (Charle), Chelia Blendy, Doranbolt, Droy, Elfman Strauss, Erik (Cobra), Erza Scarlet, Eve Tearm, Evergreen, Freed Justine, Frosch, Gajeel Redfox, Gemini, Gildartz, Grandine, Gray Fullbuster, Happy, Hibiki Lates, Ichiya Vandalay Kotobuki, Igneel, Ivan Dreyar, Jellal Fernandes, Jet, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Kinana, Laxus Dreyar, Lector, Levy McGarden, Libra, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Lyon Vastia, Macao Conbolt, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Meredy, Midnight, Millianna, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Nikora "Plue", Ophiuchus, Orga Nanagear, Pantherlily, Personagens Originais, Pisces, Ren Akatsuki, Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Rufus Lore, Scorpio, Silver Fullbuster, Skiadrum, Sting Eucliffe, Taurus, Ultear Milkovich, Ur, Virgo, Warren Rocko, Wendy Marvell, Zeref
Tags Gale, Gruvia, Jerza, Nalu
Visualizações 118
Palavras 11.139
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pse eu consegui dividir!
Tirei toda a parte da Erza do antigo e movi pra cá!
Então,a contagem regressiva acaba aki e eu vou botar o resto do antigo cap 36 no próximo!
Bjs

Capítulo 38 - Resistência Zero


Fanfic / Fanfiction Centuries - Capítulo 38 - Resistência Zero


-Vou suavizar o golpe
Suavizar o golpe e desistir
Eu via a surpresa
O olhar em seus olhos, eu desisti
Vou ser quem eu sou
Ser quem eu sou e desistir
Eu tentei de todo o jeito

         -Wait For Me, Kings Of Leon.

#Erza

Quarta-Feira, 19 de Abril de 2016

20h00min25s

Minha mão passa pela madeira do corredor trazendo um arrepio a minha espinha com a doce sensação de toca-la, respiro fundo o ar ainda um pouco velho por fazer centenas de anos que não é trocado, mas que as janelas  abertas logo vão resolver trazendo os nostálgicos cheiros das arvores da propriedade ao meu nariz.

"-Você sempre me disse que queria morar um sobrado em um lugar quieto, longe do mar e de toda aquela irritante multidão. Então, eu construí um pra nós dois ficarmos para sempre juntos..." A voz grave dele soa em minha mente neutralizando meus pensamentos com a memória de meu presente de aniversário em 1640 fazendo A emoção dentro de mim parece crescer a cada passo que eu dou em direção a minha sala-não... a nossa sala-.

Minha garganta arde quando a vontade de chorar me consume, posso sentir meus olhos arderem em resposta a aquele sentimento tão grande de, finalmente, estar de volta a minha casa, ao meu lar. Mordo os lábios ao ver como cada coisa parece do mesmo jeito de antes, Laxus cumpriu o que me prometeu quando eu lhe confessei que nunca mais seria capaz de pisar ali, assim como eu tenho certeza que Mira o ajudou a manter aquela casa pronta, limpa e organizada para o dia em que eu tomasse coragem e voltasse.

E pensar que esse dia chegaria tão rápido assim...

Chego ao meu destino observando cada detalhe, cada minimo detalhe. O sofá em frente a lareira, a poltrona virada para a janela, os quadros com os desenhos de paisagens, locais, pessoas todos feitos por ele com toda a sua perfeição demonstrada em cada traço. Sou incapaz de segurar as lágrimas neste momento, a saudade que eu tinha daquele lugar era tão grande; mesmo que eu não me atrevesse a entrar lá, com medo desta reação. Sinto meu pranto descer quase queimando o meu rosto, silencioso e doloroso, minha garganta parece pegar fogo-algo que apenas serve para piorar a minha situação-.

Seguro a garrafa de whisky em minha mão com mais força, pois elas começaram a tremer. Há tanto tempo que eu ignorava aquela maldita dor, que parecia que agora ela vinha com juros. Um sorriso amargo se abre em meu rosto enquanto as lágrimas pingavam de meu queixo caindo no chão.

Será que algum dia eu ainda poderei viver aqui com um sorriso no rosto?

Viro alguns goles da bebida sentindo aquela queimação ficar pior trazendo uma careta ao meu rosto.

Será que algum dia eu poderei ser feliz novamente?

Olho pela aquela sala, minimamente calculada por Jellal para ser perfeita rindo comigo mesma entre as lágrimas de seu perfeccionismo com as coisas e como ele ficava emburrado com a minha bagunça.

Ele nunca vai me perdoar quando souber o que eu fiz...

Minha risada morre quando minha mente sussurra a verdade em meus ouvidos. Jellal iria ficar furioso comigo por te-lo abandonado, mas eu sei que isso ele aceitaria; porque ele fez a mesma coisa comigo quando perdeu o controle de seu Lobo e me feriu seriamente, se culpando tanto que não aguentava ficar perto de mim.  Mas, quando ele descobrir que eu troquei a minha alma por sua vida...

Ando em direção da lareira e a ascendo tentando me livrar daqueles pensamentos, vivencio o seu calor me atingir fazendo algo dentro de mim se quebrar e me cortar profundamente; de uma maneira tão trágica que me faz ter a absoluta certeza que eu nunca mais vou conseguir me consertar. Parecia que havia uma faca com ácido em sua lâmina fincada em meu coração, destruindo-o toda a vez que ele tenta se curar.

Acredito que se eu não fosse imortal, teria morrido de tanta tristeza.

Sento na poltrona bebendo mais e tentando me livrar de toda aquela dor antes que ele chegue aqui, as probabilidades de eu jogar tudo para o alto e simplesmente sentir apenas mais uma vez a docemente quente e enlouquecida paixão que Jellal tinha ao me olhar, me tocar, me amar eram bem maiores em meus momentos de fraqueza.

Afinal, ninguém é de ferro.

E Ultear sempre esteve certa em uma coisa: o primeiro lugar para onde ele vai vir é aqui, na casa que ele construiu para nós dois no meio de um bosque longe do mar por causa de meu trauma com o mesmo. Meu coração dispara ao pensar que, após 235 anos eu finalmente verei o meu marido, o homem a quem prometi passar a eternidade ao seu lado e novamente aquele pensamento me afoga em sua tristeza:

Ele nunca ira aceitar o que eu fiz.

Não quando souber de toda a verdade sobre o que aconteceu naquela maldita Torre em 1781.

/////////

Não sei dizer quanto tempo passou ate eu ouvir os seus passos no bosque, mas pode ter certeza que foi o suficiente para eu quase acabar com aquela garrafa.

Fecho os olhos repetindo mentalmente para não desabar ao mesmo tempo em que limpo qualquer rastro de meu choro para tentar ao menos parecer o mais forte possível-pois minha grande vontade era mandar um foda-se para aquilo tudo-, para suportar cada palavra que eu sei que ele vai dizer... Perco o ar em meus pulmões apenas ao imaginar a sua fúria, e droga, porque isso tinha que estar acontecendo?!

Ah claro, porque eu me apaixonei pelo único cara que eu não devia me apaixonar!

A frustração diminui um pouco o medo que sinto de encarar as consequências de meus atos desesperados, por isso me agarro a ela com todas as forças, pensando em tudo o que já aconteceu até agora. Na forma patética que resgatei aquele garoto com aquela marca tão interessante no rosto, na forma injusta que saímos de uma prisão pra outra apenas para virarmos cobaias de experimentos e conhecermos aquela vadia, na forma frustante que se tornaram tão intensos os sentimentos tão bem escondidos por mim- tanto que eu não conseguia ficar no mesmo cômodo com ele sem pensar em mais de trezentas formas de agarra-lo-e tantas outras frustrações que vieram após isso.

Sera que é pedir demais desejar apenas um pouco de paz?

Meus pensamentos são interrompidos quando posso escutar o seu coração acelerado ao ele parar na porta sentindo o meu se igualar e a aquele calor invadir meu peito ao seu cheiro amadeirado que simplesmente eletrizava o ar por onde passava chegar ao meu nariz.

Qual é! Não é possível ele ter atravessado aquela trilha tão rápido!

Mordo o interior da bochecha quando a ansiedade corre por minha veias como um monstro que sussurra em meu ouvidos coisas que não desejo ouvir, verdades que não quero conhecer. Inspiro mais profundamente tentando acalmar aquela maldita sensação que me deixava de pernas bambas e o coração tão acelerado que eu poderia ter um ataque cardíaco a qualquer momento, não vou conseguir fazer o meu dever se estiver desequilibrada desta maneira, se Jellal por si só já acaba com as minhas estruturas; imagina se ele descobre que não possuo nada para que ele deva destruir? Que com apenas um olhar, aquele desgraçado me tem na palma da mão?

