História Centuries - Capítulo 39


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Categorias Fairy Tail
Personagens Acnologia, Alzack, Angel, Aquarius, Aries, Azuma, Bacchus Groh, Bickslow, Bisca Connell, Cana Alberona, Câncer, Capricórnio, Carla (Charle), Chelia Blendy, Doranbolt, Droy, Elfman Strauss, Erik (Cobra), Erza Scarlet, Eve Tearm, Evergreen, Freed Justine, Frosch, Gajeel Redfox, Gemini, Gildartz, Grandine, Gray Fullbuster, Happy, Hibiki Lates, Ichiya Vandalay Kotobuki, Igneel, Ivan Dreyar, Jellal Fernandes, Jet, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Kinana, Laxus Dreyar, Lector, Levy McGarden, Libra, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Lyon Vastia, Macao Conbolt, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Meredy, Midnight, Millianna, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Nikora "Plue", Ophiuchus, Orga Nanagear, Pantherlily, Personagens Originais, Pisces, Ren Akatsuki, Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Rufus Lore, Scorpio, Silver Fullbuster, Skiadrum, Sting Eucliffe, Taurus, Ultear Milkovich, Ur, Virgo, Warren Rocko, Wendy Marvell, Zeref
Tags Gale, Gruvia, Jerza, Nalu
Visualizações 78
Palavras 10.253
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E viemos com a última parte da separação dos caps 35 e 36!
Quem diria que eles iriam dar 5? To assustada!
Vejo vcs lá embaixo!

Capítulo 39 - Livre Estou! Livre Estou!


Fanfic / Fanfiction Centuries - Capítulo 39 - Livre Estou! Livre Estou!


-Você luta comigo, eu caio com o meu solitário rosto estirado
Encontrando no fim, eu vivo bem
Na luz da vida que eu encontrei, está acabando
[...]
Não há como negar, eu estou com medo de perder as coisas que amo
Estou no controle

-You Fight Me, Breaking Benjamin.

 

#Gajeel

Quarta-Feira, 19 de Abril de 2016

11h12min31s

 

Meu coração bate cada vez mais rápido preenchendo aquele maldito silêncio ao ecoar em meus ouvidos. O corpo pequeno abaixo de mim treme levemente tão sem ar quanto eu estou agora, não posso evitar sentir minha pele ferver com aquilo, o rosto dela estava tão perto do meu... Que eu tinha que me esforçar para não agarrar aquela Nanica. Nossos lábios estão tão malditamente perto que sinto uma estranha agonia começar a crescer dentro de mim, fazendo os meus formigarem apenas colaborando com a parte de mim que apenas queria acabar com toda a angústia que nós dois passamos por esses últimos dias. Mas eu não posso, preciso que ela me responda, que dê logo o seu veredito a toda aquela merda.

Mas ela não diz uma palavra.

Respiro fundo quando começo a ficar nervoso com a demora, mas isso apenas piora a minha situação porque o cheiro cítrico de seus cabelos vem junto trazendo uma sensação quente ao meu corpo; aquele calor que tanto me traz paz, que faz cada merda que eu já passei valer a pena apenas por ter conhecido essa Baixinha. Olho para o seu rosto encontrando os olhos âmbar que eu tanto adorava escondidos por ela estar com estes fechados, sua respiração é compartilhada com a minha e eu posso sentir o punho que eu ainda segurava se fechar, um temor chega como um tiro se misturando ao nervosismo que eu sentia se transformando em uma guerra vagabunda de qual dos dois me deixa pior.

A aflição em mim por ela continuar calada cresce tanto que eu não consigo controlar a minha língua.

-Pelo amor de Deus, diz alguma coisa-sussurro com um tom de voz baixo que não combina comigo, me fazendo pensar se eu não estava imitando um idiota ao continuar com aquilo. Pisco um par de vezes franzindo o cenho expulsando aquele pensamento da minha cabeça. Não era nenhuma idiotice implorar para ela perdoar outra babaquice minha, e sentir novamente um murro acertar meu tórax era mais do que bem feito trazendo uma dor intensa a minha veias; quem sabe assim eu parasse de me comportar igual a um panaca?

Ela abre os seus orbes fazendo uma explosão percorrer por todo o meu corpo, pela primeira vez-após dias de um tom vazio, ofuscado... Mórbido- eu vejo aqueles olhos  brilharem fazendo algo dentro de mim estremecer ao ver novamente eles ficarem quentes ao me observarem. Sinto as pernas torneadas; que eu tive que prender para faze-la me escutar sem socar a minha cara; se moverem levemente abaixo de mim, mas eu não ligo muito para isso hipnotizado demais por ter aquele olhar em seu rosto novamente direcionado para mim outra vez roubando todo o ar que eu ainda tinha em meus pulmões.

O que acabou sendo uma péssima ideia.

Levy da uma joelhada em minha barriga ao mesmo tempo em que a sua mão livre acerta um tapa ardido ate demais em meu rosto me tirando de cima de seu corpo com a dor. Levo minhas mãos ao abdômen caindo de costas ao seu lado, sentindo meu rosto pegar fogo enquanto um choque torturante dispara do local onde aquelas pernas tão deliciosas me acertaram com a força de um jogador profissional de futebol. Grunhi sentindo o gosto metálico de meu próprio sangue disparar em minha boca por conta do lábio perfurado por seu tapa que mais pareceu um soco.

Levy podia ser uma anã, mas puta que pariu, ela tinha uma mão pesada pra cacete!

Fecho os olhos tentando me recuperar com aquilo sentindo um frio pior que a porra da Rússia no Inverno tomar conta de meu peito quando penso nos motivos dela ter me acertado, a minha pirralha psicopata finalmente da as caras terminando o serviço que a azulada começou , em um tortura tão desgraçada que eu mordo o interior da bochecha para não deixar outro som de dor escapar de minha boca.

- Porque você tem que ser tão cretino comigo?!-um bolo se instala em minha garganta com a forma que a voz dela saiu embargada. Não preciso ver para saber que mais lágrimas descem por seu rosto, uma dor quase insuportável corre enlouquecida por cada vaso sanguíneo de meu corpo quando eu a faço chorar de novo, um sentimento horrível cresce como uma praga me deixando aflito, desesperado, tão arrependido que outra vez aquele peso vem como uma tonelada em meus ombros. Cada batida de meu coração serve para aumentar a energia de minha criança assassina, fazendo-a esfaquear constantemente o meu corpo em uma dor sem limites. Largo minha barriga mal sentindo a dor física ou a marca de seus dedos em minha bochecha e as passo por minha face controlando a forma que meus olhos ardem mesmo fechados, seguro os cabelos enormes que tenho respirando fundo para me recompor de sua clara rejeição e ir embora, entretanto, ela continua a falar.

-Porra, seu Ogro filho da mãe! Como tem coragem de dizer essas malditas palavras quando eu estou puta com você?! Seu Brutamontes desgraçado! Quando eu tinha a certeza que te detestava... Justo quando eu planejava chutar a sua bunda tão forte que você nunca mais conseguiria sentar... Você diz essas palavras! Faz meu coração voltar a bater depois de ter espancado o coitado! Eu devia te odiar pelo resto da minha vida! Mas eu sinto tudo menos ódio quando estou perto de você, seu animal silvestre miserável!-arregalo os olhos encarando o teto de seu quarto sentindo meu próprio coração disparar com aquelas palavras. Sento tão rápido que chego a ficar tonto, mas a necessidade de olhar para ela, de confirmar que as suas palavras eram mais do que um delírio de minha mente transtornada por minhas ações tão idiotas era dez mil vezes maior que a minha saúde.

Levy olhava para o teto com os olhos brilhantes, seu rosto estava adoravelmente corado ainda com lágrimas a escorrer pelo mesmo; deixando claro o quanto ela se sentia constrangida por dizer aquilo, suas mãos estavam espalmadas no chão como se ela não conseguisse se mexer e seu tronco se movimentava rapidamente por causa da respiração dificultosa com aqueles cabelos rebeldes soltos por todos os lados. Sinto todo o mundo ao meu redor simplesmente paralisar, uma erupção surge em meu coração quase despedaçado pelo pequeno demônio assassino que amava me causar dor quando eu a fazia sofrer, e aquilo varre toda a neve fria e cortante do meu interior, preenchendo o seu espaço por aquele calor confortável, pacifico, quente na medida certa para me fazer bem.