Porcaria de amor infinito!

A porta é aberta me fazendo desejar com todo o meu ser que eu tivesse bebido algo mais forte para aguentar essa porcaria. A cada passo que ele dá, é uma nova onda de nervosismo misturado com dor, frustração, saudade, alegria e mais um tornado de outras emoções confusas demais para eu me esforçar para entender.

Porque eu, Deus? O que eu fiz de tão ruim enquanto tava viva que me fez merecer uma punição dessas?!

Acho que fiz striptease na Santa Ceia, porque não é possível tamanha desgraça para uma pessoa só!

Sou capaz de sentir quando ele chega no mesmo cômodo em que estou. Todo o meu corpo se arrepia como se pressentisse a sua presença esmagadoramente sufocante, seu cheiro é como um tapa na cara; mesmo que eu tenha estado em tantas outras situações com mais contato físico com ele nesse último mês; ter a consciência de que aquele era- sem sombra de dúvidas-o meu Jellal... Ah Aquilo simplesmente acabava comigo. Engulo em seco quando meu coração rebelde ataca outra vez se livrando de todas as minhas tentativas de acalma-lo, delatando ainda mais o local onde estou, fazendo-me encolher na poltrona enquanto desejo desaparecer.

Seus olhos fuzilam o meu assento como um raio mortal, cheios de fúria que logo será voltada para a minha doce pessoa. Consigo sentir o turbilhão de sentimentos que ela demonstra apenas pelos batimentos enlouquecidos de seu coração e a forma que ele cerra os dentes-uma mania que tem quando está tentando se conter -, isso aumenta meu temor, mas; eu preciso atuar meu papel. É meu dever sobreviver a isso...

-Erza...-estremeço ao ouvir meu nome ser pronunciado daquela maneira por ele. Respiro fundo já imaginando as palavras seguintes, eu o conheço bem, sei tudo sobre ele e Jellal provou-me que não mudou nada durante todo esse tempo. Sinto uma fincada em meu esterno, como se meu corpo adivinhasse a próxima dor que eu teria de carregar-Como você pode fazer isso conosco?

Acho que palavras são mais destrutivas do que eu pensei...

Pego a garrafa com a forma que seu tom sai baixo e grave demonstrando o quão magoado e irritado ele estava com minhas ações, sinto aquela fincada mais forte torturando meu corpo como bem entende. Minha língua arde por ter que falar aquelas palavras, eu apenas queria levantar daquela cadeira e abraça-lo forte, estava com tantas saudades dele, de sua voz, de seus olhares, da forma que ele nunca conseguia esconder o que sentia... De seu corpo, seus beijos, suas piadas sem a mínima graça...

Mas eu não podia.

Susanoo foi claro. Apenas corpo ou alma, nunca os dois juntos.

-Fiz o que tinha que ser feito-murmuro as palavras com o tom mais frio que posso, e; mesmo que minha voz esteja assim, meu coração diz exatamente o oposto, nunca deixando seu ritmo rápido, nervoso por estar perto dele como sempre foi dizendo com todas as letras as palavras que eu tanto queria:Eu sinto a sua falta... Tomo um longo gole do líquido bronze sentindo minha garganta pegar fogo, minha cabeça ficou leve de repente, fazendo-me agradecer imensamente pelo álcool estar fazendo efeito. O líquido entorpeceu tanto meus nervos que eu sequer percebi o momento em que ele se aproximou de mim.

Arregalo os olhos quando o assento onde estou gira de repente me deixando frente a frente com meu marido. Posso sentir meu coração falhar uma batida antes de explodir com força ao encarar seus olhos verde-oliva tão perto, perco o ar quando seu calor-mesmo que ele esteja algumas dezenas de centímetros longe de mim- me atingir. Jellal segurava os braços da poltrona, deixando os seus próprios tão perto de meu corpo que eu sentia minha pele formigar ansiosa para sentir o seu toque novamente, seu rosto estava sério mesmo que ele esteja tão ofegante quanto eu, seu cheiro arrebatador fica mais intenso me obrigando a focar em nossa discussão para não perder a sanidade. Seu corpo estava um pouco curvado para baixo-em minha direção-o que apenas deixava seu olhar profundo mais intenso e a sua ira mais intimidadora.

Mordo o interior da bochecha me controlando para não desviar o olhar do seu e encarar a sua boca, a saudade e o amor que parecia não ter um fim queimavam meu coração enquanto eu observava seus olhos. Aquele tipo de olhar... Ele me matava.

Droga... Controle-se, Scarlet.

Reprimo um xingamento quando ele aproxima seu rosto do meu, obrigando-me a arquear o pescoço para encara-lo de frente, tento não ouvir a forma que seu coração esta tão enlouquecido quanto o meu ou a forma que ele parece forçar suas mãos a não sair dos braços da poltrona. Seguro a garrafa de whisky mais forte desejando novamente ter trazido algo mais forte, seus olhos parecem soltar faíscas de tanta fúria que demonstram, faço de tudo para não me encolher diante disso, para me mostrar forte, pensando em como aquela vagabunda deve estar se divertindo as minhas custas.

-Repita isso... Olhando nos meus olhos. Repita!-ele diz entre os dentes me arrepiando com a voz mais rouca que o normal, trazendo doces lembranças onde essa voz se encontrava sussurrando coisas em meu ouvido, desde juras de amor ate as palavras mais indecentes. Pisco um par de vezes para me livrar daquilo, para reprimir as memórias e a forma desesperada que meu subconsciente implorava para ele me puxar para um beijo, utilizo a raiva que tenho de minha infelicidade, de Ultear para dizer aquelas palavras que mais pareciam navalhas em minha garganta.

-Eu fiz o que tinha de fazer...-digo com o tom mais firme que tenho, mentindo a mim mesma para não desabar. A verdade era que eu podia ter resolvido as coisas de uma outra forma, podia ter simplesmente me afastado dele, deixado ele recomeçar na Guilda que passou a gostar tanto; mas eu não aguentaria, não queria ter que olhar para ele e ter a certeza de que nunca mais iria sentir seus beijos, seus abraços, seus sorrisos, seu amor... Eu não queria assistir ele seguindo com a sua vida sem mim, por isso o mandei para longe, o larguei naquele lugar e implorei para Igneel o ajudar. E meu ato egoísta trouxe todas essas consequências... Que agora eu tinha de encarar me fingindo de forte, sendo que já fazia séculos que eu era fraca-E pode ter certeza de que eu não me arrependo disso.

Mentirosa.

Ignoro minha mente levando mais álcool a minha boca, algo que eu teria conseguido se Jellal não tivesse tomado a garrafa de mim e jogado-a na lareira, fazendo o fogo aumentar e iluminar ainda mais o local trazendo sombras a seu rosto que quase me fizeram arrepender-me de ter falado aquilo. Rio sem humor algum olhando para onde foi a minha salvação de sobreviver a aquela "conversa" quando Jellal se afasta de mim como se tivesse levado um tiro, levando todo aquele calor que acalentava meu corpo para longe de mim, me fazendo sentir um vazio tão grande que finco minhas unhas na palma da mão para não puxa-lo de volta para perto de mim.

Corpo ou Alma.

Nunca mais os dois.

-O que aconteceu com você?-cada letra que ele disse parece ser um soco em meu coração, o tom desolado, incrédulo... Desgostoso traz uma tortura a meus nervos que fazem todos aqueles 235 anos parecem ser fichinha comparado a isso. Prendo a respiração sentir minha garganta arder, processo a sua fala vivenciado toda a minha dor triplicar de tamanho fazendo meus olhos arderem. Nunca uma simples frase me machucou tanto quanto agora...-Quem é você? Você não é minha esposa... Minha Erza nunca teria desistido, ela nunca teria me deixado...

Quem sou eu?

Quer mesmo saber quem sou eu?

Sinto uma fúria repentina chegar em meu corpo, queimando todas os pedaços quebrados de meu coração trazendo uma agonia nova para a minha coleção, levanto da poltrona sentindo meu sangue escorrer na palma das mãos de tão forte que fechar meus punhos. Olho para ele, odiando a forma como ele me tem, a forma como o poder dele é tão grande sobre mim que apenas palavras me fazem querer deitar na cama e não levantar mais.

-Ah, não, querido...-abro um sorriso irônico que mais parece ter sido esculpido por uma faca em meu rosto de tão dolorido que é-Eu sou o que sobrou dela, o que restou depois de levarem tudo o que ela tinha, depois de quebrarem seu coração da forma mais cruel possível. É isso o que eu sou!

Meu tom irônico parece tê-lo atingido com força, pois ele perde o ar de repente se segurando na estande de livros como se não aguentasse ficar em pé. Olho aquilo sentindo cada caco de meu quebrado coração ganhar vida própria e cortar ainda mais a minha carne, seus olhos opacos me observam cheios de dor, magoado com minhas ações, com minhas palavras. Mordo o lábio inferior me segurando para não correr em sua direção e conforta-lo como minha alma pedia para que fosse.

Meu papel era ganhar o máximo de tempo para termos uma mínima chance de vencer a guerra que estava por vir, eu não podia ser Erza Scarlet, a mulher que sonhava com o dia em que seu marido se lembrasse dela e os dois pudessem ficar juntos outra vez. Eu tinha de ser Titânia, a Classe-S que fará de tudo para proteger seus companheiros, mesmo que isso a destrua.

Penso nisso para tentar diminuir um pouco aquela dor terrível que eu sentia, tão agonizante que me faz acreditar na possibilidade de eu já estar morta durante todo esse tempo. Meus olhos ardem ao ver a dor que causei a ele, eu sinto um monstro se instalar em minha garganta queimando a mesma de uma maneira horrível, seguro o quanto eu posso as lágrimas; não posso desabar... Não posso.

Eu sinto a sua falta...

Fecho os olhos quando aquela frase surge em minha mente novamente. Eu não queria ver aquela imagem, não querendo ver como eu o havia ferido outra vez, eu só queria ficar com ele de novo, sentir ele de novo, nem se fosse só por uma noite. Entretanto memórias daquele trágico dia queimam minha retina fazendo um calafrio descer minha espinha expulsando todos os meus verdadeiros sentimentos para o fundo do poço e trazendo toda a minha dor de volta, mordo os lábios quando esses começam a tremer engolindo o choro que tanto quero derramar. A culpa que carrego durante todos esses anos parece pesar mais do que nunca, tanto que sinto minha respiração ficar mais  rápida com o esforço de me manter firme como venho fazendo durante 235 anos e eu posso sentir aquela dor em meu peito se tornar tão grande que nem mesmo consigo mais raciocinar.

-Eu não acredito em você-abro os olhos arregalando-os. Ele se aproxima de mim ofegante enquanto olha no fundo de meus olhos, sinto meu corpo tremer com a sua proximidade. Aquele calor volta a surgir em volta de mim, acalmando a minha dor, acalentando a minha alma da maneira que apenas ele consegue, olho em naquela imensidão verde me perdendo na forma que ele me decifra em segundos; em que vê a verdade através de todas as minhas mentiras, todos os segredos que venho mantido no fundo de meu coração. Jellal para quando esta a uma distância minimamente segura para nossa sanidade, a centímetros de mim, solto a respiração que nem mesmo notei ter prendido quando ele estreita o olhar-O que aconteceu depois que eu apaguei naquela noite? O que aconteceu de tão ruim que te transformou nisso?

Um choque percorre meu corpo quando ele faz a pergunta que mais temo, sinto o nervosismo me consumir novamente quando seu rosto fica mais desconfiado com a reação de meu corpo diante a essa pergunta. Engulo em seco quando ele se aproxima mais de mim, quase colando seu corpo no meu, desestabilizando minha mente de uma forma que eu quase abro a boca para contar tudo o que ele quer.

Sinto o seu cheiro me embriagar tomando conta de meus pulmões, a vontade de tocar em seu corpo faz minhas mãos formigarem principalmente ao lembrar por quanto tempo esperei sentir o seu toque outra vez. A sua pergunta ronda minha mente perdida trazendo uma minima parte de mim de volta a realidade em que nos encontramos, suspiro sentindo o cansaço me atingir ainda mais; eu não queria continuar mais com aquilo... Doía demais e eu estava a ponto de não suportar mais aquela dor.

Olho para seu rosto franzido incomodado pela minha demora, seus olhos profundos que deixavam a minha mente em branco, aquela marca peculiar no lado direito que tanto me fascinava. Não me contenho a passar o meu indicador por ela, sentindo uma corrente elétrica entorpecer os meus nervos ao entrar em contato com a sua pele macia; Jellal fecha os olhos suspirando profundamente com meu toque em seu rosto, ver como ele ainda aprecia isso causa uma emoção tão grande dentro de mim que sinto meus olhos se encheram de lágrimas.

-Eu perdi você...-sussurro a resposta com a voz embargada demonstrando todas as verdades que escondo nos lugares mais escuros, cansada de lutar contra aquilo, exausta de fingir, de ser forte. Ele estava ali, ao meu alcance... Quando chego em sua bochecha, acaricio a mesma com o polegar, sentindo aquele calor em meu peito amenizar toda aquela tortura. Entretanto, Jellal abre os olhos afastando a minha mão de seu rosto, terminando a trágica situação em que meu coração se encontra.

Claro... Ele não me quer mais por perto...

-Você me abandonou... -ele murmura em um tom ferido, baixo como se custasse a ele falar aquelas palavras. Sinto um soco acertar em cheio meu coração, mordo minha língua para impedir o grito de dor que meu corpo implora para sair. Pelo jeito, ainda não era sofrimento suficiente para eu passar, pois ele me lança um olhar de amargura com os olhos marejados os ombros caídos em sinal claro de derrota...-Não quis nem ao menos tentar resolver as coisas de outra maneira...

Ah sim, como se eu pudesse seguir minhas vontades...

Estalo a língua sentindo meu sangue ferver com a irritação presente naquele pensamento. Toda a angústia presente dentro de mim se mistura a aquela raiva se transformando em um sentimento tão ruim que nem mesmo consigo nomeá-lo, apenas sentir ele causar uma catástrofe por onde passar em meu interior. Olho para Jellal vendo o quanto ele me julga com aqueles olhos destrutivos e fico frustrada.

 Do que ele sabia afinal?

Não foi ele que teve de suportar ser tratada como uma estranha por quem lhe acompanhou durante grande parte de sua vida...

Não foi ele quem teve de assistir o homem que amava se sentir desconfortável perto de você...

E definitivamente, não foi ele quem teve de carregar o peso das ações mais dolorosas que já tomei em minha vida, mas que foram necessárias para o bem dele.

Será que Jellal ao menos fazia a mínima ideia de como machuca ser esquecida pelo amor de sua vida? Como se você fosse apenas algo sem importância?

-O que você queria que eu fizesse?! Você voltou a vida sem nenhuma memória, sequer se lembrava das pessoas que convivia, você se esqueceu de mim e quando chegava perto de algo que podia lhe fazer lembrar, você desmaiava e quase morria!-solto as palavras de minha boca sem nenhum filtro. A palavra "Basta!" dominava a minha mente, deixando-me incapaz de fazer algo para controlar todos os sentimentos que tentei esconder ao longo dos anos, a forma que aquele azulado me olhava, que me julgava, que me magoava... Fez com que não houvesse mais controle dentro de mim. Sinto meu interior em chamas pela raiva e ver a forma que ele fecha a cara demonstrando o mesmo sentimento me deixa ainda mais puta, levo as mãos ao rosto para tentar me conter; porém a sua próxima frase me tira do sério.

-Nós dois poderíamos ter encontrado outra maneira juntos!-Ele retruca meu pequeno discurso entre os dentes levando embora o resto da minha paciência.

Porque diabos você tem que ser tão teimoso?!

-NÃO HAVIA OUTRA MANEIRA!-elevo a voz retirando as mãos de meu rosto e o encarando com todo aquele horrível sentimento que me afogava em angústia. Jellal pisca um par de vezes estupefato com meu descontrole, sendo que eu sempre mantinha-o escondido dentro de mim, calma era o segredo de se conseguir sobreviver a vida de Vampiro e ver como eu não a tinha neste momento o faz se espantar. Sinto minha tristeza aumentar sem proporções, englobando minha fúria e trazendo novamente lágrimas aos meus olhos, respiro fundo para não derrama-las e perder de vez os trilhos do trem em que seguíamos naquela discussão; não precisava de outro motivo para virar piada para Ultear, minha patética e fracassada tentativa de me fingir inabalável a Jellal já era o suficiente. Aquele monstro volta a minha garganta deixando minha voz frágil, baixa, mostrando a quem quisesse como eu me sentia mal por dizer as próximas palavras-Era aquilo ou eu ignorar você, me afastar e morrer toda a vez que o visse, torcendo para que você não tivesse outro ataque quando por acidente nos encontrássemos. E isso eu não iria aguentar... Não iria...