"Será mesmo possível que ela esteja me dando outra chance?" Penso sentindo novamente o nervosismo voltar deixando meu corpo inquieto de uma maneira angustiante demais para me permitir ter qualquer raciocínio lógico.

-Você... ?-murmuro nem mesmo conseguindo terminar a frase, a euforia que se desenvolve em meu corpo nem mesmo me deixa respirar, quem dirá falar. Ela me olha profundamente vendo a esperança dentro de mim que gritava para ela confirmar minha dúvida, sinto um arrepio descer por todo o meu corpo com os orbes brilhantes tanto pelas lágrimas quando por voltar a sua cor original, vejo-a morder a lábio hesitante de uma forma que traz aquele medo outra vez para dentro de mim, tão forte que prendo a respiração.

-Eu ainda não esqueci tudo o que você me fez, Gajeel... E dizer que esta apaixonado por mim da mesma maneira que eu estou pro você me faz não ter a minima ideia do que fazer-diz agoniada fazendo toda a minha euforia se apagar, mas isso não é doloroso como antes. Não quando eu consigo ver a forma que ela se senti comigo.

Ela se senti perdida...

Indecisa demais por eu ter aberto o seu coração e depois ter sido um cretino e quebra-lo em mil pedaços.

Não espero nem mais um segundo para me aproximar de seu corpo, sentindo cada pedaço do meu vibrar com isso, a falta que aquela mulher me fez nesses dias foi desesperadora. Ela me observa sem nem ao menos piscar suspirando sem perceber quando estou a centímetros dela, ver como eu ainda consigo a afetar tanto faz aquele calor em meu peito borbulhar consertado cada ferida que fiz a mim mesmo por ter sido um trouxa nesses últimos tempos. Solto minha respiração presa  vendo tons escuros atingir a sua íris.

-Você ainda me quer ao seu lado?-pergunto em um sussurro desejando que apenas ela ouvisse, que apenas ela respondesse um "sim". Meu coração parece pegar fogo quando ela levanta a mão colocando-a no centro de meu tórax sendo capaz de sentir os batimentos descompassados que meu órgão vital lançava apenas para ela, meu corpo ferve com aquele toque trazendo uma sensação indescritível para minhas terminações nervosas.

-Sim, eu quero... Mas...-ela se interrompe, não conseguindo terminar a frase, pois sua voz se perde em meio as novas lágrimas que surgem em seu rosto. Entretanto, Levy não precisava terminar, eu havia entendido perfeitamente o que ela queria dizer.

Ela ainda me queria, porém não confiava mais em mim para ficar comigo.

 

#Natsu

Quarta-Feira, 19 de Abril de 2016

14h23min59s

-LIBERDADE!-grito me ajoelhando no chão da estação quase chorando de alívio enquanto gargalhava agradecendo a Deus e ao mundo por aquela tortura ter finalmente acabado. Muitos começaram a me olhar estranho entretanto eu estava pouco me lixando para eles. A sensação de finalmente me livrar daquele maldito enjoo era tão boa que eu quase abracei o cara que controlava aquela desgraça de tanta felicidade.

-Natsu, pelo amor de Deus!-ouço um sussurro e olho para trás vendo Lissana olhar para baixo constrangida pela atenção que eu estava chamando com toda a minha comemoração. Ignoro aquilo pegando nossas malas rapidamente e voltando a encontra-la no mesmo local com o rosto vermelho e com o coração acelerado pela vergonha.

-Vamos, quero acabar essa viagem o mais rápido possível-digo ignorando a maneira com que ela estava se sentindo. Ainda estava furioso com ela por a mesma ter tentado jogar uma responsabilidade de ser pai em cima do meu colo que não era minha, tanto que tinha que pensar em outras coisas para controlar o meu Lobo que toda a hora resmungava lembranças sobre aquilo e reclamava de seu cheiro enjoativamente doce, me fazendo torcer o rosto com a quantidade de barulho dentro de minha mente.

-Ele não mora muito longe daqui, Yusuke sempre viaja por isso gosta de morar perto da estação-ela diz um pouco desconfortável com minha "vontade" de ficar perto dela. Olho-a pelo canto do olho enquanto começamos a andar para fora do local pensando em como seria se tudo aquilo não tivesse acontecido no passado: se ela não tivesse feito tudo o que fez, talvez agora estaríamos juntos, eu nunca teria saído da Guilda e muitas coisas não teria acontecido. Eu nunca teria encontrado Jellal naquele Forte na África, nem mesmo Gajeel andando por ai... Eu nunca teria visto Luce naquele bar.

Passo a mão pelo colar em meu pescoço suspirando ao sentir aquela porcaria de sensação tomar conta de meu peito, era muito estranho se apaixonar por alguém. Qualquer menção a essa pessoa trazia aquele calor esquisito para dentro do meu peito, me lembrar dela fazia um arrepio percorrer meu corpo, meu coração disparava ao pensar se ela estaria pensando em mim, ao fantasiar se ela ainda se lembrava das coisas que já fizemos...

 Mas depois vinha uma pressão sufocante por saber que ela não faria isso, porque eu fui um completo idiota e a única coisa que ela deve pensar sobre mim é em como me matar de todas as formas possíveis.

Aquele calor parece se transformar em uma arma, pois é como se tivessem enfiaram um espeto no meu coração. Sinto meu companheiro masoquista ficar extremamente satisfeito com minha dor-mesmo que esse filho de uma mãe sinta o que eu sinto-rosnando palavras que dificilmente consigo compreender mesmo que já estejamos a mais de 400 juntos. Suspiro desanimado pensando se realmente irei conseguir o perdão daquela loira...

-Já se acertou com a Lucy-san?

Arqueio a sobrancelha olhando para a albina. Ela esta com os olhos centrados no caminho, embora, parece extremamente desconfortável com a falta de diálogo. Mordo o interior da bochecha enquanto meu outro eu reclama da audácia dela de tentar conversar comigo de boa mesmo após tudo o que fez fazendo meu sangue correr mais rápido e as minhas juntas estremecerem com a sua vontade de assumir o controle. Ignoro seu temperamento pensando mais sobre aquilo, Lissana aparentemente estava tentando se redimir comigo pelo o que tinha feito fazendo de tudo para que eu ficasse com a Luce; quem era eu para impedir ou não tentar perdoa-la? Estava na mesma situação que a Strauss ao imaginar milhões de formas de pedir o perdão a loira.

-Não-murmuro contragosto após um longo silêncio que provavelmente a fez pensar que eu não iria responde-la, tanto que Lissana me olha surpresa. Suspiro novamente ao me lembrar da "pedra" em meu caminho-Um dos espíritos da Luce me barrou dizendo que não me achava merecedor dela.

Qual era o nome dele mesmo?

Começava com L. Eu acho.

Um tapa acerta a minha nuca fazendo-a arder, grunhi mais de surpresa do que de dor. A albina me fuzila com olhar ao mesmo tempo que um ar de repreensão surge ao seu redor, sinto meu lado impulsivo reclamar daquilo me fazendo fechar a cara para ela controlando o som que quis escapar de meu interior.

-Não me olhe com essa cara de quem comeu e não gostou!- diz de maneira atrevida apontando o dedo em minha cara fazendo a mesma se fechar ainda mais-Quem é você? Por acaso virou um cãozinho adestrado que segue ordens?

Sinto uma veia saltar em minha testa com o pequeno apelido dado pela minha "companheira" de viagem, mas; mesmo estando irritado com isso; volto ao foco da conversa assistindo sua indignação por minha fala me sentindo desanimado novamente. Porque eu estava fazendo tudo aquilo? Eu amava aquela doida, mas preferi ficar com algo que já conhecia do que experimentar algo novo com medo de me machucar... Lou tinha razão, eu não merecia ela...

Pensar sobre isso faz meu corpo doer, não uma dor normal, uma daquelas que parecem crônicas sem ter um fim. Como se houvesse ao dentro de mim devorando meus músculos apenas para eles se reconstruírem e o processo voltar a ocorrer, como eu fui capaz de fazer aquilo? Eu era tão idiota, me sentia um verme, uma aberração ao rever minhas atitudes extremamente babacas.