Posso ouvir um som sair do fundo de dua garganta- com toda a certeza vindo de seu Lobo temperamental -, não ouso olhar para seu rosto, o som de sua mandíbula se tensionado já é mais do que suficiente para eu saber que ele também já não tem nenhuma paciência para essa merda. Porém, saber disso não é suficiente para me preparar para a sua próxima ação.

Arregalo os olhos quando mãos grandes e quentes seguram meus braços, queimando minha pele ao toque pelo seu calor. Prendo a respiração sentindo um choque disparar pelo local onde ele encosta em minha pele formigando o caminho por onde passa, deixando claro o seu poder sobre mim... mais uma vez, como se não pudesse ficar pior; Jellal me puxa para si fazendo-me bater em seu peitoral definido e sentir a forma descontrolada que seu coração bate junto do meu. Engulo em seco quando sinto seu corpo quente praticamente colado no meu, seus olhos estavam mirando para baixo-em minha direção- e as mechas azuis quase em cima dos mesmo apenas o deixava mais intenso e...sensual. Estremeço tentando não me perder em seus olhos e focar em como eles soltavam faíscas de fúria, mas isso estava sendo um pouco difícil, ainda mais ao sentir seus músculos se retesarem por estarem em contato comigo, fazendo-me perguntar se-de repente- aquela sala não estava mais quente que o normal.

-E ME DEIXAR ERA SUPORTÁVEL?!-solto a respiração presa quando ele grita irado em meu rosto, deixando todo o seu descontrole solto na forma com que seus olhos ficam prateados e eu sinta suas mãos ficarem ainda mais quentes no aperto firme que ele me deixa colada a seu corpo. Fecho a cara voltando a me irritar com a forma desgraçada que seu tom exaltado arrepiou cada centímetro de meu corpo, sua frase ecoa em minha mente como gasolina para minha raiva com a situação me fazendo socar aquele peito irritantemente delicioso pouco me importando com o que eu vou dizer.

Seu idiota gostoso!

-ACHA QUE FOI FÁCIL?!COMO ACHA QUE EU ME SENTI DURANTE TODO ESSE TEMPO?!-grito também finalmente sentindo aquele terrível peso que carrego a tanto tempo ficar mais leve. Jellal arregala os olhos prendendo a respiração como se levasse um choque, mas eu não me importo nem um pouco com isso; eu não queria mais guardar aquilo comigo.

"Já fui forte durante 235 anos, eu cansei. Chega! Não to nem ai para as consequências que virão com isso. Só quero que a dor pare! Só isso... "Com esses pensamentos em minha mente continuo a falar fora demais de mim mesma para tentar me encontrar.

-Sabendo que nunca mais veria o amor da minha vida, sabendo que ele sequer sabia meu nome, sabendo que ele iria encontrar outras mulheres  e eu nem poderia lutar contra isso porque se eu chegasse perto dele, ele poderia morrer! Tem ideia de quantas vezes eu pensei em simplesmente deixar de viver?! Em desistir de tudo?! Acha que é fácil conviver com a culpa do único homem capaz de conquistar meu coração ter morrido pelas minhas mãos e quando consegui convencer a vagabunda que me odeia a traze-lo de volta, ele se esquece de tudo o que vivemos e sente dor ao ficar perto de mim?-sequer percebo quando as lágrimas escorrem por meu rosto enquanto falo tudo. Soltar aquelas palavras fazem  alívio inundar o meu interior, passei tantos anos fingindo que estava bem que eu nem mesmo me lembrava da sensação de ser eu mesma. Ignoro o olhar de surpresa nos olhos de Jellal apenas deixando aquele mar de tristeza, que tanto tentou me afogar durante esses anos, ir embora na forma de lágrimas quentes, que descem queimando meu rosto. Estou tão abalada, tão transtornada que só vou me lembrar de nossa situação quando aqueles braços fortes rodeiam minha cintura me puxando para perto, me fazendo sentir seu coração descompassado, esmagando-me contra seu peito firme e quente. Sinto aquele calor surgir arrepiando meu corpo e substituindo o vazio de minha angústia.

-Eu sinto muito-perco o ar com seu sussurro logo acima de minha cabeça. Minhas mãos tremem em seu peito me fazendo agarrar a sua blusa enquanto afundo o rosto em seu peito, agora que comecei; parece que minhas lágrimas não vão ter fim. Choro em seu abraço deixando toda a minha angústia, toda aquela dor, toda a tristeza, todos os terríveis sentimentos que destruíram meu coração irem embora, sou capaz de sentir quando ele coloca seu queixo em minha cabeça arrastando uma de suas mãos por minhas costas chegando até meus cabelos, estremeço deixando escapar um soluço quando ele penteia os fios vermelhos- não... Escarlates- com os dedos. Seu calor, suas palavras de desculpas e seu coração batendo forte apenas por me ter ali, aquilo faz com que as lágrimas parem de descer por meu rosto após um tempo me livrando daquele mar de angústia; seu cheiro me envolve tão bem que me faz esquecer de todo o resto do mundo, respiro mais fundo tentando trazer mais daquele aroma para meus pulmões entretanto ele apenas me faz suspirar, perdendo ainda mais ar.

Jellal me abraça tão apertado, tão forte, tão... Quente que junta todos os pedaços quebrados de meu coração novamente.

Molho os lábios ainda com minha testa encostada em seu peitoral, com meu rosto quente por aquelas emoções tão fortes, minhas mãos param de tremer me fazendo apenas deixa-las espalmadas lá, sentindo seus músculos estremecer em com meu toque trazendo aquela sensação gritante para meu interior.

-Me Descul-antes mesmo que eu possa falar, ele me aperta mais forte fazendo meu seios se espremer em contra seu corpo, trazendo uma nova onda de sensações ao meu. Ele corta minha fala dizendo palavras que me fizeram estremecer:

-Shhh... Eu não quero que se desculpe- murmura com a voz grave, calma... Envolvente. Mordo os lábios sentindo aqueles dedos passarem com extremo cuidado em meu cabelo, como se ele fosse um tesouro; pensar sobre isso traz memórias sobre como deixei de ser apenas Erza para me tornar Erza Scarlet. Meu coração está batendo forte e rápido como sempre, nervoso e pronto para contar ao azulado o que eu sinto, posso vivenciar quando a sua outra mão sobe por minhas costas largando um rastro de fogo em minha pele. Ela se junta a que adora meu cabelos e ambas vão para meu rosto.

Jellal me afasta um pouco de seu peito me fazendo olha-lo nos olhos. Suspiro profundamente quando encontro aqueles brilhantes orbes verdes, ele me encarava de uma maneira tão intensa, eu me sentia nua perante a aquele olhar, a aqueles olhos. Suas mãos acariciam meu rosto fazendo um choque percorrer todo o meu corpo quase me fazendo derreter quando novamente aquele calor toma conta de mim.

-Me prometa nunca mais me deixar e eu prometo que nunca mais vou te fazer chorar- diz juntando nossas testas, deixando minhas pernas tão moles como gelatina e se ele não estivesse me segurando tão firme, eu com toda a certeza já teria caído no chão. Sinto a sua respiração bater em meu rosto, dificultando a saída da minha, sentir aquelas mãos em minha cintura, aqueles braços definidos na medida certa para me enlouquecer... Vejo seu olhar escurecer enquanto eu o deixo entrar, sem fugas, sem fingimentos, sem mentiras; apenas eu e ele.

Vivencio quando seu peito oscila sob minhas mãos, o coração aos saltos na mesma frequência que o meu, passo minhas mãos pelo local sentindo algo em mim tremer quando ele arfa com o meu toque. Meus lábios formigam quando os dele roçam nos mesmos fazendo uma corrente elétrica correr junto do meu sangue, queimando meu corpo da maneira que somente esse azulado consegue.

Os olhos dele se cerram um pouco, não naquele prateado característico de seu Lobo, mas sim no verde-oliva do Jellal, apenas dele. Assisto quando tal cor se transforma em um verde denso enquanto ele deixava eu ver  tudo o que se passava em sua mente: o quanto ele me amava, o quanto ele sentiu a minha falta, o quanto eu o deixava sem chão, o quanto ele precisava que eu prometesse aquilo. A saudade que eu senti dele, daquele olhar, daquele abraço... Salta na minha mente aumentando a necessidade cada vez maior de senti-lo parra eu ter a certeza de que aquilo era real, ele era real e não apenas mais um delírio de minha mente. Arrasto minhas mãos por seus ombros largos sentindo arrepios em minha pele quando sinto a pele quase fervente abaixo da blusa fina demais para minha sanidade, vejo seus olhos se fecharem enquanto ele suspira levando-me a ter a mesma ação.

-Eu prometo-sussurro beirando os seus lábios pouco me importando com o mundo fora daquela casa, ou o que iria acontecer se eu fizesse exatamente o que queria. Que o mundo se explodisse... Eu merecia, eu precisava amar e ser amada de novo por aquele homem.

Jellal provavelmente deve ter pensado o mesmo, pois ele toma os meus lábios em um beijo profundo. Arquejo quando sinto sua língua encontrar a minha enlaçando o seu pescoço me perdendo naquele calor que inundava o meu tórax, sua boca se movia contra a minha em um quase desespero nublando a minha mente com o seu gosto fresco. Ele me beijava tão intensamente- como se quisesse deixar claro o quanto me adorava-e isso me fazia pensar que definitivamente a temperatura daquele cômodo estava alta, muito alta. Suas mãos- que seguravam o meu rosto com firmeza-se movem: uma foi para o meu quadril e a outra em meus cabelos. Sinto seus dedos agarrarem os fios escarlates deixando aquele beijo um tanto quanto selvagem, arranho sua nuca tremendo levemente quando sinto seus músculos esquentarem colados ao meu corpo trazendo um incêndio para o meu; ainda que ele continue frio como uma morta deve ser.

Caramba... Como eu senti falta desse homem.

O ar começa a faltar me fazendo odiar o oxigênio, pois o mesmo nos força a parar aquele beijo. Não ouso separar o meu rosto do dele, mantendo-os tão perto que nossos lábios ainda roçam um no outro, deixando os meus quase fervendo tanto pelo beijo quanto por ainda estar próximos dos seus. Minha respiração ofegante é compartilhada com a sua, tornando quase impossível para eu normalizar a mesma; sinto o seu tórax se mexer contra o meu por causa da dificuldade de respirar fazendo o meu corpo queimar quando esse parece colar ainda mais contra o mim. Posso sentir os batimentos enlouquecidos de seu coração e saber que eles são apenas para mim faz com que fogos de artifício explodam dentro de meu coração, é nesse momento que não aguento não abrir os olhos.

E a primeira visão que tenho parece levar todo o ar que fui capaz de recuperar. A lareira ainda estava acesa trazendo uma luz alaranjada ao local, observo a forma que essa luz se adapta tão... Bem ao rosto dele, parecendo quase que transforma-lo em um maldito Deus de tanto exaltar a beleza dele. Se minha razão ainda não estivesse perdida, foi nesse momento em que eu a demiti. Parecendo adivinhar que eu o admiro, ele abre os olhos me fazendo me perder neles.

Como era possível Jellal ser tão... ?

Antes mesmo que eu possa completar meu pensamento, sinto sua mão soltar meus cabelos descendo por minhas costas lentamente arrepiando ate a minha alma com esse toque que- por mais sutil que fosse- me fazia estremecer, fecho novamente os olhos reprimindo um gemido enquanto vivencio seus dedos se arrastarem puxando um pouco meu vestido no processo, o caminho que ele traça parece enviar todo o calor que sua raça naturalmente tem para cada canto de meu corpo, principalmente, o meu quadril. Posso sentir os seus olhos assistirem tudo o que ele faz comigo, o quanto ele é capaz de me dominar com um simples toque; isso apenas aumenta meu desejo de simplesmente ataca-lo e beijar cada centímetro daquele tanquinho invejável para qualquer outro homem. O caminho lento e torturante daquela maldita mão quase me faz ordenar que ele vá mais rápido; mas aquele azulado filho de uma boa mãe parece saber o que se passa em minha mente, pois ele me puxa ainda mais contra aquele peitoral me fazendo morder o lábio inferior quando meus seios parecem ser esmagados por ele.

Eu tinha esquecido como ele ama me dominar.

Sinto-o arfar em meu rosto apenas deixando mais deliciosamente pior a quela tortura, a sua mão finalmente chega em meu quadril, porém ele não para por ai, Jellal  continua a descer por meu corpo usando; agora; as duas mãos. Não contenho meu arquejar, ter ele me tocando após tantos anos me deixava em êxtase; posso ter quase arrancado as suas roupas em muitas situações enquanto ele ainda não se lembrava de nosso passado e isso- por mais que me enlouquecesse- não era mesma coisa do que antes, absolutamente nada era tão... Excitante do que ter meu marido ali tocando meu corpo. Sinto suas mãos chegarem em minha bunda e eu não consigo me controlar quando ele a aperta, beijo-o novamente colocando tudo o que ele me faz sentir na forma que invado a sua boca.

Seu peito treme em um som que faz minha boca vibrar, ele me puxa para cima me fazendo enroscar as pernas em sua cintura suspirando extasiada ao sentir um volume em sua calça. Agarro aqueles fios azuis bagunçando-os ainda mais enquanto sinto as coisas começarem a arder lá embaixo, a maneira como ele retribui o meu beijo faz minhas pernas tremerem ao seu redor. Se Jellal queria me deixar mais louca ainda, ele estava no caminho certo, pois sinto meu corpo cada vez mais quente, tanto que chego a suar.

 Ele começa a andar deixando a nossa sala enquanto morde meu lábio inferior tão malditamente sexy que finco minhas unhas em seus ombros para aguentar o choque violento que atingiu minha espinha me fazendo gemer baixinho em sua boca, excitada demais para me importar com qualquer outra coisa. Sinto-o me beijar sem o menor pudor após isso, quase violento, arrancando de mim outro som ainda mais alto que o anterior, minha intimidade parece queimar com isso e vivenciar aquele volume aumentar abaixo de mim, quase me perfurando se não fosse pelas roupas em nossos corpos, serve apenas para me deixar mais louca.

Não preciso ser um gênio para saber exatamente aonde ele esta me levando.

Ele sobe as escadas largando a minha boca para seguir ao meu pescoço, arfo completamente sem ar ao sentir os lábios quentes por me beijar encostarem em minha pele. O arrepio que percorreu o meu corpo com isso foi tão prazeroso que me fez querer que ele me fizesse sua ali mesmo naquelas escadas, mas Jellal era um romântico por natureza, muitas vezes usando isso ate mesmo no sexo- o que simplesmente me enlouquecia de uma forma que eu não sei explicar se era de raiva ou luxúria, provavelmente eram os dois.

Mas não é como se eu não conseguisse fazer com que ele deixe isso de lado.

Sorrio descendo as mãos para aquele peitoral malhado na mesma lentidão que ele usou para me torturar antes, o azulado estava usando uma camisa de botões que trazia memórias quentes de outras épocas em que eu já arranquei tantas camisas igual a aquela de seu corpo. Sinto sua respiração ofegante pesar ainda mais em meu pescoço, aumento o sorriso em meu rosto com isso mesmo que aquela boca esteja deixando minha calcinha cada vez mais úmida; um ideia perversa passa por minha mente ao notar isso. Abro o primeiro botão arranhando levemente o local e logo depois seguindo para o próximo, Jellal para de subir as escadas apertando ainda mais meus glúteos, respiro mais fundo com isso tentando não perde a cabeça de vez e continuo o meu caminho quando chego bem no último botão, local exato onde ele me mantinha presa em seu tronco. Mas isso não me impede de terminar a minha brincadeira.

Enfio os dedos entre nós dois me tocando "acidentalmente" no processo, gemo um tanto alto sentindo um pulso queimar minhas entranhas de prazer, abro o maldito botão sentindo minha intimidade latejar quando sinto seu abdômen definido contra a minha calcinha deixando-o sentir na pele o quão molhada eu estou. Ouço-o vagamente prender a respiração quando, de repente, tudo ao meu redor gira e minhas costas se chocam violentamente na parede, Jellal largou o meu pescoço soltando as mãos de minha bunda, me fazendo descer um pouco para baixo antes de ser presa novamente. Estremeço quando sinto seu membro rígido agora prensando minha intimidade, mas antes que eu possa expressar a forma que isso fez minhas terminações nervosas gritarem, suas mãos pegam as minhas e as colocam acima de minha cabeça me deixando vulnerável a ele.

Ahh Olá, querido!