-Eu.. Não acho que a mereça-sussurro mais para mim mesmo do que para ela enquanto olho para o chão que piso não me atrevendo a erguer os olhos para Lissana. Eu sentia minha cabeça quente, envergonhado por minha estúpida insegurança; mas eu não conseguia evitar, as memórias da forma que ela chorava, da maneira como eu a machuquei de uma forma tão ruim que ela não suportava olhar na minha cara eram fortes demais e me traziam uma angústia e raiva que eu mal conseguia controlar, meu outro lado se remexe cortando-me por dentro com suas garras querendo sair de uma maneira enlouquecida. Fecho minhas mãos tão forte que minhas juntas ficam brancas, mas mesmo assim ainda o sinto se revoltar contra mim, furioso por eu te-la feito chorar, furioso por nós encontrarmos nesse tipo de situação, e principalmente, furioso por eu estar andando com uma das culpadas por aquele ciclo ter se iniciado. Ouço seus sussurros julgadores em meu ouvido, tentando me convencer, infiltrando pensamentos homicidas e raivosos:

Se Lissana não tivesse me magoado daquela forma, eu não teria medo de me apaixonar.

Se Lissana não tivesse dito que queria tentar de novo, não iria me deixar tão indeciso.

"Se"

Tantas possibilidades que chegavam a fazer minha cabeça latejar de dor. Aquele monstro devorador de carne parece ficar mais faminto, pois sinto uma dor tão grande que perco o ar em meus pulmões. Como vou conseguir o perdão dela se Luce com toda a certeza deve me odiar agora? Como vou conseguir encarar ela se nem ao menos me sinto bom o suficiente para a loira?

Meus olhos ardem ao esse novo peso que carrego em minhas costas parecer mais pesado do que o normal, tento me livrar de toda a aquela dor, de toda aquela raiva -não apenas da albina-mas de mim mesmo, entretanto não tenho muito sucesso.

-Natsu, a única que tem o direito de decidir se você é merecedor dela é a Lucy.

Arregalo os olhos com a sua fala sentindo meu coração disparar com a sua fala. Levanto o rosto virando-o na sua direção enquanto tento não esbarrar em ninguém ao seguirmos nosso caminho, ela não olhava para mim, seu olhar estava fixado em nosso caminho, seu coração estava calmo apesar das circunstâncias, o que acabou de me acalmar também. A certeza em seu rosto fez uma nova esperança crescer em mim, todo aquele mal estar que eu sentia se afrouxou. Sinto meu outro lado ficar mais quieto, pensativo assim como eu estou.

Será que ela tem razão?

-Veja bem, Natsu-ela começa ainda com o olhar concentrado no nosso caminho mesmo que esteja prestes a explicar seu ponto de vista de toda a aquela bagunça que ambos havíamos feito- É direito da Lucy-san de escolher com quem ela deve se relacionar, ninguém pode decidir isso por ela; pois a pessoa escolhida é quem vai passar mais tempo com ela, quem a faz se sentir bem e feliz. Por isso só ela pode ter esse poder, ninguém além dela tem maior conhecimento sobre seus sentimentos. Então, se você quiser ter uma chance: eu imploro para não desistir, porque se não, nós dois vamos nos culpar pelo resto das nossas vidas.

Pisco um par de vezes, sentindo aquela faísca ficar mais forte, renovando minha motivação. Lissana estava certa. Assim como eu havia escolhido Luce, devia deixá-la livre para escolher quem quiser, não iria priva-la de poder me escolher apenas por causa de uma insegurança patética; e mesmo que esse alguém não seja eu, eu ficaria muito satisfeito comigo mesmo por apenas ter tentado ficar com a mulher da minha vida.

-Obrigado, Lissana-respondo sorrindo de orelha a orelha; mais animado para terminar logo aquela nossa missão e começar as várias tentativas que com toda certeza me faria parecer um otário, mas que se desse certo, eu iria ser o homem mais feliz do mundo.

 

//////////

 

Analiso aquele cara enquanto o mesmo parece processar a "bomba" jogada em seu colo. O tal de Yusuke tinha cabelos e uma barba mal feita de um loiro claro e olhos azuis tão escuros que pareciam preto, seu cheiro estava infestado de alvejante, provavelmente por causa de seu ofício como enfermeiro. Ele era uma humano, nenhuma requisito mágico podia ser sentindo de seu corpo e, aparentemente, era jovem talvez uns 20, no início da vida ainda.

Olho ao redor da sala vendo vários livros de medicina e uma mesa repleta de esquemas de estudos, a casa era mediana; um pouco bagunçada. Franzi o cenho quando um cheiro forte de vários perfumes femininos baratos chegam até mim, outro tipo de cheiro também chega me fazendo torcer a boca.

Não preciso de mais informações, está mais do que claro que esse cara gosta de farra e pega uma mulher diferente a cada noite. Provavelmente aproveitado a sua época de faculdade.

Talvez por ter esse pensamento em mente que a reação dele não me surpreendeu.

-Você esta brincando, não é?!-exclama se levantando nervoso. Encaro sua atitude vendo o motivo de Lissana querer que fosse eu no lugar dele, Yusuke mostrava um desespero sem igual com a possibilidade de sua vidinha perfeita fosse estragada por algo tão sério quanto um bebê, sinto meu outro eu se enfurecer com aquilo, ele era seu filho e o cara apenas pensava em si mesmo-Vo-Você vai abortar essa coisa, não é?

Como é que é?!

Uma veia pulsa em minha testa quando a raiva dentro de mim se multiplica de uma forma que sinto meu corpo ferver, cerro os dentes sentindo meu Lobo rugir em completa ira pela esperança daquele babaca de se livrar do próprio filho, meu sangue esta tão quente que suor escorre por minha nuca. Fuzilo aquele desgraçado ao ver a incredulidade de Lissana por sua fala, meus ossos tremem mais do que prontos para deixar a fera dentro de mim dar uma lição nesse canalha, minha respiração fica mais profunda e eu sinto satisfação alimentar meu animal ao assistir como ele se afasta de mim, provavelmente vendo como eu o mato apenas com o olhar.

-Lissana...-chamo a mesma desviando a sua atenção do futuro papai. Ela estremece com meu olhar furioso direcionado a seu ex, logo decifrando o que quero pedir a mesma. A albina levanta rápido  saindo pela porta da frente com o coração acelerado e os olhos marejados pela óbvia rejeição do tal Yusuke.

O cara me olha com medo misturado ao alívio de ver aquela complicada situação ir para longe de seus olhos, desencosto da parede apertando os punhos com tanta força que sinto cada articulação minha estalar. Ando em passos lentos para perto do cara vendo o mesmo se encolher me olhando cada vez mais assustado, seu coração bate tão forte que chega a incomodar meus ouvidos; posso ver ele começar a olhar ao redor em busca de uma rota de fuga e isso apenas deixa meu outro lado mais descontrolado.

Antes que ele possa se quer pensar em como escapar, eu seguro a gola de sua camisa o jogando contra a parede e o pendurando a quase meio metro do chão. Minha respiração pesada quase encobre seu gemido de dor pela violência de minha ações, sorrio sentindo novamente aquela satisfação por fazer aquele babaca se tocar da merda que esta fazendo. Talvez, por eu já ter estado no lugar dele e feito coisas tão estúpidas me faça ficar tão motivado a socar a sua cara.

-Escuta aqui seu otário-digo sentindo meu corpo ficar mais e mais quente com a minha fúria misturada com a de meu lado animal, seu rosto vermelho por não conseguir respirar junto de seu olhar confuso e desesperado aumentam minha raiva por pensar no quão patético ele é. Sou obrigado a me controlar para não trocar acidentalmente a cor de meus olhos quando Yusuke começa a balançar as pernas em uma tentativa ridícula de me arrancar de seu pescoço-Como tem coragem de fazer isso, hein? Aquilo que chamou de "coisa" é seu filho! Seu sangue! Você devia estar pulando de felicidade, porque ser pai não é só um título que por um acidente caiu no seu colo, você é a família daquele bebe! E é um babaca por rejeitar isso!

Soco seu rosto largando aquele lixo no chão daquela casinha imunda saindo sem sentir nenhum remorso do nariz quebrado que dei de presente a aquele vagabundo. Lissana me olha incrédula ao ver o sangue do seu ex-namoradinho em meu punho, mas eu a ignoro ocupado demais em acalmar os nervos do masoquista com quem divido o corpo.

-Vamos?-pergunto em um tom mais de ordem do que pergunta enquanto sigo o caminho ate as docas para alugar um barco. A Ilha de Tenroujima ficava próxima a Fossa Ryukyu no Círculo De Fogo do Pacífico, e como ninguém sem ter contato direto com a cultura dos Antigos Deuses sabe sobre sua existência, eu teria que me virar para pilotar aquilo. Os pensamentos sobre o resto de nossa viagem tomam conta de minha mente jogando fora a ira passada e começando a me preocupar.

O que eu sei sobre o Juramento Em Nome dos Deuses é que a sua consequência é a morte e a tortura eterna pela mão dos mortos. Para quebrar ele, eu vou precisar ir resolver isso batendo um bapo com os 8 Deuses Antigos e levar comigo, a pessoa a quem jurei me casar para ela dizer que não há problema algum em eu não cumprir a minha promessa, confirmando que se aquele Juramento se realizar, nada de bom virá dele.

Mas como eu vou entrar lá? Provavelmente, o sistema deve ser parecido com o do Templo Dos Deuses Antigos perto da Guilda...

-Natsu...-uma voz baixa chama o meu nome desviando minha atenção de todos aquele pensamentos. Olho para a direção do som vendo Lissana me olhar com os olhos azuis brilhando em gratidão e felicidade-Obrigada... Pelo o que você fez lá atrás.

Suspiro passando as mãos pelos fios rosados.

-Mesmo que eu esteja puto com você pelo o que fez, eu nunca iria aceitar que alguém fosse tratado daquela maneira. Eu nunca iria deixar uma mulher grávida desamparada-digo com toda a sinceridade que comecei a me habituar fazendo Lissana sorrir.

 

#Juvia

Quarta-Feira, 19 de Abril de 2016

15h13min22s

 

Se havia algo que ela estava desejando neste momento, era sair correndo.

Um silêncio pesado demais estava tomando conta daquela cozinha, tão pesado que ela sentia a sua cabeça quente, fervendo em tentar procurar uma forma de destruir aquela falta de palavras entre os dois. Seu coração estava batendo tão rápido e ela estava odiando isso, pois sabia que Gray-sama conseguia ouvir cada batida; deixando explicito a ele como ela estava nervosa com aquela situação.

Droga, porque isso tem que ser tão difícil para Juvia?

Memórias de como eles chegaram ate esse momento no apartamento da azulada voltam em sua mente, acalmando um pouco os nervos a flor da pele:

~33 minutos e 45 segundos Atrás~

Seu coração salta quando os olhos dela caiem sobre o moreno, aquele calor enche seu peito por pensar que ele estava ali tomando a sua respiração como pagamento. Uma sensação gritante percorre suas veias ao se sentir... Protegida, ela nunca se sentiu assim e isso faz um arrepio percorrer todo o seu corpo. Os olhos dele estavam fixos no Vastia, com um olhar mortal fazendo toda a intensidade presente em seus olhos demonstrar intenções assassinas que traziam um calafrio a espinha de Juvia. Ela mal consegue pensar direito com ele ali do lado fazendo seu cheiro oriental camuflar o de canela que machucava seu nariz e fazendo seus nervos vibrarem, mas a dor da mão do Licantropo logo ajuda com a volta de sua mente.

Lyon larga a mão de Juvia fazendo-a se segurar para não esboçar o alívio encarando Gray-sama da mesma forma debochada de sempre, livrando seu braço vermelho de sangue da mão do Vampiro.

-Olhem só quem apareceu!-murmura em um tom de desgosto que faz Juvia franzir o cenho irritada mesmo que seu braço esteja latejando. Como ela pode por um momento em sua vida ter sentimentos por ele? O maldito era simplesmente odiável...-Veio defender a vadia, foi?

Sua Vadia!...

Ela morde o interior da boca odiando a forma com que aquela mesma velha ferida em seu coração se abre novamente levando uma onda de dor mil vezes pior que a do enorme hematoma em seu braço, é ridículo como aquela simples frase ainda a destrói tanto. Ela o fuzila com o olhar ouvindo os trovões voltarem a ressoar quando a raiva consome seu sangue, ela sente toda aquela dor virar apenas combustível para aquela ira tão bem guardada por tantos anos; ela olha para o corte no antebraço dele sentindo cada molécula de água presente no sangue asqueroso do Licantropo, seu ódio aumenta ainda mais ao vê-lo sorrir malicioso para s mesma ao notar que a atingiu com a palavra vulgar. Juvia faz aquelas moléculas vibrarem em outro nível vaporizando o sangue dele causando dor o suficiente para sumir com aquele sorrisinho irritante.

Gray-sama entra na frente da azulada encarando o albino de frente ao perceber a fúria deste transformar os olhos cinzentos em um verde doentio. A mão fria do Vampiro queima o braço dela ao o segurar rapidamente para bater de frente com o seu dito irmão e faz aquela onda de calor transbordar de Juvia varrendo a toda a fúria que dominava seu interior, e, como resultado, deixando seu rosto quente sem sua permissão. O cheiro dele rouba novamente o ar de seus pulmões deixando-a tentada a respirar mais fundo para senti-la mais e mais, seus olhos caiem nas costas largas dele fazendo seu coração dar um pequeno salto ao imaginar abraçando o local. Ela balança a cabeça tentando afastar pensamentos tão... Fofos? Ela não sabia dizer...

-Acho melhor você cair fora daqui, Lyon-diz Gray-sama com uma voz áspera. Juvia não consegue ver nada por causa de sua altura um tanto menor que a do moreno, isso a faz franzir o cenho incomodada com tudo o que estava acontecendo. Teria como seu dia ficar pior? Encontrar com o ex-namorado que quase a matou, ter sua mente cheias de dúvidas sobre o que deve fazer, ter a causa de suas dúvidas na sua frente, ter pensamento que apenas a antiga Juvia teria...

-Eu posso não gostar de você, irmãozinho; mas não vou deixar ela enganar mais ninguém. Você esta apenas interessado pelo fato dela ser uma gostosa; sei que assim que descobrir o que eu descobri, vai finalmente ver essa puta por o que ela é-as palavras dele são duras e se cravam no coração de Juvia como facadas, destruindo seus remendos e fazendo sagrar outra vez.

Ela arregala os olhos sentindo uma onda gelada paralisar todos os seus músculos, tudo ao seu redor de repente perde o som quando aquela frase ecoa em sua mente. A possibilidade de aquelas sílabas tão cruéis estarem certas faz com que ela mal consiga sentir seu coração, tanto que pensa que o mesmo tenha parado de bater; ela olha para as costas largas a sua frente incrédula demais para ouvir ou pensar qualquer outra coisa.

"Gray-sama... Não estaria com Juvia apenas por isso... Não é?"

Sua visão fica momentaneamente escura a fazendo notar que havia parado de respirar, ela solta a respiração sentindo aquela onda de dor pulsar de seu peito indo para todos os cantos de seu corpo. Fria e impiedosa. Tão forte que Juvia morde o interior da boca para não deixar nenhum som sair, ela olha para o chão tentando raciocinar com aquela angústia ficando cada vez maior fazendo seus olhos queimarem.

"-Estou apaixonado por você, Juvia"

Ela pisca um par de vezes quando a memória salta em sua mente. Ela vem quente e olhar as costas dele da mesma forma daquele dia apenas servem para deixar o coração de Juvia mais rápido, abandonando toda aquela dor que a havia esmurrado tanto que quase levou Juvia ao nocaute.

"-Tentar ficar longe de mim não vai mudar o que eu sinto por você"

A mão de Gray-sama desce por seu braço deixando um rastro de fogo por onde passa, persuadindo a sua frágil mente sobre aquelas dúvidas. Ela sente uma corrente elétrica disparar por suas veias quando os dedos frios dele chegam em sua mão, aquela sensação tão quente em seu tórax vem com tudo deixando-a ainda mais alheia ao mundo ao seu redor, ela sente seu coração disparar novamente levando embora de vez todas as suas angústias ao seus dedos automaticamente se entrelaçarem com os de Gray-sama.