Olho para o seu rosto vendo seus olhos me devorarem, tão escuros que me hipnotizam na mesma hora. Seu rosto esta vermelho e seus lábios um pouco inchados, um completo reflexo do meu próprio estado; ele desce os olhos por meu peito ofegante, grunhindo ao ver como isso evidencia meus seios fartos. O som ronda minha mente fazendo minha amiga lá embaixo latejar com força, seus olhos descem por meu tronco com uma fome que faz meu coração saltar. Ele larga meus pulsos levando as mãos as minhas coxas onde meu vestido esta um pouco levantado pela posição excitante que nos encontramos, mantenho os braços para cima deixando mais do que óbvio que quero que ele termine de erguer a roupa. Ele solta um sorriso malicioso com isso voltando a olhar em meu rosto, sinto meu interior pegar fogo com o olhar safado que ele me manda antes de começar a seguir a minha vontade, arrastando os dedos por minhas pernas novamente naquele ritmo lento que me tortura.

Maldito...

Fecho os olhos mordendo a língua para evitar gemer com aqueles dedos arranhando levemente minha pele subindo o tecido por minhas coxas, seguindo para o meu quadril, pegando as laterais da minha calcinha e a fazendo estalar contra a minha pele. Cerro os meus punhos contra a parede sentindo o choque do estalo transformar aquele latejar em um formigamento intenso em minha intimidade, ele ergue a barra ate a minha barriga nunca deixando de ver minhas expressões, me deixando a ponto de gemer apenas com o olhar intenso em meu rosto contraído de prazer. Ele finalmente passa a roupa pela minha cabeça fazendo meus cabelos escarlates subirem junto logo caindo sobre minhas costas e-agora- meus seios presos pelo sutiã, adornando o local.

Abro os olhos tendo como primeira visão a sua boca entreaberta em um quase espanto me deixando levemente confusa ate eu me lembrar de um pequeno detalhe:

Minha única langerie limpa era uma preta transparente na parte de baixo e com uma renda um tanto sexy demais no sutiã tomara-que-caia.

Sinto meu rosto esquentar um pouco constrangida por estar usando aquilo justamente quando mando todo o mundo se lascar e começo a agarrar o meu marido, mas não posso deixar de gostar de como eu o deixei sem reação com isso. Retiro minhas mãos lá em cima indo para seus ombros. Não era justo apenas eu estar sem minhas roupas. Pen sando nisso, passo as mãos por sua pele febril o fazendo acordar do transe que entrou. Jellal larga o meu vestido me permitindo jogar fora a sua camisa, passo minhas mãos por aqueles braços cheios de músculos amando a forma que eles se retesam com o meu toque. Vejo o seu olhar se concentrar de repente em meus seios brilhando subitamente em um sentimento que traz uma sensação diferente ao Inferno que ele iniciou em meu interior, sei para onde ele olha e não posso evitar de olhar em seu peito também.

Aquela sensação aumenta sem proporções quando vejo a tatuagem que faz Jellal ser meu por toda a eternidade. Levo minha mão ate o local ainda não conseguindo processar como o pensamento de apaga-la nunca se passou por sua mente enquanto ele não se lembrava de nada- mesmo que fosse impossível-, ter uma estranha tatuagem em uma língua desconhecida que você não sabe de onde veio ou porque a fez já devia ser motivos o suficiente para retira-la de lá. Meus olhos também seguem para a  cicatriz bem no meio de seu tronco sentindo aquela culpa querer novamente tomar contar de mim ao me lembrar que o autor daquela marca era eu. Sua mão aperta a minha contra seu peito, me fazendo sentir a forma descontrolada que seu coração de joga contra ela; desviando a minha atenção de qualquer outra coisa ao ele deixar claro para mim a resposta para as minhas dúvidas anteriores sem que ele diga qualquer palavra.

Ele sabia que ela era importante, mesmo que a tenha esquecido.

Sorrio sentindo aquele calor inundar meu coração, trazendo um felicidade que a séculos eu não sentia. Beijo aquele azulado novamente,  não algo desesperado igual ao último que trocamos, mas sim um mais lento; permitindo a ele saber o quanto aquilo me fez sentir bem. Jellal volta a segurar-me por minha bunda terminando de subir as escadas enquanto retribui meu beijo de uma forma doce, tão doce que me faz derreter, levando- outra vez- o meu folego ao eu sentir aquele tanquinho contra minha pele seminua.

Não conseguimos manter aquilo na doçura por muito tempo, eu estava excitada demais para isso e, aparentemente, ele também porque assim que abre a porta do nosso quarto, ele me joga contra a mesma esmagando-me de uma maneira deliciosa entorpecendo meus sentidos a qualquer coisa que não seja seu cheiro, seu gosto, seu toque e seus sons de satisfação quando minhas mãos arranham suas costas. Aquele beijo agora era bruto, nossas línguas batalhavam em uma guerra tão estimulante que sinto meus nervos vibrarem junto de minha calcinha, sinto seus dedos brincarem perversamente com as laterais da parte de baixo de minha langerie, quase me deixando sem chão com a sensação absolutamente maluca que passa por cada vaso sanguíneo de meu corpo; fazendo-me pensar que aquele quarto era o próprio Inferno de tão quente.

Sinto o seu tronco fervente tremer quando seguro os fios de cabelos úmidos de suor em sua nuca, descontando um pouco a maneira insana que ele me deixa com aquela boca absurdamente deliciosa. Mas como sempre, o ar é nosso inimigo, nos fazendo largar a boca um do outro e procurar outra coisa para a diversão. Jellal vai novamente para o meu pescoço, sabendo perfeitamente o quanto eu fico fraca com as suas mordidas molhadas no local enquanto eu me preocupo em dar a devida atenção a aquele físico de matar.

Acaricio cada gomo do seu tanquinho, amando a forma que ele se contrair com um mínimo toque meu ao mesmo tempo em que tento não fechar os olhos ou suspirar muito alto com aqueles beijos quentes ate demais para eu conseguir suportar. Sentir seus lábios marcar a minha pele exatamente como dele outra vez era quase um sonho- pra lá de erótico-, minha intimidade latejava com mais e mais força enviando arrepios seguidos de choques por minhas espinha que pareciam se espalhar por todo o meu corpo, e ele não colaborava em nada comigo, pois eu sentia aquele volume enorme ficar mais e mais duro, pulsando em promessas ensandecidas de me fazer esquecer como se anda amanhã.

Como se não pudesse ficar pior, eu sinto uma pressão febril em meu pescoço me fazendo liberar um gemido longo enquanto sinto  minha cabeça girar com o chupão que ele acabou de dar em minha pele; arranho seu abdômen segurando com força o seu cinto ao puxa-lo mais contra mim causando um atrito prazeroso entre nossos sexos. Jellal- finalmente- geme para mim em um tom rouco que arrepia cada canto da minha alma.

"Meu Deus... Como eu senti falta desse tom!" Penso tentando respirar e arfar ao mesmo tempo, eu me sentia quente; como se ele tivesse me passado todo o calor de sua pele para a minha, as coisas lá em baixo chegavam a arder de tanta tesão que Jellal conseguia me fazer sentir; eu estava no meu limite e, pela forma que suas mãos ficaram mais agressivas em minhas pernas e a maneira intensa que aquela parte tão dura de seu corpo pulsava contra minha calcinha encharcada, eu tinha a certeza que ele também estava. Como se lesse a minha mente, o azulado me descola da parede me levando a comoda no canto do quarto derrubando com brutalidade tudo o que tem ali apenas para me sentar no local.

Sinto seus dedos em minhas costas, em busca do fecho do sutiã, encontrando-o rapidamente e o abrindo com maestria. Cerro os olhos notando que ele- na verdade eu- apenas havia tirado aquela camisa desde que começamos aquela loucura e, antes que ele possa  arrancar o mesmo de mim, eu o seguro contra os meus seios quase o deixando cair por conta de minha respiração rápida e ofegante. Ele me olha confuso naqueles olhos densos e escuros pela luxúria do momento, balanço o meu indicador  fazendo um "não" mesmo que a simples ideia dele tocar em meus seios faça com que todo o meu corpo arda em conjunto de meu sexo. Desço os olhos analisando com vontade cada parte daquele peitoral, a pele levemente avermelhada deixava claro o estado febril em que ele se encontrava e ver como ele estava sem ar assim como eu por conta da situação em que nos encontrávamos me faz morder o lábio inferior para não desistir daquela ideia, sinto um arrepio trazer uma onda entorpecente ao meu corpo quando vejo o volume nem um pouco discreto entre suas pernas.