-Isso não é da sua conta, Lyon. Quem sabe ou deve dar opinião sobre o que eu quero, de quem eu gosto e do que eu devo fazer é uma lista muito curta de pessoas e adivinha, você não está nela-o moreno diz antes de sair de lá levando Juvia consigo, mal notando o quanto ele conseguia transforma-la com um simples toque.

~Agora~

Ela suspira mordendo o interior da boca enquanto se recusa a olhar para o homem a sua frente ao mesmo tempo em que deseja com todas as forças ver se aquela "briga" de antes o afetou tanto quanto a ela.

Ele a fazia sentir tantas coisas que a mesma já até chegou a pensar que era secretamente bipolar e apenas agora saiu do armário.

Juvia sente o olhar intenso dele em seu rosto deixando-a em um estado quase eufórico de tão nervosa que ela ficava, seu sangue corria tão rápido com os batimentos acelerados de seu coração que poderia jurar que logo iria ter um ataque cardíaco. Lembrar-se de sua fúria, de como ela o machucou mantinha um peso enorme em suas costas e novamente ela se pergunta o que diabos deve fazer.

Se Juvia não contar, ele se machuca.

Se Juvia contar... Os dois vão acabar feridos, e ela não pode ouvir aquelas palavras outra vez. Juvia não vai sobreviver se Gray-sama a odiar.

Ela ouve um respirar fundo cortar aquele silêncio pesado e isso apenas a faz se encolher na cadeira de sua bancada, ela podia sentir de longe a impaciência dele e isso trazia uma urgência a seu interior; uma emergência tão forte que sua língua coçava para dizer algo, qualquer coisa para tirar aquele olhar intimidante dele e voltar a vê-los brilharem como brasas destruindo e queimando todos os demônios de Juvia. Ela olha para a sua mesa tão... Branca e odeia a forma patética que ela desmorona a cada gesto dele. Como era possível, em tão pouco tempo, Gray-sama ter conquistado tanto assim de Juvia?

Ele veio como um furacão, fazendo o que ninguém nunca consegui, pegou toda a frieza que ela tanto gostava e substituiu por Calor, pegou toda a dor dela e, com simples toques ou beijos, incendiava toda ela.

Ele... Encantou Juvia com todas as suas façanhas.

Juvia não consegue mais negar, não consegue mais mentir, enganar a si mesma.

Aquela verdade era irredutível.

Ela amava aquela Vampiro de todo os restos de seu coração, e; exatamente por isso, por seu coração ser apenas cacos, que ela não podia ficar com ele.

A Slayer sente um aperto surgir em seu peito vendo os minutos se passarem cada vez mais e nenhuma palavra ser dita. Saber que ele queria respostas, precisava delas, apenas a deixava cada vez mais inundada na dor daquele aperto- tão forte que pareciam ter amarrado facas no mesmo e agora estava tentando arranca-las-. Ela morde o lábio inferior com a tortura a seus nervos, os pulsos dolorosos vindos do local a faziam ter vontade de simplesmente se jogar no chão e implorar para aquilo parar logo.

Uma Boneca Não Implora.

Ela cerra os dentes quando a frase surge em sua mente como se tivesse sido marcada a ferro na mesma-o que ela não duvidava nada que fosse verdade-, as costuras de seu coração; tão perturbadas ultimamente; começam a se desfazer querendo liberar as dores e as memórias que Juvia tanto se esforça para mantê-las escondidas, ela sente cada cicatriz sua- mesmo as que já desapareceram com o tempo- ferverem subitamente, como se adivinhassem o momento certo para ferir ainda mais Juvia. E ela odeia isso como nunca antes odiou.

Era impossível para ela se livrar desta merda?!

Porque diabos ela tinha que sentir tanta dor?!

Uma Boneca Não Senti.

Ah mas a Juvia sim.

Gray-sama faz Juvia sentir tudo.

Aquele aperto não parecia doer tanto agora, o fato de ela não ser mais uma mera boneca dispara por sua corrente sanguínea, tão surpreendente que ela senti sua mente rodar por breves segundos. Ela pisca um par de vezes um pouco alheia ao mundo a sua volta enquanto encarava a mesa, o pensamento de que aquela dor estava finalmente afrouxando a corda ao redor do pescoço dela traz uma sensação gritante a cada parte de seu corpo quase expulsando o ar de seus pulmões.

A azulada ergue o olhar guiada por aquela onda, passando primeiro pelos braços cruzados em frente ao peitoral malhado do Vampiro, um jato de calor invade seu coração restaurado cada curativo feito no mesmo trazendo uma euforia para o peito de Juvia, ela assiste como a sua mente analisa a forma que a camisa preta combina tão bem com ele, o quanto apenas aumenta os músculos definidos dele, trazendo outros tipos de pensamentos para ela.

Seus orbes continuam a subir chegando ao rosto do Vampiro, e; mesmo que o seu interior esteja inundado de Calor; a boca franzida e os olhos frios e escuros como o breu de Gray-sama deixam claros que, por mais que ela descubra a cada momento outra façanha inacreditável que o moreno realizou sem que nenhum dos dois percebesse, a complicada situação em que estavam não iria mudar.

Ele queria respostas e Juvia tinha certeza que não conseguia da-las.

O medo de tudo aquilo acontecer de novo era grande demais, sufocante demais, infernal demais para ela conseguir derrota-lo.

Aquela tristeza volta a abate-la manchando novamente seu interior com o sangue de seu coração, machucado outra vez. Ela senti a dor, como sempre sentiu, vir cruel e sem misericórdia acertando cada ponto da mente dela que a fazem sentir mais agonia, mais angústia; drenando todo o calor que o moreno era capaz de faze-la sentir, deixando um monstro enfurecido parando em sua garganta torturando Juvia como nunca, de uma maneira tão dolorosa que seus olhos parecem pegar fogo, ardendo como se jogasse ácido dentro deles.

Mas nenhuma lágrima vai sair, nem dela e nem da chuva.

Saber disso apenas serve como uma outra forma de tortura, o simples pensamento, a simples fantasia da reação dele a como Juvia já foi a mais suja, a mais impura, a mais nojenta das mulheres era tão destrutiva que parecia ter roubado ate mesmo o choro da querida chuva.

Tal pensamento é tão forte que ela prender um pouco a respiração para não deixar nenhum som sair de sua pouca, pois ela queria gritar, gritar tanto que perderia a voz para sempre; apenas para tentar aliviar um pouco tudo aquilo que ela estava sofrendo.

É como se a Juvia não fosse feita para ser feliz, mas sim apenas para sentir dor.

O peso do silencio aumenta sobre os ombros dela servindo de combustível para as torturas que o buraco no coração de Juvia tanto ama infligir a ela.

Multiplicando elas a um ponto em que a azulada não consegue mais suportar, ela abre a boca preparada para dizer algo, qualquer coisa que seja para distrai-la daquilo quando o voz dele preenche o local:

-Droga, eu não aguento mais isso!-ele se levanta da cadeira bruscamente surpreendendo Juvia ao ver a forma nervosa que ele passa as mãos no cabelos. Ela arregala os olhos quando o Vampiro começa a andar de um lado para o outro, demonstrando estar tão afetado por aquele silencio quanto ela, sendo que desde que os dois entraram ali ele não fez nada além de olhar para ela - Olha... Eu sinto muito por ter dito aquelas coisas... Por ter te pressionado a falar sobre algo que com toda a certeza não deve ser fácil... Mas eu não conseguia mais aguentar aquilo!... Toda vez que você tinha um ataque eu quase tinha um também... Eu simplesmente não sabia o que fazer e quase morria do coração com medo de que qualquer ação minha piorasse o que acontecia com você... E-E isso me deixava tão assustado que eu só queria sair correndo!... Não que eu não goste de ficar com você... Mas tudo o que você fazia as vezes me deixava louco e-e eu...!

Juvia pisca um par de vezes estupefata com o rosto nervoso e constrangido do Fullbuster.

Mesmo após ela o magoar profundamente...

Mesmo após ela o irritar com suas complexas ações...

Ele pensou nela. Pensou em seus sentimentos.

Seu coração dispara frenético enviando uma onda que simplesmente entorpece tudo na Lockser, ela pode ouvir o mundo ao seu redor ser feito em pedaços em questão de segundos, ela olha espantada para aquele homem sem sequer conseguir respirar com uma sensação berrante crescendo dentro de seu tórax ao ver a forma que ele continua a andar de um lado para o outro se embaralharando com as palavras.

Ele... Sequer... ligava para os próprios sentimentos por pensar em Juvia.

Aquela sensação cresce tanto parece fazer algo explodir dentro dela em um sentimento eufórico, seus olhos ardem enquanto o seu rosto cora, um calor transborda de dentro de seu coração descontrolado fazendo-a se sentir como se tivesse derretido de tão quente que era. Seu peito queima em conjunto a aquilo, mas isso nem ao menos a incomoda; seus olhos prestes a derramar lágrimas porém sem deixar cair qualquer uma estavam focadas em cada movimento dele, hipnotizada por cada movimento, querendo gravar em sua memória cada ação.

Ela só se lembra de voltar a respirar quando pontos pretos aparecem em sua visão, ela puxa o ar sentindo como se fosse a primeira vez que fazia aquilo, como se fosse a primeira vez que ela respirava viva. Algo inexplicável toma espaço de sua mente a fazendo ter se controlar para não sorrir quando tudo ao seu redor volta a existir, mais brilhante, mais colorido, mais vivo; todas as suas dores, todas as suas angústias de antes dele começar a falar desaparecem deixando para trás apenas um requisito de clareza para a sua mente.

Juvia que decide se pode ou não ficar com o Gray-sama.

Não é o medo, não é a dor.

É ela.

"Juvia sobreviveu durante anos no Inferno, ela pode suportar qualquer dor que exista no mundo" Ela se levanta ainda se segurando para não sorrir de orelha a orelha, sentindo todo o Frio que a acompanhou durante séculos ser substituindo pelo Calor, o Calor que apenas ele conseguia faze-la sentir.

Gray-sama ainda estava falando quando ela o faz calar a boca.

Ele para como se levasse um choque quando Juvia coloca a mão sobre a sua boca, tão perto do corpo do Vampiro que ela senti aquele calor em seu interior virar uma febre para o seu corpo, o cheiro oriental a atinge fazendo-a suspirar em deleite, os lábios frios e a pele macia abaixo de sua mão faz uma corrente elétrica percorrer o seu corpo. Ela observa quando aquele brilho retorna abrasador em seus olhos negros, não a fazendo duvidar nem por um segundo que eles queimavam a sua alma de tão intensos.

Aquilo a deixava tão... Leve?

Ela nem mesmo sabe dizer de tão torpe que fica ao estar perto dele.

A respiração dele fica ofegante como se o simples oque de Juvia fosse capaz de deixa-lo sem chão em seus pés. Pensar sobre isso faz cada terminação nervosa de seu corpo- antes tão focadas em faze-la sentir dor- vibrarem fazendo ela estremecer. Ele pisca um par de vezes encarando-a meio perdido a fazendo liberar aquele sorriso, não resistindo a maneira que ele ficava tão... Charmoso com aquela cara.

Gray-sama arregala os olhos entreabrindo os lábios na palma de sua mão arrepiando cada centímetro do corpo dela, quando a azulada nota a mão dele se erguendo para segurar a sua de tira-la de lá, ela começa a dizer:

-Deixe Juvia falar...-ela murmura sentindo o seu rosto novamente ficar quente por soltar aquelas palavras, se sentindo exposta e... Envergonhada pelo o que vai confessar a ele. Mas isso não a impede, não, ela quer se expor para o Vampiro; ela quer que ele veja tudo o que pode dela, cada parte, sem falta. Pensando assim, ela fecha os olhos para não perder aquele surto de coragem-Aconteceram muitas coisas com Juvia durante a infância e a maior parte da adolescência de Juvia antes que a Erza-san e o Mystogan-sana tirassem do Inferno e essas coisas destruíram muito dentro de Juvia... E o Lyon fez Juvia acreditar em coisas que não eram reais e isso a fez se perder durante muito tempo, isso a mudou para uma forma fria e amargurada odiando tudo o que a antiga Juvia sonhadora e esperançosa representava. E quando Gray-sama chegou... Ele fez Juvia sentir  muitas coisas que Juvia não queria sentir fazendo Juvia tentar fugir de Gray-sama com todas as forças, Gray-sama conseguiu reviver essa antiga Juvia, colocando ao chão cada barreira que Juvia construiu, extinguindo cada angústia que os traumas de Juvia a faziam sentir e isso a assustava de uma maneira tão grande que deixava Juvia sem reação.

Ela para respirando fundo e abrindo os olhos focando nele enquanto solta a última sentença de seu discurso:

-Mas agora Juvia não tem mais medo, Juvia só quer que Gray-sama e a Juvia continuem de onde estavam... Para verem o Gray-sama ganhar o desafio.

Ela pode sentir seu coração falhar uma batida quando encontra os olhos dele levando uma sensação que incendeia seu corpo, pois Gray-sama a olha de uma maneira que a faz estremecer. Ele- sem nunca desviar os seus olhos- retira a mão dela de sua boca fazendo o frieza de suas mãos aliviar minimamente o Inferno que agora reinava no corpo dela, tão ofegante quando a azulada esta após tamanha declaração. Ter aquela atenção em cima de si, ver a forma que ele parecia consumi-la apenas com o olhar, o fez desejar agarrar aquela camisa preta e o beijar- algo que ela provavelmente teria feito se Lyon não tivesse machucado o braço que o moreno não estava segurando.

Ele leva a sua outra mão ao bolso da calça que veste abrindo a boca ao com uma voz grave ao mostrar a Lockser um dado:

-Que tal jogarmos um jogo?

 

#Gray

Quarta-Feira, 19 de Abril de 2016

23h10min55s

–Dois! Minha vez-digo ao olhar o dado fazendo ela fechar a cara por ser o terceiro número par seguido. Ver a forma emburrada que ela olha para o objeto traz um calor ao meu peito, fazendo meu coração se acelerar da mesma forma incomum que ele fazia ao estar minimamente perto da azulada-Porque é vegetariana?

Ela olha para mim um pouco confusa como se tentasse se lembrar de algo, aproveito isso para observar a forma desajeitada que ela senta na cadeira, Juvia tinha manias um tanto quanto "diferentes". Um exemplo disso é a sua forma de sentar, ela nunca encostava os pés no chão-a não ser que fosse para sair de lá-eles estavam sempre encolhidos e dobrados das mais variadas formas. Sorrio ao olhar aquilo, ela era uma mulher fascinante...

–Quando Juvia era pequena, Juvia estava andando em um bosque proibido para camponeses, pois pertencia ao Duque da região. Juvia estava procurando algumas ervas para o curandeiro da região em forma de pagamento pelos remédios que a mãe da Juvia constantemente consumia, até que Juvia ouviu sons estranhos e subiu em uma árvore  e viu um monte de nobres caçando um cervo. Juvia ficou com tão traumatizada ao ver o animal morrer que nunca mais na vida Juvia quis ver carne-diz fazendo um monte de expressões dramáticas ao pensar sobre isso, demonstrando um quase horror ao falar sobre aquilo. Continuo sorrindo igual um idiota sentindo aquele calor inundar meu peito enquanto olhava para a azulada a minha frente; ver como não havia mais nenhuma tentativa dela se esconder tornava difícil para mim raciocinar algo, não ter aquele peso cheio de dúvidas tanto pela minha parte quanto pela dela era simplesmente... Reconfortante, poder simplesmente apenas aproveitar aquilo me fazia sentir uma paz tão grande que eu esquecia de tudo.