Vejo-o arquear a sobrancelha quando entende minha intenções balançando negativamente a cabeça enquanto sorria, provavelmente se lembrando de como eu odiava ser contrariada; eu era um pouco mandona e Jellal era um completo teimoso causando uma guerra entre nós quando um dos dois começava algo. Feito para confirmar meus pensamentos, o Fernandes não segue meus desejos de deixa-lo nu primeiro, ao invés disso ele me puxa para a beirada da comoda, mais próxima de seu corpo fervente enquanto beira o seu rosto ao meu com um olhar desafiador que me faz ter vontade de esfregar minhas coxas para aliviar um pouco aquele latejar quase insuportável, porém eu me seguro não querendo dar esse gostinho a ele- mesmo que meu coração eufórico deixe claro a forma que me sinto-; sinto sua respiração pesada se juntar a minha me fazendo quase experimentar o gosto de sua boca outra vez por meio da minha; aberta para tentar recuperar o ar inutilmente; apenas pelas lufadas de sua busca por oxigênio em meu rosto.

Olho a forma súbita que o verde se transforma em prateado ao ele ter a visão de meus cabelos bagunçados por suas mãos, meu rosto corado por estar ofegante e com um calor dos infernos por causa de meu desejo, e; principalmente; meus lábios inchados e quase tão vermelhos quanto meus cabelos pela selvageria de seus beijos. Aproveito para analisa-lo/devora-lo também, as mechas azuis quase em seus olhos apenas deixavam seu olhar mais profundo do que já era e aquela marca vermelha em seu rosto parecia servir apenas para deixar meu marido mais sexy do que ele já era, seu rosto também estava um pouco vermelho deixando-o adorável e aqueles lábios tão perto dos meus deixavam estes ardidos de vontade de me afogar novamente neles.

 Porém, de repente aquele rosto afrodisíaco começa a descer, fazendo meus olhos ficarem do dobro de seu tamanho normal quando vejo para onde ele esta descendo.

Ah não! Isso não!

Meu coração esta tão rápido que penso que vou ter um ataque cardíaco quando ele começa a arrastar a boca por minha barriga logo abaixo de onde seguro o sutiã solto contra os meus seios, confirmando minhas suspeitas da maneira mais deliciosamente torturante possível. Mesmo que eu ame quando ele faz isso, Jellal é simplesmente um Deus quando se trata de oral- não estou brincando! Ele já foi capaz de me fazer ter um orgasmo em menos de cinco minutos! CINCO!- ou seja, eu sei e ele também sabe que eu fico louca quando ele resolve fazer isso. Começo a rezar mentalmente pedindo forças para não perder a cabeça quando sinto sua boca se aproximar cada vez mais de minha intimidade, o que a faz arder ainda mais em resposta enviando choques prazerosos por todas as minhas terminações nervosas, uma euforia cresce em meu interior prevendo o que vai acontecer quando ele chegar lá; mas, mesmo sabendo o que vai ocorrer, não sou capaz de me preparar para aquilo

Incapaz de olhar para outro lugar, vejo Jellal retirar a minha calcinha completamente encharcada com os dentes descendo-a lentamente por minhas coxas enquanto me olha sacana ao me pegar observa-lo hipnotizada pela visão. Se eu ainda tinha ar em meus pulmões, esse foi embora quando arfo com a imagem sensual demais para eu sequer conseguir pensar; meu corpo começa a tremer levemente por eu me encontrar transtornada de tão excitada que eu fiquei com aquela brincadeira, meus olhos queimam mudando para o vermelho característico dos Vampiros, mas isso não é nada comparado a maneira que cada pedaço de mim arde pelo Inferno em minhas veias.

O azulado usa as mãos quando ultrapassa os meus joelhos, aproveitando para retirar as sandálias desnecessárias de meus pés. Porém, ao invés de joga-la para trás e continuar o seu trabalho, ele a leva para o rosto cheirando-a e vendo o quão molhada ela estava. Mordo o lábio outra vez me contendo para não agarra-lo de uma vez e acabar com aquela palhaçada quando ele faz isso enquanto mantem uma satisfação estampada em sua face por averiguar o quanto ele me dominava, Jellal me olha sorrindo de lado ao meu ver descontar minha frustração em meu lábio trazendo ainda mais desordem ao meu interior. E então ele se aproxima de minhas coxas novamente, ajoelhado no chão apenas para me dar prazer.

Que Kami-sama me ajude...

Penso fechando os olhos quando ele beija a parte interna de uma de minhas coxas enviando um pulso tão forte, tão delicioso que tenho de segurar na prateleira acima da comoda para suporta-lo. Sinto sua respiração bater em minha intimidade exposta tendo que me controlar para não fechar as pernas e prende-lo ali, um arrepio queima meu corpo e aquela euforia parece chegar em seu maior ponto quase me fazendo entrar em combustão.

Não estou nem um por cento preparada quando sua boca encontra meu sexo úmido e quente.

Cerro os dentes abafando o gemido escandaloso que tanto queria sair, se antes eu estava no Inferno, agora eu havia me fundido as chamas; minhas mãos se fecham com força contra os locais onde elas agarram buscando aguentar a onda insana que fez todos os meus nervos vibrarem prazerosamente, meus olhos queimam outra vez mudando para o dourado por conta daquela sensação intensa demais para apenas meu lado Vampiro me ajudar a suportar. Seus lábios prendem meu clitóris entre eles em um beijo enquanto eles arrasta levemente os dentes pelo mesmo me fazendo desistir de reprimir o próximo som de satisfação que quis sair de minha garganta, outro choque me ataca me fazendo arquear as costas em resposta, ele enfia a língua gemendo rouco quando eu a aperto dentro de mim trazendo pulsos cada vez mais fortes a minha intimidade. Ouço aquele som sentindo minhas entranhas se contorcerem quando ele começa a mover sua língua ao mesmo tempo em que suas mãos rudes e grandes apertam minhas coxas me puxando para mais perto de sua boca, tornando impossível parar os meus gemidos de tanto prazer que ele me fazia sentir. O cúmulo do absurdo foi quando Jellal chupou o local deixando minha boca aberta.

"Seu apelão!" Penso levando a mão que segurava o sutiã a lateral da comoda, segurando com tanta força o local que posso ouvir vagamente estalos saírem da madeira. Deixo-me levar por aquelas sensações sentindo minha intimidade latejar forte demais, alto demais para minha frustração por perder sequer comentar algo.

Ele nem ao menos levantou o olhar, confiante por saber que eu nunca resistia a aquilo. Jellal utiliza tudo o que pode para me deixar louca: lambidas, beijos, chupões... Até mesmo mordidas aquele maldito usava! Deixando meu corpo ao seu domínio, me fazendo chegar cada vez mais perto de meu limite, tão quente que suor escorria por meu pescoço; meu corpo não parava de tremer com aqueles pulsos enviados ate onde ele trabalha, meus músculos estavam tão tensos que eu ate mesmo os sentia estremecer de tanto esforço, não aguentava abrir os olhos porque minha mente girava com tanto prazer; eu arquejava e gemia sem parar pois era impossível conter o que eu sentia! Minhas pernas se fecham ao redor de sua cabeça implorando para ele não parar, arqueio minhas costas outra vez sentia meu rosto queimar quando ele deixa outro chupão no local.

Eu iria acabar explodindo se ele continuasse com aquilo!

Jellal se levanta largando a oral e invadindo a minha boca insano em um beijo totalmente molhado e violento, eu nem mesmo me sinto frustrada por não ter tido o meu orgasmo de tanto que ele consegue me  enlouquecer. Largo os moveis retribuindo aquilo sentindo o meu próprio gosto se misturar ao da boca dele, Sinto suas mãos tocarem em meus seios libertos, apertando-os com firmeza trazendo uma nova onda de luxúria ao meu interior já transbordando de tanta volúpia, minhas mãos  tremulas vão direto para seu cinto, arrancando o odiável acessório de seu corpo, nem mesmo me dou o esforço de saber aonde joguei o mesmo ocupada demais com a língua dele em minha boca, abro a braguilha e o zíper abaixando sua calça e cueca juntos. Sem deixar de demonstrar que aquela brincadeira o fez perder tanta razão quanto eu, ele larga meus seios se livrando de seus sapatos e meias tão rápido que nem mesmo noto quando o mesmo terminou de se despir a minha frente.