Seus olhos vão ate os meus fazendo eu me perder neles, eram tão azuis... Pareciam dois oceanos, tão profundos... Tão misteriosos. Um arrepio caminha por meu corpo quando me sinto mergulhar naqueles orbes me fazendo suspirar, o ambiente ao nosso era tão suave, tão leve... Aquilo fazia algo dentro de meu peito explodir, nunca deixando o mesmo ficar muito tempo calmo, pois era impossível não ter meu coração batendo forte perto daquela azulada. Sorrio de lado ao vê-la estreitar os olhos em minha direção triunfante por finalmente um número ímpar surgir naquela dado após várias e várias vezes vir um par. Tenho vontade de rir daquilo mas me contenho esperando pacientemente por sua pergunta enquanto me distraio com seus cabelos também azuis, porém com as pontas em um roxo vivo, com a ligação do azul ao roxo um tom violeta.

–Porque Gray-sama sabe cozinhar tão bem?-ela solta a sua pergunta me fazendo voltar a atenção novamente para ela, saindo de seu fascinante cabelo. O tom curioso que ela traz consigo me faz pensar se ela questiona isso por causa da janta que eu lhe fiz a poucas horas atrás. Como passamos boa parte da tarde e quase a noite toda naquele joguinho de perguntas, eu a perguntei se estava com fome e a mesma confirmou, me fazendo revirar a geladeira dela do avesso para encontrar algo comestível, tanto que tive de lhe fazer apenas um macarrão com brócolis bem temperado. Ate tinha estranhado um pouco ela ter ficado o tempo todo a me observar da bancada que interliga a sua cozinha a sala-local onde estamos sentados agora-.

Respiro fundo molhando os lábios quando lembranças de quando eu fazia a mesma coisa que a azulada fez na cabana rústica onde quase sempre nevava. Local que hoje, não existe nem mesmo um requisito de sua construção; minha mente tenta me levar aquelas memórias, ate as lembranças de minha família antes de minha vila ser massacrada por Deliora e eu permito isso, sentindo algo quente surgir em minhas entranhas quando abro a boca para responder a sua pergunta:

–Ah sim, minha mãe, Mika, tinha uma paixão pela cozinha, amava preparar alguma comida para quem quer que fosse; principalmente para o meu pai. Na verdade os dois se conheceram quando ele desmaiou de fome por trabalhar o dobro que estava acostumado nas minas de carvão da minha cidade Natal, tudo isso para cobrir o turno de um amigo que precisou cuidar da filha doente; e minha mãe o carregou ate a sua casa e cuidou dele. Depois que os dois morreram eu quis aprender isso, porque observa-la cozinhar com tanto gosto era incrível.

Retiro o meu olhar perdido de qualquer canto e volta a encara-la, paralisando com a imagem que tenho dela me encarando meia perdida.

Meu coração novamente acelera ao ver um ar diferente tomar conta da azulada do que aquele vitorioso de antes, ela me olha com a intensidade dobrada quase levando a minha respiração embora; fazendo um formigamento disparar de meu coração me forçar a respirar fundo novamente para não tomar qualquer atitude que possa envolver um contato mais físico... 

Havia um tipo de fascínio naqueles olhos após minha fala quase me deixando transtornado, ela parecia me... Admirar, e apenas acreditar que essa possibilidade esteja correta faz aquela sensação em meu peito aumento deixando-me inquieto. Um calor transborda de meu peito viajando para todas as partes de meu corpo,tanto que sinto meu rosto começar a querer ficar vermelho por ter toda aquela atenção demasiada dela sobre mim. E ela percebe isso, pois posso ouvir seu coração disparar e morde o interior da boca, como se evitasse a sorrir.

Ah, então ela acha isso engraçado é?

Vejo vagamente pelo canto dos olhos que o dado jogado deu outro número par.

–É sua vez de novo, Lockser-digo sentindo minha voz sair mais rouca pela força que todas as sensações que aquele sentimento intenso direcionado unicamente para Juvia. Ela pisca um par de vezes juntando as sobrancelhas levemente ao notar a minha mudança, sinto aquele calor se transformar em uma corrente elétrica correndo por todas as minhas veias, sinto o seu cheiro de maresia e chuva me envolver querendo roubar o ar em meus pulmões, olho para o seu rosto observando como um simples tom de voz pode retirar toda a graça da situação. Uma mecha de seus cabelos se solta de trás de seu ouvido atraindo minha atenção imediata, meus dedos formigam desejosos a coloca-la de volta a seu lugar, mas isso não estava no roteiro; me obrigando a fechar os punhos disfarçadamente para resistir a tentação de toca-la.

Ela se ajeita na cadeira colocando os cotovelos na bancada, aproximando o corpo da beirada da mesa, consequentemente, aproximando seu rosto também. Algo em mim parece se contorcer com a sua iniciativa, começar a ver cada face que aquela mulher tinha era incrível. Ela, que aparentava ser uma máquina de tão vazia, na verdade tinha tantos modos diferentes de agir que ela simplesmente me deixava bobo, sem nenhuma reação.

Ela consegue me deixar sem chão em um piscar de olhos...

–Qual a cor favorita do Gray-sama?-diz em um tom baixo, indescritivelmente sugestivo que parece ecoar na minha mente sem parada, gravando aquele tom e gravando o arrepio que desceu por minha espinha. Estreito os olhos para a sua atitude mordendo o lábio inferior ao entender que o ar suave, agora era eletrizante,podendo pegar fogo a qualquer momento.

Aquele era um jogo para dois.

Levanto lentamente da cadeira onde estou a olhando no fundo daqueles olhos azuis vendo o tom tão brilhante começar a escurecer como se caíssem pingos de tinta azul-petróleo nos mesmos, espalmo minhas mãos na pedra fria daquela bancada sentindo a sua temperatura fria tentar abaixar-sem sucesso- o estado fervente em que a minha se encontra. Aproximo nossos rosto fazendo-a arquear o pescoço para me olhar por causa da diferença de alturas. Sinto meu coração bater mais forte por estar cada vez mais perto dela, e sei que Juvia se sente da mesma maneira  pois posso ouvir a forma descompassada que o seu órgão me acompanha, sinto algo frio se instalar perto de meu estomago quando uma estranha ansiedade começa a crescer dentro de mim me fazendo parar a centímetros de seu rosto, tão perto que eu só precisava abaixar um pouco meu rosto para colar as nossas testas.

Sinto uma onda de choque percorrer por todos os meus nervos, servindo apenas como um combustível ao calor que reinava em meu peito. Seu cheiro me envolve entorpecendo minha mente e deixando minha respiração falha ao expulsar o oxigênio de meus pulmões, sem nem ao menos que eu perceba, meu rosto já abaixou colando nossas testas e nossos narizes, o que apenas piorou a minha busca por ar; pois, a cada lufada da respiração ofegante da azulada compartilhada com as minhas apenas serviam para tornar ainda mais difícil respirar. Tais fatos, fazem meus lábios entreabertos  roçarem nos seus, queimando-ose fazendo pequenos choques elétricos percorrem meu sangue fervendo-o ainda mais; mas os olhos dela nunca deixam os meus me fazendo ver absolutamente tudo o que se passava sua mente:

Eu podia ver como ela se sentia da mesma maneira que eu, na sua aflição colocou nossos lábios entreabertos apenas roçarem um no outro, na maneira torpe que ela se encontra, em como queria que eu a beijasse logo e acabasse com aquilo.

E sem nenhuma hesitação.

Eu suspiro pesadamente com todas essas informações sentindo aquele calor em meu peito quase transbordar o meu corpo, em resposta a isso, Juvia fecha os olhos em um claro pedido para eu terminar logo com aquilo.

–Azul-fecho os olhos murmurando com a voz rouca e falha e dizendo uma obvia referência a mulher a minha frente quase em seus lábios. Ela suspira de repente não me esperando mais para tomar uma atitude.

Sinto meu corpo estremecer quando a azulada inicia um beijo lento me fazendo apreciar a textura tão macia de seus lábios naqueles movimentos tão minimamente calculados para me enlouquecer. Um pulso dispara de meu órgão vital atingindo todas as minhas terminações nervosos em um tiro certeiro, deixando-os torpes inundados demais na sensação inexplicável de beijar Juvia Lockser. Um sentimento estranho começa a crescer dentro de mim quando eu aprofundo aquele beijo sentindo a minha garganta vibrar com um som que surge do fundo de meu tórax, mas; não ouso mudar aquele ritmo tão... Alucinante, tal sentimento faz minhas mãos formigarem desejosas para tocar em sua pele, em seu corpo...

Ainda mais ao ter doces lembranças de seu calor rondando minha mente...

Forço minhas mãos contra a bancada para não acatar os desejos de meu corpo, ocupado demais em sentir a sua língua explorar profundamente a minha boca, tão intensa que eu mal consigo raciocinar o que esta acontecendo. A sua mão agarra a minha nuca queimando a minha pele onde toca e fazendo uma sensação berrante varrer meu controle ao agarrar os cabelos de minha nuca, arquejo em sua boca sentindo-a apertar meus fios negros com mais força trazendo um arrepio para minha pele. Mordo de leve o seu lábio inferior durante aqueles beijos seguidos, preso demais em como ele fazia aquele calor em meu peito borbulhar em uma sensação indescritível, mas que parecia destruir todo o mundo ao nosso redor.

Não sei por quantos minutos ficamos naquilo entretidos demais na ternura extrema presente em cada movimento para nos importarmos com o tempo, mas o ar se fez necessário. Diminuo o ritmo dos beijos tornando-s selinhos demorados para depois extingui-los da mesma forma,porém eu não me atrevo a separar nossos rostos, encostando a minha testa na dela quanto tento recuperar o folego.

Uau... Isso foi... Uau.

Sinto meus lábios ferverem e formigarem por ainda estarem tão perto dos dela, a sua própria respiração ofegante apenas servia para tornar mais árduo o trabalho de tentar respirar. Aquele estranho sentimento ficou tanto tempo em meio ao calor incrustado em meu coração descompassado que pareceu explodir igual fogos de artificio cio trazendo um sentimento de plenitude tão forte que- se meus olhos não tivesse fechados- eu veria minha visão ficar turva, e aquele sentimento era tão grandioso que ele me fazia ter uma estranha vontade de sorrir de orelha a orelha.

E uma felicidade sem igual parecia ter substituído o sangue que correr minhas veias.

Mordo o interior da boca para inutilmente conter aquele sorriso com uma estranha urgência em vê-la. Abro os olhos sentindo meu coração falhar uma batida com a imagem que tenho.

Paraliso ao ver seu rosto com as bochechas coradas, lábios avermelhados entreabertos para conseguir respirar, as sobrancelhas um pouco juntas em uma expressão de puro... Êxtase. Uma onda de choque me acerta profundamente fazendo minha entranhas se contorceram e aqueles fogos de artificio parecerem aumentar o seu poder em minha cavidade tóraxica.

-Gray-sama... pode dormir aqui ?-arregalo os olhos perdendo todo o ar que fui capaz de recuperar quando ela soltou aquela frase em um tom de súplica arrebatador. 

–Você me quer... aqui?-pergunto meio perdido com tudo o que estava acontecendo, me repreendendo por me sentir um tanto quanto... Envergonhado com o seu pedido. Eu nunca fui tímido e não era agora que iria me tornar um, mas ela tendo aquelas ações tão...Fofas... Era quase impossível de não sentir o meu rosto queimar.

"-...Gray-sama conseguiu reviver essa antiga Juvia, colocando ao chão cada barreira que Juvia construiu, extinguindo cada angústia que os traumas de Juvia a faziam sentir ..."

–Juvia... Sempre teve muitos pesadelos, principalmente após Erza-san e Mystogan-san a salvarem... E... A única noite em que... Juvia pode realmente dormir foi... Com o Gray-sama-confessa em um tom tímido sem ter coragem de abrir os olhos.

Um sentimento triunfante cresce em meio a aquela sensação de calor, me fazendo sentir tanto... Orgulho que contenho o sorriso convencido em meu rosto, pego aquela mecha fujona e a coloco na parte de trás de sua orelha.

–Estou as suas ordens, Madame.

 

#Jellal

Quinta-Feira, 20 de Abril de 2016

07h22min37s

 

Levanto sobressalto quando ainda consigo sentir o calor das cobertas em cima de meu corpo e o macio  do travesseiro em minha cabeça.

"Erza sempre as leva consigo quando acorda de manhã para me fazer levantar também" Meus olhos automaticamente vão para o outro lado da cama e quando eu não encontro nada, sinto meu coração falhar uma batida.

Meus olhos dobram de tamanho quando um choque parece congelar o meu corpo, uma dor incontrolável acerta meu esterno abrindo passagem a força, minhas cicatrizes pegam fogo piorando aquela tortura de uma maneira tão forte que sinto meu Lobo ganir em minha mente. Meus orbes ardem ao mesmo tempo em que algo se instala em minha garganta, meu corpo inteiro parece levar uma surra quando eu sinto meu coração se quebrar em milhões de pedaços.

"Eu prometo"

Mentirosa...

Uma fúria sem limites começa a crescer dentro de mim, meu outro lado se junta a ela rugindo tão enlouquecido quanto eu, meus olhos queimam em meio as lágrimas que me recuso a deixar cair passando para aquele prateado característico de meu animal, minha pele ferve pinicando e me incomodando, minhas articulações e juntas estalam prontas para mudar de forma. Quase perco o controle daquilo, porém eu não me deixo levar por minha ira; a alguém que eu preciso encontrar e que sei que pode me levar ate aquela ruiva para eu tentar entender como ela foi capaz de fazer aquilo outra vez.

Visto minha roupa as pressas verificando cada canto da casa antes de triplicar a minha raiva e ir atrás dela.

//////////

Mal espero abrirem a porta entrando com violência e esbarrando meu ombro no de Gray no processo.

-Ei, cara! O que diabos-

-Onde. Ela. Esta?-rosno entre os dentes olhando para o ponto azul paralisado na mesa da sala com uma xícara de café na mão. Reprimo qualquer outro sentimento que não seja a ira ao ver os olhos azuis brilharem ao me verem, ter sido deixado outra vez por minha esposa irracional me levou ao limite de minha compreensão, de minha paciência.

-Jellal! Que merda você esta fazendo?!-não ligo e nem mesmo escuto direito o que o Vampiro diz irritado e surpreso com minha personalidade arrisca. Meu olhar não se desvia de Juvia e minha raiva não diminui quando ela me abraça murmurando o quanto sentiu minha falta usando o codinome que eu tanto detesto deixando o Fullbuster estupefato.

A única pessoa capaz de me acalmar no momento é o motivo de minha fúria.


Notas Finais


TADINHO DO GAJ-KUN!!!! Só leva tapa da Levy-chan...
Ele lá todo esperançoso e ela mandou logo a real q queria muito ele mas n confia mais no Cabelão!
Natsinho ta se superando hein! AH, eu acho que eu perdoo ele pelas merdas que o Garanhão fez...
E AINDA DESCOBRIMOS QUE A LISSANA É NALU!
Natsu todo inseguro na vibe do Jellal de "EU n mereço ela!" quando a albina foi e jogou na cara dele q quem decide isso é a Lucy!
Amei!
JUVIA SE LIBERTOU!!!!!!
EU OUVI UM AMÉM?!
Ate coloquei para tocar aki no Pc a I Want To Break Free do Queen.
Sua linda! Ate q enfim! Bom q agr ela e o Grayzinho se pegam loucamente kkkk
Eu já falei o quanto eu amo o Gray?
Cara gatão, decido, sabe cozinhar e ainda não desiste do que quer!
Onde arrumo o meu? Pq pelo amor de Deus! Necessito de um Sr. Sedução igual a ele!
N FALEI Q IA DAR MERDA KKKKKK
Erza, sua sumida! Faz isso com o Jelly n kkk Deixou o coitado transtornado! Tanto q ele já chegou arrombando a casa da Juvis!
Acho q alguém aki ta um pouquinho furioso.
Só sou eu q ta prevendo muita treta?
Bem seus lindos, eu vou-finalmente!-dormir na minha caminha diva porque eu to parecendo um zumbi e devo ter caído no sono uma dez vezes enquanto revisava esse cap.
Faltam apenas uns dois ou três povs do proximo e eu vou ver se consigo escrever amanhã, eu ate faria hj, mas minha mãe já foi dormir e falou que se ela acordar as 4 eeu ainda tiver no pc eu to lascada!
Bjs e até o próximo cap!


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