Abro os olhos quando temos que quebrar o beijo tão selvagem quanto o Lobo que ele carrega dentro de sua mente para não desmaiar por falta de ar, encontro seus olhos brilhantes em prata líquida com a pupila dilatada de desejo; ele não se afasta de mim fazendo-me engolir em seco ao sentir o peso de seu membro totalmente excitado em minhas coxas tão perto de meu próprio sexo que posso senti-lo latejar ainda mais forte ficando duas vezes mais molhada do que estava antes de Jellal resolver por o rosto lá. Ele me olha intensamente com o rosto quase colado ao meu, marcando-me como dele apenas pela profundidade com que me hipnotiza, demonstrando o quanto ele era meu e a forma que apenas a minha pessoa o fazia se sentir. Sinto meu ombro queimar subitamente assim como a tatuagem aumentando a firmeza dos laços que me juntam a esse homem, ligando-me ainda mais a ele e eu sei que o mesmo acontece com ele, pois ele suspira em meu rosto soltando em seu olhar o quanto ele era apaixonado por mim.

Eu não ligo de perder a minha alma apenas para ser sua outra vez...

Puxo-o para mim colando nossos lábios e sentindo-o me penetrar lentamente trazendo um sentimento ensurdecedor ao meu interior, enviando um choque tão poderoso a cada canto de meu corpo que me agarro ao seu pescoço para não cair desfalecida na comoda, a tatuagem em meu peito pulsa aumentando o prazer que sinto por ter aquele membro tão duro se afundando dentro de mim, sou incapaz de não gemer em sua boca sentindo o peito dele tremer colado aos meus seios quando o seu próprio gemido surge, algo mais queima em meio a aquelas chamas luxuriosas deixando a maneira que Jellal me ama sobre aquele velho móvel apenas mais intensa.

Estou nem ai se vou começar uma guerra secular por quebrar aquele maldito acordo...

Ele estoca lentamente dentro de mim, indo tão fundo que sinto minha mente rodar, choques disparam de minha intimidade formigando minha carne com aquele latejar forte e constantemente me dando uma agonia deliciosamente prazerosa, tenho que quebrar o beijo profundo em que estávamos quando ele move outra vez o quadril contra o meu, aquele movimento tão firme, tão quente era demais para mim. Finco minhas unhas em suas costas deixando marcado o quanto ele me deixa insana, ouvindo-o grunhir em resposta arrancando outro gemido meu enquanto enfia o rosto em meu pescoço deixando mais marcas ali, fazendo meus nervos vibrarem com mais força ainda, obrigando-me a contrair minha intimidade apertando-o dentro de mim quando a mesma chega a doer de tão necessitada de seus cuidados.

Que se foda Susanoo...

Ele geme rouco em meu ouvido me arrepiando ao sentir a respiração quente e ofegante, sinto seus movimentos profundos ficarem mais constantes, arrancando todos os gemidos que eu guardei para ele sem o menor esforço. Abraço sua cintura o fazendo ir ainda mais fundo dentro de mim, deixando-me cada vez mais louca, cada vez mais excitada, cada vez mais molhada, levando-me novamente a meu limite enquanto eu ouço seus sons de satisfação abafados as vezes por seus dentes em meu pescoço apenas aumentar os pulsos gritantes em minha intimidade.

Que se foda Ultear...

Sinto-o ficar mais rígido dentro de mim me deixando a ponto de gritar o seu nome, ele estava tão fundo dentro de mim que as vezes eu pensava que iria quebrar. Uma de minhas mãos agarra os seus cabelos pressionando ainda mais as sua boca contra meu maxilar, ele arqueja próximo aos meus lábios após deixar outro chupão em meu corpo marcado como seu em todos os sentidos.

Que se foda todos os Antigos Deuses...

Seu ritmo fica cada vez mais rápido sem perder a maneira profunda com que me atinge, o barulho da comoda batendo na parede ate iria incomodar meus ouvidos se eles não estivessem tão ocupados ouvindo seu coração bater descompassado assim como o meu, em escutar os sons provocantes que escapam de sua boca quando ela não esta ocupada me enlouquecendo ainda mais. Arqueio as costas pressionando meus seios contra o seu peitoral fazendo aquele fogo consumir ainda mais meu corpo, tão inundada no prazer de ter meu marido me fazendo dele outra vez que toda a realidade ao meu redor se transforma em migalhas.

Eu preciso desse cara ate para respirar de tanto que o amo...

Jellal me beija novamente de uma maneira voraz deixando-me sentir o quanto se afundar em meu corpo o dava prazer, retribuo sem nem ao menos pensar sentindo aquela sensação extrema de estar em chamas piorar a cada vez que ele me estocava. A força com que ele chocava nossos corpos chegava a me deixar um pouco tonta pela sensação tão grande de amar e ser amada por ele, é impossível manter o ar em meus pulmões, minha boca o usava para expressar tudo o que aquele latejar em minha intimidade me causava.

Porque eu tenho que me recusar a ser feliz?

Puxo seus cabelos mal aguentando manter aquele beijo em meio ao seu membro quente e rígido como nunca penetrando-me cada vez mais forte, cada vez mais profundo e mais, e mais rápido aumentando os choques em minha intimidade afastando-me da realidade, deixando-me torpe de desejo, ensandecida por aquela sensação prazerosa atingir com poder cada célula de meu corpo. Já nem sei distinguir se os gemidos altos que ecoam no quarto são meus ou dele, tanto eu quanto Jellal estamos inundados demais naquele vai e vem de corpos para prestar atenção nisso.

Eu amo esse homem com todo o meu ser...

Os pulsos aumentam ainda mais fazendo algo começar a crescer dentro de mim quando eu sinto aquele toque me atingir tão intensamente. Seu membro endurecia mais e mais em meu interior, pulsando em conjunto ao latejar de minha intimidade, quebro aquele beijo sentindo meu rosto queimar pela falta de ar, tento segurar o orgasmo que sei que vira apenas para continuar a sentir aquela agonia tão prazerosa, as mãos dele pareciam queimar o meu quadril jogando gasolina as chamas que me dominavam, minhas pernas começam a formigar me deixando sem saber se é pelo longo tempo gasto naquela posição ou se é pela intensidade que eu sinto prazer ate o último fio de meus cabelos escarlates.

Absolutamente nada vai me fazer não tentar de tudo para ficar para sempre com ele...

É inevitável. Assim que Jellal move suas mãos ate meus seios, massageando e apertando com aquele ritmo desesperado e profundo que se choca contra meu quadril, o orgasmo que eu tanto tentei conter apenas para continuar mais tempo naquilo vem com tudo. Arqueio meu pescoço sentindo uma onda mais forte do que todas as outras inundar cada átomo de meu corpo, ultrapassando meu limite de vez me fazendo  morder o lábio mal conseguindo abafar o alto gemido que sai dos meus lábios, minha mente fica em branco plena naquela satisfação imensa.

Mesmo que eu tenha que procura-lo em outras vidas, eu não vou desistir...

Jellal não demora segundos para me acompanhar, sinto seu membro duro pulsar outra vez antes de seu líquido quente me preencher enquanto o azulado urra com os dentes em meus ombros, minhas pernas desenlaçam a sua cintura e meu corpo pende para trás quando um súbito cansaço me faz deitar na comoda levando meu marido junto de mim. Ele deita a cabeça em meus seios com a respiração tão ofegante quanto a minha, sinto suas mãos entrelaçarem nossos dedos enquanto eu sinto aquele calor infernal se esvair lentamente de meu corpo, deixando apenas aquela sensação morna e suave de me ver livre de todas as minhas angústias.

Eu só quero ficar com ele...

-Eu te amo demais, Jellal-sussurro uma de minhas raras declarações podendo ouvir e sentir seu coração disparar outra vez com aquelas palavras. Meu amor por ele era algo maior que palavras, era algo que eu sei que podia o fazer sentir sem nem mesmo citar esse frase; mas soltar aquelas sílabas enquanto eu o deixava sentir o quanto ele era importante para mim... Isso eu tinha a absoluta certeza que o deixava feliz. Sinto ele sorrir contra a minha pele apertando minhas mãos respondendo minhas palavras como apenas ele consegue.

Eu só quero amar ele...


Notas Finais


SS, TIVEMOS, APÓS 35 CAPÍTULOS 270 K DE PALAVRAS UM HENTAI DE JERZA!
Eu acho eles tão fofos! Jellal querendo ser romantico levando ela pra cama, todo princeso, e a Erza pensando: Cara, só me joga contra a parede!
E tipo assim né: Ela quebrou o contrato gente! O que será q vai acontecer?
kkkkk Eu to curiosa!
Bjs e ate o próximo cap!


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